Filosofia da Educação



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2.Miami será sede administrativa principal na qual os registros acadêmicos dos estudantes são arquivados e de onde se registram os títulos acadêmicos.

3.Mentores. Designará – se um mentor a cada estudante ativo para realizar com melhor qualidade a educação e o ministério.

        1. O mentor ajudará o estudante a desenvolver um arquivo educacional e ministerial.

O arquivo terá as seguintes informações:

    • Certidão de nascimento

    • Documentos de identificação (passaporte, identidade, e outros)

    • Diploma de ensino primário

    • Documentação de estudos posteriores ao ensino primário

    • Carta de situação na igreja (membresia)

    • Documentação ministerial

    • Currículo, cartas de referências, artigos, escritos, relatório.

    • Certificado profissional

    • Plano para sua participação na MINTS:

  1. Carta de admissão

  2. Recibo de pagamento

  3. Registro de qualificações obtidas na MINTS

  4. Registro de correspondência com a MINTS

  5. Programa de estudos para o ano do curso

  6. Calendário de datas de termino de cada curso

  1. O mentor se reunira com o estudante no começo e no término de cada trimestre. Um formulário padronizado será completado por todos os participantes e será entregue ao vice-presidente de assuntos acadêmicos. Ministérios: Estudos ministeriais implantaram – se em forma imediata na comunidade cristã.

    1. O programa de educação prática para o desenvolvimento das habilidades para o ministério será coordenado em conjunto com as exigências do curso.

    2. Os supervisores da educação prática serão recomendados pela faculdade e confirmados pelo vice-presidente de assuntos acadêmicos.

4.. Multilingue. Os cursos de todo o currículo da MINTS serão oferecidos em diferentes idiomas.

  1. As maiorias dos cursos poderão ser realizados em inglês, espanhol, ou francês se houver pelo menos cinco alunos com tempo integral que estejam interessados em um idioma em especial.

  2. Os alunos que não falem inglês será oferecido a oportunidade de estudar inglês como segundo idioma (ESL)

5. Multimídia. Recursos modernos de comunicação e tecnologia seram utilizados nas aulas.

  1. As aulas estarão disponíveis na forma expositiva tradicional.

  2. As aulas podem – ser gravadas em áudio para os alunos a distância.

  3. Os professores terão informação disponível acerca de seus cursos na página eletrônica da MINTS. Que deverá incluir:

    • Uma descrição breve do curso

    • Informação e formulário de admissão para o curso

    • Requisitos de assistência

    • Programa do curso

    • Trabalhos e Tarefas requisitadas

    • Leituras obrigatórias

    • Formas de avaliação

    • Instrução para pesquisa

6. Missões, serão promovidas constantemente tanto no âmbito local como internacional.

1 Espera – se que os alunos de tempo integral façam pelo menos um curso ao ano em um cenário internacional. A MINTS organizará cursos tanto intensivos como individuais no Caribe, América Central, México ou América do Sul.



  1. Será um requisito que os alunos de tempo integral façam cursos relacionados com outras culturas tais como:

    • Comunicação transcultural

    • Igreja multicultural

    • Um curso em missiologia

    • Um curso multiligue em um idioma estrangeiro

    • Um trabalho prático em uma cultura diferente

7. Implantara – se um sistema com custos moderados para facilitar a participação de pessoas com poucos recursos financeiros.

  1. Custos especiais seram oferecidos em diferentes países

  2. Disponibilizara bolsas, tomando em consideração os ingresso do estudante e os de sua família.

  3. Fará – se sempre que possível par manter os custos da MINTS a um preço razoável

8. Os centros de estudos associados com a MINTS são autônomos. Cada centro fará a sua inscrição com as autoridades locais, e se possível nacionais. Cada centro terá sua própria renda e sua direção. Parte da missão dos centros é multiplicar – se. Os estudantes da MINTS, com a supervisão dos professores podem ensinar aos níveis iniciais.

