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Novas Diretrizes para o Curso de Farmácia Generalista: Desafios e Inovações


Luciana Bizeto

Faculdade Campo Limpo Paulista


Rua Guatemala, 167, Jd. América
13231-230 Campo Limpo Paulista, SP, Brasil
(11) 4812 9400
bizetolu@yahoo.com





RESUMO

Durante muitos anos o curso de Farmácia no Brasil, que apesar de ser da área de saúde, deu se de forma tecnicista. E segundo opiniões de especialistas na área, afastou o Farmacêutico do seu papel social (Santos, 1999). Diante de tal situação, o Conselho Nacional de Educação e a Câmara de Educação Superior, de acordo com a Resolução CNE/CES 2, de 19 de fevereiro de 2002, instituiu novas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Graduação em Farmácia.

Neste artigo, brevemente serão discutidos alguns aspectos da estrutura curricular tradicional do Curso de Farmácia, comparando com a nova estrutura proposta pela resolução supra citada.

Palavras chave

Curso de Farmácia, diretrizes curriculares, farmácia generalista.



  1. INTRODUÇÃO

Durante muitos anos, o Curso de Farmácia oferecido por Instituições tanto Públicas como Privadas, apresentou o seguinte molde: Curso Básico e Especializações. O Curso Básico tinha duração aproximada de 3 anos (2600 h) e após o estágio (120 h) já habilitava o Profissional Farmacêutico a obter sua Inscrição junto ao Conselho Regional de Farmácia, podendo exercer responsabilidade técnica em drogarias, farmácias magistrais, distribuidores de medicamentos e vigilância sanitária. Depois de concluída esta etapa, o aluno podia optar pelas seguintes modalidades de especialização: Farmácia Hospitalar, Análises Clínicas e Toxicológicas e Industria de Medicamentos. Cada modalidade tinha a duração de 1 ano, sendo aproximadamente 400 h de aula e 320 h de estágio.

Questionando a formação deste farmacêutico graduado no sistema tradicional de ensino em farmácia e, frente às novas tendências no mercado de trabalho, educadores e órgãos de classe brasileiros (Conselhos Regionais e Federal de Farmácia), se mobilizam constantemente, no intuito de promover melhorias na formação do profissional farmacêutico, partindo para a necessidade de mudança nos currículos.

Com o advento da Resolução CNE/CES 2, de 19 de fevereiro de 2002, que Instituiu as novas diretrizes curriculares, o curso de farmácia, denominado agora de Curso de Farmácia Generalista, foi lançado um novo desafio: Um egresso/profissional Farmacêutico com formação generalista, humanista, crítica e reflexiva, para atuar em todos os níveis de atenção à saúde, com base no rigor científico e intelectual. Objetiva formar um aluno capacitado ao exercício de atividades referentes aos fármacos e aos medicamentos, às análises clínicas e toxicológicas e ao controle, produção e análise de alimentos, pautado em princípios éticos e na compreensão da realidade social, cultural e econômica do seu meio, dirigindo sua atuação para a transformação da realidade em benefício da sociedade.


  1. OBJETIVOS

Desenvolver um curso de farmácia generalista, de acordo com a nova Lei. Vencer os desafios na implantação de um novo paradigma

  1. CURSO DE FARMÁCIA GENERALISTA: DESAFIOS NA IMPLANTAÇÃO DE UM NOVO PARADIGMA

Durante a IV Conferência Nacional de Educação Farmacêutica, 2004, um dos temas abordados foi a dificuldade da implantação das novas diretrizes curriculares pelas Instituições de Ensino Superior (IES). Em uma das palestras, foram expostos os principais pontos que dificultam tal implantação, seja em Instituições públicas ou privadas. Apontando os principais problemas:

  • Dimensão estudante: Ensino médio deficiente, falto de atitude do aluno, reorientação, capacitação e formação generalista.

  • Dimensão conteúdo: Reorientação dos conteúdos, e adaptação curricular, desvinculação teórica-prática, inter e transdisciplinalidade.

  • Dimensão Instituição de ensino superior: Ausência ou sobrecarga da estrutura, número insuficiente de professores.

  • Dimensão professor: Resistência a mudanças falta de profissionais em algumas áreas, resistência a semestralização, dificuldade para integralização dos conteúdos e interação com os acadêmicos.

  1. IMPLANTAÇÃO DO CURSO DE FARMÁCIA GENERALISTA NA FACCAMP

Iniciamos a primeira turma do curso de farmácia generalista na FACCAM em 2006, após autorização do MEC. Em um primeiro momento, como autora do projeto do curso, não me deparei com nenhuma resistência para concepção de um curso generalista. Uma vez que esta formação sempre foi de minha pretensão, ou seja, algo mais abrangente, multidisciplinar e interdisciplinar.

