Falando de amizade Filosofia



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Falando de amizade - Filosofia
Alzer Augusto dos Santos
Revisão: Leonardo de Sá Fernandes
Publicada digitalmente por “Virtual Books - livros acessíveis“
Direitos reservados a Associação Digital para Pessoas com Deficiência Visual e Outras Deficiências e Seus Colaboradores - Virtual Books

São Paulo, Fevereiro de 2012.




À Deus, que sempre está a me ajudar;

Aos meus pais e irmãos.
E àqueles que sempre acreditaram em minhas obras.

De tudo que vi ou ouvi, somente o fazer bem me trouxe conforto e paz, mas fazer o bem muitas vezes também significa abrir mão de coisas que para muitos são fundamentais, mas, para quem o faz, ou seja, coisas boas para os outros, é como amar a vida sem pedir nada em troca, e recebendo mesmo assim boas coisas
Pense nisso!

Introdução - O Céu da Vida

Andando pela baixada santista, vi muitas coisas que parecem coisas de um bom romance. A vida de um andarilho em Santos parece mais uma fuga da realidade ou da fantasia de um dia perdido!


Um dia passando pela parte mais nobre da cidade, vi sentado em uma calçada um homem de idade gasta pelo tempo, mas com olhos de juventude. Ele falava com um tom gaúcho e dizia, quando perguntei o seu nome e origem, que tinha vindo do Rio Grande do Sul, e lá havia tido um desengano na vida.
Contou-me que era militar. Não entendi se era do que chamamos aqui em São Paulo de T. G. (Tiro de Guerra), ou do serviço militar. Sua boa lógica na linguagem denunciava-o como homem culto de outrora. Seu jeito típico das ruas.
Bem, fiquei sensibilizado vendo aquela pessoa abandonada e sofrendo, ao menos pareci amarguras da chuva e do tempo frio. Queria ter ajudado, como se faz nos serviços sociais. Mas o destino me mostraria o levantar de um homem.
Foi naquele verão que conheci belas coisas, que são a beleza da baixada santista e o calor da litoral. Sonhei com uma associação que poderia ser liberta e com uma escola que trataria os deficientes como iguais. Bons sonhos que aconteceriam no andar da carruagem da vida…
Eu tive fome e comprei um pastel, isso é normal na baixada, mas o que não parecia ser normal era o amor e o ódio misturados na recepção daquela gente que, ora nos olhava como amigos, ora éramos o próprio mau, isso somente por amarmos o amor e gostarmos de viver sem medo de imagens de terror.
Naquelas férias vi o pecado em forma de mato queimado a beira mar, e vi o medo de querer sonhar, mas diante do mau, vi o céu da vida a brilhar!

Sobre a ortografia:

Entendo que uma crónica tem que ser escrita sem a preocupação das normas, embora siga uma lógica, mas sem medo de errar, pois é errando que construímos uma língua brasileira de verdade.


Sorrisos!
A luz do amanhã
Qual é o seu nome?

Me chamo amor.

Onde você mora?

Na imensidão do Universo.

Por que você não vem nos visitar?

E preciso?

Vivo em todos os Mundos com moral. Faço de minha existência um prazer em viver, em sorrir, e em gostar do simples e possível.

Então, você não crê em milagres?

Por que me pergunta isso?

Os milagres não são impossíveis?

Você só acredita no possível?

Então não crê em milagres!

Creio sim, pois o impossível é deixar de crer em milagres, já que tudo está ligado a mim e na hora e momento certo isso ocorre.

Então você é o Deus que tanto procuramos?

Sou o amor, mas muitos me chamam de esperança, de paz e prosperidade.

Por que você não é só amor?

Por que vou te dizer, veja:

O amor vive!

Na paz de teu olhar!

O amor é vida!

Na esperança de teu coração!

Se temos amor, esperança e paz,

Temos prosperidade e futuro e vida…
Mas, se fugimos do bem,

Temos as sombras!