UNIDADE 3


PEDAGOGIA

OBJETIVO PARA A UNIDADE 3




  1. Estudar em um grupo o livro: Ensinado para mudar vidas.

AS SETE LEIS DO PROFESSOR



  1. Lei do professor: "Se você cessa de crescer hoje, cessa de ensinar amanhã”.

  2. Lei de educação: “A maneira em que a gente aprende determina com você ensina".

  3. Lei da atividade: “A aprendizagem máxima sempre é o resultado do envolvimento máximo”.

  4. Lei da comunicação: “Repartir verdadeira comunicação requer estabelecer pontes”.

  5. Lei do coração: “O ensino que faz efeito não é o de cabeça a cabeça, sim o de coração a coração”.

  6. Lei do Estimulo: “O ensino tende a ser efetivo quando o aluno é apropriadamente motivado”.

  7. Lei da Preparação: “O processo de ensino – aprendizagem será mais efetivo quando, tanto o aluno como o professor preparam – se adequadamente”.

TAREFA

      1. Ler as 8 lições do Ensinando para mudar vidas, e responder as perguntas em seu caderno pessoal. Antes de chegar à aula designada para revisar as respostas, o estudante auto corrigira suas próprias repostas. Durante as 4 aulas terá oportunidade de dialogar sobre as repostas. Fará um exame sobre os conceitos principais do livro ao final desta unidade. Pode utilizar – se das respostas e perguntas para avaliar o exame.

      2. (Só para estudantes por correspondência) Escreva mais 10 perguntas e respostas sobre o livro Ensinado para mudar vidas.

UNIDADE 4

FILOSOFIA. COLEÇÃO DE EXPERINÊNCIAS

OBJETIVOS PARA A UNIDADE 4




  1. Ler os escritos de um grupo de educadores cristãos na Republica Dominicana.

CONTEÚDO

    1. CONCEITOS BÁSICOS DA FILOSOFIA EDUCATIVA

    2. PRINCIPIOS BIBLICOS PARA UMA FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO CRISTÃ

    3. HISTORIA DA FILOSOFIA EDUCATIVA CRISTÃ NA REPUBLICA DOMINICANA

TAREFA

    1. Ler os3 capítulos da Coleção de Experiências e responder as perguntas em seu prorpio caderno.

    2. (Só para estudantes por correspondência). Escreva sua própria filosofia para a educação cristã (10 páginas)

COLEÇÃO DE EXPERIÊNCIAS SOBRE A FILOSOFIA EDUCATIVA CRISTÃ

INTRODUÇÃO

Dr. Cornélio Hegeman (editor)


CONTEÚDO

CAPÍTULO 1: CONCEITOS BÁSICOS DA FILOSOFIA EDUCATIVA


Introdução

Conceitos básicos da filosofia e educação cristã Isidro Ventura

Conceitos básicos da educação e educação cristã Román Santos V.

Conceitos básicos do cristianismo e a educação cristã Marta Vanderhorst Ventura

Alguns comentários sobre a atividade educativa Alfonso Lockward
CAPITULO 2: PRINCIPIOS BIBLICOS PARA UMA FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO CRISTÃ
Introdução

Programas ao educando Pedro Ramón Gómez

Princípios bíblicos aplicáveis ao professor Bienvenido E. Chang e Alcides Holguin H.

Princípios bíblicos para uma filosofia da educação cristã Rodrigo Díaz Bermúdez


CAPITULO 3: HISTÓRIA DA FILOSOFIA EDUCATIVA CRISTÃ NA REPÚBLICA DOMINICANA
Introdução

Influencias históricas das filosofias na educação dominicana

PERGUNTAS

BIBLIOGRAFIA (na parte atrás do manual)


INTRODUÇÃO

A religião cristã é identificada por seu autor, Jesus Cristo, em termos de discipulado (Mateus 28: 19 – 20). Além de ser uma religião transformadora, um movimento social revolucionário, é um movimento educativo. Onde quer que seja há uma igreja cristã, há uma escola ou atividades educativas. Jesus é o professor supremo; a Palavra de Deus o texto autoritário; o Espírito Santo é o tutor divino; o Corpo de Cristo a escola principal; os discípulos são os estudantes comprometidos; e a glória de Deus o Pai é a meta principal.

