Especificação Técnica



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DHV FBO




Designação

PAVIMENTAÇÃO


ESPECIFICAÇÃO

TÉCNICA
ET- MCC 150



Construção Civil

Versão 0: 03.01.17



  1. Betume asfáltico

O betume asfáltico a utilizar nas misturas betuminosas a quente deve ser do tipo 60/70 e obedecer à Especificação E-80-1960 do Laboratório Nacional de Engenharia Civil.



  1. Emulsão Betuminosa

Nas regas de colagem dever-se-á utilizar uma emulsão catiónica rápida do tipo ECR-2, obedecendo à Especificação LNEC E354-1984 ,à taxa de 0.5 kg/m2, em betume residual.

Na impregnação betuminosa dos materiais de granulometria extensa será empregue uma emulsão catiónica de rotura lenta ECL-1, obedecendo à Especificação LNEC E354-1984, à taxa de 1.0 kg/m2.



  1. Betume Fluidificado

O betume fluidificado deve ser do tipo MC-70, obedecer à respectiva norma e ser aplicado à taxa de 1 kg/m2.

  1. "Filler" para Misturas Betuminosas

O "filler" a utilizar nas misturas betuminosas a quente deverá obedecer às seguintes prescrições:

Ser constituído por pó calcário, cimento Portland ou cal hidráulica;

Apresentar-se seco e isento de torrões provenientes de agregação das partículas ou outras substâncias prejudiciais;

Ter uma granulometria que satisfaça os seguintes valores:





Percentagem de partículas passando no peneiro de 0.425mm (n.º40) ASTM

100%

Percentagem de partículas passando no peneiro de 0.180mm (n.º80) ASTM

> 95%;

Percentagem de partículas passando no peneiro de 0.075mm (n.º200) ASTM

>65%


  1. Aditivos especiais para misturas betuminosas

Sempre que o empreiteiro julgue conveniente incorporar nas misturas betuminosas aditivos especiais com vista a melhorar a adesividade betume-inerte deverá submeter à apreciação da Fiscalização as características técnicas e o modo e utilização de tais produtos.



  1. Materiais para sub-base

Os materiais a aplicar devem ser constituídos por saibros de boa qualidade, isentos de detritos, matéria orgânica ou quaisquer outras substâncias nocivas, obedecendo às seguintes características:

Limite de liquidez máximo NP

Índice de plasticidade máximo NP

Equivalente de areia mínimo 25%

CBR mínimo a 95 % de compactação relativa

(AASHTO) Modificado 30%

% máxima passada no peneiro n.º 200 12%

No caso de ser utilizado material de rio ou material pétreo, deve este ser durável e obedecer às seguintes características:

Limite de liquidez máximo NP

Índice de plasticidade máximo NP

Equivalente de areia mínimo 30%

% máxima de desgaste na máquina de Los Angeles 35%

A granulometria recomendável, do tipo contínuo, é a seguinte:


Peneiros ASTM

% acumulada do material que passa

75 mm (3”)

100

63 mm (2 1/2”)

90-100

4.75mm (n.º 4)

35-70

2.00mm(n.º 10)

-

0.075mm (n.º 200)

0-15



  1. Materiais para base de granulometria extensa

Agregado: deve ser constituído pelo produto de britagem do material explorado em formações homogéneas e ser isento de argilas, matéria orgânica ou quaisquer outras substâncias nocivas. Deverá ainda obedecer às prescrições seguintes.

Granulometria - A composição ponderal obedecerá aos valores a seguir indicados:


Peneiro ASTM

% acumulada do material que passa

50mm(2”)

100

37.5mm(1 1/2”)

85-95

19.0mm(3/4”)

50-85

4.75mm(nº4)

30-45

0.425mm(nº40)

8-22

0.075mm(nº200)

2-9

A curva granulométrica, dentro dos limites especificados, apresentará ainda uma forma regular.

