Estórias Curtas V



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Potranca Rompante
Querida Lilá. Convido lhe a acompanhar me nesta viagem por todas as montadoras de automóveis onde já estive a trabalho!”
Como? Sendo o seu Anjo da Guarda, e nunca havendo lhe abandonado, certamente estive consigo em todas essas ocasiões! Mas qual a razão do título “Potranca Rompante” desta nossa peregrinação?”
É uma homenagem à ‘Feminilidade Dilma’. A energia feminina está conquistando mais espaço a cada dia. A potranca rompante é o feminino do “Cavalo rompante símbolo e brasão do conde Francesco Baracca, quem o pintou em seu avião, com o qual morreu na primeira grande guerra, e tornou se herói nacional italiano. Hoje esse brasão élogotipo da Ferrari!”


Então Lilá, calce as suas luvas brancas, estou lhe abrindo a porta esquerda da Ferrari F458. Sente se atraz do volante, pise no acelerador e ouça o motor V8 de 490 Cavalos Rompantes. Sinta nos dedos a suavidade do seu volante, e nos leve passear nesse tour, por todas as cidades onde haja montadoras. Eu ficarei sentado ao seu lado, sem dar palpites na sua condução, apenas deliciando me com a linda visão de seus joelhos, e da paisagem da estrada!”



Onde Nasci

Nasci no bairro deRio Comprido, Santa Açexabdrina, na cidade do Rio de Janeiro DF. Eu digo Distrito Federal, porque naquela época a capital do País era no Rio, e a robalheira ainda não havia sido transferida para Brasilia.

Meus pais moravam no andar superior de um sobrado de três andares, Ao lado havia um riacho que murmurava dia e noite, descendo pela encosta do norro. Havia também uma pontezinha de arcos, que atravessava esse riosinho, a qual podia ser vista da Janela de nossa cozinha..

Da frente de nossa casa enxergava se a Avenida Sapucaí, onde ainda não haviam construido o Sambódromo. Mais ao longe via se a Bahia de Guanabara, a Praia de Ramos, a Ilha do Fundão, e bam à direita, a ponta do Cais do Porto, com navios atracados.

Naquela época ainda não haviam construido o Túnel Rebouças, e o tráfego restringia se ao movimento local do bairro de Santa Teresa. Acima de minha casa havia uma escola, Colégio Santa Alexandrina, administrada por freiras, as quais pareciam Pinguins subindo pela rua, e passando em frente à nossa casa.

Como eu era muito pequeno, menor de três anos, eu quase não me recordo de muita coisa importante que tenha nos acontecido naquela casa.

O nome de Rio Comprido decorre do rio Central que o percorre, que nasce na Floresta da Tijuca, e que desagua na Baía da Guanabara. As atividades de lazer começaram a rarear com a poluição, até que não foi mais considerado seguro nadar no rio. As atividades de pesca e navegação ainda persistiram por mais alguns anos, até que a poluição tornou o rio morto macrobiologicamente, se tornando um logradouro assoreado repleto de esgoto. Posteriormente o rio foi canalizado, sendo hoje um mero córrego de esgoto. Esse foi o rio que eu ouvia murmurar no quintal de nossa casa.

No século XVII, neste vale fluvial, era plantada a cana-de-açúcar, e o açúcar produzido era escoado por um trapiche em embarcações que o conduziam até à baía e ao porto do Rio de Janeiro.

De acordo com o historiador Noronha Santos, pode-se fixar como marco no desenvolvimento da região correspondente os atuais bairros da Cidade Nova, do Catumbi e do Rio Comprido. O Alvará-Régio de 26 de Abril de 1811, que concedeu a isenção da décima urbana aos prédios assobradados ou de sobrado, que se construíssem nas novas ruas abertas, desde o princípio do século. O Rio Comprido era, então, uma área ocupada por chácaras de pessoas abastadas, entre as quais, ingleses ("Chácara dos Ingleses"). Outra propriedade importante era a do bispo Frei Antônio do Desterro, de onde as denominações "Largo do Bispo" (atual Praça Condessa Paulo de Frontin) e Rua do Bispo. Nessa propriedade passaria a funcionar, desde 1891, o Seminário São José, transferido da Rua da Ajuda, no sopé do Morro do Castelo.