O discipulado toma muitas formas. Não somente aprende – se por ouvir as pregações e receber estudos doutrinais na igreja, algum pode ser educado em um sistema não formal, tal como no lar ou participar em um projeto comunitário. Outros aprendem nas escolas formais, tais como colégios cristãos e universidades evangélicas. O mais importante é aprender segundo a Palavra de Deus qual é a vontade de Deus para as nossas vidas.

Os professores e estudantes do Mestrado de Educação Cristã Superior da Universidade Nacional Evangélica (UNEV), Santo Domingo, República Dominicana. Combinaram escrever estas experiências fora publicadas pelo professor pela primeira vez em 1991. Os estudantes da UNEV, a Faculdade Latina americana de Estudos Teológicos (FLET) e a miai Internacional Seminário (MINTS) tem usado estas experiências para cursos de Filosofia da Educação Cristã. Agora, por meio da editora. Bendição, de Licenciatura Cosme Alexandre Pena, oferecemos ao leitor estas experiências e uma bibliografia atualizada.

Dr, Cornélio Hegeman
CAPÍTULO 1: CONCEITOS BÁSICOS DA FILOSOFIA EDUCATIVA
Introdução

Escrever a introdução de um livro de filosofia é uma tarefa muito ampla, posto que a filosofia como tal é uma atividade inerente de todo ser humano racional. Ao tratar de expor uma experiência de " Filosofia Cristã" em nossos tempos e circunstâncias atuais, e sabendo que existem pouco textos escritos sobre esta matéria, a tarefa se torna mais difícil.

No presente capítulo nos propomos apresentar conceitos básicos da filosofia (definição, objeto, origem e desenvolvimento), conceitos básicos do aspecto educativo cristão (educação cristocentrica) e o aspecto cristão (conceito e fundamento), o qual nos dará a base necessaria para criar uma filosofia verdadeir com fundamneto biblico - cristão, cuja meta é glorificar a Deus mediante o resgate da imagem de Deus no homem, transformando este ultimo em um ser totalmente diferente, maravilhoso e justo diante aos olhos de Deus e os homens.

Não é segredo para ninguém que os textos seculares da filosofia que chegam ao nosso alcance tende a ser muito contraditorio em seus enfoques e excessivamente profundos ou complexos, o qual diminui a praticidade, veracidade e confiança quanto as ideias que defendem. Daí a importância de conceber e fortalecer uma nova filosofia que alcance as expectativas e necessidades de nossos tempos: a filosofia educativa cristocentrica e educativa.


Conceitos Básicos da Filosofia e Educação Cristã Isidro Ventura
Introdução

A presente obra encontra-se condicionada as necessiddes que a República Dominicana apresentou em matéria de educação e formação humana; pelas crises de nosso sistema educativo; pela necessidade de um modelo educativo Cristocentrico que encontre as expectativas e necessidades da comunidade cristã; e finalmente, pela necessidade de contar com uma fonte bibliografica confiavel sobre filosofia educativa cristã na Republica Dominicana.


Conceitos da filosofia

A palavra “filosofia" (Harrison 1988: 243) descompõe – se etimologivcamente da seguinte maneira "philein" (amar) e "sophia" (sabedoria), amor a sabedoria. Segundo sua definição real (Brugger, 1967:216), filosofia é aquele saber da razão humana que, penetra atá a última razão, investiga a realidade total, especialmente o ser e o dever do próprio homeme.

A filosofia (Martinez & Sáez, 1980:2), é um estudo das leis mias amplas, de caráter universal o muito geral, que caracterizam e dirigem o desenvolvimento e as mudanças que produzem – se na natureza, na sociedade e no pensamento humano. A natureza é o conjunto dos processos naturais (geológicos, climáticos, físicos, quimicos e biológicos) que existem e se realizam por via natural, com independencia do pensamento dos homens. A sociedade é uma espécie de segunda natureza, é dizer, é o mundo dos objetos e processos que a mão do homem criou no transcurso da produção social. Denomina – se cultura a tudo aquilo que não se encontra já feito ou dado de antemão na natureza, a não ser o que homens vão fazendo durante o processo histórico. O pensamento humano, é uma capacidade criadora do cerebro humano estremamente vinculada com a linguagem e o trabalho, que os individuos desenvolvem. Historicamente no transcurso da prática produtiva e a vida social, o qual permitem – lhes perceber, analizar e compreender a realidade que nos rodeia.

