Esclarecendo



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Encontro08.12.2017
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30º encontro – Humildade
Ao longo da história da Terra, sempre existiram pessoas extraordinárias que podem ser chamadas de mestres, porque trouxeram sábios ensinamentos ao ser humano.

Muitas das grandes religiões nasceram dos ensinamentos desses sábios: dos ensinamentos de Buda, surgiu o Budismo; o profeta Maomé criou a religião muçulmana; dos ensinos de Jesus, nasceu o Cristianismo.

Todos eles ensinaram que o amor e a humildade são fundamentais para a evolução espiritual dos seres humanos.

Jesus, em certa ocasião, disse assim: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração e tereis paz para as vossas almas”.

Observem só que lindo é alguém tão elevado como Jesus dizer que é manso e humilde de coração!

Um problema em torno do tema está no fato de que geralmente confundimos as coisas. Muitos entendem que humildade é pobreza ou ignorância, ou que ser humilde é andar mal vestido, de cabeça baixa, é dizer “sim, senhor” ou “sim, senhora” para tudo, sem apresentar opinião própria.

A humildade não é isso. Nós podemos ter consciência dos nossos valores, tanto materiais quanto espirituais, mas não precisamos ficar exibindo esses valores para os outros verem e nos admirarem. É aí que está o orgulho.

A humildade é simplesmente o contrário do orgulho. A pessoa que é humilde jamais age com arrogância; não se orgulha do que é, do que possui, nem da sua condição social.

A humildade é um dos maiores valores do ser humano. Quem é humilde sempre agradece à vida e a todos que o têm ajudado em seus aprendizados e em suas aquisições.

Quem de vocês acha que é humilde?



O professor deve incentivar respostas e socializá-las, procurando mostrar que as palavras humilde e humildade têm sido entendidas de forma errada.
Mariazinha, a garota de que temos falado em nossos encontros, era bastante orgulhosa. Como era muito bonita e, talvez pelo fato de sempre ver a si mesma no espelho, acabou valorizando por demais sua beleza. Passou, então, a só fazer amizade com quem fosse bonito. Fosse feio, nem se aproximava.

Certo dia seu pai, seu Geraldo, comentando esse fato com a esposa, dona Ilka, disse:

– Nós precisamos fazer alguma coisa. A Mariazinha não pode continuar assim, desprezando quem não é bonito.

– Mas isso é da natureza dela – respondeu dona Ilka.

Seu Geraldo pensou um pouco e disse:

– Mesmo que seja. A natureza não é imutável, e, quando percebemos que estamos contrariando as leis universais do amor e da justiça, precisamos corrigir isso.

– Eu não sei o que fazer – disse dona Ilka. – Já conversei com ela, mas de nada valeu.

Alguns dias se passaram depois dessa conversa, quando seu Geraldo chegou em casa trazendo um cachorrinho e foi logo chamando:

– Mariazinha, veja o que eu trouxe para você.

A menina chegou correndo, feliz, porque ia ganhar um presente, mas ficou decepcionada quando viu o Pedrito. Era um cãozinho vira-lata, feio como só ele. A cor era meio indefinida, parecendo cor de pedra, daí o nome Pedrito.

O animalzinho, já acostumado a sentir o desprezo das pessoas por causa da sua feiura, não se importou com a recepção que teve e foi logo se aproximando de Mariazinha fazendo-lhe festas.

A menina gostou daquele gesto e acabou achando o bichinho simpático, mas sair a passear com ele nem lhe passava pela cabeça. Não iria sair por ai a exibir um bicho feio como aquele.

Alguns meses mais tarde, ao sair para ir à escola, o cachorro de um vizinho, um animal muito feroz, havia fugido e, ao ver a menina, avançou sobre ela. A garota procurava se defender como podia, colocando a mochila entre ela e os dentes do animal. Pedrito imediatamente pulou o muro e correu para defendê-la. Partiu para cima do outro, latindo e mordendo o quanto podia. Com isso o cão do vizinho largou a menina e engalfinhou-se com Pedrito. Como tinha o dobro do seu tamanho, o cão feroz acabou logo a briga, deixando Pedrito muito ferido.

A mãe correu em direção a Pedrito, levou o cãozinho para dentro da casa e foi buscar um veterinário.

