Escola estadual de volta grande-ensino fundamental



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ESCOLA ESTADUAL DE VOLTA GRANDE-ENSINO FUNDAMENTAL

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

NOVA TEBAS

2010

ESCOLA ESTADUAL DE VOLTA GRANDE-ENSINO FUNDAMENTAL


PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

O presente Projeto Político Pedagógico foi elaborado pela Escola Estadual de Volta Grande-Ensino Fundamental, com participação da comunidade escolar. Nele consta dados históricos, projetos de melhoria e informações sobre a Escola.

NOVA TEBAS

2010
SUMÁRIO

I - APRESENTAÇÃO

II- IDENTIFICAÇÃO

III- HISTÓRICO DA ESCOLA

IV- OBJETIVO GERAL

V- ATO SITUACIONAL

VI- ATO CONCEITUAL

VII- ATO OPERACIONAL

VIII- AVALAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

IX- PLANO DE AÇÃO DA ESCOLA

X- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

XI - ANEXOS: MATRIZ CURRICULAR

PROPOSTAS CURRICULARES: Artes;

Ciências;

Educação Física;

Ensino Religioso;

Geografia;

História;

Língua Portuguesa;

Matemática;

Língua Estrangeira.




I - APRESENTAÇÃO
A Escola Estadual de Volta Grande compreendida como local dinâmico de saberes, espaço de diálogo, busca permanente de sintonia com nossos tempos, atenta às mudanças e renovações, como também impulsionada pelas necessidades educacionais da realidade circundante, não pode se eximir de seu compromisso com os projetos que buscam a melhoria da educação.

É sabido que diversos são os determinantes que favorecem a deterioração da qualidade da educação ofertada nas escolas públicas e que, muitos deles, estão diretamente ligados às relações sociais e econômicas as quais está submetida grande parte da população. Essa é uma constatação que não pode levar ao imobilismo dos que fazem a educação, pelo contrário, o sistema educacional deve buscar, sem perder de vista a globalidade e as circunstâncias, desenvolver ações peculiares que orientem novas práticas educativas.

Diante disso, torna-se necessário que a Escola Estadual de Volta Grande, enquanto parte desse sistema, participe de forma lúcida e crítica, exercendo sua função social de conquista e vivência da cidadania dos integrantes da sociedade que se quer democrática.

Entendemos aqui por educação democrática, uma educação onde todos estejam presentes de forma participativa, com oportunidades de desenvolver suas potencialidades, num processo permanente de educação em todas as modalidades.

Dentro da nova proposta, na construção do Projeto Político Pedagógico, com a participação da comunidade escolar, tornar a escola autônoma, atrativa e aberta para os problemas educacionais da comunidade da qual nossos alunos fazem parte.

A Escola Estadual de Volta Grande – Ensino Fundamental, vem em busca de promover um ensino de qualidade, buscando a construção de um ser humano realizador, que seja capaz de interagir e intervir na realidade de forma responsável, crítica, dinâmica, ética, autônoma e efetiva.

A Escola Estadual de Volta Grande tem ainda a missão de promover de forma contínua, o senso investigador de toda a comunidade escolar, afim de cumprir com sua função social e cultural, capaz de dar respostas aos desafios constantes da sociedade.

II - IDENTIFICAÇÃO

A Escola Estadual de Volta Grande – Ensino Fundamental, situa-se em Volta Grande, Nova Tebas – Paraná, a Rua Principal s/n, CEP 85250-000, a 21 quilômetros da sede e 30 quilômetros do Núcleo Regional de Educação de Pitanga, ao qual está jurisdicionada.

Situada na zona rural, ocupa um espaço cedido pela Prefeitura Municipal de Nova Tebas, divide espaço com a Escola Rural Municipal Aristides Dal Santo.

Nosso espaço físico conta com quatro salas de aula, um laboratório de informática PRDigital junto com a biblioteca, uma sala de professores com banheiro, uma secretaria, uma cozinha pequena e uma quadra poliesportiva.

Em 1995, a Escola iniciou suas atividades com duas turmas de 5ª séries. As demais foram sendo implantadas nos anos subsequentes. Foi criada pela Secretaria de Estado da Educação através da Resolução 5.081/94 de 21 de outubro de 1994 e reconhecida pela Resolução 4.983/02, DOE de 21 de janeiro de 2003.

Hoje a escola conta com 56 alunos matriculados e no período da tarde de 5ª a 8ª do Ensino Fundamental. Sendo turmas pequenas, os professores têm condições de dar um atendimento individualizado.

Contamos com um quadro de 18 funcionários, sendo um Diretor eleita, um secretário, uma Professora Pedagoga, duas auxiliares de serviços gerais, treze professores das diferentes áreas.

A Escola conta com um diretor com 20 horas: José Amarildo Novacoski, designada pela Resolução 5909/08. Um secretário com 20 horas: Luciano Nascimento Batista, designado pela Portaria 00202/06. Uma pedagoga com 20 horas: Gislaine de Melo Gregório Vujanski. Duas auxiliares de serviços gerais, sendo: Ivanir das Graças Pedroso dos Santos e Tereza Pereira dos Santos. Também com doze professores, sendo:



  • Artes: Thais Leal Dzoba, QPM, formada em Artes.

  • Ciências: Evanete Alves Santana, PSS, formada em Matemática com habilitação em Ciências.

  • Educação Física: Nelza Dal Santo, QPM, formada em Educação Física e Valdirene Junkes, PSS, formada Educação Física.

  • Ensino Religioso: Dirceu Gomes de Oliveira, PSS, cursando Teologia.

  • Geografia: Nilton Dal Santo, QPM, formado em Geografia.

  • História: Patrícia Fernandes Dal Santo, PSS, formada em História e Pós Graduado em Educação Especial e Psicopedagogia.

  • Língua Portuguesa: Jacinta Becher Watte, QPM, formada em Letras e Pós Graduada em Gestão Escolar e Educação Especial, e Nelci Maria Pereira Miranda, QPM, formada em Letras e Pós Graduada em Língua Portuguesa.

  • Matemática: Sofia Horodesnki de Goes, QPM, formada em Matemática e Pós Graduada em Gestão Escolar, Dolores Aparecida Dal Santos da Silva, PSS, formada em Ciências Contábeis e Pós Graduada em Auditoria e Perícia Contábil.

  • Inglês: Vanderléia Ciombalo, QPM, formada em Letras.

  • Projeto Viva a Escola: Vanderléia Ciombalo, QPM, formada em Letras.


III - HISTÓRICO DA ESCOLA
A Escola Estadual de Volta Grande está situada na zona rural do município de Nova Tebas. Foi criada pela Secretaria de Estado de Educação através da Resolução n.º 5.018/94 de 21 de outubro de 1994. Iniciou suas atividades em 1995 com duas turmas de 5ª série, sendo uma no período da tarde e uma no período da noite. Neste ano na 5ª A foram matriculados 29 alunos. Na 5ª B foram matriculados 42 alunos. Em 1996 a Escola funcionou à noite com duas turmas: 5ª A com 51 alunos e 6A com 44 alunos. Em 1997 a Escola funcionou nos dois turnos, Noite: Programa de Adequação Idade-Série-Correção de Fluxo, turma A, com 34 alunos matriculados, 6ª série A, com 24 alunos, 7ª série A, com 23 alunos e a tarde: 5ª série A com 28 alunos. No ano de 1998 funcionou nos dois períodos: a tarde: 5ª série A com 22 alunos, 6ª série A com 19 alunos, noite: Correção de Fluxo, turma A com 37 alunos e turma B com 20 alunos, 7ª série A com 24 alunos e 8ª série A, com 21 alunos. Em 1999, a Escola também funcionou nos dois turnos. A tarde: 5ª série A com 24 alunos, 6ª série A com 20 alunos. À noite: 5ª série B com 25 alunos, 7ª série A com 24 alunos, 8ª série A com 34 alunos. No ano de 2000, à tarde: 5ª série A, com 25 alunos e 6ª série A, com 21 alunos. À noite: 6ª série B com 29 alunos, 7ª série A com 19 alunos, 8ª série A, com 21 alunos. Em 2001 à tarde: 5ª série A com 25 alunos, 6ª série A, com 28 alunos, 7ª série A, com 15 alunos, à noite 7ª série B, com 22 alunos e 8ª série com 20 alunos. Em 2002, à tarde: 5ª série A com 16 alunos, 6ª série A com 17, 7ª série A com 20 alunos e 8ª série A com 11 alunos, à noite 8ª série B com 17 alunos, neste ano iniciou a EJA - Ensino Fundamental, 2º segmento (presencial) Organização 1, com 35 alunos equivalente à 5ª série, no segundo semestre a EJA - Ens. Fund. Organização 2 equivalente à 6ª série com 29 alunos matriculados. Em 2003 à tarde: 5ª série A, com 19 alunos, 6ª série A, com 19 alunos, 7ª série A, com 16 alunos e 8ª série A com 12 alunos. À noite com 19 alunos a EJA, Ens. Fund. Organização 3, equivalente a 7ª série, no segundo semestre, organização 4, equivalente a 8ª série com 18 alunos matriculados. Em 2003 a escola passou a funcionar somente no período da tarde, com 5ª série A com 19 alunos, 6ª série A com 19 alunos, 7ª série A com 16 alunos e 8ª série A com 12 alunos. Em 2004: 5ª série A com 18 alunos, 6ª série A com 22 alunos, 7ª série A com 15 alunos e 8ª série A com 13 alunos. Em 2005: 5ª série A 18 alunos, 6ª série A com16 alunos, 7ª série A com18 alunos e 8ª série A com15 alunos. Em 2006: 28 alunos matriculados na 5ª série A, na 6ª série A 16 alunos, na 7ª série A com 14 alunos e na 8ª série A com 17 alunos. Em 2006: 28 alunos matriculados na 5ª série A, na 6ª série A 16 alunos, na 7ª série A com 14 alunos e na 8ª série A com 17 alunos. Em 2007: 15 alunos matriculados na 5ª série A, na 6ª série A 28 alunos, na 7ª série A com 15 alunos e na 8ª série A com 13 alunos. Em 2008: 14 alunos matriculados na 5ª série A, na 6ª série A 14 alunos, na 7ª série A com 23 alunos e na 8ª série A com 15 alunos. Em 2009: 19 alunos matriculados na 5ª série A, na 6ª série A 12 alunos, na 7ª série A com 16 alunos, na 8ª série A com 23 alunos e no Programa Viva a Escola duas turmas com um total de 59 alunos. Em 2010: 15 alunos matriculados na 5ª série A, na 6ª série A 18 alunos, na 7ª série A com 07 alunos, na 8ª série A com 14 alunos e no Programa Viva a Escola uma turma com 25 alunos.

Embora seja uma escola com poucos alunos, sempre buscamos uma educação de qualidade.


IV - OBJETIVO GERAL:
Proporcionar o planejamento de atividades pedagógicas e sociais que serão realizadas pela escola, contando também com a participação da comunidade, visando melhorar o ensino, despertando o senso crítico do aluno, preparando-o para exercer a verdadeira cidadania. Oferecendo a todos a possibilidade de aprender sendo uma escola democrática, sem preconceito, onde todos são iguais, independente de raça, cor , religião e nível socio-econômico, onde todos tenham os mesmos direitos.

V – ATO SITUACIONAL
O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de nosso município é um dos mais baixos do estado do Paraná. A grande maioria de nossos alunos são advindos de famílias agricultoras, com baixo nível socioeconômico e cultural, inseridos em programas assistenciais do Governo, sendo este o meio de sobrevivência da maioria das famílias de nossa comunidade.

Com relação a escolaridade dos pais pode-se constatar que 72% possuem o ensino fundamental incompleto, 13% o fundamental completo, 5 % o ensino médio completo, 2% o ensino superior completo e 8% não declararam a escolaridade.

Diante da realidade vivida pela Escola atualmente, apresentamos o seguinte diagnostico, nos últimos anos letivos.

2000 - 2001 - 2002 - 2003 - 2004 - 2005

Alunos aprovados 67% 64% 69% 87% 83% 88%

Alunos reprovados: 15% 4% 6% 2% 0% 5%

Alunos desistentes: 9% 5% 8% 2% 1% 0%

Alunos transferidos: 9% 27% 17% 9% 16% 7%

2006 - 2007 - 2008 - 2009

Alunos aprovados 85% 82% 85% 98%

Alunos reprovados: 0% 4% 0% 0%

Alunos desistentes: 1% 1% 0% 0%

Alunos transferidos: 14% 13% 15% 1%
Para chegarem à escola os alunos utilizam transporte proporcionado pela Prefeitura Municipal em parceria com o Governo Estadual. O transporte acontece através de micro ônibus e ônibus. Cerca de 90% dos alunos matriculados são advindos de outras localidades.

O espaço físico da escola não atende as necessidades. Conta com 04 salas de aula, uma cozinha pequena e equipada, somente dois banheiro para os alunos, sala para os professores com banheiro, quadra poliesportiva coberta. A biblioteca funciona junto com o laboratório de informática, uma sala onde funciona a secretaria, aparelhos de TV e TV Pen Drive, DVD e computador com impressora.

Há muita heterogeneidade, os alunos são advindos de uma sociedade injusta, com falta de perspectivas, com alguns casos de desinteresse, que influenciam muito na defasagem do conhecimento..

Nos últimos anos, nossos alunos diminuíram, pois nossos adolescentes e jovens estão buscando a sobrevivência nos grandes centros. Nossa turmas são pequenas, o que facilita o trabalho do professor. Não temos sala de apoio.

Participamos de todos os eventos: Jogos Colegiais, FERA Com Ciência, Olimpíadas de Matemática, Conferência Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente, etc.

Efetuamos o projeto “POR UMA VIDA MELHOR” desde 1999, fazendo a limpeza de um córrego que atravessa a comunidade e vários projetos.

A avaliação vem sendo realizada através de notas, sendo a média de aprovação 6,0 (seis). Os professores procuram realizar várias atividades, através de exercícios, testes, trabalhos, provas e outros trabalhos em classe ou extraclasse que se revelam adequadas.

A avaliação é diagnostica, permanente, contínua e processual servirá de base para o professor, no fim de cada período de avaliação, atribuir a cada aluno uma nota global.

O professor elabora seu plano de trabalho docente, de acordo com as Diretrizes Curriculares, Proposta Curricular, Regimento Escolar e o Projeto Político Pedagógico .

A hora-atividade é realizada de acordo com cronograma, onde o professor prepara suas atividades e corrige-as. Também participa de grupos de estudos oferecidos pelo Núcleo Regional de Educação e pela SEED, realiza estudos individuais.

O Conselho Escolar reúne-se mensalmente para definir o plano de aplicação do Fundo Rotativo e outros assuntos referentes à escola. Também para a prestação de contas.

O Conselho de Classe é participativo, busca soluções para a melhoria na aprendizagem dos alunos, com uma visão global da turma, há troca de experiência entre os docentes e alunos.

A A.P.M.F. vem auxiliando no dia a dia e busca verbas através de promoções para a melhoria da escola.
VI - ATO CONCEITUAL
A atual sociedade brasileira vem resgatando a importância da escola, a qual está associada a seu caráter democratizador, direito de todos e dever do estado. Uma escola com qualidade e aprendizagem para todos, pois não basta apenas o acesso, mas também a apropriação do conhecimento, para o sucesso do educando. Escola democrática é aquela que efetivamente, socializa o saber.

O caráter transformador da escola é determinado pelo nível de consciência e instrumentalização científica, técnica, crítica e criativa que seus alunos venham a alcançar para assumirem, de fato, seu papel ativo na história. Sem competência científica e ética, não há competência educacional, nem transformação social. Preparar para a transformação social é fomentar as capacidades intelectuais, as atitudes e os comportamentos críticos produtivos de bens materiais e culturais.

O mundo vem passando por rápidas e contínuas transformações sociais, econômicas, política, culturais, tecnológicas e cientificas e por atos de desumanização que podem trazer grandes conseqüências negativas, capaz de afetar a auto-estima do cidadão perante a sociedade presente num mundo extremamente competitivo, e algumas vezes, exclui o profissional diante da falta de vagas no mercado de trabalho.

A sociedade esta agora envolta nos laços do capitalismo globalizado, no qual a visão do lucro direciona o ritmo e o rumo dessa sociedade, que muitas vezes torna-se injusta, com desigualdades socioeconômicas, onde a cultura dominante sobrepõe-se as demais culminando numa sociedade desigual, por isso é urgente romper com estas barreiras, transformando os indivíduos, para que possam ter visão ampla, tornando-os ousados, criativos, articuladores que quebrem barreiras e que sejam essencialmente capazes de relacionar-se entre si e com as coisas do mundo, visando à justiça e a equalização socioeconômica e cultural, pois sabemos que uma sociedade onde todos são iguais é utopia, mas acreditamos na possibilidade de construção de uma sociedade menos desigual.

Mas antes de tudo devemos saber quem é o homem.

Carlos Drummond de Andrade em seu poema, tenta nos passar sua interpretação de quem é o homem:

“Mas que coisa é homem,
que há sob o nome:
uma geografia?

um ser metafísico?


uma fábula sem
signo que a desmonte?

Como pode o homem


sentir-se a si mesmo
quando o mundo some?

Como vai o homem


junto de outro homem,
sem perder o nome?”
De acordo com Tomás de Aquino, “o ser do homem propriamente consiste em ser de acordo com a razão. E assim, manter-se alguém em seu ser é manter-se naquilo que condiz com a razão”. Em outra sentença, Tomás afirma que “o primeiro princípio de todas as ações humanas é a razão, e quaisquer outros princípios que se encontrem para as ações humanas obedecem, de algum modo, à razão”.(pág.47)

Essa afirmação não parte de uma abordagem teórica, mas do reconhecimento de que o homem é o nível em que a natureza toma consciência de si mesma. Por que vale a pena viver? Qual é o sentido da vida? Por que existem a dor e a morte? Qual é a razão do sofrimento humano? Essas perguntas revelam o dinamismo da razão em busca da verdade, da compreensão do sentido da existência e de toda a realidade.

O homem necessita conquistar e ter, sem se afogar em questões que o mundo atual oferece para poder ser. Ser mais ele mesmo, em sua dimensão humana individual; e social.

É um ser no mundo e com o mundo, envolto por uma trama de relações que determina sua consciência. Nasce inacabado limitado e carente, e sua realização se constrói no outro e com o outro no decorrer de sua existência.

Ser social que relaciona-se com o outro e com o mundo, e necessita de intersubjetividade, do convívio comunitário, da integração grupal para o seu normal desenvolvimento.

O homem necessitando de organização busca na escola meios para o seu pleno desenvolvimento e a transformação crítica e criativa do contexto social, e mais especialmente de sua forma de se organizar. Para tanto, urge que o aluno seja sujeito de seu processo de aprendizagem, que seja privilegiado pelo saber a ser produzido, sem realizar a segundo plano o saber que ele possui. O que resultará numa transformação superando as questões apresentadas pela prática pedagógica, e assimilando os conhecimentos científicos, interligados ao conhecimento e uso dos códigos, de linguagem. Tudo isso somado, dará ao educando da escola pública condições para competir no mercado de trabalho com igualdade de possibilidades tanto no meio urbano e rural, na qual nosso aluno já está inserido.

Tem ainda a missão de promover de forma contínua, o senso investigador de toda a comunidade escolar, afim de cumprir com sua função social e cultural, capaz de dar respostas aos desafios constantes da sociedade. Participando de forma lúcida e crítica, exercendo sua função social de conquista e vivência da cidadania dos integrantes da sociedade que se quer democrática.

Entendemos aqui por educação democrática, uma educação onde todos estejam presentes de forma participativa, com oportunidades de desenvolver suas potencialidades, num processo permanente de educação em todas as modalidades.

Visando a formação integral do homem, sendo capaz de agir e interagir diante das grandes evoluções científicas e tecnológicas, bem como saber aplicar seus conhecimentos nas mais diversas situações de vida no seu contexto atual, cabe a escola proporcionar ao educando condições para que ele se realize em todos os aspectos, social, cultural e emocional, oferecendo um ambiente atrativo, estimulador.

Procuramos fundamentar a aprendizagem na Teoria Social de Vygotski, onde a aprendizagem é um processo de apropriação e transformação do conhecimento através da interação entre si, com os outros e o meio em que vive, sustenta-se não apenas pelas informações dos livros e dos professores, mas também pelas experiências do próprio aluno, considera o processo do desenvolvimento e abrange todos os aspectos da vida humana (físico, emocional, cognitivo e social).

O conhecimento resulta de trocas, sendo o educador mediador e de importância fundamental. A relação pedagógica consiste no provimento das condições em que o educador e educando possam colaborar para fazer progredir essas trocas. O processo de aprendizagem não se desenvolve apenas no aluno, mas em complexas redes de intercâmbio social dentro e fora do recinto escolar de modo que as variáveis culturais, sociais e materiais do meio, auxiliam na compreensão da aprendizagem e do desenvolvimento

A escola fundamenta a sua pedagogia na preparação do aluno para a vida, fornecendo-lhe um instrumental, por meios de aquisição de conteúdos e da socialização para uma participação organizada e ativa na sociedade.

Apesar da escola não ter razão de ser em si mesma e para si mesmo, a transformação do país depende muito do que se produza na sala de aula. Melhorias significativas na educação, resultam e fomentam melhorias significativas na sociedade.

Os conteúdos selecionados de acordo com as Diretrizes Curriculares do Ensino Fundamental, adequados conforme a realidade do educando, vêm em busca de aplicá-los de forma interdisciplinar, numa ação mediadora com avaliação diagnostica contínua.

Podemos potencializar o desenvolvimento físico, intelectual, social e afetivo, levando o indivíduo a tornar-se autônomo (intelectual e moralmente) e que seja capaz de interpretar as condições histórico-culturais da sociedade em que vive de forma crítica e reflexiva, impondo autonomia às suas próprias ações, garantindo assim o cumprimento da Lei nº 11.645/08, Del. 01/04 com Parecer nº 003/04, esta lei é posterior a Lei nº 10.639/03, que estipula a obrigatoriedade do Ensino da História e Cultura Afro-brasileira e Indígena.

A exploração das percepções é a melhor motivação e matéria-prima para a produção do conhecimento. Só conseguimos conhecer, criar e expressar algo a partir das sensações e das percepções que incorporamos. Este é o caminho de formação dos conceitos em que a chamada sensibilidade desempenha um papel importante. Está aqui um dos grandes desafios dos educadores, explorar ao máximo a riqueza dos sentidos.

Pela compreensão elaboram-se os conceitos fundamentais do conhecimento. Os conceitos se expressam através de termos que tornam possível a codificação, a transmissão e a evolução da linguagem. Sem conceitos não há linguagem que avance. O que interessa pedagogicamente é o domínio dos conceitos e não simplesmente a memorização das palavras. Memorizar seus conceitos sem entender o significado, é uma “violência pedagógica” sanada na medida em que os signos memorizados se traduzam em significados. Procedimentos memorísticos produzem alunos inseguros e desinteressados pelo estudo.

O conceito é a unidade fundamental do conhecimento. Só a partir dos conceitos é que se torna possível definir, raciocinar, argumentar, discutir e, portanto, transformar conscientemente.

Cada indivíduo tem um grau de conhecimento segundo a sua “quantidade” de conceitos, o que corresponde à sua capacidade de compreensão, verbalização e domínio da linguagem.

Esta é uma ferramenta científica. O processo epistemológico concretiza-se em linguagens: verbal, estética, corporal, plástica, que são a expressão da realidade ou a materialização do pensamento. Efetivamente não existe linguagem desprovida de conceitos. Vygtosky concorda que a essência da tarefa educativa está na construção dos conceitos.

Se o sujeito não tiver domínio de todos os conceitos que utiliza numa definição, esta nada mais será do que um conjunto sonoro, sem significado algum. O seu eixo central é a linha de raciocínio, sua consistência, o rigor científico, é através da prática argumentativa que se desenvolve a consciência crítica.

O principal veículo da argumentação é o texto, seja ele oral ou escrito, verbal ou não verbal. A produção de texto do professor ou do aluno, em qualquer disciplina, é o melhor parâmetro de avaliação do desempenho científico.




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