Pergunta-se:

As sombras são os cegos?

As sombras não são os deficientes que conhecemos, mas em hipótese posso te dizer:

Se fugimos da vida! Se fazemos de nossa existência desgraças para o próximo!

Ou se o Mau das sombras nos vê como inimigos deles!

Ficamos sem a visão!


Então digo:
Não enxergar é o mau de ambos os sentidos, tanto provocado por nós mesmos como, pode ser, a vingança de espíritos (pessoas) que desejam nos matar, mas querem nos ver sofrer bastante antes de nos condenar.
Então ficar cego é quase a morte?

Se visto com amor, com esperança e vontade de viver, será vida mesmo sem a luz dos olhos, pois Deus dá a luz do amanhã para quem o ama!


As perdas e a esperança

Num instante perdemos o conforto de almas protegidas por Deus no infinito do céu… Depois de nascermos, perdemos com o tempo nossa inocência, mas se amamos a vida parece que tudo sempre se renova em nós todos os dias!


Num clarear da alma, damos chance a quem precisa sem olhar o futuro! Na inocência de um sonho, construímos um sonho possível para todos!
Na boca de sal, pensamos no doce!
E no irritar da alma, pensamos na morte, no fim no que perdemos!
Mas, nossa cegueira de espírito não deixa ver que tudo está como antes só que em corpos diferentes, em endereços trocados e em amores perdidos.
Afinal, o que perdemos?
Um colo de mãe, uma inocência infantil, um real que se partiu para dar lugar ao sonho de verdadeira nação que surgiu!
Um amor que morreu, e outro que nos escreveu para dizer: bem, estou aqui e te espero para um real viver feliz no infinito de mundo que nasceu, o mundo que sempre foi de Deus, nosso verdadeiro amor…

A Luz do Amanhã

Alzer: Então a luz dos cegos é possível?

Amor: Sim, os cegos de fato possuem uma luz quando o querem.

Alzer: E quando isso ocorre?

Amor: Quando eles, os cegos, deixam de lado rancores e diferenças e passam a ver o próximo também como um ser que tem seus problemas, e sofrem como ele.

Alzer: Então todos sofremos, não só os cegos?

Amor: Todos sofremos, pois a vida é feita de provas e dificuldades para qualquer pessoa, independentemente de deficiência ou não.

Alzer: Mas não existe aquela deficiência que sofre mais do que a outra?

Amor: Existe sim o ser humano que sente mais com o problema do que o outro ser humano, mas podemos ter a pior das enfermidades que mesmo assim somos fortes e sorrimos!

Amor: Nem sempre a grandeza física significa dor de sentimentos, mas e os corações dentro de seu íntimo, dores que vão ser desenvolvidas conforme nossas experiências.

Alzer: Então as dores são algo que não podemos fugir, todos passarão por elas?

Amor: Todas as experiências trazem-nos paz e se não aceitamos nossas perdas trazem-nos dor.

Alzer: Então a dor é provocada pelo não-amor, o ódio?

Amor: Não amar não significa naquele momento que estamos tendo ódio, pois o amor vem com o tempo em muitos casos, mas não ter respeito pelo sofrimento alheio significa que de certa forma não queremos bem aquela pessoa, ou seja, é o princípio do ódio.

Alzer: Somos bons e mais humanos quando deixamos de odiar as pessoas?

Amor: Somos melhores, por que o amor faz bem a qualquer pessoa independente de crença ou raça.

Alzer: Então vamos todos virar liberais que fazem sexo na praça?

Amor: O sexo é a forma física do amor, mas ele deve ser sentido com paz no coração para ser bem vivido.

Alzer: Por que o sexo não é liberado de uma vez só?

Amor: Você compreendeu em partes, pois o sexo é todo e qualquer contato físico.

Alzer: Ora! Então quando vou ao dentista faço sexo?

