Experimento 1: efeito do método de produçÃo de sementes (aps ou pcs) e da árvore matriz (ou clone) na quantidade e tamanho de cones e sementes produzidos e propriedades tecnológicas do lote de sementes



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experimento 3: influência da matriz (APS) ou clone (PCS) e do tamanho de sementes na emergência, sobrevivência e características fisicas da muda

4.1 Material e métodos

4.1.1 Obtenção das Sementes


As sementes para o estudo foram colhidas de 15 clones do Pomar Clonal de Sementes da Fazenda São Pedro (PCS) e de 10 matrizes da Área de Produção de Sementes da Fazenda Areia Fina (APS), áreas estas já detalhadas nos estudos anteriores, no ano de 2006. Tratam-se dos mesmos clones e matrizes avaliados no estudo 1.

4.1.2 Condições de Semeadura e Desenvolvimento da Muda


O viveiro onde foram realizados os experimentos pertence à empresa Modo Battistella Reflorestamento S.A. e está localizado na cidade de Rio Negrinho/ SC.

O experimento foi realizado em duas fases: a primeira composta por sementes de clones e matrizes, sem incorporação de adubo ao processo e a segunda fase composta apenas por sementes dos clones, com adubação ao longo do processo. O objetivo da segunda fase foi verificar a influência da adubação sobre as possíveis diferenças nas mudas oriundas de diferentes tamanhos de sementes, uma vez que uma das razões atribuídas ao melhor desempenho de mudas oriundas de sementes maiores estaria relacionada ao tecido nutritivo (endosperma), presente em maior quantidade nas sementes maiores (TRIPATHI e KHAN, 1990; ARUNACHALAM, et al., 2003;). Dessa forma o objetivo da segunda fase foi verificar se haveria ou não uma uniformização das mudas pela adição de adubo ao processo.

Para quebra de dormência das sementes seguiu-se o protocolo convencionalmente utilizado pela empresa, que consistiu na imersão do lote de sementes em água durante 24 horas e posterior manutenção das sementes úmidas em ambiente resfriado (cerca de 5ºC), dentro de um saco de pano durante trinta dias. Não foram retiradas as sementes sobrenadantes.

A primeira semeadura (sem adubação de base e qualquer fertirrigação posterior) foi feita em agosto de 2006 e a segunda (com adubação de base e fertirrigação) em abril de 2007, em bandejas plásticas com capacidade para 140 tubetes de 55 cm3. A disposição das bandejas em viveiro seguiu um delineamento em parcelas subdivididas, com três repetições.

A semeadura foi realizada manualmente, com utilização de talco para melhor visualização das sementes durante o manuseio. Colocou-se uma semente por tubete e uma fina camada do próprio substrato como cobertura.

O substrato utilizado foi o Florestal 1, da marca Mecprec, composto por casca de pinus bio-estabilizada, 17% de vermiculita, NPK 104 – 364 – 182 g/m3, pH entre 4,5 e 5,5 e condutividade entre 0,8 e 1,2 unidade.

Na segunda semeadura foi incorporado ao substrato o adubo de liberação controlada Osmocote (200g/ 25 kg de substrato), composto por 18% de N, 5% de P2O5 e 9% de K2O, e após dois meses iniciaram-se fertirrigações semanais com Peters (1,5 g/ litro d’água), composto por 8% de N total, 45% de P2O5 solúvel em água, 14% de K2O, 0,1% de Mg, 0,0068% de B, 0,0036% de Cu, 0,05% de Fe, 0,025% de Mn, 0,0009% de Mo e 0,0025% de Zn.

As mudas foram espaçadas nas bandejas, ainda dentro da casa de sombra, aos dois meses de idade, em ambos os anos. No terceiro mês as mudas foram levadas para rustificação a céu aberto, mantidas protegidas por lona plástica quando houve previsão de geadas.


4.1.3 Variáveis Analisadas

4.1.3.1 Emergência


A produção comercial de mudas raramente alcança o nível de controle ambiental semelhante ao conseguido em condições de laboratório, portanto testes similares de germinação e emergência foram conduzidos em viveiro e laboratório.

As mudas foram consideradas emergidas a partir do momento que o epicótilo apareceu acima da linha do substrato. A contagem do número de mudas emergidas foi diária, começando no quinto dia após a semeadura e ocorrendo até 30º dia.

A fórmula para cálculo do índice de velocidade de emergência - IVE é mostrada a seguir:
IVE:

E = número de sementes emergidas i dias após a instalação do teste

i = Número de dias após a instalação do teste

A capacidade de emergência foi calculada em porcentagem de sementes emergidas aos trinta dias após a instalação do teste em relação ao total de sementes amostradas.


4.1.3.2 Características físicas


Para as mudas da primeira semeadura, mantidas sem qualquer adição de adubo, após seis meses foram avaliadas a altura da parte aérea, diâmetro do colo e a biomassa seca. Os procedimentos foram os mesmos para as mudas da segunda semeadura (com adubo), com exceção do fato de que não se avaliou biomassa.

A altura foi avaliada do início do colo ao broto terminal com precisão de centímetros. O diâmetro de colo foi avaliado através de paquímetro com precisão de décimos de milímetros.

Para o ensaio de biomassa foram utilizadas nove mudas de cada um dos tratamentos (três de cada repetição). Essas mudas foram secas em recipientes de alumínio, sem tampa, em estufa à temperatura de 105°C, até atingir peso seco constante. A determinação do peso da matéria seca foi efetuada em uma balança analítica com precisão de décimos de miligrama.

4.1.4 Análises dos Dados


Os testes foram implantados em um delineamento em blocos ao acaso com parcelas subdivididas. A primeira semeadura (sem adubo) envolveu dois fatores: matriz ou clone que originou as sementes (em 10 níveis para a APS e 15 níveis para o PCS) e tamanho da semente (em três níveis), em um total de 30 tratamentos para a APS e 45 tratamentos para o PCS. Os níveis de matriz ou clone foram aplicados às parcelas e os níveis de tamanho de sementes às sub-parcelas.

Como o objetivo da segunda semeadura foi verificar se a adubação homogeneizaria as possíveis diferenças decorrentes dos diferentes tamanhos de sementes optou-se por um menor número de tratamentos, sendo avaliados então apenas 9 clones do PCS, em um total de 27 tratamentos.

As bandejas foram divididas em três sub-parcelas de quarenta mudas cada. Cada família (entendendo por família o conjunto de indivíduos originados da mesma matriz ou clone, ou seja, o conjunto de meio-irmãos) ocupou três bandejas, e dentro de cada bandeja foram distribuídos aleatoriamente os três tamanhos de sementes. Uma bandeja de cada família representou a mesma em cada uma das três repetições do experimento. Na primeira semeadura foram semeadas 75 bandejas (25 bandejas dispostas aleatoriamente por repetição) e na segunda semeadura 27 bandejas, seguindo o mesmo padrão.

Todas as quarenta mudas representantes de cada tratamento em cada bloco tiveram a emergência acompanhada (base para o índice de velocidade de emergência – IVE e porcentagem de emergência). O esquema da ANOVA, em blocos ao acaso com parcelas subdivididas, é mostrado nas tabelas que se seguem.


TABELA 4.1 - Estrutura da análise de variância dos testes de emergência, ive e biomassa seca para as mudas da aps, sem adubação

F.V

G. L.

Q.M.

F

Família

9

Q1

Q1 / Q3

Blocos

2

Q2

Q2 / Q3

Resíduo (a)



18

Q3




Parcelas


29







Tamanho de Semente (TS)

2

Q4

Q4 / Q6

Interação (Família X TS)

18

Q5

Q5 / Q6

Resíduo (b)

40

Q6




TOTAL

89






TABELA 4.2 - Estrutura da análise de variância dos testes de emergência, ive e biomassa seca para as mudas do pcs, sem adubação




F.V

G. L.

Q.M.

F

Família

14

Q1

Q1 / Q3

Blocos

2

Q2

Q2 / Q3

Resíduo (a)



28

Q3




Parcelas


44







Tamanho de Semente (TS)

2

Q4

Q4 / Q6

Interação (Clone X TS)

28

Q5

Q5 / Q6

Resíduo (b)

60

Q6




TOTAL

134






TABELA 4.3 - Estrutura da análise de variância dos testes de emergência, ive e biomassa seca para as mudas do pcs, com adubação




F.V

G. L.

Q.M.

F

Família

8

Q1

Q1 / Q3

Blocos

2

Q2

Q2 / Q3

Resíduo (a)



16

Q3




Parcelas


26







Tamanho de Semente (TS)

2

Q4

Q4 / Q6

Interação (Clone X TS)

16

Q5

Q5 / Q6

Resíduo (b)

60

Q6




TOTAL

104






O número de medidas tomadas para avaliação da altura e diâmetro de colo variou devido às diferenças de emergência e sobrevivência. Os dados, portanto, foram desbalanceados. Além disso, os dados não atenderam os pressupostos de normalidade e homocedasticidade, mesmo após uma série de tentativas de transformação. Optou-se então pela análise através do teste não-paramétrico de Kruskal-Wallis.

Os resultados de emergência e características físicas das semeaduras com e sem incorporação de adubo foram comparados ainda pelo coeficiente de correlação de Spearman (Siegel,1975), através da comparação da posição ocupada no ranking em cada semeadura (ver estudo 1).

Três mudas de cada sub-parcela foram avaliadas para biomassa seca total após seis meses em viveiro (nove mudas de cada tratamento). O esquema de análise de variância adotado, blocos ao acaso com parcelas subdividas, é similar ao apresentado nas Tabelas 4.1 e 4.2.

A análise estatística e os testes de comparação de médias post hoc de todas as variáveis apresentadas foram feitos utilizando o programa R.



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