Experimento 1: efeito do método de produçÃo de sementes (aps ou pcs) e da árvore matriz (ou clone) na quantidade e tamanho de cones e sementes produzidos e propriedades tecnológicas do lote de sementes



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4.2.2 Características Físicas


Inicialmente foram avaliadas as características das mudas mantidas em viveiro sem adubação e, na seqüência, mudas mantidas em viveiro com adubação. Com isso podemos avaliar o potencial inerente às sementes de diferentes tamanhos, onde a única fonte de nutrientes seria a do próprio endosperma, bem como avaliar a homogeneização provocada, ou não, pela adubação destas sementes, o que teoricamente eliminaria a possível vantagem das sementes maiores sobre as menores, uma vez que ambas teriam a mesma disponibilidade de nutrientes.

Apresentar algum estudo comparando mudas adubadas com mudas não adubadas. Qual a influencia da adubação no desenvolvimento de mudas de diferentes tamanhos de sementes?

A Tabela 4.12 apresenta a média da altura e diâmetro de colo das mudas produzidas pelas diferentes matrizes da APS, originadas dos diferentes tamanhos de semente, após seis meses em viveiro sem adubação.


TABELA 4.12 - altura e diâmetro de colo DE MUDAS ORIUNDAS DE DIFERENTES TAMANHOS DE SEMENTES DE matrizes de Pinus taeda da aps após seis meses em viveiro sem adubação

MATRIZ

SEMENTE 1

SEMENTE 2

SEMENTE 3

ALTURA (cm)

D.COLO (mm)

ALTURA (cm)

D.COLO (mm)

ALTURA (cm)

D.COLO (mm)

M 1

11,6

1,7

11,5

1,8

12,0

1,8

M 2

11,3

1,7

11,6

1,7

11,2

1,7

M 3

9,9

1,4

10,2

1,5

10,5

1,6

M 4

11,4

1,8

11,6

1,8

11,8

1,9

M 5

10,8

1,7

11,7

1,8

10,8

1,8

M 6

11,4

1,8

11,5

1,8

12,3

1,9

M 7

11,0

1,9

11,4

1,8

11,6

1,9

M 8

11,7

1,9

11,7

1,9

12,4

2,0

M 9

11,3

1,8

11,4

1,9

10,9

1,9

M 10

9,4

1,4

9,8

1,5

10,4

1,6

MÉDIA

11,0

1,7

11,2

1,8

11,4

1,8

MEDIANA

11,3

1,8

11,5

1,8

11,4

1,8

C.V

6,9%

10,5%

6,0%

8,7%

6,4%

8,4%

Devido à falta de normalidade e homocedasticidade os dados foram avaliados por testes não-paramétricos. O teste de Kruskal-Wallis indicou diferenças significativas entre matrizes (p-valor < 0,001), tamanhos de semente (p-valor < 0,001) e interação entre matrizes e tamanhos de semente (p-valor < 0,001) para a característica altura da muda, aos seis meses de idade. O mesmo aconteceu para a característica diâmetro de colo na mesma idade (entre matrizes p-valor < 0,001, entre tamanhos de sementes p-valor < 0,001, interação entre matrizes e tamanhos de sementes p-valor < 0,001). Para a variável relação entre altura e diâmetro de colo (H/D) houve diferenças significativas entre matrizes (p-valor < 0,001) e interação entre matrizes e tamanhos de semente (p-valor < 0,001), porém não houve diferença significativa entre os tamanhos de sementes (p-valor = 0,80).

CARNEIRO (1995) recomenda que a relação H/D em qualquer fase do período de produção de mudas deva situar-se entre os limites de 5,4 e 8,1. No Gráfico 4.3 é apresentada a interação entre matriz e a relação altura e diâmetro de colo das mudas aos seis meses de idade e verificamos que para todos os tamanhos de sementes e matrizes essa relação está dentro do considerado ideal pelo autor. No entanto, conforme CARNEIRO (1976), as dimensões das mudas ainda estariam muito aquém do considerado ideal para plantio, mesmo com a correta proporção entre altura da parte aérea e diâmetro de colo. Neste trabalho o autor recomendou o plantio de mudas com diâmetro de colo superior a 3,7 mm, o que equivaleria a uma altura de, pelo menos, 20 cm (H/D = 5,4). Devemos, no entanto, considerar que esses resultados decorreram de mudas que não receberam quaisquer adubação durante seu desenvolvimento.
Gráfico 4.3 - interaçÃo entre matrizes e tamanhos de semente para A relação altura/ diâmetro de colo das mudas de Pinus taeda SEM ADUBAÇÃO após 6 meses

Como é de interesse conhecer quais matrizes diferem estatisticamente entre si, o que possibilitaria a semeadura de grupos de matrizes de comportamento homogêneo, realizou-se o teste de comparação múltipla não paramétrico de Mann-Whitney para a relação entre altura e diâmetro de colo aos seis meses para cada tamanho de semente. Consideraram-se estatisticamente diferentes os p-valores menores que 0,001.