Amor: O contato físico que me refiro é o toque no coração, ou seja, o carinho que damos ao próximo.

Alzer: Então o sexo e o amor são a mesma coisa?

Amor: O sexo é a carne se manifestando, enquanto o amor é o sentimento que move aquela pessoa, mas a paixão é que move a carne, pois o amor está acima, ou seja, é o máximo da paixão, é a essência pura do gostar, aquilo que não se perde mesmo depois que partimos…

Alzer: Entendi, o amor é o abrir da rosa, o sorrir das pessoas, o espalhar das sementes da flor?

Amor: Está chegando lá, mas posso te dizer que ao amar é como um atravessar da montanha, mesmo sabendo que não terá fim essa escalada, é o que move o Mundo mesmo sabendo que um dia, ele, mundo, irá acabar…



O meu projeto para o Doutorado

De tudo que, sabemos, o incerto é o mais certo. Essa afirmação define um pouco do que penso. Na realidade, o poder que Deus nos concede, isso na hipótese dele existir e pessoalmente, penso que exista!


Se bem, o poder que esse ser superior nos dá tem que ser melhor visto. ou seja, melhor empregado, com o risco que corremos de nos cegar espiritualmente. Em nossa alma, maior que são nossos sentimentos.
Existem três formas de interagirmos com o meio externo e interno que são: verdadeiro, falso e a incerteza.
Na primeira forma, o verdadeiro pode ser falso, e assim sucessivamente, e da segunda forma, o incerto pode ser certo, e é aí que voltamos para o primeiro caso, o do certo e errado com a diferença de que o incerto se subdivide em também falso e verdadeiro.
No primeiro instante, o falso é verdadeiro quando se torna bem, e o verdadeiro é falso quando também se transforma em mal, mas não existiria um bem falso ou quase bem?

Sim, é o incerto do bem que é f v f. O bem do mau também se escreve v f v.


Mas o que seria o bem do mal? O não extremado, por exemplo? Sim, o bem do mal é o não extremado, que não pratica nem o bem nem o mal.

Mas ajudar a si mesmo não é praticar o bem? Na realidade, como vivemos em sociedade, a prática do bem para nós mesmos significa praticar o bem coletivo em menor ou maior grau.



A assinatura independente

Quando morava em Santos, local em que residi por 12 anos, na metade da década de 90 até a metade dessa primeira década do século XXI (21), vivia em constante aprendizado sobre a Filosofia e Ciência, algo bastante significativo para quem procurava crescer como pessoa independente e produtiva, principalmente do intelecto. Bem, vivi e aprendi muitas noções de como o simples que fazemos pode produzir a tão falada inclusão.


No princípio, olhava para a realidade e constatava que essa noção da vida necessitava ser mudada. Em seguida constatava a minha própria realidade e experiência que começava a adquirir no litoral.
Agora, já enturmado com os colegas deficientes e com pessoas que não possuíam deficiência física ou visual, como qualquer outra limitação no espaço físico como um todo, comecei a verificar que o conhecimento que já possuía no curso médio como aluno incluso poderia ajudar outras pessoas a se tornarem também pessoas, poderia dizer, mais felizes.
Como isso?

Futebol e Exame de ordem - nossos direitos

Quando nosso direito começou a ser legislado e atribuições foram conferidas aos novos donos da terra, muito do que fizemos foram injustiças aos nossos refugiados de África. Tal dificuldade de impor a justiça de fato cristã marcou nossa sociedade, inicialmente escravagista, com o uso dos índios, que talvez não fossem tão primitivos como imaginavam os colonizadores de então.



O Exame de ordem e os direitos adquiridos

Quando falamos de exame de ordem, dizemos sempre que estão ”filtrando” nossos bacharéis do direito para a vida profissional, mas já entrando no tema, será que, nossas universidades, ou mais especificamente, o nosso mais antigo curso, juntamente com medicina, não aprendeu a preparar seus “doutores” da lei, em quase 200 anos de história e Ciência jurídica?


