Faculdade de engenharia campus de bauru



Baixar 173.95 Kb.
Encontro28.06.2018
Tamanho173.95 Kb.



UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA
FACULDADE DE ENGENHARIA

CAMPUS DE BAURU





Exemplo de Elaboração de um Projeto de Pesquisa



Disciplina: Metodologia Científica


Prof. Dr.



Unesp - 2008

Instruções Gerais:
1. – Visão Geral
De um modo geral, os projetos de pesquisa se compõem das seguintes partes:

1. – Introdução

2. – Revisão Bibliográfica

3. – Proposta da Pesquisa

4. – Material e Métodos

5. – Cronograma

6. – Orçamento (optativo)

7. – Referências Bibliográficas

8. – Anexos (optativo)
2. – Redação

A apresentação de um projeto científico supõe o domínio, por parte do autor, do idioma que utiliza para transmitir suas idéias. As regras gramaticais devem ser observadas rigidamente, principalmente no tocante à ortografia e à acentuação gráfica. Toda redação do projeto dentro da linguagem científica.


3. – A Linguagem Científica
A linguagem científica é:

Impessoal – Todo o trabalho deve ter caráter impessoal. Deve ser redigido na terceira pessoa, evitando-se fazer referências pessoais, como “meu trabalho, “meus estudos”, “minha tese”. Nestes casos devem ser utilizados “o presente trabalho”, ou “o presente estudo”.


Objetiva – O caráter objetivo da linguagem que veicula conhecimentos científicos é obrigatório na Ciência. Por isso devem ser afastados quaisquer pontos de vista pessoais ou impressões subjetivas sem base concreta. Expressões como “eu penso”, “parece-meou “parece ser” violam o princípio da objetividade, indicando raciocínio subjetivo.
Informativa – Deve ser adequada à transmissão de conhecimentos e informações. Deve ser técnica e racional, firmada em dados concretos, a partir dos quais analisa, sintetiza, argumenta e conclui. Não deve expressar emoções ou sentimentos (linguagem expressiva) nem tentar agir sobre a vontade ou conduta do leitor (linguagem persuasiva).
Clara – Em qualquer questão, a informação ou idéia deve ser enunciada com absoluta clareza e precisão. Não devem aparecer termos ambíguos.
Vocabulário – Deve-se empregar os termos em uso na Língua Portuguesa (formal), excluindo-se as gírias e palavras de duplo sentido. Deve-se empregar termos técnicos da área da pesquisa (pode ser feito um glossário).








U
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA
FACULDADE DE ENGENHARIA

CAMPUS DE BAURU


niversidade










Curso


Curso de Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho




Título

Projeto de Pesquisa:
Influência dos Protetores Auditivos na Inteligibilidade da Voz




Aluno

Aluno:


Orientador

Orientador:

Prof. Dr.






Data

Agosto de 2008






1 - Introdução







Descrição ampla e geral

O ruído é o tipo de poluição que perturba o maior número de pessoas na civilização moderna. Nos USA, em 1990, era estimado em 138 milhões o número de americanos expostos a níveis médios diários de ruído acima de 55 dB, considerado como limite de conforto para a população (Berglund and Lindvall, 1990).

Em países em desenvolvimento, a situação é pior: a cidade do Rio de Janeiro recebe mais de 600 reclamações mensais de perturbação por ruído (Grom, 2001), enquanto que Belo Horizonte recebeu 2021 reclamações em 1997, 1616 em 1998 e 2096 denúncias em 1999 (Barros, 2000). A cidade de Vitória recebeu, apenas em outubro de 2000, 646 reclamações de ruído urbano.