Mariazinha sentiu um nó na garganta ao ver Pedrito todo ferido, gemendo baixinho. Mas o que mais doía era saber que o animalzinho que ela desprezara por causa da sua feiúra estava agora sofrendo por causa dela. Ele, sim, tivera um gesto nobre, salvando-a, talvez até à custa da própria vida.

Ah, não deu para aguentar... Mariazinha caiu de joelhos, num pranto desesperado, pedindo a Deus para salvar o bichinho. Em seguida, alisando carinhosamente o animal e com lágrimas nos olhos, pedia-lhe perdão por tê-lo desprezado, prometendo que nunca mais iria rejeitar quem quer que fosse por causa da sua aparência.

Felizmente Pedrito conseguiu sobreviver, embora tenha ficado mancando, mas Mariazinha, que agora saía todos os dias com ele a passear, tinha muito cuidado para que não se cansasse, tratava-o com todo carinho e dedicação.

O facilitador deve incentivar os presentes a se manifestarem sobre os assuntos que foram tratados e conduzir a conversa para uma salutar troca de ideias.
Vamos agora relaxar... fechar os olhos e respirar fundo algumas vezes para harmonizar os ritmos internos.... (vinte segundos)

Vamos imaginar que estamos no topo de uma alta montanha... (cinco segundos)

Aqui se pode sentir a paz das alturas, as carícias da brisa ao longo do corpo e a presença grandiosa da natureza... (cinco segundo)

Cada um de nós vai procurar sentir esta paz em todo o seu ser... (três segundos), paz em seu coração... (três segundos), paz em sua mente... (três segundos), paz em todo o seu corpo... (cinco segundos)

Agora que estamos assim, tão em paz, vamos envolver nosso planeta e toda a humanidade nesse sentimento.

Vamos dizer mentalmente, mas procurando sentir o que dizemos: Terra em paz... (cinco segundos), Terra em paz... (cinco segundos), Terra em paz... (dez segundos)

Vamos aproveitar este momento para uma prece: “Senhor da Vida, pedimos a tua benção para o nosso planeta. Abençoa a Terra, a natureza e também a humanidade; ajuda as pessoas a serem mais pacíficas, mais fraternas e a terem mais equilíbrio em tudo; abençoa nossos lares, nossos familiares e nos ajuda sempre a vivenciar a Grande Lei, a lei do amor; também queremos te agradecer pela vida e por tudo que ela nos dá, pois sabemos que é ela, a vida, a grande escola do nosso espírito... Assim seja.”
31º encontro - A inveja
O facilitador deve perguntar aos presentes se têm procurado desenvolver a humildade e a amorosidade.

Joselito vivia implicando com seu irmão Carlinhos, que era quatro anos mais novo que ele. Tudo que o irmãozinho fazia, Joselito ia logo contar à mãe, com aquele ar de quem está denunciando algo errado que o mano tivesse feito. Além disso, nunca perdia oportunidade de dar uns tapas no Carlinhos, por qualquer motivo e mesmo sem razão.

Certo dia Carlinhos contou à mãe que Joselito vinha faltando aula na escola para ir jogar futebol com amigos... Ah, para quê! Isto lhe rendeu meia dúzia de murros e alguns beliscões.

Diante disso, a mãe botou Joselito de castigo: uma semana sem televisão, sem computador e sem passeios. Além disso, teria de ler um livro nas horas vagas, quando não estivesse estudando.

Joselito odiou ter de ler um livro. Tinha preguiça de ler, mas dessa vez não teve jeito. O livro escolhido era sobre relacionamentos em família, e, como a mãe vinha lhe perguntar diariamente o que ele entendera sobre a leitura do dia, era preciso prestar atenção.

Certa noite, sem ter com que se ocupar, Joselito começou a pensar em sua vida. Primeiro, sentiu pena de si mesmo por causa do castigo, porém foi refletindo mais profundamente e chegou à conclusão de que o castigo era merecido. Assim, nesse rumo de suas reflexões, acabou concluindo que ele tinha um sério problema com relação ao irmão, mas não conseguia perceber qual seria a causa. Sabia que amava Carlinhos, mas não conseguia se controlar. Tinha sempre o garoto na mira da sua atenção, procurando algo de ruim no irmão que pudesse mostrar à mãe. Seria inveja? “Não, claro que não!” pensou assustado.

Acabou adormecendo e sonhou que se encontrava num lugar escuro, muito feio, e que fugia de alguns seres estranhos que o perseguiam, gritando:

– É inveja! Esse garoto tem é inveja, por isso ele é tão mau.

Joselito acordou com o coração aos saltos, a respiração ofegante e um aperto no peito.

Quando conseguiu acalmar-se, procurou decifrar o significado daquele sonho, ou pesadelo. Mas não havia nada para decifrar, estava tudo muito claro. Sentia que realmente tinha inveja do irmão, por isso o maltratava.

Lembrou-se vagamente de quando era filho único. Era ele o centro das atenções. Quando chegava uma visita, todos os agrados eram para ele. No Dia da Criança e no Natal, os melhores presentes eram sempre os dele. A mãe passava todo o tempo livre com ele... Ah, mas depois que Carlinhos nasceu, tudo mudou. O irmãozinho veio tomar seu lugar, ocupar seus espaços e, conforme crescia, demonstrava qualidades que ele, Joselito, não possuía. Era um menino calmo, amoroso e mais inteligente que ele.

Era isso! O que ele sentia era inveja do Carlinhos.

Joselito não gostou da ideia de saber que era invejoso e foi procurar no livro que a mãe o obrigara a ler, alguma coisa que pudesse ajudá-lo. Leu, dessa vez com gosto, e acabou compreendendo muitas coisas. Resolveu mudar. A partir de então, deixaria de ver Carlinhos como a um rival e trataria de vê-lo como a um irmão, um irmão de verdade.

Pela manhã, bem cedo, foi ao quarto de Carlinhos para acordá-lo e lhe deu um abraço.

O garoto estranhou aquela atitude, mas percebeu logo que era de coração e começou a chorar, dizendo:

– Eu nunca pensei que você fosse gostar de mim algum dia...

Joselito não aguentou... Com um nó na garganta, abraçou novamente o irmão, sentindo o quanto gostava dele.

Sabia também que, daquele dia em diante, os dois seriam verdadeiros irmãos. Mesmo que brigassem de vez em quando, o que seria natural, não haveria mais agressões nem implicância, muito menos inveja.

E quanto a vocês? Quem aqui acha que pode estar sentindo inveja de alguém?

O facilitador deve incentivar respostas e socializar o tema.
A inveja é um sentimento que vai contra as leis divinas, ou cósmicas.

Nós sabemos que essas leis estão na consciência do ser humano. Tanto isto é verdade que, desde eras primitivas, as pessoas já tinham noções de honestidade, justiça, fraternidade, respeito, etc. De onde viriam essas noções, a não ser do próprio espírito humano, de sua consciência? Com essas noções os povos antigos iam estabelecendo suas leis, de acordo com a própria cultura, e podemos perceber também que elas evoluem, vão se tornando mais justas e mais sábias de acordo com a própria evolução das comunidades humanas.

Temos, então, o seguinte: quando transgredimos a lei da justiça, da fraternidade ou outras leis divinas, estamos entrando em conflito com a nossa consciência. Isto gera desarmonia interior, uma espécie de remorso, e esse remorso pode nos levar à depressão ou, então, a desenvolver outras formas de doenças conhecidas como psicossomáticas.

Quando sentimos remorso por alguma coisa errada que fizemos, ficamos mal com nós mesmos.

Quem de vocês já sentiu remorso alguma vez?

O facilitador deve incentivar respostas.
O remorso é um sentimento muito ruim. Por isso, sempre que fizermos alguma coisa errada, que nos crie remorso, é muito importante procurarmos corrigir o erro, pedir desculpas, enfim, fazer o possível para aliviar a consciência.

Quem de vocês tem facilidade para pedir desculpas?



O facilitador deve incentivar respostas.

Quem tem dificuldade para pedir desculpas?



O facilitador deve incentivar respostas.
Muitas pessoas pedem uma meia desculpa dizendo, por exemplo: “foi mal”.

Dizer “foi mal” apenas informa que a pessoa entende que não “foi bem”, mas isto não é exatamente um pedido de desculpas.

As pessoas que não pedem desculpas tornam-se desagradáveis e ficam conhecidas pela sua falta de educação. Já as pessoas educadas são bem vistas e bem-vindas em qualquer lugar.

O facilitador deve incentivar os presentes a se manifestarem sobre os assuntos que foram tratados e conduzir a conversa para uma salutar troca de ideias.
Agora vamos relaxar... fechar os olhos e respirar fundo algumas vezes para harmonizar nossos ritmos internos... (vinte segundos)

Vamos imaginar que estamos numa floresta, sentados ao pé de uma grande árvore, encostados em seu tronco. (cinco segundos)

Em torno de nós, há o verde da vegetação, e lá no alto podemos ver o azul do céu por entre as folhagens das árvores. (cinco segundos)

Vamos inspirar o ar, calmamente, procurando sentir o cheiro das folhas do arvoredo, da terra e das flores silvestres. (cinco segundos)

Procuremos ouvir com a nossa imaginação o canto dos pássaros, o som das folhas que se tocam ao sabor da brisa, e um pouco mais longe o som da água de um riacho, correndo por entre as pedrinhas do seu leito. (cinco segundos)

Estamos em plena natureza, sentindo paz, tranquilidade e alegria... (cinco segundos)

Vamos refletir sobre o que significa “amar e respeitar a natureza”. (vinte segundos)

Vamos agora voltar calmamente ao nosso ambiente e abrir tranquilamente nossos olhos.



O facilitador deve perguntar a cada um se conseguiu realizar bem o exercício e incentivar os presentes a falarem sobre a experiência que vivenciou.
Sugestão: encerrar a reunião com uma prece, pedindo a Deus para abençoar nosso planeta e ajudar a humanidade a se tornar melhor, mais pacífica e mais fraterna; pedindo pela paz, saúde e harmonia no lar, e para que todos possam desenvolver os valores do espírito.
32º encontro – Lei moral dentro de mim
Quem de vocês tem se lembrado de cumprimentar as pessoas, de ser mais amoroso, mais fraterno, de dar uma abraço...?

O facilitador deve incentivar respostas.
Immanuel Kant foi um filósofo alemão que viveu no século XVIII. Certa vez ele disse assim: “Duas coisas me enchem a alma de crescente admiração e respeito: o céu estrelado sobre mim e a lei moral dentro de mim”.

Que vocês acham disso? Não é bonita essa admiração que ele sentia pelo céu estrelado e pela lei moral que se encontrava dentro dele?

Alguém sabe o que ele quis dizer com a idéia de a lei moral encontrar-se dentro dele?

O facilitador deve incentivar respostas.
Kant entendia que todas as pessoas sabem o que é certo e errado, não porque aprenderam, mas porque a lei moral é algo que faz parte da própria razão do ser humano. Ela está em nossa consciência.

O importante, então, é sempre agirmos de forma a nunca fazermos o mal a quem quer que seja, nem a nós mesmos.

É verdade que muitas vezes não sabemos se estamos agindo certo ou errado. Mas para esses casos há uma regra básica: só fazer aos outros o que gostaríamos que os outros nos fizessem. Essa regra está na base de todas as grandes religiões.

Quem não age de acordo com essa regra está violentando a própria consciência.

E, quanto às pessoas que fazem o mal, que roubam, violentam, matam... será que elas não têm consciência?

O que vocês acham?



O facilitador deve incentivar respostas.
Todo ser humano tem consciência, porém muitos a escondem embaixo de toneladas de ganância, de ódio, de desejos de poder...

Muita gente faz coisas erradas sem se preocupar com a consciência, mas um dia, quando menos esperam, ela começa a cobrar.

O caso do Deodato foi dessa natureza. Ele havia assassinado o dono de um armazém para roubar sem que a polícia descobrisse. Depois de algum tempo, conheceu uma jovem, apaixonou-se e casou-se com ela. Teve três filhos. A vida para ele estava ótima, mas a consciência começou a cobrar. Passou a ter pesadelos com o homem que havia matado, e a situação foi se complicando tanto que ele sentiu que acabaria enlouquecendo.

Que fez então?

Contou tudo à esposa, procurou a polícia e se entregou, confessou o crime. Pegou muitos anos de cadeia, mas, como tinha uma conduta exemplar, acabou solto antes do esperado, ficou em liberdade condicional. Pois bem, a primeira coisa que Deodato fez foi procurar a família do homem que havia assassinado. A viúva havia vendido o armazém, pois não sabia lidar com ele, e o dinheiro da venda já estava no fim. Ela e os filhos iam passar muitas necessidades. Deodato passou, então, a ajudar a família do homem que havia assassinado. Custeou os estudos das crianças; passou a fazer as compras de supermercado para a viúva e assim, depois de muitos anos de lutas para manter as duas famílias, a dele e a da sua vítima, finalmente, quando todos já estavam bem encaminhados na vida, Deodato se deu por satisfeito. Chamou a esposa e disse: “Agora já posso dormir em paz. Minha consciência me deixou tranquilo”.

O que vocês acham dessa atitude do Deodato?



O facilitador deve incentivar respostas e socializar o tema.
Há uma lei universal conhecida como lei de causa e efeito. Todo efeito sempre tem uma causa.

Baseados nessa lei, os grandes mestres da humanidade e os fundadores das grandes religiões da Terra ensinaram aquela regra de que já falamos: “Só fazer aos outros o que quisermos que os outros nos façam”.

Vejam só que coisa mais simples, não é?

Quando a humanidade obedecer a essa lei tão simples, não haverá miséria, nem tanta coisa ruim que a gente vê todos os dias acontecendo por aí.

Mas, quando pensamos em só fazer aos outros o que gostaríamos que eles nos fizessem, é necessário nos colocarmos no lugar deles.

Digamos que você gosta de fazer pouco caso do seu coleguinha, porque ele é muito pobre, não tem um celular e nunca jogou “video game”.

Então, antes de fazer pouco caso dele, imagine que o pobre é você; que seu pai foi embora e sua mãe trabalha muito para sustentar a família; que o dinheiro é tão pouco que só dá, mal e mal, para comprar comida e pagar o aluguel da casinha onde você mora.

Pense nas muitas dificuldades que precisa enfrentar para poder estudar e que, logo, logo vai ter de trabalhar vendendo bombom nas ruas para ajudar a mãe...

Assim, se você se colocar no lugar do outro, vai procurar ajudá-lo, em vez de criticá-lo ou maltratá-lo, não é verdade?

Vamos fazer um exercício?

Vamos, então, fechar os olhos e respirar fundo algumas vezes para relaxar. (dez segundos)

Agora cada um vai pensar numa pessoa de quem faz pouco caso. (dez segundos)

Agora vai pensar como seria se estivesse no lugar dessa pessoa. (trinta segundos)

O facilitador deve socializar o tema, perguntando a cada um o que sentiu ao se colocar no lugar da pessoa da qual faz pouco caso.
E por falar em causa e efeito, aí vai uma pergunta importante: por que vêm acontecendo tantas catástrofes como se tem visto nos últimos anos, tais como enchentes devastadoras, furacões, etc.?

A resposta é simples. Trata-se do retorno dos atos do próprio ser humano. Movido pela ambição, vem ele poluindo o ar com a fumaça das queimadas, das fábricas, dos veículos motorizados, gerando o efeito estufa, e esse efeito vem mudando o clima na Terra, provocando essas catástrofes.

Outra pergunta: por que a água potável em nosso planeta está começando a escassear?

Também é por culpa do próprio ser humano, que vem devastando as florestas, não respeitando nem mesmo as nascentes de água e as margens dos rios. Além disso, polui os rios e até mesmo o próprio mar, provocando a diminuição das populações de peixes, que lhe dão alimento.

Como se não fosse o bastante, o ser humano vai deixando seu lixo por onde passa. Sacos plásticos que são largados nas praias ou atirados nos rios vão para o mar, onde são confundidos com alimento e engolidos por tartarugas marinhas e outros animais, que chegam a morrer.

Como podemos perceber, é muito importante só largarmos o lixo onde venha a ser devidamente recolhido e, sempre que possível, apoiar e incentivar a coleta seletiva, mediante a qual grande parte desses resíduos que tanto danificam a natureza possa ser devidamente aproveitada.

Se queremos um mundo melhor, precisamos nos esforçar, fazendo o que for possível.

Vamos agora fazer uma relação de ações que podem ser praticadas por qualquer pessoa, adulta ou criança, para proteger a natureza.



O facilitador deve socializar a conversa, incentivando os presentes a citarem tais ações e atitudes.

Sugestão: encerrar a reunião com uma prece, pedindo a Deus para abençoar nosso planeta Terra, proteger e amparar a natureza; ajudar as pessoas a aprenderem a amar a natureza e a cuidarem dela, a se tornarem mais fraternas e pacíficas; pedir amparo a quem está em dificuldades, paz para a Terra, etc.
33º encontro – As estátuas de pedra
No livro A Missão Virtual, há um episódio muito interessante que vale a pena contar a vocês.

Trata-se de uma aventura virtual vivida por três crianças: Gilberto, Teca e Serginho.

Em certo momento da aventura, caminhando numa região montanhosa, acompanhados por Seu Timon e pelo gorila Migão, eles chegam à entrada de uma caverna encravada nas paredes de um “canyon”. Seu Timon entra, e os outros seguem atrás. Andam um pouco e chegam diante de uma parede com uma porta fechada. Em cima, há uma placa onde se lê: FAÇA UMA BOA AÇÃO E RECEBA UMA GRANDE RECOMPENSA.

Teca coça a ponta do nariz.

– Que esquisito! – exclama. – Se alguém faz uma boa ação para receber uma recompensa...

– Já não é uma boa ação – completa Gilberto.

Seu Timón abre a porta e entram numa sala que mais parece uma loja. Nas paredes há várias prateleiras com objetos ainda dentro das embalagens originais: inúmeros tipos de brinquedos, roupas exóticas, eletrodomésticos, joias... Os olhos das crianças brilham ao olhá-los. De repente Gilberto exclama:

– Um “video game”! Olha, Serginho, é o nosso... aquele que a gente morre de querer...

– O meu patim! – exclama Teca, segurando um belo modelo de patim nas mãos. – Eu sempre quis ter um desses.

Seu Timón observa uma pequena bolsa com uma plaquinha onde está escrito: “Bolsa mágica. Contém sete moedas de ouro. Sempre que seu dono tirar uma, surge outra igual em seu lugar”.

– Arre!!!... Quer dizer que o dono desta bolsa pode ser a pessoa mais rica do mundo – diz seu Timón para si mesmo. – É só ir tirando moedas de ouro...

Até Migão apanha um brinquedo, um boneco com cara engraçada. Nesse momento, abre-se uma porta nos fundos da sala. Os cinco olham desconfiados.

– Se a porta está aberta, acho que é para a gente passar – diz seu Timón, passando para o outro lado.

As crianças largam os brinquedos nas prateleiras e o seguem, desembocando numa gruta cheia de estátuas assustadoras. Parecem pessoas petrificadas: homens, mulheres e crianças. Teca se aproxima para olhá-las mais de perto, dá um grito e corre a abraçar-se com Gilberto, exclamando:

– Essas estátuas parecem gente!

Mas os sustos não ficam por aí. No fundo da gruta, sentado num grande trono de ouro todo cravejado de pedras preciosas, está um homem vestido como um rei, mas com ar muito triste. Tem os pulsos algemados ao trono. Ao ver os visitantes, por seus olhos passa um reflexo de esperança.

– Sejam bem-vindos – diz com entonação ansiosa. – Eu sou o rei destas montanhas.

As crianças olham-se, assustadas. Seu Timón apresenta um ar enigmático.

– Aproximem-se por favor – continua. – Não tenham medo... Não estão vendo que estou algemado?

As crianças e seu Timón aproximam-se, e Migão vai até o trono examinar tudo com sua natural curiosidade. O Rei continua, com tristeza na voz:

– Antigamente, todos os dias eu cavalgava ao amanhecer, despertando a natureza...Tudo tinha vida e beleza. As encostas eram cheias de mata, pequenos riachos e magníficas cascatas. Havia muitos animais silvestres, muitos pássaros... tudo era alegria.

As crianças estão impressionadas. Teca, penalizada, pergunta:

– O que aconteceu?

– O gênio do mal conseguiu me prender aqui. Não posso mais acordar a natureza ao alvorecer. Vocês devem ter visto que lá fora está tudo morto.

– E não se pode fazer nada? Ninguém pode soltar o senhor? – pergunta Serginho.

– Pode sim. Qualquer pessoa pode. Se quiserem, vocês podem me libertar.

O Rei faz pequena pausa e conclui com indisfarçável ansiedade na voz.

– E podem pedir qualquer coisa como recompensa.

Os olhos de Serginho brilham, ao perguntar:

– Podemos pedir o “video game”?

