Experimento 1: efeito do método de produçÃo de sementes (aps ou pcs) e da árvore matriz (ou clone) na quantidade e tamanho de cones e sementes produzidos e propriedades tecnológicas do lote de sementes



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4.2 RESULTADOS E DISCUSSÃO

4.2.1 Emergência


O teste de emergência completa o teste de germinação, que preliminarmente fornece indicações a respeito do número de sementes capazes de produzir plântulas normais. Entretanto, por ser efetuado sob condições ótimas, o teste de germinação não prevê com exatidão a capacidade da semente originar plântulas no viveiro, onde as condições dificilmente se aproximam das ideais. Com base nestas considerações é perfeitamente compreensível a queda na porcentagem de emergência em viveiro quando comparada à germinação em laboratório. Para todas as matrizes da APS e para 50% dos clones do PCS o valor médio de germinação (Estudo 1) foi inferior à média da emergência dos tamanhos de sementes. Vale lembrar, no entanto, que a germinação foi tomada do lote original da família e a emergência foi analisada para cada um dos três tamanhos de sementes, o que não torna exatamente apropriada a comparação destas duas médias, visto que a participação de cada categoria de tamanho de sementes no lote original é bastante heterogênea. Não encontramos, contudo, diferenças estatísticas na emergência dos diferentes tamanhos de sementes.

As médias das porcentagens de emergência das sementes coletadas em 2006 da APS mantidas sem adubação encontram-se na Tabela 4.4.


TABELA 4.4 – PORCENTAGEM DE emergência das sementes de diferentes tamanhos produzidas pelas matrizes de Pinus taeda da APS mantidas sem adubação - MÉDIA de 3 repetições

MATRIZ

SEMENTE 1

SEMENTE 2

SEMENTE 3

MÉDIA

M 3

85,0

87,5

86,7

86,4

M 4

81,7

80,0

90,8

84,2

M 7

79,2

83,3

89,2

83,9

M 9

82,5

74,2

85,0

80,6

M 1

79,2

80,0

75,8

78,3

M 8

83,3

75,8

75,8

78,3

M 6

74,2

77,5

77,5

76,4

M 10

72,5

78,3

70,0

73,6

M 5

76,7

70,8

69,2

72,2

M 2

66,0

74,2

76,7

72,3

MÉDIA

78,0

78,2

79,7

78,6

MEDIANA

79,2

77,9

77,1

78,3

C.V.

7,5%

6,2%

9,7%

6,5%

Os pressupostos da ANOVA foram verificados e segundo o teste de normalidade de Shapiro-Wilk para emergência (p-valor = 0,67) não houve necessidade de transformação. O teste de homogeneidade de variâncias foi aplicado ao fator tamanho de semente e ao fator matriz. As variâncias das emergências nos diferentes tamanhos de sementes foram homogêneas pelo teste de Bartlett ( p-valor = 0,17), bem como as variâncias nas matrizes (p-valor = 0,93).

Pela ANOVA não foi constatada diferença estatística significativa para emergência entre matrizes, nem entre diferentes tamanhos de sementes e tampouco interação entre tamanhos de sementes e matrizes (Gráfico 4.1.)
Gráfico 4.1 - interação entre o tamanho de sementes e matrizes de Pinus taeda com relação À emergência das mudas mantidas sem adubação

Apesar da análise estatística não encontrar significância nestas diferenças, na prática, uma diferença de 14%, encontrada entre as matrizes 2 e e 3, representa uma grande diferença em viveiro. Isso porque uma menor taxa de emergência implica em um maior tempo gasto na retirada de tubetes falhos (retrabalho), desperdício de substrato, adubo e água de irrigação. Se formos avaliar um lote de 1.000.000 de mudas semeadas, por exemplo, o prejuízo poderia chegar a R$ 25.200,00 (partindo de um custo de R$ 0,10 por tubete semeado e um valor de venda de R$ 0,18 a muda).