Apresentar resultados do Tukey e Npmc!!!!

Apresentar resultados COM adubação !!!!

A Tabela 4.13 apresenta a média da altura e diâmetro de colo das mudas dos clones do PCS, originadas dos diferentes tamanhos de semente e mantidas sem adubação após seis meses em viveiro.


TABELA 4.13 - altura e diâmetro de colo DE MUDAS ORIUNDAS DE DIFERENTES TAMANHOS DE SEMENTES DE clones de Pinus taeda do PCS após seis meses em viveiro sem adubação

CLONE

SEMENTE 1

SEMENTE 2

SEMENTE 3

ALTURA (cm)

D.COLO (mm)

ALTURA (cm)

D.COLO (mm)

ALTURA (cm)

D.COLO (mm)

C 1

11,3

1,8

11,9

1,9

12,0

1,9

C 2

12,0

1,8

12,6

1,8

12,2

1,8

C 3

12,1

1,6

12,2

1,7

11,7

1,6

C 4

11,0

1,7

12,2

1,8

12,8

1,9

C 5

10,9

1,8

10,8

1,9

10,7

1,9

C 6

13,4

1,9

14,5

1,9

14,1

2,0

C 7

12,6

1,8

13,7

1,9

13,8

1,9

C 8

10,8

1,8

12,2

1,9

11,4

1,8

C 9

13,6

1,9

13,0

1,9

13,3

1,9

C 10

12,2

1,7

12,0

1,7

11,8

1,6

C 11

11,8

1,9

11,5

1,8

12,8

1,9

C 12

12,8

2,0

13,0

1,9

13,3

2,0

C 13

12,2

1,8

13,0

1,8

13,0

1,9

C 14

12,6

1,9

12,8

1,8

12,8

1,8

C 15

13,0

1,8

14,9

1,9

13,8

1,8

MÉDIA

12,2

1,8

12,7

1,8

12,6

1,8

MEDIANA

12,2

1,8

12,6

1,9

12,8

1,9

C.V

7,3%

5,0%

8,5%

4,6%

7,8%

6,2%

O teste de Kruskal-Wallis indicou diferenças significativas entre clones (p-valor < 0,001), tamanhos de semente (p-valor < 0,001) e interação entre clones e tamanhos de semente (p-valor < 0,001) para a característica altura da muda, aos seis meses de idade. O mesmo aconteceu para a característica diâmetro de colo na mesma idade (entre clones p-valor < 0,001, entre tamanhos de sementes p-valor < 0,001, interação entre clones e tamanhos de sementes p-valor < 0,001). Para a variável relação entre altura e diâmetro de colo (altura/ diâmetro de colo) houve diferenças significativas entre clones (p-valor < 0,001) e interação entre matrizes e tamanhos de semente (p-valor < 0,001), porém não houve diferença significativa entre os tamanhos de sementes (p-valor = 0,17).

Mesmo com melhores resultados quando comparadas às mudas da APS em termos de média de altura, diâmetro de colo e relação H/D, as mudas do PCS ainda assim apresentam valores inferiores de altura e diâmetro de colo aos considerados por CARNEIRO (1976) ideais para plantio (Gráfico 4.4). Verifica-se que para todos os tamanhos de sementes e matrizes a relação H/D pode ser considerada ideal (5,4 a 8,1), porém o mesmo não vale para a altura e diâmetro de colo das mudas. Vale lembrar que os resultados decorreram de mudas que não receberam quaisquer adubação durante seu desenvolvimento.
Gráfico 4.4 - interaçÃo entre clones e tamanhos de semente para A relação altura/ diâmetro de colo das mudas de Pinus taeda após seis meses em viveiro

Verificou-se que existiu influência da matriz ou clone e do tamanho da semente nas características altura e diâmetro de colo da muda após seis meses, seja para a APS ou para o PCS. Esse resultado vai parcialmente de encontro aquele reportado por DUNLAP & BARNETT (1984) para a espécie Pinus taeda. Isso porque confirma-se que sementes maiores produzem mudas mais vigorosas que as menores , porém não devido a uma emergência mais vigorosa, visto que não houve diferença na porcentagem de emergência e velocidade de emergência de sementes de diferentes tamanhos. Discutir utilizando informação de mais autores



Não existiu influência do tamanho da semente na relação entre altura e diâmetro de colo (H/D).