Parece que nossos mestres do direito preferem responder de maneira diferente do que lhes perguntam, atribuindo a comparações de exames italianos por exemplo, o motivo do Brasil ter tal concurso sem vagas certas.
No país da Copa, onde a vontade do povo que paga para ter futebol todos os finais de semana, diversão de todos, e que não é gratuita, nem mais em peladas de bairro, nem todas, o povo não foi ouvido para saber se queria “x” ou “y” na seleção, simplesmente fomos ganhado partidas, quase sempre amistosas, e quando chegamos no tribunais dos gramados, nossos atletas com exames de C. B. F. - com carteirinhas de atletas, que ao menos não ficamos sabendo de nenhum “”travesseiro imoral”, em suas vidas, apesar de que o maior de todos também não tinha!
Bem, voltando a Ordem, essa instituição parecia não ter dificuldades em seus famosos, hoje nem tanto, exames de classificação, “filtragem” de profissionais, mas o que se viu nos últimos exames foram denúncias, diga de passagem, que não ficamos sabendo o resultado disso, e que comprometeram sim a transparência de exame que está longe de ser científico, pois para ser tal, precisaria prever diversos pensamentos e não preconceitos.
Algo longe da realidade da Ordem de hoje.
Mas por que a Holanda venceu o Brasil?
Porque a Holanda procurou ver a realidade de todos, não escondeu o jogo e fez de sua administração algo vivo no povo e não só em épocas de copa e exames.
Vamos eliminar nossa falta de realidade, primeiramente, evitando não assumirmos nossos erros, e depois jogando para o Brasil, mesmo que venhamos a ganhar, nosso pão lá fora…

Sambinha de logo se vai



O samba nasce no morro, nasce na cidade,

O samba é felicidade!

O  samba nasce todos os dias,

Nasce na alegria do povo!

Nasce no carnaval!

 

O samba,



Nasce na vila mais querida,

que é a vila do samba,

A vila de tanta gente bamba - a vila Isabel.

O samba nasce na fraternidade da vida,

Naquela encosta do lamento,

Naquele sopro do luar cheio,

De alegria em alegria anoite fica mais bonita!

Por isso, nasce no clarear da lua e nos belos seios dessa que é a mais linda de todas as poetisas, que é a da vila,

A mais querida das belas musas,

onde nasce mais que uma nota!

Nasce na cidade do samba para todos ouvirem!

a vila mais cheia de orgulho desse país ,

a nossa encantadora vila Isabel

mais que uma vila

é a vila do samba e da alegria ...

Enfim é natal

Hoje, gostaria de contar uma história que faz parte das obras da vida, que revela o quanto sonhamos com coisas que já existem em nossas vidas e apenas nos esquecemos de registrar e foi assim:


