Estilo é como o trabalho se mostra, dep0ois de o artista ter tomado suas decisões. Cada artista possui um estilo único



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ESTILO
Estilo é como o trabalho se mostra, dep0ois de o artista ter tomado suas decisões. Cada artista possui um estilo único.

Imagine se todas as peças de arte feitas até hoje fossem expostas numa sala gigantesca. Nunca conseguiríamos ver quem fez o que, quando e como. Os artistas e as pessoas que registram as mudanças na forma de se fazer arte, no caso os críticos e historiadores, costumam classificá-las por categorias e rotulá-las. È um procedimento comum na arte ocidental.

Ex.: Renascimento, Impressionismo, Cubismo, Surrealismo, etc.
IMPRESSIONISMO

Historicismo

1866 – O Tocador de Pífaro, de Manet
1867 – Consagração do estilo Art Nouveau
1869 – Degas pinta A orquestra da Ópera
1874 – Primeira exposição pública Impressionista

1886 – Surge a técnica do Pontilhismo
1889 – Proclamação da República no Brasil
1895 – Invenção do Cinema
1897 – Fundação da Academia Brasileira de Letras
O Impressionismo foi um movimento artístico que revolucionou profundamente a pintura e deu início

às grandes tendências da arte do século XX. Os impressionistas procuraram, a partir da observação direta do efeito da luz solar sobre os objetos, registrar em suas telas as constantes alterações que essa luz provoca nas cores da natureza. A partir daí, criaram considerações práticas que caracterizaram a pintura impressionista:
A pintura deve registrar as tonalidades que os objetos adquirem ao refletir a luz solar num determinado momento.

As figuras não devem ter contornos nítidos, pois a linha é uma abstração para representar imagens. As sombras devem ser luminosas e coloridas, tal como é a impressão visual que nos causam, e não escuras ou pretas. Os contrastes de luz e sombra devem ser obtidos de acordo com a lei das cores complementares.

Assim, um amarelo próximo a um violeta produz uma impressão de luz e sombra mais real do que o claro-escuro do barroco. As cores e tonalidades não devem ser obtidas em misturas na paleta, mas sim puras e dissociadas nos quadros, em pequenas pinceladas. O observador é que combina as cores no seu campo visual. A mistura deixa de ser técnica para ser óptica.



Lago com nenúfares, de Claude Monet


Baile no Moulin de La Galette, de Auguste Renoir
Almoço sobre relva, Manet
Claude Monet (1840 – 1926): as inconstantes cores da natureza
A grande preocupação de Monet era a pesquisa com a luz solar refletida nos seres humanos e na natureza.

Entusiasta da pintura ao ar livre, que lhe permitia recriar os efeitos da luz do sol, Monet criou uma série de quadros da catedral de Rouen, pintados em vários momentos do dia, registrando assim as diferentes

impressões que o edifício lhe causava. Esse encanto pela luz e a ousadia de representá-la tão intensamente o tornaram o mestre dos impressionistas.

Catedral de Ruen (Monet) – Pela ordem: de manhã, ao meio-dia, à tarde e ao entardecer.


Auguste Renoir (1841-1919) – a alegria de pintar
Artista impressionista de maior popularidade e reconhecimento ainda em vida, Renoir manifestava em seus quadros otimismo, alegria e a intensa movimentação da vida parisiense do fim do século XIX.

Explorou ao máximo o princípio óptico do Impressionismo: em suas telas, as manchas coloridas, unidas

visualmente pelo observador, compõem um todo só percebido à distância.

Renoir empenhou-se em explorar todas as possibilidades em superfícies refletoras de luz, como águas e espelhos
Edgar Degas (1834 – 1917) – a influência da fotografia
Degas teve uma posição muito pessoal dentro do Impressionismo. Sua formação acadêmica fez com que valorizasse o desenho e não apenas a cor, que era a grande paixão do Impressionismo. Além disso, optou por pintar interiores com luz artificial.