Características especiais:

Percentagem máxima de desgaste na máquina de Los Angeles 30%

Limite de liquidez máximo NP

Índice de plasticidade máximo NP

Equivalente de areia mínimo 50%

Perante autorização expressa da Fiscalização, poderá ser utilizado agregado com granulometria diferente da indicada, mas sempre com uma dimensão máxima de 6 cm , desde que o processo construtivo seja de primeira qualidade.



  1. Material de preenchimento

O material a aplicar deve ser apenas de preenchimento e regularização superficial. Será constituído por produtos de britagem ou por saibro obedecendo às características seguintes.

Granulometria - De acordo com o quadro seguinte:


Peneiro ASTM

% acumulada do material que passa

9.5mm(3/8”)

100

4.75mm(nº4)

85-100

0.075mm(nº200)

5-12

Limite de liquidez NP

Índice de plasticidade máximo NP

Equivalente de areia mínimo 25%

% máxima passada no peneiro n.º 200 ASTM 12

  1. Mistura dos agregados para camada de regularização betuminosa

A mistura dos agregados para a camada de regularização betuminosa deve obedecer às seguintes características:

Granulometria - A granulometria da mistura deve estar de acordo com os valores indicados no quadro:


Peneiro ASTM

% acumulada

25.0mm( 1”)

100

19.0mm(3/4”)

85-100

12.5mm(1/2”)

73-87

9.5mm(3/8”)

-

4.75mm(nº4)

45-60

2.00mm(nº10)

32-46

0.425mm(nº40)

16-27

0.180mm(nº80)

9-18

0.075mm(nº200)

5-10

Percentagem mínima do material britado 50%

Percentagem máxima de desgaste na máquina de
Los Angeles (na granulometria B ) 30%

Percentagem máxima de desgaste na máquina de Los Angeles
no caso de granitos 40%

Equivalente de areia mínimo da mistura de agregados sem a
adição de "filler" 50%

Percentagem de filler comercial assegurada na fracção passada
no peneiro n.º 200 ASTM 40%

Índice de lamelação 30%

Índice de alongamento 30%



  1. Mistura Betuminosa Densa para Camada de Regularização

Os resultados dos ensaios sobre a mistura betuminosa, conduzidos pelo método Marshall, deve estar de acordo com os valores indicados no quadro seguinte:


N.º de pancadas em cada extremo do provete

50

Força de rotura (kg)

>600

Grau de saturação betume(%)

75 – 85

Porosidade ( % )

3 – 6

Deformação (mm)

< 3.5

Tolerâncias na composição da mistura betuminosa densa

As tolerâncias admitidas na composição aprovada são:


Na percentagem de material que passa no peneiro de 0.075 mm ( n.º 200 ) ASTM

1 %

Nas percentagens de material que passa nos peneiros ASTM de 0.180 mm ( n.º 80 ) de 0.425 mm e de 2.00 mm ( n.º 10)

3 %

Na percentagem de material que passa no peneiro de 4.75 mm ( n.º 4 ) ASTM ou de malha mais larga

5 %


No teor em betume

0.3%


  1. Mistura de agregados para Betão Betuminoso

- Granulometria - A granulometria da mistura, com uma dimensão máxima de 14mm, deve estar de acordo com os valores indicados no quadro seguinte:


Peneiro ASTM

% acumulada do material que passa

16.0mm ( 5/8 “ )

100

12.5mm ( 1/2 “)

80-95

9.5mm (3/8 “)

70-90

4.75mm (n.º 4)

50-70

2.00mm (n.º 10 )

32-46

0.425mm(n.º 40 )

16-27

0.180mm(n.º 80 )

9-18

0.075mm(n.º 200)

6-10

Percentagem mínima de material britado 90%

Percentagem máxima de desgaste na máquina de Los Angeles
(na granulometria B) 20%

Percentagem máxima de desgaste na máquina de Los Angeles
no caso dos granitos 26%

(*) Ainda neste caso o desgaste poderá ir até 38% (Gran. B) com um valor na gran. F menor que 22%, desde que a % acumulada do material que passa no peneiro n.º 200 ASTM seja de 7 % e a força de rotura de 900 kg.

Equivalente de areia mínimo de mistura de agregados sem a
adição de filler 60 %

Coeficiente mínimo de polimento acelerado 0.55 %

Percentagem de filler comercial assegurada na fracção passada
no peneiro n.º 200 ASTM 60%

Índice de lamelação 25 %

Índice de alongamento 25 %



  1. Betão Betuminoso

Os resultados dos ensaios sobre a mistura betuminosa, conduzidos pelo método Marshall, devem estar de acordo com os valores indicados no quadro seguinte:


N.º de pancadas em cada extremo do provete

50

Força de rotura (kg)

>700

Grau de saturação em betume ( % )

72-82

Porosidade ( % )

4-6

Deformação (mm)

<3.5

Força de rotura (kg) / Deformação (mm)

>250

Tolerâncias na composição do Betão Betuminoso:

Na percentagem de material que passa no peneiro de 0.075mm
(n.º 200) ASTM 1%

Nas percentagens de material que passa nos peneiros ASTM de
0.180 mm ( n.º 80 ), de 0.425 mm ( n.º 40 ) e de 2.00 mm (n.º 10) 2%

Na percentagem de material que passa no peneiro de 4.75 mm (n.º 4)
ASTM ou de malha mais larga 3%

No teor em betume 0.3%



  1. Materiais para os aterros provenientes de escavações ou empréstimos

Os materiais a utilizar nos aterros serão solos que se obterão das escavações realizadas na obra, ou de empréstimos escolhidos pelo Empreiteiro com prévio conhecimento e aprovação da Fiscalização, e devem obedecer ao seguintes:

os solos ou materiais a utilizar deverão ser isentos de ramos, folhas, troncos, raízes, ervas, lixo ou quaisquer detritos orgânicos;

a dimensão máxima dos elementos dos solos aplicados será, em regra, inferior a 2/3 da espessura da camada uma vez compactada;

o equivalente de areia dos solos de empréstimo deverá ser superior a 25 ou 30, conforme seja aplicado nas camadas inferiores ou nos últimos 50 a 60 cm de terraplenagem;

o teor de humidade dos solos a aplicar nos aterros deve ser tal que permita atingir o grau de compactação exigido, não podendo no entanto exceder em mais de 15% o teor óptimo em humidade referido ao ensaio de compactação pesada.

Para a aplicação de materiais que não satisfaçam estas condições, será necessária a aprovação prévia da Fiscalização.

A terra vegetal proveniente da decapagem, deverá ser separada da restante de modo a não poder misturar-se com as terras que irão ser utilizadas na execução dos referidos aterros. São propriedade do dono de obra e serão utilizadas ou depositadas conforme referido neste Caderno de Encargos.

Os materiais a utilizar nos aterros devem ser constituídos por solos de boa qualidade, isentos de detritos, matéria orgânica ou quaisquer outras substâncias nocivas, obedecendo às seguintes características:

Limite de liquidez máximo NP

Índice de plasticidade máximo NP

Equivalente de areia mínimo 25

CBR mínimo a 95% de compactação relativa (AASHTO modificado) 30

Percentagem máxima passada no peneiro N.º 200 ASTM 12

Na exploração das manchas de empréstimo deverá ser mantida uma certa distância em relação à linha resultante da intersecção do talude de montante com o terreno natural.

No final da obra as áreas de empréstimo serão deixadas com rampas permanentemente estáveis e com drenagem e tratamento superficial adequado para protecção contra a erosão. Sempre que as manchas de empréstimo se localizem em áreas que não sejam propriedade do dono de obra deverá o empreiteiro criar evidência documental da necessária autorização do proprietário junto da fiscalização a qual será informada previamente do ou dos locais a utilizar.

Os ensaios comprovativos das características geotécnicas dos solos serão efectuados de acordo com as especificações do LNEC, da ASTM, da AASHTO ou do LCPC.


Processo de Concurso. Cláusulas Especiais. ET - MCC nº 150 /

Versão 0 – 03.01.17




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