Um senhor de mais idade, que possuía uma pequena casa no interior paulista, em meados da década de 80, bem, esse senhor vivia para seus filhos e netos quando foi acometido por um derrame e perdeu parte de sua consciência (memória), e nessa época teve que recorrer como sempre ocorria nesses casos a ajuda dos filhos que podiam ajuda-lo a superar e manter sua lógica parcial - foi aí que essa criança, que era seu filho, passou a fazer parte de sua vida como nunca houve caso semelhante, inclusive na própria literatura médica e espírita, ou mesmo cristã em geral - passou a fazer parte dessa vida como uma só vida!
Nessa época, os jovens já ouviam rock e outros ritmos, e faziam de suas vidas algo de experimentarem o novo, e fazer de seu viver prazeres de juventude!
O outro filho mais velho desse senhor acabou por se acidentar, e o mais jovem que cuidava espiritualmente do pai doente, acabou por sentir as dores de todos e fez de sua vida um sentir de lamentos e dores que acompanhavam aquela família típica do interior paulista.
Mais tarde, tendo já alguns meses se passado, o jovenzinho passou a pedir por saudade, ou melhor, por amores que sonhava quieto no quarto, mas esses amores ainda não haviam descoberto tal jovenzinho, e ele imaginava poder não sofrer tanto com sofrimentos alheios, e passou a pensar no país que existia além daquele que já existia, e que era pobre de homens que sonhavam com felicidade e amor para seu povo…
Foi aí que esse jovenzinho sonhou com um país vencedor e próspero para todos, e rico de ciência e amor pelo seu povo mais carente - nesse país tinha ferrovias, novas estradas e muitas escolas e prosperidade, mais não tinha cegos, nem ele se via como cego nesse país – é que naquela época ele havia se tornado deficiente visual por conta de uma cirurgia mal sucedida, e além da luz via apenas pela mente algo que podemos ver sem novas imagens serem projetadas para nossa mente pelo olho .
Mais tarde, esse país já tinha sua lei maior e orgulho de se tornar democrático - nosso jovenzinho passou a sonhar com a nova escola e em pouco tempo havia saído das ruas com bastão para queria.
21, ela dará à luz um filho, a quem chamarás JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.

22, ora, tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que fora dito da parte do Senhor pelo profeta:


23, eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, o qual será chamado EMANUEL, que traduzido é: Deus conosco.
24, e José, tendo despertado do sono, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu sua mulher;

Poesia

Olá!
Vale apena acreditar na luz

Todos os dias te vejo,

No clarear do sol te acompanho,

No iluminar da vida te ganho,

E no decorrer da vida me faz mais feliz!

De todos os desenganos,

Da luz do amanhã me curou,

Me fez mais parecido com gente,

Que sorri para todos sem medo,

Inclusive dá bom dia para a vida!

Fazendo da despedida um eterno saber,

De coisas muitas a juntar,

A luz do sol a clarear,

O meu caminhar…

A luz que vejo agora é a do serenar,

Da luz do divino Pai a sustentar,

O meu amar,

O meu sonhar,

O meu ver, hoje, de cores,

Amanhã, quem sabe, de luz abundante a me guiar por esse viver na luz…
O amor é belo

Tu me faz bem!

Vontade de te beijar me faz flutuar no espaço de seus seios!

Tua boca é como louça cristalina e pura com ardentes desejos de paixão e amor!


Seria amor eterno?

Talvez seja amor por uma jornada de brilho e suor!

O mais belo de tudo isso é falar de ti e chorar por dentro com o gosto de teu perfume e sua suavidade de menina moça!
Que encanto é esse que me fascina e me faz bem?

É o belo amor de chocolate branco com suaves gotas de açúcar e mel!

Nasce como um pequeno riacho e cresce por ondas a se descobrir nas asas de um mundo novo...

Infinito amor cristal de cor pura e suave angelical com flores no cabelo escuro "acastanhado", e sem medo de existir nas plumas de pássaros do infinito...

Na realidade é amor, e só isso que digo: te amo, linda flor do lindo amor!

O que sou?

Sou um amigo das palavras, mas que mostram o quanto a vida é bela e encantadora!

Escrevo com letras que revelam a beleza dos sonhos que temos a realizar na vida!

Sou como um piscar de olhos na claridade da luz azul do céu, e amarelo meio marrom do final do dia!

Quem sabe seja um grão de trigo na plantação de meu Deus!
Ou quem sabe um pedaço de laranja na boca do infinito Senhor...
Isso já me encheria de orgulho e satisfação!

Pois servir a vida neste mundo não é fácil, mas tem suas compensações como amar mesmo a distância de teus beijos e do calor de tuas mãos tão lindas a me afagar. Fim por uns instantes de amor de mãe! Vou beber café! Risos!