No entanto, como um curso inovador na historia da educação farmacêutica, também é um curso desafiador. Ao meu ver, o primeiro desafio concentra-se na quebra de alguns paradigmas, entre eles, de que o farmacêutico é um tecnicista. Seguindo dos desafios pontuados na IV Conferência Nacional de Educação Farmacêutica, 2004. As dimensões supra citadas refletem a grande dificuldade de implantação e gestão do curso de farmácia generalista.

Com base nestas quatro dimensões, apresentamos algumas propostas (algumas em andamento e outras em projeto) para minimizar as dificuldades da formação de um farmacêutico generalista.

Dimensão Estudante

O perfil dos alunos admitidos na primeira turma do curso de farmácia generalista – FACCAMP, esta ilustrado, nas figuras abaixo, n=3





Assim como em muitas faculdades, admitimos alunos com ensino médio muito deficiente. Para sanar ou minimizar tais dificuldades, os alunos são trabalhados da seguinte forma:



  • Programa de nivelamento, onde a Instituição oferece sem ônus para o discente, aulas de matemática e química. Também podendo oferecer aulas de informática, português e inglês.

  • Coordenadoria, o coordenador do curso deve “sair do pedestal” ou seja, estar sempre presente na vida acadêmica do aluno, aberto ao diálogo, motivando o aluno quanto à importância dos conteúdos e sempre que possível mostrando a inter e transdisciplinalidade entre os mesmos. O coordenador tem que estar ciente de que o aluno é o melhor reflexo da gestão do seu curso.

Dimensão Conteúdo

É de grande importância que os docentes do curso sempre busquem o diálogo entre eles, no que diz respeito as suas disciplinas ministradas no curso. As cadeiras básicas devem promover um alicerce para apoio das cadeiras especificas. Todas as disciplinas devem mostrar para o discente, sua importância para a formação do profissional farmacêutico, com exemplos práticos.



Dimensão Instituição de Ensino Superior

Quanto a esta Dimensão, a respeito da infra-estrutura, o curso iniciou-se com três laboratórios e possui em projeto a construção de mais quatro, alem de uma farmácia escola. Quanto aos professores, estes serão contratados no decorrer do curso. Porém vale salientar que, para a implantação do curso de farmácia generalista, a Instituição deve estar aberta ao diálogo, fomentar estruturas e ter espírito inovador.



Dimensão Professor

O professor deve ser encorajado adequar às novas mudanças, ou já possuir este novo perfil. Devendo sempre que possível integralizar os conteúdos, interagir com os alunos, e se familiarizar com a semestralização. É muito importante neste curso, a preferência pela contratação, em número maior, de docentes mestres e doutores, que sejam graduados em farmácia. Não só para atuarem em nas cadeiras básicas, como principalmente nas específicas. Destacando desta forma aos alunos, a abrangência da Ciência Farmacêutica em seus diferentes campos de atuação. Claro que em algumas regiões existirá esta dificuldade devido à falta de profissionais em algumas áreas. Mesmo assim, a contratação do docente farmacêutico sempre deve ser encorajada.



5. ATIVIDADES ACADÊMICAS

Outro ponto que deve ser contemplado, diz respeito às atividades acadêmicas. Em nosso curso temos o Simpósio de Farmácia e a Jornada Farmacêutica. Os mesmos sempre serão oferecidos no primeiro e segundo semestre respectivamente. O Simpósio será organizado por professores e a Jornada por alunos (com a supervisão docente).

Neste momento posso relatar a agradável experiência que obtivemos com nosso I Simpósio. Através de palestrantes de renome, foram possíveis a implantação do otimismo e a ampliação dos horizontes do conhecimento em nossos alunos. Sempre destacando os campos de atuação e a importância do Profissional Farmacêutico.

Dentro das atividades acadêmicas o perfil humanístico, critico e reflexivo, que se espera do aluno poderá ser trabalhado. Uma vez que estas atividades permitem correlacionar os conteúdos vistos em sala de aula de forma mais abrangente, com a realidade social e do mercado.

Outras atividades acadêmicas que estão propostas em nosso curso são as atividades complementares. Estas levam o aluno à comunidade onde vive, promovendo palestras na área de saúde e atenção farmacêutica, seja, em escolas, asilos, sociedades amigos de bairros, igrejas, etc. Também pretendemos realizar campanhas, entre elas a de doação de sangue.

