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Fotografia 05 – Anjo Azul (parte da asa)

Fonte: Arquivo pessoal, 2017


E sendo assim, Jordão, o autor dessa obra levou ao conhecimento da Prefeitura do Natal e administração pública transportou para a praça pública Omar O’Gray, no conjunto habitacional de Ponta Negra chegando-a toda decapitada. A ideia inicial que seria erguida nesse mesmo local algo que não aconteceu.

A administração pública sem interesse de erguer a obra de arte em estado de abandono, moradores interessados, especialistas procurados para estudar o caso e a vontade do artista de ver a sua obra plenamente e imponente erguida.

Infelizmente o que está acontecendo com o anjo azul é a sua destruição por ação do tempo e dos vândalos como a falta de compromisso do poder público de não valorizar os patrimônios existentes na cidade. Na obra já está faltando pés, mãos, a trombeta e braços. Existentes cabeça, pernas e tronco. Outra ideia que surgiu foi recuperar a estátua e levá-la para o espigão da CODERN, praia da Redinha que se estende até o rio Potengi. Custeava-se na época o valor de R$ 150.000,00 para a execução do projeto. A própria comunidade através da Associação dos Moradores de Ponta Negra procurou especialista em engenharia de Universidade particular da cidade para saber o diagnóstico da situação do Anjo, os especialistas deram a resposta a Associação que era viável a recuperação por completo da obra e podia ser entregue a sociedade. Os especialistas com a orientação de engenheiro fez estudo, levantamento de materiais, projeto para remontagem do monumento, cálculo de peso, reconstrução. Resta saber quando será erguido o anjo outra vez e tocar a sua trombeta.
Fotografia 06 – Anjo Azul (parte do corpo pichado)

Fonte: Arquivo pessoal 2017


Atualmente é uma história de abandono, descaso com o bem artístico feito por um artista renomado em nosso Estado que foi largado a obra em praça pública sendo esquecida pelo poder público municipal que a cada dia é transformado em entulho.
Fotografia 07 – Anjo Azul (cabeça)

Fonte: Arquivo pessoal 2017


O artista que o construiu tem um sonho, disse: “O anjo pertence a toda sociedade natalense, o meu sonho é vê-lo de pé tocando trombeta e que seja uma obra vista pelo povo”, disse Jordão.

Praça urbana de uso social deficitário além do acesso difícil e da falta de opções de uso é também pouco integrados em torno e desarticulados do sistema de ruas. Fechamento de praças, bloqueio por grades de caminhos e retirada de bancos foram algumas das estratégias adotadas pela gestão municipal para desencorajar a presença do público.

A ausência de vegetação cuidada, destino diferente teve a praça com invasão de pessoas, mendigos, é hoje um lugar inóspito, repleto de sinais de desgastes e vandalismo, uso social esporádico, o gradeamento das praças isolam o convívio social para muitos, acúmulos de sujeira, barreiras de acesso, usuários de drogas, assaltos constantes, falta de iluminação, ausência de tratamento das árvores, plantas e arbustos, praças descaracterizadas, degraus, escadaria em sucessivos níveis, dificultam a presença dos cadeirantes e idosos. Existem praças que possuem rebaixamento de calçadas para facilitar o acesso, mas nem todas têm.

O fechamento de praça para o uso público, lixo, restos de comidas e sujeira humana, bancos de assentos danificados faltando encostos para as costas, muretas danificadas afasta, a prática de convivência nesses lugares públicos, não são mais tão convidativos precisando repensar o mau uso e o que ali restam.

Passagem estreita com bustos no meio do caminho assim como esculturas, escondidas e sem espaço para apreciação. Pois, muitas vezes uma obra de arte está numa praça que ali não cabia. E em outras vezes as pessoas passam por um painel artístico e não ver pela falta de um espaço apropriado a esses elementos artísticos. Não se faz mais praças belas, a estética ficando cada vez mais sem lugar nas praças públicas. Hoje se reúnem as prostitutas e traficantes de drogas nas praças e passeios públicos uma decadência agravado pelo abandono

O desuso das praças acarreta a perda de oportunidades de sociabilidade e de fortalecimento da cidadania, contribuindo para o aumento da dependência de espaços privados para a praticada vida pública e, consequentemente, das desigualdades sociais e da exclusão. Garantir o uso o acesso público e uso coletivo condições essenciais para promover a vida pública nas praças – é um desafio é uma responsabilidade para a cidade.54

Em termos de qualidade se caracteriza por diversos níveis de inadequação e degradação, em aspectos de lazer, ambiental e infraestrutura frequentemente causando descaracterização, abandono e a ocupação indevida das praças.

Os patrimônios artísticos erguidos nas praças e passeios públicos na cidade de Câmara Cascudo, figura importante da cidade se fosse vivo não estaria alegre pelos descasos dos governantes que teve sua própria estátua de bronze que fica no passeio público defronte ao seu memorial que recebe seu nome passaram meses para ser encontrada por não ter quem mantivesse não só a dele mas centenas de obras de arte espalhadas pela cidade.

Como em outras capitais, esses patrimônios geralmente homenageiam seus filhos ilustres que deixaram certo legado para cidade sendo na arte, na história ou na ciência. Os filhos do Estado do RN representam através da arte acontecimentos importantes ocorridos em determinada época como também os bens patrimoniais que registram a cultura de maneira geral.

Há uma grande representação de descaso com esses pelo poder público e com isso perdem seu valor diante da ausência de conservação desses objetos artísticos. A Administração pública despreza constantemente os mesmos ausentando-se a identidade da cidade.

Nas famosas praças da cidade sempre há destruição como na Praça Pedro velho, atual Praça Cívica, o monumento encontra-se com a sua estrutura comprometida. Existem também nessas obras várias marcas de pichações como também há deslocamento de revestimento na base que sustentam essas obras.

O marco do relógio da Praça Gentil Ferreira no bairro do Alecrim um dos bairros ativos da cidade que hoje permanece pleno nas sua atividades econômicas possui o relógio patrimonial sem manutenção há anos e nenhuma autoridade pública faz o relógio voltar a trabalhar na hora certa, de modo a necessidades aos seus transeuntes que passam por ali na praça prestando o seu serviço a eles. O relógio da praça já faz parte da cultura da cidade. Os moradores, comerciantes e clientes reclamam do descaso com o patrimônio o mau estado de conservação na praça até a placa que identifica a praça não existe mais outra preocupação é com o grande número de prostitutas, prostitutos e meliantes que frequentam a praça constantemente, outro público assíduo são os idosos, vendedores ambulantes e celebração de cultos evangélicos na praça.

Na Praça Almirante Tamandaré, o seu busto foi levado para Praça Cívica. Quando se pinta o busto é com tinta de péssima qualidade desvalorizando ainda mais a obra e arte. É uma praça desprestigiada, não recebe fiscalização alguma. O busto do homenageado em bronze já foi furtado da praça e recuperado após grande divulgação pela mídia local.

Já no Centro Histórico de Natal a praça religiosa Pe. João Maria encontra-se seu busto numa base alta revestida de pedra granito é uma praça bastante visitada por fiéis, mas os cuidados que devem ser de obrigação do município fica entregue aos vendedores e aos fiéis que varrem a praça, os garis passam e não tem compromisso com esse lugar público. E com isso mais uma vez o poder público municipal em descaso a uma realidade que deve ser de fato de e de direito do agente público municipal manter o local.

Uma outra e importante obra religiosa é a pedra do Rosário que fica no Passo da Pátria zona Leste da cidade a base de estrutura que ergue a Imagem de Nossa Sra. da Apresentação e sua escadaria que dar acesso à imagem no Rio Potengi, a base tem trazido problemas e a escadaria sempre com rachaduras e quem habita por lá sentem preocupação pela falta de cuidado. Os moradores só veem melhoria próximo as suas festanças que o espaço é bastante frequentado pelos fiéis.

No bairro da cidade na Praça 7 de setembro localizada entre a Assembleia Legislativa, Palácio da Cultura, Prefeitura Municipal do Natal e o Tribunal de Justiça encontram-se estátuas em bronze com vários personagens de vultos a república brasileira muito maltratado e pichado por vândalos e rodeado de lixo a sustentação do monumento rachado. Seus medalhões e placas em volta de sua base não existem mais, também foram levados pelos vândalos e só ficaram as marcas na base que um dia foi afixadas naquele local. Aos olhos poderes mais significativos da cidade e viram as costas fortalecendo o descuido com a arte potiguar. Em Algum momento foi comentado os cuidados dessa praça para o tribunal de justiça fazer a manutenção devido a SEMSUR não poder mas por falta de verba preserva a praça por completa.

A arte da cidade sempre passando por fragmentações, destruição e sem ser zelada, sem respeito, é o caso da imagem da estátua de Iemanjá que representa a mãe do orixá no passeio público na praia do meio zona Leste da cidade. Geralmente são afetadas as mãos e a cabeça da estátua pelos vândalos e daqueles que não aceitam o candomblé, intolerância à religião trazida pelos escravos africanos. O autor da estátua de Iemanjá é o escultor Etevaldo.

O descaso é tão maior pela administração pública municipal que o busto foi retirado de praça pública para não serem destruído como foi o caso do busto de D, Pedro II que ficava exposto na Praça João Tibúrcio, em Cidade Alta, passou um período no acervo do Memorial Câmara Cascudo. O acervo da cidade deve esta para todos os cidadãos usufruir e fruir, pois todos precisam conhecer o acervo artístico público da cidade o problema não se resolve escondendo busto em memorial. Devem-se levar o busto para as praças e passeios públicos da cidade.

Em outra situação não menos diferente com o descaso com a arte em ambiente público nas praças e passeios vem ao caso o busto do Presidente americano Kenedy que a cidade recebeu de presente em homenagem pela passagem do Presidente na cidade um busto. Foi colocado o busto em bronze do então, Presidente num calçadão sem estética de praça com algumas plantas e bancos danificados, ou seja, sem ter no mínimo estrutura de praça, sem nenhum valor ao homenageado que deveria ser uma praça à altura de Presidente internacional.

A Secretaria de Serviços Urbanos da capital se restringe á troca de iluminação e recolocação de peças caídas, quando solicitada. A autoridade municipal informou que só pode

Haver uma manutenção apropriada para os monumentos de pois de ser feito um levantamento dos marcos de Natal.

O Secretário disse: “Augusto Severo é mais valorizado na França do que no estado onde ele nasceu. Lá, a estátua dele é reverenciada, enquanto aqui ele passa praticamente ignorado pela população”.

Quando a cidade completou 400 (quatrocentos) anos recebeu de presente para a Av Engenheiro Roberto Freire um pórtico artístico intitulado “Arco do Sol” confeccionado em metal ferro seu material que com o passar do tempo foi necessitado uma restauração devido à ferrugem e trocar as partes danificadas pelos fenômenos da natureza, mas o descaso contínuo é tanto que a SEMSUR órgão da administração pública direta responsável pela restauração do monumento até hoje não se tem notícias que esse órgão fez a restauração e não foi reinstalado na Avenida Engenheiro Roberto Freire na estrada de Ponta Negra. Temos mais um descompromisso com a arte em nossa cidade pelo Poder Público Municipal o que não valoriza a nossa arte e nem tão pouco a nossa identidade artístico-cultural.

Um homem das artes de grande importância para a cultura artística de nossa sociedade natalense e até internacionalmente, Dorian Gray Caldas, artista plástico consagrado recentemente falecido deixou centenas de obras artísticas com vários tipos de matérias expressivos em sua arte como o ferro, cimento, pedra, cerâmica e mármore. Nas praças e passeios público de nossa cidade se tornaram locais de suas exposições ao ar livre como o monumento da Praça do Rotary em Petrópolis uma obra muito moderna em ferro cortado com formas humana, o painel em cerâmica homenageando as mães que se encontra em sua maioria pichada e existem outros monumentos do artista, mas pela incúria dos administradores sumiram outras obras do artista que ficavam em praças pública. Nem esse artista de renome livrou-se do descuido das autoridades com as suas obras não sendo valorizando-as, respeitando-as para permanecerem intacta os seus grande trabalhos que registram os temas sociais, histórico e decorativos espalhados em diversas praças e passeios público da cidade.

Assim é o retrato encontrado nas nossas praças públicas, na nossa paisagem urbana, ou seja, a falta de gestão administrativa com os seus patrimônios artísticos em lugares públicos não conservados, não preservando esses como também o desvalorizar com os bens patrimoniais e seus artistas, um descaso constante entre a administração pública e os cidadãos que em sua maior parte não colaboram na permanência e zelo pela arte pública nas praças da cidade.

Os cidadãos contribuem com a administração pública municipal no sentido de não se comprometer em zelar pelas suas praças públicas. Pois, todos devem cuidar da manutenção desses bens comuns, de uso da população.

Vê-se cidadão jogando lixo, depredando bancos, levando os fios elétricos, torneiras, danificando canos de passagem d’água, fazendo moradia, pichando, destruindo a aparelhagem da praça, tornando-as por muitas vezes inviável o seu uso pelos usuários.

Os usuários temem ficar na praça por diversos fatores negativos (assaltos, ausência de estrutura, mendigos, traficantes de drogas, falta de limpeza e conservação). Os cidadãos que sentirem-se prejudicados pelo não uso de lugar público podem e devem denunciar pelo descaso tanto daqueles cidadãos que causam danos como também a administração pública municipal que tem obrigação de reparar as praças danificadas e punir os que cometeram os crimes contra o patrimônio público.

A arte pública nas praças da cidade sofre sempre pelos cidadãos não comprometidos em valorizar o patrimônio público artístico, os vândalos picham painéis artísticos, bustos, estátuas, bases e pedestais e furtam os azulejos pintados dos painéis descaracterizando a obra de arte.

Os cidadãos de compromisso com o bem comum do povo valoriza, protege, mantendo conscientemente o conceito de que não se deve destruir o patrimônio público de uso de todos.

3.2 MANUTENÇÃO DO PATRIMÔNIO ARTÍSTICO EM PRAÇAS PÚBLICAS DA CIDADE DO NATAL/RN
Diante do que foi dito em outros capítulos este diagnostica a conjuntura atual nas praças e propõe alternativas para uma manutenção mais presente nas suas praças e nos seus patrimônios artísticos que se encontram nos locais públicos da cidade.

Sabemos que existem espaços livres públicos sem bancos de assentos, jardins descuidados, sujeira em toda parte, árvores antigas necessitando de podação, calçadas danificadas, sem iluminação adequada, outras até às escuras. Para os usuários desses espaços é uma raridade deparar-se com uma praça ou passeio publico mantidos em seu conjunto geral sempre estão depredados em algum aspecto, seja na estética, na estrutura ou no descaso geral. É o que veremos no decorrer deste registro pelo levantamento realizado pela SEMSUR que mostra toda a situação que passa esse bem de uso comum das pessoas.

Importante é a sua atuação de uma gestão pública comprometida com a população, que organiza a conservação e recuperação dos bens públicos, proporcionando um serviço responsável na busca de uma melhor qualidade devida para a cidade do Natal.55

E essa atuação da gestão pública não é tão comprometida como acima declaram os técnicos da SEMSUR, os usuários que frequentam diariamente por esses espaços são testemunhas do problema da ausência constante de manutenção.

Moradores próximos à Praça das Mães no Centro Histórico da Cidade reclamam da falta de manutenção da praça com bancos danificados, sem paisagismo, calçadas esburacadas, ausência de acessibilidade, sem lixeira, a presença frequente de lixo no local. Na mesma praça está um painel artístico pintado em cerâmica, de renomado artista potiguar, Dorian Gray Caldas; esse painel despregaram algumas peças de cerâmica que compõe o mesmo e há o registro de várias pichações por vândalos.

O levantamento de diagnóstico das praças públicas da cidade pela SEMSUR foi realizado no ano de 2009. Esse foi feito no intuito de dar manutenção sistemática nos bens públicos comuns de uso do povo que se encontrava em péssimas condições de uso nas outras regiões administrativas da cidade.

A praça, para Lamas é um “lugar intencional do encontro, da permanência, dos acontecimentos, de práticas sociais, de manifestações de vida urbana e comunitária e de prestígio, e, consequentemente, de funções estruturantes”. 56
Município quanto à responsabilidade que temos na manutenção sistemática de cada bem, buscando garantir os espaços comuns em perfeitas condições de uso. F.... de elaborarmos o planejamento da recuperação de todos os bens públicos sob responsabilidade da SEMSUR.57
Mesmo com a visão panorâmica da SEMSUR através de seus técnicos e diagnóstico levantado das praças que mostram realmente a realidade em 2009 passando-se 08 (oito) anos quase nada está sendo mantido periodicamente não é difícil passar por volta de uma praça para ver os mesmos descuidos e a desatenção por parte da administração pública municipal.

A administração pública municipal tem o dever de planejar e executar seus serviços públicos oferecendo um bem estar a todos aqueles que necessitam de suas prestações eficientes e o desejo dos usuários. Nas praças públicas não podem ser diferente esse espaço com estrutura adequada a esse fim um equipamento público de excelência onde todos possam sentir-se confortável satisfeito com a administração pública.

Pietro explica: O poder público tem base em dois sentidos comumente a expressão administração pública no sentido subjetivo quando a ela denigre os entes que exercerem a atividade administrativa; compreende pessoa jurídica, órgãos e agentes públicos. No sentido objetivo ou funcional, ela designa a natureza da atividade exercida pelos referidos entes; nesse sentido, a administração pública é a própria função administrativa que incube o poder executivo de executar serviços públicos.58

Consoante CARVALHO Filho, ele diz que a administração pública consiste em atividade administrativa exercida por seus órgãos públicos e seus agentes. Pode também significar a incumbência de executar as atividades administrativas.59

Trata-se sempre de praça aqui porque os elementos artísticos, os poucos que existem estão nesses espaços públicos e deve ser feito a sua manutenção constantemente, pois realizada a manutenção dos bens artísticos a conservação desses não é necessária a uma futura restauração.

Enquanto preservar impulsiona na direção da elaboração das políticas que vão ser adotadas para gerir a conservação, para que o documento permaneça em condições físicas de utilização, levando-se em conta o controle climático, limpeza, reparos. Restaurar é devolver ao documento características mais aproximadas do seu estado original. Requer utilização de equipamentos adequados, infraestrutura, laboratório e sobretudo especialistas. Limpeza só existe duradoura com muita limpeza. 60

Um dos principais problemas dos patrimônios artísticos nas praças e passeios públicos de Natal é o seu abandono agravado pela falta de gestão pública.

Mas não é o que diz a SEMSUR, através de sua assessoria técnica:

Definir e planejar as prioridades de recuperação dos bens públicos, sob a responsabilidade da SEMSUR, de acordo com o orçamento anual com a finalidade de devolvê-los à população em perfeitas condições de uso.61

A população seria agraciada se tudo o que foi dito pela SEMSUR fosse real, o que mais se ver são os bens artísticos públicos da cidade deixados para trás, sem vontade de mantê-los, dando importância a que possa render economicamente e a coletividade ficando com o mínimo de usufruição.

A persistência em tratar dos bens artísticos em lugares públicos e sua manutenção vem no sentido de conscientizar as pessoas que uma cidade tem que ter sua identificação sendo essa identidade levada para outra cidade, estados e fora do país. Uma cidade sem identidade cultural, repiso ao longo dessa pesquisa, é uma cidade sem memória. E a arte é um meio de construção permanente para identificar o lugar. Exemplifica-se, pois quando se fala nesse monumento, a estátua do Cristo Redentor no Rio de Janeiro, sendo um marco reconhecido como patrimônio mundial pela UNESCO.

Conservar o bem artístico público favorece a todos e o próprio poder municipal que mostra o seu trabalho de gestor comprometedor com a arte, a cultura e a identidade e a memória local.

A cidade anualmente faz bastantes eventos nas praças, entre eles reuniões em alguns casos com uma aglomeração acentuada de pessoas. Nesses casos é importante a solicitação de autorização de uso, pois, principalmente quando na praça pública exista patrimônio tombado pelo IPHAN. Deve-se fazer o pedido de uso artístico do local público no mínimo com um mês de antecedência. É o tempo em que se comunica à autarquia que naquele espaço haverá tal evento e a mesma providencia proteção ao patrimônio artístico tombado.

Os monumentos tombados protegidos por tanques, redes e fitas de interdição serão para evitar o dano nos elementos artísticos que existirem no espaço público evitando até mesmo a sua destruição.

É comum em eventos públicos nas praças se não protegidos causar danos realizados nos bens públicos. É o caso das gramas que ficam pisoteadas, torneiras danificadas, bancos de assentos e os próprios monumentos tombados ou não afetados pela descaracterização perdendo a originalidade e sua autenticidade que cada obra possui. Por muitas vezes não são vândalos e na verdade a grande população que participa do evento de maneira descontrolada passa por cima de tudo, sobem nas bases das estátuas, e deixam sujeiras.

As entidades e seus agentes públicos devem analisar o pedido do evento a ser realizado na praça pública solicitado o tipo de evento, a quantidade de pessoas que possam participar para evitar o excesso. E daí possa prejudicar a estrutura do espaço público.

Apropriação do lugar público tem papel importante na cidade, seja como palco comum ou de manifestações, exemplo: as solenidades oficiais, atividades culturais, lazer e prática de esportes, entre outros. Essa utilização por um grande número de pessoas foge do controle e resulta em prejuízos para o paisagismo e para os monumentos do entorno.

A fundamentação do direito ao local público reside no núcleo dos incisos XV e XVI do artigo 5º da Constituição Federal. Assim, por meio da interpretação dos direitos à livre locomoção e liberdade de reunião, tem-se o acesso ao espaço público como prerrogativa de todos os cidadãos.

À luz da Constituição Federal 1988:
XV – é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;

XVI – todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente.


Administração pública municipal, após considerar o requerimento, caso aprovado deve-se realizar o ato de autorização. No direito brasileiro, a autorização tem várias acepções:

  1. Designar, o ato unilateral e discricionário pela qual a administração faculta ao particular o desempenho de atividade material ou a prática de ato que, sem esse consentimento, seriam legalmente proibidos;

  2. Autorização é o ato unilateral e discricionário pelo qual o poder público facilita ao particular o uso privativo de bens públicos, a título precário.62

São alguns tipos de autorização da qual o poder público através de ato administrativo em espécie concede ao particular para uso do bem público, no nosso caso as praças.

Com a autorização concedida à administração pública tem um controle diante do seu bem público a proteger a todos os equipamentos e elementos artísticos que for possível.

O patrimônio artístico protegido vence as ações danificadoras dos fenômenos naturais e dos homens a combater pelos agentes políticos que venham a fiscalizar e manter para não ter seus elementos artísticos destruídos.

Dano em Direito Civil é todo prejuízo ou perda de um bem juridicamente protegido. Pode ser real ou material, quando atingir um bem cujo valor passa ser apurado, ou moral, quando recair sobre bens de natureza moral. O dano pode constituir crime.

No Dano Penal é a destruição, inutilização ou deteriorização de coisa alheia.

O Código Penal, em seu art. 165 prever: Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa tombada pela autoridade competente em virtude de valor artístico, arqueológico ou histórico: Pena - detenção, de seis meses a dois anos, e multa.63

Este autor pretende neste trabalho oferecer propostas que contribuem para criar a consciência da importância que esses bens têm, ou seja, conscientizar para manter, conservar, preservar e não restaurar. A restauração é um processo lento e caro para os órgãos públicos que por sua parte não pode nem cuidar do que é de sua responsabilidade, imaginem restaurar.

Uma das propostas que pode ser é o sinal do wi-fi nas praças públicas da cidade para que em rápida ação dos cidadãos possam denunciar os órgãos competentes do Município, a SEMSUR e a SEMURB os atos de danificação visto no ato de vandalismo com os equipamentos públicos, incluindo as obras de arte públicas tombadas. É o cidadão em especial com o poder de vigiar, policiando e ao mesmo tempo denunciando a quem destrói as praças no mesmo momento que está acontecendo.

Pelo menos os gestores públicos através dos respectivos de redes sociais só ficaram informados do que estava acontecendo no exato momento à prática de danos causados por outrem. Seria o cidadão colaborando na manutenção, denúncia e solicitação da ação da administração pública para as providências cabíveis. Numa ação integrada com o poder público municipal, o cidadão consciente de seu papel de contribuir com as coisas públicas.

No capítulo 5 (cinco) que trata da revitalização de praças e seus patrimônios terá outras sugestões de ações para revitalizar e manter esses bens comuns públicos como deve ser com no mínimo a presença de manutenção periódica.

A educação ainda é um “remédio” que pode salvar as praças públicas municipais e sua arte pública trazendo de suas residências e do estabelecimento de ensino a valorização e respeito pelas praças o professor de arte, de ciências (meio ambiente), geografia e a interdisciplinaridade dessas e de outras disciplinas formariam a consciência para manter esses equipamentos públicos. Evitando-os a danificar, sujar, desvalorizar o patrimônio público.

É nessa conscientização que está uma das soluções para os problemas encravados no âmbito desses lugares públicos, o cidadão conscientizado mantém, valoriza e conserva para não perder o que temos no sentido de colaborar com o nosso Município.

Enfim, a manutenção da arte pública em praças públicas da cidade do Natal não é dever somente do poder público municipal sendo de todos essa responsabilidade, pois mantendo os monumentos artísticos, em especial os tombados não há necessidade de conservar e se conservar não há para quê preservar e se preservar não haverá porque de restaurar. Devem-se buscar meios de manutenção seja na iniciativa privada ou mesmo pela administração municipal em união com cidadãos contribuintes.



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