EspecificaçÕes gerais para obras de



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DIRENG

ESPECIFICAÇÕES GERAIS PARA OBRAS DE

N




INFRA-ESTRUTURA AEROPORTUÁRIA

DATA:

SDE


SUB-BASE ESTABILIZADA GRANULOMETRICAMENTE COM UTILIZAÇÃO DE SOLOS LATERÍTICOS

FOLHA:




1 - O B J E T I V O
Esta Especificação fixa as condições de execução de sub-bases granulares, constituídas de solos lateríticos.
Esses solos podem ser empregados como se encontram, in natura, ou beneficiados por um ou mais dos seguintes processos:
- mistura com outros solos;
- rolagem de desagregação na pista;
- peneiramento, com ou sem lavagem;
- britagem.
Para os fins desta Especificação, entende se como solos   lateríticos aqueles cuja relação molecular S/R (sílica/sesquióxidos) ( 1) for menor que 2 e apresentar expansão inferior a 0.2 %, medida no ensaio de Índice de Suporte Califórnia, método DIRENG-ME 01-87.
Admitir-se-á o valor de expansão até 0.5 % no ensaio do ISC, desde que o ensaio de expansibilidade (DNER-ME 29-74) apresente um valor inferior a 10%.

       


Si O2 / 60

(1) S/R = __________________________

(Al2 O3 / 102) + (Fe2 O3 / 160)


2 - M A T E R I A I S
A sub-base deve ser executada com materiais que preencham os seguintes requisitos:
a) Índice de Suporte Califórnia (CBR) igual ou superior a 20%, segundo o método DIRENG-ME 01/87;
b) o  agregado retido na peneira  nº 10  deve ser constituído de partículas duras e duráveis, isentas de fragmentos moles, alongados ou achatados, e de matéria vegetal ou outra qualquer substância prejudicial.

NOTA: a mistura de solos lateríticos com outros materiais deve satisfazer, além dos requisitos acima, às exigências do item 1 e não devem conter minerais argílicos expansivos, determinados em análise mineralógica.


3 - E Q U I P A M E N T O
a) motoniveladora pesada, com escarificador;
b) carro-tanque distribuidor de água;
c) rolos compactadores tipos pé-de-carneiro, liso, liso-vibratório e pneumático;
d) grade de discos;
e) pulvi-misturador;
f) central de mistura;
Além desses, poderão ser usados outros equipamentos aceitos pela FISCALIZAÇÃO.
4 - E X E C U Ç Ã O
As operações de espalhamento, mistura e pulverização, umedecimento ou secagem, compactação e acabamento dos materiais importados, realizadas no local devidamente preparado na largura desejada, devem observar as quantidades que permitam, após a compactação, atingir a espessura projetada. A compactação será executada com o teor de umidade dentro dos limites para os quais se verifica o valor mínimo do ISC especificado pelo projeto.
A espessura mínima da camada de sub-base, depois de compactada, deve ser de 10 cm.
Quando o projeto fixar a camada de sub-base com espessura final superior a 20 cm, deve ser ela subdividida em camadas parciais, sem que nenhuma delas exceda a espessura de 20 cm.
O grau de compactação deve ser, no mínimo, 100% em relação à massa específica aparente seca máxima, obtida no ensaio AASHTO T-180 (com 55 golpes por camada).
5 - C O N T R O L E
5.1 - CONTROLE TECNOLOGICO
5.1.1 - Ensaios
Devem ser procedidos:
a) determinação da massa específica in situ em cada ponto onde forem coletadas as amostras para ensaios de compactação. A profundidade do furo deve ser igual à espessura da camada compactada;
b) determinação do teor umidade, pelo menos a cada 500m2 de área, imediatamente antes da compactação. O peso mínimo da amostra deve ser 500 g;
c) ensaio de Índice Suporte Califórnia segundo o método DIRENG-ME 01/87. A moldagem deve ser feita logo após a coleta da amostra, sem que haja alteração da umidade;
d) ensaio de compactação, segundo o método ASSHTO T-180 (com 55 golpes por camada), para determinação da massa específica aparente seca máxima, a cada 500 m2 de área de camada de sub-base a executar.

NOTA: para os ensaios indicados em c e d, as amostras devem ser coletadas do material espalhado no local, imediatamente antes da compactação da camada.
5.1.2 - Aceitação
Os valores máximo e mínimo decorrentes da amostragem, a serem confrontados com os valores especificados, devem ser calculados pelas seguintes fórmulas: X = X + (s/ n).(1- ).t máx n-1 X = X - (s/ n).(1- ).t mín n-1

onde: s = ( (X-X)²/(n-1) , X = X/n


              (1-  ).t = percentual obtido de tabela de   n-1 distribuição de Student;
              n  = número de elementos da amostra ou número de determinações ou ensaios feitos;
              (1 -  ) = intervalo de confiança da média.
Pode-se tomar (1 - ) = 80%, ou seja, 10% para cada área extrema ou da cauda não incluída no intervalo de confiança.
O número n deve ser igual ou superior a 9.
No caso de não aceitação dos serviços pela análise estatística, a área considerada será subdividida em sub-áreas e o material coletado em cada uma delas deve ser submetido a um ensaio.
Para os ensaios do ISC, cada uma destas sub-áreas terá no máximo 500 m² e, para os demais ensaios, no máximo 250 m2.
As sub-áreas serão dadas como aceitas, à vista dos resultados dos ensaios, face aos valores exigidos por estas especificações.
5.2 - CONTROLE GEOMÉTRICO
Após a execução da sub-base, deve-se proceder à relocação e ao nivelamento do eixo e de alinhamentos paralelos, permitindo-se as seguintes tolerâncias:
a) ± 10 cm, quanto à largura da plataforma;
b) cotas da superfície acabada iguais às cotas de  projeto ± 1.5 cm;
c) a espessura da camada de sub-base, determinada pela expressão do item 5.1.2, não deve ser menor do que a espessura de projeto menos 1 cm.

      



Na determinação de X devem ser utilizados, pelo menos, 9 valores de espessuras individuais X, obtidas por nivelamento do eixo e de alinhamentos paralelos, antes e depois das operações de espalhamento e compactação.
Não será tolerado nenhum valor individual de espessura fora do intervalo de ± 2cm, em relação à espessura do projeto.
No caso de aceitação, dentro das tolerâncias fixadas, de uma camada de sub-base com espessura média inferior à de projeto, a diferença será acrescida à camada de base, operação esta às expensas da construtora.
No caso de aceitação da camada de sub-base, dentro das tolerâncias, mas com espessura média superior à de projeto, a diferença não deve ser deduzida da espessura da camada de base.
6 - M E D I Ç Ã O
A sub-base deve ser medida por volume de material compactado, no local, segundo a seção transversal do projeto.
No cálculo dos volumes, obedecidas as tolerâncias fixadas, deve ser considerada a espessura média (X) calculada como indicado no item 5. Quando X for inferior à espessura de projeto, deve ser considerado o valor X; quando X for superior à espessura de projeto, deve ser considerada a espessura de projeto.
7 - P A G A M E N T O
Os serviços serão pagos pelo preços unitários contratuais, em conformidade com a medição referida no item anterior, que remuneram, além da mistura e pulverização, do umedecimento ou secagem e da compactação e acabamento, os custos diretos e indiretos de todas as operações e equipamentos, encargos gerais, mão-de-obra e leis sociais, necessários à completa execução dos serviços.

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