Na verdade, sua grande preocupação era flagrar um instante da vida das pessoas, captar um movimento ou expressão. Suas telas com bailarinas (Ensaio de Balé, Quatro Bailarinas em Cena e O Ensaio) trazem leveza de movimentos, a delicadeza das cores em pastel e a sutileza do desenho.


Édouard Manet
Édouard Manet nasceu em Paris no dia 23 de Janeiro de 1832 foi um pintor e artista gráfico francês e é considerado uma das figuras mais importantes da arte do século XIX.

Nascido em uma família burguesa, Manet cresceu com todos os privilégios de boa saúde e educação, mas escolheu tornar-se um artista em vez de seguir os passos do pai e do avô no Direito.

Ainda jovem, tentando a carreira naval, embarcou em um navio mercante para uma viagem ao Brasil, retornando após alguns meses. Mas entre 1850 e 1856 passa a estudar no ateliê de Thomas Couture. Não se submetendo ao ensino acadêmico, contudo, prefere freqüentar os museus, viajando pela Itália, Áustria, Alemanha, Bélgica e Holanda.

Questões
1-Descreva o quadro Almoço sobre a Relva, de Edouard Manet.

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2-Cite o sabe sobre Claude Monet.

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3-Quais são as principais características de uma obra impressionista ?

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4-Descreva o que é estilo.

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5-O que ocasionou o aparecimento da bisnaga de tinta ?

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POP ART



A expressão "pop-art" também vem do inglês e significa “Arte popular”. A fonte da criação os artistas ligados a esse movimento era o dia-a-dia das grandes cidades, pois sua proposta era romper qualquer barreira entre a arte e a vida comum.

Em conseqüência disso, seus temas são os símbolos e os produtos industriais dirigidos às massas urbanas: lâmpadas elétricas, dentifrícios, automóveis, sinais de transito, eletrodomésticos, enlatados e até mesmo a imagem das grandes estrelas norte americano, que também é consumida em massa nos filmes, nas tevês e nas revistas. Um exemplo bastante ilustrativo é o trabalho Marilyn Monroe feito por Andy Warhol (1930-1987).

Nesse trabalho, realizado a partir de uma fotografia, Andy Warhol reproduz, em seqüência, imagens de Marilyn Monroe que, apesar das variações de cor, permanecem invariáveis.

Com isso, o artista talvez quisesse mostrar que assim como os objetos são produzidos em série, os mitos também são manipulados para o consumo do grande público.

ANDY WARHOL
Andrew Warhola, assim registrado, mas conhecido depois como Andy Warhol, nasceu na cidade de Pittsburgh, no dia 6 de agosto de 1928. Apesar de nascer nos EUA, seus pais eram migrantes provenientes do norte da Eslováquia. Para evitar ser convocado pelo exército austro-húngaro logo após o término da Primeira Guerra Mundial, Andrei, genitor de Andy, mudou-se para o território norte-americano, posteriormente seguido pela esposa, que em 1921 desembarcou na América.

Durante a infância, Warhol foi acometido por uma enfermidade que atingiu seu sistema nervoso central, provocando no garoto uma reação de extrema timidez. Seus estudos se desenrolaram no Liceu de Schenley, escola na qual ele assistia às aulas de arte, bem como no Museu Carnegie, localizado próximo à instituição onde ele estudava. Mais tarde seus familiares, com um certo sacrifício, custearam-lhe o curso de design no famoso Instituto de Tecnologia Carnegie, atualmente conhecido como Carnegie Melon University. Nesta renomada escola técnica, Andy já exercitava seu estilo polêmico, pois se recusava a aceitar as normas estabelecidas.

Sua permanência neste Instituto foi interrompida pelo final da Segunda Guerra Mundial, pois a Lei de Desmobilização obrigava vários alunos a cederem lugar nas Universidades dos EUA a soldados que agora se encontravam desocupados, em tempos de paz. Mas vários de seus mestres exigiram sua volta, assim foi permitido a ele assistir o Curso de Verão, o que lhe propiciava realizar nova inscrição no outono do ano seguinte. Os projetos por ele executados durante a graduação levaram-no a receber um prêmio concedido por esta instituição, com a conseqüente exposição de seus trabalhos.