Justificativa

A Perda de Audição Induzida por Ruído é, atualmente, o maior problema de saúde ocupacional no mundo. O Serviço de Saúde Pública dos USA estima que mais de 10 milhões de americanos têm a audição prejudicada em razão da exposição ao ruído (PHS, 1991), enquanto que o National Institute for Occupational Safety and Health (NIOSH, 1996) afirma que existem 30 milhões de americanos expostos a níveis de ruído acima do recomendado. Casali (1994) indica que são mais de 9 milhões de trabalhadores americanos com perda auditiva. No Brasil não existem estatísticas, mas sabe-se que nos últimos 25 anos aconteceram mais de 29 milhões de acidentes com mais de 100 mil mortos. Em 1998, os 401.254 acidentes custaram para o país R$ 9 bilhões (R$ 22.395,49 por acidente).

Nos USA, 24 % dos casos de perda auditiva atendidos em consultórios particulares se referem à surdez ocupacional (Barelli e Ruder, 1970).

Embora não seja o método mais adequado de combate ao ruído, o protetor auricular é o equipamento de proteção individual auditivo (EPIA) mais usado para tentar prevenir a PAIR. Os dois principais tipos de EPI disponíveis no mercado são os plugues e as conchas.




Delimitação

Um importante aspecto na avaliação destes equipamentos é o seu efeito sobre a comunicação, particularmente quando o trabalho exige a audição e discriminação de sinais sonoros, localização de sons e, principalmente, a capacidade de entender a voz humana (inteligibilidade).




O problema

Vários autores citam que os protetores dificultam o entendimento da voz, outros citam a dificuldade em ouvir alarmes de emergência, e outros estudam o conforto dos protetores. Algumas pesquisas citam que, em ambiente ruidoso, os protetores podem melhorar a inteligibilidade da voz, existindo inclusive equipamentos no mercado que prometem melhorar a comunicação entre seus usuários.




Objetivos

O objetivo desta pesquisa é verificar a influência dos protetores auriculares (plugues e conchas) na inteligibilidade da voz, em sujeitos com audição normal, em situação de silêncio e com ruído ambiental.





  1. – Revisão Bibliográfica




Pequeno resumo histórico para situar o leitor

O ruído pode ser definido como sendo um som indesejável e, que perturba a humanidade há pelo menos 2500 anos. Na antiga Grécia, em 600 a.C., os habitantes da cidade de Sibaris expulsaram dos limites da cidade alguns ferreiros que trabalhavam martelando metais, em razão do ruído que causavam. No século XVIII, com a Revolução Industrial, apareceram as primeiras máquinas, e o trabalho passou de doméstico para industrial, surgindo uma das principais doenças do trabalho: a Perda de Audição Induzida por Ruído (PAIR), causada por longas exposições a altos níveis de ruído.

Atualmente, o ruído tem se constituído na principal forma de poluição do mundo moderno. Em regiões urbanas, como centros comerciais, a principal fonte de ruído são os veículos automotores; em residências, o ruído do tráfego urbano e os eletrodomésticos; além das regiões próximas a aeroportos, vias férreas, casas noturnas, bares, etc. Em locais de trabalho (escritórios e indústrias), o ruído tem atingido índices insalubres, levando os países a publicarem leis de proteção dos trabalhadores (Fernandes, 1993). Dados recentes mostram que 25 % da população européia é exposta a níveis médios de ruído diários (média em dB(A) para 24 horas) acima de 65 dB(A) (Berglund e Lindvall, 1995). Nos USA, em 1974, era estimado em 100 milhões o número de americanos expostos a níveis médios diários de ruído acima de 55 dB, considerado como limite de conforto para a população (EPA, 1978). Em 1990, este número já chegava a 138 milhões (Berglund and Lindvall, 1990). Estima-se que, em países em desenvolvimento a situação seja pior, pois são comuns níveis muito elevados de exposição, sem nenhum controle (SOBRAC, 1995).



Atualmente

A Perda de Audição Induzida por Ruído é, atualmente, o maior problema de saúde ocupacional no mundo. O Serviço de Saúde Pública dos USA estima que mais de 10 milhões de americanos têm a audição prejudicada em razão da exposição ao ruído (PHS, 1991), enquanto que o National Institute for Occupational Safety and Health (NIOSH, 1996) afirma que existem 30 milhões de americanos expostos a níveis de ruído acima do recomendado. Casali (1994) indica que são mais de 9 milhões de trabalhadores americanos com perda auditiva.

