Execução de observações, inspecções e ensaios “in situ”



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7.Avaliação da aderência de revestimentos superficiais ou materiais de reparação ou reforço estrutural de estruturas de betão, utilizando o equipamento de arrancamento “Pull-off”

7.1Objecto


Avaliação da aderência de revestimentos superficiais ou de materiais de reparação ou de reforço estrutural de estruturas de betão, utilizando o equipamento de arrancamento “pull-off”

7.2Critérios de medição

7.3Características dos equipamentos


Referem-se, a seguir, os equipamentos a utilizar:


  • Pacómetro.




  • Carotadora.




  • Coroas diamantadas, com diâmetro mínimo interior de 40 mm ou de 50 mm.




  • Aspirador para execução de cortes com carotadora na direcção ascendente ou segundo qualquer direcção nos locais onde a água do corte tem que ser recolhida por questões de segurança ou por perturbar a normal utilização da construção.




  • Equipamento de arrancamento com pastilhas metálicas para arrancamento, com diâmetro mínimo de 40 ou 50 mm.

7.4Execução do ensaio

7.4.1Preparação do ensaio


A selecção da zona a ensaiar deverá ter em conta que a execução dos cortes deve ser feita de forma a não interferir com as armaduras do elemento a estudar. Para tal deve ser usado um pacómetro antes da execução dos cortes (área mínima de 0,2 m2).
Após a detecção das malhas de armaduras na zona de ensaio serão marcados os pontos do arrancamento das pastilhas nos intervalos das armaduras. Deverão ser marcados pelo menos 3 pontos, suficientemente afastados de forma a não haver influência entre os arrancamentos.

7.4.2Realização do ensaio

7.4.2.1Corte e colagem das pastilhas metálicas


Em cada ponto de arrancamento o corte deverá penetrar o suficiente no betão antigo, considerando-se o mínimo de 2 cm.
A superfície dos pontos do arrancamento será convenientemente limpa de forma assegurar-se uma colagem eficaz das pastilhas metálicas.
A colagem das pastilhas metálicas na superfície será feita com resina de epóxido e endurecedor, podendo ser usado uma pistola de ar quente para acelerar a cura da ligação. No entanto, só após 1 hora de cura poderão ser efectuados os arrancamentos.

7.4.2.2Execução dos arrancamentos


O ensaio deverá ter por suporte o descrito na seguinte normalização de referência:


  • BS 1881 Part 207;

  • ASTM D4541-95

Deverão cumprir-se, ainda, os seguintes procedimentos:







  • A força de arrancamento deverá ser aplicada gradualmente, sem movimentos bruscos.




  • Após a rotura do provete de arrancamento deverá proceder-se à análise da superfície de rotura, registando-se o valor para o qual ocorreu.

Os pontos dos ensaios deverão ser correctamente localizados sobre peças desenhadas, em suporte CAD, de modo a permitir qualquer confirmação que se revele necessária.


7.4.3Processamento e apresentação dos resultados


Os resultados obtidos, deverão ser cuidadosamente analisados face às variáveis envolvidas, nomeadamente, a localização da secção da rotura (no betão antigo, na ligação betão antigo/material de reparação ou de reforço, no material de reparação ou de reforço, ou na ligação da pastilha metálica), o tipo de secção por onde se deu a rotura (secção paralela à superfície, secção obliqua à superfície, ou irregularidades importantes da secção) e outros factores que possam justificar piores resultados como, por exemplo, presença de descontinuidades importantes nos materiais ensaiados.
Os resultados obtidos deverão ser comparados entre si na mesma zona de ensaio e, complementarmente, com os de outras zonas de ensaio.
No caso de um resultado se afastar muito dos restantes, deverão ser verificadas as circunstâncias experimentais que rodearam o ensaio e deverá ser excluído, caso a causa passe por alguma das seguintes condições experimentais:


  • Deficiente alinhamento do equipamento (o aparelho não ter sido colocado perpendicularmente à superfície);

  • Deficiente ligação das pastilhas metálicas à superfície;

  • Deficiente preparação da superfície.

No relatório, incluir-se-á a apresentação do registo fotográfico evidenciando alguns dos ensaios efectuados ou outros aspectos considerados relevantes.


8.Avaliação da qualidade do betão através de Ensaios de ultra-sons

8.1Objecto


Avaliação da qualidade do betão através da medição da velocidade de propagação com ensaios ultra-sónicos.

8.2Critérios de medição


  • Execução do ensaio Unidade

8.3Características dos equipamentos


  • Exactidão do equipamento não superior ao valor 0,1 s;

8.4Execução do ensaio

8.4.1Preparação do ensaio


Deverá proceder-se à preparação das superfícies dos elementos a ensaiar. Caso existam materiais de revestimentos como, por exemplo, rebocos deverão ser previamente removidos, ou no caso de revestimento de acabamento por pintura de reduzida espessura poderá ser avaliada a sua influência comparando os resultados de zonas com e sem o referido revestimento.
Os pontos de colocação dos transdutores deverão ser seleccionados de modo a evitarem-se juntas e irregularidades superficiais, bem como de zonas da secção resistente onde a densidade de armaduras é elevada, que influenciem os resultados.

8.4.2Realização do ensaio


O ensaio deverá ter por suporte o descrito na seguinte normalização de referência:


  • BS 1881 Part 203;

  • ASTM C 597.

Deverão cumprir-se, ainda, os seguintes procedimentos:




  • Para a medição da velocidade de propagação deverá ser escolhido preferencialmente o método directo (transdutores colocados em faces opostas), a seguir o método semi-directo (transdutores colocados em faces perpendiculares) e por fim o método indirecto (transdutores colocados na mesma face).




  • No caso dos métodos directo e semi-directo, em cada zona de ensaio, deverão ser executadas pelo menos 5 medições em locais distintos (pontos da mesma face, afastados entre si pelo menos 20 cm), afastados tanto quanto possível das armaduras do elemento estrutural em ensaio, pelo que deverão ser previamente detectadas com um pacómetro.




  • No caso do método indirecto, os transdutores deverão ser colocados ao longo de um alinhamento, afastados entre si de distâncias múltiplas de pelo menos 10 cm, devendo serem feitas pelo menos 6 leituras, de modo a poder ser traçada a recta dos tempos de propagação e das distâncias.




  • As distâncias entre os transdutores deverão ser medidas com fitas métricas com exactidão de pelo menos 2 mm.




  • Antes e após as medições em cada zona de ensaio o equipamento deverá ser calibrado através da barra de “invar”. Os resultados da calibração serão apresentados num impresso específico, onde deverão constar, também, outros dados relevantes, nomeadamente, a identificação da obra, a data da calibração, o modelo do equipamento, o seu número de série e a identificação do operador.




  • O referido impresso será obrigatoriamente apresentado no relatório, sob pena dos resultados obtidos não se considerarem válidos.

Os ensaios realizados deverão ser correctamente localizados sobre desenhos, em suporte CAD, de modo a permitir qualquer confirmação que se revele necessária.


8.4.3Processamento e apresentação dos resultados


Os resultados obtidos serão apresentados em tabelas, distinguindo-os em função do método utilizado, devendo na mesma linha serem apresentados o valor médio das leituras, o valor do desvio padrão e o valor do coeficiente de variação.
Caso se disponham de resultados de outros ensaios como, por exemplo, ensaios esclerométricos ou de rotura à compressão sobre provetes cilíndricos recolhidos da estrutura em estudo, deverá ser aferida a correlação com os resultados obtidos. Caso se verifique boa correlação entre os dois tipos de ensaios, então os resultados dos ensaios ultra-sónicos deverão ser convertidos para os correspondentes valores de resistência obtidos a partir da curva de calibração dos dois ensaios.
No relatório, incluir-se-á a apresentação do registo fotográfico evidenciando alguns dos ensaios efectuados ou outros aspectos considerados relevantes.


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