Acrescentamos, que a filosofia judeo cristã, inclui o estudo da teologia (conhecimento de Deus) e a revelação especial (através das Escrituras) como parter integral da filosofia.

A filosofia (Diez & Álvarez, 1980:12) é, por essencia, a ciência dos verdadeiros principios da origem das raizes de todas as coisas. Cada filosofia comprende a filosofia de uma forma peculiar. O Ver. Andrés Brito Bruno, em sua conferencia de outubro de 1991, direcionada a estudantes do Mestrado em Educaççao Superior Cristã da UNEV, afirma que há tantas concepções sobre filosofias com filósofos. Para confirmar, compare uma série de definições segundo diferentes autores, entre os quais figuram os seguintes:


    • É o amor a sabedoria (Pitágoras, 582 – 497 a C.)

    • É uma preparação para a morte. Nasce quando pensa –se na lor humana. (Socrátes, 469 – 399 a C.)

    • A origem da filosofia deve buscar –se em epanto. (Platão 427 – 347 a C.)

    • É uma preparação para a vida (Os Estoicos, 300 a C. a 200 d. C.)

    • É o conhecimento das coisas divinas e humanas (Cicero, 106 – 43 a C.)

    • A filosofia origina – se na consciência da nossa impotência ante o destino. (Epicteto, 50 – 138 d. C.)

    • É a ciência dos fins úteis da razão humana. (Kant, 1724 – 1804)

    • É a ciência da idéia qiue se pensa a si mesma. A filosofia surge quando algo se cai. (Hegel, 1770 – 18831)

    • Por outro lado, nossa concepção a repsito é a seguinte: A filosofia é uma soma dos pensamentos, idéias e conceitos ordenados em forma lógica e sistemática que dirigem ao homem (sujeito pensamento) faz a busca da razão do ser ou não ser das coisas concretas e abstratas que forma a realidade imediatada, o cosmos em sua totalidade e, sobre tudo, a revelação de Deus.

Obviamente, se compararmos os conceitos anteriores sobre filosofia, veremos muitas diferenças e semelhanças entre um autor e outro. Todavia, a compreensão das diferenças, e coincidências só será possivel se analisarmos o contexto pessoal, histórico e social em que teve enfoque.
Objeto da filosofia

O objeto da filosofia (Brugger, 1967: 217) pode ser identificado com maior nitidez contrapondo com as outras ciências. Igual a estas, a filosofia é também um saber pelas causas, mas de indole inteiramente peculiar. Todas as outras ciências são ciências particulares, porque se limitam a uma área da realidade e investigam unicamente as razões últimas dentro deste círculo. A filosofia, ao contrário, é uma ciência universal, porque abrange a totalidade do real, e penetra até suas razões últimas.

A filosofia (Diez & Álvarez, 1980:13) tem como objeto a busca racional de uma explicação total e unficada de toda a realidade. Todo obejto é objeto possivel da filosofia.

A filosofia (Martinez & Sáez, 1980:10) não tem objeto especifico de investigacao, niveis e formas de movimentos especificos na realidade. Este trabalho corresponde as ciencias particulares da natureza e sociedade. A filosofia cientifica, como ciencia geral, tenta estabelecer um conhecimento comum das leis universais de todas as formas de existencia e movimento objetivo, leis que não são so inerentes à natureza e a sociedade, senao tambem aos fenomenos do pensamento e do conhecimento.

Em termos biblicos, o objeto da filosofia e a totalidade desde uma pespectiva teo – centrica. A essencia da vida e definida por Deus. (Col. 1:15 – 17).
Origem da filosofia

Secularmente, a origem exata do termo filosofia (Harrison, 1990:243) é obscura, mas através dos anos há chegado a detonar vários tipos diferentes de atividades, todas elas relacionadas com palavras das que derivam (philein e sophia). O uso clássico se aplica mais ao produto que a atividade (ama sabedoria) que lhe dá origem, A filosofia, assim, é a interpretação global do universo de um ponto de vista particular. A filosofia agostiniana, por exemplo, é uma interpretação geral do universo do ponto de vista de Agostinho, e sua filosofia da história é sua visão em conjunto da história.

O termo filosofia, usado na frase filosofia de vida, difere consideravelmente do termo clássico. A filosofia de vida de uma pessoa consiste meramente naquelas crenças que servem de guia para a vida do homem, não importa a falta de sentido critico em que elas pode haver sido tomada e o inconseqüente e circunstancial que podem ser.

Tomás de Aquino limitou a filosofia a uma interpretação do universo, o qual pode assegurar – se só pela razão da revelação. Filósofos críticos modernos (positivistas, analistas, etc.) definem a filosofia como o intento de investigar e classificar significados e relações antes de tentar chegar a qualquer verdade final. Para os clássicos a filosofia critica representa unicamente a primeira etapa no desenvolvimento da meta de uma interpretação da verdade.

Os antigos enfatizaram a necessidade de uma imparcialidade na busca da filosofia. O pensamento moderno, pelo contrário, afirma que o homem não pode ser neutro quando é filósofo, mas as condições pessoais e sociais determinam em grande parte o processo filosófico.

Encontramos (Fischl, 1980:19-20) não raras vezes nos gregos a idéia de que tiveram recebido sua própria sabedoria de antiqüíssima fonte oriental.

Segundo Posidônio, não só no Oriente, mas também nos povos primitivos do norte e ocidente existiram também uma sabedoria indígena, e dela os gregos haviam bebido. O judeu Filón afirma que os gregos roubaram toda sabedoria de Moisés. Esta opinião foi aceita sem discussão por todos os padres da Igreja.

Conforme o enfoque bíblico, a filosofia maia antiga começa com Adão e Eva, assim como as épicas antigas. Os manuscritos mais antigos têm muita filosofia. Por exemplo, o livro de Gênesis.

Se fizermos uma reflexão a conversa entre Eva e Satanás era filosófica. Isto não quer dizer que a filosofia é satânica, mas que o livro de Gênesis, escrito por Moisés, é uma apologia contra as filosofias do mundo mesopotamico e do Oriente Médio.

O Gênesis Babilônico e a Épica Atralchasis falam do universo em termos e politeísmo e materialismo. Moisés apresenta um monoteísmo e um criacionismo. O conceito de revelação (Bíblia escrita). O livro de Gênesis (as origens) é um fonte de conceitos filosóficos, especialmente para o mundo judeu cristão.

É conveniente assinalar (Hegeman, 1991:32) aqui que na comunidade hebraica e cristã primitiva existia A Revelação (Bíblia) e filosofia pagã, sendo esta última antíteses da primeira. O sincretismo entre a revelação judeu cristão e a filosofia não bíblica era uma pratica comum, mas não aceitável.
Desenvolvimento histórico da filosofia

Ao ler de forma seqüencial e cronologia cada um dos livros que formam a Bíblia, nos dá conta que, paralelo com as práticas religiosas, desenvolveu – se um pensamento filosófico nos mais remotos povos. No capítulo 2 da presente obra, faz - se uma análise da filosofia contida no Pentateuco, Os Profetas, Os Históricos, Os Evangelhos e as Epístolas, os quais, mediante suas múltiplas histórias, epopéias, parábolas, ensinamentos e vivencias, nos mostram o fundo filosófico que influía cada escritor bíblico.

