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ENSINANDO VALORES HUMANOS A CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Saara Nousiainen

Esclarecendo
Este livro representa um curso básico de valores humanos para crianças, jovens e também adultos.

E dizemos “curso” na falta de outro termo mais adequado para esses encontros, que constituem um convite, uma sensibilização, visando à aceitação das ideias e dos valores que são apresentados, tais como afetividade, respeito, não violência, responsabilidade, honestidade, ética, solidariedade, boa educação, etc.

Consta de quarenta e duas aulas interativas*, que podem ser ministradas por qualquer pessoa que tenha boa leitura.

Sugerimos que sejam feitas reuniões semanais e que sejam também convidadas outras pessoas, principalmente crianças e adolescentes, para esse encontro com os valores mais nobres do espírito.

Essa certamente é uma excelente oportunidade para integrar a família e fortalecer os vínculos; é o momento em que os pais ou responsáveis podem perceber o desenvolvimento dos filhos ou dos que estão sob sua orientação; podem identificar o que está lhes faltando para uma evolução mais plena ou, ainda, pensar possíveis correções de rumo em sua educação.

Entendemos ser importante criar o hábito do encontro semanal com os valores humanos e escolher um dia da semana e um horário em que haja maior possibilidade de todos estarem presentes. Quando houver um aniversário ou outro motivo para ausências, pode-se remarcar o encontro para o dia seguinte ou outra data conveniente.

Sem conotação religiosa, mas com toques de religiosidade, os encontros são encerrados com uma prece, e, na maioria dos casos, há um exercício de relaxamento com visualizações benéficas e de elevado teor.

As aulas foram elaboradas utilizando-se de contos e inserção de situações fictícias esclarecedoras, possibilitando mais fácil fixação dos ensinamentos. Em determinados momentos, permitem maior interação, com socialização dos temas, ou seja, troca de opiniões com os presentes, questionamentos, etc. Os parágrafos em itálico são orientações pontuais para o facilitador.

Sugerimos que o facilitador procure sempre responder às perguntas que possam ir surgindo durante os encontros. Caso não conheça a resposta com segurança, deve dizer que vai pesquisar e responder no encontro seguinte.

Entendemos não ser necessário enfatizar a importância do ensino de valores humanos às crianças e adolescentes, tendo em vista a indigência em tais valores existente em grande parcela da nossa sociedade e que é nesse período que são forjados os cidadãos.

A vida moderna, com todas as suas facilidades e dificuldades, vem preenchendo tanto o tempo e a vida do ser humano, que pouco espaço lhe resta para a busca desses valores, no entanto representam o suporte imprescindível para o desenvolvimento de uma sociedade equilibrada e mais feliz.

Estamos convencidos de que, se o extraordinário progresso da ciência e da tecnologia não se fizer acompanhar pelo crescimento também em valores humanos, haverá pouca esperança para a humanidade.

 Assim, embora de forma diminuta, estamos procurando colaborar de acordo com nossas possibilidades.

Fortaleza, 19 de dezembro de 2008.

Saara Nousiainen

* Utilizamos a palavra aula, na falta de outro termo que melhor defina um encontro focado em valores humanos.


Instruções ao facilitador
Todo o conteúdo dos encontros é apresentado pronto, bastando ao facilitador ler e atender as orientações pontuais, que estão em itálico.

A leitura deve ser mais lenta, e as palavras bem pronunciadas, para que todos possam entender e assimilar bem o seu teor.

Nas orientações pontuais em itálico, quando se diz O facilitador deve socializar o tema, isto significa que ele deve envolver os presentes na conversa, incentivando respostas, comentários e opiniões. Deve, no entanto, respeitar a opinião e o pensamento de cada um e ter cuidado para que as divergências entre uns e outros não descambem em discussões que só iriam prejudicar a reunião e azedar o seu clima. Em situações de divergência, jamais deve criticar alguém, mas respeitar e fazer respeitar o pensamento de todos.

Na maioria das vezes, quando se pede para incentivar respostas, as respostas essenciais são apresentadas em seguida para facilitar.

O facilitador deve também estar atento ao horário, não permitindo participações longas dos presentes.

Nos exercícios de relaxamento com visualizações, a leitura deve ser ainda mais lenta e pausada.

É importante que a prece de encerramento seja feita em voz alta por uma pessoa e que as outras acompanhem apenas no pensamento. Assim fica mais fácil para todos se concentrarem nas ideias da prece.
Ensinando Valores Humanos a Crianças e Adolescentes

1º encontro – Amor universal
Nós vamos iniciar os nossos encontros periódicos falando sobre o amor, porque esse sentimento é a maior força da vida.

O amor é tão importante, mas tão importante, que Jesus o apresentou como sendo o maior de todos os mandamentos.

E é fácil percebermos o quanto é importante, porque, se a humanidade tivesse amor, a Terra seria um paraíso. Ninguém faria os outros sofrerem, não haveria criminosos, não haveria corruptos, e todos fariam a sua parte pela felicidade do próximo.

O amor está em tudo o que é bom, que faz bem, que dá felicidade, e podemos defini-lo como sendo um sentimento vivo de afeição e de alegria.

Mas existem vários tipos de amor.

Poderíamos comparar esse sentimento com uma árvore com muitos galhos e folhas. O tronco representaria o amor universal, e os galhos e folhas, os outros tipos de amor. Desses, falaremos no nosso próximo encontro.

O mais sublime de todos é o amor universal, um sentimento generalizado, assim como uma fonte que doa suas águas cristalinas sem perguntar a quem.

Para nós, é difícil entender esse tipo de sentimento, porque estamos acostumados a amar nossos pais, nossos irmãos e amigos... mas não a tudo e a todos.

Exemplos de amor universal vamos encontrar nos grandes seres, assim como Jesus, que ama a humanidade inteira; como Francisco de Assis, que ama a todas as pessoas, e também o Sol, o vento, as pedras, as plantas e os animais, chamando a todos de irmão e de irmã.

Aqui, no Brasil, temos tido vários exemplos desse tipo de amor, como foi o caso do Betinho. Mesmo muito doente, ele trabalhou muito para melhorar as condições de vida das pessoas mais pobres.

Também a irmã Dulce, na Bahia, lutou a vida inteira para ajudar os mais necessitados. Cuidou de pessoas doentes, transformou o galinheiro do convento num albergue para pobres. Construiu farmácia, posto de saúde e uma cooperativa de consumo. Fundou o Círculo Operário da Bahia, que, além de ser uma escola de ofícios, proporcionava atividades culturais e recreativas. Quase não comia e não dormia.  Todo esse sacrifício pelo bem dos outros resultava em felicidade para ela, porque, como dissemos, o amor é a própria força da vida.

Quem ama, com esse amor universal, conduz o céu dentro de si.

Algum de vocês é capaz de citar outros modelos de amor universal?

O facilitador deve incentivar respostas.

OBSERVAÇÃO: Certamente alguns indicarão a mãe ou pai como exemplo, mas cabe aí explicar a diferença, mãe e pai amam seus filhos. É um amor individualizado. Já o amor universal envolve a tudo e a todos. É como a fonte que oferece suas águas sem indicar endereço para elas. Os outros tipos de amor têm endereço certo.
O amor universal é uma força que surte alguns efeitos. Um desses efeitos é a solidariedade. Quem de vocês sabe o que é isso?

