Fenólicos totais e atividade antioxidante dos extratos de sementes de chia (salvia hispanica L.) E linhaçA (linum usitatissimum L.) Natara Favaro Tosoni¹; Solange Aparecida Fávaro¹



Baixar 62.2 Kb.
Encontro23.07.2018
Tamanho62.2 Kb.

FENÓLICOS TOTAIS E ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DOS EXTRATOS DE SEMENTES DE CHIA (SALVIA HISPANICA L.) E LINHAÇA (LINUM USITATISSIMUM L.)

Natara Favaro Tosoni¹; Solange Aparecida Fávaro¹ (RETIRAR ESPAÇO);Renata Hernandez Barros Fuchs¹; Augusto Tanamati¹; Ailey Aparecida Coelho Tanamati¹

¹UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná – Campus Campo Mourão, Pr.

Resumo.O objetivo deste trabalho foi determinar a concentração dos compostos fenólicos nos extratos etanóicos de sementes de chia (Salviahispanica L.), linhaça (Linumusitatissimum L.) dourada e linhaça marrom, pelo método Folin-Ciocalteau, bem como avaliar a capacidade antioxidante, pelo método de sequestro do radical DPPH. Os maiores valores de compostos fenólicos totais foi 0,34±0,035 g EAG/L encontrado nos extratos da semente de chia (OBS: FRASE DEVERÁ ESTAR TODA NO PLURAL). Não houve diferença significativa (p>0,05) entre a quantidade dos compostos fenólicos totais encontrados nos extratos da linhaça marrom0,25 gEAG/L e dourada (OBS: O VALOR ENCONTRADO PARA COMPOSTOS FENÓLICOS NÃO DEVE SER COLOCADO). Os extratos das sementes de chia apresentaram menor porcentual de seqüestro de radicais livres (%SRL),10,76±0,020%, (FALTOU ESPAÇO) sendo maior para os extratos da linhaça marrom 68,15a±0,040%. Com base nos resultados obtidos as oleaginosas estudadas podem ser consideradasimportantes (FALTOU ESPAÇO) fontes de antioxidantes naturais.
Palavras-chave: antioxidantes; fenólicos totais; linhaça; chia.

Total phenolics and antioxidant activity of extracts of chia seeds (SALVIA HISPÂNICA L.) and flaxseed (LINUM USITATISSIMUM L.) Phenolic compounds from the seeds of chia seed (Salvia hispanica L.), flaxseed (Linumusitatissimum L.) brown and golden were extracted in ethanol and quantified by Folin-Ciocalteau and antioxidant capacity was evaluated by DPPH kidnapping. The highest values ​​of total phenolic compounds were 0.34 ± 0.035 gEAG / L found in extracts of chia seed. No significant difference (p>0.05) between the amount of phenolic compounds found in extracts of brown flaxseed gEAG 0.25/L and golden. The chia seed extracts showed lower percentage of sequestering free radicals (SRL%), 10.76%, higher for the extracts of brown flaxseed 68.15%. Based on the results obtained, oilseeds evaluated can be considered as important sources of natural antioxidants.

(REALIZAR NO ABSTRACT AS CORREÇÕES FEITAS NO RESUMO).

Keywords: antioxidants; total phenolics; flaxseed; chia.


1. Introdução

O linho (Linumusitatissimum L.) é uma planta herbácea anual, da família dasLináceas, (FALTOU ESPAÇO) que além de fornecer excelentes fibras têxteis produz a linhaça, sementes utilizadas na alimentação humana e ração animal, sendo ótima fonte de nutrientes (Rural sementes, 2012; NOVELLO e POLLONIO, 2011). Existem indícios do consumo da linhaça pela humanidade a 5000 a.C., na Mesopotâmia, mas apenas no século XX é que surgiu como alimento funcional.

Os países maiores produtores mundiais de linhaça são Canadá, Estados Unidos, Índia e China, já na América latina a Argentina destaca-se na produção das sementes, aproximadamente quatro vezes maior que o Brasil (Almeida, 2009). O clima nacional, quente e úmido, é mais propício para o cultivo da linhaça marrom (LM), já o clima canadense e do Norte dos Estados Unidos prevalece (RETIRAR ESTA PALAVRA) favorece o desenvolvimento da linhaça dourada (LD) (MARQUES, 2008; CREDIDIO, 2005).

De acordo com LICHTENTÄLER (2009) (INSERIR VÍRGULA) a composição dos macronutrientesdas (SEPARAR PALAVRAS) variedades LM e LD é para (SERIA MELHOR SUBSTITUIR PARA POR “DE”) proteínas 21,0 e 21,6% ; lipídios totais 38,4 e 43,2; fibras solúveis 9,1 e 8,9%; e fibras insolúveis 33,0 e 30,0% (COLOCAR OS NÚMEROS À FRENTE DAS PALAVRAS, POR EX: 21,0 e 21,6% PARA PROTEÍNAS, E ASSIM POR ADIANTE), respectivamente. Esses valores podem apresentar algumas diferenças como reportadas por Trucom (2006) e Preuss (2010). A linhaça é uma das maiores fontes do ácido graxo essencial, o alfa-linolênico e rica em antioxidantes (SOARES, et al., 2009; GALVÃO, 2008).

Uma série de benefícios à saúde estão associados ao consumo da linhaça, como efeito protetor contra o câncer, osteoporose, alivio (FALTOU ACENTUAÇÃO) de sintomas da menopausa e, por ser rica em fibras, redução da absorção dos lipídios e colesterol. Dentre os componentes biologicamente ativos, com potencial anticarcinogêncos (CORRIGIR PALAVRA E REFORMULAR FRASE), presentes na linhaça estão as lignanas, que são compostos fenólicos que contem 2,3-dibenzilbutano em sua estrutura, (COUTO e WICHMANN, 2011;RIDEOUT (FALTOU ESPAÇO) et al., 2008).

Outra semente que vem ocupando destaque junto aos pesquisadores e consumidores são as sementes chia (Salviahispanica L.), oriunda (DEVE ESTAR NO PLURAL) da Colômbia e México, foram utilizadas como alimento pelos indígenas do sudoeste do continente há centenas de anos. O emprego destas sementes na alimentação, para os Maias, era sinônimo de energia, vitalidade e sustentação (COATES e AYERZA, 1996). Essas sementes apresentam em sua composição alto teor de antioxidantes, proteínas, fibras, minerais, em destaque para o cálcio, potássio e ferro e alto teor de ácidos graxos polinsaturados, majoritariamente o ácido alfa-linolênico (ômega 3) (CAPITANI, et al., 2012; TOSCO, 2010).

A busca por consumo de alimentos funcionais vem crescendo com o desenvolvimento tecnológico. Esses avanços tecnológicos contribuem para a realização de estudos mais detalhados na área da ciência e tecnologia de alimentos, como os que se referem a sua composição e alterações provocadas durante o processamento. Esse fato beneficia os envolvidos no setor produtivo, bem como, os consumidores que vêm buscando melhoria na qualidade dos alimentos.

A legislação nacional (ANVISA)define (FALTOU ESPAÇO) como alimentos funcionais àqueles que apresentam em sua composição substâncias biologicamente ativas, que provêem benefícios adicionais aos da nutrição básica e podem prevenir doenças ou promover saúde. Dentre os compostos bioativos estão os flavorizantes,aromatizantes (FALTOU ESPAÇO) e antioxidantes. O uso dos alimentos funcionais está associado a (faltou acentuação) prevenção de doenças como as cardiovasculares e determinados tipos de câncer (DEVE ESTAR NO PLURAL E SEM ESPAÇO) como o intestinal e as lesões intestinais de outra natureza.

As substâncias que apresentam atividade antioxidante são os fenóis, ácidos fenólicos e seus derivados, flavonóides, tocoferóis, fosfolipídios, aminoácidos, ácidofítico (FALTOU ESPAÇO), ácido ascórbico, pigmentos e esteróis. Os compostos fenólicos são antioxidantes naturais, presentesnos (FALTOU ESPAÇO) vegetais (FALTOU A PALAVRA QUE ANTES DE APRESENTAM) apresentam função de germinação, crescimento e proteção das plantas (BARCELOS, 2002; ESCARPA e GONZALES, 2001).

O estudo por antioxidantes naturais é de grande interesse, onde diversos trabalhos são reportados na literatura. Podem ser destacados os trabalhos com frutas como uva (Vedana, et al., 2008), maçã (Soares, 2008), pitanga (Luzia e Jorge, 2010), plantas (Boligon, et al., 2010), oleaginosas (Prado, et al., 2009) e linhaça (Galvão, et al., 2008). São atribuídas a essa classe de compostos vários benefícios à saúde, como controle e prevenção de doenças cardiovasculares e câncer (Kris-Etherton, et al., 2002).

De acordo com Soares (2002) a perda dos antioxidantes por oxidação, é acelerada pela presença de luz, calor, íons metálicos. O processamento de fontes naturais, bem como o preparo dos alimentos, pode levar a perdas destes compostos.

Uma forma de reduzir o processo de oxidação é a adição de agentes antioxidantes naturais ou artificiais, nos alimentos processados. Esses compostos têm um importante papel na manutenção do controle dos radicais livres. Dentre os antioxidantes naturais encontram-se os isômeros da vitamina E, os carotenóides, ácido ascórbico e alguns polifenóis.

Neste contexto (INSERIR VÍRGULA) a proposta do trabalho foideterminar (FALTOU ESPAÇO) o teor dos compostos fenólicos totais e atividade antioxidante nos extratos etanóicos das sementes de linhaça marrom e dourada e de chia.

2. Materiais e Métodos


2.1 Amostragem

As amostras de semente de chia (SC) e linhaça dourada (COLOCAR VÍRGULA AO INVÉS DE “E”) (LD) e linhaça marrom (LM) foram adquiridas em estabelecimento comercial da cidade de Campo Mourão – PR, em abril de 2012. As amostras foram trituradas, em moinho de facas Marcon (NÃO SERIA MARCONI?), modelo MA 048, separadamente, e (RETIRAR ESTE “E”) armazenadas em embalagem de polietileno e acondicionadas em freezer a -180C, até a realização das análises. As análises foram realizadas em triplicata e os resultados expressos como a média aritmética dos valores encontrados.


2.2 Umidade e Cinzas

Os teores de umidade e cinzas das amostras (SC) (LD) e (LM) foram realizados (OBS: TROQUEI REALIZADAS POR REALIZADOS) conforme técnicas da AOAC (CUNNIFF, 1998).

O percentual de umidade foi realizado em estufa a 1050C por 4 horas. Esse resíduo foi utilizado para a determinação do teor de cinzas, que foi realizado em mufla a 600oC, por aproximadamente 6 horas ou até obtenção de uma cinza clara, sinal da ausência completa de matéria orgânica. Os teores de umidade e cinzas foram determinados gravimeticamente. (CORRIGIR PALAVRA).
2.3 Extratos

Para obtenção dos extratos etanóicos, segundo TAVARES & RAMOS (2009), foi usado a proporção de 1:3 (amostra: etanol), separadamente para as (MELHOR COLOCAR PARA AS AMOSTRAS DE) SC, LD e LM. Deixou-se a solução sob agitação magnética por 20 min e a filtrou (TROCAR POR FILTROU-SE) em funil de buchner. O sobrenadante foi reservado. Os resíduos foram submetidos a mais duas extrações de 20 min em 30 mL de etanol e filtrados. O sobrenadante das três extrações foram unificados, homogeneizados e armazenados em frasco âmbar a uma temperatura de 40C até a realização das posteriores análises.


2.4 Fenólicos Totais

Para a determinação dos compostos fenólicos foi utilizado o método de Folin–Ciocalteu conforme Singleton e Rossi citado por Vieira e Santos (2010). Foram adicionados em tubos de ensaio, protegidos da luz, 0,1 mL do extrato etanóico, 5 mL de água e 0,5 mL do reagente do Folin-Ciocalteu, após 3 min foram adicionados 2,0 mL de carbonato de sódio 15% e mais 2,4 mL de água. Após 2 horas em repuso, fez-se a leitura, num espectrofotômetro UV/VIS T80+, a 765 nm.

Os resultados foram expressos em mg de ácido gálico. A curva de calibração (Figura 1) foi realizada utilizando as concentrações 51,107; 204,428; 357,749; 511,070; 664,391 mg/L de ácido gálico. (POR QUÊ ESTAS CONCENTRAÇÕES? EXPLICAR NOS RESULTADOS...)

2.5 Atividade Antioxidante pelo método DPPH (2,2 – Difenil – 1- picrilhidrazil) A atividade antioxidante, pelo método do sequestro do radical livre DPPH, foi realizada de acordo com Vieira e Santos (2010) com alterações. As concentrações dos extratos utilizadas foram de 15,0 ; 30,0; 60,0; 120,0 mgEAG/mL (FALTOU ESPAÇO). Paralelamente, foram realizados os testes em branco e de controle negativo. Para o controle negativo a concentração do DPPH foi 6 mg/50 mL com etanol. A leitura foi realizada, num espectrofotômetro UV/VIS T80+,, (RETIRAR UMA DAS VÍRGULAS) no comprimento de onda 515 nm, 45 minutos após a preparação das amostras. Para determinar a atividade antioxidante foi utilizada a Equação 1. A capacidade antioxidante nos extratos foi expressa pela porcentagem de seqüestro de radicais livres DPPH (%SRL).
 (Equação 1)
Onde:

Aa = absorbância da amostra

Ab = absorbância do branco

Ac = absorbância do controle


2.5. Análise estatística

Os dados obtidos foram tratados estatisticamente utilizando o teste de variância ANOVA e Teste de Tukey, em nível de confiança de 95% (p>0,05).


3. Resultados e Discussão

As sementes de chia, linhaça dourada e linhaça marrom foram analisadas quanto a seu teor (COLOCAR NO PLURAL) de umidade e cinzas, cujos resultados foram expressos em porcentagens, e quanto sua concentração (COLOCAR NO PLURAL) de compostos fenólicos, onde foram expressos em equivalente de ácido gálico (EAG). Os resultados estão dispostos na Tabela 1.



Semente

Umidade (%)

Cinzas (%)

Fenólicos Totais (g EAG/L)

LD

7,04±

0,0470a



3,67±

0,0100b



0,24

±0,012b



LM

7,17±

0,0760a



3,55±

0,0130b



0,25±

0,025b



SC

6,82±

0,0840a



4,25±

0,0190a



0,34±

0,035a


Tabela 1. Composição centesimal das sementes.

Letras iguais na mesma linha indicam que não houve diferença significativa (p>0,05) entre os valores médios obtidos nas repetições. SC= semente dechia (FALTOU ESPAÇO); LD= linhaça dourada; LM= linhaça marrom

As amostras de linhaça (OU COLOCA A PALAVRA E ESCREVE DOURADA E MARRON OU RETIRA A PALAVRA LINHAÇA) LD e LM não apresentaram diferença significativa (p<0,05) nos teores de umidade, cinzas e fenólicos totais encontrados neste estudo. Condições distintas de cultivo das sementes, LD e LM, justificam algumas diferenças entre os resultados encontrados neste estudo e outros trabalhos da literatura, como 6,46% e 6,64% de umidade e 4,25 e 4,12 e (DEVE SER DE CINZAS) cinzas, respectivamente (LICHTENTHÄLER, 2009).

Para as SC o teor de umidade 6,82% foi inferior ao citado por Franzãoet al. (2011) 8,15%, enquanto que de cinzas 4,25% foi superior aos encontrados no mesmo trabalho 3,94% (RETIRAR ESTE VALOR). Essas alterações podem ser explicadas devido a fatores como as diversidades genéticas, alterações climáticas (FALTOU VÍRGULA) tipo de solo e manejo durante o cultivo.

O conteúdo dos fenólicos totais nas SC foi de 0,34 g EAG/L, valor maior que os da LD e LM. Os compostos fenólicos foram extraídos utilizando etanol como solvente e determinados na fração líquida. Existem estudos demonstrando a influência do meio extrator na obtenção destes compostos (CAETANO, et al., 2009; MELO, et al., 2003). O efeito da polaridade dos solventes, na obtenção dos compostos fenólicos, deve ser melhor avaliado, pois a solubilidade dos fenólicos varia de acordo com a polaridade do solvente utilizado, o grau de polimerização dos fenólicos e suas interações com outros constituintes dos alimentos. A eficiência da extração também está associada ao tempo de exposição da amostra ao solvente, de acordo Pérez-Jimenez et al. (2008) ressaltam que, para a eficiência do processo de extração, deve-se utilizar uma extração exaustiva, utilizando-se soluções de solventes aquosos, com diferentes polaridades, de modo a extrair compostos com diferentes estruturas químicas (FALTOU PONTUAÇÃO)

Outro aspecto importante no desenvolvimento de métodos de quantificação de compostos fenólicos é a dificuldade de se encontrar umpadrão (FALTOU ESPAÇO) específico e conveniente, devido a (FALTOU ACENTUAÇÃO) complexidade das substâncias fenólicas presentes nos alimentos e as diferenças de reatividade entre estas substâncias e os reagentes (KING & YOUNG, 1999; MOURE et al., 2001). Neste trabalho a quantificação foi realizada em mg de ácido gálico, utilizando a curva de calibração (Figura 1), cujo R2 0,9927, bastante satisfatório (FALTOU “FOI” ANTES DE BASTANTE). Por outro lado, faz-se necessário buscar outras formas de expressão, como os que foram utilizados por Oomah, Kenaschuck e Mazza (1995), que estudaram oito cultivares de linhaça canadenses (COLOCAR NO PLURAL) e encontraram teores de ácidos fenólicos variando de 790 a 1030 mg/100g.

A Tabela 2 apresenta os resultados da atividade antioxidante determinada pelo método de seqüestro dos radicais livres – DPPH. Conforme aumentaram as concentrações dos extratos, os porcentuais do SRL aumentaram, com diferença significativa (p>0,05) entre as amostras avaliadas. Para a menor concentração 15 mgEAG/mL (FALTOU ESPAÇO), o menor valor da atividade antioxidante foi 0,12% e o maior 7,46% para SC e LM, respectivamente. Os extratos das mesmas sementes apresentaram a maior atividade antioxidante ao se utilizar uma concentração 120 mgEAG/mL (FALTOU ESPAÇO), de 10,76% para SC e 68,15% para LM.


(%) Atividade Antioxidante

ConcetraçãomgEAG/ mL

SC

LD

LM

15,0

0,12c±0,001

4,21b±0,002

7,46a±0,010

30,0

1,15c±0,001

5,16b±0,003

15,63a±0,010

60,0

8,22c±0,010

18,84b±0,020

45,46a±0,030

120,0

10,76c±0,020

36,32b±0,030

68,15a±0,040
Tabela 2. Porcentagem de seqüestro de radicais livres DPPH nos extratos etanóicos
Letras iguais na mesma linha indicam que não houve diferença significativa (p>0,05) entre os valores médios obtidos nas repetições. SRL= Seqüestrode radical livre; SC= semente de chia; LD= linhaça dourada; LM= linhaça marrom.
De acordo com segundo (OU DE ACORDO OU SEGUNDO) Choiet al. (2002) ,6 (RETIRAR ESPAÇO) os compostos polifenólicos são os principais responsáveis pela atividade antioxidante. Entretanto, neste estudo os extratos das sementes de chia apresentaram maior concentração de compostos fenólicos totais, mas menor percentual de SRL, quando comparados aos resultados obtidos para os extratos da LM. Resultado semelhante encontrou Vargas et al. (2008) ao estudar sucos de uva. (DAR UMA POSSÍVEL EXPLICAÇÃO PARA ESTE FATO).
4. Conclusão

Os extratos etanóicos das sementes de chia exibiram as maiores concentrações de compostos fenólicos totais do que os extratos de linhaça dourada e marrom. Por outro lado, os extratos da linhaça marrom foram mais eficientes em seqüestrar o radical livre DPPH.

Com isso, essas oleaginosas, podem também ser utilizadas como fontes de antioxidantes naturais, podendo ser usados na formulação de outros alimentos industrializados e diminuindo, dessa forma, a contaminação ambiental que o excesso desses resíduos vem causando.

Neste estudo sugere-se a realização de mais investigaçoes na obtençao (FALTOU ACENTUAÇÃO) dos extratos com solventes de diferentes graus de polaridade, obtenção dos compostos fenólicos na forma sólida bem como sua ação como antioxidante em alimentos.

Figura 1. Curva padrão do ácido gálico (mgEAG/L)
5. Referências

ALMEIDA, K.C.L; BOAVENTURA, G.T; GUZMAM-SILVA, M.A. A Linhaça (Linumusitatissimum) como fonte de ácido α- linolênico na formação da bainha de mielina. Revista de Nutrição, v.22, n.5, p.747-754, 2009.

AYERZA, R.; COATES, W. Protein content, oil content and fatty acid profiles as potential criteria to determine the origin of commerciall grown chia (Sálviahispanica L.).Industrial Crops and Products 341366- 1371, 2011.

BARCELÓ, J.; POSCHENRIEDER, C. Fast root growth responses, root exudates, and internal detoxification as clues to the mechanisms of aluminium toxicity and resistance: a review. Environmental and Experimental Botany, Amsterdam, v. 48, n. 1, p. 75-92, 2002.

BOLIGON, A. A.; WEILER, C. B.; FROHLICH, J. K.; JANOVIK, V.; ATHAYDE M. L. Potencialantioxidante in vitro das folhas de Ipomoea cairica L. sweet.Saúde (Santa Maria), 36 (2), 55-62, 2010.

CAETANO, A.C.S.; MELO, E.A.; LIMA, V.L.A.G; MACIEL, M.I.S.; ARAÚJO, C.R. Extração e antioxidantes de resíduos agroindustriais de acerola. Brazilian Journal Food Technology., v. 12, n. 2, p. 155-160, 2009.

CAPITANI, M. I.; SPOTORNO, V.; NOLASCO, S. M.; TOMÁS, M. C. Physicochemical and functional characterization of by-products from chia (Salvia hispanica L.) seeds of Argentina.LWT - Food Science and Technology, 45, 94-102, 2012.

CHOI, C.W.;KIM, S.C.; HWANG, S.S.; CHOI, B.K.; AHN, H.J.; LEE, M.Y.; PARK S.H.; KIM, S.K. Antioxidant activity and free radical scavenging capacity between Korean medicinal plants and flavonoids by assay-guided comparison. Plant Sci. 163:1161-1168, 2002.

COUTO, A.N.; WICHMANN, F.M.A. Efeitos da farinha da linhaça no perfil lipídico e antropométrico de mulheres. Alim.Nutr.,Araraquara, v. 22, n. 4, p. 601-608, out./dez 2011.

ESCARPA, A.; GONZALES, M.C.An overview of analytical chemistry of phenolic compounds in foods.CriticalReviews inAnalyticalChemistry, v.31, p.57-139, 2001.

GALVÃO, E. L.; SILVA, D. C. F da.; SILVA, J. O. da; MOREIRA, A. V. B.; SOUSA, E. M. B. D. de. Avaliação do potencial antioxidante e extração subcrítica do óleo de linhaça. Ciênc.eTecnol. de Aliment., Campinas, 28 (3): 551-557, 2008.

-KING, A., YOUNG, G. Characteristics and occurrence of phenolic phytochemicals. Journal of the American Dietetic Association, Chicago, v.99, n.2, p.213-218, 1999

KRIS-ETHERTON P. M.; HECKER, K. D.; BONANOME A.; COVAL S. M.; BINKOSKI, A. E.; HILPERT, K. F.; GRIEL, A. E.; ETHERTON, T. D. Bioactive compounds in foods: their role in the prevention of cardiovascular disease and cancer. The American Journalof Medicine, 113 (9), 71-88, 2002.

LUZIA, D.M.M; JORGE, N. Potencial Antioxidante de extratos de sementes de limão (citruslimon). Ciênc. Tecnol. Aliment.,Campinas, 30(2): 489-493, abr.-jun. 2010.

LICHTENTÄLER, A. G.; Efeito comparativo de dietas ricas em linhaça marrom e dourada no câncer de mama. 2009. Dissertação (Mestrado em Nutrição em Saúde Pública) - Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009. Disponível em: . Acesso em: 11 jul. 2012.

MELO, E. de A.; FILHO, J. M; GUERRA, N. B.; MACIEL, G. R. Atividade antioxidante de extratos de coentro (Coriandrumsativum L. ). Ciênc. e Tecnol.de Alimentos, 23; 195-199, 2003.

NOVELLO, D.; POLLONIO, M. A. R. Caracterização e propriedades da linhaça (Linumusitatissimun L.) e subprodutos. B.CEPPA, Curitiba, v. 29, n. 2, p. 317-330, jul./dez. 2011.

OOMAH B.D.; MAZZA, G. Flaxseed products for disease prevention. In: MAZZA, G. (Eds.). Functional foods: biochemical & processing aspects. Lancaster, PA: TechnomicPublishing. p.91-138, 1998.

PÉREZ-JIMÉNEZ, J.; ARRANZ, S.; TABERNERO, M.; DÍAZRUBIO, M. E.; SERRANO, J.; GONI, I.; SAURA-CALIXTO, F. Updated methodology to determine antioxidant capacity in plant, food, oils and beverages: extraction, measurement and expression of results. FoodResearchInternational, Toronto, v. 41, n. 3, p. 274-285, 2008.

PRADO, A. C. P. do; ARAGÃO, A. M.; FETT, R. Compostos fenólicos e atividade antioxidante de extratos da casca de noz-pecã [Caryaillinoinensis (Wangenh.) C. Koch. BrazilianJournalofFoodTechnology,12(4), 323-332, 2009.

PREUSS, E. ; SCHUMACHER, B. O. ; NICKEL, J. ROSSALES, R. R. Caracterização química da semente de linhaça. XIX CIC. XII ENPOS. Mostra científica. 2010.

SOARES, S. E.; Ácidos fenólicos como antioxidantes. Revista de Nutrição, 15(1), 71- 81, 2002

SOARES, M.; WELTER, L.; GONZAGA, L.; LIMA, A.; MANCINI-FILHO2, J.; FETT, R. Avaliação da atividade antioxidante e identificação dos ácidos fenólicos presentes no bagaço de maçã cv. Gala. Ciênc. e Tecnol.de Alimentos, 28(3): 727-732, 2008.

SILVA, S.A.; SOUZA, A.G.; CONCEIÇÃO, M.M; ALENCAR, A.L.S; PRASAD, S.; CAVALHEIRO, J.M.O. Estudo termogravimétrico e calorimétrico da algaroba. Quim. Nova, v. 24, n. 4, 460-464, 2001.

TAVARES, M.S.S; RAMOS, M.I.L. Atividade antioxidante de frutos do cerrado e do pantanal, do estado de Mato Grosso do Sul: Padronização de metodologias (2008). Disponível em: Acesso em: 05 jul. 2012.

TOSCO, G. Chía (salvia nativa) lamayorfuente natural de Omega. Disponível em: . Acesso em: 11 mar. 2010.

TRUCOM, C. A importância da linhaça na saúde. São Paulo: Alaúde Editorial, 151p, 2006.

VARGAS, P.N.; HOELZEL, S.C; ROSA, C.S. Determinação do teor de polifenóis totais e atividade antioxidante em sucos de uva comerciais. Alimentos eNutrição,Araraquara, v.19, n.1, p.11-15, jan./mar. 2008.



VEDANA, M. I. S.; ZIEMER, C.; MIGUEL, O. G.; PORTELLA, A. C.; CANDIDO, L. M. B. Efeito do processamento na atividade antioxidante de uva. Alimentos e Nutrição, Araraquara. 19(2), 159-165, 2008.



Compartilhe com seus amigos:


©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal