Estudo sobre Canticos espirituais e danças de adoração



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Estudo sobre Cânticos espirituais e danças de adoração

Welington Coorporation


Este estudo é um presente pessoal para Mariá, jovem que almejava conhecer mais profundamente sobre cânticos e danças espirituais. É um estudo devocional, que é fruto de visões, experiências, compreensões e revelações pessoais baseadas no que, creio, o Espírito Santo me mostrou sobre os assuntos tratados.
E com a humildade característica da Welington Coorporation

... Diria ...

... Talvez, um pouco mais ...

A Welington Coorporation é uma famosa lista de emails mundialmente conhecida por mais de... 22 pessoas... (algumas contra a própria vontade) que recebem contos e coisas afins não necessariamente na mesma ordem.

Os teólogos contestadores da fabulosa lista ensejam na verdade, tais como Pink e o Cérebro conterrâneos e outros ratos de laboratório, domínio completo da teologia mundial.

Até agora só conseguimos contaminar o Eduardo Gomes, o Rogério Furtado e o Cary Antunes, colegas de trabalho, mas esperamos em breve o reconhecimento mundial.

No máximo nos próximos 700 anos.

Trataremos de:


Cânticos espirituais

Cânticos proféticos

Línguas e seus mistérios

Salmos cantados

Salmos instrumentais

Revelações sobre a dança relacionadas ás culturas

Como foi o processo de aprendizado

Danças espirituais

Danças angelicais
Não necessariamente na mesma ordem. Na verdade essa apostila num tem ordem quase nenhuma...

Começando.


Pausa para reflexão.
Não sei se te disseram, mas tudo possui som. Alguns não audíveis pelo homem, mas poderiam ser trazidos a uma freqüência que pudéssemos escutar. Alguns sons são tão pequenos que dificilmente poderiam ser ampliados para serem ouvidos. Existe o ruído do nosso sangue correndo pelas nossas veias, a comunicação dos elefantes em infra-freqüencia, (uma freqüência abaixo da mínima auditiva humana), o som de uma estrela colapsando ou de nossos olhos girando em suas órbitas. Até a luz quando percorre o universo poderia ser reproduzido em forma de som. Algumas formam cadeias ritmadas, que poderíamos compreender como música. Na verdade a musica é agrupar sons de tal modo que façam sentido para nós, que nos comovam e cujas repetições nos sejam familiares e nos pareçam belas. Poderia dizer que a musica como conhecemos é
"Interpretar os sons da natureza e do universo, traduzindo suas matizes numa correspondência próxima de nossas vozes."
Os símbolos do Espírito Santo são normalmente ruidosos, são rítmicos, musicais.

O Vento que sibila, murmura, faz ruído, barulho,

O fogo que crepita, a água que murmura, goteja, o ruído da chuva, do mar, das correntes das águas, a pomba que urrula, que bate as asas ruidosamente;
Dos símbolos, o mais silencioso que conheço é o óleo que se derrama. Você já viu algo mais silencioso que derramar azeite nos cabelos de alguém?
Fim da pausa para reflexão
Continuando.
Eu e a minha senhora, a Claudia, em tempos idos, voltávamos de um acampamento abençoado, que ficava coincidentemente no Espírito Santo. Éramos ainda adolescentes. Antes de entramos no apartamento de sua mãe, anjos entraram na nossa frente e brincavam dentro do apartamento, sendo vistos pela minha sogra. Pois é. Deus também dá visões as sogras. Estes anjos bailavam nos ares, comportavam-se como crianças que podiam voar, ainda que de aspecto adulto. Fizeram certa algazarra no apartamento de minha sogra, e logo que tocamos a porta, eles não foram mais avistados.

Minha sogra abriu a porta e disse que já sabia que tínhamos chegado. Depois eu vim saber o porquê. Naquela noite, eu dormi ouvindo um coral cantando. Eu ouvia as vozes misturadas e melodiosas que cantavam a letra de um hino que eu nunca havia escutado. A melodia era parecida com alguns cânticos nossos, mas não era de um cântico conhecido.

Doutra feita eu me sentava numa pequena igreja a que pertenci, com um violão com captador tipo cristal ligado a uma antiga caixa tipo BAG da Giannini (em nome da verdade eu me senti obrigado a revelar este detalhe técnico que me lança no tempo ao passado, até eras imemoriais...) e seria a primeira vez que eu praticamente tocaria sozinho no acompanhamento de um culto. Eu e um companheiro que tocava a metade do que eu sabia. O que não era uma coisa consoladora. Meio que nervosos pra não dizer desesperados nós oramos antes do início do culto. O companheiro teve uma visão. Antes de tocarmos quatro anjos haviam entrado no salão. Dirigiram-se para as paredes da casa com instrumentos musicais nas mãos. O rapaz olhou pra mim emocionado e contou a visão. Eu rapidamente observei:


  • Bom. Pelo menos não iremos tocar sozinhos...



(eu já era assim, meio engraçado naquela época).

Mais ao passado ainda, um pouco depois da ascensão do Senhor, eu tocava num culto de adolescentes da igreja Batista, era um culto no lar, e eu havia falado sobre o batismo com o Espírito Santo, e naquele momento eu procurava uma melodia que melhor se adequasse aquilo que nós iríamos falar. Solicitei que todos fechassem os olhos enquanto dedilhava uma música no violão (na verdade não tinha a mínima idéia da música que eu iria tocar). Simplesmente comecei a tocar, sem pensar na melodia que estava tocando. Então uma melodia específica por assim dizer, "brotou" do violão. Não que o violão fosse vivo... Entenda de modo poético... Na medida que eu ia solando essa melodia, um efeito muito emocionante foi causada nos adolescentes. Quando terminei de tocar essa música eu solicitei que o pessoal a cantasse. No término do culto, muitos jovens vieram falar comigo e disseram que haviam sentido algo muito profundo no momento em que ministrava aquela música. Essa foi minha primeira experiência no que diz respeito a uma melodia completamente inspirada pelo Espírito de Deus. Ainda não era um salmo instrumental, porque era um corinho conhecido, contudo a experiência caracterizava-se pelo fato de que só fui descobrir o que estava tocando no meio da musica. Tinha 17 anos.

Foram muitos anos tratando do assunto de música e aprendendo que determinadas melodias eram extremamente inspiradoras enquanto que outras eram completamente vazias. Percebi que havia uma diferença muito grande entre a capacidade de tocar e a capacidade de interpretar uma música e entre a diferença de uma música inspirada e de uma música bonita.

Era comum num determinado grupo no que eu cantava que os participantes tivessem visões enquanto nós cantávamos. Era batata. Começávamos a cantar e se nenhuma condição normal de temperatura ou pressão fosse desfavorável, os louvores eram acompanhados com visões. Na época do pleistoceno em que já pertencia a uma igreja pentecostal.

Um pouco antes desta época, (o gelo ainda derretia sobre a face da terra... please, não seja um crítico extremista sei lá se o pleistoceno acabou antes ou depois da era glacial. E quem falou que eu possuo outra contagem de eras que não uma que se baseie nas Escrituras...) pertencia a um coral de adolescentes (eu já fui adolescente), me lembro de um experiência, quando, mesmo após termos ensaiado muitas vezes, ainda estamos completamente desafinados. Nossa regente estava completamente desanimada. Fizermos uma oração no início do culto antes de entrarmos (do tipo: “ Em tuas mãos entregamos o nosso espírito... “) e entramos no santuário. Naquele dia cantamos como nunca tínhamos conseguido a cantar. Nenhum ensaio tinha alcançado tal nível de harmonia, para surpresa da nossa regente, que simplesmente chorou enquanto nos regia. Uma senhora procurou-nos no término do culto para a declarar que enquanto nós cantavam uma luz de grande intensidade brilhou sobre toda a congregação.

Certa feita um pastor da denominação do Evangelho Quadrangular veio a igreja qual pertenço hoje. Ao fim de sua pregação, eu comecei a tocar uma melodia que simplesmente não existia (nós raça de músicos chamamos de improviso). Uma melodia em tom menor (mi menor). À medida que eu a tocava, esse pastor começou a cantá-la em línguas estranhas. Exatamente a melodia para a harmonia tocada. O efeito sobre a congregação foi "devastador" fazendo com que de todos os lados interrompessem línguas estranhas e houvesse a manifestação da unção.


Pausa para esclarecimento
Unção é o nome que damos para a manifestação do poder de Deus de modo que percebemos com clareza a sua presença em nosso meio, pela abundância de paz, pela manifestação de uma grande alegria, pelo fato de sermos inundados de uma vontade de chorar (como emocionados pelo fato de passarmos numa prova dificílima ou realizarmos um grande sonho). Quando tal acontece e o ambiente se transforma, de modo perceptível (não que estive "pesado" ou “amargurado anteriormente, é uma mudança de bom para muuuuuuuuuuuuuito bom) acompanhado normalmente pela manifestação de dons espirituais, nós dizemos que a unção foi manifesta”.

Unção era o chamado ato de derramar óleo na cabeça, para nomeação ao cargo de um rei, de um sacerdote ou de um profeta.

O óleo, ou azeite, é um símbolo do Espírito de Deus.
Fim da pausa para esclarecimento
A cerca de dez anos atrás eu comecei a aprender sobre danças e cânticos espirituais. Eu havia saído de uma denominação que imaginava que todo louvor deveria ser somente cantado, sem que houvesse nenhum movimento físico, sem nenhuma interação com corpo. Dentro de mim se firmou uma mentalidade de que tudo que o corpo fizesse era movimento para a carne, e não uma coisa espiritual. Nesta época eu ainda não entendia que o corpo também poderia ser utilizado para a adoração de Deus. Foi lá, na cidade de Feira de Santana, quando recebi uma revelação que dizia respeito ao movimento do corpo e da dança.

Eu não estava questionando a Deus sobre a questão de danças ou sobre Cânticos espirituais. Naquela época minha preocupação no estudo bíblico era um livro chamado Fator Melquisedeque que dizia respeito a certa revelação geral de Deus para todos os homens, de como Ele havia preparado o mundo para receber o evangelho e como havia deixado sinais na terra que facilitariam a chegada dos seus apóstolos e dos missionários. Estava entendendo que Deus havia deixado marcas, sinais, signos culturais que aproximariam os povos da sua Palavra, que ajudariam os homens a compreendem a mensagem do evangelho de maneira plena.

Na mesma época eu estava aprendendo e sendo inspirado pelo Espírito sobre dons espirituais, sobre o assunto de Fé e sobre a questão da Autoridade do nome de Jesus (os dois últimos através de leitura de livros sobre o assunto). No caso dos dons não tinha nenhuma literatura de apoio, fora a bíblia. Ainda assim, eu acordava cedo e escrevia sobre dons espirituais como se estivesse numa sala de aula de alguma faculdade. Eu não tinha professor, não tinha sala, não haviam pessoas para me ensinar e ainda assim, o conhecimento sobre dons, reflexões, meditações, seus limites, suas implicações, brotavam de dentro de mim de tal modo que na época eu escrevi com o Wordstar umas 100 páginas (... eh... o Wordstar.... bem... era... um processador de texto...da época em que o DOS era o padrão...bom...) sobre a assunto. Outro dia eu encontrei a velha apostila e apesar da rudeza e pouco cuidado com os conceitos, eu ainda me espanto com ela.

Congregava-me em Feira numa igreja Batista Renovada e um grupo de irmãos foi até minha residência para fazer um estudo. Eles foram meio desconfiados, com um pé atrás, mas depois de duas horas já me matavam de tantas perguntas.

Este mesmo grupo protagonizou uma das mais engraçadas e ao mesmo tempo das mais belas cenas da minha vida.

Fomos convidados para um churrasco, na casa de uma das pessoas do grupo. Comemos o churrasco. Eles queriam tirar algumas dúvidas. Fomos para uma sala. Eram cerca de oitos pessoas, a esposa do Luís, nosso anfitrião, uma jovem evangelista da igreja e mais algumas pessoas.

Por quase quatro horas eles fizeram perguntas e esclareceram dúvidas e as suas aspirações. Teve momento que eu deitei no sofá da sala para continuar ensinando. O pessoal tinha muita sede. Não tinha mais posição para ficar em pé, sentado, deitado. Doía tudo. Até a boca. Eu falei depois que o churrasco era na verdade uma armadilha... Nunca falei tanto em toda minha vida... nunca vou esquecer. A Claudia minha esposa deve se lembrar da mais longa aula bíblica da história de Feira de Santana...

Foi uma época muito complicada para mim. Tinha saído de Salvador para Feira de Santana em busca de um local onde pudesse pagar um aluguel razoável, meu Chevette 76 tinha batido a máquina por falta de óleo (tinha um pequeno vazamento), eu vinha de uma denominação muito comprometida com o uso dos dons espirituais e não existia neste lugar semelhante onde fui morar.

Nossas vidas às vezes são a resultante de um monte de erros. Sem igreja, sem pastor, numa cidade estranha, acabei morando no parte de cima de uma casa cujo sótão era infestado de morcegos, e onde na parte de baixo morava uma adoradora de Santa Verônica, envolvida com algum tipo de culto maligno. Eu acho que na verdade em cima, no sótão, era um cemitério de morcegos. Todos os dias a Claudia tinha que varrer o chão porque as criaturas deixavam cair alguma coisa no chão, por entre as junções do forro. Nunca me perguntei o que era aquele pó preto. Também não quero saber.

Pois é. Todo castigo pra pobre é pouco.

Nessa época conturbada foi que aprendi a maior parte das coisas que hoje eu sei. Para completar esse tempo (marcante) de decepções e revelações, no meio da noite passou um desenho animado de origem chinesa, que era da época em que eu era criança. Tal qual os missionários que encontraram revelações sobre a Palavra nos ideogramas chineses, eu contemplei uma parábola em forma de desenho animado involuntária para os desenhistas chineses, e deslumbrante para mim.
Esse desenho chinês passava todos os anos na rede Globo, na sessão da tarde. Era na verdade algo muito marcante da minha infância. De uma época além do tempo quando eu era menino. Nele havia a história de uma criança que nasceria de dentro de uma flor. Ela era um presente divino para o seu pai. Fora trazida do céu. Essa criança cresceria e se tornaria poderosa. Na lenda chinesa, ela ajudaria a libertar seu povo, da morte de crianças, sacrificadas a espíritos que se transformavam em dragões. O sacrifício de crianças era próximo ao mar que banhava a cidade do menino. Não havia nascido alguém que pudesse vencer os dragões. A tal criança era tão forte que matava os dragões. Os dragões possuíam duas habitações, uma no fundo dos mares, e outra os céus, nos ares.

Você já deve ter percebido a indisfarçável semelhança com a realidade bíblica.

Essa criança havia recebido de presente uma fita vermelha. Ela brincava com essa fita vermelha. Lembro dela dançando graciosamente com esta fita vermelha. Aquilo que mais me chamava atenção era a graciosidade dos movimentos da criança. Existia algo diferente, um significado naqueles movimentos. Aquilo me lembrava alguma coisa... A fita vermelha me lembrava a fita vermelha amarrada na casa daquela prostituta, de nome Raabe, que foi salva da cidade de Jericó. E os movimentos que ele fazia com a fita só evocavam uma coisa dentro de mim a palavra:

Graça. Veja que coisa. Graça nas Escrituras significa "favor imerecido, fruto do amor de Deus". Eu estava vendo "graça", no sentido de graciosidade, beleza de movimentos, harmonia. E mesmo assim eu percebia o PRIMEIRO significado.



Graça.
Nessa hora eu creio, recebi uma revelação do Espírito de Deus que dizia:

"O que você está vendo simboliza a graça de Deus"

Espontaneidade era o elo entre o "favor" e o "movimento".

Jesus é o autor da minha salvação, que me tirou de um lugar onde eu estava assentado nas trevas da sombra da morte e me convidou para uma vida de alegria eterna, com gozo e júbilo manifesto pela dança. A dança da vitória. A dança da derrota contra o inferno.


A dança onde a melodia que é tocada se chama "ressurreição” e a letra da música é:

"Ó morte, onde está ó morte a tua vitória, o teu aguilhão..."
Veio-me a mente a cena em que a menina não tem ninguém que a tire para dançar e fica assentada numa cadeira no final da festa, desprezada. Todos já possuem seus pares. Ela olha para baixo, envergonhada por não ter sido a escolhida.

Então entra o rapaz mais bonito e todas as meninas olham para ele. Ele se dirige exatamente para a cadeira onde ela está assentada e lhe estende a mão, tomando-a para dançar.

(cena final de Gasparzinho, o fantasma camarada com a Christinna Ricci)

Nós somos a jovem desprezada a qual Jesus tomou para dançar por toda a eternidade.

Os movimentos da fita vermelha na mão do príncipe chinês sendo balançada formando um 8 era como uma parábola poética, uma representação da graça, do amor de Cristo que morrera derramando sangue para nossa salvação. Como se eu estivesse tendo uma visão carregada de simbolísmos e tipos da Palavra Escrita. Oito lembrava ressurreição, Cristo, sete mais um, além da perfeição. Um modo poético que evocava a beleza de um anjo e sentimentos de admiração. Eu pensava em PERFEIÇÃO. A criança fazia gestos e que são muito semelhantes a ginástica rítmica olímpica. Passado esse dia, algumas semanas depois, vi uma apresentação de ginástica olímpica na televisão e elas estavam fazendo apresentação com fitas. Imediatamente me veio a memória aquela cena do desenho animado chinês. Então Deus continuou falando assim para o meu coração:
"O corpo é meu, a vida me pertence, eu dei harmonia dos movimentos para louvor do meu nome, quando você vê essas meninas dançando ginástica olímpica e fazendo uma apresentação de sua destreza para uma imensa massa de pessoas que se maravilham com os seus movimentos, na verdade você devia saber que elas poderiam ter estado dançando para mim, pois seus gestos seriam aceitos como louvor diante de mim. A capacidade que elas têm de dançar e de expressar emoções através dos seus corpos é uma dádiva minha. Por toda a terra eu poderia estar sendo celebrado com danças e com cânticos. O corpo me pertence. Eu posso ser adorada com ele."
(mais ou menos assim. Uma meditação.)
(Veja, eu não danço. Não que eu não queira, é que eu não sei. Por isso por dez anos eu sequer toquei no assunto. Eu guardei isso comigo e esqueci dentro de mim. Até agora)
Resumindo, entendi que
Deus pode manifestar sua unção através da dança.
Não como sendo, somente um ato devocional humano, mas aceito pelo Espírito de Deus e propiciador de um benefício semelhante a adoração ou a ministração da Palavra.
Pausa para contar uma coisa
Certa vez eu orava em línguas estranhas quando comecei a fazer um movimento com minhas mãos. Eu não entendia o que significava esses movimentos mas, era como se expressa-se as palavras em línguas que eu estava dizer. Eu orava e parecia um maestro ou aqueles filmes mudos em que os atores tinham que expressar o que diziam em gestos...

Uai. Sô.

Já notou como os italianos falam com as mãos? Existem culturas em que os gestos são quase como uma segunda voz para a comunicação. E é possível transmitir mensagens inteiras somente com gestos. Existe inclusive a linguagem dos surdos-mudos que é absolutamente gestual. Uma linguagem, uma língua feita de gestos. Inclusive você pode dizer uma coisa e seu corpo expressar outra absolutamente contraria.

Percebi que Deus pode usar meus gestos para comunicar de modo muito espiritual, mesmo que inconscientemente, ou sem uma intenção clara de minha mente, para expressar uma mensagem. Semelhante ao processo em que ocorre uma palavra inspirada pelo Espírito, no coração de um pregador, quando diante da congregação.


Fim da pausa para contar uma coisa
Pode até parecer óbvio demais. Você poderia dizer que não necessita de uma revelação para saber tal coisa, CONTUDO eu vinha de uma visão doutrinária que me privou de enxergar certas coisas óbvias.

Porém, as implicações deste ensino são um pouco mais profundas que podem parecer.


Em todo mundo são comuns práticas religiosas e místicas envolvendo tradições e cultos a entidades relacionadas com a dança. Dos rituais egípcios até as manifestações das tribos africanas, podemos verificar que todos os povos que já existiram manifestaram suas formas religiosas através da dança. A dança é utilizada em rituais de satanismo, bruxaria etc. Modernamente as danças se misturam drogas, sexualidade distorcida, sensualidade e outras coisas que participam para a perdição de uma geração de jovens. Por isso a responsabilidade de falar que a dança pode ser ungida pelo Espírito, em contrapartida a milhões que dançam sobre o domínio da sensualidade ou de espíritos, é muito profunda.
O óbvio nem sempre é tão óbvio como deveria ser.
Entender isso é entender que Deus está resgatando as artes, a vida, a alegria e o júbilo humano para si. Dançar para Deus é exultar em sua presença o que é muitíssimo superior a comemoração de um pentacampeonato mundial, ou a da maior vitória olímpica jamais alcançada. É dar a Deus aquilo que lhe pertence e tirar de César aquilo que lhe dão indevidamente, dentro de um contexto de santidade e de comunhão com Ele. Imitar os passos, as brincadeiras ou os movimentos das danças mundanas não é necessariamente a aplicação deste princípio. Existe uma enorme diferença entre gestos que evocam e reverenciam ao Pai e a uma brincadeira descompromissada, muitas vezes sensual usada como meio de alienação religiosa.
O patamar da celebração de Deus com danças é o mais profundo patamar de louvor. Sem a devida orientação de Deus, sem a unção orientando, limitando, movendo, não se alcança nenhuma profundidade. No máximo o que se consegue é uma melhoria das funções cardiovasculares e o consumo de algumas calorias.

Se contiver qualquer conteúdo sensual então, mesmo que inconsciente, todo o louvor seria anulado.

Soube (via o Ronaldo, companheiro da área do louvor e satisfeito aluno de um excelente seminário de louvor) das danças típicas israelitas de celebração de Deus e sobretudo dos estudos dos gestos com significados para expressão de verdades bíblicas.

Existe uma diferença considerável entre uma técnica de dança, uma apresentação rítmica, um trabalho de grupo e a dança pessoal como expressão livre de adoração. Grupos que louvam a Deus com as danças teriam que estudar, refletir e personalizar os gestos com significados profundos.

Não se trabalha "performance" na igreja como atitude cultual, pura e simplesmente, rasga-se o coração e dança-se para Deus.
Entretanto, poder-se-ia acompanhar continuamente os louvores com danças de um grupo de louvor através da dança, se elas fossem profundamente ligadas com o caráter da adoração realizada.

Inclusive, saiba, o Espírito Santo pode dar sonhos e revelações sobre gestos, sobre os passos, sobre toda uma cena.

As danças possuem um pano de fundo, uma história, uma mensagem a ser transmitida.

A dança de adoração traduz em movimentos sentimentos de uma adoração, transformando em imagens as palavras cantadas, em gestos os sentimentos evocados pela operação de Deus no coração.

Observação importante
Existe uma diferença entre a dança de adoração e dançar no espírito. Semelhantes a diferença entre salmodiar e a entoar Cânticos espirituais. A dança de adoração é um gesto do adorador, que por sua vontade se move diante de Deus.

Dançar no espírito é deixar o corpo ser movido pelo Espírito de Deus. É algo extremamente profético, e absolutamente dependente de grandiosa unção. Não é fácil, fruto de um grande mover de Deus e resulta em grande manifestação de poder. É como se um profeta do velho testamento entrasse na Igreja e abrisse sua boca dizendo: Assim diz o Senhor...


O júbilo
O júbilo é uma grande manifestação de alegria. A volta dos heróis da guerra gera júbilo. O nascimento de uma criança com perfeita saúde gera o júbilo. Uma vitória na ginástica olímpica de uma de nossas ginastas, gera júbilo. Ganhar com a nossa seleção de basquete do "Dream Team" americano, numa final olímpica, gera júbilo. Os atletas pulam, gritam, não conseguem conter sua emoção. Júbilo é alegria que transborda, gozo que não pode ser contido, gerando manifestações do nosso corpo.

Dentre as os textos que eu entendi sobre danças espirituais, reconhecendo a realidade da dança como expressão de jubilo:
LC:24:52:

E, adorando-o eles, tornaram com grande júbilo para Jerusalém.

I Sm:4:5:

E sucedeu que, vindo a arca da aliança do SENHOR ao arraial, todo o Israel gritou com grande júbilo, até que a terra estremeceu.

II Sm:6:15:

Assim subindo, levavam Davi e todo o Israel a arca do SENHOR, com júbilo, e ao som das trombetas.

I Chr:15:28:

E todo o Israel fez subir a arca da aliança do SENHOR, com júbilo, e ao som de buzinas, e de trombetas, e de címbalos, fazendo ressoar alaúdes e harpas. Sl:51:8:

Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que gozem os ossos que tu quebraste.

Ex:15:20: Então Miriã, a profetiza, a irmã de Arão, tomou o tamboril na sua mão, e todas as mulheres saíram atrás dela com tamboris e com danças.

O júbilo não é propriedade humana.
Em Jó vemos anjos jubilando, em Salmos 113, em Lucas, em Apocalipse vemos milhões gritando em alta voz e Jesus afirma que há JÚBILO no céu por um pecador que se arrepende.
A partir daí compreendo que anjos dançando diante de Deus, são uma coisa comum.
O que digo agora é baseado em visões:
O júbilo dos anjos é manifesto em brincadeiras e parte da alegria angelical é manifesta pela capacidade que eles têm de voar, com a qual podem fazer gestos que nós nem sonhamos executar.

As cenas de alegria acima citadas foram vistas por pessoas que amam a Cristo, possuidoras de dons espirituais, em momentos especiais de sua vida.

Mas, mesmo que não vejamos pessoalmente, creia que coisas espetaculares estão acontecendo ao seu redor, cada instante e de modo SOBERBO quando a igreja de Cristo se despe de incredulidade e invoca a Deus com o coração de uma criança.
Sobre cânticos Espirituais:
Desde a antiguidade, milhares de hinos pátrios, canções tradicionais, elegias, odes a vitórias na guerra e cânticos de exaltação nacional foram compostos por poetas e trovadores para exaltar sua terra, a sua nação, a sua cultura, constituindo a afirmação do valor de uma determinada sociedade em algum momento único, para que as gerações sucessoras pudessem relembrar e comemorar os feitos de um povo.

Isso é uma realidade musical cultural tão antiga quanto a própria história humana.

Entendo isso como uma sombra de uma realidade espantosamente superior. Podemos afirmar destemidamente que na pátria celestial existem hinos nacionais, que falam da glória da Jerusalém celestial, das maravilhas da pátria eterna e que exaltam as coisas celestiais. Que falam do amor, do poder, da grandeza da cidade, da grandeza do Reino, da beleza do grande Rei.
Uma das primeiras definições sobre cânticos espirituais que gostaria de tecer é esta:
Canções compostas no coração de Deus, concedidas pelo EspÍrito Santo, que contém celebrações as coisas celestiais, exaltando a glória do Reino, e a grandeza dos atos divinos, revelando coisas sobre a pátria celestial

Assim como muitos povos comemoram eventos, relembrando e celebrando suas cidades, assim também Deus poderia revelar-nos hinos que celebram eventos históricos celestiais, que celebram e trazem à lembrança fatos históricos acontecidos no céu. O céu tem sua história

Se você meditar nesta comparação valiosa, vai poder entender outra coisa:
Que parte do Livro de Salmos são cânticos espirituais.
A diferença entre salmos (não o livro de Salmos, mas de NOSSOS salmos) e Cânticos espirituais é que o salmo tem origem humana, é um movimento do nosso coração que dá início ao salmo. São palavras inspiradas, ungidas fruto de nossa gratidão, que fluem espontaneamente de nossos lábios. O Espirito Santo contribui ajudando-nos, capacitando-nos como um "ghost writer celestial" (ghost writer é o nome dado a pessoa que escreve nossas memórias ou biografia, geralmente um escritor capacitado que adorna o que dizemos com sua retórica privilegiada. Por falar nisso se você estiver precisando de um estou a sua inteira...). Emocionando-nos, inflamando-nos. Apaixonando-nos.

O cântico espiritual, não tem origem humana, é do Espírito de Deus. Troca a posição, eu viro o "ghost writer" de Deus (cabe a você os "adornos" da melodia composta nos céus, e a "beleza" do cântico depende dos nossos talentos individuais). Como "beleza" não põe mesa no que diz respeito a ordem das coisas divinas, que escolhe o fraco para confundir o forte e etc., a unção faz coisas tremendas mesmo com cânticos, humanamente falando, estranhos.

Alguns povos quando iam as guerras, entoavam canções de batalha, canções de guerra do mesmo modo como tinham orações que faziam antes do início de uma batalha. Esses cânticos eram cânticos para inspirar coragem, semelhante ao dos cânticos que os exércitos possuem para inspirar os recrutas quando fazem atividades extenuantes. Mas, havia uma profundidade maior nos cânticos, pois o que o exército canta hoje é um resquício destes cânticos, porque esses eram usados antes de uma batalha, antes da guerra.


Muitas vezes os músicos eram convocados com os instrumentos para o campo de batalha. A batalha acontecia ao som do rufar dos tambores. Quem viu o filme Patriota com Mel Gibson pode bem lembrar de como as tropas inglesas tocavam tambores e pífaros antes do confronto com as tropas americanas.
Se você é perspicaz, notou que a alguns anos, hinos semelhantes a declarações de guerra tem sido executados nas igrejas brasileiras. Aconteceu algo no que de respeito ao louvor e a adoração nacional, alguma coisa fez com que diversas igrejas e em diversas denominações cantassem cânticos que se relacionam com guerra espiritual. Essa perspectiva nova não é gratuita, ela repete na igreja gentílica um processo semelhante ao dos Salmos para a igreja judaica. No Velho testamento a sombra das realidades espirituais é sentida na carne dos guerreiros mortos, no sangue derramado nas guerras de Israel. A palavra ‘inimigo’ é sinônima de perigo iminente de vida e "livra a minha alma" é mais que um sentimento é uma necessidade vivenciada muitas vezes debaixo de uma chuva de flechas, sob uma torrente de lanças e coisas incendiadas. A sombra era duríssima...
Existe uma cena naquele filme que o Antônio Banderas participa (O décimo-terceiro guerreiro. Treze homens são escolhidos por uma bruxa feia demais, para defenderem uma aldeia Escandinávia atacada por seres que acreditavam serem sobrenaturais) em que acontece uma cena muito emocionante, quando uma horda de guerreiros vestidos de urso, armados com flechas e lanças invadem uma pequena aldeia viking na Escandinávia. Neste momento, os guerreiros que já não eram mais os 13 do início, (já tinham morrido alguns guerreiros) começam a entoar uma oração em voz alta, todos ao mesmo tempo, se preparando com as espadas nas mãos, para batalha sangrenta que estava para acontecer. O detalhe principal desta cena é que eles estão sorrindo, esperando ansiosos com o momento que para nós se assemelha ao fim do mundo.

E nós vivemos do confronto com a REALIDADE que foi a sombra do Velho Testamento.

As duas guerras são ruins. Tanto a real como a espiritual. Entendendo que Deus chamou a igreja do século XX para uma tomada de decisão, uma postura firme contra os poderes que governam as nações, não fica difícil entender que Cânticos espirituais gerassem letras, hinos, Cânticos e canções que incentivassem a igreja a lutar. PORÉM, vivemos um tempo de imitação. Quanto mais espiritual for algo, mas complicado fica pra realizar. Sem ENTENDER o que se canta, sem que seja o MOMENTO certo, sem ORIENTAÇÃO divina, sem sensibilidade profética, sem aporte de dons espirituais, sem unidade de pensamento da comunidade a que você pertence... ADORE A DEUS COM SIMPLICIDADE, BELEZA, COM CANTICOS DE AMOR, EXALTAÇÃO AO CORDEIRO. Com hinos DADOS por DEUS na sua comunidade. Fruto do louvor dos lábios.

ORIGINALIDADE.

Aquilo que é profético irá determinar um conjunto de atitudes e atos da igreja, definidos dentro do cronograma de Deus para sua igreja na terra, de modo a fortalecê-la, e edificá-la.

Os Cânticos espirituais são proféticos. Uma vez interpretados pelo Espírito originarão profecias.


Outra empolgante definição, após lidas estas rudes páginas:

O Cântico profético é uma profecia cantada.


Dança comunitária


As danças folclóricas mundiais, conhecidas como danças circulares ou danças de rodas são comuns na maioria dos países e são um elemento de coesão cultural, sendo passadas dos pais para filhos, fortalecendo a identidade de uma nação e estreitando os laços da comunidade. Os passos e os gestos simbolizam fatos históricos, locais, a acontecimentos relacionados à vida daquela comunidade, ou daquele país.

Associando tais fatos enxerguei-os como uma sombra... conclui que anjos podem ter gestos e danças que evocam um significado celestial, gestos que expressam realidades celestiais, fatos da história do céu. Apocalipse nos mostra essa proximidade, essa semelhança, na comemoração da vitória do Cordeiro:

"Digno és de receber honra glória e louvor pois com teu sangue comprastes homens de toda tribo, raça e nação..." Isso é cantar a vitória da cruz. É um fato histórico celestial.

As dança circulares (danças de roda) contam muitas vezes a história de um país, seu folclore, sua cultura.

O folclore das nações é na maior parte imaginário, feito de lendas, crenças, histórias, seres mágicos, acontecimentos fantasiosos, mitos.

Temos um país eterno, com uma cultura eterna, com um folclore REAL (em que não existem lendas, mitos, fatos fantasiosos, coisas imaginárias.) e próprio (anjos, templo, um trono, um rio de águas vivas, uma cidade cujas ruas são de ouro, seres como os Querubins, a arca do concerto, etc.), que certamente possui suas danças próprias, que celebram coisas fantásticas, mas verdadeiras.
A outra questão envolve o caráter comunitário da dança, uma festividade de louvor, uma celebração com a dança. Este é um patamar mais profundo que envolve a dança como expressão de todo o corpo de Cristo. Toda a igreja participando. (não temos nossas danças de roda...)
ESSE PATAMAR NÃO FOI CONCRETIZADO AINDA.
Líderes cristãos escutai:
Desenvolvei danças de celebração, simples, de roda, cantigas, brincadeiras que possam ser realizadas em grupos, envolvendo crianças e adultos, para que as festas cristãs ganhem o colorido da alegria das danças comunitárias.
Isto diz respeito à dança sincronizada, em que um grande número de pessoas realiza os mesmos passos, as mesmas poses, os mesmos gestos sendo realizadas sobre um fundo rítmico melódico, de extraordinária beleza na maioria das vezes.
Essa harmonia de um grupo de pessoas, também têm um símbolo de coisas que se relacionam com o céu. Este tipo de dança ainda não acontece nas nossas igrejas.
Num dos cursos que eu fiz na empresa em que trabalho para se falar a respeito de trabalho criativo, harmonia e de unidade foi mostrado um vídeo em que uma orquestra sinfônica tocava e dançava o bolero de Ravel com os instrumentos, fazendo uma performance em que os instrumentos entravam com os componentes do grupo, que dançavam dentro dos limites que a posição para tocar o instrumento permitia. A cada momento da composição clássica, entrava uma fileira de músicos. Depois outra e mais outra e iam se misturando no palco, passando uns pelos outros, perfazendo um espetáculo de raríssima beleza. Aquela apresentação não só simbolizava a harmonia ou a disciplina, tinha um significado maior.
Em Cânticos existe uma visão sobre fatos celestiais que esta apresentação musical me ajudou a compreender:
Ct:6:4: Formosa és, meu amor, como Tirza, aprazível como Jerusalém, terrível como um exército com bandeiras.
Um exército com bandeiras marcha sincronizado; o ruído das tropas e de marcha é reconhecido a quilômetros de distancia. A unidade do grupo faz eles formarem um corpo disciplinado.

Ct:6:5: Desvia de mim os teus olhos, porque eles me dominam. O teu cabelo é como o rebanho das cabras que aparecem em Gileade.


O cabelo da amada balançado pelo vento; o amado nota detalhes do emaranhado de fios se movendo, na "dança dos cabelos" que lhe trazem a mente um bando de ovelhas sobre os montes, outra vez realçando "movimento".
Ct:6:8: Sessenta são as rainhas, e oitenta as concubinas, e as virgens sem número.
O grande número de mulheres do rei faz com que pensemos em festas, barulho de vozes, algazarra, cânticos, danças.
Ct:6:9: Porém uma é a minha pomba, a minha imaculada, a única de sua mãe, e a mais querida daquela que a deu à luz; viram-na as filhas e chamaram-na bem-aventurada, as rainhas e as concubinas louvaram-na.
Outra vez uma cena onde a dança é imprescindível para a homenagem da rainha. Pode-se visualizar as concubinas dançando com flores e presentes, para honra-la.
Ct:6:10: Quem é esta que aparece como a alva do dia, formosa como a lua, brilhante como o sol, terrível como um exército com bandeiras?
Está é uma visão de uma mulher, especial, comparada ao um exército, que marcha harmônicamente, pronta para a guerra (carrega bandeiras).
Ct:6:13: Volta, volta, ó Sulamita, volta, volta, para que nós te vejamos. Por que olhas para a Sulamita como para as fileiras de dois exércitos?
Neste momento a amada é comparada ao encontro de DOIS grandiosos exércitos. Imagine dois imensos exércitos em desfile.
Viu as danças? Eu também. Viu um desfile? Eu também. Interessante que vou dizer mais a frente deste estudo que o livro de Cantares é um Cântico espiritual. Eu poderia até ter dito que ele se parece com um, que se assemelha a um, mas isso é muita falta de convicção para pouca apostila. Sendo assim, vendo o livro como um cântico espiritual, faço uma bela associação entre cântico espiritual e dança de júbilo.
Relacionando tais coisas já faladas (e algumas novas) com os Cânticos espirituais:
Cânticos espirituais:
A segunda definição sobre cânticos que gostaria de tecer é:
Cântico do Espírito Santo, de amor pela Igreja de Cristo.
O Espírito Santo ama sua igreja, ama Israel, ama a humanidade, ama a criação.

Sua sensibilidade o torna grandioso compositor. Por isso os cânticos podem conter lamentações do Espírito, como o livro de Jeremias, onde o Senhor lamenta a perda de vidas, a não conversão de homens.

Podem conter profecias sobre as coisas que irão acontecer com a terra, com a igreja.

Podem comemorar um milagre, uma cura, uma operação de maravilhas.

Podem expressar a alegria angelical pela grandiosidade da revelação das Escrituras entregue num culto.
Sobre cântico espiritual, verificando o grego.

São louvores cantados de origem no Espírito de Deus, com a parceria do nosso coração, também denominado "cantar no espírito".

Veja o texto:
I Cor:14:15:

Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento.


A situação que resulta neste texto é que alguns cultos eram feitos, em Corintos, inteiramente em línguas, ou na maior parte, com até mesmo os louvores sendo entoados em línguas. O resultado não edificava os visitantes que entravam e saiam sem entender absolutamente nada. Cantar em espirito fala dos cânticos em línguas entoados na congregação de Corinto. Existem duas palavras interessantes neste texto:
Espírito e entendimento.

No grego


Pneumas e Psique.
Dons espirituais em grego é "Charismatas pneumas".

Espírito de Deus seria "pneumas Theos".

Pneumas é sopro, fôlego, respiração, logo, vida, essência do ser. Psique diz respeito a conhecida psicologia, mente, pensamentos, capacidade cognitiva, raciocínio, razão, que as Escrituras traduzem por ENTENDIMENTO.
Cantar em espírito é cantar em pneumas, ou "pneumatikos odes" (cânticos espirituais) e cantar pelo entendimento seria "psique ode", cânticos usando as faculdades intelectuais.

Ode é uma palavrinha grega que ainda é usada na nossa literatura, uma poesia épica, um elogio, uma canção, uma história que louva um ato ou acontecimento.

"Cantarei um ode a tua vitória!"

Os gregos entoavam "odes", canções. Cânticos.

De forma bem simples, corinhos de louvor a Deus. Um cântico espiritual é , basicamente, um hino de louvor.

Com uma GRANDE diferença. Não somos nós que "tecemos" tais odes. Ele é pneumático, ou seja, pertence a esfera dos dons espirituais, não é composto pelo homem. Se o for, deixa de ser, se torna "cantar segundo o entendimento". É fruto ou produto do Espírito Santo dentro de nós. Não é um dom espiritual, ele é um modo de expressão (profundo, santo, ungido e profético) que o Espírito concede aos que o adoram. De modo poético, as belas definições a seguir:


É Deus cantando através do homem.

É o Espírito Santo Cantando através de nós.

É a manifestação de palavras do Espírito Santo com melodia.

A associação do canto angelical e dos cânticos espirituais:


A questão se relaciona como os dons espirituais se manifestam na igreja e da interação entre o Espírito de Deus e dos seus anjos. Tem-se uma idéia por demais compartimentada do ministério angelical. Separa-se normalmente as operações angelicais das operações do Espírito Santo. A bíblia nos demonstra uma situação de interação bem maior. O que é claro para um profeta pode não o ser para os demais, é só lembrar de Geazi . Não que eu seja o tal profeta esclarecido. Eu estou mais para Geazi que para Eliseu. Contudo, num nível mais profundo sobre dons espirituais, que não é escopo deste estudo, poderia dizer que são cânticos angelicais trazidos ao espírito humano.

Ou invertendo a ordem,

Cânticos do Espírito Santo poderiam ser ministrados a igreja por meio de anjos, ao nosso espírito. Esse entendimento se relaciona com o fato da interação profunda entre o ministério do Espírito Santo e o ministério angelical. Creio firmemente que os anjos estão intimamente relacionados as operações espirituais, a profecia, a cura, a operação milagrosa. Não existe a separação entre o poder do Espírito e aos anjos que nos acostumamos a acreditar. Existe um mistério na interação entre os anjos e o Espírito Santo. Imagine, se Deus habita nos NOSSOS corações, nós que somos carne, pecadores, vivemos num mundo maligno, como não será a comunhão e a interação do Pai com seus ministros celestiais?
Mais uma vez eu fui um pouco longe demais... não se desespere...
São três os modelos para entendermos os dons espirituais.
O primeiro:
Nós e o Espírito Deus, atuando em conjunto para manifestação de coisas sobrenaturais (Ele como fonte e nós como meio para a manifestação).

Se eu oro em línguas, meu espírito ora recebendo do Espírito as línguas. (já que está dentro de mim) comunica-me línguas no instante em que falamos. Se eu manifesto os dons de curar, o Espírito me concede poder que sai de nós e cura o doente. Se eu recebo uma revelação de Deus, o Espírito fala ao meu espírito a revelação. Se uma pessoa fala em línguas e outra interpreta, O Espírito fala palavras em línguas para o espírito da primeira e a outra pessoa dá a tradução.

Neste caso os cânticos seriam passados do Espírito Santo para nosso espírito, quando nós interpretaríamos ou expressaríamos sua inspiração ou revelação.
O segundo:
Nós, O Espírito de Deus e os anjos. Nós e o Espírito Santo como fonte e os anjos como meio da manifestação.

Na primeira visão, o Espírito concede poder para que nós sejamos os operadores de sinais, nosso corpo como canal.

Na segunda visão, o Espírito Santo nos capacita para operarmos com cooperação dos anjos as manifestações do poder de Deus.

Se eu oro em línguas, um anjo comunica línguas no instante em que falamos. Se eu manifesto os dons de curar, anjos impõem a mão sobre o enfermo ao mesmo tempo e curam o doente. Se eu recebo uma revelação de Deus, anjos falam ao meu espírito a revelação. Se uma pessoa fala em línguas e outra interpreta, um anjo fala palavras em línguas para a primeira e outro dá a tradução para a segunda. Ou seja, existindo uma coordenação entre o mover do Espírito Santo e o resultado deste mover sendo finalizado com ministrarão angelical.

Neste caso, os cânticos espirituais seriam a repetição (numa péssima interpretação, já que nossas cordas vocais não são a sombra da capacidade vocal de um anjo) das canções cantadas pelos anjos quando acontece o mover do Espírito Santo dentro da igreja.

Viu, não falei que não era nada desesperador?


O terceiro:

Um misto dos dois primeiros. Podem acontecer as duas coisas ao mesmo tempo, ou independentemente. Ora, o Espírito Santo trata DIRETAMENTE conosco, ora ele age EXTERNAMENTE, com exercício angelical. Nas duas esferas, TUDO ACONTECE PELA MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO E DEBAIXO DA SOBERANIA DE DEUS. Jesus é o Senhor dos anjos, eles TRABALHAM CONOSCO.

Veja bem, não para nós...CONSERVOS, Servem a Deus como nós, fazendo o que Deus quer...como... (Tosse! Tosse!)... ahã...nós... (não é verdade? Não é isso que devíamos estar fazendo o tempo todo?)
Eu aconselharia a entender conforme o terceiro modelo...

Nós perdemos de vista a poesia e beleza da ministração angelical por causa de desvios doutrinários graves no passado.


Jo:1:51:

E disse-lhe: Na verdade, na verdade vos digo que daqui em diante vereis o céu aberto, e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem.


Eu entendia como o primeiro modelo, migrei para o segundo e atualmente associo os dois. Compreendendo a ministração angelical como fruto da unção, atuando em conjunto com a manifestação do Espírito. Ou seja, manifesta a unção do Espírito santo, manifesto os dons, estarão presentes imediatamente os anjos e que operações podem ser realizadas diretamente, ou mediante ministração angelical. Somos um time.
As Escrituras falam que os anjos cantam e mostram tais coisas em Apocalipse. O mais extraordinário evento é o canto dos Querubins, os mais poderosos seres do universo. O simples voar dos Querubins ecoa na eternidade como o trovejar da voz de Deus.
Imagine os anjos cantando.

O século 20 recebeu como presente uma forma de arte conhecida como desenho animado. Uma das características do desenho animado é justamente casamento da música com a imagem. A muito tempo se descobriu que as músicas podem ser transformadas não somente em danças como também manifestas em cenas, em imagens.

Na verdade os autores clássicos quando fazem suas músicas e suas melodias se inspiram na natureza, nos camponeses, nas danças e mesmo nos animais.

Existe ainda hoje um movimento musical, parente do Jazz, em que vários instrumentos são feitos e tocados a partir de sons da própria natureza.

A dança tenta expressar com gestos a emoção, o sentimento, um acontecimento, ou algo que de outro modo seria impossível de se expressar.

A música cantada casa a poesia com a melodia. A dança é por sua vez a poesia que não foi verbalizada, assim como o cinema é uma arte que casa a imagem com a música.





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