EspecificaçÕes gerais para obras de



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DIRENG

ESPECIFICAÇÕES GERAIS PARA OBRAS DE

N




INFRA-ESTRUTURA AEROPORTUÁRIA

DATA:

SDE

PRÉ-MISTURADO A QUENTE

FOLHA:




1 - O B J E T I V O
Esta Especificação fixa as condições de execução e controle de pré-misturado a quente, que é o produto resultante da mistura a quente, em usina apropriada, de agregados minerais, material de enchimento (filler), e cimento asfáltico, espalhado e comprimido a quente.
O pré-misturado a quente pode ser utilizado como camada de regularização, como base, como revestimento e em serviços de conservação.
2 - M A T E R I A I S
2.1 - Materiais Asfálticos
Podem ser empregados os cimentos asfálticos de petróleo dos tipos CAP 20 e CAP 55.
2.2 - Agregados
2.2.1 - Agregado Graúdo
O agregado graúdo pode ser pedra britada, escória britada, seixo rolado, britado ou não ou outro material indicado nas Especificações Técnicas. Deve preencher os seguintes requisitos:
a) ser constituído de fragmentos sãos,   duráveis, isentos de torrões de argila e de substâncias nocivas;
b) apresentar boa adesividade;
c) a perda por abrasão, determinada no ensaio Los Angeles, segundo a NBR 6465, não deve ser  superior a 50%;
d) quando submetido a 5 ciclos no ensaio de durabilidade (soundness test), segundo o método DNER-ME 89-64, deve apresentar uma  perda de, no máximo, 9% com o sulfato de  sódio e de 12% com o sulfato de magnésio;
e) o índice de forma, obtido pelo método DNER-ME-86-64, não deve ser superior a 0,5; e
f) a escória britada, quando utilizada, deve ser de alto forno, resfriada ao ar e deve apresentar uma massa específica aparente superior a 1100 Kg/m3.
2.2.2 - Agregado Miúdo
Deve ser constituído por areia natural, pó-de-pedra ou mistura destes materiais, Suas partículas individuais devem ser resistentes, apresentar moderada angulosidade, ser isentas de torrões de argila e de substâncias nociva.
Deve apresentar um equivalente areia igual ou superior a 55%.
2.2.3 - Material de Enchimento ("Filler")
Deve ser constituído por minerais finamente divididos, inertes em relação aos demais componentes da mistura, não plásticos, tais como Cimento Portland, cal hidratada ou pós calcários, que atendam a seguinte granulometria:


P E N E I R A S

% MÍNIMA PASSANDO

mm

n




0,42

40

100

0,18

80

95

0,074

200

65

Quando da aplicação do "filler" deve estar seco e isento de grumos.




PENEIRAS

PERCENTAGEM, EM MASSA, PASSANDO

POL

mm

A

B

C

D

E

F

2"

50,8

100

100

---

100

---

---

1 ½"

38,1

94-100

94-100

---

95-100

100

---

1"

25,4

69-100

75-100

---

75-100

95-100

---

¾"

19,1

50 - 84

75-100

100

60 - 90

80-100

100

½"

12,7

---

---

70-100

---

---

85 - 100

3/8"

9,5

19 - 42

31 - 64

65-100

35 - 65

45 - 80

75 - 100

N° 4

4,8

6 - 17

10 - 28

29 - 40

25 - 50

28 - 60

50 - 85

N° 10

2,0

0 - 5

0 - 5

0 - 5

20 - 40

20 - 45

30 - 75

N° 40

0,42

---

---

---

10 - 30

10 - 32

15 - 40

N° 80

0,18

---

---

---

5 - 20

8 - 20

8 - 30

N° 200

0,074

---

---

---

1 - 8

3 - 8

5 - 10

GRADUAÇÃO

ABERTA

DENSA







Camadas de

Camadas

UTILIZAÇÃO

Camadas de Regularização

regularização,

de




e Base

base e rola-

rolamento







mento.




A faixa adotada não deve conter partículas de diâmetro máximo superior a 2/3 da espessura da camada.


2.3 - Composição da Mistura
A curva granulométrica de projeto, além de estar contida na faixa adotada, não deve passar do limite inferior para o limite superior entre duas peneiras consecutivas e vice-versa.
O teor de cimento asfáltico deve ser obtido por comparação visual entre várias misturas experimentais realizadas com teores diversos de asfalto. Estas misturas experimentais devem partir do teor mínimo de 2,8% e prosseguir aumentando até que se obtenha o completo recobrimento de todo o agregado sem, contudo, proporcionar excesso de asfalto. Este deve ser o teor de asfalto considerado para fins de dosagem.

