Execução de observações, inspecções e ensaios “in situ”



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5.Avaliação da uniformidade da resistência à compressão superficial de betões, utilizando o esclerómetro de schmidt

5.1Objecto


Avaliação da uniformidade da resistência à resistência à compressão superficial de betões antigos através de ensaios com o esclerómetro de Schmidt.

5.2Critérios de medição

5.3Execução do ensaio

5.3.1Preparação do ensaio


        Deverá proceder-se à preparação das superfícies dos elementos a ensaiar. Caso existam materiais de revestimentos como, por exemplo, rebocos deverão ser previamente removidos, ou no caso de revestimento de acabamento por pintura de reduzida espessura poderá ser avaliada a sua influência nos resultados do índice esclerométrico, comparando os resultados na mesma zona com e sem o referido revestimento.


5.3.2Execução do ensaio


O ensaio deverá ter por suporte o descrito na seguinte normalização de referência:


  • BS 1881 Part 202;

  • ASTM C 805-85.

Deverão cumprir-se, ainda, os seguintes procedimentos:




  • Seguindo a metodologia preconizada na norma ASTM C 805 - 85, em cada ensaio deverá ser preparada uma área com um diâmetro de pelo menos 15 cm e efectuar nesta pelo menos 10 leituras, eliminando-se as leituras parciais que difiram mais de 7 pontos da média das 10 leituras. Se existirem mais de 2 leituras parciais nesta situação, deve-se eliminar o conjunto de 10 leituras efectuadas e repeti-las noutra zona.




  • Os ensaios cujos os procedimentos de execução difiram dos procedimentos normalmente utilizados deverão ser devidamente justificados, sob pena de os resultados obtidos não se considerarem válidos.




  • Será efectuada a calibração do esclerómetro no final de cada dia de utilização, segundo as instruções do fabricante, sendo necessário ter em obra uma bigorna de calibração. Os resultados da calibração dos esclerómetros serão apresentados num impresso específico, onde deverão constar, também, outros dados relevantes, nomeadamente, a identificação da obra, a data da calibração, o modelo do esclerómetro, o seu número de série e a identificação do operador.




  • O referido impresso será obrigatoriamente apresentado no relatório, sob pena dos resultados obtidos não se considerarem válidos.

Os ensaios realizados deverão ser correctamente localizados sobre desenhos, em suporte CAD, de modo a permitir qualquer confirmação que se revele necessária.


5.3.3Processamento e apresentação dos resultados


Os resultados obtidos serão apresentados em tabelas, devendo na mesma linha serem apresentados o valor médio do índice esclerométrico e os correspondentes valores médio da resistência à compressão e da dispersão, obtidos a partir das tabelas ou ábacos, constantes no manual do fabricante.
Para melhor análise, os resultados deverão ser agrupados por tipo de elemento como, por exemplo, vigas, pilares, lajes, paredes, etc..
Caso se disponham de resultados de ensaios de rotura à compressão sobre provetes cilíndricos recolhidos da estrutura em estudo, deverá ser aferida a correlação com os resultados dos ensaios esclerométricos. Caso se verifique boa correlação entre os dois tipos de ensaios, então os resultados dos ensaios esclerométricos deverão ser convertidos para os correspondentes valores de resistência obtidos a partir da curva de calibração dos dois ensaios.
No relatório, incluir-se-á a apresentação do registo fotográfico evidenciando alguns dos ensaios efectuados ou outros aspectos considerados relevantes.

6.Determinação da resistência actual de betões através de Ensaio de rotura à compressão sobre provetes cilíndricos, obtidos a partir de carotes

6.1Objecto


Determinação da resistência actual de betões através de ensaio de rotura à compressão sobre provetes cilíndricos, obtidos a partir de carotes.

6.2Critérios de medição


  • Extracção de carotes e posterior reparação do furo Unidade

  • Execução do ensaio Unidade

6.3Características dos equipamentos


Refere-se o equipamento para recolha das carotes:


  • Pacómetro




  • Carotadora.




  • Coroas diamantadas, com diâmetro mínimo interior de 75 mm.




  • Aspirador para extracção de carotes na direcção ascendente ou para extracção de carotes, segundo qualquer direcção, em locais onde a água do corte tem que ser recolhida por questões de segurança ou por perturbar a normal utilização da construção.

6.4Execução do ensaio

6.4.1Preparação do ensaio


A selecção exacta do local de extracção das carotes deverá ter sempre em conta a segurança estrutural do elemento a sondar, no sentido de ser o menos possível afectada.
Desta forma, em pilares correntes (de edifícios) o furo de extracção deverá localizar-se sensivelmente a meio da altura, ou o mais possível afastado das ligações aos restantes elementos estruturais (vigas ou lajes). Do mesmo modo, em vigas, o furo de extracção das carotes deverá localizar-se entre 1/5 e 1/4 do vão na zona onde os esforços de flexão são mais reduzidos.
Para além dos condicionamentos atrás referidos deverá ser tido em conta que recolha das carotes deve ser feita de forma a interferir o mínimo com as armaduras do elemento a sondar. Para tal deve ser usado um pacómetro antes da extracção das carotes.
No caso de pilares, lajes ou paredes densamente armados, onde não seja de todo possível evitar-se o corte de varões das armaduras, o corte deverá ser feito de modo a seccionar-se apenas um varão. No entanto, tal opção deverá ser previamente ponderada quanto às consequências estruturais do elemento a sondar e da estrutura.
No caso de vigas não é permitido o corte de quaisquer armaduras sem, previamente, se ponderarem as consequências estruturais no elemento a sondar e da estrutura.
Caso durante o corte se verifique que está a ser seccionado um varão localizado no interior da secção, que não foi previamente detectado, deverá ser interrompida a operação e seleccionar-se outro local noutro elemento, procedendo-se à adequada reparação do elemento.
No caso de pilares e vigas correntes só é permitida execução de um corte por elemento. Caso a carote extraída não permita a obtenção de um provete válido para ensaio deverá ser escolhida outra localização, em particular, noutro elemento idêntico.

6.4.2Realização do ensaio

6.4.2.1Extracção das carotes


As carotes, após a sua extracção, serão imediatamente identificadas, marcando-as com lápis de cera ou por outro processo igualmente eficaz. Serão devidamente acondicionadas a fim de não sofrerem quaisquer danos durante o transporte.
Os furos de extracção das carotes serão obturados com material de reparação estrutural através da técnica “dry pack” (compactação a seco), ou por outro processo igualmente eficaz.
Antes do transporte para laboratório, será feita a caracterização visual das carotes, em termos dos materiais constituintes (eventuais revestimentos, varões, agregados grosseiros (identificando-se, se possível a sua natureza e máxima dimensão), outros materiais estranhos, etc.), o aspecto do betão (compacto, pulverulento, poroso, etc.), descontinuidades importantes (vazios, fissuras, reacções expansivas visíveis, etc.), a distância medida a partir da superfície donde será cortado o provete para ensaio, etc..
Para efeitos de rastreabilidade, os furos de extracção das carotes serão assinalados sobre peças desenhadas, em suporte CAD.

6.4.2.2Ensaio


As carotes serão cortadas e as faces rectificadas de forma a obterem-se provetes com altura sensivelmente igual ao diâmetro.
O ensaio de rotura à compressão será realizado por laboratório acreditado neste tipo de ensaio ou por empresa certificada prestadora deste tipo de serviço. Será executado de acordo com a norma E 226 do LNEC.
O boletim de resultados dos ensaios dos provetes será incluído no relatório, sem o qual os resultados apresentados não serão considerados válidos.

6.4.3Processamento e apresentação dos resultados


Os resultados obtidos serão processados tendo por base a metodologia preconizada na publicação da Concrete Society Technical Report nº 11, onde são indicados vários factores de correcção a aplicar sobre os resultados dos provetes ensaiados, que têm em conta, entre outros, a direcção da carotagem, a relação altura/diâmetro do provete, o corte dos agregados, a presença de material de recobrimento, a forma dos provetes, a resistência potencial, etc..
Sempre que possível, deve-se:


  • Distinguir zonas de amassaduras comuns;

  • Proceder à análise por elementos estruturais distintos.

  • Apresentar os valores característicos da tensão de rotura à compressão dos conjuntos de provetes ensaiados.

No relatório, incluir-se-á a apresentação do registo fotográfico evidenciando alguns dos ensaios efectuados ou outros aspectos considerados relevantes.




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