O facilitador deve incentivar respostas.
Nós vamos narrar uma situação que mostra bem o que é solidariedade.

Em novembro de 2008, Mariazinha e seus pais estavam assistindo ao noticiário na TV, que mostrava imagens da catástrofe ocorrida em Santa Catarina. A chuva vinha castigando aquele estado há tempo e, nos últimos dias, mais que nunca. Cidades estavam embaixo da água, e morros se desmanchavam soterrando casas e pessoas.

Dezenas de milhares de famílias haviam perdido tudo, suas casas, seus pertences e até mesmo pessoas queridas.

A TV mostrava também entrevistas com desabrigados. Eram homens e mulheres em desespero por terem perdido tudo e não saberem mais o que fazer, nem por onde recomeçar.

Mariazinha tinha tendências ao orgulho, que seus pais vinham procurando combater, mas ela não era má, ao contrário, tinha bom coração. Engasgada pela emoção, exclamou:

– Nós precisamos ajudar essas pessoas!

Seu Geraldo respondeu:

– Sim, precisamos ajudar de alguma forma. Amanhã vou depositar algum dinheiro na conta da Defesa Civil de Santa Catarina.

Dona Ilka, com voz embargada, disse:

– Vou separar todas as roupas de que não precisamos e comprar um bocado de mantimentos...

Seu Geraldo, satisfeito com a atitude das duas, completou:

– E eu vou deixar esse material na Defesa Civil, para eles enviarem.

Mariazinha pensou por instantes e disse:

– Aquelas pessoas perderam suas casas... e eu fico pensando como seria se nós tivéssemos perdido a nossa casa...

Pensou mais um pouco e, de repente, exclamou:

– Já sei! Sabem aquele dinheiro que vocês vêm juntando para me levarem à Disneylândia? Pois eu prefiro que vocês deem esse dinheiro a eles. Acho que vai dar para ajudar bastante.

– Mas, filha! – exclamou dona Ilka.

Antes que a mãe pudesse continuar, Mariazinha falou em tom decidido:

– É isso mesmo que eu quero, mãe! Como acha que eu iria me sentir nesse passeio, sabendo que uma família que poderia estar recebendo a sua casa... vai continuar desabrigada. Não, não. Vou ficar muito mais feliz aqui mesmo, sabendo que estamos fazendo a nossa parte.
E vocês? Quem de vocês, no lugar da Mariazinha, faria a mesma coisa?

O facilitador deve incentivar respostas e socializar o tema, enfocando a importância da solidariedade e do desprendimento.
Vou fazer uma proposta a vocês, ou melhor, a todos nós. Já que o amor é a grande força da vida... Já que ele está em tudo o que é bom, que faz bem, que dá felicidade... Por que não procuramos desenvolver mais amorosidade em nossos sentimentos? O que vocês acham? Não é uma boa ideia?

O facilitador deve incentivar respostas e socializar o tema, perguntando aos presentes o que cada um poderia fazer, como deveria agir, para ser mais amoroso, mais fraterno.
OBSERVAÇÃO: Para os exercícios de relaxamento e visualizações, é importante que o facilitador leia calmamente, com voz tranquila, dando as devidas pausas.

Vamos fazer agora um exercício de relaxamento com visualizações benéficas.



O facilitador deve orientar a respiração profunda, lembrando que deve ser calma e cadenciada, e que é o abdômen que infla e se retrai com os movimentos respiratórios e não o tórax.

Vocês devem fechar os olhos para se concentrar melhor.

Façam algumas respirações profundas para relaxar... (vinte segundos)

Continuem com os olhos fechados para poder se concentrar melhor. Pensem em si mesmos com muito carinho. Imaginem seus corpos envolvidos numa luz branda, cheia de paz... (cinco segundos)

Sintam afeto por si mesmos... (cinco segundos)

Sintam respeito por si mesmos... (cinco segundos).

Pensem em si mesmos vivendo sempre de acordo com as leis de Deus, sendo honestos, fraternos, pacíficos... (dez segundos)

Agora eu vou fazer uma prece, e vocês acompanham, só no pensamento: “Deus, nosso criador, pedimos que nos proteja, a nós e a nossos familiares, e que nos conduza sempre por caminhos honestos, ajudando-nos a desenvolver amor universal. Pedimos teu amparo para a humanidade inteira. Ajuda os que estão sofrendo, os que estão doentes e aqueles que não têm um lar... Pedimos também pelos maus... Ajuda-os a compreenderem seus erros e a procurarem se melhorar. Finalmente agradecemos por tudo que a vida nos dá, pois sabemos que é ela, a vida, a grande escola do nosso espírito... Assim seja.”


2º encontro – Outros tipos de amor
Vocês estão lembrados do propósito que fizemos em nosso último encontro sobre desenvolvermos amorosidade?

Então, vamos ver quem procurou ser mais amoroso, mais fraterno, durante esta semana.



O facilitador deve incentivar respostas, socializar o tema e estimular narrativas sobre tais experiências.
Hoje vamos falar sobre os outros tipos de amor, como aquele que ocorre entre irmãos.

Muitos irmãos por vezes brigam e acham que não se gostam, mas, se um deles fica doente ou tem algum problema mais grave, os outros percebem logo o quanto gostam dele. É muito importante os irmãos sempre procurarem cultivar amizade entre si.

Outro tipo de amor é o que ocorre entre pais e filhos. Esse é dos mais fortes e profundos.

A natureza é tão sábia que colocou muito amor nos corações dos pais por seus filhos e também nos corações dos filhos por seus pais.

Isto se dá porque as crianças chegam ao mundo completamente necessitadas de quem cuide delas, e, para cuidar de crianças, é preciso ter muito amor por elas. Só um amor muito grande pode levar uma pessoa a cuidar do seu bebê, trocar fraldas, dar alimento, dar banho, passar noites em claro quando ele adoece...

Milhões de pessoas trabalham desesperadamente para conseguir sustentar seus filhos.

Também existem exceções. Alguns pais não aguentam o sufoco e vão embora. Algumas mães abandonam o filho recém-nascido em qualquer lugar, porque não se sentem em condições de criá-lo.

Muitas pessoas também adotam uma criança e sentem por ela o mesmo amor que sentiriam se fosse seu próprio filho.

Vamos agora fazer um exercício.

O facilitador deve explicar que a respiração profunda é lenta, tranqüila, e é o abdômen que infla e esvazia nos movimentos respiratórios, não o tórax.

Vamos fechar os olhos e respirar fundo algumas vezes para relaxar. (dez segundos)

Pensemos em nossos pais, em nossas mães ou naquelas pessoas que cuidam de nós. Vamos visualizá-los, como se os estivéssemos vendo. (dez segundos)

Vamos dizer para eles, só no pensamento: “Muito obrigado por cuidar de mim. Eu te amo muito” (dez segundos).

Podemos abrir agora os olhos, porque vamos falar sobre outro tipo de amor, aquele que ocorre entre os casais.

Aí também vemos como a natureza é sábia, fazendo surgir amor nos corações dos casais, porque esse é um sentimento muito bom, dá felicidade; também é muito importante para se formar um lar, gerar filhos e cuidar deles.

É verdade que muitos casais brigam muito e alguns acabam se separando e em muitos casos terminam por formar outra família, mas os pais sempre continuam amando seus filhos, mesmo que não estejam morando juntos.

Uma prática muito importante na relação familiar é o abraço, pois se trata de uma troca de energias do afeto, que faz muito bem. Mas não é preciso ficar abraçando os outros a toda hora. Isto só se deve fazer de vez em quando, para não abusar.

Por vezes um abraço que damos pode não ser bem recebido porque não há esse costume na família. Nesses casos é bom repetir o abraço de vez em quando para criar esse costume, que é muito bom e saudável.

Também pode acontecer que o abraço não seja bem recebido por não ter sido dado com amor, mas como brincadeira. Por isso sempre é bom lembrar que o mais importante é o sentimento que acompanha qualquer gesto.

Um abraço afetuoso enriquece nosso coração com bons sentimentos e nos dá a impressão de que energias benéficas passam a circular em nós.

Há também um tipo de amor que é maravilhoso por ser desinteressado. É a amizade.

Gostamos dos nossos amigos não porque são feios ou bonitos, ricos ou pobres... ou porque são úteis para nós... Simplesmente, gostamos por gostar.

Entre amigos verdadeiros não existe inveja, orgulho nem grandes mágoas.

Se brigamos com um amigo, ficamos muito tristes e com vontade de fazer as pazes.

Pelo fato de ser um sentimento desinteressado, a amizade pode durar a vida inteira.

É uma felicidade ter amigos verdadeiros.

O facilitador deve pedir aos presentes para contarem nos dedos quantos amigos possuem e levantar as mãos para mostrar essa conta; deve também explicar que não se trata de colegas, mas sim de amigos.
Dissemos que a natureza é sábia e que proporciona à vida tudo de que ela necessita. Mas será que nós respeitamos a natureza?

O facilitador deve incentivar respostas.
O ser humano não tem respeitado a natureza, pois vem depredando as matas, poluindo o ar, os rios e até o mar, e por causa disso o clima da Terra vem mudando e tantas catástrofes vêm acontecendo, porém é fundamental, é imprescindível que comecemos a criar uma cultura de respeito pela natureza, para que a vida possa continuar se manifestando na Terra, sem maiores sofrimentos.

O ser humano se orgulha em achar que é o rei da criação, dono do mundo... e vive cogitando viajar pelo espaço e conquistar outros planetas. Os americanos que foram à Lua cuidaram logo de plantar lá a bandeira americana, assim como um conquistador faz ao conquistar um país. Mas, antes de pretendermos conquistar o espaço sideral, deveríamos aprender a viver melhor em nosso próprio mundo; dar condições de vida iguais a todas as pessoas; respeitar a natureza e cuidar dela para que ela possa cuidar de nós.

Quem sabe dizer o que devemos fazer para cuidar melhor da natureza?

O facilitador deve incentivar respostas e socializar o tema, listando as diversas ações que todos podem fazer para cuidar da natureza.
OBSERVAÇÃO: Para os exercícios de relaxamento e visualizações, é importante que o facilitador leia calmamente, com voz tranquila, dando as devidas pausas.

Vamos agora fazer um exercício de relaxamento com mentalizações.

Vamos então relaxar... fechar os olhos e respirar fundo algumas vezes para nos harmonizar... (vinte segundos)

Imagine que você se encontra no campo... (cinco segundos)

Há arbustos floridos ao seu redor... (três segundos)

Olhando para cima, você vê o céu, muito azul, com algumas nuvenzinhas levadas suavemente pela brisa... (cinco segundos)

Você vê flores e nuvens... As flores nos falam em alegria e amor... Sua vibração nos transmite ternura e contentamento... (cinco segundos)

As nuvens, passando, indicam que há céu, há luz, há vida que esplende em outras infinitas dimensões... (cinco segundos)

Ligue sua alma, sua mente, seu espírito nessa luz... Luz de Deus que está nas flores e além das flores; que está nas nuvens e além das nuvens; que está no azul do céu e além desse azul... (cinco segundos)

Repita mentalmente as seguintes palavras, procurando senti-las em toda a sua profundidade:

Da mente divina, luz infinita, flua luz para a minha mente... (cinco segundos)

Que a minha mente se ilumine e se enobreça nessa luz... (cinco segundos)

Que essa luz divina percorra todo o meu ser, para que eu vibre na paz e na harmonia... (cinco segundos)

Do coração do universo, fonte infinita e eterna do amor, flua amor para o meu coração... (cinco segundos)

Que meus sentimentos se engrandeçam nesse afeto de Deus, nesse afeto que vibra em todo o universo, dando a tudo e a todos, razões para existir... (cinco segundos)

Que esse afeto de Deus preencha todos os meus espaços interiores... (cinco segundos)

Paz e harmonia em todo o meu ser. (cinco segundos)
Sugestão: encerrar a reunião com uma prece curta.
3º encontro – Responsabilidade
Hoje pela manhã, quando vocês acordaram, quais foram as primeiras pessoas que viram?

O facilitador deve incentivar respostas.
Pois bem, quem de vocês deu bom-dia a essas pessoas?

O facilitador deve indicar os presentes um por um e incentivar a resposta.
É muito bom cumprimentar as pessoas, sempre. A gente se sente bem quando recebe um alegre bom-dia, boa-tarde ou boa-noite. Não é verdade?

Quando dizemos bom-dia para alguém, estamos desejando a essa pessoa um dia realmente bom, e, quando ela nos responde da mesma forma, também está desejando para nós um bom-dia.

Assim, estamos passando para essa pessoa uma energia boa e ao mesmo tempo recebendo dela uma boa energia.

Essa questão das energias é muito interessante e é fácil de verificar. Muitas vezes acontece de estarmos de baixo-astral e, ao encontrarmos alguém que nos acolhe com um largo sorriso e um alegre bom-dia, o baixo-astral vai embora. É melhor ainda quando recebemos também um abraço amigo.

Também é muito comum estarem algumas pessoas num ambiente meio carregado e aí entra alguém de alto-astral, que cumprimenta os demais com alegria e afeto. O ambiente muda logo, fica mais leve.

Os grandes mestres da humanidade sempre disseram que aquilo que queremos para nós devemos fazer para os outros. Então, vamos começar a cultivar o bom- dia, o boa-tarde e o boa-noite. Dessa forma, estaremos oferecendo uma boa energia para outras pessoas e recebendo também a boa energia delas. Vocês concordam?



OBS.: Nos encontros seguintes o facilitador deve sempre perguntar quem se lembrou de usar o bom-dia, o boa-tarde e o boa-noite.
Agora vamos falar sobre responsabilidade. Quem sabe o que isto significa?

O facilitador deve incentivar respostas.
Vamos contar o que aconteceu com a Mariazinha.

Ela teve uma ideia genial. Iria organizar uma pecinha de teatro na escola.

Com as ideias fervendo na mente, convidou duas colegas, a Nicinha e a Joana, para escreverem o roteiro da peça junto com ela. As três, encantadas com a ideia, trabalharam muito e conseguiram. O roteiro da pecinha ficou pronto e muito bom. Muito animadas, foram falar com a diretora da escola, que gostou muito da ideia e até marcou a data da apresentação.

