Estado do paraná



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5.11 Avaliação - Sistema de Avaliação do Estabelecimento de Ensino

A concepção de avaliação do Colégio Estadual Eron Domingues Ensino Fundamental, Médio e Normal vai além da visão tradicional, que se preocupa apenas com o controle externo do aluno mediante notas ou conceitos. Deve ser compreendida como parte integrante e intrínseca ao processo educacional; um conjunto de atuações que tem a função de alimentar, sustentar e orientar a intervenção pedagógica.

Nesse sentido, a avaliação deve ser um instrumento auxiliar do processo ensino aprendizagem significativa e não unicamente instrumento de promoção. A promoção será decorrente de aprendizagem que o aluno demonstrar.

Já que a avaliação é mediação de aprendizagem, ela deverá ser obrigatoriamente, contínua e diagnóstica, para alcançar seus objetivos. Acontece sistematicamente por meio da interpretação qualitativa do conhecimento construído e adquirido pelo aluno. A avaliação possibilita ao professor conhecer o quanto o aluno se aproxima ou não da expectativa de aprendizagem que ele tem em determinados momentos da aprendizagem, em função da intervenção pedagógica realizada. Portanto, a avaliação das aprendizagens só pode acontecer se forem relacionadas com as oportunidades oferecidas.

O processo de construção da identidade entre o sujeito e o objeto de estudo, isto é a construção do conhecimento pessoal, se dá pelo confronto com o maior número possível de informações e conteúdos. Quanto maiores e mais diversificadas forem às experiências, fatos, situações e vivências que o aluno tiver, maiores são as possibilidades de ele promover novas relações que lhe possibilita uma elaboração mais critica deste saber. O confronto, o conflito faz parte essencial do processo de construção da aprendizagem. Quanto maior o confronto de idéias, mais sínteses o aluno poderá fazer e com isso, crescerá na dimensão de ampliação de idéias e conceitos.

A dimensão diagnóstica implica necessariamente num juízo de valor sobre o processo e seu desenvolvimento, implica articular três ações:



  1. Verificar o nível de aquisição de determinado conhecimento;

  2. Detectar as causas de determinadas insuficiências ou inseguranças e;

  3. Planejar ações pedagógicas que dêem conta da apropriação do conceito em questão para seu respectivo aprofundamento.

Assim, o professor acompanha o processo de aprendizagem do aluno e confrontando as ações e o desempenho deste frente aos objetivos traçados no Plano de Trabalho Pedagógico. Professor e aluno – num trabalho participativo redefinem a partir das falhas e incompletudes, o que deve ser feito para que se atinjam os objetivos propostos.

Isto só acontecerá à medida que juntos procuram identificar as causas da não aprendizagem, reflitam juntos sobre seus atos e atitudes para que possam contribuir para melhorar o desenvolvimento do conteúdo, apontando caminhos a serem percorridos e alcançar as metas estabelecidas.

Em contrapartida o professor estará se auto-avaliando na sua atuação, repensando a metodologia empregada para desenvolver os conteúdos previstos revendo o quanto estes conteúdos são apropriados e significativos em relação ao referencial do Trabalho Pedagógico da Escola.

Outro aspecto importante a apontar é que se o aluno é tido como sujeito de seu Desenvolvimento Pessoal não se pode pensar em avaliação na escola, sem que ele interaja consciente e criticamente com o professor neste processo. Assim considerando a avaliação ajuda a construir a subjetividade do aluno e a criticidade do trabalho educativo do professor, proporcionando assim uma tomada de consciência de como e porquê se aqui, para encaminhar mudanças necessárias para atingir os objetivos propostos.

A esse processo de construção conjunta da aprendizagem significativa chamamos avaliação. Não tem sentido, pois falar de auto – avaliação do aluno sozinho, sem a reflexão conjunta com o professor, pois se a avaliação for só do professor não é coerente com os princípios propostos pela escola, também escapa da coerência a avaliação feita independente do professor.

A prova, a verificação de aprendizagem tem o seu papel dentro do processo de avaliação proposto pela Escola. Sua finalidade neste contexto é a de organizar, sistematizar as informações e o trabalho desenvolvido no bimestre. Não cabe a prova apenas como instrumento de aferição da memorização dos conteúdos.

Esta compreensão deverá ocorrer durante o decorrer do trabalho no bimestre. A avaliação da produção individual e tão importante quanto fazer essa produção individual se tornar coletiva.