Ao concluir o curso ele seguiu para Nova York, logo iniciando sua carreira como ilustrador de veículos significativos da mídia, tais como Vogue, Harper’s Bazaar e The New Yorker, e como produtor de anúncios e displays publicitários para serem exibidos nas vitrines de vários estabelecimentos comerciais. Sua trajetória profissional como artista gráfico, coroada de êxito, iniciou-se neste momento. Ao longo de sua jornada ele conquistou inúmeros prêmios como diretor de Arte do Art Director’s Club e do The American Institute of Graphic Arts.

Andy realizou sua primeira exposição individual em 1952, na Hugo Galley, com a mostra de quinze desenhos inspirados na produção de Truman Capote, jornalista e ficcionista norte-americano. Estes trabalhos são igualmente exibidos no MOMA, Museu de Arte Moderna, em 1956, quando ele passa a assinar suas obras como Warhol.

Na década de 60, sua trajetória como artista plástico sofre uma reviravolta, pois ele passa a se apropriar das idéias publicitárias em suas criações, valendo-se de tonalidades fortes e tintas acrílicas. Neste mesmo período ele renova o movimento conhecido como pop art, ao gerar mecanicamente inúmeras cópias de seus trabalhos, através de uma técnica denominada serigrafia – processo de reprodução de imagens sobre papel, madeira, vidro, entre outros materiais, o qual utiliza uma moldura com tela de seda ou nylon formado por malhas; a tinta passa através das malhas permeáveis, que correspondem à imagem a ser impressa, permanecendo as restantes impermeáveis à tinta. Ele concretiza essa produção artística com temas extraídos do dia-a-dia, como latas de sopas Campbell, garrafas de Coca-Cola, rostos de ícones da indústria cultural, entre eles os de Marilyn Monroe, Elvis Presley, entre outros. As colagens e a utilização de matéria-prima descartável, geralmente não utilizada pelos artistas plásticos, foram outras técnicas privilegiadas por Andy.

No ano de 1968 ele é vítima de um atentado perpetrado por uma militante do grupo Society for Cutting Up Men – Sociedade para castrar homens -, Valerie Solanis, criadora e única integrante desta entidade. O tiro que o alveja não o conduz à morte e inspira o filme I shot Andy Warhol – Eu atirei em Andy Warhol -, de1996, dirigido por Mary Harron.

Warhol, um dos criadores e principal representante da Pop Art, pintor e cineasta norte-americano, morreu em Nova York, no dia 22 de fevereiro de 1987, após uma cirurgia da vesícula biliar. Famoso durante 35 anos, ele foi o criador da frase: “No futuro, toda a gente será célebre durante quinze minutos”, o que se concretiza na atual cultura de massa, na qual a arte é um mero produto comercial, disseminado através de meios de produção massificados. Ele também criou e financiou a célebre banda The Velvet Underground.

In the future everyone will be famous for fifteen minutes.”




Cor e Equilíbrio
Andy reproduziu a imagem da embalagem da sopa Campbell’s, trocando as cores originais e empregando vários tipos de harmonia cromática.

Na sua produção, Andy utilizou a harmonia do contraste, empregando na base de fundo, duas cores localizadas em lados opostos no círculo.

Em outras obras, utilizou a harmonia isocromática, empregando cores análogas, isto é, vizinhas no círculo.