3 - E Q U I P A M E N T O S
3.1 - Depósito para Material Asfáltico
Os depósitos para o ligante asfáltico devem ser capazes de aquecer o material às temperaturas fixadas nesta Especificação. O aquecimento deve ser feito por meio de serpentinas a vapor, eletricidade, ou outros meios, de modo a não haver contato de chamas com o interior do depósito. Devem possuir ainda, sistema que garanta a circulação, desembaraçada e continua, do ligante asfáltico, do depósito ao misturador, durante todo o período de operação. Todas as tubulações e acessórios devem ser dotados de isolamento, a fim de evitar perdas de calor.
A capacidade dos depósitos deve ser suficiente para, no mínimo, 3 (três) dias de serviço.
3.2 - Depósito para Agregados
Os silos deve ter capacidade total de, no mínimo, três vezes a capacidade do misturador, e ser divididos em compartimentos, dispostos de modo a separar e estacar, adequadamente, as frações apropriadas do agregado. Cada compartimento deve possuir dispositivos adequados de descarga. Deve haver ainda, um silo adequado para o filler, conjugado com dispositivos para a sua dosagem.
3.3 - Equipamento para Mistura
As usinas devem estar equipadas com uma unidade classificadora de agregados após o secador, e dispor de misturador tipo PUGMILL, com eixo duplo conjugado, provido de palhetas reversíveis, ou outro tipo capaz de produzir uma mistura uniforme. O misturador deve possuir ainda, dispositivo de descarga, de fundo ajustáveis, e dispositivo para controlar o ciclo completo de mistura. Um termômetro, com proteção metálica e escala de 90°C a 210°C, deve ser fixado na linha de alimentação do asfálto, em local adequado, próximo à descarga do misturador. Além disso, a usina deve ser equipada com um termômetro de mercúrio, com escala em "dial", um pirômetro elétrico, ou outros instrumentos termométricos aprovados, colocados na descarga do secador para registrar a temperatura dos agregados.
3.4 - Equipamento para Espalhamento
O equipamento para espalhamento e acabamento deve ser constituído de pavimentadoras automotrizes, capazes de espalhar e conformar a mistura no alinhamento e cotas requeridas. As acabadoras devem estar equipadas com parafusos sem fim, para colocar a mistura exatamente nas faixas, e possuir dispositivos rápidos e eficientes de direção, além de marchas para frente e para trás. Devem ainda, ser equipadas com alisadores e dispositivos para o aquecimento dos mesmos, à temperatura requerida, para colocação da mistura sem irregularidades, e de vibradores para prover o adensamento inicial da camada.
Não deve ser admitido o uso de motoniveladora.
3.5 - Equipamento de compressão
Deve ser constituído por rolo pneumático, de pressão variável, e rolo metálico liso, tipo tandem, ou outro equipamento aprovado pela Fiscalização.
Os rolos compressores, tipo tandem, devem possuir entre 8t e 12t de massa.
Os rolos pneumaticos autopropulsores deve ser dotados de pneus que permitam a calibragem entre 0,28 MPa e 0,84 MPa (40 lb/pol2 e 120 lb/pol2).
O equipamento em operação deve ser suficiente para comprimir a mistura à densidade requerida, enquanto esta se encontrar em condições de trabalhabilidade.
3.6 - Veículos de Transporte da Mistura
Os caminhões, do tipo basculante, para o transporte do pré-misturado a quente, devem ter caçambas metálicas robustas, limpas e lisas, ligeiramente lubrificadas com água e sabão, óleo cru fino, óleo parafínico, ou solução de cal, de modo a evitar a aderência da mistura às chapas.
4 - E X E C U Ç Ã O
4.1 - Trecho Experimental
Antes da produção da mistura em usina, em escala industrial, a contratada deve preparar uma quantidade de massa, na dosagem de projeto, suficiente para construir uma camada de pré-misturado a quente, na espessura fixada, em um trecho de 15 m de comprimento e 3 m de largura. O trecho experimental será indicado pela FISCALIZAÇÃO.
Este trecho será utilizado para determinar os parâmetros de compactação da camada, em função da densidade requerida, e avaliar a necessidade ou não de calibragem da usina ou acabador e, pela análise da composição da mistura.
4.2 - Temperatura de Preparo da Mistura
A temperatura de aplicação do cimento asfáltico deve ser determinada para cada tipo de ligante, em função da relação temperatura-viscosidade. A temperatura conveniente é aquela na qual o asfalto apresenta uma viscosidade situada dentro da faixa de 75 a 150 segundos Saybolt-Furol (150 cS a 30 cS), indicando-se preferencialmente, a viscosidade de 85 ± 10 segundos Saybolt-Furol (170 cS ± 20 cS).
Em hipótese alguma, devem ser feitas misturas a temperaturas inferiores a 107°C e nem superiores a 177°C.
Os agregados devem ser aquecidos a temperaturas do ligante asfáltico.
4.3 - Produção da Mistura
A produção do pré-misturado a quente deve ser efetuada em usinas apropriadas, conforme anteriormente especificado.
4.4 - Transporte da Mistura
O pré-misturado a quente deve ser transportado, da usina ao ponto de aplicação, nos caminhões basculantes anteriormente especificados.
Quando necessário, para que a mistura seja colocada na pista à temperatura especificada, cada carregamento deve ser coberto por lona ou outro material aceitável, com tamanho suficiente para proteger a mistura.