Qual a implicação prática da influência da matriz/clone E do tamanho da semente nas características físicas da muda sem adubação?

Apresentar resultados COM adubação !!!!
A Tabela 4.14 apresenta o peso seco médio das mudas de diferentes tamanhos de sementes de cada matriz da APS sem adubação .
TABELA 4.14 - peso seco (g) DE MUDAS ORIUNDAS DE DIFERENTES TAMANHOS DE SEMENTES DE matrizes de Pinus taeda da aps após seis meses em viveiro sem adubação

MATRIZ

SEMENTE 1

SEMENTE 2

SEMENTE 3

MÉDIA

TUKEY

M 8

0,66

0,61

0,67

0,64

a

M 2

0,67

0,56

0,61

0,61

a b

M 4

0,62

0,55

0,62

0,60

a b

M 6

0,62

0,52

0,59

0,58

a b c

M 5

0,61

0,55

0,54

0,57

a b c

M 9

0,57

0,57

0,56

0,57

a b c

M 7

0,57

0,60

0,51

0,56

a b c

M 1

0,48

0,55

0,58

0,54

b c

M 10

0,45

0,47

0,54

0,49

c d

M 3

0,39

0,43

0,47

0,43

d

MÉDIA

0,56

0,54

0,57

0,56




MEDIANA

0,59

0,55

0,57

0,57




C.V

16,4%

9,7%

10,2%

10,9%

 

(1) Médias seguidas pela mesma letra não diferem significativamente entre si pelo teste de Tukey, ao nível de 95% de confiança.
Os dados de biomassa das mudas da APS apresentaram distribuição normal (p-valor=0,31) as variâncias foram homogêneas nas diferentes matrizes (p-valor = 0,18) e tamanhos de sementes (p-valor= 0,06). A análise de variância encontrou diferenças significativas entre matrizes (p-valor < 0,001) e nenhuma diferença significativa entre tamanhos de sementes ou interação entre matrizes e tamanhos de sementes.

A Tabela 4.15 apresenta o peso seco médio das mudas de diferentes tamanhos de sementes de cada clone do PCS.


TABELA 4.15 - peso seco (g) DE MUDAS ORIUNDAS DE DIFERENTES TAMANHOS DE SEMENTES DE clones de Pinus taeda do pcs após seis meses em viveiro sem adubação

CLONE

SEMENTE 1

SEMENTE 2

SEMENTE 3

MÉDIA

TUKEY

C 8

0,68

0,79

0,77

0,75

a

C 6

0,69

0,77

0,76

0,74

a b

C 5

0,70

0,73

0,76

0,73

a b c

C 15

0,68

0,73

0,76

0,72

a b c

C 7

0,79

0,66

0,60

0,69

a b c d

C 12

0,66

0,73

0,57

0,65

a b c d

C 9

0,60

0,68

0,66

0,65

a b c d

C 2

0,57

0,65

0,68

0,63

b c d

C 14

0,57

0,65

0,65

0,63

c d

C 10

0,64

0,58

0,65

0,62

c d

C 11

0,58

0,62

0,67

0,62

c d

C 13

0,60

0,64

0,59

0,61

d

C 1

0,58

0,60

0,63

0,60

d

C 4

0,55

0,61

0,63

0,60

d

C 3

0,58

0,60

0,58

0,59

d

MÉDIA

0,63

0,67

0,66

0,66




MEDIANA

0,60

0,65

0,65

0,63




C.V

10,7%

10,0%

10,4%

8,5%

 

Os dados de biomassa das mudas do PCS apresentaram distribuição normal (p-valor=0,23) as variâncias foram homogêneas nas diferentes matrizes (p-valor = 0,07) e tamanhos de sementes (p-valor= 0,84). A análise de variância encontrou diferenças significativas entre matrizes (p-valor < 0,001) e nenhuma diferença significativa entre tamanhos de sementes ou interação entre matrizes e tamanhos de sementes.



Qual a implicação prática da influência da matriz ou clone na biomassa da muda sem adubação? Qual a implicação prática da NÃO influência do tamanho da semente na biomassa da muda sem adubação? E agora? Influencia na altura e diâmetro, mas não influencia na biomassa!!!

Apresentar resultados COM adubação !!!!



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