Esclarecendo



Baixar 0.62 Mb.
Página8/10
Encontro08.12.2017
Tamanho0.62 Mb.
1   2   3   4   5   6   7   8   9   10

34º encontro – Amar e perdoar
Vocês se lembram da história da Mariazinha e do seu sonho sobre o planeta Hipotálus? Lembram que os cientistas de lá haviam concluído que não existia Deus, ou seja, um ser superior responsável pelas leis universais e pelo comando do universo? Com isso, o acaso tomou conta de tudo, e a confusão foi tamanha que o planeta acabou explodindo.

Pois bem, depois que Hipotálus explodiu, Mariazinha sentiu-se espalhada ao longo da órbita daquele planeta. Foi aí que ela apelou para Deus, o Ser Supremo, recebendo a ajuda de que precisava.

Mariazinha tinha ficado muito impressionada com aquele sonho e resolveu saber mais sobre a questão da religiosidade, da fé. Foi então procurar, na biblioteca do pai, alguns livros sobre Deus e achou a Bíblia. Folheou daqui e dali e sentiu-se interessada pela história de Jesus.

Mariazinha gostava muito de ler, porque sentia como se estivesse participando das histórias que lia. Assim, lendo a história de Jesus, era como se ela estivesse lá, percorrendo os caminhos da Galiléia com ele e seus discípulos, andando à beira do mar, ou sentada a seus pés quando ele subia ao alto do monte para falar à multidão de pessoas que acorriam para escutá-lo.

Era confortador ouvir Jesus quando ele dizia que Deus é como um pai que acode seus filhos na hora da aflição. Mas achou meio estranho quando ele disse que o maior dos mandamentos é “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos”.

– É aí que mora a dificuldade, pensou Mariazinha. – Se temos de amar o próximo, ou seja, todas as pessoas... então precisamos amar também a nossos inimigos.

Preocupada, foi procurar o pai, seu Geraldo, a quem explicou suas dúvidas e perguntou:

– Acha que é possível olhar para um inimigo e sentir amor por ele?

– Bem, minha filha – respondeu-lhe o pai – acredito que Jesus não quis dizer exatamente amar um inimigo, porque isto é impossível, é contrário à nossa natureza humana. Quando pensamos num amigo, nosso coração se abre, feliz, com essa lembrança, mas, quando pensamos num inimigo, nosso coração não pode se abrir assim, porque se trata de alguém em quem não podemos confiar. Eu acredito que Jesus quis dizer que não devemos odiar nossos inimigos, mas sim perdoá-los e desejar-lhes o melhor.

– Quer dizer que não devemos desejar o mal para nossos inimigos?

Seu Geraldo pensou por instantes e disse:

– Sabia que todos os ensinamentos de Jesus têm fundo científico?

– Como assim, papai? – perguntou Mariazinha, curiosa.

– Veja só que interessante. Pesquisas científicas vêm comprovando que sentir ódio e rancor faz mal à saúde, mas que o perdão e o amor fazem muito bem ao nosso organismo; fortalecem o sistema imunológico.

Mariazinha saiu pensativa. Estava começando a achar muito interessantes todas essas questões.

Procurou um livro que falasse sobre o perdão e, ao abri-lo, foi logo lendo: “Há dois mil anos o que regia os comportamentos das pessoas era o “olho por olho, dente por dente”, ou seja, o mal que alguém fizesse lhe era cobrado na mesma medida.

Isto muitas vezes criava uma espécie de circulo vicioso da vingança. Digamos que alguém da família “A” dava uma surra em alguém da família “B”. A família “B”, então, tratava de revidar dando uma surra em alguém da família “A” e assim por diante. Ninguém levava desaforo para casa e todos achavam que perdoar uma ofensa era sinal de covardia.

Imagine como seria se nesse cenário aparecesse alguém a pregar a necessidade de se amar o próximo e perdoar todas as ofensas!

Foi isso que aconteceu quando chegou Jesus. Ele fazia muitos milagres, e sempre havia uma multidão de pessoas em torno dele, por onde andasse. A sua pregação era toda voltada para a necessidade do perdão, da humildade e do amor. E foi essa pregação que começou a mostrar ao ser humano o quanto são importantes esses valores na vida das pessoas e das comunidades. A partir de então, o mundo cristão começou lentamente a mudar, e hoje já existem milhões de pessoas que se esforçam para seguir aqueles ensinamentos, procurando amar as pessoas, perdoar as ofensas e livrar-se dos piores valores negativos que existem: o egoísmo, a ambição e o orgulho.”

– Que interessante, pensou Mariazinha. As pessoas deveriam conhecer melhor essa questão do perdão. O mundo seria bem melhor...

E quanto a nós? Quem de nós já consegue perdoar?

O facilitador deve incentivar respostas.
Somente o perdão consegue quebrar o círculo vicioso da vingança de que falava o livro que Mariazinha estava lendo. Só o perdão consegue dar paz.

Pensem como fica o interior de uma pessoa que está com ódio. É como se esse sentimento fervesse dentro dela, tirando-lhe até mesmo a alegria de viver.

E o pior é que isto também faz mal à saúde, como tem sido comprovado por pesquisas científicas.

Com a raiva fervendo dentro de nós, até mesmo os nossos relacionamentos podem ser prejudicados.

Já o ato de perdoar fortalece o sistema imunológico, o que é muito importante para se ter boa saúde. Além disso, alivia nosso coração, abrindo caminhos para a alegria.

E quanto a nós? Será que sentimos ódio por alguém?

Pois bem, sentindo ódio ou não, vamos fazer um exercício do perdão.

Fechemos os olhos e respiremos fundo algumas vezes para relaxar. (dez segundos)

Pensemos em algum animal ou mesmo em alguma coisa da qual gostamos muito... (cinco segundos)

Sintamos como é boa a sensação de gostar, de querer bem. (cinco segundos)

Agora pensemos numa pessoa a quem amamos muito. (cinco segundos)

Sintamos como é boa a sensação de amar alguém e de saber que também somos amados. (cinco segundos)

Agora que estamos com nossos corações cheios de amor, pensemos em alguma pessoa da qual guardamos alguma mágoa ou da qual não gostamos. (cinco segundos)

Imaginemos que estamos vendo essa pessoa aqui na nossa frente e vamos dizer-lhe, só no pensamento, mas de todo coração: “Eu perdoo você e lhe desejo tudo de bom”. (Vinte segundos)

Vamos agora abrir os olhos, e vocês vão me falar sobre essa experiência.

Quem conseguiu sentir que perdoa de coração?



O facilitador deve incentivar respostas e socializar o tema.
Sugestão: encerrar a reunião com uma prece, pedindo a Deus para ajudar a todos os presentes a perdoarem sempre quaisquer ofensas e a desenvolverem amorosidade; agradecer por todas as bênçãos recebidas, pela família, pelo amor, pela amizade; pedir proteção e amparo aos familiares e a quem esteja em dificuldades; solicitar auxílio divino para toda a humanidade, para que esta se torne mais fraterna e mais justa.
35º encontro – Líderes
Vocês já viram uma manada de vacas? Sempre há uma que é a líder e que leva um sino no pescoço. Para onde ela vai, as outras vão também.

O ser humano também tem essa tendência de seguir líderes. Uns são bons porque levam seus seguidores para boas ações, mas outros não prestam, levam seus liderados para o lado mau da vida. Esses são daqueles que fazem filmes de violência, “video games” com jogos violentos que levam a pessoa a se acostumar com a ideia de agredir e de matar. Também há os que incentivam o fumo e as bebidas alcoólicas, os que usam drogas e levam outros a isso. Esses líderes do mal sempre encontram pessoas que as seguem e que passam a agir da mesma forma que eles.

Isso acontece também com adolescentes e até com crianças. Para se enturmar com os outros, estes acabam fazendo as mesmas coisas que aqueles.

Por isso, é muita bobagem fazer coisas erradas só para se enturmar, para fazer parte de um grupo.

Quando a turma é do bem, é diferente. Existem turminhas que se reúnem para estudar, praticar um esporte, fazer alguma atividade beneficente, etc., e isto é bom.

O facilitador deve socializar o tema, com foco na realidade local, alertando para os perigos existentes.
A vida é assim como um caminho que percorremos, indo e voltando. Na ida vamos plantando sementes com as nossas ações, e na volta temos de colher aquilo que plantamos.

Por isso, tudo que fazemos ou deixamos de fazer é muito importante.

É como o caso dos irmãos gêmeos Duda e Edu. Eles eram de uma família muito bem sucedida. O Edu achava que não precisava se esforçar para estudar porque a família podia sustentá-lo. Já o Duda entendia que era ele mesmo quem precisava cuidar do seu futuro, pois esse é o dever de todo cidadão.

Aí é fácil imaginar o que aconteceu. O Duda estudou, formou-se numa profissão da qual gostava muito; casou-se, teve filhos e vivia feliz com sua família.

Já o Edu faltava à aula, não se importava com os estudos e passava a maior parte do tempo jogando “video game”. Aos 13 anos, como não gastava seu tempo com estudos, começou a andar com uma turma que usava drogas. Duda procurou aconselhá-lo, mas ele dizia que não iria ficar viciado, que tinha controle sobre si mesmo e que fumar um baseado com os amigos de vez em quando não faria mal algum...

Só que fez mal... muito mal.

Quando percebeu, Edu já estava completamente viciado, sem controle.

Foi um horror!

Todo o dinheiro da mesada ia para a compra de drogas.

Aos poucos foi usando drogas mais pesadas e, quando o dinheiro da mesada acabava, ele tratava de furtar. Furtava dos pais, dos colegas e até das amigas da mãe, quando iam visitá-la.

Um dia, sem dinheiro e desesperado para comprar drogas, apanhou o revólver do pai e saiu para assaltar. Porém o homem a quem ele abordou reagiu, e, Edu, nervoso, atirou nele, matando-o.

Foi apanhado e encaminhado a um abrigo para menores perigosos. Ali vivenciou um verdadeiro inferno. Além das condições precárias em que passou a viver, sentia falta da droga. Seu organismo, acostumado ao vício, causava-lhe terríveis sofrimentos.

Finalmente, depois de quatro anos infernais, foi solto e voltou para casa.

Vocês acreditam que os sofrimentos de Edu terminaram por aí?

Não, não terminaram. Ele tinha deixado de usar drogas, aliás, ficava horrorizado só com a ideia de voltar a usá-las. Mas esses vícios não se acabam assim, facilmente. Quem foi dependente de drogas um dia precisa passar o resto da vida se cuidando para não ter uma recaída.

A consciência de Edu vivia em brasas. Era horrível quando se lembrava do homem que matara. Ficava perguntando a si mesmo: “Será que ele tinha família, filhos?”

Foi aí que tomou uma decisão muito acertada. Voltou a estudar, dessa vez com muita dedicação, e conseguiu se formar em medicina. Foi morar no interior para trabalhar no hospital daquela cidade. Ali, sempre chegavam pessoas feridas a bala. Edu, então, lembrando-se do homem que matara, fazia tudo que podia para salvá-las. Enquanto fazia a cirurgia para retirar a bala, ele ia orando, pedindo a Deus para ajudá-lo e para ajudar o paciente a se salvar.

Assim, em muitas ocasiões ele conseguiu salvar pessoas em situação muito precária; parecia impossível que conseguiriam sobreviver. Sempre que isso acontecia, Edu sentia sua consciência um pouquinho mais aliviada.

Quem sabe dizer por que Edu se esforçava tanto para salvar seus pacientes?

O facilitador deve incentivar respostas e socializar a conversa, lembrando que a consciência de Edu pesava muito por causa do homem a quem matara; assim, salvar vidas era como se estivesse diminuindo a própria culpa; deve enfatizar também a importância de agir sempre direito, com honestidade e com responsabilidade, para nunca gerar pesos na consciência.
Mas existem também outros tipos de vícios, como os que envolvem jogos eletrônicos.

Há pessoas que jogam durante algum tempo e depois vão cuidar de outros afazeres, sem nenhum problema. Mas, quando o jogo se torna um vício, ele passa a ser prioridade na vida dessas pessoas. É como o caso do Jair. Quando voltava da escola, já vinha pelo caminho antecipando o prazer que sentiria ao jogar e, assim que entrava em casa, corria logo para o “video game”.

Mal fazia os deveres da escola e tinha grande dificuldade para levantar pela manhã, porque ficava jogando até de madrugada. Isto aconteceu até que os pais descobrissem o que estava ocorrendo. Foi aquela bronca, e Jair prometeu que iria jogar apenas uma hora por dia, mas, como sempre acontece com os vícios, eles são fortes, e Jair acabou voltando aos antigos hábitos.

Para solucionar o problema, seus pais tiveram de jogar fora o “video game”, depois de quebrá-lo, para que não viesse a viciar outras crianças.

Foi muito difícil ao Jair conseguir livrar-se desse vício. Ele sofreu muito, mas finalmente conseguiu.

Os jogos violentos ou agressivos vão criando a ideia de que agredir e matar é uma coisa comum, simples, sem problemas... E isto fica no inconsciente, estimulando a violência e destruindo a afetividade.

Por isso, se for jogar, procure jogos não violentos.

Também os filmes a que assistimos fazem o mesmo efeito. As cenas marcantes ficam em nosso inconsciente. Por isso, se quiser ver um filme, procure... há muito filme bom, sem violência e sem terror.

Agora que já falamos sobre vícios e sobre violência, refletindo sobre o mal que eles nos fazem, vamos fazer um exercício de harmonização.

OBSERVAÇÃO: Se possível, o facilitador pode colocar alguma música suave, de preferência que tenha canto de pássaros.
Vamos respirar fundo algumas vezes para relaxar... (dez segundos)

Vamos imaginar que estamos no campo, em meio à natureza... (cinco segundos)

Aqui só se ouve o canto de pássaros e o roçar das folhas tocadas pela brisa... (cinco segundos)

Procuremos sentir essa paz, essa quietude... (cinco segundos)

Observemos como ela nos deixa calmos, relaxados... (cinco segundos)

Pensemos no Criador de todas as coisas, que fez tantas coisas tão belas, assim como as plantas, as flores, os riachos de águas cristalinas, as matas e os pássaros... (cinco segundos).

Vamos aproveitar este momento para uma prece: “Senhor da Vida, pedimos a tua benção para o nosso planeta. Abençoa a Terra, a natureza e também a humanidade; ajuda as pessoas a serem mais pacíficas, mais fraternas e a terem mais equilíbrio em tudo; abençoa nossos lares, nossos familiares e nos ajuda sempre a vivenciar a Grande Lei, a lei do amor. Assim seja.”
36º encontro – Influências
O facilitador deve perguntar quem tem se lembrado de procurar agir sempre de acordo com as leis de Deus.

Vocês sabem o que é influência?

Vamos ver um exemplo.

São Francisco foi uma pessoa que sempre gerou uma influência boa, por causa do que dizia e principalmente pelas suas ações.

Ele era um homem muito bom que irradiava alegria e amor. Amava a tudo, da mesma forma como uma fonte oferece suas águas para todos, sem exceção.

Então, as pessoas que conviveram com ele foram influenciadas para o bem, para a alegria e para o amor.

Já um exemplo de má influência nós podemos ver em Hitler, que promoveu a Segunda Guerra Mundial, na qual morreram milhões de pessoas.

Hitler usou de todos os recursos possíveis para influenciar os alemães a aceitarem a guerra. Ele fazia discursos inflamados e sabia como usar as palavras que mais tocassem o patriotismo das pessoas. Até mesmo as músicas que eram tocadas antes e depois dos seus discursos eram elaboradas de tal forma a incentivar as pessoas para a guerra.

Hitler foi uma influência para o mal, enquanto São Francisco foi uma influência para o bem.

As pessoas que produzem filmes e novelas, que criam jogos ou escrevem livros, detêm uma responsabilidade muito maior perante a vida por causa do tipo de influência que podem exercer.

Vejamos um caso de boa influência.

Em 1912 a escritora americana Eleanor Porter lançou a novela intitulada “Polyana”. A repercussão dessa novela no mundo inteiro foi uma impressionante onda de esperança, de entusiasmo e de otimismo.

Essa novela conta a estória de Polyana, uma menina órfã de mãe, que pede para ganhar uma boneca no Natal, mas, no pacote do presente, em vez da boneca, há um par de muletas.

A decepção de Polyana é muito grande, e, quando ela começa a chorar, o pai, muito sábio, a consola dizendo que ela deve ficar contente.

– Contente por quê? – pergunta Polyana. – Eu pedi uma boneca e ganho um par de muletas.

O pai, então, lhe diz:

– Pois fique contente por não precisar das muletas.

A partir daí, Polyana passa a jogar o que ela chama de “o jogo do contente”.

Assim, quando o pai morre e Polyana é entregue aos cuidados de uma tia amarga, carrancuda e exigente, em vez de ficar sofrendo com as maldades que a tia lhe apronta, ela encontra em tudo um motivo para ser feliz.

O quarto é muito pequeno? Ótimo, assim ela o limpará bem mais depressa.

Não existem quadros na parede, como havia em sua casa? Que bom, assim ela poderá abrir a janela e olhar os quadros da natureza, ao vivo.

Não tem um espelho? Excelente, assim nem verá as sardas do seu rosto.

Mais tarde, ela acaba conquistando para o jogo do contente a empregada e a própria tia, que se tornou uma pessoa bem melhor, de alto astral.

Pois é... Isso aconteceu no começo do século passado, e, hoje, a ciência já demonstra que o contentamento é muito bom para a saúde, porque melhora muito o sistema imunológico das pessoas, ajudando-as a não adoecerem.

Mas o contentamento também é bom porque nos deixa de alto astral, e todo mundo gosta de gente assim.

É claro que há situações em que é necessário reclamar e fazer o possível para mudar as coisas, mas isso é diferente.

Essa questão da reclamação tem dois lados, um bom e outro ruim.

O lado bom surge quando usamos a reclamação para uma causa útil. Digamos que a rua em que moramos está cheia de buracos e falta saneamento. Então, juntamos algumas pessoas e vamos até a prefeitura reclamar, pedir soluções...

Esse é o lado bom da reclamação, quando o fazemos por um motivo justo e buscamos soluções para algum problema.

Já o lado ruim das reclamações surge quando as pessoas as fazem por fazer, sem uma finalidade útil.

Há gente que reclama porque está chovendo, mas também reclama quando faz sol. São pessoas que nunca estão satisfeitas.

Muito melhor que reclamar é fazer alguma coisa para mudar o que acha que está ruim. Se se tratar de coisas que não podem ser mudadas, ou que não temos condições de mudar, então, vamos fazer “o jogo do contente”... É muito melhor.

Digamos que o passeio que tínhamos planejado para o final da semana não deu certo, por causa da chuva. Em vez de estarmos maldizendo a chuva, vamos ficar contentes por estarmos em nossa casa, abrigados da chuva. Também podemos aproveitar para ler um bom livro, conversar com a família, desenhar, ou mesmo assistir a um bom filme.

Dessa forma, com o “jogo do contente”, sempre vamos encontrar razões para não reclamar e para estar contentes.

Esse tipo de atitude só nos faz bem.

Então, o que acham? Que tipo de influência essa escritora gerou com a novela “Polyana”?



O facilitador deve incentivar respostas.
Pois bem, quanto à questão da influência, nós somos duas vezes responsáveis.

A primeira é por aquilo que nos vem de fora, ou seja, o que ouvimos, o que vemos e aquilo que lemos. Somos responsáveis pela acolhida que dermos ao que é ruim, a tudo que seja contrário às leis cósmicas, ou leis de Deus.

Vamos ver quem de vocês se lembra de algumas dessas leis.

O facilitador deve incentivar respostas e ajudar a elencar essas leis, lembrando que a mais importante de todas é a do amor.
Então, cabe a nós só acolhermos aquilo que a lei de Deus nos informa que é bom.

Mas nós também somos responsáveis pela influência que exercemos junto aos outros. Da mesma forma como os outros podem nos influenciar, também nós podemos influenciar os outros. Então é aí que também entra a nossa responsabilidade, ou seja, é importante que a nossa influência seja boa; que os conselhos que possamos dar a alguém sejam conselhos baseados na fraternidade, na honestidade, na paz e no que é justo.

