Estudei em duas escolas diferentes até hoje; numa estudei da 1ª à 8ª série (Ensino Fundamental) e noutra cursei o Ensino Médio



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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

PIBID MAT – RELATO DA TRAJETÓRIA ESCOLAR

NOME: BRUNO MARQUES COLLARES.

Estudei em duas escolas diferentes até hoje; numa estudei da 1ª à 8ª série (Ensino Fundamental) e noutra cursei o Ensino Médio. Das duas, escolhi a que permaneci mais tempo, e também a que mais gostei dentre as duas instituições.

A instituição a qual me refiro é a Escola de Ensino Fundamental Nossa Senhora do Brasil, situada na Rua Alarico Valença n° 160, bairro Partenon. Nesta escola estive formando minha educação de 1993 até final de 2000, quando mudei para outro colégio. Esta escola foi fundada dia 3 de Março de 1949, com o nome de Escola Paroquial Nossa Senhora do Brasil, cujo diretor foi Frei Lino Caxias, pároco da igreja São Judas, situada ao lado da escola. Em 1950 a direção da instituição foi passada para as Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora Aparecida, daí Frei Lino passou seu cargo para Irmã Celina Maria Azambuja.




(Foto da escola em meados dos anos 70)

Quando pisei pela primeira vez na escola, isto em 1993, lembro-me que o local possuía dois prédios, um mais antigo construído na década de 80 e outro mais recente construído bem no início dos anos 90. O prédio mais antigo abrigava as séries iniciais (pré até 4ª série) e o outro abrigava as demais séries; este prédio abrigava também a casa das Irmãs que administravam e dirigiam a escola. Completando um “U” com os prédios, havia um salão ao qual era chamado de “Área Coberta”, e lá havia festividades ou até momentos de educação física quando chovia. Havia também um laboratório no subsolo deste salão, laboratório que abrigava materiais das mais diversas áreas, desde aparelhos usados no ensino de ciências, até gravuras coloridas trabalhadas com crianças da pré-escola e jardim. No pátio havia uma quadra poliesportiva semi-pintada (haviam falhas) e outra quadra sem pinturas, juntamente de dois espaços com areia e brinquedos de praça. Havia uma sala de vídeo, com um vídeo cassete antigo e uma televisão colorida simples de 21 polegadas, sala esta que fora arrombada tantas vezes. Tinha também uma biblioteca e, finalizando, perto do portão de saída da escola tinha um bar onde a gurizada comprava seus lanches (eu particularmente não gostava de gastar ali).

Lembro-me bem do nome da minha primeira professora: Ana Paula. Foi uma época bastante lúdica da minha vida escolar. Passei pelos anos iniciais sem repetir nenhum ano, aliás, passei todo o meu tempo escolar até o ensino médio sem repetições. Especificamente falando do ensino fundamental, incluindo os anos iniciais, foram épocas de muita reflexão sobre quem eu era, mas principalmente me perguntava o que eu seria daqui a alguns anos, quando terminasse a escola. Eu matinha com os professores uma relação bastante parecida com a que tenho hoje na Universidade; eu não era muito de dar “pitacos”, era mais observador, inclusive sou assim até hoje. No geral, as relações entre os professores e alunos desta escola, naquela época, eram muito pacíficas e muito amigáveis; os alunos enxergavam-nos mais como amigos do que um “mestre” propriamente dito. Mesmo aqueles mais sérios e durões, numa determinada hora, eram vistos pela grande maioria como professores amigos. Ou seja, para nós alunos, aquela escola parecia ser um local bastante respeitoso; evidentemente haviam as exceções, alunos problemáticos, com traumas de família, ou alguns bagunceiros, mas eram exceções. Nós não víamos acontecimentos que hoje são corriqueiros em escolas privadas, tais como desrespeito à autoridade do professor por parte de alunos que se acham no direito de “mandar”, ou até focos de drogas, entre tantos outros problemas disseminados hoje na escola privada.

A escola tinha também um grupo muito forte e atuante de pais e professores (Associação de Pais e Mestres), grupo o qual organizou muitos eventos beneficentes; também organizavam eventos para reformas da escola e para que a escola adquirisse materiais (microscópios, tubos de ensaio, bolas, etc). Não me recordo bem em que ano eu estava, mas recordo da grande mobilização da Associação de Pais e Mestres, das Irmãs Franciscanas e da comunidade escolar quando foi proposto o projeto de construção do Ginásio de esportes, novidade bastante festejada por nós e pelos professores de todas as áreas; até então a educação física era feita na rua ou na Área Coberta quando chovesse. Este foi um momento crucial para o crescimento da escola na metade final dos anos 90. O projeto incluía o ginásio, e mais um conglomerado de salas no seu subsolo, estas que se transformaram em laboratórios de ciências, artes, uma delas se transformou na nova biblioteca, outra abrigou a nova sala de vídeo, com uma televisão nova de 43 polegadas e uma sala inteira de vídeos a disposição, juntamente com o novo salão de festas. Resumindo, foi um marco na história da escola e na vida dos estudantes e da comunidade escolar. Nesta época se iniciaram as escolinhas de futebol e vôlei, e também foram melhoradas as competições chamadas de “Jogos de Inverno”, entre tantas outras melhorias, tanto física quanto metodológicas. Esta foi a maior aquisição que a escola teve durante minha estadia lá.



Hoje, a escola continua com praticamente a mesma estrutura física, só que com muitos outros projetos associados recentemente. Projetos sociais como Família Solidária e Artevida são recentes realizações. Outros projetos mais antigos, tais como o famoso “Hora do Conto” continuam vigorando, e outros como “Recanto Gaudério” no qual alunos montam uma feira anual de costumes gaúchos, o jornal da escola que hoje encabeça a lista dos melhores jornais escolares, dentre tantos outros projetos (ballet, teatro, dança, noite cultural, etc.). Em anexo ao relato disponibilizo um exemplar do jornal do colégio. A escola teve realmente seu maior cisma com o passado nesta época de aquisições ímpares. O surgimento do Grêmio Estudantil foi no início dos anos 2000, assim como o portal da escola na internet. A representação da escola para os alunos era como um lugar bastante proveitoso para se aprender e também para se passar o dia sem que notasse que ele estava passando. A comunidade participava ativamente, e ainda participa, dos eventos e feiras realizados em horário de aula e aos sábados.

Este foi um resumo bastante simplificado do que foi minha trajetória nesta escola, e também da própria trajetória escolar, bem como suas aquisições e momentos memoráveis. Foram 8 longos e belos anos que estive nesta escola, e grande parte do que sou hoje tem raízes neste local, o qual me possibilitou a construção do meu princípio de caráter. Neste ano de 2009 a escola completa 60 anos e protagoniza inúmeras festividades durante o ano letivo.

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