EspecificaçÕes gerais para obras de



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DIRENG

ESPECIFICAÇÕES GERAIS PARA OBRAS DE

N




INFRA-ESTRUTURA AEROPORTUÁRIA

DATA:

SDE

SUB-BASE ESTABILIZADA GRANULOMÉTRICAMENTE

FOLHA:




1 - O B J E T I V O
Esta Especificação fixa as condições de execução de sub-base constituídas de camadas de solos, misturas de solos, misturas de solo e materiais britados, ou produtos totais de britagem, cuja estabilidade deve ser assegurada pelas adequadas proporções granulométrica e compactação.
2 - M A T E R I A I S
Os materiais a empregar em sub-base devem apresentar um Índice de Suporte Califórnia igual ou superior a 20 % e expansão máxima de 1 %, determinados pelo método DIRENG-ME 01-87.
O Índice de Grupo deve ser igual a zero.
O agregado retido na peneira nº 10 deve ser constituído de partículas duras e duráveis, isento de fragmentos moles, alongados ou achatados, e de matéria vegetal ou de outra qualquer substância prejudicial.
3 - E Q U I P A M E N T O
São indicados os seguintes tipos de equipamento para execução de sub-base:
a) motoniveladora pesada, com escarificador;
b) carro-tanque distribuidor de água;
c) rolos compactadores tipos pé-de-carneiro, liso-vibratório

   e pneumático;


d) grade de discos;
e) pulvi-misturador.
f) central de mistura.
Além desses, poderão ser usados outros equipamentos aceitos pela FISCALIZAÇÃO.
4 - E X E C U Ç Ã O
a) As operações de espalhamento, mistura e pulverização, umedecimento ou secagem, compactação e acabamento dos materiais importados, realizadas no local devidamente preparado na largura desejada, devem observar as quantidades que permitam, após a compactação, atingir a espessura projetada.
b) Os materiais da sub-base devem ser explorados, preparados e espalhados de acordo com o constante nas Especificações Técnicas específicas.
c) Quando houver necessidade de executar camadas de sub-base com espessura final superior a 20 cm, devem ser elas subdivididas em camadas parciais, sem que nenhuma delas exceda a espessura de 20 cm. A espessura mínima de qualquer camada de sub-base, depois de compactada, deve ser de 10 cm.
d) O grau de compactação deve ser, mínimo, 100 % em relação à massa específica aparente, seca, máxima, obtida no ensaio AASHTO T-180 (com 55 golpes por camada), e a umidade ótima do ensaio citado de 2 %, para mais ou para menos.
5 - C O N T R O L E
5.1 - CONTROLE
5.1.1 - Ensaios
a) uma determinação da massa específica aparente in situ, em cada ponto onde forem coletadas as amostras para os ensaios de compactação;
b) uma determinação do teor de umidade, pelo menos a cada 500 m2 de área, imediatamente antes da compactação;
c) ensaios de caracterização (limite de liquidez, limite de plasticidade e granulometria, respectivamente, segundo os métodos NBR 6459/80, NBR 7180/82 e DNER-ME 8064), pelo menos a cada 500 m2 da área e, no mínimo, dois grupos de ensaios por dia;
d) um ensaio do Índice de Suporte Califórnia, segundo o método DIRENG ME 01-87, a cada 1.000 m2 de área, no máximo, e um ensaio cada dois dias, no mínimo;
e) um ensaio de compactação segundo o ensaio AASHTO T-180 (com 55 golpes por camada), para determinação da massa específica aparente seca, máxima, a cada 500 m2 de área, em toda a superfície.
O número de ensaios de compactação poderá ser reduzido, a critério da FISCALIZAÇÃO, desde que se verifique a homogeneidade do material.
5.1.2 - Aceitação
Os valores máximos e mínimos, decorrentes da amostragem, a confrontar com os especificados, devem ser calculados pelas fórmulas que se seguem:

s

x = X + ___ . t ( 1 -  )

   max   n n - 1



2

² (x - X)

, onde S = ______

n - 1

s

x = X - ___ . t ( 1 -  ) n

min n n - 1 e X = ___

n

t ( 1 -   )   é o percentil obtido de tabela da distribuição de Student, n é o número de elementos

n - 1              da amostra ou número  de determinações ou ensaios feitos, e ( 1 - ) o intervalo de

de confiança da média.


Pode-se tomar: 1 - = 80 %, ou seja, 10 % para cada área extrema ou da cauda não incluída no intervalo de confiança.
O número n deve ser igual ou superior a 9.
No caso da não aceitação dos serviços pela análise estatística, a área considerada será subdividida em sub-áreas, e o material coletado em cada uma delas deve ser submetido a um ensaio.
Para os ensaios do Índice de Suporte Califórnia, cada uma destas sub-áreas terá uma extensão máxima de 500 m2 e, para os demais ensaios, no máximo, de 250 m2.
A aceitação das sub-áreas deve ser feita pela conformidade dos resultados dos ensaios, com valores fixados pelas especificações.
5.2 - CONTROLE GEOMÉTRICO
Após a execução do reforço do subleito, proceder-se-á à relocação e ao nivelamento do eixo e de alinhamentos paralelos distantes  entre  si   de  3,5 m, permitindo-se  as  seguintes tolerâncias:
a) 10 cm, para mais ou para menos, quanto à largura;
b) a espessura da camada de reforço, determinada pela expressão de x (min) do item 5.1.2, não deve ser menor do que a espessura do projeto menos 1 cm.

                             



Na determinação de X, devem ser utilizados pelo menos 9 valores de espessuras individuais x, obtidas por nivelamento de 20 m em 20 m do eixo, e de alinhamentos paralelos distantes entre si de 3,5 m, antes e depois das operações de espalhamento e compactação.
Não será tolerado nenhum valor individual fora do intervalo de 2 cm, para mais ou para menos, em relação à espessura do projeto.
No caso de aceitação, dentro das tolerâncias estabelecidas, de uma camada de sub-base com espessura média inferior à de projeto, a diferença será acrescida à camada de base.
No caso da aceitação de camada de sub-base, dentro das tolerâncias, com espessura média superior à de projeto, a diferença não será deduzida da espessura de projeto da camada de base.
6 - M E D I Ç Ã O
A sub-base deve ser medida por metro cúbico de material compactado no local, segundo a seção transversal de projeto.
No cálculo dos volumes, obedecidas as tolerâncias fixadas, deve ser considerada a espessura média (X), calculada como indicado no item 5.
Quanto X for inferior à espessura de projeto, deve ser considerado o valor X, e quando X for superior à espessura de projeto, deve ser considerada a espessura de projeto.
7 - P A G A M E N T O
Os serviços serão pagos pelo preços unitários contratuais, em conformidade com a medição referida no item anterior, que remuneram, além dos materiais, do espalhamento, da mistura e pulverização, do umedecimento ou secagem e da compactação e acabamento, os custos diretos e indiretos de todas as operações e equipamentos, encargos sociais, mão-de-obra e leis sociais, necessários à completa execução dos serviços.

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