4.5 - Distribuição e compressão da Mistura
A mistura asfáltica somente deve ser distribuída quando a temperatura ambiente se encontrar acima de 10°C, e sem chuva ou iminência desta.

A distribuição do pré-misturado a quente deve ser feita por máquinas acabadoras, conforme já especificado.


Caso ocorram irregularidades na superfície da camada, estas deverão ser sanadas pela adição manual de pré-misturado a quente. Esse espalhamento deve ser efetuado por meio de ancinhos e rodos metálicos.
A rolagem deve ser iniciada imediatamente após a distribuição do pré-misturado a quente. Como norma geral, a temperatura de rolagem deve ser a mais elevada que a mistura asfáltica possa suportar, temperatura essa  fixada, experimentalmente, para cada caso.
A temperatura recomendável para a compressão da mistura é aquela à qual o cimento asfáltico apresenta uma viscosidade Saybolt-Furol, de 140 ± 15 segundos (280 cS ± 30 cS).
Caso sejam empregados rolos de pneus de pressão variável, deve-se iniciar a rolagem com baixa pressão e aumentá-la, progressivamente, à medida que a mistura for sendo comprimida e, consequentemente, suportando pressões mais elevadas.
A compressão deve ser iniciada pelas bordas, paralelamente ao eixo da pista. Cada passada do rolo deve ser recoberta, na seguinte, de pelo menos a metade da largura rolada. Em qualquer caso, a operação de rolagem perdurará até o momento em que seja atingida a compactação especificada.
Durante a rolagem não devem ser permitidas mudanças de direção, inversões bruscas de marcha, nem estacionamento do equipamento sobre o revestimento recém-rolado. As rodas do rolo deverão ser umedecidas adequadamente, de modo a evitar a aderência da mistura.
4.6 - Abertura ao Tráfego
A camada recém construída deve ser mantida sem qualquer transito até o completo resfriamento.
5 - C O N T R O L E
5.1 - Controle de Qualidade do cimento Asfáltico
Constituído de:
a) um ensaio de viscosidade Saybolt-Furol, para todo carregamento que chegar à obra;
b) um ensaio de Ponto de Fulgor, para cada 100t;
c) um índice de Pfeiffer, para cada 500t; e
d) um ensaio de espuma, para todo carregamento que chegar à obra.
5.2 - Controle de Qualidade dos Agregados
Constituído de:
a) dois ensaios de granulometria do agregado, segundo o método DNER-ME 80-64, de cada silo quente, por dia;
b) um ensaio de desgaste Los Angeles, segundo a NBR 64-65, por mês, ou quando houver variação da natureza do material;
c) um ensaio de índice de forma, para cada 900 m3 ou quando houver variação da natureza do material;
d) um ensaio de equivalente de areia do agregado miúdo por dia; e
e) um ensaio de granulometria do "filler", por dia.
5.3 - Controle de Quantidade de Ligante da Mistura
Devem ser efetuadas duas extrações de asfalto de amostras coletadas na pista, depois da passagem da acabadora, para cada dia de 8 horas de trabalho. A porcentagem do ligante poderá variar, no máximo, ± 0,3% da fixada conforme item 2.3.
5.4 - Controle de Graduação da Mistura de Agregados
As curvas granulométricas obtidas através de ensaios de granulometria das amostras de agregados resultantes da determinação do teor de ligante asfáltico, devem manter-se contínuas e atender as tolerâncias que se seguem:



PENEIRAS

TOLERANCIAS

mm

POL

(%)

50,8 a 9,5

2" a 3/8"