Com relação ao IVE destas mesmas sementes os dados também apresentaram distribuição normal (p-valor = 0,84) e foram homocedásticos (p-valor = 0,54 para tamanhos de semente e p-valor = 0,46 para matrizes).
TABELA 4.5 – INDICE DE VELOCIDADE DE EMERGÊNCIA dOS DIFERENTES TAMANHOS DE SEMENTES produzidas pelas MATRIZES de Pinus taeda DA APS mantidas sem adubação - MÉDIA de 3 repetições

MATRIZ

SEMENTE 1

SEMENTE 2

SEMENTE 3

MÉDIA

TUKEY

M 3

2,11

2,03

2,15

2,10

a

M 4

2,22

2,01

2,02

2,08

a

M 7

2,15

1,95

1,74

1,95

a b

M 1

1,64

1,64

1,67

1,65

b c

M 9

1,65

1,47

1,77

1,63

b c

M8

1,51

1,56

1,74

1,61

b c

M 10

1,49

1,55

1,52

1,52

c

M 2

1,60

1,62

1,33

1,52

c

M 5

1,35

1,37

1,62

1,44

c

M 6

1,38

1,43

1,42

1,41

c

MÉDIA

1,71

1,66

1,70

1,69




MEDIANA

1,62

1,59

1,71

1,62




C.V.

19,07%

14,80%

14,77%

15,20%

 

(1)Médias seguidas pela mesma letra não diferem significativamente entre si pelo teste de Tukey, ao nível de 95% de confiança.
A ANOVA encontrou significância na diferença estatística encontrada para IVE entre diferentes matrizes (p-valor < 0,001), porém não encontrou significância entre diferentes tamanhos de sementes e na interação entre matrizes e tamanhos de sementes. Observamos que 70% das matrizes apresentam um IVE estatisticamente semelhante, conforme a Tabela 4.5.

As médias das porcentagens de emergência das sementes coletadas em 2006 no PCS mantidas sem qualquer adubação encontram-se na Tabela 4.6.


TABELA 4.6 – PORCENTAGEM DE emergência das sementes de diferentes tamanhos produzidos pelos clones de Pinus taeda do PCS mantidas sem adubação - MÉDIA de 3 repetições

CLONE

SEMENTE 1

SEMENTE 2

SEMENTE 3

MÉDIA

TUKEY

C 13

85,8

95,8

69,2

83,6

a

C 9

76,7

81,7

86,7

81,7

a

C 10

88,3

77,5

77,5

81,1

a b

C 4

88,3

74,2

79,2

80,6

a b c

C 2

76,7

71,7

75,0

74,4

a b c

C 8

71,7

69,2

70,8

70,6

a b c d e

C 12

74,2

65,8

67,5

69,2

a b c d e

C 14

62,5

73,3

57,5

64,4

b c d e f

C 11

68,3

58,3

65,0

63,9

c d e f

C 7

62,5

64,2

65,0

63,9

c d e f

C 5

59,2

69,2

55,0

61,1

d e f

C 3

53,3

58,3

63,3

58,3

d e f

C 15

54,2

54,2

61,7

56,7

e f

C 6

52,5

50,0

51,7

51,4

f g

C 1

38,3

39,2

45,0

40,8

g

MÉDIA

67,5

66,8

66,0

66,8




MEDIANA

68,3

69,2

65,0

67,5




C.V.

21,7%

20,7%

16,8%

18,4%

 

(1) Médias seguidas pela mesma letra não diferem significativamente entre si pelo teste de Tukey, ao nível de 95% de confiança.
Os pressupostos da ANOVA foram verificados e, segundo os testes de normalidade de Shapiro-Wilk e homocedasticidade de Bartlett, a característica emergência apresentou distribuição normal e homocedasticidade, não necessitando, portanto, de transformação dos dados. Os p-valores foram de 0,76 para o teste de Shapiro-Wilk e de 0,17 (emergência x tamanho de semente), 0,15 (emergência x clone) para o teste de Bartlett.

A ANOVA indicou significância na diferença estatística entre emergência dos diferentes clones (p-valor < 0,001). Conforme a Tabela 4.6, 53% dos clones apresentaram comportamento estatisticamente semelhante para emergência, Não foi detectada, contudo, significância na diferença entre tamanhos de sementes e significância na interação entre tamanho de sementes e clones.


Gráfico 4.2 - interaçÃo entre clones e tamanhos de semente com relação à emergência das mudas de Pinus taeda MANTIDAS SEM ADUBAÇÃO


A diferença entre clones, que chegou a 43% , certamente inviabilizaria o uso do lote de sementes para a produção de mudas, caso o clone 1, por exemplo, fosse o de maior representação no lote de sementes. A germinação mínima aceitável seria de 56% para que não houvesse lucro nem prejuízo com a venda das mudas. Observamos que quatro dos quinze clones avaliados estão muito próximos desse valor.

Pq houve não houve diferença estatística na emergência entre matrizes e entre clones sim? Qual a implicação prática?

Não existe diferença na emergências dos diferentes tamanhos de sementes, (apenas entre clones ), pq? Não existe interação entre clone/ matriz e tamanho de semente para emergência, pq? Qual a implicação prática?
Com relação ao IVE os pressupostos da ANOVA também foram atendidos. Os p-valores foram de 0,60 para o teste de Shapiro-Wilk e 0,60 (tamanhos de semente) e 0,51 (clones) para o teste de Bartlett. Os resultados são apresentados na Tabela 4.7.
TABELA 4.7 - IVE das sementes de diferentes tamanhos produzidos pelos clones de Pinus taeda do PCS MANTIDAS SEM ADUBAÇÃO - MÉDIA de 3 repetições

MATRIZ

SEMENTE 1

SEMENTE 2

SEMENTE 3

MÉDIA

TUKEY(1)

C 13

2,64

3,34

3,03

3,00

a

C 2

2,54

2,65

3,20

2,80

a b

C 11

2,99

2,29

2,54

2,61

a b c

C 10

2,61

2,32

2,82

2,58

a b c

C 7

2,38

2,82

2,03

2,41

a b c d

C 4

2,29

2,25

2,49

2,34

a b c d

C 15

2,70

2,13

2,13

2,32

b c d

C 3

2,54

2,23

1,91

2,23

b c d e

C 9

2,06

1,84

2,20

2,03

c d e f

C 12

1,55

1,89

1,99

1,81

d e f g

C 14

1,47

1,98

1,35

1,60

e f g h

C 5

1,35

1,73

1,18

1,42

f g h

C 6

1,44

1,34

1,45

1,41

f g h

C 8

1,15

1,50

1,39

1,35

g h

C 1

1,11

0,91

0,94

0,99

h

MÉDIA

2,05

2,08

2,04

2,06

 

MEDIANA

2,29

2,13

2,03

2,23

 

C.V.

31,17%

29,05%

33,71%

29,24%

 

(1)Médias seguidas pela mesma letra não diferem significativamente entre si pelo teste de Tukey, ao nível de 95% de confiança.
A ANOVA indicou significância na diferença estatística entre clones (p-valor < 0,001), sendo que 47% dos clones apresentaram IVE estatisticamente semelhante (Tabela 4.7). Não foi detectada significância na diferença entre tamanhos de sementes e significância na interação entre tamanho de sementes e clones para o IVE.

Não existe diferença no IVE dos diferentes tamanhos de sementes, apenas nas diferente matrizes e clones, pq? Qual a implicação prática?

Não existe interação entre matriz/ clone e tamanho da semente para IVE, pq?

Uma vez que não foi verificada diferença na emergência de mudas de diferentes tamanhos de sementes espera-se que o mesmo aconteça com relação à germinação, o que possibilita a comparação da média de germinação dos lotes de sementes dos diferentes matrizes e clones (sem classificação das sementes por tamanho), com a média da emergência das sementes de diferentes tamanhos destes mesmos indivíduos. Com isso podemos atribuir um fator de correção para os resultados dos testes de germinação em laboratório, considerando uma semeadura em viveiro nas condições impostas neste estudo. É importante salientar que a emergência em viveiro depende de vários fatores além da capacidade inerente da semente à germinação, como por exemplo a temperatura e a disponibilidade de água (CITAR AUTORES), fatores que não variam nos ensaios padrões de laboratório. Nesse sentido o estabelecimento de um fator de correção de ampla utilização deveria ser feito com base nas diferentes situações em que a semeadura possa ocorrer.

Como pode ser visto pela Tabela 4.8, na média as matrizes da APS tiveram uma emergência 7% inferior à germinação, sendo que em todos os casos a taxa de germinação foi superior a de emergência. A correlação de Pearson entre germinação e emergência das matrizes da APS (r=0,84) foi alta e significativa (α = 1%).
TABELA 4.8 - DIFERENÇA ENTRE GERMINAÇÃO E EMERGÊNCIAS DAS sementes produzidas pelas MATRIZES de Pinus taeda DA aps


MATRIZ

GERMINAÇÃO(%)

EMERGÊNCIA (%)

DIFERENÇA

M 1

84,7

78,3

6,3

M 2

78,7

72,3

6,4

M 3

90,0

86,4

3,6

M 4

94,3

84,2

10,2

M 5

79,3

72,2

7,1

M 6

84,0

76,4

7,6

M 7

86,0

83,9

2,1

M 8

87,0

78,3

8,7

M 9

84,3

80,6

3,8

M 10

83,3

73,6

9,7

MÉDIA

85,2

78,6

6,6

Já para os clones do PCS (Tabela 3.9) nem sempre a taxa de germinação foi superior a de emergência, havendo casos em que a emergência foi 22,4% superior à germinação do clone considerado (C 14). Não existe explicação em literatura para esse resultado, visto que as condições em laboratório são as consideradas “ideais” para a germinação e todo o potencial da semente deveria ser ali manifestado. Em virtude disso uma das explicações seria a perda de viabilidade das sementes entre o período do teste de germinação e de emergência, porém a diferença de apenas um mês entre um teste e outro descarta a possibilidade. Segundo XXX(citar autor) o armazenamento de sementes de Pinus taeda pode ocorrer por até XXX meses, sem prejuízo da viabilidade inicial. O que mais poderia ser?


Tabela 4.9 - DIFERENÇA ENTRE GERMINAÇÃO E EMERGÊNCIAS das sementes produzidas pelos clones de Pinus taeda do pcs

CLONE

GERMINAÇÃO(%)

EMERGÊNCIA (%)

DIFERENÇA (%)

C 9

81,7

81,7

0,0

C 10

75,7

81,1

-5,4

C 10

62,0

40,8

21,2

C 2

77,0

74,4

2,6

C 3

53,3

58,3

-5,0

C 11

65,0

63,9

1,1

C 4

86,7

80,6

6,1

C 12

51,0

69,2

-18,2

C 5

69,7

61,1

8,6

C 13

90,7

83,6

7,1

C 14

42,0

64,4

-22,4

C 6

37,3

51,4

-14,1

C 7

72,3

63,9

8,4

C 8

78,7

70,6

8,1

C 15

67,3

56,7

10,6

MÉDIA

67,4

66,8

0,6

Apesar das diferenças encontradas, para os clones do PCS a correlação também foi alta e significativa (r=0,67).

Comparando os resultados de emergência sem adubação com o resultado com adubação (Tabelas 4.6 e 4.10) observamos uma grande diferença. Existiram casos em que o porcentual de emergência aumentou com a adubação (por exemplo o clone 3, onde a média de emergência dos três tamanhos de sementes foi de 58,3% sem adubo e de 83,6% com adubo) e casos em que a emergência diminui com a adubação (clone 13, com 83,6% de emergência sem adubação e 51,4% com adubação).

Uma das situações esperadas seria uma diferença na emergência decorrente da época de semeadura. A semeadura com incorporação de adubo ao substrato foi realizada no final de abril de 2007, um período em que a tendência é que a temperatura comece a diminuir. Já a semeadura sem incorporação de adubo foi realizada no ano anterior no período ideal, agosto, logo após a fase mais fria do ano. Citar literatura sobre influência da temperatura na emergência.



Como conseqüência do exposto, a porcentagem média esperada de emergência da segunda semeadura seria menor que a da primeira, o que não aconteceu em proporções consideráveis (66,1% foi a média de emergência dos nove clones avaliados na primeira semeadura e 64,2% foi a média da segunda semeadura, uma diferença mínima). O que realmente foi observado foi uma mudança drástica no ranking. O coeficiente de correlação de Spearman (rs) indicou uma correlação não significativa entre os postos ocupados pelos clones nas duas semeaduras (rs=-0,33), ou seja, não houve associação entre a emergência com e sem adubo para os diferentes clones.

Qual a explicação para a diferença na emergência com adubação e sem adubação para os clones ?
Os pressupostos da ANOVA foram atendidos para os dados de emergência com adubação. Os p-valores foram de 0,73 para o teste de normalidade de Shapiro-Wilk e 0,34 (tamanhos de semente) e 0,12 (clones) para o teste de homogeneidade da variância de Bartlett. A ANOVA indicou diferença significativa entre clones (p-valor < 0,001), diferença não significativa entre tamanhos de sementes e falta de interação entre clones e diferentes tamanhos de sementes para a característica emergência. Os resultados são apresentados na Tabela 4.10.
TABELA 4.10 – PORCENTAGEM DE emergência das sementes de diferentes tamanhos produzidas pelos clones de Pinus taeda do PCS COM adubação - MÉDIA de 3 repetições

CLONE

SEMENTE 1

SEMENTE 2

SEMENTE 3

MÉDIA

TUKEY(1)

C 3

69,2

95,8

85,8

83,6

a

C 7

85,0

81,7

75,8

80,8

a

C 11

75,0

71,7

77,5

74,7

a b

C 9

67,5

65,8

74,2

69,2

a b c

C 1

65,0

58,3

68,3

63,9

b c d

C 4

61,7

54,2

54,2

56,7

c d

C 6

61,7

54,2

54,2

56,7

c d

C 13

51,7

50,0

52,5

51,4

d e

C 8

45,0

39,2

38,3

40,8

e

MEDIA

64,6

63,4

64,5

64,2




MEDIANA

65,0

58,3

68,3

63,9




C.V.

18,3%

27,4%

23,9%

22,1%

 

(1)Médias seguidas pela mesma letra não diferem significativamente entre si pelo teste de Tukey, ao nível de 95% de confiança.
Apesar da semeadura com incorporação de adubo de ter sido realizada pouco antes do período mais frio do ano a média de emergência não diferiu consideravelmente daquela da semeadura anterior (apenas 2% abaixo). Nos dois casos, com e sem incorporação de adubo ao substrato, não houve diferenças significativas entre os tamanhos de sementes com relação à porcentagem de emergência de cada categoria. Houve, contudo, diferença entre os clones. Na semeadura com adubação 44% dos clones apresentaram comportamento estatisticamente semelhante com relação à emergência, valor próximo ao encontrado para a semeadura sem adubação (53%).

Seria de se esperar diferença na emergência devido à incorporação de adubo ao substrato? Como era de se esperar, a adubação não influenciou na homogeneização da emergência das sementes dos diferentes clones e tampouco provocou variação na emergência das sementes dos diferentes tamanhos. Qual a aplicação prática?

Os pressupostos da ANOVA foram atendidos para os dados de velocidade de emergência com adubação. Os p-valores foram de 0,07 para o teste de normalidade de Shapiro-Wilk e 0,84 (tamanhos de semente) e 0,41 (clones) para o teste de homogeneidade da variância de Bartlett. A ANOVA indicou diferença significativa entre clones (p-valor < 0,001), diferença não significativa entre tamanhos de sementes e falta de interação entre clones e diferentes tamanhos de sementes para o índice de velocidade de germinação. Os resultados são apresentados na Tabela 4.11.


TABELA 4.11 - IVE das sementes de diferentes tamanhos produzidas pelos clones de Pinus taeda do PCS COM ADUBAÇÃO - MÉDIA de 3 repetições

CLONE

SEMENTE 1

SEMENTE 2

SEMENTE 3

MÉDIA

TUKEY

C 3

2,6

3,3

3,0

3,0

a

C 11

2,5

2,7

3,2

2,8

a b

C 1

3,0

2,3

2,5

2,6

a b c

C 6

2,7

2,1

2,1

2,3

b c d

C 4

2,7

2,1

2,1

2,3

b c d

C 7

2,1

1,8

2,2

2,0

c d

C 9

1,5

1,9

2,0

1,8

d e

C 13

1,4

1,3

1,5

1,4

e f

C 8

1,1

0,9

0,9

1,0

f

MEDIA

2,2

2,1

2,2

2,1




MEDIANA

2,5

2,1

2,1

2,3




C.V.

30,8%

34,3%

32,5%

30,6%

 

(1)Médias seguidas pela mesma letra não diferem significativamente entre si pelo teste de Tukey, ao nível de 95% de confiança.
Da mesma forma que para a capacidade de emergência a adubação também não influenciou o índice de velocidade de emergência, permanecendo a existência de diferença entre clones.



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