2.1. – Os Protetores Auditivos




Histórico delimitando o assunto

Desde a década de 1950, os protetores auriculares têm sido usados para proteger os trabalhadores contra a ameaça da perda de audição. Inicialmente, o emprego dos EPIAs se restringia apenas ao meio militar, se tornando de uso industrial apenas em 1971 com a publicação de normas sobre ruído pela Occupational Safety and Health Administration (OSHA, 1971; Casali e Berger, 1996).

Embora não seja o método mais adequado de combate ao ruído, o protetor auricular é o equipamento de proteção individual (EPI) mais usado para tentar prevenir a PAIR. Os dois principais tipos de EPI disponíveis no mercado são:

 os plugues, que são inseridos dentro do canal auditivo, interrompendo a passagem do som;

 e as conchas, que são posicionadas externamente ao pavilhão auditivo, bloqueando o som que chega à orelha.

As razões de seu uso indiscriminado podem ser atribuídas a diversas conveniências, entre elas o baixo custo (direto e administrativo), facilidade de implantação e controle e, principalmente, a não necessidade de serviços de Engenharia (como no controle coletivo).

As vantagens e desvantagens dos diversos modelos existentes, bem como a eficiência na atenuação do ruído, são bastante discutíveis. Inúmeros estudos mostram que a atenuação real dos EPIAs é muito menor que a obtida em laboratório (Costa, 1994; Kwitko e Silva, 1994; Berger, 1995; Gerges, 1992; Proteção, 1993; Proteção, 1994; Nielsen, 1994).


2.2. – Interferência dos EPIAs na Comunicação




O objeto em estudo

Um importante aspecto na avaliação destes equipamentos é o seu efeito sobre a comunicação, particularmente quando o trabalho exige a audição e discriminação de sinais sonoros, localização de sons e, principalmente, a capacidade de entender a voz humana (inteligibilidade).

No caso da inteligibilidade, o principal aspecto a ser considerado é a quantidade de informações da linguagem que é transmitida pela voz. Esta quantidade, por bandas de oitavas, depende do espectro da voz e da sensibilidade do ouvido. A Figura 1 apresenta a quantidade de informações transmitidas na comunicação humana e a atenuação típica de um EPIA.




Fundamentação teórica

Deve-se notar que não são todas as freqüências que transportam informações (inteligibilidade). A Figura 1 mostra a relativa capacidade de cada banda de oitava carregar informações em voz normal, sendo evidente que a maior quantidade de dados é transmitida pela faixa entre 1 kHz e 4 kHz. A informação contida na banda de 2 kHz é 10 dB maior que em 250 Hz. Da mesma forma, a informação contida na banda entre 4kHz e 8 kHz é maior que na banda de 250 Hz (Steeneken e Houtgast, 1999).

Nota-se claramente que o protetor auricular atenua mais as freqüências responsáveis pela comunicação, comprometendo a inteligibilidade da voz. Outro fator agravante é a banda de freqüências mais comum dos ruídos industriais: 90 a 95 % ocorre em freqüências inferiores a 1000 Hz (Jrenum, 2000). Isto faz com que os protetores atenuem mais o som da voz do que o som do ruído, prejudicando a inteligibilidade.







40

10





VOZ NORMAL








30

20














20

30








10



125

250

500

1k

2k

4k

8k


Banda de um terço de oitava [Hz]

Figura 1 – Quantidade de informação transmitida, em função das curvas espectrais da voz e da audição humanas (Capanella, 1988); atenuação típica de um protetor.




Algumas pesquisas: resultados incertos

Vários autores citam que os protetores dificultam o entendimento da voz. “Algumas pessoas que usam protetores continuam entendendo a voz; outras têm problemas para ouvir uma conversa” (Today’s Supervisor, 2000). Lazarus (1987) estudou a comunicação verbal em usuários de EPIAs concluindo que a inteligibilidade de monossílabos decresceu entre 3 e 37 % quando ambos interlocutores usavam protetores.

Hashimoto et al. (1996) compararam 3 tipos de protetores em condições com e sem ruído, com sujeitos de audição normal. Sem ruído de fundo, a inteligibilidade diminuiu entre 10 e 30 %; com ruído rosa, o protetor de menor atenuação apresentou um aumento de 5 % na inteligibilidade, enquanto os outros apresentaram diminuição de até 12 %. Berger (1995) cita que, para indivíduos normais, o uso dos EPIAs melhora levemente a inteligibilidade da voz quando o ruído tem nível acima de 85 dB(A); para portadores de PAIR os EPIAs não trazem benefícios. Pesquisa semelhante foi realizada por Abel et al. (1982), usando indivíduos normais e com perda auditiva em ambiente com e sem ruído. Os resultados mostraram que, para indivíduos com audição normal, os EPIAs têm pouca influência na inteligibilidade da voz; para indivíduos com perda auditiva os protetores diminuem sensivelmente a inteligibilidade, principalmente em ambientes sem ruído.


favoráveis

Abel e Spencer (1999) estudaram o entendimento da voz em ambiente com ruído para usuários de EPIAs combinados plugues + conchas. Usou o ruído rosa e ruído de uma máquina de rebitar, concluindo que a inteligibilidade decresceu entre 10 e 23 %. Byrne e Driscoll (1998) estudaram a influência dos protetores na comunicação, concluindo que, para situações especiais (ruído ambiental acima de 85 dB e atenuação maior em baixas freqüências), é possível obter-se um aumento da inteligibilidade com o uso dos EPIAs.

desfavoráveis

Costa (1994) cita que o usuário de EPIAs terá diminuída a sua capacidade de comunicação, o que lhe acarretará prejuízos psíquicos (irritabilidade, frustrações, diminuição da atenção, etc.) e físicos (doenças psicossomáticas como, gastrites, úlceras, diarréias, etc.). Todas estas alterações levarão a um aumento no número de acidentes do trabalho.

Vários autores citam que os EPIAs constituem um sério risco à segurança industrial quando dificultam a percepção de alarmes de emergência. Byrne e Driscoll (1998) reconhecem que os protetores podem dificultar o reconhecimento do som dos alarmes, porém assinalam que esse problema deixa de existir se sinal do alarme estiver de acordo com a Norma ANSI (1990), ou seja, entre 15 e 25 dB acima no nível de ruído do local.



favoráveis

Robinson e Casali (1995) estudaram o reconhecimento de alarmes industriais por usuários de protetores, com audição normal e com perda auditiva. Concluíram que, para ocorrer um perfeito reconhecimento do alarme, este deve estar mais que 15 dB acima do ruído de fundo do local; indicam que os trabalhadores com perda auditiva apresentaram maior dificuldade de reconhecimento.

Algumas pesquisas estudaram o conforto dos protetores, sob o ponto de vista da atenuação. Akbar-Khanzadeh et al. (1995) estudaram a atenuação de maior conforto para os usuários, concluindo que 11 % consideraram muito confortável e 15 % pouco confortável. Letowski et al. (1995) estudaram o loudness (audibilidade) mais confortável para os EPIAs, concluindo sobre a curva de atenuação ideal para esses equipamentos.




Importante:

 citar apenas trabalhos relacionados com o assunto;

 citar trabalhos atuais (os mais antigos, apenas como fundamento);

 mostrar as controvérsias entre outros autores;

 mostrar que a pesquisa é atual (existem outras pesquisas em andamento);

 citar normas, leis, estatísticas, fatos (notícias) que justifiquem a pesquisa.




  1. Proposta desta pesquisa




Proposta

Esta pesquisa tem como objetivo quantificar a influência dos protetores auriculares (plugues e conchas) de fabricação nacional na inteligibilidade da voz. Dos ensaios participarão indivíduos com audição normal, em situação de silêncio e com ruído ambiental.