As meninas convidaram o Lúcio, um colega de classe, para fazer o papel masculino da peça, e os ensaios tiveram início no mesmo dia.

Na véspera do dia marcado para a apresentação, Lúcio não compareceu ao último e decisivo ensaio. Telefonaram, mas ele não estava em casa. Havia saído com uns amigos.

As meninas ficaram desesperadas porque o papel do Lúcio, apesar de pequeno, era fundamental.

– E agora? – perguntou Mariazinha. – Que vamos fazer? Por causa da falta de responsabilidade do Lúcio, vamos ter de cancelar a peça, justo agora, quando todos os pais de alunos já foram convidados e está tudo pronto, inclusive os cenários. Só faltava mesmo esse último e decisivo ensaio.

Joana, com ar muito zangado, falou:

– Como é que o Lúcio pôde fazer uma coisa dessas? Garoto irresponsável... tanto trabalho, tantos sonhos vão por água abaixo!

Mas Nicinha levantou a cabeça e disse:

– Não vai ser por causa desse Lúcio que vamos cancelar a peça. Acho que meu irmão poderia fazer. Ele tem muita facilidade para decorar textos e já participou de várias peças.

Bem, o problema ficou resolvido, e a peça foi um sucesso, mas... como ficou o Lúcio nesse contexto?



O facilitador deve socializar a conversa, enfatizando as consequências da falta de responsabilidade, lembrando que, agindo assim, sem responsabilidade, a pessoa vai perdendo a credibilidade e, com isso, prejudicando seu próprio futuro.
As pessoas de caráter sempre assumem e cumprem suas responsabilidades. É claro que existem situações em que isto não é possível, mas, nesses casos, elas se justificam e procuram encontrar um jeito de resolver o problema que vão causar. No caso do Lúcio, foi diferente. Ele deixou de ir ao ensaio para sair com os amigos. Se fosse um bom caráter, não trocaria uma responsabilidade por um mero prazer. E se tivesse tido necessidade mesmo de faltar ao ensaio, teria avisado em tempo e procurado ajudar a encontrar quem o substituísse.

Deu para vocês entenderem?

A falta de responsabilidade depõe contra o caráter da pessoa. Quem pode confiar num irresponsável?

E nós? É claro que queremos ser pessoas responsáveis, não é?

Então, vamos todos procurar ser responsáveis daqui para frente, está bem?

Mas existe outro tipo de responsabilidade que nem todo mundo aceita. É aquela que temos com relação a nossos irmãos em humanidade. Se nós temos o que comer, há milhões de pessoas que vivem em estado de miséria.

Estima-se que a cada dia morrem vinte mil pessoas em nosso planeta, principalmente na África, em decorrência da fome e da pobreza extrema.

Será que sabemos o que significa passar fome... morrer de fome?

Vivemos num mundo de vergonhosos contrastes. Enquanto milhões de pessoas têm problemas com a obesidade, por comer demais, outros milhões de irmãos nossos, por não ter o que comer, estão tão magros que nem conseguem ficar em pé...

O facilitador deve mostrar as fotos...


E crianças esqueléticas pedem esmola para não morrer de fome.

E nós? Será que podemos fazer alguma coisa para mudar essa situação, aliviar o sofrimento dessas pessoas, nem que seja só um pouquinho?

Podemos, sim. Podemos procurar alguma instituição filantrópica séria, ou uma ONG de respeito e oferecer nossa ajuda. Essa ajuda pode ser material, com doações, e pode ser dada pela figura de um apoiador ou voluntário que contribui com tempo e conhecimento.

Mas, aqui mesmo no nosso país, também há milhões de pessoas vivendo na miséria. Há crianças passando fome; outras tendo que trabalhar desde pequenas para ajudar na manutenção da família.

O facilitador deve mostrar a foto e enfatizar a expressão de sofrimento nos rostos dessas criancinhas que trabalham quebrando pedras; observar o tamanho da marreta em mãozinha tão pequena.


O facilitador deve incentivar os presentes a se manifestarem sobre os assuntos que foram tratados e conduzir a conversa para uma salutar troca de ideias.
OBSERVAÇÃO: Para os exercícios de relaxamento e visualizações, é importante que o facilitador leia calmamente, com voz tranquila, dando as devidas pausas.

Vamos agora relaxar... fechar os olhos e respirar fundo algumas vezes para nos harmonizar.... (vinte segundos).


Vamos imaginar que estamos numa floresta, sentados ao pé de uma grande árvore, encostados em seu tronco. (cinco segundos)

Em torno de nós o verde da vegetação, e lá no alto podemos ver o azul do céu por entre as folhagens das árvores. (cinco segundos)

Vamos inspirar o ar, calmamente, procurando sentir o cheiro das folhas do arvoredo, da terra e das flores silvestres. (cinco segundos)

Procuremos ouvir com a nossa imaginação o canto dos pássaros, o som das folhas que se tocam ao toque da brisa e um pouco mais longe o som da água de um riacho, correndo por entre as pedrinhas do seu leito. (cinco segundos)

Estamos em plena natureza, sentindo paz, tranqüilidade e alegria... (cinco segundos)

Vamos refletir sobre o que significa “amar e respeitar a natureza”. (vinte segundos)

Vamos agora voltar calmamente aqui ao nosso ambiente e abrir tranquilamente nossos olhos.

O monitor deve perguntar a cada um se conseguiu realizar bem o exercício e incentivar os presentes a falarem, cada qual sobre a experiência que vivenciou.

Sugestão: encerrar a reunião com uma prece curta.
4º encontro – Consciência pesada
Quais de vocês têm se lembrado de cumprimentar as pessoas com um bom-dia, boa-tarde ou boa- noite?

O facilitador deve estimular respostas.

E quanto aos abraços de que falamos em outro encontro? Quem aqui gosta de dar ou receber um abraço?



O facilitador deve incentivar respostas.

Que tal praticarmos agora a terapia do abraço? Alguém sabe o que é isso?



O facilitador deve incentivar respostas.

A terapia do abraço é apenas abraçarmos quem está perto de nós. Vamos fazer isso? Vamos nos abraçar?



O facilitador deve incentivar os presentes a se abraçarem, mas sem forçar qualquer situação. Se alguém não quiser participar, é muito importante NÃO FORÇAR.
Geraldino era um garotinho muito feliz, até que lhe nasceu um irmãozinho, o Tiago.

Antes de Tiago nascer, Geraldino era filho único. Seus pais compravam presentes para ele, quando o dinheiro dava, e o levavam à praia, ao circo e a muitos outros passeios que ele adorava, mas, depois que nasceu o irmãozinho, adeus passeios e brinquedos, porque o dinheiro só dava para as despesas com o bebê.

Como se fosse pouco, a mãe não tinha mais tempo para ele, pois precisava cuidar de Tiaguinho, que dava muito trabalho.

Geraldino percebia também que ninguém mais ligava para ele. Quando vinham visitas, todas as atenções eram para o bebê... e os presentes também.

Geraldino ia pensando nessas coisas ao voltar da escola, sentindo-se abandonado e infeliz, mas, além de ter esses sentimentos, percebeu que estava ficando com raiva do irmão... com muita raiva. Não conseguia entender por que a vida lhe armara essa situação.

Certo dia, Tiaguinho amanheceu com febre; vomitava muito, deixando os pais bastante preocupados, e Geraldino começou a pensar que, se o irmão morresse, as coisas voltariam a ser como antes.

Geraldino sabia que esse era um pensamento péssimo, horrível mesmo, mas não conseguia tirar essa ideia da cabeça.

Naquela noite teve um sonho: ia andando por um lugar deserto e muito escuro. Estava com muito medo. De repente começou a ouvir gritos estranhos, não sabia de onde vinham. Tentou fugir, mas não conseguia sair do lugar, era como se estivesse colado ao chão.

O medo lhe ia crescendo mais e mais. Quis gritar, pedindo socorro, mas a voz não se formava em sua garganta. Estava horrorizado, apavorado.

De repente, lembrou-se do que lhe dissera a mãe, certa vez: “Meu filho, se alguma vez você estiver numa situação muito difícil, lembra de pedir ajuda a Deus. Ele sempre nos socorre nos momentos de aflição”.

Mas, como poderia ele pedir ajuda a Deus, se estava desejando a morte do próprio irmão?

Sentia-se um criminoso, sem perdão. Mas o medo era tamanho que se ajoelhou no chão, fechou os olhos e pediu:

Meu Deus, me perdoa... me perdoa... e me ajuda...

Ficou assim, por algum tempo, chorando e pedindo perdão e ajuda. De repente percebeu que estava mais calmo. Abriu os olhos e viu que havia uma suave claridade no ambiente e um jovem olhava para ele com expressão de pena.

– Olá, Geraldino, – foi dizendo o rapaz. – Viu só no que deram seus maus pensamentos?

– Como sabe meu nome? – perguntou, assustado.

– Não se preocupe com isso, garoto. Preocupe-se consigo mesmo e com os maus pensamentos que você vem nutrindo.

Geraldino ficou ainda mais assustado. Como é que aquele estranho poderia saber sobre seus pensamentos?

Sem se importar com sua reação, o jovem continuou:

– Sabe o que foi que produziu toda essa escuridão? Foi a sua consciência, os pensamentos maus que você fez com relação a seu irmãozinho. Sabia que cada pensamento ruim que você desenvolve representa mais um pontinho escuro na sua consciência? Pois é isso. Desde que o Tiaguinho nasceu, você já criou tantos pontinhos escuros em sua consciência que acabou ficando no escuro.

Geraldino estava atônito. Muito preocupado, perguntou:

– Que é que eu posso fazer para sair dessa sombra, desse escuro?

– É fácil. Todo pensamento bom, todo sentimento de amor e toda boa ação que praticamos representa um pontinho de luz em nossa consciência.

O jovem sorriu de novo e se afastou rapidamente, deixando Geraldino novamente sozinho. Mas dessa vez ele não estava mais com medo. Agora sabia como deveria proceder. Não queria mais ter a consciência na escuridão.

Estava tão entretido com seus pensamentos que custou a perceber que já estava acordado e que tudo não passara de um sonho mau... Um sonho mau? Não, claro que não. Foi um sonho muito bom porque fez com que ele percebesse o mal que estava fazendo a si mesmo.

Levantou-se, foi até o berço de Tiaguinho e ficou um tempão olhando para ele. Parecia um anjinho dormindo... Era seu irmão e estava doente. Será que iria morrer?

Essa pergunta machucou a alma de Geraldino. Agora não queria mais que o irmãozinho morresse. Queria que ele vivesse e crescesse logo para poderem brincar juntos.

Ajoelhou-se ao lado do berço e fez a prece mais sentida de sua vida, pedindo a Deus para curar Tiaguinho.

Sua prece foi tão sincera e fervorosa que conseguiu apagar quase todos os pontos escuros que criara em sua consciência com seus maus pensamentos e sentimentos.

No dia seguinte, Tiaguinho amanheceu sem febre e parecia estar muito bem.

A partir desse dia, Geraldino mudou muito. Passou a ser mais afetuoso, mais fraterno, e a ter muito cuidado para não agir em desacordo com a Grande Lei.

O facilitador deve incentivar os presentes a se manifestarem sobre os assuntos que foram tratados e conduzir a conversa para uma salutar troca de ideias.
OBSERVAÇÃO: Para os exercícios de relaxamento e visualizações, é importante que o facilitador leia calmamente, com voz tranquila, dando as devidas pausas.

Vamos agora fazer um exercício de relaxamento com visualizações.

Vamos fechar os olhos e respirar fundo algumas vezes para nos harmonizarmos... (dez segundos)

Vamos imaginar que estamos numa floresta, sentados ao pé de uma grande árvore, encostados em seu tronco... (cinco segundos)

Em torno de nós, podemos ver o verde da vegetação, e lá no alto o azul do céu por entre as folhagens das árvores... (cinco segundos)

Vamos inspirar o ar, calmamente, procurando sentir o cheiro das folhas do arvoredo em torno de nós... (cinco segundos)

Procuremos ouvir com a nossa imaginação o canto dos pássaros, o som das folhas que se tocam ao sabor da brisa e, um pouco mais longe, o som da água de um riacho, correndo por entre as pedrinhas do seu leito... (cinco segundos)

Estamos em plena natureza, sentindo paz, tranquilidade e alegria... (cinco segundos)

Vamos refletir sobre o que significa “amar e respeitar a natureza”. (vinte segundos)

Vamos agora voltar calmamente aqui ao nosso ambiente e abrir tranquilamente nossos olhos.



O facilitador deve perguntar a cada um se conseguiu realizar bem o exercício e incentivar os presentes a falarem sobre a experiência que vivenciou.
Sugestão: encerrar a reunião com uma prece, pedindo a Deus para ajudar a todos os presentes a viverem sempre de acordo com a Grande Lei, a desenvolverem sentimentos nobres e fraternos; agradecer a Deus por todas as bênçãos recebidas, pela família, pelo amor, pela amizade...; pedir proteção e amparo aos familiares e a quem esteja em dificuldades; solicitar auxílio divino para toda a humanidade, para que esta se torne mais fraterna e mais justa, etc.

LEMBRETE: a prece não deve ser longa, para não cansar os presentes, e que seja proferida com clareza, mas com sentimento.
5º encontro – Ambição
Quem de vocês tem sempre se lembrado de cumprimentar as pessoas?

O facilitador deve incentivar respostas.

Quem de vocês tem se lembrado de ser mais amoroso, mais fraterno, de dar um abraço?



O facilitador deve incentivar respostas e socializar o tema.
O tema de hoje é ambição. Existe a boa ambição, aquela que é benéfica, e existe a ambição ruim, aquela que gera prejuízos e mesmo muitos sofrimentos.

Conta-se que há muito, muito tempo, havia apenas dois países na Terra, um se chamava Primavera, o outro Ambião. O verdadeiro nome desse país era Ambição, mas seus governantes acharam melhor tirar uma letra para que o povo de Primavera não soubesse quem eles realmente eram.

Em Primavera todos viviam felizes. Os adultos trabalhavam apenas seis horas por dia, a fim de poder ficar mais tempo com a família e ensinar valores humanos aos filhos.

As mulheres só trabalhavam quando não tinham filhos menores de doze anos, para que pudessem cuidar de suas crianças e dar-lhes uma boa base de educação.

As crianças estudavam e brincavam muito. Como lá não havia violência, elas podiam afastar-se de casa para brincar nos rios e subir nas árvores para colher frutas, já que as fruteiras eram baixas e não havia perigo de se machucarem, caso caíssem. Também andavam a cavalo, fazendo excursões, e brincavam nas praias enquanto o sol não estava muito quente. Além disso, tinham aulas de artes plásticas, dança, pintura, música, etc.

Em Primavera não havia ricos nem pobres. Todos tinham boas moradias e podiam usufruir livremente dos bens coletivos. A assistência médica e odontológica era gratuita e de excelente qualidade.

Como se vê, ali era um verdadeiro paraíso.

Mas, no país vizinho, Ambião, os poderosos estavam planejando dominar Primavera. Queriam apossar-se dela e, principalmente, das suas minas de ouro, que eram abundantes. Os primaverenses não se importavam com o ouro, que, para eles, servia apenas para embelezar os edifícios públicos, os monumentos e as igrejas. Ah, servia também para confeccionar as alianças dos noivos e dos casados.

Em Ambião era tudo diferente, porque ali a ambição dominava. Os ricos exploravam os pobres e ficavam cada vez mais ricos. Esbanjavam dinheiro para satisfazer seus caprichos e ostentavam um luxo simplesmente vergonhoso.

Os governantes eram corruptos e se locupletavam com o dinheiro público. Havia também muitos bandidos que incomodavam tanto os ricos quanto os pobres, e os vícios dominavam tanto a uns quanto a outros.

Justiça ali praticamente não existia, por causa da corrupção. As causas eram ganhas por quem pagasse mais. A honestidade, a nobreza de espírito e a dignidade eram valores muito raros.

Os poderosos de Ambião pensaram então num plano para dominar Primavera e se apossar das minas de ouro. Decidiram fazer uma série de grandes desfiles com as mulheres mais belas, vestidas com as roupas mais bonitas e usando as joias mais caras. Esses desfiles ocorriam junto à fronteira dos dois países, para que as mulheres de Primavera pudessem assistir.

Aos poucos foi acontecendo o que os ambienses queriam. As mulheres de Primavera começaram a sentir inveja daquelas mulheres tão belas e tão bem vestidas e resolveram imitá-las. Com isso o país acabou abrindo suas fronteiras para os mercadores de Ambião entrarem e montarem lojas e joalherias. Aos poucos também foram introduzindo o uso de bebidas alcoólicas e de outros vícios.

Muitos anos se passaram, e Primavera já não era mais a mesma. As pessoas tinham passado a trabalhar muito mais, para poder comprar roupas de grife e joias caras. As crianças não podiam mais brincar longe de casa, nem mesmo na rua, por medo da violência.

Também as condições sociais mudaram muito, pois um número pequeno de pessoas passou a dominar os recursos naturais e as riquezas do país, vivendo em mansões de luxo, enquanto a maioria da população era de pobres que viviam em situação muito precária.

Quanto à Justiça, também esta havia se corrompido e funcionava da mesma forma como em Ambião.

Já não havia mais diferença entre os dois países.
Pois bem, na avaliação de vocês qual foi a causa da derrocada de Primavera?

O facilitador deve incentivar respostas e socializar o tema.
A ambição em si mesma pode não ser ruim. O ruim é o exagero e a forma como buscamos satisfazer nossas ambições.

Vamos dar um exemplo.

Digamos que duas crianças, vamos chamá-las de Adriana e de Bruna, têm uma ambição muito boa, a de tirar boas notas na escola.

Adriana trata de estudar bastante e sempre faz os deveres bem feitos. Usa a Internet para pesquisar e, quando tem de copiar alguma coisa, ela o faz escrevendo a mão, porque assim vai aprendendo.

Já Bruna está sempre à procura de conseguir alguma “pesca” e, quando pode, ela copia trechos inteiros da Internet e imprime-os, sem se preocupar em aprender.

Qual das duas está buscando de forma correta a satisfação das suas ambições, Adriana ou Bruna?



O facilitador deve incentivar respostas.
A vida é como uma plantação. Se plantamos sementes boas, vamos colher bons frutos, mas, se plantamos sementes ruins, vamos colher frutos maus.

No caso do exemplo que foi dado, Adriana está plantando sementes boas através do esforço que faz para aprender.

Já Bruna está plantando sementes ruins por causa da sua preguiça em estudar e também da sua desonestidade. As “pescas” que ela faz e o fato de copiar da Internet os trabalhos que deveria fazer mostram desonestidade da parte dela.

Vocês viram que Adriana usa a Internet para aprender, enquanto Bruna usa para copiar e se dar bem.

O que vocês acham que vai acontecer então?

O facilitador deve incentivar respostas.
Futuramente, quando Adriana for fazer um vestibular, certamente vai se sair bem. Ela estudou procurando aprender.

Já Bruna, coitada, vai se sair mal porque, nas provas de vestibular, não há como fazer “pesca”, e como ela não se preocupou em aprender...

Esse é apenas um exemplo de como as coisas acontecem na vida.

O facilitador deve incentivar os presentes a se manifestarem sobre os assuntos que foram tratados e conduzir a conversa para uma salutar troca de ideias.
Vamos agora fechar os olhos e respirar fundo algumas vezes para nos harmonizar... (vinte segundos)

Vamos imaginar que estamos no topo de uma alta montanha... (cinco segundos)

Aqui se pode sentir a paz das alturas, as carícias da brisa ao longo do corpo e a presença grandiosa da natureza... (cinco segundo)

Cada um de nós vai procurar sentir esta paz em todo o seu ser... (três segundos), paz em seu coração... (três segundos), paz em sua mente... (três segundos), paz em todo o seu corpo... (cinco segundos)

Agora que estamos assim, tão em paz, vamos envolver nosso planeta e toda a humanidade nesse sentimento.

Vamos dizer mentalmente, mas procurando sentir o que dizemos: Terra em paz... (três segundos), Terra em paz... (três segundos), Terra em paz... (três segundos)


Agora eu vou fazer uma prece e vocês acompanham, só no pensamento: “Deus, nosso Pai, pedimos tua ajuda para todas as pessoas que estão sofrendo neste momento. Dá alívio a toda dor e ampara os que estão passando fome ou não têm onde morar. Ampara as crianças abandonadas e ajuda-as a encontrar alguém que cuide delas. Finalmente te agrademos por tudo que temos, pela família, pelo amor, pela vida, pois sabemos que é ela, a vida, a grande escola do nosso espírito... Assim seja.”
6º encontro – Eles disseram que Deus não existe
Numa tarde chuvosa Mariazinha matutava sobre o que alguns cientistas haviam dito a respeito de Deus. Eles disseram que haviam descoberto que Deus não existe e que a vida e o universo são o resultado do acaso.

Sem perceber, adormeceu e sonhou que estava numa época muito anterior à pré-história, tempo perdido nos confins do tempo, num planeta chamado Hipotálus. Ali, a civilização era muito adiantada em todos os sentidos. Havia verdadeira fraternidade, honestidade, respeito e paz. Não existiam pobres nem ricos, e todos viviam de acordo com o que produziam, mediante o próprio esforço e capacidade.

Mas, num Congresso de Ciências da Evolução, que reuniu os mais ilustres cientistas da época, foi apresentada uma tese que dizia não ser Deus o criador de tudo, mas sim que tudo era obra do acaso.

Os jornais noticiaram essa tese com grande estardalhaço, os canais de TV abriram espaço para os cientistas falarem da sua descoberta, e em Hipotálus só se falava nesse assunto.

Aí, tudo começou a acontecer, porque o pensamento daquela gente em torno do “acaso” foi tão forte que este conseguiu dominar o quintal da casa do Dr. Alcott, o cientista que havia lançado essa tese no Congresso.

Nesse quintal o doutor, que gostava de cuidar da terra, havia plantado alguns pés de alface, pimentão e rabanete.

O Acaso, querendo saber seu próprio significado, procurou um dicionário no qual se dizia que “acaso é alguma coisa que surge ou acontece a esmo, sem qualquer motivo ou explicação aparente”.

– Puxa! Isto é muito confuso – reclamou. – Como é que eu vou trabalhar no quintal do Dr. Alcott, se não sei o que fazer?

Resolveu sair pela cidade, já que se sentia completamente livre. Os cientistas haviam decretado que Deus não existe, e nem mesmo algo assim como uma mente cósmica responsável pelas leis universais. Com isso ele poderia fazer o que bem entendesse.

Mas, como não havia mais a coordenação de leis naturais, o pé de alface começou a crescer ao acaso, derivando para outras condições e estados, e acabou transformando-se num gigantesco lago de água doce e salgada. O pimentão cresceu até alcançar a altura de 1.650 metros. Assustou-se com uma nuvem que passava e encolheu-se tanto que acabou do tamanho de uma laranja, mas seu peso era de 63 toneladas. Esse peso, num volume tão pequeno, começou a afundar e, pelo orifício formado, começou a subir fumaça tão quente que modificou a temperatura da região.

O pé de rabanete virou milho de pipoca e cresceu tanto que a copa alcançou a ionosfera e produziu milhões de espigas, cujos grãos gigantescos caíam sobre a terra. A temperatura elevada, porém, assava os grãos, fazendo-os explodirem.

O Acaso preocupou-se. Que fazer? Haviam colocado responsabilidades vitais em suas inexistentes mãos. Correu à Biblioteca Pública, decidido a procurar nos livros alguma lei natural que pudesse voltar a organizar tudo novamente, freando aquele terrível caos provocado por ele, mas o primeiro livro que tocou desfez-se, pois as moléculas que o formavam dispersaram-se, já que tinha sido quebrada a lei natural que as mantinha coesas.

Era uma situação absolutamente nova e inesperada. O pobre do Acaso não tinha a menor ideia de como solucionar tantos e tão graves problemas. Ele se acostumara a marcar sua presença dentro da vida, numa organização perfeita, regida pelas leis universais, mas agora não conseguia mais identificar-se, nem situar-se na nova posição.

Resolveu, então, apelar para Deus. Talvez Deus pudesse ouvi-lo e recolocar as coisas em seus devidos lugares. Ajoelhou-se e tentou a prece, mas seu pensamento, ao sabor do acaso, não conseguia dizer o que deveria. Desistiu.

Os governantes também decidiram apelar para Deus, como sempre haviam feito nos momentos de aflição. Convocaram os canais de televisão e as emissoras de rádio para uma cadeia mundial de oração, mas, como os eventos em Hipotálus já eram todos determinados pelo Acaso, este não se fez presente para comandar os equipamentos e eles não funcionaram. O rádio ficou mudo e a TV sem imagem e sem som.

No auge da aflição, o alto comando do planeta enviou mensageiros a todos os governos, ordenando a convocação geral da população para atos de fé, mas os aviões não decolaram, os automóveis não funcionaram, os aparelhos de fax estavam parados e, nos telefones, não havia nem mesmo o sinal de ocupado.

Enquanto isso, o elefante do jardim zoológico, desgovernado pelo Acaso, cresceu tanto que sua cabeça alcançou uma altura de 12.000 metros e a tromba deu uma volta no planeta. Ao respirar, causava terríveis tempestades e cada passada sua gerava terremotos. Em duas horas bebeu toda a água potável de Hipotálus, secando rios, fontes e lagos.

Os mais fracos já morriam de sede, enquanto os mais fortes agonizavam.

As pipocas gigantes continuavam caindo e explodindo. O sofrimento de todos os reinos da natureza era terrível, até que duas pipocas gigantes caíram numa mina de urânio, gerando uma reação em cadeia e… Hipotálus explodiu, desintegrando-se.

O Acaso, apavorado com seus atos, ficou tão traumatizado que levaria muitos milhões de anos para se recompor.

Com a explosão, Mariazinha sentiu-se espalhada pelo espaço, distribuída ao longo da órbita daquele planeta. Chorou amargamente, desesperadamente, pedindo ajuda, e logo percebeu que se formava uma leve corrente de emoções ao longo da órbita do extinto Hipotálus. Aos poucos, os fragmentos de ideias, sensações e sentimentos iam-se reagrupando e tomando forma, movimentados e atraídos por uma força identificada como sendo o amor.

Percebeu que essa força poderosa e inteligente era do Ser Supremo, Criador de todas as coisas, e sentiu-se consolada e acalentada.

Custou a Mariazinha perceber que já estava acordada e que tudo não passara de um sonho, mas, a partir de então, quando ouve alguém dizer que Deus não existe e que tudo é obra do acaso, ela faz um ar misterioso, sorri e fica calada. Acha que não vale a pena discutir opiniões.
O que vocês pensam a respeito de Deus?

O facilitador deve incentivar respostas e socializar o tema; falar da perfeição e inteligência que a tudo rege e que não é obra do ser humano, nem mero acaso; que é uma inteligência tão fabulosa que nem conseguimos entendê-la e que a essa inteligência suprema, causa primária de tudo, chamamos Deus.
OBSERVAÇÃO: Para os exercícios de relaxamento e visualizações, é importante que o facilitador leia calmamente, com voz tranqüila e dando as devidas pausas.

Vamos agora fazer um exercício de relaxamento com visualizações.

Vamos então relaxar... fechar os olhos e respirar fundo algumas vezes para nos harmonizar.... (dez segundos)

Vamos imaginar que estamos no topo de uma alta montanha, no finalzinho da tarde... (cinco segundos)

Ao longe vemos o mar, sob o horizonte luminoso do pôr-do-sol... Mais perto, a paisagem recortada por montanhas, rios e vales...