– Podem sim. Qualquer coisa... até mesmo aquela bolsa mágica.

– Bolsa mágica? – pergunta Teca, muito curiosa.

– É uma bolsa com sete moedas de ouro – explica o Rei. – Quando seu dono tirar uma, aparece outra no lugar.

As crianças, maravilhadas, retornam correndo à sala dos brinquedos. O rei espera, com expressão terrivelmente ansiosa, pensando: “Será que eles vão cair na armadilha?”

Na sala dos brinquedos, as crianças continuam olhando tudo para melhor poder escolher as recompensas. Mas não estão mais tão entusiasmadas quanto antes. Gilberto externa o pensamento dos três:

– Vocês acham certo a gente pedir recompensa por uma boa ação?

Olham umas para as outras em silêncio, e suas expressões alegres vão murchando. Sem dizer palavra devolvem os brinquedos às prateleiras. Gilberto tira o boneco das mãos de Migão, dizendo com carinho, mas firmeza:

– Migão, desta vez não vai dar.

Seu Timón sorri sob o bigode grisalho, acompanhando as crianças de volta à gruta das estátuas. Gilberto, como porta-voz do grupo, dirige-se ao Rei.

– Desculpe, seu Rei, mas nós não queremos recompensa. Basta o senhor dizer o que é preciso fazer.

Mal acaba de falar, as algemas abrem-se misteriosamente. O Rei levanta as mãos olhando para elas, quase sem acreditar em tamanha ventura. Quando se convence de que está livre, uma expressão de indizível felicidade vai se espalhando por seu rosto. Volta os olhos para o alto em gesto de gratidão, enquanto duas grossas lágrimas rolam dos seus olhos.

– Até que enfim!!!... Até que enfim, meu Deus!! – exclama. – Eu estou livre... livre!

As crianças estão mais do que espantadas, e seu Timón sorri abertamente. O Rei levanta-se e desce daquele trono-prisão, movimentando os braços para fazer retornar a circulação. Aproxima-se das crianças, ajoelha-se diante delas dizendo, com lágrimas nos olhos e na voz:

– Obrigado. Muito obrigado. Vocês salvaram mais do que a minha vida. Vocês me deram a liberdade.

– Mas nós não fizemos nada!! – exclamam os três ao mesmo tempo.

O Rei, profundamente emocionado, explica com a voz embargada pelos soluços que procura conter:

– Para eu ficar livre, era preciso aparecer alguém grande o bastante para não aceitar recompensa pela boa ação.

Serginho, sem entender bem o sentido daquelas palavras, replica:

– Mas nós não somos grandes... somos crianças.

Seu Timón não consegue conter o riso, que soa estranhamente naquela cena repleta de emoção. O Rei olha para ele, levanta-se e vai abraçá-lo, exclamando:

– Como são inocentes essas crianças! Tão dignas e nobres...

Apontando o dedo para as estátuas, continua:

– Estão vendo? Todas elas são pessoas que aceitaram recompensa para me libertar e foram transformadas em pedra.

Um frêmito de horror perpassa pelo grupo. As crianças, assustadíssimas, ficam algum tempo olhando para aquelas pessoas transformadas em pedra, pensando que naquele momento elas próprias poderiam estar assim. Só seu Timón permanece sorridente, como se já conhecesse aquele enredo. Finalmente, Gilberto, recuperando-se um pouco do susto, pergunta:

– Quer dizer que, se a gente tivesse aceitado recompensa para libertar o senhor... agora...

– Agora vocês estariam ali, transformados em pedra – completa o Rei.



O facilitador deve socializar a conversa, lembrando que essa história é imaginária, mas mostra como agem pessoas de bom caráter e com boa formação moral. São pessoas que respeitam a si mesmas.
Sugestão: encerrar a reunião com uma prece, pedindo a Deus ajuda para todos os presentes sempre terem respeito por si mesmos, agirem de acordo com a própria consciência e não serem ambiciosos, mas sim altruístas e fraternos; também proteção e amparo à família e a quem está em dificuldades; auxílio divino para toda a humanidade, para que esta se torne mais fraterna e mais justa. Deve lembrar também de agradecer a Deus por todas as bênçãos recebidas, pelo amor e pela amizade, assim como pela alegria, que faz tão bem ao corpo e à alma, etc.

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