Que belas ideias!
A vida neste começo de século, no Brasil mais desenvolvido, ou seja, no estado de São Paulo em uma família de classe média é melhor do que há alguns anos, mas a família que recebe o deficiente visual também mudou. Vejam:

Em São Paulo, pode-se encontrar vários serviços para a pessoa com deficiência, como museus adaptados, até teatros que apresentam áudio-descrição, passando por várias associações e grupos de apoio para os menos-válidos paulistanos - mas nem sempre foi assim, e no passado não muito distante - há vinte anos pelo menos na década de 90 do século que se findou - São Paulo não tinha bengala, nem material para escrever em braile sendo vendidos, embora passássemos a idéia para outras partes de que éramos candidatos a inclusão, a realidade foi sendo mudada como no resto do Brasil, com medidas de investimento em infra-estrutura para pessoas com deficiência, mais especificamente a visual. Hoje, São Paulo vive sua euforia de economia e as pessoas com deficiência de uma certa forma estão mais atuantes embora os rendimentos no trabalho continuem baixos, e o abuso por não preverem situações múltiplas na prática de uma pessoa invisual, por exemplo, no ambiente profissional, tem acarretado falta de continuidade e lavoro insuficientes para a plena realização profissional da pessoa deficiente.


O que é perder?

Perder é uma lição difícil, mas necessária. Um perdedor não tem continuidade em suas derrotas, ele é um desclassificado de momento, logo volta a vida com mais vontade de vencer e de dar certo.

Quem perde não precisa chorar para todos ouvirem, mas é bom ser sincero com quem pergunta. Não temos que sair por aí dizendo que perdemos e tudo mais, mas admitir que somos humanos e estamos aqui para aprender a viver em harmonia é um bom começo para chegarmos ao equilíbrio que almejamos.

Acordar mais feliz


 

- Puxa acordei hoje com mais prazer do que nos outros dias! 

“Foi um acordar para a vida?”, pergunto-me. Na prática de nossas ações cotidianas, o levantar pela manhã é um hábito que fazemos em maioria ao levantar a tarde, mas acordar com mais alegria talvez ainda não seja uma grande maioria, acredito eu.

 

 - A vida revela desafios muito difíceis, mas saber sofrer nela parece um desafio também muito difícil para todos, e não só para quem não vê!



 

Ver com outros sentidos é também promissor, mas ver ou como dizem enxergar com olhos de alegria nas pequenas paisagens que vamos domando e "vendo" é também um dialeto que devemos aprender em nossa jornada.

 

O cego, e deficiente visual, como queiram, é capaz sim! Mas enxergar com lógica de ciência mesmo que seja parcial é "lucro", na certa das certidões humanas.



 

Fazer da vida um estudo do "mar", é conhecer sombras ou visões outras que não as do ser vivo com saúde física e moral, mas deixar de enxergar que o mau existe é fazer alusão a fantasias de perfeição, algo destruidor de muitos mundos, e ainda o será!

 

Conviver com lógica de razões sem fundamento e comprovação nem científica, nem pelo senso comum, não é de todo ruim, mas o que brota de nossas mentes alguma origem no senso-comum tem por isso, não deve ser ignorada nem mal tratada.



 

Tocar os olhos de quem ama é provar do gosto da alma do ser que queremos bem!

 

Mas, para quem não tem os olhos físicos, o sofrimento existe sim! Mas as compensações também existem!


Muitas vezes, acuados pela ingratidão de grupos egoístas e impuros de sentimentos participativos, bem, falamos dos grupos mesmo "participativos", não se conectam na realidade de um mundo sem barreiras e fronteiras, mas isso tende a diminuí em nossas sociedades!

 

Dizer que acordamos bem! É para bom entendedor isso, porque estamos falando objetivamente, bem, dizer que sou feliz não é mais inseguro em um mudo dominado até então pela tristeza de sacrifícios outros.



 

Sou sim feliz pois tenho a esperança de dias melhores, e a realidade já transformada é o que devemos pensar!

Por fim, saber ganhar com bons "olhos" é fazer da vida um vaso legitimo de felicidade e algo mais a dizer...

Tarde de verão

Nesta tarde de verão paulistano, vejo que evoluí no sentido de me encontrar com minhas angústias de menino adolescente e ver em mim mesmo o medo que mais que falar que sou deficiente, na realidade, o mais difícil é assumir que tive medo quando garoto de estudar, e não foi a deficiência visual a maior responsável, mas minha angústia de saber que havia crescido mais do que sabia naquele instante de minha vida.


Aprendi com meus pais, irmãos e com ídolos que construí em minha vida de adolescente e o mais importante é que construí mesmo fora da escola, amor pela mesma, ou seja, o precisar saber algo fundamental para o que acontece no momento de minha existência - descobri a morte de um sentido que o mesmo não é sem vida, ou seja, que temos mais que um pouco de claridade, mais uma visão completa e que não é revelada pelos cientistas dos olhos – talvez por desconhecimento, ou ainda medo desses doutores da visão em admitir que não são tão úteis para quem sofre um mal do ver, pois se dispensarmos os mesmos que nos examinam, ou dão receitas de óculos, talvez passássemos a enxergar que nosso mundo depende de médicos por medo de assumirmos que estamos bons e não queremos mais saber de dores físicas nem emocionais, e que nosso problema de fato é termos medo de viver plenamente na satisfação de um mundo novo.
Dizer para todos que somos saudáveis mesmo quando dizem que não o somos, pois temos uma dor assim e assado, é termos dependência do que nos dizem e não termos confiança em nós próprios e na vida abundante em nossas mentes e sopro, como diziam os antigos psicólogos (filósofos gregos), quando falavam do soprar de um vento na prática, estavam com medo dos deuses do passado e que podiam estar dentro de nós mesmos e nos fazer enxergar a forma perfeita da vida, ou seja, do despertar do amanhã – eu diria mais feliz!
Que medo, ufa!
Sorrisos, estou bem!
Quero apenas daqui a pouco beber água, pois como disse, é uma tarde de verão muito quente!
Vencer é conquistar sorrisos
Vencer é conquistar, mais do que ganhos materiais ou elogios, a sua missão cumprida. É mais do que vencer simples obstáculos da vida terrena. Na realidade, é amar o próximo mesmo sendo ele capaz de ser independente, pois mesmo quem é capaz de viver por conta própria precisa de amor para continuar a jornada mais feliz!
Mas o que o amor tem a ver com vencer na vida?
Quem vence na vida é porque amou a mesma, isto é, a vida!
Na prática, temos que gostar de viver e sorrir para os outros, é um bom começo!
Sorrisos fraternos significam amor pelo próximo, e por aquilo que vamos fazer adiante...

Falando de amizade

- Falei para você, ontem pela manhã, que valeria a pena ter amizade!

Como o poeta fala, é um sentimento que se renova, é mais que uma magia que aflora, é um calar da angústia que se rola…

Por entre as montanhas da vida que se doma. Pelos abismos do olhar perdido que se lembra, mas da amizade sincera que é para se escrever o calar da angústia, e o não fingir da dor e esperança.

Que move a vida a sonhar diz o aluno: que bom que acordei cedo para te ver hoje! E, ontem, ora! Está na hora da amizade!

Bibliografia

Helena – ASSIS, Machado de;


Dom casmurro - ASSIS, Machado de;
Casa grande e senzala – FREIRE, Gilberto;
Novo testamento de Jesus Cristo
Os refugiados no mundo – SANTOS, Alzer Augusto. (HTTP://lararocco.sites.uol.com.br)
Vida e obra de Alzer Augusto dos Santos (HTTPS://4xtfgmj3va.bkp.uol.com.br:443\), com o e-mail de acesso: alzer4@alzer4.com.br e senha: xls
Músicas de Cartola
Músicas de Caetano Veloso, Tom Jobim e Geraldo Vandré;
Experiência em pós-graduação em Educação e Faculdade de Pedagogia, respectivamente Unimonte e São Marcos.

Currículo




Breve Histórico

Nascido em Santa Rita do Passa Quatro, SP, Alzer Augusto dos Santos é filho de Alberico dos Santos e Dona Elza Lora Ronco dos Santos, ambos funcionários Públicos. Alzer perdeu seu pai em Agosto de 2007, vive com a mãe no Planalto Paulista.


Nascido em 18 de Dezembro de 1971, Alzer perdeu a visão totalmente com 13 anos, por motivo de descolamento de retina em uma partida de basquete.
Após esse acontecimento, Alzer se dedica aos estudos em casa, mas já tinha estudado com visão parcial até essa idade, tendo completado o estudo de 1ª a 4ª série.
Com 18 anos, ficou sabendo pelo seu médico que não recuperaria mais a visão tão cedo, e passou a se dedicar aos estudos no antigo Ginásio e Colegial. Mesmo com as dificuldades de jovem deficiente, não se entrega e faz da pesquisa científica sua vida.
Trabalha em projeto como voluntário, em parceria com a Rede Saci da Universidade de São Paulo - o Vitual Books, que se destina a enviar gratuitamente para deficientes visuais livros digitalizados por email.
Rede saci: www.saci.org.br (Vá em: obras digitalizadas).

Formação

1. Estudou Direito (1997-2001).

2. Estudou Pedagogia (2003-2007).

3. Fez Especialização em Educação para o Curso Superior (Pós),

(2003-2004).

Cursos Incompletos

1. Ciências da Computação (1996).

2. Mestrado em Educação(2008)

3. Doutorado pela Unicamp (Sociedade e Ambiente)(2006).



Trabalhos Científicos




  1. A Importância da Informação - Ensaio sobre o Direito a

Informação (1993)

  1. O Um estudo da consciência (pesquisa sobre a existência da

consciência)(1994-1995)

3. O uso e Alcance da Parapsicologia (Pesquisa)(1997-1999).

4. Uma Nova Concepção para Filosofia (ensaio)(2000).

5. Os Refugiados no Mundo (Monografia).

6. Estudo sobre a Realidade Penal no Brasil (2000-2002)

(Pesquisa).

7. Um estudo sobre a Origem da Criminalidade no Brasil(2003-2005)

Outras Pesquisas

Estudo sobre deficientes, lógica e Psicologia



Pesquisas atuais





  1. A Relatividade na Linguagem - (2005),




  1. Uma Reflexão sobre a Prática no Direito (2003)



Trabalhos exercidos




  1. Monitor em creches, vendedor, instrutor de

Informática, instrutor de braile, analista de suporte, auxiliar

Administrativo, RH, professor.



Cursos e Atividades complementares





  1. Inglês intermediário (textos, conversação e ouvinte)

  2. Programador de computadores.

  3. Transcrição e textos.

  4. Entende espanhol e italiano.

  5. Composição musical e Artes plásticas (arte terapia).

  6. Trabalho voluntário com deficientes da 3a Idade.

  7. Foi atleta deficiente.



Outras Atividades

Realizou palestras como:



  1. Faculdade da 3ª Idade da Faculdade Católica de Santos 1997-1998

  2. Para o Colégio Canadá em Santos, 1999.

  3. Para a Legião da Boa Vontade, 1999.

  4. Para o 3ª ano de Direito da Universidade Metropolitana de Santos, 2000.

  5. Para a turma de Educação Física da Universidade Santa Cecília, em Santos, 2003.

  6. Para o 1º ano da Faculdade de Direito São Marcos, 2007


Pensamento:
Após escalarmos o muro da vida, precisamos continuar nossa jornada com orgulho do passado, mas vivendo o presente com amor, pois o futuro é resultado dessa ação e somente o amar pode relativizar nossa realidade.
Alzer.




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