Notar a delimitação do assunto:

 serão usados EPIs (conchas e plugues);

 de fabricação nacional;

 apenas a inteligibilidade da voz;

 em indivíduos com audição normal;

 em silêncio e com ruído ambiental.





  1. – Material e Métodos




Metodologia

Trata-se de uma pesquisa experimental, desenvolvida através de raciocínio indutivo, com dados colhidos de uma amostra de 4 protetores auriculares e 25 sujeitos.







    1. – Sujeitos (casuística)

Sujeitos

Participarão do experimento 25 jovens adultos, com idades entre 18 e 22 anos, todos do sexo masculino, com audição normal e com conhecimento fluente da língua portuguesa.



4.2. – Equipamentos de Proteção Individual Auditivos



Material

Serão utilizados 8 tipos de protetores auriculares (4 do tipo plugue e 4 do tipo concha), de fabricação nacional, adquiridos em lojas especializadas.



4.3. - Equipamentos



Material

Serão usados os Seguintes equipamentos:

 Um CD Player, usado para reproduzir os Compact Disk;

 Um Compact Disk que contém 4 listas de 25 monossílabos, 4 listas de 25 dissílabos, 3 listas de 25 trissílabos e uma lista de 25 polissílabos gravadas com voz masculina com nível sonoro constante (Lacerda, 1976; Cia de Áudio, 1997);

 Um tape deck, usado para reproduzir a fita K-7 com o ruído;

 Uma fita K-7 com a gravação de um ruído rosa de intensidade sonora constante;

 Um amplificador de áudio;






Material

 Três caixas acústicas posicionadas a um metro do indivíduo: uma para reproduzir o som do material de teste e duas para reproduzir o ruído;

 Um fone de ouvido para monitorar o teste;

 Um medidor de nível de intensidade sonora para calibrar os níveis de som;

 Um audiômetro para avaliar a audição dos sujeitos;

 Ficha para anotar os resultados.




Material

Todos os equipamentos estão à disposição do pesquisador no Laboratório de Acústica e Vibrações da Faculdade de Engenharia.
Os equipamentos ficarão dispostos conforme a Figura 2.





Tape Deck


CD Player







Amplificador

Fones












Caixa com o material de teste



Caixa com o ruído

Caixa com o ruído






45º

45º




Indivíduo

Figura 2 – Disposição dos equipamentos durante os ensaios.

4.4. – Ambiente do teste


Local dos testes

Os sujeitos serão testados individualmente, no Laboratório de Acústica e Vibrações da Unesp, Câmpus de Bauru, com nível de ruído de fundo inferior a 35 dB(A).




4.5. – Método




Método

Os ensaios de inteligibilidade serão efetuados através do reconhecimento de grupos de 10 palavras monossilábicas apresentadas em 60, 70, 80 e 90 dB(A). O ruído competidor será apresentado em 6 níveis: sem ruído e com valores que estabeleçam uma relação sinal/ruído de 0 dB, +5 dB, +10 dB, -5 dB e –10 dB. Estas condições serão repetidas (5 vezes) sem os protetores e com os 4 protetores. Os fatores experimentais da pesquisa podem ser resumidos em:

- 5 condições de uso dos EPIAs: sem protetor, 2 plugues e duas conchas;

- um tipo de ruído de fundo: ruído rosa;

- 4 níveis de teste: 60, 70, 80 e 90 dB(A);

- 6 relações S/N: sem ruído, +5, +10, zero, -5 e –10 dB;

- 5 repetições para cada caso.

Serão portanto, 600 ensaios, com 10 monossílabos em cada.

A variável mensurada será a porcentagem de acerto de palavras (monossílabas) no teste. Esta porcentagem foi chamada de Índice de discriminação de fala (IDF)”.




Importante: caso exista um método padronizado (por norma, lei, portaria, ou laboratório oficial) este deve ser usado. Não existindo um método normalizado, deve-se criar uma metodologia própria (descrita em detalhes).

4.6. – Procedimentos experimentais


Os ensaios serão desenvolvidos pelas seguintes etapas:
 O sujeito é conduzido ao laboratório, onde lhe é explicada toda a metodologia do ensaio;

 O sujeito é submetido ao teste audiométrico, para verificação de seus limiares auditivos. Somente participará dos ensaios os sujeitos com audição normal (alteração de limiar menor que 25 dB);

 O sujeito (sem o uso de protetor) ouvirá o som das palavras em apenas um dos 4 níveis (60, 70, 80 ou 90 dB(A)), na seguinte seqüência: sem ruído, com relação sinal/ruído em 0 dB, +5 dB, +10 dB, -5 dB e –10 dB. Ele deve anotar em uma ficha as palavras identificadas (Figura 3).

 Será colocado um dos 8 protetores no sujeito e repetido o item anterior.

 A Ficha de respostas será corrigida, obtendo-se as porcentagens de acerto.

Pesquisa: Efeito dos Protetores Auditivos na Inteligibilidade da Voz


Ficha de Reconhecimento de Monossílabos
Nome: ........................................................... N.º ................... Idade: .................

Nível de Intensidade de Referência: ........................ dB(A)

Protetor: Tipo Plug  Tipo Concha  Marca/modelo : ..........................


Lista 1  Sem Ruído




Lista 2  S/N = 0 dB




Lista 3  S/N = + 5 dB

1







1







1




2







2







2




3







3







3




4







4







4




5







5







5




6







6







6




7







7







7




8







8







8




9







9







9




10







10







10







Lista 4  S/N = +10 dB




Lista 5  S/N = - 5 dB




Lista 6  S/N = - 10 dB

1







1







1




2







2







2




3







3







3




4







4







4




5







5







5




6







6







6




7







7







7




8







8







8




9







9







9




10







10







10





Porcentagens de Acerto


Lista 1 = %




Lista 2 = %




Lista 3 = %




Lista 4 = %




Lista 5 = %




Lista 6 = %

4.7. – Análise dos dados


As porcentagens de acerto (IDF) serão comparadas em função de cada variável independente (condições de uso, níveis sonoros, relações sinal/ruído) para determinação da influência de cada variável. Para verificação da real significação das variáveis, serão aplicados testes para análise de significância com 5 % de confiabilidade.

5.– Cronograma


Este projeto de pesquisa está estimado para ser executado em 6 meses (a partir de agosto de 2000), conforme as etapas abaixo:


ssssss

ssssss










llllllll
















n n n n n n

n n n n n n













uuuuuuuu

uuuu













ªªªªª

ªªªªª 

0 1 2 3 4 5

meses
s : Pesquisa bibliográfica

l : Instalação e teste dos equipamentos previstos na pesquisa, e treinamento dos alunos.

n : Ensaios – Coleta de dados.

u : Processamento e análise dos resultados.

ª : Redação do relatório final.

 : Defesa da Monografia

Bibliografia


Abel, S.M. and Spencer, D.L. – Speech understanding in noise with earplugs and muffs in combination. Applied Acoustics, 57, p. 61-68, 1999.
Abel, S.M., Alberti, P.W.; Haythornthwaite, C.; Roko, K. – Speech intelligibility in noise: Effects of fluency and hearing protector type. Journal of the acoustical Society of America, 71 (3), p. 708-715, 1982.
Akbar-Khanzadeh, F.; Bisesi, M.S.; Rivas, R.D. – Confort of personal protective equipament. Apllied Ergonomics, vol 26, n.º 3, p. 195-198, 1995.
ANSI – ANSI S3.41 – Audible Emergency Evacuation Signal. 1990.
Barelli, P.A. e Ruder, L.L. – Medico-Legal Evolution of Hearing Problems. The Eye, Ear, Nose and Throat Monthly, 49, (9): 398-405, 1970
Berger, E.H. – Respostas a perguntas e queixas com relação a audição e a protetores auditivos – Parte 1, 2 e 3. Revista de Acústica e Vibrações, n.º 16, p. 3- 22, dezembro de 1995.
Berglund, B. and Lindvall, T. - Noise as a Public Health Problem, vol 5, Sthedish Council for Building Research, Stockholm, 1990.
Berglund, B.; Lindvall, T. Archives of the Center for Sensory Research. Stockholm: Center for Sensory Research Stockholm - World Health Organization, vol 2, Issue 1, 1995.
Campanella, A.J. – “Getting the message through”. Sound and Video Contractor, vol 6, N.º 1, janeiro, p. 32-45, 1988.
Casali, J.G. – Seeking the sounds of silence. Virginia Tech Research, vol 2, n.º1, january/february, 1994.
Casali, J.G. e Berger, E.L. – Technology Advancements in Hearing Protection Circa 1995: Active Noise Reduction, Frequency/Amplitude-Sensitivity, and Uniform Attenuation. American Industrial Hygiene Association Journal, 57, p. 175-185, 1996.
Cia de Áudio – CD N.º 03 com ruído. São Paulo: Cia de Áudio, 1997.
Costa. V.H.C. – O ruído e suas interferências na saúde e no trabalho. Revista de Acústica e Vibrações, vol 13, p. 41-60, julho de 1994.
EPA – Protective Noise Levels: Condensed Version of EPA Levels Document. EPA 550/9-79-100, 1978.
Fernandes, J.C. Conforto Acústico e Comportamento. In : Encontro Anual de Etologia, vol I, 1993, Bauru, Anais ... Bauru, p. 74-84, 1993.
Gerges, S.Y.N. – Ruído: Fundamentos e Controle. Samir N.Y. Gerges: Florianópolis, 1992.
Jrenum – Improvement of Speech Intelligibility during high noise in the low frequencies when using a hearing protector. Jrenum hearing protector, 2000.
Kwitko, A. e Silva, G.F. – EPIs Auditivos: avaliação pelo T.T.S. – Parte 1 e 2. Revista de Acústica e Vibrações, vol 13, p. 61-83, julho de 1994.
Lacerda, A. P. – Audiometria Clínica. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan, 1976.
Lazarus, H. – Predition of Verbal Communication in Noise – A development of generalized SIL Curves and the quality of communication – Part 2. Applied Acoustic, 20, p. 245-261, 1987.
Nielsen, R. – Análise de EPIs. Revista Proteção, vo, 33, setembro, p. 24-25, 1994.
NIOSH – Preventing Occupational Hearing Loss - A Pratical Guide. National Institute for Occupational Safety and Health, october, 1996.
OSHA - Occupational Safety and Health Administration. Code of Federal Regulations, Title 29, Chapter XVII, Part 1919, Subpart G, 1971.
PHS – Health people 2000: National health promotion and disease prevention sbjectives. U.S. Dept. Health and Human Services, Public Health Service. 91-50212. Washington, DC: U. S. Government Printing Office, 1991.
Proteção - Inimigo Invisível. Revista Proteção, vol 5, n.º 22, abril/maio, p. 14-24, 1993.
Proteção – Armas do silêncio. Revista Proteção, vol 6, n.º 33, setembro, p. 18-21, 1994.
SOBRAC. Recomendações da Organização Mundial da Saúde sobre Ruído Industrial. Revista de Acústica e Vibrações, nº 16, dezembro, p. 52-57, 1995.
Steeneken, H.J.M. Houtgast, T. - Mutual dependence of the octave-band weights in predicting speech intelligibility - Speech Communication Volume 28, June, p. 109-123, 1999.
Today’s Supervisor – Frequently Asked Questions About Hearing Loss. Today’s Supervisor, january, 2000.

Compromisso de Orientação


De acordo:

­­­­­­­­_______________________ _________________________



Aluno: Orientador.:

Compartilhe com seus amigos:


©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal