Estado do paraná



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5. MARCO CONCEITUAL



5.1 Sociedade

Uma sociedade que reconhece os direitos humanos, bem como executa os direitos e deveres da cidadania, que respeite o bem comum, e tenha senso de responsabilidade. Que admita a existência da diversidade, convivendo com elas na administração das diferenças.

Uma sociedade que propicie aos seus cidadãos o acesso à educação, ao emprego, à saúde, ao lazer, ao meio ambiente saudável e demais benefícios sociais, valorizando a Escola como instituição mediadora desses direitos.

Uma sociedade na qual o indivíduo consiga perceber-se como um agente social, que intervém na mesma transformando-a, onde o indivíduo seja valorizado como sujeito de sua história e que se reconstrói constantemente ao longo das gerações.

Considerando o homem um ser social, ele atua e interfere na sociedade, se encontra com o outro nas relações familiares, comunitárias, produtivas e também na organização política, garantindo assim sua participação ativa e criativa nas diversas esferas da sociedade.

Partindo do pressuposto que o homem constitui-se um ser histórico, faz-se necessário compreendê-lo em suas relações inerentes a natureza humana. O homem é, antes de tudo, um ser de vontade, um ser que se pronuncia sobre a realidade.



5.2 Homem

O homem é um ser natural e social, ele age na natureza transformando-a segundo suas necessidades e para além delas. Nesse processo de transformação, ele envolve múltiplas relações em determinado momento histórico, assim, acumula experiências e em decorrência destas, ele produz conhecimentos. Sua ação é intencional e planejada, mediada pelo trabalho, produzindo bens materiais e não-materiais que são apropriados de diferentes formas pelo homem.

Para tanto trabalharemos com o objetivo de formar homens que tenham conhecimento, limites e valores familiares, educandos e docentes responsáveis, organizados, mais sensíveis e humanos, que valorizem e respeitem o ambiente e a organização escolar, os profissionais da educação: professores, funcionários e os alunos da Escola.

Que sejam críticos, participativos, fundamentados, atuantes, abertos à aprendizagem, motivados e construtores de conhecimentos, envolvendo-se no processo educacional.

Queremos formar cidadãos capazes de tomar decisões, que defendam a sua própria opinião, sabendo respeitar a opinião do próximo.

Que tenham potencial para o mundo do trabalho, e saibam agir observando seus direitos e deveres com o intuito de lutar por uma sociedade mais justa.



5.3 Educação

A Educação é um processo histórico harmônico do ser humano e da sociedade em evolução e que deve ser intencional, libertador (desenvolvimento social justo e ecologicamente sustentável) e produtivo.

Nesse sentido, a educação visa atingir em três objetivos:


  • A apropriação de instrumentos adequados, para obter uma visão globalizada da realidade que possa orientá-lo em sua vida;

  • A apropriação do conhecimento científico, político, cultural acumulado pela humanidade ao longo da história, para suas necessidades e suas aspirações;

  • A apropriação de instrumentos para análise do conhecimento acumulado, e acrescentar-lhe novos conhecimentos através de todas as faculdades cognitivas humanas.

Cabe ao professor, construir conhecimentos, pois são estes que dão acesso à universalidade dos significados socialmente reconhecidos como verdadeiros e aos saberes científicos, estéticos e sociais que constituem a base da identidade solidária, não excludente e produtiva.

Educação é um processo lento, gradativo.


5.4 Escola
Escola lugar onde crianças e jovens podem ampliar os seus saberes, para praticar sua cidadania. É através da competência técnica e pedagógica dos professores, cujo desafio, independente das condições sociais, econômicas e culturais, num país marcado por profundas desigualdades sociais é a aprendizagem.

Escola espaço onde o estudante pode apaixonar-se pelo conhecimento, pelo aprender, entendendo que o conhecimento é uma produção humana que resulta do trabalho da coletividade e é historicamente construído, podendo ser revisto, enriquecido, questionado, transformado pelas múltiplas relações, ou, pelo próprio estudante, quando subsidiado com saberes que lhe permitam realizar uma leitura crítica do mundo; com a utilização efetiva de pesquisas, e da tecnologia com múltiplas linguagens.

A comunicação com a Comunidade Escolar, Instituições de Nível Superior e demais instâncias educativas, para que todos possam ser estimulados a contribuir, no fortalecimento da Escola pública, e na construção da cidadania de cada educando, proporcionar-lhe a interação com o conhecimento.

5.5 Currículo

“O Currículo é o mecanismo através do qual o conhecimento é distribuído socialmente” (Sacristán).



Currículo: Caminho amplo a ser trilhado, percorrido na prática educativa e cultural. Esse caminho deve ser pensado e planejado contendo: fundamentação teórica, conteúdos, encaminhamentos metodológicos, avaliação e sempre atendendo a função social da Escola.

Numa maneira simples de expressar, podemos dizer que Currículo é tudo o que o aluno vive e faz na Escola, por isso, precisamos ficar alertas ao “Imprevisto” aquilo que não é planejado, porém repassado na Escola; ao Currículo Nulo – o que deveria ser ensinado e não é; e o Currículo Oculto que tem enorme importância, mas nem sempre os educadores o percebem. Por exemplo: se uma organização dispensa os alunos das aulas por qualquer motivo ou se não se preocupa com a limpeza, como pode querer que eles desenvolvam atitudes de responsabilidade em relação aos estudos e ao meio ambiente? Se os professores chegam atrasados, se faltam, se não se preocupam em preparar boas aulas, os alunos tenderão a reproduzir essas atitudes. Portanto, o currículo é bem mais que uma soma de disciplinas.

Quando pensamos Currículo devemos refletir sobre: o trabalho, a produção da ciência, da arte, dos registros históricos, os avanços científicos e tecnológicos, ou seja, de toda a produção cultural da humanidade, o que será repassado às novas gerações. Que critérios vamos usar para a seleção dos conteúdos, esses que devem ser um elemento a mais na compreensão do mundo, pelo cidadão que queremos formar.


5.6 Conhecimento
Segundo Platão: “A educação deve propiciar ao corpo e à alma toda a perfeição e a beleza que podem ter”.

“O conhecimento é uma grande categoria do processo educacional”, é uma atividade humana que busca explicitar as relações entre o homem e a natureza, pois ele sozinho não transforma a realidade e sim, representa um caminho privilegiado para a compreensão do mesmo buscando sua conversão em ação.

“Acessar, adquirir conhecimentos podem ser atos solitários, porém a construção de significados implica necessariamente negociá-los com os outros”.

Nesta construção coletiva “o conhecimento escolar é dinâmico e não uma mera simplificação do conhecimento científico, é resultado de fatos, conceitos e generalizações, um objeto de trabalho do professor”, fundado no uso crítico da razão nos princípios éticos, nas raízes sociais e na crença verdadeira e justificada. O docente deve colaborar e intervir com o educando na decifração, na construção da representação mental do objeto em estudo, face a face em situação de aprendizagem, posto que a escola é um espaço que contém intencionalidade, metodologia e planejamento para que aconteça de maneira efetiva e imediata.

Para que haja ou exista a construção do conhecimento no sujeito, é necessário que ele queira, sinta necessidade, tenha estrutura de assimilação, certos conhecimentos anteriores relacionados aos novos, pois é a relação que se estabelece entre sujeito que conhece ou deseja conhecer e o objeto a ser conhecido ou que se dá a conhecer.

O conhecimento é estabelecido no sujeito por sua ação sobre o objeto, tanto motora quanto perceptiva ou reflexiva, já que dois sujeitos podem estar fazendo a mesma atividade, mas com graus de interação com o objeto de estudo bastante diferentes, uma vez que essa aquisição é gradativa.

Portanto, durante este processo de aquisição e interação do conhecimento é preciso que o sujeito decodifique o objeto de estudo em suas partes constituintes, indo além das aparências, aprimorando suas ações e elaborando suas próprias hipóteses.
5.7 Ensino
Ensinar é a atividade pela qual o professor, através de metodologias adequadas, orienta a aprendizagem dos alunos, proporcionando a construção/produção do conhecimento.

Ensinar requer conhecimento, reflexão e ação, o professor tem a necessidade de conhecer o que há de novo na sua área, refletir sobre as novas práticas educativas tidas como seguras.

Ensinar e aprender são como as duas faces de uma mesma moeda, ações simultâneas presentes na relação, interação professor  aluno  conhecimento, que resulta na apropriação de novos saberes pelo educando e requer a mudança de comportamento.

Quando a ação docente de ensinar for norteada pelas normas didáticas, abaixo relacionadas, a aprendizagem será mais significativa e eficiente:



  1. Incentivar sempre a participação dos alunos, criando condições para que se mantenham numa atitude reflexiva.

  2. Aproveitar as experiências anteriores dos alunos, para que possam associar os novos conteúdos assimilados as suas vivências significativas.

  3. Adequar o conteúdo e a linguagem ao nível de desenvolvimento cognitivo da classe.

  4. Proporcionar ao aluno oportunidades de poder transferir e aplicar o conhecimento aprendido nas mais variadas situações.

  5. Verificar periodicamente, por intermédio da avaliação contínua se o aluno assimilou e compreendeu o conteúdo desenvolvido.


5.8 Aprendizagem
Aprendizagem é um processo cumulativo, ou seja, cada nova aprendizagem vai se juntar ao repertório de conhecimentos e de experiências que o indivíduo já possui vindo constituir sua bagagem cultural, modificando seu comportamento.

APRENDIZAGEM - DESENVOLVIMENTO - MATURAÇÃO estão intimamente ligados, segundo Ruth Caribe da Rocha Drouet (1990), “a aprendizagem deve ocorrer de forma natural, respeitando a maturação orgânica do Sistema Nervoso Central, junto com as atividades práticas”.

Verifica-se nesta situação que não há desenvolvimento sem ocorrer aprendizagem, respeitando os limites da maturidade.

“O único homem que se educa é aquele que aprendeu como aprender; que aprendeu como se adaptar e mudar; que se capacitou de que nenhum conhecimento é seguro, que nenhum processo de buscar conhecimento oferece uma base de segurança”. Carl R. Rogers.


5.9 Cultura Afro Brasileira e Indígena
Atendendo o disposto na Lei nº 11.645 de março de 2008 da Presidência da República alterando o disposto na Lei nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996, estabelecendo as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro Brasileira e Indígena”. O Colégio Estadual Eron Domingues – Ensino Fundamental, Médio e Normal aborda as temáticas nos conteúdos das diferentes disciplinas da Base Nacional Comum e disciplinas da Parte Específica da Matriz Curricular de forma interdisciplinar. A disciplina de Arte no Ensino Médio tem um enfoque nas relações de arte e sociedade, privilegiando arte e ideologia, arte e conhecimento e arte e trabalho criador. Nesta perspectiva, trabalhar com o tema afro e indígena é fundamental para mostrar aos alunos o processo artístico, como a arte é disseminada, o folclore e a indústria cultural, ou seja, a arte como mercadoria. O conhecimento é trabalhado inserido em cada obra, principalmente arte brasileira, onde o negro e o índio estão presentes, em imagens, textos e músicas, privilegiando como resultado da aprendizagem, o trabalho criador, quando o aluno coloca a sua visão de mundo, evidenciando o conhecimento.

A disciplina de Educação Física aborda este tema através dos conteúdos Estruturantes de dança e lutas.

Na dança trabalha-se o resgate histórico com danças afro, em vídeos e DVDs, danças circulares com ritmos afro e indígenas, vivência das danças circulares com criação coreográfica nos ritmos afro e indígenas.

No conteúdo lutas (afro brasileiras capoeira) trabalha-se o resgate histórico; enquanto jogo, luta, dança e esporte, instrumentos utilizados, a música, os movimentos básicos e a Roda da Capoeira, através de vídeos. Vivência na prática dos movimentos básicos com auxílio de Estagiários do Curso de Educação Física.

Nas disciplinas específicas do Curso de Formação de Docentes os professores propõe estudos de textos, seminários, filmes, jogos pedagógicos relacionados ao tema “Cultura Afro e Indígena”. Também é estudada a Lei nº 11.645 de março de 2008 levando o aluno a conhecer e refletir sobre a mesma. Também se faz observações da cultura que vivenciamos hoje e que influencia a dos negros e índios.

Dentro da disciplina de Estágio Supervisionado há um enfoque especial a este conteúdo onde as Diversidades Culturais e Educacionais são desenvolvidos neste contexto, são feitas visitas a Escolas Indígenas observando-se a forma de educação desse grupo, como também sua cultura.

A Temática da História e Cultura Afro Brasileira e Africana é culminada com apresentações dos conteúdos abordados no dia 20 de novembro de cada ano letivo, com projetos de pinturas, esculturas e danças.
5.10 Desafios Educacionais Contemporâneos
1 - Sexualidade
Quando se fala em sexualidade, pressupõe-se falar de intimidade, uma vez que ela está estreitamente ligada às relações afetivas. A sexualidade é um atributo de qualquer ser humano. Mas para ser compreendida, não pode ser separada do indivíduo como um todo. A sexualidade é moldada e expressa concretamente nas relações que o sujeito estabelece, desde a mais tenra idade, consigo mesmo e com os outros. O trabalho de educação preventiva ligado à sexualidade envolve a definição de diretrizes que contemplem a formação integral do adolescente e a participação efetiva de todos os integrantes do universo escolar.
2 - Educação Ambiental
A Educação Ambiental é um processo participativo, onde o educando assume o papel de elemento central do processo de ensino/aprendizagem pretendido, participando ativamente no diagnóstico dos problemas ambientais e busca de soluções, sendo preparado como agente transformador, através do desenvolvimento de habilidades e formação de atitudes, através de uma conduta ética, condizentes ao exercício da cidadania.
3 - Enfrentamento à Violência na escola
A violência nas escolas é uma realidade evidente. A escola tem que ajustar os seus conteúdos programáticos e acercar seus educandos sobre o assunto. Devido às exigências, as famílias muitas vezes destituem-se da sua função educativa, delegando à escola esta função. No meio de toda esta confusão, estão as crianças, que, atuam conforme aquilo que observam e agem consoante os estímulos do meio.
4 - Prevenção ao uso indevido de drogas
A instituição educacional como um todo deve ajudar seus membros (educadores, familiares e jovens) a desenvolverem espírito crítico, discutindo as drogas em nossa sociedade, bem como a relação deles com as mesmas. A escola é um lugar privilegiado para a realização de atividades preventivas, porque congrega as crianças e os jovens, é um lugar confiável, estimula o saber e o conhecimento e possibilita a construção de valores.



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