O principal logradouro do bairro era a Avenida Rio Comprido (atual Av. Paulo de Frontin), com uma O Rio Comprido era, então, uma área ocupada por chácaras de pessoas abastadas, entre as quais, ingleses ("Chácara dos Ingleses"). Outra propriedade importante era a do bispo Frei Antônio do Desterro, de onde as denominações "Largo do Bispo" (atual Praça Condessa Paulo de Frontin) e Rua do Bispo. Nessa propriedade passaria a funcionar, desde 1891, o Seminário São José, transferido da Rua da Ajuda, no sopé do Morro do Castelo.O colégio original das freiras que passavan na calçada de nossa casa.

O Rio Comprido era, então, uma área ocupada por chácaras de pessoas abastadas, entre as quais, ingleses ("Chácara dos Ingleses"). Outra propriedade importante era a do bispo Frei Antônio do Desterro, de onde as denominações "Largo do Bispo" (atual Praça Condessa Paulo de Frontin) e Rua do Bispo. Nessa propriedade passaria a funcionar, desde 1891, o Seminário São José, transferido da Rua da Ajuda, no sopé do Morro do Castelo.

O principal logradouro do bairro era a Avenida Rio Comprido (atual Av. Paulo de Frontin), com uma Esse bairro elegante, de moradias (casas) de alto nível, abrigava três clubes que aumentavam o lazer dos moradores: o "Clube Desportivo do Rio de Janeiro" (Clube Alemão), com seu campo de "futebol society", gramado maravilhoso (guardado pelo velho Pocidônio), suas pistas de boliche e o ginásio para ginástica olímpica, o "Clube Ibéria" (com sua "micro piscina", quadra de esportes, elevador e gruta), já extinto, e o Clube Minerva, na rua Itapiru, cujo ponto forte era o "futebol de salão".

Outro ponto de entretenimento era o "Campinho do Raul", na parte alta da Rua Santa Alexandrina, onde eram realizadas as "peladas da Velha Guarda", bem como as brincadeiras de "polícia e ladrão". As peladas da garotada eram realizadas na rua mesmo e sofriam paralisação toda vez que a bola caía no canal.

Na década de 1960, destacou-se o "Ponte's Clube", em frente à Alameda Leontina Machado, ligação entre a Av. Paulo de Frontin e a Rua Santa Alexandrina e ocupada, em sua maioria, por componentes da "familia Machado" (Machadinho, Tia jura, Tia Ninita, Dr. Rubens, Tia Marieta, Tia Judith e Marcy), mais tarde substituído pela Turma da Ponte, que se reunia todas as noites na ponte em frente ao Clube Ibéria. Nessa época a maioria das crianças cursava o primário no Colégio SOS (Dona Arlete) ou na Escola Municipal Pereira Passos.

Na época das festas juninas o esqueleto de prédio inacabado onde morava a família Carvalho Coda (Carlos "Firulis" e cia), atual Chácara Paulo de Frontin, servia para lançamento de balões de grande porte, e durante o restante do ano era ponto de encontro para "botar a pipa no ar" em sua laje superior. Menção especial para as famílias "Gigglio" e "Paranhos" cujos apartamentos serviram, durante anos, de base para a turma mais jovem. E como esquecer da família "Silva Marino" moradora ao lado da chácara, e especialmente do "Silvinho" para sempre no nosso coração. E que dizer do "Cidinho", marrento, da Candido de Oliveira, que deve estar aprontando lá em cima.

O velho canal do Rio Comprido dividia as duas faixas da Avenida Paulo de Frontin. O prédio do Seminário São José, já extinto, bem como a Igreja de São Pedro, ajudavam a compor o local. Ainda nessa época, o bairro era servido por uma linha de bondes, cujo ponto final se localizava na parte alta da Rua Santa Alexandrina, e por uma linha de ônibus, a 616 (Rio Comprido -Usina), ambas desaparecidas.

Foi uma época maravilhosa, entretanto, com a abertura do Túnel Rebouças (1967) e a construção do Elevado Paulo de Frontin, a Av. Paulo de Frontin transformou-se numa passagem entre as zonas norte e sul da cidade e os tradicionais moradores mudaram-se, registrando-se uma acentuada queda no índice de qualidade de vida do bairro, atualmente cercado por favelas como o Turano, o Fogueteiro, o Querosene e o Complexo Paula Ramos.

No bairro encontra-se o Campus Rebouças da Universidade Estácio de Sá (o maior e principal da universidade), o "Campus Rio Comprido" da UniCarioca e a escola Fundação Osório, parte integrante do Sistema de Colégios Militares do Brasil. Sem esquecer claro do CAP (Colégio de Aplicação da UERJ) que se encontra na Rua Santa Alexandrina. nesta, existe ainda a sede da Fundação Roberto Marinho e do INMETRO.

No terreno onde ainda hoje é possível encontrar o Seminário São José, também se faz presente o centro administrativo do Jornal do Brasil.

Esse foi o bairro maravilhoso da Cidade Maravilhosa, Ás costas do Cristo Redentor, onde eu aterrisei nesta encarnação. Embora tenha vivido alí menosde três dos meus sessenta e três anos de vida, lembro vagamente de muita coisa boa que me aconteceu lá. Besteiras como o Tio Conrado recolhendo os meus brinquedos na Caixa de Brinquedos, por exemplo.

Ainda Há alguns anos, ao passar pela Paulo de Frontim rumo aà Zona Sul. Eu mostrava o sobrado às minhas filhas, dizendo: “Olhem onde Papai nasceu!” alguns segundos antes de entrarmos no túnel, e tudo escurecer de repente.

“Você querida Lila, é a testeminha dessa Estória Curta. Visto que acompanha me desde aqueles dias!”

“Eujálhe acompanho desde Há Séculos. Desde quando o seu “Germe Espiritual” foi lançado na corrente das reencarnações, a Sansara da Vida!”

“Sim. É o que tens feito muito bem Lila. E eu sou lhe muito agradecido por teres sempre me cuidado e protegido com Zelo Extremo!”




Goes Artigas

Do Rio de Janeiro mudamos para Goes Artigas, no interior do Paraná, Papai e seu irmão solteiro, Tio Paulo haviam adquirido uma fazenda de Pinus Araucária, e uma Serraria. Foi aí que começou o nosso Karma contra o meio mbiente.

Apesar de haver um viveiro com produção de mudas para replantio, a velocidade entre a extração de árvores centenárias, e o seu crescimento, era desproporcional.

Nos fundos da Serrraria havia uma linha de trilhos de vagonete, com cerca de um quilometro de extensão, ao lado da qual eram empilhadas gigantescas pilhas d

e tábuas.

A montanha de serragem cobria uma área do tamano de cinco campos de futebol. Quando pegava fôgo ela ardia por semanas seguidas até que conseguissem apaga la.

Góes Artigas é a localidade de maior altitude, e portanto mais fria de todo o Estado do Paraná. Eu lembro me que no inverno a geada cobria o gramado em frente à nossa casa, e a grama estalava sob os pés, fazendo um ruido de gêlo quebrando. Papai esquentava una chaleira de água para por no radiador de sua caminhonete.

Foi naquela época que meus avós vieram fugidos da guerra da Europa, e moravam conosco. Vovó Louise era quem mais reclamava do desconforto de haverem perdido tudo, pois tinham fugido com a roupa do corpo. Vovô Arthur, era mais conformado e resignado com a situação. Eu gostava muito do Vovô, pois quando eu aprontava e o caldo engrossava para o meu lado, ele abria a porta de seu quarto, chamando me com um gesto, escondendo me até mamãe se acalmar. Não adiantava ela bater na porta, pois tanto ele como Vovó fingiam se de surdos,

Tinhamos também um cão Pastor Alemão, de nome Lumpi, que permitia todo tipo de brincadeiras, inclusive que eu o cavalgasse.

Além do Tio Paulo, e dos meus avós, que moravam conosco, havia cerca de quarenta famílias, todas empregadas na serraria, que moravam na colônia alí perto.

Todos os sábados eles faziam arrasta pés, aos quaiseu não ia é lógico, mas eu ouvia a Sanfona e o surdo lá do meuquarto. Uma vez um deles o “Cadernó” encheu a cara, e bateu num outro coitado com uma ripa cheia de pregos enferrujados. Mamãe quem era a enfermeira da comunidade foi chamada para fazer os curativos. Uma Velha India já havia enchido as feridas do cara com “Picumã”, o que aumentou o trabalho que mamãe teve para as higienizar.

Houve também uma família miga de meus pais. O Senhor Cunha, Dona Laura, e Magda. Vieram do Vale do Paraíba para cuidarem da Vendinha da comunidade, por serem de confiamça de Papai e do Tio Paul.

Seu Cunha era tão devotado a meu pai, que até aprendera a lingua alemã, para poder ler as obras de nossa biblioteca doméstica.

Magda, a filha do casal era uma moça alta e bonita. Ela é um pouco mais velha que a minha irmã..Ccostumava brincar de casinha conosco. Casou se com Severino, um professor da Unicamp, e hoje moram no Canadá.

O tio Pa lo era um solteirão boa praça, antes dele casar com a Tia Astrid, ele trouxealgumas de suas namoradas para que as conhecessemos.

Uma dessas moças, era meio antipática, e fez uma sacanagem com o meu cachorro Lumpi. Pegou um monte de carrapichos gigante, e os jogou no rabo peludo do cão. Ela pensou que ninguém houvesse visto seu gesto sórdido, mas para a infelicidade dela, eu vi.

Mais tarde ao passearmos de canoa pelo rio, eu balancei o barco, desequilibrando a, e a joguei na água, para desespero de Tio Paul, quem teve de pular para salvá la, pois ela não sabia nadar. Felizmente aquele namoro não vingou, e Paul casou com Astrid von Hauff, uma descendente do cocheiro do rei da Austria. Atrid tinha a metadeda idade de Paul quando casaram, ela tinha 24 e ele 48. Tiveram três filhos, e foram felizes até a morte.

“E Você Lila, protegeu a minha vida, cuidando de que Paul pulasse na água e salvasse me!”



Quilometro Cento e Três

Foi no quilometro cento e três da estrada de ferro que liga Iratí i à Guarapuava, que papai comprou uma pequena chácara, onde montou o seu projeto de fabricar Carvão Ativado, aproveitando os galhos de araucárias, derrubadas para a extração de madeira.

Ali construiu um Forno, Uma Retorta, e uma Unidade de extração de terpentina, um sub produto do processo.

Como crianças, não conhecendo as dificuldades reais da vida de nossos pais, fomos muito felizes ali. Tínhamos uma horta com abundância de verduras e legumes, havia a macieira, o pessegueiro, e o marmeleiro, cheios de frutas da época, vez por outra Papai trazia um saco de laranjas, comprado de algum comerciante.

A despensa ficava abarrotada de Sabão feito em casa, , de cordeiro defumado, queijo de cabra, manteiga de cabra, compotas diversas, sacos de açúcar Mascavo, Farinha de Trigo, arroz com casca e descascado.

Passávamos o dia todo brincando e correndo sem sossego. De noite era só cairmos na cama e roncarmos. Não tínhamos dívidas, duplicatas vencendo, nada nos preocupava, nada nos aborrecia, tudo era motivo de alegria, tudo dava nos prazer. Quando Mamãe ia à cidade e nos perguntava se queríamos que trouxesse algo, dizíamos sem titubear: “Bitte bring uns Gummibroot!” Por favor traga nos “Pão de Borracha” que é como chamávamos o Pão Francês de padaria. Já que em casa tínhamos de comer pão integral de centeio feito em casa.

Mamãe sempre cuidou que tivéssemos uma alimentação saudável. Não havia salgadinhos nem refrigerantes, ela usava apenas gordura de côco na cozinha. O óleo de soja era uma novidade, e ninguém apreciava o seu sabor, pois ainda não havia óleo de soja refinado. Os do mercado eram fornecidos a granel, pois vinham em tambores de 200 litros, e tinha se de ir com um vasilhame buscá los no mercado.

Foi nessa época também que co,eçaram as responsabilidades. Tínhamos de ir todos os dias à escola de Dona Beseruchka, uma mestra que dava aula numa classe mista, meninps + meninas, e bem mista pois ia de Primeira à Quarta Séries

A Escola ficava numa colônia ferroviária no quilometro 104, portanto à um quilometro da nossa casa. No inverno era mais complicado devido ao frio que fazia nos cortes da estrada de ferro. O gelo parecia brotar do barranco, formando agulhas iguais às Estalcgtitas das cavernas.

Foi na escolinha também que eu me apaixonei por uma menininha mulatinha, filha de pai branco e mãe negra. Eu sonhava com essa garôta dia e noite. Vivia suspirando sem coragem de declarar me.

“Você Lila foi testemunha dessa primeira paixão!”

Cappinas

Do Paraná viemos morar em Campinas SP. Foi uma viagem de três dias de trem Maria Fumaça, durante a qual um inseto picou o dedão do meu pé, e eu peguei um unheiro, perdendo a unha do dedão esquerdo.

Ficamos cerca de dois meses hospedados na casa da familia Ulick, pois Mamãe era a melhor amiga de Dona Ilsae Ulick, sendo que a minha irmã se chama Ilse em homenagem a essa amizade.

Apesar de Papai dividir as despesas da casa com o Seu Gert, o marido de dona Ilse, eu nunca me senti muito bem com aquele arranjo de Mamãe. Eles e as duas filhas ficaram amontoados num quarto, e nós no outro.

Foi bem na época do carnaval, e eu nunca havia visto um desfile de escola de samba. Isso criou uma certa expectativa, que logo se trransformou em desilusão. Hoje posso afirmar que nunca gostei muito dessa época. É muita bagunça e as pessoas parecem perder a expontaneidade, forçando uma aparência fingida de alegria.

O Rei Momo é considerado o dono do Carnaval, é quem comanda a folia. Possui uma personalidade zombeteira, delirante e sarcástica.

A personificação de Momo é o uso da máscara que ele tira para mostrar seu rosto zombeteiro, possui também, um boneco em uma das mãos que dizem representar a loucura. Além disso, também sacode guizos para animação da folia. Momo é o rei do delírio.

O Carnaval brasileiro tem registros da presença do Rei Momo desde 1933 no Rio de Janeiro. O jornal 'A Noite' representou o rei zombeteiro em forma de um boneco de papelão. O boneco desfilou pelo centro da cidade, foi coroado e a partir daí sempre abria o Carnaval do Rio de Janeiro.

A colombina (do francês colombine, "pombinha") é uma personagem da commedia dell'arte, um gênero de teatro popular que surgiu na Itália, no século XVI. Em geral, aparece como uma serva ou empregada de alguma dama e é caracterizada como uma moça linda e inteligente, de humor rápido e irônico, sempre envolvida em intrigas e fofocas, apaixonada por arlequim, e amada em segredo pelo romântico pierrot.

O pierrot ou pierrô é uma personagem tipo de mimo e da Commedia dell'Arte, uma variação Francesa do Pedrolino Italiano. O seu caráter é aquele de um palhaço triste, apaixonado pela Colombina, que inevitavelmente lhe parte o coração e o deixa pelo Arlequim. É normalmente representado a usar roupas largas e brancas, por vezes metade pretas, cara branca e uma lágrima desenhada abaixo dos olhos. A característica principal do seu comportamento é a sua ingenuidade, e é visto como um bobo, sendo sempre o alvo de partidas, mas mesmo assim continua a confiar nas pessoas. Pierrot também é representado como sendo lunático, distante e inconsciente da realidade.

O arlequim é uma personagem da commedia dell'arte, cuja função no início se restringia a divertir o público durante os intervalos dos espetáculos. Sua importância foi gradativamente afirmando-se e o seu traje, feito de retalhos multicoloridos geralmente em forma de losango, mais ainda o destacava em cena.

Existe contudo, ainda, uma versão igualmente famosa, com origem napolitana no Polichinelo.

O Arlequim foi um personagem disseminado no Brasil principalmente através dos blocos carnavalescos de rua. O carnaval nordestino e baiano soube transferir o fenótipo típico do bobo-da-corte para o artista brasileiro, malandro brincalhão cujas peripécias e aventuras sempre acabam prejudicando as pessoas que se relacionam com ele e, vez ou outra, resultam em lições de moral. No Carnaval, o arlequim procura pelas ruas encontrar seu par, Colombina, e, assim como o Saci, adora fumar tabaco e atrapalhar a festa dos ambiciosos, aventureiros e homens de boa educação.

No folclore, o Arlequim anda invisível ou bem escondido entre as pessoas nas ruas agitadas, pode ser visto somente de relances pelos idosos, pelas damas novas e de boa educação e pelas crianças. Esses momentos tipicamente são quando o Arlequim está roubando pirulitos, balas, fumo, doces e coisas preciosas, para depois geralmente escondê-los das crianças. O Arlequim também pode ser visto de relance por uma dama quando rouba-lhe um beijo, travessura que causa ciúmes em Colombina, que acaba aprontando uma travessura com o Arlequim ou com a dama que foi beijada. O Arlequim não gosta de insetos, de homens que usem bigode e de autoridades policiais.

O Arlequim dá a uma dama bela e de humor rápido o seu coração, lhe entregando na porta de casa. Quando alguém come o coração do Arlequim, essa pessoa se torna o Arlequim. O intento de Pierrot é capturar seu coração quando Arlequim tiver deixado-o para alguém, intento esse que sempre fracassa devido às travessuras do mesmo.

Não sei se foi influenciado pela minha situação desconfortável de estar na casa dos outros, se pelo poder ridiculo de Momo, pela promiscuidade e volubilidade de Colombina, pela inconsistencia do sentimento fútil de Arlequim, ou pela tristeza da lágrima a de Pierrot. Sei que em vez de alegria, o carnaval sempre representou uma grande nostalgia.

Felizmente Papai encontrou o sitio do Senhor Juca, com uma chaminé, uma tapera velha, e um brejo cheio de sapos e rãs, para alugar. Tinhamos apenas de fazer um fôrro, dar uma caiada na casa velha. Em menos de uma semana haviamos mudado para a liberdade.

“Então querida Lila, tu sabes bem o quanto eu me sentia pequeno e humilhado, por estarmos invadindo a privacidade daquela familia!”

“Sim, eu lembro me. Mas também passou!”

Sitio do Juca

Ficava a cerca de un quilometro daponte do Rio Quilombo,na estrada de acesso à Rodovia Anhanguera, na cidade de Sumaré SP.

Papai escolhera alugar aquele sitio porque além de haver uma casa de alvenaria para morarmos, havia uma chaminé que serviria para a tiragem da fumaça dos fornos e retortas da fábrica de carvão ativado.

Havia também a vantagem de ser mais perto de Piracicaba, ondew se concentrava a industria Sucroalcooleir. Mercado alvo fo produto, para o refino de açúcar.

O carvão ativado é um material de carbono com uma porosidade bastante desenvolvida. Com o recurso a técnicas de absorção de azoto a 77K, pode-se verificar que contém essencialmente microporos.

O carvão activado tem a capacidade de colectar selectivamente gases, líquidos ou impurezas no interior dos seus poros, apresentando portanto um excelente poder de clarificação, desodorização e purificação de líquidos ou gases.

Este tipo de carvão é obtido a partir da queima controlada com baixo teor de oxigênio de certas madeiras, a uma temperatura de 800 °C a 1000 °C, tomando-se o cuidado de evitar que ocorra a queima total do material de forma a manter sua porosidade.

Os usos mais comuns para o carvão activado são a absorção de gases (na forma de filtros) e no tratamento de águas, onde o carvão se destaca por reter nos seus poros impurezas e elementos poluentes. É utilizado em diversos ramos das indústrias química, alimentícia e farmacêutica, da medicina e em sistemas de filtragem, bem como no tratamento de efluentes e gases tóxicos resultantes de processos indústriais

Artefatos impregnados com carvão aсtivado são utilizados para evitar que geladeiras e congeladores emitam odores derivados dos alimentos ali estocados. Filtros à base dessa forma de carvão também são utilizados para purificação da água que chega às residências pelas torneiras, uma vez que seus poros retém qualquer traço de partículas e moléculas grandes que causem coloração, sabores ou odores estranho nessa água. O uso em sistemas de filtragem de aquários também é bastante comum.

Em todos os casos citados, o carvão activado deve ser substituído periódicamente, tendo em vista que seus poros acabam se impregnando com as impurezas retiradas do ar ou água, o que faz com que gradativamente, esses filtros percam a eficiência.



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