A participação e a elaboração de atividades acadêmicas devem ser estimuladas, pois confere ao aluno maior segurança, retoma e melhor orienta o conhecimento. Proporcionando assim um perfil de egresso mais adequado.



6. CONCLUSÃO

Concluímos que para a implantação deste novo curso de farmácia, fazem-se necessários: Interação professor, coordenador e alunos; e infra-estrutura adequada.



REFERÊNCIAS

Santos, Manoel Roberto da Cruz (1999). A Profissão Farmacêutica no Brasil: História, ideologia, ensino. Ribeirão Preto: Holos.





Sobre Aulas


Nelson Gentil

Faculdade Campo Limpo Paulista


Rua Guatemala, 167, Jd. América
13231-230 Campo Limpo Paulista, SP, Brasil
(11) 4812 9400
gentil@faccamp.br


RESUMO

Este artigo trata de regras básicas para aulas expositivas, comportamento do professor na sala de aula, participação dos alunos, uso da lousa, livros usados e conteúdos programáticos



Palavras chave

Aula, professor, livro, participação, conteúdo programático.



  1. INTRODUÇÃO

Como foram suas primeiras aulas? Lembra? Selecionou os conteúdos? Preparou os exercícios? Como você foi recebido pelos seus alunos? Pretendia ser um bom professor ou era somente um emprego? Teria ficado nervoso nos primeiros minutos da aula?

Possivelmente era início de ano letivo, se não fosse alguma substituição. Um novo professor para a classe. Todos aguardando suas primeiras palavras. Lembrou de seus professores, das sugestões que lhe haviam dado. Mas agora era com você. Como e o que fazer. E o tal de ensino-aprendizagem? Era preciso começar. Você os cumprimentou. Disse qual a sua disciplina, o conteúdo programático, as avaliações e foi em frente. Você esteve com eles durante um ano. Soube de suas dificuldades, procurou conhecer um pouco de cada um. Pode com alegria observar o crescimento de todos naquele ano. Como começaram e como iam para o ano seguinte.

Estas longas viagens pelos caminhos do ensino têm nas aulas o seu ponto fundamental. De minha parte posso lhes dizer que não sei quantas aulas foram. Procurei ser um facilitador do aprendizado. Vi o crescimento de tantos alunos. Tenho muitas lembranças agradáveis. Foi o que me encorajou a escrever algumas palavras sobre aulas.


  1. DURANTE A AULA

O professor não deve permanecer por muito tempo sentado ou no mesmo lugar ou olhando para um aluno ou mesmo lugar da sala. Pode dar a impressão de cansaço ou preferência do professor por determinados alunos ou setor da classe. O olhar do professor deve percorrer toda a sala, como quem se dirige a todos igualmente e observa tudo que se passa.

Deve responder as dúvidas dos alunos da frente da sala, para que todos aproveitem igualmente a resposta. Se o professor se dirigir à carteira do aluno dando-lhe uma atenção especial, considere que poderá estar abandonando

o resto da classe. Preferencialmente responda às dúvidas de forma que todos possam ouvir a resposta e obter a mesma informação. Se o professor dispensar um bom tempo a um único aluno, certamente dispersará a atenção da classe e os alunos começarão a conversar. Procure usar sempre a frente da sala. Procure também chegar nos horários estabelecidos. Pontualidade é fundamental e causa ótima impressão assim como constante atraso ou sempre terminar a aula antes não é bom. Os alunos notam e até, com o tempo, sabem a hora que o professor termina a aula. Pode causar a impressão de desinteresse, cansaço constante, desrespeito pela escola em que leciona e pelos alunos. Responda todas as dúvidas. Estimule os alunos a que participem. Mostre gosto pelo que está ensinando e especial atenção aos alunos.

O professor não deve se preocupar com a quantidade de conteúdo dada e sim com o aprendizado deste conteúdo. De que adianta o aluno preencher cinco páginas se não houve aprendizado

Um resumo do tema a ser abordado deve ser feito no final da aula e não no seu início como meta a ser atingida. Trata-se de inversão da ordem.O resumo pode ocorrer com a participação dos alunos.

Ao iniciar a aula é bom costume resumir os pontos principais da aula anterior para que o aluno retome a seqüência. Não comece um novo tópico no final de uma aula.Melhor aproveitar o tempo restante para reforçar o que foi tratado e tirar dúvidas. Dê sempre exemplos e aplicações. Contextualize.

Evite longos períodos de exposições teóricas.

Não considere entendido um assunto só porque não houve nenhuma pergunta. Não foi monólogo? Houve estímulo à participação?

Não enuncie um resultado para em seguida tentar demonstrá-lo ou chegar a esta conclusão. Devemos partir de fatos, conhecimentos observados e exemplos para chegar a tais resultados.Inicialmente o concreto, o particular, para se chegar à generalização, às conclusões. É o método da redescoberta. Descobrir é aprender. O professor não deve usar de medidas punitivas para manter a boa ordem da sala. Somente situações especiais justificam este comportamento.A autoridade do professor acontece naturalmente.


  1. A LINGUAGEM DO PROFESSOR

O professor deve variar o tom de voz durante toda a aula. Evite causar monotonia e sonolência Ao enunciar um resultado deverá falar de forma a chamar a atenção da sala. Mais do que apenas a voz, gestos e brilho no olhar. Se você fala boa noite e os alunos levam a sério e dormem, algo está errado. Outros professores falam muito rápido. Dificulta a compreensão.

Não deve usar vocabulário chulo, gíria e cometer erros de língua portuguesa. Também não deve usar linguagem rebuscada. O professor deve ser claro e direto. Todas as palavras usadas devem ser entendidas. Procure usar termos simples. Corrija os erros dos alunos ao falar ou na lousa, embora procurando nunca ofendê-los ao fazer tais observações.



  1. O DOMÍNIO DA SALA

Não se deve ameaçar os alunos com avaliações mais difíceis por comportamentos inadequados da classe ou falta de participação. Intimidar os alunos ou agir com arrogância é o pior caminho para o ensino. Nada se consegue. Pelo conhecimento, pelo conteúdo das aulas e pelo relacionamento de todos os dias é que o professor obtém o domínio natural da sala. O professor está ensinando e sendo observado o tempo todo, em cada ato e atitude. Quantos não são os exemplos, todos os dias, do que devem ou não fazer os alunos, como um ensino mudo que ocorre a cada comportamento do professor? O bom professor é compreensivo e paciente. Amigo dos alunos. Não os intimida. Procura aproximar-se, diminuindo a distância que existe entre aluno e professor. Alunos apreciam professores bem humorados. Boa convivência. Ser amistoso. Sempre receber da melhor maneira as colocações dos alunos. Dar liberdade de expressão. Exigir participação e sempre se preocupar com o aprendizado é atitude que os alunos admiram. Valorizá-los em seus acertos. Ao final de seu curso, observar a evolução de cada um e mencionar tal fato. Tome conhecimento, dentro do possível, dos problemas dos alunos e da classe e procure interagir. Procure o tempo todo verificar que o aluno o está compreendendo. Boa aula, sem dúvida, é aquela em que o aluno entende.Boa escola, sem dúvida, é aquela que tem bons professores. E os alunos só dizem que têm bons professores quando entendem suas aulas. Assim agindo o professor não terá problemas de indisciplina ou domínio da sala.

  1. O USO DA LOUSA

A lousa deve ser usada de forma ordenada. A letra deve ser clara. O professor não deve escrever em diferentes pontos da lousa, causando desordem nas anotações dos alunos. Também deve apagar as partes escritas de forma ordenada. Dar tempo para que o aluno copie. Observe se existem alunos anotando antes de apagar a lousa. Outro bom costume é esperar que os alunos anotem para após acompanhar as explicações. Evite explicar a matéria enquanto está escrevendo e, portanto de costas para a sala. Não fique ao lado do aluno que está na lousa. Fique num dos cantos da sala. Não permanecer na frente dos conteúdos que os alunos estão tentando anotar. Esquemas explicativos e anotações detalhadas ajudarão em posterior estudo. A exposição do conteúdo de forma ordenada permitirá ao aluno também aprendizado ordenado. Idéias organizadas. Boa lousa apresenta o conteúdo de forma concisa, que permitirá ao aluno relembrar com facilidade os conteúdos apresentados. Boa lousa é resumo de conteúdo com apresentação rica em detalhes. Boa lousa é o melhor livro que o aluno pode ter. O que se aprende bem, com boas anotações para retomar é aprendizado certo. Claro está que se o professor tem ao seu alcance outros recursos para melhorar suas aulas, deve usá-los. O uso de softwares, multimídia, retro-projetores, etc, não havendo exagero, como, por exemplo, retro-projetor em todas as aulas, é recomendável e pode ser extremamente motivador.

  1. LIVRO USADO

O uso de um único livro, seguido página a página pode ser motivo de desinteresse do aluno pelas aulas. Basta adiantar o conteúdo da aula seguinte. Porém também apresenta suas vantagens. Referências bibliográficas e anotações de dados que completam o livro usado enriquecem a aula. A aula não deve também se tornar simples leitura do livro. No mínimo acrescente comentários.No caso da leitura do texto, apresentem outros para comparação dos conteúdos. Nenhum livro deve ser compêndio único.Devemos apresentar várias referências bibliográficas e estimular o uso constante da biblioteca. Também as explicações do professor não se devem limitar ao entendimento do livro. Normalmente, professores experientes acrescentam explicações que facilitam o aprendizado e têm sempre, pelo menos em alguns pontos, sua forma própria de ensinar, que não deve ser única, se diferente, mas uma outra visão apenas.

  1. PARTICIPAÇÃO

Talvez seja um conteúdo difícil, precedido de longas explicações. Mas a participação organizada dos alunos é imprescindível. Nenhuma aula deve ser tão somente monólogo.No mínimo o professor deve verificar se o conteúdo exposto está sendo entendido. Deve perguntar. E, na maioria das vezes, a pergunta do aluno é dúvida de muitos.O aluno pode começar sua participação dizendo onde não entendeu. Alguns fazem, não raro, observações interessantes. Outros abordam detalhes não tratados, ângulos não pensados pelo professor.

Não raras são as vezes que o professor inibe a participação dos alunos por precisar cumprir o programa.Mal de que sofre quase todo o magistério. Esta pressa levará a prejuízo do aprendizado. É bem gasto o tempo em que o aluno participa da aula. Há casos de professores que começam a abordar um tema ouvindo inicialmente seus alunos.Não bastasse, mais importante que cumprir o conteúdo é que haja aprendizado. Todos nós sabemos o início e o fim do conteúdo que tratamos. O que não devemos saber é até onde vamos. Importante é, que até onde cheguemos neste conteúdo, que o aluno nos acompanhe.

Não se deve esquecer. Muito mais importante que ensinar é estimular o aluno. Despertar o interesse. O desejo de aprender. Só dessa forma, através do estímulo, do despertar o desejo de aprender, o professor terá sua aula continuada. Poderá ver o aluno ir muito além de onde foi.Temos o início e o fim do período letivo. E não há melhor resultado para o professor do que o crescimento do aluno.E se você despertou o interesse esse crescimento não irá parar. Conduza-o, através da participação, ao descobrimento. Há ato mais estimulante que a descoberta? Leve-o a redescobrir. Ele seguirá sozinho. Seja dispensável.

Há diferentes alunos em todas as salas.Se o professor pretende maximizar o ensino-aprendizagem, procure desde o início os alunos com maiores dificuldades. Estimule-os a participar. Se estes estão acompanhando, certamente os demais também. Trata-se de uma forma simples de inclusão. Este comportamento do professor, de preferência deve ser discreto e não notado pelos alunos. Substitua o seu método de aula em que somente o mestre fala. Faça trabalhos em equipe e confira a participação de todos. Não só atividades individuais, mas, principalmente, em grupo.



  1. PROGRAMAS

São muitas as falhas cometidas pelos professores relacionadas ao programa. A principal delas é sem dúvida proveniente da preocupação de cumprir o programa. É comum professores aumentarem os tópicos ensinados nas aulas finais visando completar o conteúdo programático. Vários itens são ensinados com o pretexto de dar pelo menos uma visão geral. A esta altura, não há dúvida, acabou a preocupação com o aprendizado. Atividades e aulas práticas são abandonadas. Melhor seria continuar normalmente o desenvolvimento da disciplina. Num outro sentido, já bem mais raro, alguns professores encerram o período letivo por já terem completado seu conteúdo. Poderá, neste caso, exercitar mais os tópicos considerados relevantes. Não importa quanto do programa foi dado, mas como foi feito. Não basta cumprir o programa integralmente, mas também que o aluno tenha sido beneficiado.

REFERÊNCIAS

Candau, Maria (org.). (2004). A Didática em questão. Rio de Janeiro. Petrópolis: Editora Vozes.

Grisi, Rafael. (1969). Didática Mínima. São Paulo: Companhia Editora Nacional.

Libâneo, J.C. (1994). Didática. São Paulo: Editora Cortez

Lowman, Joseph. (2004). Dominando as técnicas de ensino. São Paulo: Editora Atlas.

Masetto, Marcos. (1994). Didática: A aula como centro. Editora: FTD.




Programa de Prática de Ensino e Estágio Supervisionado: Projeto Leitura e Escrita


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