Experimento 1: efeito do método de produçÃo de sementes (aps ou pcs) e da árvore matriz (ou clone) na quantidade e tamanho de cones e sementes produzidos e propriedades tecnológicas do lote de sementes



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Experimento 2: efeito do tamanho dos cones e das sementes nas propriedades tecnológicas de um lote de Sementes

3.1 Material e métodos

3.1.1 Áreas Produtoras das Sementes


A coleta de sementes foi realizada no pomar clonal de primeira geração (PCS), localizado na fazenda São Pedro, em Rio Negrinho-SC, de propriedade da empresa Modo Battistella Reflorestamento S.A. – MOBASA. Detalhes sobre o pomar já foram apresentados no estudo anterior.

3.1.2 Árvores Matrizes Amostradas


Para este estudo foram coletados e classificados cones e sementes de sete clones do PCS no ano de 2006. Os indivíduos foram escolhidos aleatoriamente e também foram avaliados pelo estudo 1.

3.1.3 Coleta e Classificação dos Cones


A coleta dos cones foi efetuada diretamente nas árvores, entre os meses de março e abril, no ano de 2006, com o auxilio de um podão, procurando-se evitar a retirada involuntária dos cones imaturos.

Os cones coletados foram armazenados em sacos de aniagem, com capacidade de 25 kg de cones, devidamente identificados por matriz e, no caso do pomar, por ramete. Os sacos foram em balança da marca Malmax com capacidade para até 25 kg e os cones foram classificados e contados logo após a colheita. A classificação por tamanho adotou os critérios já citados anteriormente:


Cones 1: Cones com comprimento inferior ou igual a 10,0 cm.

Cones 2: Cones com comprimento entre 10,1 e 11,5 cm.

Cones 3: Cones com comprimento superior a 11,6 cm.
Para a avaliação do comprimento dos cones foram utilizados paquímetros com precisão de 0,1 cm.

Foram selecionados cones de cada um dos sete clones para serem beneficiados um a um, visando a avaliação do número e distribuição de sementes por tamanho de cada tamanho de cone. Ao todo foram secos, em saquinhos individuais confeccionadas com sombrite, setenta cones de cada categoria de tamanho, dez de cada clone amostrado.

Após a classificação por tamanho a secagem dos cones foi realizada a céu-aberto, com o auxílio de caixas de madeira de 6 m X 12 m, com vários compartimentos e altura suficiente para a circulação do ar. Para evitar problemas com a umidade, as caixas foram mantidas a 20 cm do chão e cobertas com filme plástico no final das tardes e em períodos chuvosos.

Após a secagem, as sementes foram separadas dos cones com o auxílio de um batedor.


3.1.4 Beneficiamento e Classificação das Sementes


Todo o processo de beneficiamento foi realizado manualmente, com a retirada das asas das sementes por fricção, com o auxílio de um pano úmido.

Ao final do beneficiamento, o conjunto de sementes produzido por cada cone (mantido isolado um a um) foi pesado, as sementes foram contadas e classificadas com o auxílio de peneiras de chapas metálicas com diferentes malhas segundo os seguintes tamanhos:

Sementes 1: Sementes menores que 4,0 mm;

Sementes 2: Sementes entre 4,0 e 4,5 mm;

Sementes 3: Sementes maiores de 4,5 mm;

3.1.5 Formação dos Lotes de Sementes para os Ensaios de Germinação


Para a formação dos três lotes de sementes representantes dos três diferentes tamanhos de cones misturou-se sementes dos mesmos tamanhos de cones dos sete clones do PCS, num total de 5 g de sementes de cada um dos clones, totalizando cerca de 35 g de sementes cada tratamento (tamanho de cone).

Para a formação dos três lotes representantes dos três diferentes tamanhos de sementes foram misturadas 4 g de sementes do mesmo tamanho de cada um dos sete clones (totalizando cerca de 28 g cada lote).


3.1.6 Variáveis Analisadas


Avaliou-se a capacidade de germinação, IVG e o número de sementes por quilo, conforme os itens 2.1.7.2. e 2.1.7.3 do estudo anterior, tanto para os diferentes tamanhos de cones quanto para os diferentes tamanhos de sementes. Além disso, visando avaliar a relação existente entre tamanho de cone e sementes que contém, ainda foram avaliados o número de sementes, o peso do conjunto de sementes e a distribuição de tamanhos das sementes produzidas por cada cone.

3.1.6.1 Número, peso e distribuição de cones e sementes por tamanho


Os sete clones estudados tiveram dez cones de cada categoria de tamanho avaliados em largura e comprimento, com o auxilio de um paquímetro, e foram pesados em balança, da marca Malmax, com precisão de 5g. A largura foi tomada na porção do cone em que atingia seu valor máximo.

Os cones permaneceram isolados em tela plástica durante todo o processo de secagem. Com o término desta fase, as sementes destes cones foram pesadas, contadas e classificadas. A pesagem se deu em balança analítica da marca Gehaka, com precisão de 0,001 g, a contagem foi feita sobre uma mesa de superfície branca a classificação das sementes com o uso de peneiras construídas para esse fim.

Ao todo foram avaliados 210 cones, 70 cones de cada tamanho, como já mencionado.

3.1.7 Análises dos Dados


Para avaliação do número e peso médio de sementes por cone de cada classe de tamanho foi feita por uma análise de variância em delineamento inteiramente casualisado em arranjo fatorial, com a média dos dez cones de cada tamanho (três diferentes tamanhos de cones) obtidos de cinco dos sete clones no ano de 2006. Dois clones foram excluídos da análise devido ao fato de apresentarem variabilidade muito menor que os demais, prejudicando a homocedasticidade dos dados e conseqüentemente a análise paramétrica.

O esquema de análise adotado com os respectivos desdobramentos dos graus de liberdade dos tratamentos é mostrado na Tabela 3.1.


TABELA 3.1 - Estrutura da análise de variância para a avaliação do número e peso médios de sementes por cone

F.V.

G. L.

Q.M.

F

Clones

4

Q1

Q1 / Q4

Tam. Cones

2

Q2

Q2 / Q4

Clones X Tam.Cones TaTamTCones

8

Q3

Q3 / Q4

Erro

135

Q4




TOTAL

149






A correlação entre as variáveis comprimento do cone, largura do cone, peso do cone e quantidade de sementes foi calculada utilizando-se o coeficiente de correlação linear de Pearson (Montgomery, 1991). Este coeficiente mede o grau da correlação (e a direcção dessa correlação - se positiva ou negativa) entre duas variáveis de escala métrica (intervalar ou de rácio). É normalmente representado pela letra "r" e assume apenas valores entre -1 e 1.

r= 1 Significa uma correlação perfeita positiva entre as duas variáveis.

r= -1 Significa uma correlação negativa perfeita entre as duas variáveis - Isto é, se uma aumenta, a outra sempre diminui.

r= 0 Significa que as duas variáveis não dependem linearmente uma da outra. No entanto, pode existir uma outra dependência que seja "não linear". Assim, o resultado r=0 deve ser investigado por outros meios.

O coeficiente de correlação de Pearson (Montgomery, 1991) calcula-se segundo a seguinte fórmula:



onde x1 , x2 , ..., xn e y1 , y2 , ..., yn são os valores medidos de ambas as variáveis.



e

são as médias aritméticas de ambas as variáveis.

A significância do coeficiente de correlação entre variáveis foi analisada pelo teste da distribuição uni-lateral da distribuição de Student para α=0,05, cuja decisão baseia-se na comparação do t tabelado com o t calculado pela expressão (DANIEL, 1929):

Onde:


t= t calculado

r = Correlação calculada

N = Tamanho da amostra
Avaliou-se ainda o coeficiente angular e o p-valor da regressão linear entre o peso do cone e a quantidade de sementes produzidas pelos diferentes clones para inferir sobre o comportamento dos diferentes clones estudados.

A distribuição de tamanhos de sementes em diferentes tamanhos de cone foi avaliada em termos percentuais para cada um dos dez cones de cada tamanho tomados dos sete clones do pomar clonal. Utilizou-se o Índice de Gini (BREIMAN, et al., 1984) para avaliar o grau de heterogeneidade da distribuição de tamanhos de sementes em cada tamanho de cone.


Índice de Gini: -((p1*ln(p1)+p2*ln(p2)+p3*ln(p3))

Onde:


p1=porcentual de sementes do tamanho 1

p2=porcentual de sementes do tamanho 2

p3=porcentual de sementes do tamanho 3
Para avaliação da porcentagem de germinação e IVG de sementes provenientes de diferentes tamanhos de cone e de sementes representantes de diferentes classes de tamanho utilizou-se a mistura de material proveniente dos sete clones. Os dados foram analisados no programa R, segundo um delineamento inteiramente casualizado, com 8 repetições (gerbox) de lotes de 50 sementes, para cada um dos três tratamentos.

Considerou-se a média dos resultados obtidos nas repetições para cálculo da porcentagem de germinação e IVG. Os dados obtidos para germinação não necessitaram qualquer transformação para cumprir os requisitos da ANOVA paramétrica. A comparação entre as médias dos tratamentos foi feita pelo teste de Tukey, utilizando também o programa R (R Development Core Team, 2006).

O esquema de análise adotado com os respectivos desdobramentos dos graus de liberdade dos tratamentos é mostrado na tabela a seguir:
TABELA 3.2 - estrutura da análise de variância para a AVALIAÇÃO DA porcentagem de germinação e IVG de sementes oriundas de diferentes tamanhos de cones


F.V.

G. L.

Q.M.

F

Tam .Cones ou Tam. Sementes

2

Q1

Q1 / Q2

Erro

21

Q2




TOTAL

23






O número de sementes por quilo dos diferentes tamanhos de cone e dos diferentes tamanhos de sementes foram analisados também com o programa R, considerando um delineamento inteiramente casualizado, com três tratamentos (tamanhos de cones e sementes), e 8 repetições de 100 sementes cada. A comparação entre as médias dos tratamentos foi feita pelo teste de Tukey, utilizando o mesmo programa.

O esquema de análise adotado com os respectivos desdobramentos dos graus de liberdade dos tratamentos é mostrado na tabela abaixo.
TABELA 3.3 - Estrutura da análise de variância para AVALIAÇÃO DO número de sementes por quilo


F.V.

G. L.

Q.M.

F

Cones ou Sementes

2

Q1

Q1 / Q2

Erro

21

Q2




TOTAL

23








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