Na verdade, a avaliação contínua do processo acaba por subsidiar a avaliação final, isto é, se o professor acompanha o aluno sistematicamente ao longo do processo pode saber, em determinados momentos, o que o aluno já aprendeu sobre os conteúdos trabalhados. Esses momentos, por outro lado, são importantes por se constituírem boas situações para que alunos e professores formalizem o que foi e o que não foi apreendido.

Esse uso da avaliação, numa perspectiva democrática, só poderá acontecer se forem superados o caráter de determinalidade, de medição de conteúdos aprendidos tão arraigados nas práticas escolares a fim de que os resultados da avaliação possam ser indicadores para a orientação da prática educacional e nunca como meio de estigmatizar os alunos.

Em suma, a avaliação que se deseja é a compreendida como: elemento integrador entre aprendizagem e o ensino; conjunto de ações cujo objetivo é o ajuste e a orientação da intervenção pedagógica para que o aluno aprenda da melhor forma; conjunto de ações que busca obter informações sobre o que foi aprendido e como; elemento de reflexão contínua para o professor sobre sua prática educativa; instrumento que possibilita ao aluno tomar consciência de seus avanços, dificuldades e possibilidades; ação que ocorre durante todo o processo de ensino aprendizagem e não apenas em momentos específicos caracterizados como fechamento de grandes etapas de trabalho. Uma concepção desse tipo pressupõe considerar tanto o processo que o aluno desenvolve ao aprender como o produto alcançado. Pressupõe que a avaliação se aplique não apenas ao aluno, considerando as expectativas de aprendizagem, mas às condições oferecidas para que isso ocorra. Avaliar a aprendizagem, portanto implica avaliar o ensino oferecido.


5.12 Princípio de Igualdade
O Colégio tem como princípio a igualdade de condições de acesso a todos os estudantes que procuram matrícula, sem discriminação devido ao racismo, ao gênero, à situação socioeconômica e a diversidade, como também o compromisso ético da inclusão e a valorização da cultura afro-brasileira, dando ênfase a projetos que incentivem a permanência na Escola.
5.13 Princípio de Qualidade
A Escola, enquanto Instituição, deve ser agente e intermediária no atendimento das necessidades presentes e futuras do aluno, organizando o espaço físico, tornando-o funcional e acolhedor, trabalhando por melhorias contínuas em todos os aspectos relacionados ao ensino e a aprendizagem, avaliando o que foi realizado, estabelecendo novos objetivos e enfrentando os desafios com serenidade e perseverança.

A Escola deve proporcionar ao educando conhecimentos para que o mesmo exerça sua cidadania, e potencial para ser um profissional criativo, produtivo e preparado para a vida.



5.14 Liberdade de Autonomia

A autonomia na escola é uma questão fundamental e um alto grau de compromisso e responsabilidade, envolvendo o administrativo, o pedagógico, o financeiro e o jurídico.



5.15 Autonomia Administrativa

Elabora planos, programas e projetos, organiza a escola a sua realidade. Refere-se à organização escolar, a direção como coordenadora de um processo educativo que envolve relações externas e internas com a comunidade escolar.


5.16 Autonomia Pedagógica
O PPP, por ser um projeto construído coletivamente, a autonomia pedagógica torna-se um fator importante na busca de sua identidade, tanto na forma como organiza seu trabalho e direciona sua gestão.

Na gestão democrática, tanto na organização do projeto pedagógico bem como ao executá-lo e avaliá-lo e propor ações para atingir os seus objetivos, é necessário esta autonomia, porém implica em direitos e deveres e principalmente compromisso e responsabilidade dos envolvidos.

A autonomia pedagógica está voltada especificamente ao ensino e a pesquisa e tem como fio condutor a construção do Projeto Político Pedagógico, que deve ser coordenado e elaborado coletivamente, oportunizando a participação dos profissionais da Escola e Comunidade Escolar na sua construção, levando em consideração as políticas públicas vigentes.

A autonomia pedagógica tem este poder decisório quando se refere especificamente à melhoria do processo ensino-aprendizagem, a forma de organização do tempo e espaço, do pessoal docente em fazer parcerias e outros convênios de cooperação técnica.



5.17 Autonomia Financeira

Os recursos financeiros que dão à instituição condições de funcionamento. A escola administra os recursos repassados pelo Estado, bem como outras fontes de recursos, juntamente com a APMF, Conselho Escolar. A Escola elabora e executa sua proposta pedagógica, define sua responsabilidade em administrar seus recursos financeiros, organizando seu orçamento, prestando contas da aplicação ao Conselho Escolar e APMF, submetendo-se a aprovação dos mesmos.





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