Aqui, no alto da montanha, podemos sentir a grandiosa paz das alturas, as carícias da brisa ao longo do corpo e a presença grandiosa da natureza. (cinco segundos)

No alto, algumas estrelas começam a pontilhar o céu como se estivessem dizendo: “Paz na Terra às pessoas de boa vontade”. (cinco segundos)

E aqui neste lugar, ante o altar da natureza, vamos erguer nosso pensamento a Deus, numa oração: “Pai de toda a vida, criador de tudo que há, envolve o nosso planeta Terra em vibrações de amor e de paz, em toda a sua extensão. Abençoa a natureza... na água, na terra e no ar. Abençoa o ser humano, ajuda todas as pessoas a se tornarem mais fraternas, mais pacíficas e mais justas. Ampara aqueles que estão sofrendo e infunde em seus corações a esperança e a confiança. Abençoa a todos nós que aqui nos encontramos e também os nossos familiares. Finalmente te agradecemos por tudo, porque tudo em nossas vidas representa lições para o nosso crescimento interior. Assim seja.”


7º encontro – Não violência
Quem de vocês tem se lembrado de cumprimentar as pessoas, de ser mais amoroso, mais fraterno, de dar uma abraço...?

O facilitador deve incentivar respostas.


O facilitador deve mostrar aos presentes a foto de Gandhi.

Observem esta foto. O que acham? Esse homem é feio ou bonito?



O facilitador deve incentivar respostas.
Se alguém o achou bonito, certamente viu a sua beleza interior, porque Gandhi era fisicamente feio, mas muito, muito bonito, por dentro. Ele era muito magro, quase raquítico, mas conseguiu levar uma grande nação, a Índia, a se libertar do jugo da Inglaterra. E olha que isto foi feito sem violência, sem armas.

Gandhi pregou e viveu a não violência.

Apesar de sua feiúra, quando ficamos conhecendo a nobreza da alma desse homem, a sua luta pela paz, pela não violência, nós acabamos achando-o bonito. Muito bonito.

É muito importante aprendermos a ver as pessoas além da sua aparência.

Se alguém é bonito por dentro, a aparência externa pouco importa. A beleza da pessoa não está no seu exterior, porque esse tipo de beleza um dia se acaba. Ela está em sua riqueza interior, nos seus bons sentimentos, nas suas atitudes justas e honestas, no respeito que tem por si mesma, pelos outros, pelas leis, pela natureza...

Gandhi era indiano, pois nasceu na Índia, um país muito grande que fica no outro lado do mundo, e foi um grande homem... Era grande como pessoa, porque como vocês viram na foto, era muito magrinho...

Gandhi estudou em Londres, onde se formou como advogado em 1891, portanto há bem mais de um século. Dois anos mais tarde, foi para a África do Sul, a fim de trabalhar numa empresa hindu. Lá, começou a sentir o peso do poderio do Império Britânico, ou seja, dos ingleses, que dominavam muitas nações do mundo, inclusive a Índia.

Quando voltou para o seu país, Gandhi congregou o povo a resistir ao domínio dos ingleses, mas de forma pacífica, sem violência.

Imaginem vocês que a Inglaterra havia se apossado da produção de sal na Índia, e os indianos tinham que comprar dos ingleses o sal que era deles próprios.

Que fez Gandhi, então? Ele informou ao Primeiro-Ministro inglês, que governava a Índia, que iria dirigir-se ao mar, para extrair o sal, desobedecendo assim à imposição dos ingleses, que era injusta e absurda.

Partiu, então, com um pequeno grupo de pessoas, iniciando a famosa “Marcha para o Sal”. Pelo caminho outras pessoas iam se juntando ao grupo, que ia crescendo cada vez mais. Ao chegarem ao mar, já eram milhares de indianos, que tinham andado mais de 300 km a pé.

Era uma multidão tão grande que os ingleses nada puderam fazer.

A partir daí os indianos passaram a extrair e a comercializar o sal que era deles. Com isso, a nação foi se fortalecendo e acabou expulsando os ingleses, conquistando desse modo a sua independência, sem guerra, sem pegar em armas.

Mahatma Gandhi foi uma pessoa admirável. Ele deixou um grande exemplo para nós, para também aprendermos a praticar a não violência.

Alguém sabe definir o que é não violência?

O facilitador deve incentivar respostas.

Praticar a não-violência é nunca ferir ou magoar alguém por palavras ou por ações.

As pessoas não violentas sempre são mais agradáveis, conseguem fazer mais amigos, têm mais sucesso na vida e, principalmente, estão obedecendo às leis universais da paz.

Outro exemplo de luta sem violência foi o que ocorreu nos Estados Unidos na metade do século passado. A situação dos negros no sul daquele país era muito ruim, porque eram discriminados pelos brancos. Eles eram proibidos de entrar em certos restaurantes e lugares públicos. Crianças negras não podiam frequentar as mesmas escolas que as brancas, e um homem negro podia até ser assassinado se olhasse para uma mulher branca ou conversasse com ela.

Os negros não tinham direito a voto nas eleições e nos ônibus só podiam ocupar os assentos do fundo dos veículos. Se o ônibus estivesse lotado, os negros que estivessem sentados tinham que se levantar para ceder seus lugares aos brancos. Eles eram frequentemente humilhados e agredidos por racistas brancos.

Coisa triste é ver seres humanos tratando outros seres humanos com tanta crueldade, só porque a cor da pele é diferente, não é?

Em 1955, na cidade de Montgomery, no estado do Alabama, uma mulher negra, Rosa Parks, recebeu ordem de um motorista de ônibus para ceder seu assento a um passageiro branco. Ela se recusou e por isso foi presa. Esse incidente levou a população negra a organizar um boicote: durante um ano, os negros de Montgomery se recusaram a utilizar os ônibus da cidade.

Eles andavam a pé, de bicicleta, como podiam, mas não entravam num ônibus. Esse boicote causou muitos prejuízos às empresas de transporte urbano e foi um fator importante na luta dos negros pelos seus direitos de cidadãos.

Vejam só que coisa importante: os negros encontraram uma forma de lutar sem violência, e quem coordenou essa e muitas outras lutas pelos seus direitos foi o advogado e pastor da Igreja Batista, que também era negro, Martin Luther King Jr.

Esse homem liderou protestos contra a discriminação racial sem empregar violência, mas foi preso, sua família foi ameaçada de morte e sua casa foi destruída.

Em 1964 ganhou o Prêmio Nobel da Paz, devido a sua luta pacífica pelos direitos humanos e de forma especial dos negros americanos.

Em 1968 foi baleado e morto por um branco. Seu assassino foi preso e condenado a 99 anos de prisão.

Martin Luther King Jr. também foi uma pessoa admirável, que lutou e venceu muitas lutas sem usar violência.

E por falar em paz, ela tem várias faces: está relacionada à própria pessoa; pode se referir à família, ao bairro, à cidade, ao país... ou então ao nosso planeta. Também pode ser individual ou coletiva.

Vamos conversar sobre a paz individual.

Quem sabe dizer o que significa paz individual?



O facilitador deve incentivar respostas.
Podemos entender a paz individual como sendo um estado de espírito sem ira, sem desconfianças e sem esses sentimentos negativos que as pessoas costumam guardar no coração, como o ciúme, a inveja e o ódio.

A paz é uma condição interior de tranquilidade, de não violência.

Muitas pessoas conseguem manter essa paz interior, apesar de situações complicadas. Já outras se estressam por qualquer coisa e outras, ainda, partem para a agressão por qualquer motivo.



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