± 7

4,8 a 0,42

n° 40 a n° 4

± 5

0,18

n° 80

± 3

0,074

n° 200

± 2



5.5 - Controle de Temperatura
Devem ser efetuadas, no mínimo, quatro medidas de temperatura, por dia, de cada um dos materiais abaixo discriminados:
a) do agregado, no silo quente da usina;
b) do ligante, na usina;
c) da mistura betuminosa, na saída do misturador  da usina; e
d) da mistura, no momento do espalhamento e início da  rolagem da pista.
Em cada caminhão, antes da descarga, deve ser feita, pelo menos, uma leitura da temperatura.
As temperaturas devem satisfazer aos limites especificados anteriormente.
5.6 - Controle de Compressão
O controle de compressão da mistura deve ser feito, preferencialmente, pela medição da densidade aparente de corpos de prova extraídos da mistura comprimida na pista, por meio de sondas rotativas.

Na impossibilidade de utilização deste equipamento, admite-se o processo do anel de aço. Para tanto, colocam-se sobre a superfície a revestir, antes do espalhamento da mistura, anéis de aço de 10 cm de diâmetro interno e de altura 5 mm inferior à espessura da camada comprimida. Após a compressão são retirados os anéis e medidas as densidades aparentes dos corpos de prova neles moldados.


Deve ser realizado uma determinação a cada 1500 m2, ou por dia de serviço, não sendo permitidas densidades inferiores as densidades aparentes obtidas em corpos de prova moldados no local, segundo o método Marshall, com 75 golpes em cada face, quando se tratar de pavimentos destinado a aeronaves de massa igual ou superior a 15t e com 50 golpes em cada face, quando se tratar de pavimento destinado a aeronaves de massa inferior a 15t. As amostras para a moldagem destes corpos de prova devem ser colhidas bem próximo ao local onde forem realizados os furos e antes da compressão.
5.7 - Controle Geométrico
a) a verificação do acabamento da superfície deve ser feita com duas réguas, uma de 1,0 m e outra de 3,0 m de comprimento, colocadas em ângulo reto e, a maior, paralelamente ao eixo da pista. A variação da superfície, entre dois pontos quaisquer de contato, não deve exceder 0,5 cm, quando verificada com qualquer das duas réguas.
b) a espessura da camada, determinada pela expressão abaixo, deve ser menor do que a espessura do projeto menos 1,0 cm.

        


        s

        X = X med - ___ . t    (1 -  )

         min n      n-1

       


    

    2     

        (X - X    )

                              med 

        onde: s = __________;

        n - 1

       

        X

        X   = ___

        med n

       
t      (1 - )...é o percentil obtido da distribuição de student apresentada na tabela 1;

  n - 1            


n...é o número de elementos da amostra ou número de determinações ou ensaios feitos; e
(1 - )... o intervalo de confiança da média.
Pode-se tomar: 1 - Ù = 80% ou seja, 10% para cada área extrema ou da cauda não incluída no intervalo de confiança.
      O número n deve ser igual ou superior a 9.
        Valores do coeficiente da distribuição de Student


n

V (*)

tn-1 (0,80)

32

31

0,842

30

29

0,854

25

24

0,857

20

19

0,861

18

17

0,863

15

14

0,868

12

11

0,876

10

9

0,883

9

8

0,889

8

7

0,896

7

6

0,906

6

5

0,920


(*) grau de liberdade = n-1
Na determinação de X devem ser utilizados, pelo menos, 9 valores de espessuras individuais X, obtidas por nivelamento, de 20 m em 20 m, do eixo e de alinhamentos paralelos, distantes entre si de 3,5 m, antes e depois das operações de espalhamento e compactação.
Não será tolerado nenhum valor individual de espessura fora do intervalo de ± 1,5 cm em relação à espessura do projeto.
6 - M E D I Ç Ã O
O pré-misturado a quente deve ser medido por metro cúbico de mistura aplicada, no local, e segundo a seção transversal de projeto.
No cálculo do volume, obedecidas as tolerâncias fixadas, deve ser considerada a espessura média (Xmed) calculado conforme indicado no item 5.7.
Quando Xmed for inferior a espessura de projeto, deve ser considerado o valor Xmed, e quando Xmed for superior a espessura de projeto, deve ser considerada a espessura de projeto.
7 - P A G A M E N T O
Os serviços serão pagos pelo preços unitários contratuais, em conformidade com a medição referida no item anterior, que remuneram, além do fornecimento de todos os materiais (inclusive o cimento asfáltico), do preparo, transporte, espalhamento e compressão da mistura, os custos diretos e indiretos de todas as operações, equipamento, encargos gerais, mão-de-obra e leis sociais, necessários à completa execução dos serviços.

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