Execução de observações, inspecções e ensaios “in situ”



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2.AVALIAÇÃO DA TAXA DE CORROSÃO DAS ARMADURAS através da TÉCNICA DA RESISTÊNCIA DE POLARIZAÇÃO

2.1Objecto


Avaliação da intensidade de corrosão das armaduras de estruturas de betão armado através da técnica da resistência de polarização para estudos de durabilidade em relação ao mecanismo de deterioração por corrosão.

2.2Critérios de medição

2.3Características dos equipamentos


O equipamento ou equipamentos a utilizar deverão permitir a medição e o registo dos parâmetros a seguir listados:


  • Taxa de corrosão (corrente em A/cm2).




  • Potencial de corrosão (em mV em relação à meia-célula Cu/CuSO4).




  • Resistividade eléctrica do betão (kOhm.cm).




  • Humidade relativa atmosférica (%).




  • Temperatura atmosférica (C).

E, permitir, também, o registo de outros parâmetros associados à zona em ensaio




  • Identificação do ponto de medição.




  • Área do aço do varão (cm2).




  • Data da medição (DD/MM/AA).




  • Hora da medição (HH:MM:SS).

A fim de se garantir que as medições não são obtidas sobre uma área indefinida do varão e que, pelo contrário, mostram a verdadeira grandeza da intensidade de corrosão no local da medição, o equipamento deverá permitir o confinamento da área de medição.


2.4Execução do ensaio

2.4.1Preparação do ensaio


Na superfície da zona de ensaio, nomeadamente, nos pontos de medição não podem existir contactos metálicos como, por exemplo, fios de atar, pregos da cofragem, etc., visto poderem influenciar as medições. Quaisquer irregularidades locais ou revestimentos isolantes devem ser evitados, ou removidos, ou, preferencialmente, seleccionarem-se outros locais para as medições.
Os ensaios serão realizados sobre as malhas de armaduras, previamente, detectadas, com um pacómetro, sendo assinalas na superfície do elemento em ensaio por processo cromático eficaz (por exemplo, giz). A disposição das malhas de armaduras levantadas será representada esquematicamente sobre desenhos em suporte CAD. A área levantada com o pacómetro será no mínimo de 1 m2.
Deve ser assegurada a continuidade eléctrica na zona de ensaio antes de se procederem às medições.

2.4.2Realização das medições dos parâmetros da corrosão


O ensaio será iniciado com a medição da resistividade eléctrica do betão, tendo-se o cuidado de não se colocar o eléctrodo directamente sobre as armaduras, mas apenas nos intervalos. Deverão ser efectuadas, pelo menos, 9 leituras em pontos distintos, assinalando-se a sua localização sobre os desenhos com a representação esquemática da disposição das malhas de armaduras levantadas.
Posteriormente, serão efectuadas as medições da intensidade de corrosão e do potencial eléctrico da malha de armaduras mais exterior, em pelos menos 3 pontos distintos da zona de ensaio, sendo, também, assinalada a sua localização nos mesmos desenhos atrás referidos.
Deverão ser assinalados os pontos onde não foi possível a medição, por não ter havido confinamento total da área de ensaio. Nesse caso será repetida a medição, mas noutro ponto da malha de armaduras.
No final do ensaio, deverão ser reparados todos os furos ou roços efectuados no betão utilizando material adequado como, por exemplo, argamassa de reparação cimentícia de retracção controlada.

2.4.3Processamento e apresentação dos resultados


Os resultados obtidos deverão permitir a caracterização da zona de ensaio em termos da importância da corrosão de armaduras. Para tal poderão ser seguidos os critérios apresentados nos quadros 1 a 3, a seguir, ou outros comprovadamente fiáveis.
Quadro 1 - Critério para avaliação da importância da corrosão através dos resultados da resistividade eléctrica do betão


Resistividade (kohm.cm)

Níveis de risco

Re > 100 – 200

Taxa de corrosão muito baixa

50 < Re < 100

Taxa de corrosão baixa

10 < Re < 50

Taxa de corrosão moderada a elevada

Re < 10

A resistividade não é um parâmetro relevante para a taxa de corrosão


Quadro 2 - Critério para avaliação do risco de corrosão activa das armaduras em função dos resultados do potencial eléctrico referido a um eléctrodo de cobre/sulfato de cobre (CSE)


Potencial eléctrico (mV CSE)

Risco de corrosão activa

Ecorr > - 200

< 10%

-350 < Ecorr < - 200

50%

Ecorr < - 350

> 90%


Quadro 3 - Critério para a avaliação do nível de corrosão através dos resultados da intensidade de corrosão (parâmetro mais fiável)


Taxa de corrosão (A/cm2)

Nível de corrosão

Icorr < 0,1 - 0,2

Desprezável

0,1 – 0,2 < Icorr < 0,5

Baixo a moderado

0,5 < Icorr < 1

Moderado a elevado

Icorr > 1

Elevado

Os resultados obtidos em cada uma das zonas de ensaio deverão ser confrontados entre si e, também, se aplicável, com os resultados doutros ensaios de durabilidade, nomeadamente, a determinação da profundidade de carbonatação do betão e do teor de cloretos presentes no betão, tendo em vista avaliar a performance dos elementos de betão armado em termos de durabilidade.


No relatório, incluir-se-á a apresentação do registo fotográfico evidenciando alguns dos ensaios efectuados ou outros aspectos considerados relevantes.


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