Roy Lichtenstein (1923-1997).
Seu interesse pelas histórias em quadrinhos como tema artístico começou provavelmente com uma pintura do camundongo Mickey, que realizou em 1960 para os filhos. Em seus quadros a óleo e tinta acrílica, ampliou as características das histórias em quadrinhos e dos anúncios comerciais, e reproduziu a mão, com fidelidade, os procedimentos gráficos. Empregou, por exemplo, uma técnica pontilhista para simular os pontos reticulados das historietas. Cores brilhantes, planas e limitadas, delineadas por um traço negro, contribuíam para o intenso impacto visual.
Com essas obras, o artista pretendia oferecer uma reflexão sobre a linguagem e as formas artísticas. Seus quadros, desvinculados do contexto de uma história, aparecem como imagens frias, intelectuais, símbolos ambíguos do mundo moderno. O resultado é a combinação de arte comercial e abstração








Observe o círculo das cores:


Cores primárias:

São as cores puras, que não se fragmentam. 
As cores primárias das cores-pigmento são:    Vermelho, amarelo e azul




Cores secundárias.    

As combinações surgidas de duas cores primárias são chamadas de cores secundárias. São elas: laranja, que é a mistura do amarelo com o vermelho, o verde, que é a mistura do azul com o amarelo e o violeta, que é a mistura do vermelho com o azul. 



Cores Terciárias.

São obtidas pela mistura de uma primária com uma ou mais secundárias.   

Primária + Secundária = Terciária

Vermelho + Roxo = Vermelho-arroxeado


Vermelho + Laranja = Vermelho-alaranjado
Amarelo + Verde = Amarelo-esverdeado
Amarelo + Laranja = Amarelo-alaranjado
Azul + Verde = Azul-esverdeado
Azul + Roxo = Azul-arroxeado

A cor é um elemento fundamental no processo de comunicação visual. Quando vista, impressiona a retina e, quando sentida, provoca emoção e possui valor simbólico.
Cores análogas
São as que aparecem lado-a-lado no gráfico. São análogas porque há nelas uma mesma cor básica. Pôr exemplo o amarelo-ouro e o laranja-avermelhado tem em comum a cor laranja.   

As cores análogas, ou da mesma "família" de tons, são usadas para dar a sensação de uniformidade.

Uma composição em cores análogas em geral é elegante, porém deve-se tomar o cuidado de não a deixar monótona

Cores Complementares.  

Note no gráfico, que uma cor primária é sempre complementada por uma cor secundária. Esta é a cor que está em oposição a posição desta cor primária. Por exemplo, a cor complementar do vermelho é o verde. 

As cores complementares são usadas para dar força e equilibrio a um trabalho criando contrastes. Raramente se usa apenas cores complementares em um trabalho, o efeito pode ser desastroso, mas em alguns casos é extremamente interessante. Os pintores figurativos em geral usam as cores complementares apenas para acentuar as outras criando assim, equilibrio no trabalho.   

Vale lembrar que as cores complementares são as que mais contrastes entre si oferecem, sendo assim, se queremos destacar um amarelo, devemos colocar junto dele um violeta.   
Outra caracteristica importante das cores complementares é que elas se neutralizam entre si. O que isso quer dizer? Que se quisermos tirar a "potência" de um amarelo, basta acrescentar-lhe certa quantidade de violeta até que neutralizando-o em um tom de cinza, até chegar ao preto. (Processo químico de composição de cores.)
 


Cores neutras.

Os cinzas e os marrons são consideradas as cores neutras, mas podem ser neutras também os tons de amarelos acinzentados, azuis e verdes acinzentados e os violetas amarronzados. A função das cores neutras é servir de complemento da cor aproximada, para dar-lhe profundidade, visto que as cores neutras em geral tem pouca reflexividade de luz. 

O "calor" das cores.

 

A temperatura das cores, designa a capacidade que as cores têm de parecer quentes ou frias. Quando se divide um disco cromático ao meio (figura acima) com uma linha vertical cortando o amarelo e o violeta, percebe-se que os vermelhos e laranjas do lado esquerdo, são cores quentes, vibrantes. Pôr outro lado, os azuis e verdes do lados direito são cores frias, que transmitem sensações de tranquilidade. 


 



Matiz


É a característica que define e distingue uma cor. Vermelho, verde ou azul, pôr exemplo, são matizes. Para se mudar o matiz de uma cor acrescenta-se a ela outro matiz. 

Tom

Refere-se a maior ou menor quantidade de luz presente na cor. Quando se adiciona preto a determinado matiz, este se torna gradualmente mais escuro, e essas gradações são chamadas escalas tonais. Para se obter escalas tonais mais claras acrescenta-se branco.   

Intensidade

Diz respeito ao brilho da cor. Um matiz de intensidade alta ou forte é vívido e saturado, enquanto o de intensidade baixa ou fraca caracteriza cores fracas ou "pastel". O disco de cores mostra que o amarelo tem intensidade alta enquanto a do violeta é baixa.   

Conhecer a teoria das cores não é suficiente para elaborar trabalhos interessantes, porém ajuda e muito a atingir objetivos quando estes envolverem o sentido da visão. Afinal é o olho o órgão que capta as cores, passando a mensagem ao cérebro que a identifica e associa com estes conceitos apresentados.

Seu saber:

Tarefa

1-Trazer de casa um rótulo ou uma embalagem.

2-Observe o produto e verifique se ela apresenta cores análogas ou complementares.

3-Crie um rótulo ou uma embalagem de um produto.Use sua criatividade.

4- Complete o círculo .

 



Arte para o consumo

Os rótulos de embalagens não são clasificados como obras de arte, mas devemos considerar que a atitude artítica está presente no trabalho do designer profissional que cria uma forma singular com intencionalidade, utilizando elementos com os quais estamos familiarizados.

Normalmente, é a aparência de uma embalagem que ajuda na decisão da compra. O criador do rótulo da embalagem de um produdto tem a intenção objetiva de chamar a atenção do consumidor.

Para tanto, ele escolhe as formas e as cores com as quais o consumidor possa identificar o produto entre tantas marcas existentes.

A imagem publicitária experimentou um desenvolvimento notável em São Paulo, entre 1900 e 1930, em rótulos, logomarcas, anúncios e embalagens. Artistas anônimos, em sua maioria imigrantes italianos e espanhóis, foram os responsáveis pela produção de imagens de extrema qualidade comunicativa e técnica. Podemos observar alguns exemplos de rótulos e embalagens.






Responda:

Há uma relação ente a Pop Art e a divulgação de obras de arte em embalagens dos produtos de consumo? Por que?

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Tarefa
No seu caderno reproduza, o rótulo da embalagem em que você apresentou na sala de aula. Lembre-se todo trabalho deve ter margem.
Observe a produção acima e disserte sobre as questões abaixo:


  1. as formas são figurativas ou abstratas?

  2. Quantos planos apresentam?

  3. Há perspectiva ?

  4. Que cores foram utilizadas?

  5. Que tipo de harmonia crómatica utilizou ?

  6. Quais as facilidades que você encontrou na realização do trabalho ?

  7. Quais as dificuldades encontradas na realização do trabalho?

  8. O resultado do seu trabalho foi satisfatório? Por quê ?


A ARTE EM QUADRINHOS
Henfil (1944 - 1988)

Biografia


Henrique de Souza Filho (Ribeirão das Neves MG 1944 - Rio de Janeiro RJ 1988). Cartunista, jornalista, escritor. Cresce na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais. Por influência do irmão mais velho, Herbert de Souza, o Betinho (1935 - 1997), interessa-se pela militância política. Integra a Juventude Estudantil Católica - JEC, e a União Municipal dos Estudantes Secundaristas - Umes. Acompanhando o irmão, freqüenta o diretório acadêmico da Faculdade de Ciências Econômicas. Além de caricaturas dos líderes estudantis, faz Ilustrações para faixas, cartazes, folhetos e jornais nas campanhas do diretório acadêmico. Publica seus primeiros desenhos no Resmungo, jornal mimeografado da JEC. Inicia o curso de sociologia, na Universidade Federal do Minas Gerais - UFMG, mas o abandona após dois meses. Em 1962, ingressa como revisor na revista Alterosa, mas logo se torna cartunista, a convite do editor da publicação e também escritor Roberto Drummond, o criador do nome Henfil. Em 1965, faz caricatura política para o Diário de Minas. Em 1967, reside no Rio de Janeiro, onde faz charges esportivas para o Jornal dos Sports e colabora nas revistas Visão, Realidade, Placar e O Cruzeiro. A partir de 1969, desenha para o semanário Pasquim e para o Jornal do Brasil. Seus cartuns e charges satirizam as instituições, os costumes e fazem crítica à política. Seus personagens mais conhecidos, são Os Fradinhos, o Capitão Zeferino, a Graúna, o Bode Orelana e Ubaldo, o paranóico. No fim da década de 1970, engaja-se na luta pelo fim do regime militar, pela Anistia e pelas Diretas-Já. Participa da criação do Partido dos Trabalhadores - PT, para o qual produz cartuns e desenhos para confecção de cartazes, camisetas, buttons e outros produtos. Hemofílico, morre em 1988 em decorrência da Aids, contraída em transfusão de sangue.





A produção de rótulos para embalagens está vinculada ao desenvolvimento da arte e da técnica de reproduzir textos e imagens no papel, em grande quantidade.
E a propagação da história em quadrinhos também vinculada a esse fator.

O que caracteriza a história em quadrinhos é uma narrativa por meio do desenho , em sua maioria lida horizontalmente, acompanhada ou não de diálogos curtos, apresentados em balões.

Os balões de diálogo surgiram nas histórias em quadrinhos por volta de 1895, criados pelo americano Richard Outcault.
Richard Felton Outcault (Lancaster, Ohio, 14 de Janeiro de 1863 - Flushing, Nova York, 25 de Setembro de 1928), autor e ilustrador de tiras de quadrinhos norte-americano. Foi o criador da série The Yellow Kid e é considerado o inventor da tira em quadrinhos moderna.

Outcault começou sua carreira como desenhista técnico de Thomas Edison, e como arte-finalista de humorísticos nas revistas Judge e Life. Ele logo juntaria-se à New York World, que passou a usar as tiras de Outcault para um suplemento em cores experimental que usava um único cartum em um painel na capa chamado "Hogan's Alley", que estreou em 5 de maio de 1895.

Em outubro de 1896 Outcault desertou para o New York Journal, gerando um processo que resultou na posse pela New York World do título "Hogan's Alley".



The Yellow Kid

No Journal, Outcault passou a experimentar com o uso de múltiplos painéis e balões de diálogo. Embora não tenha sido o primeiro a usar ambas as técnicas, foi ele quem criou o padrão pelos quais os quadrinhos seriam medido.

Onomatopéias

Significa imitar um som com um fonema ou palavra. Ruídos, gritos, canto de animais, sons da natureza, barulho de máquinas, o timbre da voz humana fazem parte do universo das onomatopéias. Por exemplo, para os índios tupis tak e tatak significam dar estalo ou bater e tek é o som de algo quebrando. As onomatopéias, em geral, são de entendimento universal.
Ao dizermos que um grilo faz "cri cri" ou que batemos à porta e fazemos "toc toc", estamos utilizando onomatopéias. Aristófanes, na sua peça "As rãs", faz uso de determinadas palavras que, no grego original, pretendem imitar o som desses animais; usa, portanto, uma figura retórica que é também de carácter onomatopeico.


Exemplos: tilintar, grasnar, piar,cacarejar, zurrar, miar



As onomatopéias surgiram nas histórias em quadrinhos por volta de 1897, atribuindo-se a sua inserção a Rudolph Dirks, criador de Os sobrinhos do Capitão, irmãos traquinas que se expressam com um pesado sotaque alemão.





Tarefa
Você receberá do seu professor um quadro com uma onomatopéia. Observe-a e crie uma situação para representar uma cena e um som correspondente

Pesquisar a história em quadrinhos no Brasil.







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