Do mesmo modo, é importante que os exemplos que passamos aos outros sejam bons.

Vamos ver quem sabe quais seriam esses bons exemplos que podemos passar aos outros.



O facilitador deve incentivar respostas e socializar a conversa, lembrando que os bons exemplos que podemos dar aos outros são os da honestidade, da não violência, do respeito, da fraternidade, da boa educação, etc.
Vamos agora fazer um exercício de relaxamento com visualizações.

Vamos fechar os olhos e respirar fundo algumas vezes para nos harmonizarmos... (vinte segundos)

Vamos imaginar que estamos no topo de uma alta montanha, na hora do amanhecer. Aqui se pode sentir a paz das alturas, as carícias da brisa ao longo do corpo e a presença grandiosa da natureza. (cinco segundos)

Ao longe, no horizonte, o Sol começa a surgir com todo o seu esplendor, iluminando vales e montanhas, despertando a vida... (cinco segundos)

Cada um vai agora observar mentalmente os raios luminosos do Sol nascente, que ilumina seu peito... (três segundos), penetra em seu coração... (três segundos), retira do seu coração todo sentimento negativo... retira o rancor... (três segundos), retira a raiva... (três segundos), retira as mágoas (três segundos), retira as tristezas (três segundos), retira as preocupações... (três segundos)

Sinta como o seu coração ficou leve... iluminado... feliz... (cinco segundos)

Observe agora, mentalmente, os raios luminosos do Sol nascente, que ilumina sua cabeça, limpa sua mente de todos os pensamentos contrários às leis cósmicas. (cinco segundos)

Sinta sua mente toda iluminada com a luz do bem, da verdade, da paz... (cinco segundos)


Sugestão: encerrar a reunião com uma prece, pedindo a Deus ajuda para todos os presentes desenvolverem os valores fraternidade, da honestidade e da paz, aprendendo a viver com equilíbrio e sabedoria; também proteção e amparo à família e a quem está em dificuldades; auxílio divino para toda a humanidade, para que esta se torne mais fraterna e mais justa. É importante lembrar-se também de agradecer a Deus por todas as bênçãos recebidas...
37º encontro – Lei do retorno
Quem sabe dizer por que no nosso planeta acontecem tantas coisas ruins?

O facilitador deve incentivar respostas.
Na Terra acontecem tantas coisas ruins porque o ser humano abriga muitos valores negativos em seu coração, assim como a ganância, o orgulho e a falta de amor.

O que vocês acham que seria necessário mudar nas pessoas para que o mundo se tornasse um lugar bom para todos?



O facilitador deve incentivar respostas e socializar o tema.
As pessoas já estão começando a entender a necessidade de mudanças para salvar o nosso planeta e transformá-lo num mundo melhor para todos.

Muitas empresas, muitas instituições e até governos estão trabalhando para proteger a natureza e dar melhor qualidade de vida às pessoas.

Mas só isso não é o bastante porque são as pessoas que precisam mudar.

Bastaria que o ser humano cultivasse o amor para transformar a Terra num lugar bom para todos.

O que vocês acham? Por que o amor é tão importante?

O facilitador deve incentivar respostas.
O amor é a base para as pessoas conviverem bem umas com as outras. Quando amamos nosso próximo, ou seja, todas as pessoas com as quais convivemos, somos uma presença benéfica na nossa comunidade. Assim, quando a lei do amor é vivenciada entre as pessoas, todos se ajudam mutuamente nas dificuldades da vida e ninguém se põe a agredir nem a explorar os outros.

Infelizmente não é isso que acontece na Terra, porque aqui há muita ambição, muito orgulho, muita ganância e muita violência.

As qualidades negativas têm crescido tanto que muitos até criticam a quem procura ser honesto e fraterno.

Foi o caso de um jovem chamado David. Certa vez, ao ir ao banco fazer pagamentos para a empresa na qual trabalhava, o caixa enganou-se e lhe deu quinhentos reais a mais, como troco do cheque que levara. Já ia sair do banco quando percebeu o engano do caixa.

O que vocês acham que ele fez?

O facilitador deve incentivar respostas.
Pois ele voltou ao caixa e lhe devolveu o dinheiro.

Ao chegar em casa à noite, David contou à família o que acontecera, e todos, pai, mãe e os dois irmãos, o chamaram de otário, achando que ele deveria ter ficado com aquele dinheiro.

O que vocês acham? David deveria ter ficado com o dinheiro que o caixa lhe dera a mais, por engano?

O facilitador deve incentivar respostas.
Pois saibam que David fez muito bem em devolver o dinheiro que não lhe pertencia. Assim, ele não manchou a própria consciência e agiu de acordo com a Grande Lei. Ele sabia que o bem que fazemos aos outros sempre volta para nós de forma boa, benéfica, e que o mal que fazemos aos outros também volta, mas de forma negativa, fazendo-nos sofrer.

Vejam só que coisa mais simples, não é? Essa é a lei de causa e efeito, e olha que ela já era ensinada pelos povos antigos.

Os gregos diziam: "Não faças ao próximo o que não desejas receber dele".

Os persas: "Faz como queres que te façam".

Os chineses: "O que não desejas para ti não faças a outrem".

Os hebreus: "O que não quiseres para ti não desejes para o próximo".

Os romanos: "A lei gravada nos corações humanos é amar os membros da sociedade como a si mesmo".

Também Jesus ensinou essa lei, e com muita clareza, quando disse: “Tudo que quiserdes que os outros vos façam, fazei-o também vós”.

Isso significa que sempre, ao fazermos qualquer coisa aos outros, devemos perguntar a nós mesmos como nos sentiríamos se estivéssemos no lugar desses outros. Foi o que fez o David. Ele sabia que, se não devolvesse o dinheiro, o caixa teria de prestar contas com o banco, ou seja, teria de pagar ao banco aquela importância.

Quando a humanidade obedecer a essa lei tão simples, não haverá miséria, nem injustiça, nem tanta coisa ruim que a gente vê todos os dias acontecendo por aí.

Vamos ver outro exemplo.

Digamos que você é bom em matemática e um coleguinha, que está tendo muita dificuldade com essa matéria, lhe pede ajuda e você nega.

Mas, se você se colocar no lugar dele, vai sentir a sua aflição por não conseguir entender a matéria... e vai pensar em como se sentiria feliz se recebesse ajuda. Além disso, você estaria gerando gratidão por parte do seu colega e saberia que poderia contar com ele no futuro, em alguma situação em que ele pudesse ajudá-lo.

Todos os seres humanos que habitam neste planeta formam uma grande família, a família humana. Por isso devemos nos esforçar, apesar de tudo, para que essa família viva da melhor forma possível.

Mas como podemos fazer isso?

O facilitador deve incentivar respostas.
Há várias formas de colaborar para que a nossa família humana viva melhor:

1. Pelo bem que pudermos fazer aos outros.

2. Através dos bons exemplos que dermos.

3. Pelos bons ensinamentos que pudermos passar aos outros.

Agindo assim, nós também poderemos nos sentir mais felizes.

O facilitador deve socializar o tema, lembrando que quem ama não agride, não humilha, não prejudica, mas tudo faz para ajudar os outros a serem felizes.
Vamos agora relaxar... fechar os olhos e respirar fundo algumas vezes para harmonizar os ritmos internos.... (dez segundos)

Pensem em si mesmos com muito carinho. Imaginem seus corpos envolvidos numa luz branda, cheia de paz. (cinco segundos)

Pensem agora nas pessoas que estão doentes... (três segundos), nas pessoas que estão passando fome ou não têm onde morar... (três segundos), nas crianças abandonadas... (três segundos)

Agora eu vou fazer uma prece e vocês acompanham, só no pensamento: “Deus, nosso Pai, pedimos tua ajuda para todas as pessoas que estão sofrendo neste momento. Dá alívio a toda dor e ampara os que estão passando fome ou não têm onde morar. Ampara as crianças abandonadas e ajuda-as a encontrar alguém que cuide delas. Finalmente te agrademos por tudo que temos, pela família, pelo amor, pela vida, pois sabemos que é ela, a vida, a grande escola do nosso espírito... Assim seja.”



Compartilhe com seus amigos:
1   2   3   4   5   6   7   8   9   10


©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal