Escola estadual “DR



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COLÉGIO ESTADUAL “DR. CHAFIC CURY.” - ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO E NORMAL .

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

RIO AZUL

2013

SUMÁRIO



APRESENTAÇÃO

03

INTRODUÇÃO

04

OBJETIVOS GERAIS

05

MARCO SITUACIONAL

07

MARCO CONCEITUAL

08

REGIME ESCOLAR

15

MARCO OPERACIONAL

32

PLANO DE AÇÃO DA ESCOLA

53

PROJETOS A SEREM DESENVOLVIDOS

56

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

57

PROPOSTAS CURRICULARES DO ENSINO FUNDAMENTAL

58

MATRIZ CURRICULAR

145

PROPOSTA PEDAGÓGICA EJA

151

OBJETIVOS DA EJA

149

FILOSOFIA E PRINCÍPIOS DIDÁTICOS PEDAGÓGICOS

156

INDICAÇÃO DA ÁREA OU FASE DE ESTUDOS

158

MATRIZ CURRICULAR

159

CONCEPÇÃO, CONTEÚDOS E ENCAMINHAMENTOS METODOLÓGICOS

161

AVALIAÇÃO, CLASSIFICAÇÃO E PROMOÇÃO

162

REGIME ESCOLAR

164

RECURSOS HUMANOS

168

REFERÊNCIAS BIBLIOGÁFICAS

177

PLANO DE AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL DO CURSO

178

PROPOSTAS CURRICULARES EJA

185

PROPOSTAS CURRICULARES DO CURSO FORMAÇÃO DE DOCENTES

355








1- APRESENTAÇÃO

A construção do projeto Político Pedagógico do Colégio Estadual “Dr. Chafic Cury” Ensino Fundamental e Médio e Normal que se localiza no município de Rio Azul, teve como ponto de partida o diagnóstico da realidade , leitura e discussão feita pelos professores, funcionários e equipe pedagógica da escola, sobre os fundamentos da educação e as linhas pedagógicas que definem as metas do ensino do nosso Estado.

A necessidade de um Projeto Político Pedagógico na escola antecede a qualquer decisão política, ou exigência legal, já que enquanto educadores e membros da instituição escolar, devemos ter claro a que horizonte pretendemos chegar com os nossos alunos, com a comunidade e com a sociedade, caso contrário não estaremos exercendo o nosso papel de educadores.

O Projeto Político Pedagógico é um processo participativo de decisões, o qual deve explicitar princípios baseados na autonomia da escola e conter opções explícitas na direção da superação de problemas. É um documento que não se reduz à dimensão pedagógica, muito menos ao conjunto de projetos e planos isolados de cada professor em sua sala de aula.

Atendendo a convocação da Lei nº 9.394/96, o projeto oferece a possibilidade de múltiplos arranjos, institucionais e curriculares inovadores para que possa suprir as dificuldades que a instituição enfrenta, como, excesso de alunos por sala de aula, desinteresse dos alunos pela escola, evasão e repetência.

O Projeto Político Pedagógico tem como objetivo propor que todos possam se integrar no processo de aprender. É importante observar que nem todas as pessoas tem os mesmos interesses e habilidades, nem aprendem da mesma maneira, isso exigirá uma atenção especial da equipe escolar, desta forma irá garantir a democratização do acesso ao saber para maioria da população e a sua permanência no sistema escolar.

Pretende-se que o Projeto Político Pedagógico norteie a ação educativa escolar, sendo que ele explicita os fundamentos teórico-metodológicos, os objetivos, o tipo de organização e os modos de implementação e avaliação da escola.

As modificações requeridas são produtos de um processo de discussão, avaliação e ajustes do projeto, uma vez que ao dar uma nova identidade à escola, deve atentar para a questão da qualidade de ensino nas suas dimensões técnica e política. Lembramos também que o projeto é passível de análise e discussões constantes e permite modificações a cada nova situação surgida.



2- INTRODUÇÃO
2.1. Identificação da Escola:
O Colégio Estadual “Dr. Chafic Cury”, Município de Rio Azul, rede pública estadual, mantida pelo governo do Estado do Paraná, autorizada funcionar pela Resolução 2243, D.O.E. de 20/04/81 e oferta Ensino Fundamental na modalidade regular de 6º ao 9° ano, regimentada através da Resolução n° 7/2010-CNE/CEB e Parecer nº 28/2003, do NRE de Irati, e Educação de Jovens, Adultos e Idosos nas modalidades Fundamental e Médio e em 2013 inplantou-se o Curso de formação de Docentes.

O Colégio Estadual “Dr. Chafic Cury”- Ensino Fundamental, Médio e Normal, está localizado na Rua Zacharias Burko, S/N, na cidade de Rio Azul, a 35 km do NRE de Irati, foi criado pelo Decreto nº 3.976, de 27 maio de 1959 no Governo de Moyses Lupion, com a denominação de Ginásio Estadual “Dr. Chafic Cury”, em homenagem ao deputado da época, filho do município tendo seu início de funcionamento em 26 de fevereiro de 1960.

Funcionou no prédio do Grupo Escolar “Dr. Afonso Alves de Camargo” de 1960 a 1967, quando passou a usar o prédio próprio, inaugurado em 14 de Julho de 1968.

A partir de então, passou a funcionar no mesmo prédio o Colégio Comercial Estadual de Rio Azul, no período noturno até 1980.

A coordenação dos trabalhos de organização documental e de instalação do Ginásio Estadual “Dr. Chafic Cury”, esteve a cargo da professora Ivete Padilha Estival, que atuou como diretora, desde 26/02/1960 até 16/08/1983, tendo como Inspetor Federal designado para elaboração do processo de instalação o Senhor Padre João Camargo.

Em 20 de abril de 1981, pela Resolução nº 2.243/80, o então Ginásio Estadual “Dr.Chafic Cury”- passou a denominar-se Escola Estadual “Dr. Chafic Cury”- Ensino de 1º Grau e a partir de 11 de setembro de 1998, cumprindo Resolução Secretarial nº 3.120/98, a escola passou a denominar-se Escola Estadual “Dr. Chafic Cury”- Ensino Fundamental.

Em 03 de maio de 2011, através da resolução n° 1761/11, e parecer n° 217/11-CEB a então Escola Estadual “Dr. Chafic Cury”, passou a denominar-se “Colégio Estadual Dr. Chafic Cury”- Ensino Fundamental e Médio. Por motivo de autorização de funcionamento do Ensino Fundamental – Fase II e Ensino Médio, presencial, da modalidade Educação de Jovens e Adultos – EJA, em anexo.

Com a Implantação do curso de Formação de Docentes em 2013, passou a denominar-se Colégio Estadual “Dr. Chafic Cury” Ensino Fundamental Médio e Normal.



2.2. Organização do Espaço Físico:


  • 10 Salas de aula em funcionamento regular, com ocupação em excesso da média, com carteiras em bom estado, ventilação e iluminação boa, equipadas com TVs multimídias e ventiladores.

  • 1 Sala de biblioteca, com mesas e bancos disponíveis aos alunos;

  • 1 Sala de secretaria;

  • 1 Sala de Direção;

  • 1 Sala para Equipe Pedagógica;

  • 1 Sala para Professores;

  • Sanitários masculino, feminino e para funcionários;

  • 1 Cozinha pequena, adaptada, mal ventilada, sem sala de merenda;

  • 1 Almoxarifado;

  • 1 Sala de Recursos;

  • 1 Sala de Apoio

  • 1 Pavilhão coberto medindo 200 m2;

  • 1 Quadra de esportes polivalente, c/alambrado, sem cobertura, iluminada c/ 1.200 m2.

  • 1 Quadra de esportes polivalente, iluminada, com cobertura, c/ 580 m2;

  • 2 Quadras de areia, iluminadas, c/220m2;

  • 1 Pista de saltos;

  • 1 Pista de atletismo;

  • 1 Gruta;

  • 1 Jardim c/bosque c/5.000m2;

  • 1 Pátio c/5.000m2;

  • 1 Vestiário c/50m2;

  • 1 Laboratório de Informática;

  • Área total construída 1.750m2;

2.3. Oferta de Curso:
O Colégio Estadual "Dr. Chafic Cury". - Ensino Fundamental Médio e Normal, oferta curso fundamental regular de 6° ao 9° ano, nos três turnos, EJA Fundamental e Médio e Curso de Formação de Docentes no período noturno.


3- OBJETIVOS GERAIS:

  • Efetivar o processo de apropriação do conhecimento, respeitando os dispositivos constitucionais, Federal e estadual, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDBN nº 9.394/96/96, e o Estatuto da Criança e adolescente – ECA, Lei nº 8.069/90;




  • Oportunizar a elaboração do Projeto Político Pedagógico a toda a comunidade escolar conforme parecer 014/99;




  • Garantir as normas para o sistema de Avaliação do Aproveitamento escolar, Recuperação de estudos e promoção de alunos do estabelecimento através da Deliberação 07/99;




  • Oportunizar o ingresso de alunos e posicionamento dos mesmos em anos adequados através de matrícula, aproveitamento de estudos, classificação e reclassificação conforme Deliberação 009/01;




  • Desenvolver capacidades e conhecimentos dos alunos a partir de um pressuposto do seu meio e de sua realidade, onde o professor age como um orientador ou um ponto de partida;




  • Priorizar na conscientização do aluno a importância de sua permanência na escola onde ele possa fazer da mesma um ambiente salutar, de lazer, social e valorizar as atividades do dia-a-dia como um caminho para o desenvolvimento de sua cultura;




  • Incentivar e motivar os professores a interagir com a realidade dos alunos, dentro e fora da escola;




  • Proporcionar um ensino de qualidade, capaz de formar cidadãos que interfiram criticamente na realidade para transformá-la;




  • Levar em consideração a realidade e a individualidade de cada um para a aquisição do conhecimento, respeitando as diferenças individuais conforme deliberação 02/03;




  • Valorizar os estudos para o futuro do aluno;




  • Formar um ser pensante, crítico, consciente de seu papel na sociedade, transformador e instrumentalizador para aquisição dos conhecimentos;




  • Despertar a comunidade para a importância da ação conjunta na solução dos problemas que afetam a escola;




  • Unir esforços para que o clima escolar seja favorável ao equilíbrio físico, mental e social do aluno, tendo em vista a sua produtividade e realização;




  • Colaborar para um melhor ajustamento do educando na família, na escola e na comunidade;




  • Educar a criança, o adolescente, o jovem ou adulto para a vida social;




  • Criar situações de ensino aprendizagem adequadas às necessidades educacionais de Jovens e Adultos (EJA), realizando sua função reparadora, equalizadora e permanente, conforme o determinado no Parecer 011/00-CEB/CNE e Parecer n° 217/11-CEB.




  • Conscientizar os docente e discentes, de acordo com o Regimento Escolar à reflexão e estudo sobre as práticas pedagógicas escolares, de modo que os que atuam na escola participem de maneira democrática e construtiva, seguindo as instruções do Regimento Escolar;




  • Estabelecer diretrizes e critérios relativos a organização, funcionamento e articulação com a comunidade escolar, de forma compatível com as orientações do contexto escolar responsabilizando-se social e coletivamente conforme deliberação 016/99 ;




  • Incentivar as práticas do Regimento Escolar, envolvendo a consciência coletiva.




  • Contemplar a qualidade de ensino, almejando perspectivas próprias para a formação do jovem, para o professor de amanhã , tornando-o apto e crítico diante das problemáticas em que está inserido;




  • Oportunizar o jovem a atuar no magistério na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental, reforçando a valorização da educação geral como pressuposto necessário para profissionais competentes e adequados aos novos paradigmas. Oferecendo aos alunos uma formação completa, dentro dos valores éticos e que permita uma visão mais objetiva dos problemas atuais no mundo moderno.



4- MARCO SITUACIONAL:
A Declaração Mundial sobre a educação para todos destaca em um de seus artigos que toda a pessoa – criança adolescente ou adulta – deve poder se beneficiar de uma formação concebida para responder às suas necessidades educativas fundamentais. Estas compreendem tanto os instrumentos de aprendizagem essenciais como conteúdos educativos, dos quais o ser humano tem necessidade para viver e trabalhar com dignidade, participar plenamente do desenvolvimento, melhorar a qualidade de sua existência, tomar decisões de forma esclarecida e continuar a aprender.

A educação no Brasil está na pauta das discussões, nas universidades, nas secretarias de educação, nas escolas, nas instituições de estudos e pesquisas, nas organizações não governamentais, nas associações e nos sindicatos, na mídia, educadores e profissionais de outras áreas, debatem os problemas educacionais e apontam novas perspectivas para a educação brasileira.

A sociedade brasileira demanda uma educação de qualidade.

O Paraná vem passando por importantes mudanças demográficas, aonde a população rural vem diminuindo e acrescendo a urbana. Isso tem ocasionado problemas relativos a espaço físico entre outros, na escola pública, a qual acabou decaindo em qualidade. Qualidade esta que estamos freqüentemente buscando, através de uma prática reflexiva na construção de propostas pedagógicas nos diferentes níveis e modalidades de ensino, através de várias concepções e propostas diferenciadas preparando-se para o desafio de definições curriculares da formação do aluno.

A concepção adotada é de que a proposta é uma produção social construída por pessoas que vivem em determinados contextos históricos e sociais; portanto essa produção deve se dar num fazer e pensar articulado enfatizando o aspecto coletivo de todo esse processo, almejando o crescimento individual e o coletivo que resultam da troca e da reflexão sobre as experiências e conhecimentos acumulados por todos e por cada um.

A proposta curricular do estado do Paraná terá, a partir dessa discussão, a base disciplinar, ou seja, a ênfase é nos conteúdos científicos, nos saberes escolares das disciplinas que compõem a grade curricular. A palavra de ordem é a luta pela democratização, escola de qualidade.

Rio Azul é um município que sobrevive essencialmente da agricultura, com destaque para a fumicultura. Com importante contribuição da indústria, comércio e prestação de serviços para a formação de sua economia, ele se desenvolve. A população rural é maior que a urbana havendo necessidade de transporte escolar. É uma sociedade trabalhadora, alegre, otimista, porém desigual economicamente. Na busca pela excelência em educação, está próxima da erradicação do analfabetismo em seu território.

O Colégio Estadual “Dr. Chafic Cury.” – Ensino Fundamental e Médio atende alunos de 6° ao 9° ano em 3 turnos com um total de 674 alunos e na EJA 70 alunos, 64 professores, 06 administrativos, 09 serviços gerais, 3 membros da equipe técnica pedagógica; 10 salas de aula, contando com TV, porém este espaço físico é deficitário em salas de aula e outros setores para atender a demanda de alunos, sem nenhuma adaptação física para alunos inclusos. Tem uma ampla área externa como jardins e pátio, porém com deficiência de pessoas para manutenção da mesma.

Temos alunos de níveis diferenciados como: econômico, sócio-emocional e de aprendizagem, também trabalhadores assalariados, agricultores, os quais procuram a EJA em busca de escolarização formal. No ensino regular temos uma clientela heterogênea, alunos com defasagem em idade e série, os quais dificultam muito o desempenho das turmas. Estamos preparados para receber a nova clientela de alunos que são os egressos do ensino fundamental de 9 anos, tentando compensá-los por entrarem mais cedo na escola, através de uma aprendizagem mais lúdica e recreativa.

A população de Rio Azul, tem dificuldade de acesso às Universidades e Faculdades, pois não há Instituições de Ensino Superior no Município, sendo que os mesmos precisam se deslocar para outras cidades, como Irati e União da Vitória, porem a maior parte das instituições são particulares, o que torna cara a manutenção do curso e as famílias não dispõem de condições financeiras para isso. Daí a importância dos cursos profissionalizantes no nosso município, uma vez que os jovens precisam trabalhar para custear um curso superior.

Desde a extinção do antigo curso normal do município, o qual era oferecido pelo Colégio “Afonso de Camargo”, percebeu-se uma queda no ensino fundamental, séries iniciais, pois o corpo docente para trabalhar nesta etapa está vindo menos preparado e isso nos mostrou a necessidade de reimplantar o curso Normal, formação de Docentes buscando uma melhor qualidade de ensino.

Os educadores do Colégio Estadual “Dr. Chafic Cury” Ensino Fundamental, Médio e Normal tem se empenhado em atualizações a fim de oferecer um ensino de melhor qualidade. Cem por cento dos professores efetivos do Colégio tem especialização.

O Índice de Desenvolvimento de nosso colégio tem crescido a cada ano, inclusive estamos sempre acima da meta estipulada pelo Plano de Desenvolvimento da Educação.

A escola conta com o envolvimento dos diversos setores: Conselho Escolar, APMF, Grêmio Estudantil, Equipe de Direção, Equipe Pedagógica e Administrativa.



5- MARCO CONCEITUAL
5.1. Concepções:
Homem
O homem é considerado um ser situado no mundo e está em processo contínuo de descoberta de si próprio, ligando-se a outras pessoas e grupos. O objetivo último do ser humano é a auto-realização ou o uso pleno de suas potencialidades e capacidades. O homem não é o resultado, cria-se a si próprio.

Conforme Saviani (1992):

“O homem necessita produzir continuamente sua própria existência. Para tanto, em lugar de se adaptar a natureza, ele tem que adaptar a natureza a si, isto é, transformá-la pelo trabalho”.

Considerando o homem um ser social, atuante e interferente na sociedade, que se encontra com o outro nas relações familiares, comunitárias, produtivas e também na organização política, garantindo assim sua participação ativa e criativa nas diversas esferas da sociedade. O homem, como sujeito de sua história, é aquele que na sua convivência coletiva compreende suas condições existenciais transcende-as e reorganiza-as, superando a condição de objeto, caminhando na direção de sua emancipação participante da história coletiva.

Partindo do pressuposto que o homem constitui-se um ser histórico, faz-se necessário compreendê-lo em suas relações inerentes a natureza humana. O homem é, antes de tudo, um ser de vontade, um ser que se pronuncia sobre a realidade.

Sociedade
O homem cria cultura na medida em que reflete sobre ela e dá respostas aos desafios que encontra. Cultura é entendida como todo o resultado da atividade humana, do esforço criador e re-criador do homem, do seu trabalho por transformar e estabelecer relações dialogais com outros homens. A participação do homem como sujeito na sociedade, na cultura e na história se faz na medida de sua conscientização. Segundo Demerval Saviani, o entendimento do modo como funciona a sociedade não pode se limitar às aparências. É necessário compreender as leis que regem o desenvolvimento da sociedade. Obviamente que não se trata aqui de leis naturais, mas sim de leis históricas, ou seja, de leis que se constituem historicamente.

Sendo a sociedade um agrupamento tecido por uma série de relações diferenciadas e diferenciadoras. São configuradas pelas experiências individuais do homem, havendo uma interdependência em todas as formas da atividade humana, desenvolvendo relações, instaurando estruturas sociais, instituições sociais e produzindo bens, garantindo a base econômica e é o jeito específico do homem realizar sua humildade, sendo que:

- A sociedade configura todas as experiências individuais do homem, transmite-lhe resumidamente todos os conhecimentos adquiridos no passado do grupo e recolhe as contribuições que cada indivíduo engendra e que oferece a sua comunidade. Nesse sentido a sociedade cria o homem para si.

- A sociedade é mediadora do saber e da educação presente no trabalho concreto dos homens, que criam novas possibilidades de cultura e do agir social a partir das contradições geridas pelo processo de transformação da base econômica.


Educação
O homem, por sua própria natureza, é um ser incompleto em constante processo de crescimento, por isso tem condições de educar-se. Dentre as possibilidades que os distinguem, está a sua capacidade de antever as ações a serem realizadas que, lhe são facultadas, de certa forma, pela capacidade de imaginação e reflexão o que, se devidamente explorado, pode levá-lo a muitas realizações.

A educação como prática social é uma atividade específica dos homens situando-os dentro da história, ela não muda o mundo, mas o mundo pode ser mudado pela sua ação na sociedade e nas suas relações de trabalho.

“Educação é um fenômeno próprio dos seres humanos, significa afirmar que ela é, ao mesmo tempo, uma exigência do e para o processo de trabalho, bem como é ela própria, um processo de trabalho” (Saviani, 1992, p.19).

Segundo Pinto (1994) a educação é um processo histórico de criação do homem para a sociedade e simultaneamente de modificação da sociedade para benefício do homem.

É processo, pela dimensão histórica, por representar a própria história individual do ser humano e da sociedade em sua evolução.

É um fato existencial porque o homem se faz ser homem - processo constitutivo do ser humano.

É um fato social pelas relações de interesses e valores que movem à sociedade, num movimento contraditório de reprodução do presente e da expectativa de transformação futura.

É intencional ao pretender formar um homem com um conceito prévio de homem.

É libertadora porque segundo Boff (2000, p.77) se faz necessário desenvolver uma educação que nos abra para uma democracia integral, capaz de produzir um tipo de desenvolvimento socialmente justo e ecologicamente sustentado.

Escola
A educação implica numa escola diferente onde o conteúdo não seja um fim em si, mas um meio para desenvolver as potencialidades intrínsecas no ser humano. O currículo embora fracionado, organizado por disciplinas é dinâmico; o professor não é apenas um mero transmissor, mas sim, um mediador do conhecimento; os conteúdos obrigatórios serão inseridos nas disciplinas respeitando opiniões de toda a comunidade escolar.

A escola, é um lugar político pedagógico que contribui para a interseção da diversidade cultural que a circunda e a constitui, sendo espaço de significar, e dar sentido, de produzir conhecimentos, valores fundamentais para a formação humana dos que ensinam e dos que aprendem. Nesse sentido é preciso que a escola seja um ambiente de pesquisa, de ensino e de aprendizagens para professores, alunos e todos que fazem parte do cotidiano escolar.



Conhecimento/Aprendizagem
A aprendizagem não acontece em um determinado momento, mas num processo de construção.

“Aprender é uma atividade que ocorre dentro de um organismo e que não pode ser diretamente observada; de forma não inteiramente compreendida os sujeitos da aprendizagem são modificados: eles adquirem novas associações, informações, insights, aptidões, hábitos e semelhantes” (Davidoff, 1983, p.158) apud La Rosa.

O aluno precisa de um ambiente significativo para se expressar.

Conforme Veiga “o conhecimento escolar é dinâmico e não uma mera simplificação do conhecimento científico, que se adequaria à faixa etária e aos interesses dos alunos”. Dessa forma, o conhecimento escolar é resultado de fatos, conceitos, e generalizações, sendo, portanto, o objeto de trabalho do professor.

Para Boff, “Conhecer implica, pois, fazer uma experiência e a partir dela ganhar consciência e capacidade de conceptualização. O ato de conhecer, portanto, representa um caminho privilegiado para a compreensão da realidade, o conhecimento sozinho não transforma a realidade; transforma a realidade somente a conversão do conhecimento em ação”. (2000, p, 82).


Cultura
A cultura é resultado de toda a produção humana e segundo Saviani, “para sobreviver o homem necessita extrair da natureza, ativa e intencionalmente, os meios de sua subsistência. Ao fazer isso ele inicia o processo de transformação da natureza, criando um mundo da cultura” (1992 p, 19).

Podemos considerar que, “de um ponto de vista antropológico, cultura é tudo o que elabora, e elaborou o ser humano, desde a mais sublime música ou obra literária até as formas de destruir-se a si mesmo e as técnicas de tortura, a arte, a ciência, a linguagem, os costumes, os hábitos de vida, os sistemas morais, as instituições sociais, as crenças, as religiões, as formas de trabalho”. (Crestam, 2001, p.05).

Todo conhecimento, na medida em que se constitui num sistema de significação, é cultural. Além disso, como sistema de significação, todo conhecimento está estreitamento vinculado com relações de poder” (Tomas Tadeu, 1999).

È necessário considerar as colocações de Silva (1999), de que “tornou-se lugar comum destacar a diversidade das formas culturais do mundo contemporâneo. É um fato paradoxal, entretanto, que essa suposta diversidade conviva com fenômenos igualmente surpreendentes de homogeneização cultural”.

Ao mesmo tempo em que se tornam visíveis manifestações e expressões culturais de grupos dominados, observa-se o predomínio de formas culturais produzidas e vinculadas pelos meios de comunicação de massa, nas quais aparecem de forma destacada as produções culturais em sua dimensão material e não-material.

Toda a organização curricular, por sua natureza e especificidade precisa completar várias dimensões da ação humana, entre elas a concepção de cultura. Na escola, em sua prática há a necessidade da consciência de tais diversidades culturais, especialmente de sua função de trabalhar as culturas populares de forma a levá-los à produção de uma cultura erudita, como afirma Saviani: “a mediação da escola, instituição especializada para operar a passagem do saber espontâneo ao saber sistematizado, da cultura a cultura erudita; assume um papel político fundamental”. (Saviani, apud, Frigotto, 1994 p, 189).

Respeitando a diversidade cultural e valorizando a cultura popular e erudita cabe à escola aproveitar essa diversidade, existente, para fazer dela um espaço motivador, aberto e democrático.
Cidadania
Historicamente, o Brasil foi construído de cima para baixo e fora para dentro - poderes coloniais, elites proprietárias, Estado realimentando as desigualdades e gravando as inclusões. Neste momento, sequer construir uma outra base social, constituída por aqueles excluídos da história brasileira que, organizando-se na sociedade civil e nos diferentes movimentos sociais, acumularam força e conseguem expressar-se tomando as rédeas do seu destino, criando uma nação soberana e aberta ao dialogo e a participação.

De acordo com Boff (2000, p. 51) “cidadania é um processo histórico-social que capacita a massa humana a forjar condições de consciência, de organização elaboração de um projeto e de práticas no sentido de deixar de ser massa e de passar a ser povo, como sujeito histórico, plasmador de seu próprio destino”.

Reafirmando a citação de Boff, (Martins, 2000, p. 53) diz: ““... a construção da cidadania envolve um processo ideológico de formação de consciência pessoal e social e de reconhecimento desse processo em termos de direitos e deveres. A realização se faz através de lutas contra as discriminações, da abolição de barreiras segregativas entre indivíduos e contra as opressões e os tratamentos desiguais, ou seja, pela extensão das mesmas condições de acesso às políticas públicas e pela participação de todos nas tomadas de decisões. É condição essencial da cidadania, reconhecer que a emancipação depende fundamentalmente do interessado uma vez que, quando a desigualdade é somente confrontada na arena pública, reina a tutela sobre a sociedade, fazendo-a dependente dos serviços públicos.

Avaliação

Rememorando a história da Educação, mais precisamente a questão da avaliação, percebemos que em muitos momentos desta história a questão de avaliar sempre esteve ligada a uma prova escrita ou oral, centrando-se o poder absoluto no professor, que avaliava e dava uma nota sobre o quê o aluno sabia de determinado conteúdo.

Mas, dentro da análise histórica, por muitos anos fez-se uso de métodos de avaliação como um instrumento a serviço de quem a aplicava, baseando-se em uma série de perguntas com respostas prontas a serem estudadas, decoradas, transcritas em dias de provas. Julgava-se, dentro desta visão, que existia um controle do professor sobre a aprendizagem e sobre todo um grupo de alunos, aplicando-se a idéia da homogeneidade do saber dos alunos. Isto baseado no princípio de que o professor ensina e o aluno devolve a informação tal como foi recebida (professor sabe, aluno aprende). Escola era um lugar onde todas as perguntas tinham respostas prontas.

Pensar em avaliação, hoje, implica em rever muitas coisas e essencialmente refletir sobre o trabalho que realizamos. Só podemos fazer uma avaliação construtiva se as aulas forem construtivas.

A avaliação deve ser um meio de fornecer subsídios para o Projeto Pedagógico, tanto para que o educador conheça sua ação pedagógica como para que o educando possa demonstrar seu desempenho, questionando, criando hipóteses lógicas e reconstruindo conhecimentos.

A postura do educador frente às hipóteses construídas pelo aluno deve estar comprometida com erro construtivo. Precisamos acreditar que o aluno aprimora sua forma de pensar ao longo de sua caminhada na vida. À medida que se depara com novas situações, novos desafios, novos conflitos, reformula suas respostas baseadas em novas hipóteses. A ação avaliativa deve ser um momento de encorajamento ao aluno, crescer e construir, trocando idéias e reorganizando-as coletivamente.

O processo de avaliação deve ser um elo de continuidade no trabalho do educador. Não pode ser um ato de julgamento.

Não podemos avaliar só para dar notas, mas sim para acompanhar e recuperar nossos educandos. Desse modo, a avaliação não está dirigida somente ao educando, mas, no processo como um todo, cada momento de avaliação deve orientar educador e equipe pedagógica para novos encaminhamentos dentro do planejamento pedagógico. A avaliação precisa ser um apoio ao processo de ensino-aprendizagem enquanto construção de novos conhecimentos.

A avaliação deve objetivar e permitir o acompanhamento da evolução da construção do conhecimento dos educandos. A avaliação deve refletir que tipo de intervenção pedagógica o educador pode usar para facilitar o processo de construção.

O educador não pode só se preocupar em avaliar informações correspondentes ao nível para o qual leciona, mas comprometer-se como educador responsável pelo alicerce para futuras construções. Tendo conhecimento como um todo, fica mais fácil saber o que fazer após cada avaliação.



Tecnologia
Sobre tecnologia, Noble, 1984, assinala que se criou uma redoma falaciosa em torno do verdadeiro propósito e natureza da tecnologia. Segundo o autor “esta é vista na sociedade como um processo autônomo; algo constituído e visto à margem de tudo como se tivesse vida própria, independente das intenções sociais, poder e privilégio. Examinamos a tecnologia como se fosse algo que mudasse constantemente, provocasse alterações profundas na vida das escolas. Decerto que isto é parcialmente verdade. No entanto, se nos debruçarmos sobre o que tem vindo a mudar podemos incorrer no erro de não questionar quais as relações que permanecem inalteradas. De entre essas as mais importantes são as desigualdades econômicas e culturais que dominam a nossa sociedade”. (Noble, 1984).

A tecnologia tem um impacto significativo não só na produção de bens e serviços, mas também no conjunto das relações sociais e nos padrões culturais vigentes.

A tecnologia deve ser entendida como uma ferramenta sofisticada e alternativa no contexto educacional, pois a mesma pode contribuir para o aumento das desigualdades, ou para a inserção social se vista como uma forma de estabelecer mediações entre o aluno e o conhecimento em todas as éreas.

Assim, fica claro, que ter no currículo, uma concepção de educação tecnológica não será suficiente para o acesso de todos, da escola pública, sem que haja uma vontade e ação política que possibilite investimento para que esses recursos tecnológicos existam e possam ser ferramenta que contribua para o desenvolvimento do pensar, sendo um meio de estabelecer relações entre o conhecimento científico, tecnológico e sócio-histórico, possibilitando articular ação, teoria e prática.


Tempo
A concepção comum de tempo é indicada por intervalos ou períodos de duração, por influência da teoria da relatividade idealizada pelo físico Albert Einstein, o tempo vem sendo considerado uma quarta dimensão do Continuum espaço-tempo do Universo, que possui três dimensões espaciais e uma temporal.

A definição do tempo, intriga estudiosos, matemáticos, físicos, filósofos, que dificilmente se chegará a um consenso da definição absoluta e definitiva porque ele é, para o ser humano, apenas um evento psicológico, uma sensação derivada da transição de um movimento. Apesar de estar vinculado a eventos externos, ao indivíduo, sempre será definido de forma idiossincrática.

Na escola, a organização dos tempos está articulada aos espaços escolares preenchidos pelos educandos em toda ação educativa. Cabe destacar que a organização dos tempos e dos espaços escolares interfere na formação dos educandos, seja para conformar ou para produzir outras práticas de significação.

Na dimensão escolar, o tempo dos educandos da Eja é definido pelo período de escolarização e por um tempo singular de aprendizagem, bem diversificado, tendo em vista a especificidade dessa modalidade de ensino que considera a disponibilidade de cada um para a dedicação aos estudos.


Infância e Adolescência
Caracteriza-se a infância como o período de crescimento que vai do nascimento até o ingresso na puberdade, por volta dos doze anos de idade. Tem um significado genérico e, como qualquer outra fase da vida, esse significado é função das transformações sociais. Toda a sociedade tem seus sistemas de classes de idades e a cada uma delas é associado um sistema de status e de papel. Assim como a infância, a adolescência deve ser pensada para além da idade cronológica, da puberdade e transformações que ela acarreta, dos ritos de passagem, ou de elementos determinados de modo natural. A adolescência deve ser pensada como uma categoria que se constrói, se exercita e se re-constrói dentro de uma história e tempo específicos.
Educação Especial
O movimento histórico que definiu a Educação Especial como integrante do sistema de ensino no contexto geral de educação decorre da forma de participação na sociedade capitalista. No século XVIII, o atendimento era apenas para a s pessoas com deficiências sensoriais ( cegos e surdos), atualmente os alunos com necessidades educacionais especiais são definidos como um grupo de sujeitos que, por inúmeras razões, não correspondem à expectativa de normalidade ditada pelos padrões sociais vigentes. Assim a Educação Especial constitui uma área da educação destinada a apresentar respostas educativas a alguns alunos, ou seja, àqueles que apresentam dificuldades acentuadas de aprendizagem ou limitações para acompanhar as atividades curriculares e necessitam de condições de comunicação e sinalização diferenciadas dos demais alunos que demandam o uso de linguagens e códigos aplicáveis e alunos com altas habilidades ou superdotação.
Alfabetização e Letramento
Alfabetização é o processo específico indispensável de apropriação do sistema da escrita. A conquista dos princípios alfabéticos e ortográficos que possibilitam ao aluno ler e escrever com autonomia. Do ponto de vista social o letramento é um fenômeno cultural relativo às atividades que envolvem a língua escrita. A ênfase recai nos usos, funções e propósitos da língua escrita no contexto social.
5.2. Princípios:

Para se ter uma escola de qualidade, convém destacar os três itens fundamentais em torno da qual devem girar as diretrizes: identidade, diversidade e autonomia.

É fundamental conhecer o conjunto de caracteres próprios e exclusivos que formam a escola respeitando suas diferenças e trabalhando a autonomia moral e intelectual, uma vez que, o desenvolvimento deste como princípio educativo, considera os valores da comunidade escolar buscando o progresso.

A escola tem por missão: “Desenvolver o conhecimento, respeitando a diversidade a fim de promover a cidadania, buscando construir uma sociedade justa onde as oportunidades sejam iguais para todos.”.

Uma gestão democrática e participativa pressupõe criação e ação em órgãos colegiados; planejamentos conjuntos e participativos, decisões compartilhadas entre os diferentes segmentos; pensar e fazer com parcerias; passagem do âmbito burocrático da administração, para o âmbito pedagógico da ação; participação interativa dos segmentos da comunidade escolar, entre outros.

Para tanto se precisa descentralizar. Isto transferirá os encargos, mudará as relações de poder, reorganizará os espaços, delegará atribuições, redefinirá o processo de participação, definirá os papéis e os objetivos estratégicos e democratizará os fatores.

A síntese da proposta da escola está centrada na integração dos eixos: administrativo, pedagógico e relacional, pois é através da construção e desenvolvimento participativo que iremos construir a escola autônoma, forte e democrática, uma escola que pode se tornar fonte de sucesso para vencer as questões críticas: reprovação e evasão.

O centro de todo o processo é o aluno, onde se respeitará seu direito de aprender, suas individualidades, sua bagagem cultural.

A fim de consolidar a educação nos dias atuais, se realmente queremos uma escola competente para um ensino crítico e de qualidade, que desenvolva de fato o cidadão, temos que trabalhar com o professor dentro de outros modelos, para que ele possa desenvolver novas posturas, enquanto mediador e estimulador do pensamento e da inteligência do aluno. Assim, o professor modifica a postura para formar o cidadão capaz de estabelecer relações, de ter consciência das possibilidades e dos limites, enfim, participar ativamente na sociedade da qual faz parte. Isso se busca através da valorização dos profissionais dentro da Escola.

A escola é lugar da aprendizagem compartilhada e colaborativa entre todos os seus integrantes, por isso requer o fortalecimento das relações sociais democráticas, como experiência de formação cidadã e autônoma, capaz de superar as desigualdades, oriundas de um sistema elitizado de ensino, e instaurar a escola pública de qualidade para todos, com o direito inquestionável por isso a “igualdade de condições para o acesso e permanência no processo educativo”.


5.3. Regime Escolar
O Colégio Estadual "Dr. Chafic Cury". - Ensino Fundamental e Médio. Mantém o ensino nas séries finais, em turno matutino, com início às 7:30 horas e término às 11:50 horas, vespertino com início às 13:00 horas e término às 17:20 horas e noturno com início às 18:40 horas e término às 23:00 horas, com autorização da Secretaria de Estado da Educação, pela Resolução nº 2243, DOE de 20.04.81 e Reconhecimento Resolução nº 2258, DOE de 11.12.81, Educação de Jovens e Adultos e Formação de Docentes no turno noturno.

A estrutura do curso ministrado acha-se explicitada nas Propostas Curriculares em anexos, aprovados pela Secretaria de Estado da Educação.

As turmas são organizadas em conformidade com as conveniências didático-pedagógicas e de ordem administrativa, dando prioridade a ordem de matrícula e as linhas de transporte escolar.

O Colégio adota o regime de seriação anual, considerando o período letivo aquele cuja duração não pode ser inferior ao previsto nas normas legais da Secretaria de Estado da Educação.

O Colégio Estadual "Dr. Chafic Cury". - Ensino Fundamental Médio e Normal, ofertará Sala de Recursos aos alunos que apresentam necessidades educacionais especiais; e, os alunos do 6º ano ao 9º ano, com dificuldades de aprendizagem acentuada, receberão apoio pedagógico nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática, por meio das Salas de Apoio.

Para ser uma escola inclusiva, tem-se buscado alternativas à medida que surgem alunos com necessidades educacionais especiais. Medidas estas como: adaptações físicas, curriculares, acolhimento e intercâmbio entre pais, professores e especialistas de apoio dentro das deficiências apresentadas.

A formação continuada dos profissionais desta escola se dá através de grupos de estudos, encontros periódicos entre professores da mesma disciplina para troca de experiências e participação nos cursos oferecidos pela SEED.

A hora – atividade da escola é organizada adequando-se aos horários de aula dos professores. Na medida do possível dando-se preferência, por coincidência de área e turma, para que haja troca de experiências. Torna-se flexível que o professor cumpra sua hora atividade em reuniões pedagógicas solicitadas pela escola quando fora de seu horário de trabalho.



O Ensino Fundamental, Médio e Normal tem organização curricular por disciplinas na Base Nacional Comum e Parte Diversificada, conforme Matriz Curricular:


MATRIZ CURRICULAR DO ENSINO FUNDAMENTAL



















NRE: 15 – IRATI

MUNICÍPIO: 2220 - RIO AZUL

ESTABELECIMENTO: 0017 - CE DR. CHAFIC CURY - ENS. FUND. MÉDIO E NORMAL.

ENDEREÇO: RUA ZACHARIAS BURKO, S/Nº

TELEFONE: (42) 3463-1176

ENTIDADE MANTENEDORA: GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ

CURSO: 4039 ENSINO FUNDAMENTAL 6º / 9º ANO

TURNO: MANHÃ

MÓDULO: 40 SEMANAS

ANO DE IMPLANTAÇÃO: 2012

FORMA: SIMULTÂNEA

BASE NACIONAL COMUM

DISCIPLINAS / ANOS









Arte

2

2

2

2

Ciências

3

3

3

4

Educação Física

3

3

3

2

Ensino Religioso *

1

1

 

 

Geografia

3

3

4

3

História

3

3

3

4

Língua Portuguesa

4

4

4

4

Matemática

4

4

4

4

 

 

 

 

 

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