O desenvolvimento da filosofia (Martinez & Sáez, 1980: 17), desde da antiguidade até meados do século XIX, pode mais ou menos sintetizar – se da seguinte maneira: primeiro, inicialmente surge como uma ciência geral, não dividida em ramificações, de qual formam parte todo conhecimento acumulado pelo homem. Segundo, inicia – se um processo de diferenciação das ciências com respeito a filosofia,que se estende até o século XVII. No transcurso do mesmo acontece a independência das ciências naturais, primeiro, e logo as ciências sociais. Completaram a seqüência a matemática, astronomia, mecânica, física, química, biologia, geologia, psicologia, economia, sociologia, história e antropologia.

Terceiro, a velha filosofia no decorrer do século XIX decompõe – se e como resultado do processo anterior, onde havia iniciado sua crise, fica com objetos relativos de estudo. Com o surgimento e desenvolvimento do marxismo (materialismo dialético histórico) a filosofia transforma –se em filosofia cientifica com um objeto especifico: ciência geral das leis universais que caracterizam todas as formas de existência da matéria.

Podemos distinguir três períodos quanto o desenvolvimento da cosmologia judaica – cristã.

Primeiro filosofia Hebraica (? – 450 a C.), onde estabeleceu pela primeira vez as grandes questões sobre a vida e a morte, o bem e o mal, a primeira matéria do mundo, unidade e multiplicidade o movimento e imutabilidade (Gênesis 1 – e Jô). Estas perguntas iniciaram – se –com Adão e Eva, evoluindo de geração em geração até chegar aos jônicos (natural da Jonia) da costa ocidental da Ásia Menor (Mileto e Éfeso), continuando nas escolas dóricas do sul da Itália e Silicia e, passando por Abdera na Costa Tracia, tomam finalmente à volta de Atenas. Este período termina com a finalização da revelação judaica com o profeta Malaquias.

Segundo, filosofia Helenística (450 – 300 a C.), nesta filosofia Sócrates, Platão e Aristóteles criaram aqueles grandioso sistemas que se consideram com a obra mais brilhante da filosofia grega. Este período teve Atenas como centro o mais importante de todos os estudos de Filosofia.

Terceiro, filosofia Helenístico – romana (300 a C. – 500 d. C.), que dura quase um milênio, mas representa, o último eco da filosofia grega. Os muitos sistemas que coexistem uns juntos a outros, travam uma batalha para que suas doutrinas não caíssem na incredulidade, e tivesse um retorno aos antigos professores e um misticismo religioso.

Neste tempo, aberto a religião, nasceu Jesus Cristo, cuja doutrina repercutiu fortemente (e segue repercutindo) sobre a filosofia. Realiza - se no final deste período (Fischl 1980:22) uma vez mais o neoplatonismo podendo reduzir a uma síntese das doutrinas filosóficas e religiosas. O lugar da busca era agora todo o espaço da cultura helenístico – romana, em que o homem começava a sentir –se cidadão do mundo (cosmopolita).

Em todo o processo entre os personagens mais destacados em todas as épocas estam: Heráclito, Parmênides, Pitágoras, Gorgias, Sócrates, Platão, Aristóteles (na Grécia)

Mais adiante enfatizaremos as filosofias helenísticas – cristã (Origens, Clemente, Crisóstomos, Agostinho); filosofias medievais (Aquino, Anselmo, Bacon) filosofias reformadas (Lutero, Calvino, Erasmus) e as filosofias pós reforma (Kant, Hegel, Marx entre outros).

No desenvolvimento da filosofia, há uma continua tensão entre o integralismo bíblico e o dualismo pagão. O integralismo bíblico unifica todo o conhecimento em submissão a revelação de Deus e de acordo com as leis naturais. Este integralismo é já expressado na encarnação do Logos (João 1:1), quem era Emanuel, Deus conosco, no qual existem todas as coisas (Col. 1: 15 – 17). O dualismo pagão seja o materialismo e o politeísmo Babilônico ou o dualismo racionalista grego, sempre introduz uma contradição entre a percepção da realidade e a revelação de Deus.

O secularismo esta oposto a sagrada cosmologia bíblica. O secularismo, o processo de desacreditação da realidade, começou no Éden e há subido e baixado durante a história humana.



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