Filosofia da Educação



Baixar 0.82 Mb.
Página4/12
Encontro05.12.2017
Tamanho0.82 Mb.
1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   12
A filosofia e a tese bíblica

A tese das Escrituras é que a sabedoria e o conhecimento vêm de Deus e sempre devem estar de acordo com os mandamentos, os mandados e a revelação de Deus. A filosofia pagã, não se conformou com a revelação de Deus, era a antítese para os autores bíblicos. Moisés combateu o politeísmo (variedades de Deus), o materialismo (preexistência e evolução de coisas materiais) o hedonismo (glorificação de prazeres) e sobre todo, o egoísmo satânico, manifestado na caída de Adão e Eva (Gênesis 1 : 1, 3:1 –7). A síntese cristã é a reconciliação em Cristo de todos os crentes (Gênesis 3:15) e toda a criação para a glória e a honra de Deus (Fil. 2:0 – 11).

O Pentateuco. Os primeiros cinco livros de Moisés tem em caráter apologético e normativo. É uma resposta ao politeísmo e materialismo pagão, tanto como as regras para a vida sagrada do povo de Deus. A tese do Pentateuco, como da Bíblia inteira, é o reino de Deus, um reino sagrado, separado do pecado e completamente dedicado ao serviço do Altíssimo.

O Pentateuco começa com Elohim, Deus Todo poderoso e Criador do universo. A Bíblia nos fala da relação intima entre o homem e seu criador. Decidimos que no Jardim do Éden foi criado o homem a imagem de Deus, o homem é sagrado, por criação, ou seja, separado do pecado e completamente dedicado a Deus (Gen. 9:6, Stg 3:9). A origem do homem está diretamente relacionado com Deus.

Ao homem foi dado um mandato cultural (Gen. 1:28) que inclui a procriação, a família, o trabalho e a educação. Ademais, foi dado o mandato de redenção (Gen. 3:15, 12:2-3, 7). Tanto no cultural como o religioso, o aspecto educativo é implícito e integral para a vida humana.

O pecado este feito está diretamente relacionado com o conhecimento do bem e do mal. Os homens foram mal educados pelas forças satânicas. Rejeitaram a Deus Santo e seus mandamentos. Entrou a chamada secularização, ou seja, divorcio entre Deus Santo e as forças contra Deus e idolatras.

O Pentateuco narra a história do povo de Deus, desde o inicio no jardim em Mesopotâmia até a terra prometida em Canaã. Foi um povo chamado fora do paganismo para ser dedicado a obra e serviço de Deus. Não somente para eles mesmo, senão como nação era um testemunho de um Deus Santo para atrair a todas as nações. (Gen. 12: 2 –3).

Agora, se diligentemente ouvirdes a minha voz, e guardades a minha aliança, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos. Embora toda a terra seja minha. Vós me sereis reino sacerdotal e nação santa.São estas palavras que falarás aos filhos de Israel. (Êxodo 19: 5 - 6).

Como uma gente santa e representantes do reino de Deus Santo, era necessário educar seus filhos e a todos estrangeiros que habitam no povo de Deus. (Deut. 4:20, 7:6, 14:2, 26:18).

A educação israelita estava centrada no lar e estava muito relacionada com os deveres religiosos. (Deut. 6:1 –9). Era uma responsabilidade que recaia nos pais.

Os rolos da lei chamavam – se Torah, palavra que se traduz a lei e significa instrução, segundo a versão LXX. Através do Torah o povo recebia instrução. Constitui – se dos cincos livros de Moisés (Pentateuco). O Torah ou lei foi a chave na educação nacional dos hebreus (Armstrong, 1988:17).

Os Históricos. A Sabedoria era o objeto da filosofia hebréia. Os históricos e poemas de Jô, Davi, Salomão entre outros, estam preservados no livro de Jô, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares.

O livro de Jô é um discurso entre Deus e os homens e os homens entre si mesmo. Os três amigos de Jô, representando os melhores conselhos, filosóficos do mundo antigo, não ofereceram consolação ao espírito turbado de Jô. Por fim, Deus contesta, dando um enfoque teocêntrico ao problema do sofrimento humano.

Quem é este que escurece o meu conselho com palavras sem sabedoria?Agora cinge os teus lombos, como homem, perguntar-te – ei, e tu me responderás. Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? Dize – me, se tens inteligência. (Jô 38: 2 – 4).

Os Salmos identificam a fonte da sagrada sabedoria.

Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. (Salmos 1 :2).

Provérbios, o livro da sabedoria, é sumamente filosófico.

O temor do Senhor é o principio da sabedoria, mas os loucos desprezam a sabedoria e a instrução. (Provérbios 1:7)

O temos do Senhor é o principio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é prudência. Porque por mim se multiplicam os teus dias, e anos de vida se te acrescentarão. (Prov. 9: 10 – 11).

A antítese da sabedoria sagrada é o néscio que repele a Deus e aos bons conselhos.

Não aprendi a sabedoria, nem tenho o conhecimento do santo. (Prov. 30:3)

Salomão é reconhecido mundialmente até os dias de hoje por sua sabedoria.

De tudo o que se tem ouvido, a conclusão é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos, pois isto é todo o dever do homem. (Eclesiastes 12:13).

Os livros Históricos do Antigo Testamento. Os livros que contam a história do povo de Israel desde da entrada de Canaã até o exílio e a restauração dos séculos VII até IV a C., é uma descrição pragmática, objetiva e realista do conflito entre a sabedoria sagrada e a necessidade idolatra. A síntese era a preservação dos remanescentes e a destruição dos ímpios. Os livros Proféticos contam a mesma história.

Os autores do Antigo Testamento deixaram o povo de Deus com uma s[o solução, a intervenção do Messias, o Cristo do Novo Testamento (Is. 35:8).

Os evangelhos. Os quatro evangelhos testificam a mesma verdade: Jesus Cristo Filho de Deus e o Filho do Homem, é o Salvador, Senhor e Deus mesmo.

A filosofia hebraica, tanto como a filosofia gentil havia degenerado até o legalismo absurdo dos fariseus e as especulações mitológicas dos gregos.

A revelação de Jesus foi muito diferente. Era a encarnação de Deus, humana e historicamente; um Deus de compaixão e consolação, quem ofereceu uma transformação radical ao espírito do homem, (Romanos 8:29, Ef. 4:23 – 25) tal como para sua mente, corpo, e sociedade (I Cor. 15)

A sagrada sabedoria encarnou – se no Professor, que ensinou com autoridade e capacidade a seus discípulos entre todas as nações.

As Epistolas. Os apóstolos identificaram a filosofia não cristã Omo tradição do homem, espírito do universo e especulação. Não obstante, os apóstolos utilizaram a linguagem e muitos conceitos filosóficos, tal como o logos (João), pleno conhecimento (Colossenses), a lei espiritual (Romanos). Tomaram emprestado conceito dos judeus e gregos para reconstruir, pocisionar, redimir ou santificar conceitos humanos. Os conceitos filosóficos eram úteis pra o reino de Deus, pois foram aplicados.


Conclusão

Qual é a relação entre a teologia cristã e a filosofia? Pra o cristão, a teologia (estudo do conhecimento de Deus) e a filosofia (estudo de toda a realidade) são integrais e coexistem lado a lado, reconhecido que Deus é a fonte da verdade o Criador da criação,o Senhor da historia e o Salvador da humanidade perdida.


Conceitos Básicos da Educação e a Educação Cristã - Román Santos
Introdução

A educação é um processo que implica crescimento e desenvolvimento continuo do individuo. Esta encaminha – se para modificar o comportamento do ser humano tanto no aspecto pessoal como social.

São graves e preocupantes os problemas da educação e da escola. Em muitas ocasiões não há classificação sobre o que se que e o que se deve fazer. Não existe uma claridade no planejamento de uma filosofia educativa que responda as exigências do meio. Por outro lado há ausência de uma filosofia educativa cristã sólida. Faz –se necessário elaborar uma filosofia especificamente, por quem trabalha na área educativa.
Conceito de educação

A educação é um processo mediante o qual a pessoa dá e recebe informação. Desta maneira uma geração transmite a outros hábitos, costumes e conhecimentos. Isto inclui tudo o que afeta a pessoa como ser humano, a família e os povos.

A educação deve entender –se como um processo que encobre o desenvolvimento harmônico da pessoa humana, através de todas as experiências formais e informais. A educação é a ação e efeito de educar. É desenvolver e aperfeiçoar o homem e suas faculdades, para viver para a glória de Deus, para o desenvolvimento da sociedade e para a edificação pessoal.

A palavra educar (Larroyo, 1971:35) provem do vocábulo latino "educare", que por sua vez formou – se do vocábulo "educere" composto por "ex" = afora e "ducere" = levar, conduzir.

Este conceito originalmente significou cuidar, fazer, crescer. Pretendia – se levar a idéia de que era como guiar os animais ao campo, mais depois a idéia mudou fazia isso com crianças.

A educação humanista expressa – se nos termos de promoção e desenvolvimento do individuo, com o desenvolvimento e a promoção podem ser traduzidos em educação e aperfeiçoamento do homem. A educação persegue o desenvolvimento da realização plena do ser humano.

O filósofo Tomás de Aquino entendia que a educação consistia em criar e guiar. Aqui vemos também a educação como um processo de aperfeiçoamento e realização do homem. A educação (Nassif, 1965:50) é um processo proporcional.

O discipulado cristão consiste em seguir os ensinamentos de Jesus, aplicando –as a todos os aspectos da vida. A relação pessoal que o discípulo forma com Deus é expressa em toda a vida (Mt. 28:18 – 20. Rom. 11:36,Cor. 1:30 – 31, II Cor. 10:5, Col. 1:20, I Pedro 3:15).

A Bíblia não especifica qual o meio educativo deve –se usar para o discipulado cristão. Todos os os meios foram usados para o discipulado, seja formal (sinagoga, congregação, família) e os informais (conversação pessoal, debates públicos).

Antes da legalização sócio político do cristianismo no século IV, a educação cristã foi centralizada no lar e na congregação.

Durante a história da igreja cristã a educação cristã tem tomado muitas formas, mas a mensagem e o conteúdo são o mesmo.
Educação cristã na história

1. Educação não judaica cristã. Ao falar da origem da educação (Larroyo, 1971:35 – 37), não podemos passar por alto também pelo trabalho desempenhado pelos mestres clássicos da Grécia. Sócrates (469 – 399 a C.), Platão (427 – 347 a C.), quem defende a educação tem por objeto dar ao corpo e alma toda a beleza e a perfeição de que são suscetíveis. Este aperfeiçoamento, segundo Platão, encontra – se em conexão com o processo do desenvolvimento integral e progressivo. Educar é fazer reais as possibilidades do educado. Este conceito foi de grande importância e significação para a pedagogia moderna.

Existiu um grande escritor e pedagogo chamado Quintiliano, o qual sustem que a educação consiste em fazer do educando um homem o mais perfeito possível. Na educação está a sustentação do progresso do individuo e da sociedade. É o pilar para o provenir da população e o desenvolvimento dos povos. O trabalho de formação e educação física e espiritual é tão antiga como a mesma humanidade.

Nos primeiros povos da humanidade (Garcia, 1973:480) essa tarefa realizou –se de forma espontânea e sem instituição especifica. Estava colocando em pratica a pedagogia intencionada (Larroyo 1971:64). Não havia professor nem escola neste período. O sistema reflexivo da educação aparece nos povos do oriente. Em Israel existia a tradição patriarca.

Primeiramente na família, logo na sinagoga. Também China, Índia, Egito e Babilônia são fonte de desenvolvimento da pedagogia. O rasgo comum nesses povos é tradicionalismo para conservar a pureza de sua organização política e social de suas crenças. Na China, por exemplo, a educação era confiada aos sacerdotes diferente em Israel que era aos patriarcas, os pais e logo aos rabinos na sinagoga. De maneira que algumas marcas da educação podem notar no povo hebreu, logo passa pelos outros povos do oriente até chegar a antiguidade clássica, Grécia e Roma, segundo historiadores como Homero e Hesíodo. Por outro lado, também vemos a contribuição de Esparta, a qual condiciona toda a vida dos cidadãos. O menino pertencia à comunidade, a qual se encarregava de cuida – lo e educa – lo dos 7 aos 30 anos, moldado com severa disciplina seu caráter. A educação era orientada pelo treinamento militar. Em Esparta (450 a C) o jovem estava abaixo dos pais donos. De 7 ao 20 anos recebia alguns ensinamentos de mística e letras (a cultural era considerada prejudicial). Eles davam importância ao treinamento físico porque preparavam o jovem para a guerra. A educação estava estritamente abaixo da responsabilidade do Estado. Era obrigatória para todos os cidadãos.

Pela legislação de Solóm, os pais estavam obrigados a procurar seus filhos a formação corporal e espiritual. Depois dos 7 anos os meninos eram entregados ela ao pedagogo, que seria encarregado de velar pelos costumes. Em Atenas concedia – se a educação integral do sujeito.


  1. Educação pós-apostólica. A Didática é um escrito extra canônico que supostamente continha o ensinamento dos apóstolos. Mediante a este escrito entendemos as instruções apostólicas a respeito da moral cristã, a liturgia e a organização da Igreja. A filosofia grega teve uma profunda influência no período patrístico da igreja cristã. Da Escola de Alexandria, Clemente de Alexandria e seus discípulos, Origens, aplicaram interpretações alegóricas e filosóficas das Escrituras. A Escola de Antigua era mais liberalista. O neoplatonismo foi evidente em Agostinho, tal como Aristóteles na filosofia de Aquino. Não podemos subestimar a influência do gnosticismo, misticismo, na igreja cristã primitiva, e mais tarde, a católica romana.

A educação do primeiro século foi para preparar aos novos crentes (Armstrong, 1988:42) e aconteceu fundamentalmente através dos escritores paulinos. O apóstolo Paulo argumenta sobre a importância do ensino (II Tim. 6:1 –2). A habilidade para ensinar é um requisito para os pastores e lideres espirituais. (I Tim. 3: 1:2).

O ensino é indispensável para a multiplicação da fé (II Tim. 2:2). A congregação cristã era a escola de ensino da fé.



  1. A Idade Média. Durante a idade média distinguiram – se notáveis pedagogos como São Anselmo, Vicente de Beauvais, Alberto el Grande, Tomás de Aquino, Rogelio Bacon e Duns Scoto (Larroyo, 1971:72). Todos eles concebiam a educação como treinamento intelectual, encaminhando a posse de valor religioso. Na época do Renascimento distinguiram – se Ravelais (1453 – 1553) e logo Montaigne (1533 –1592). Estes criticam a apaixonadamente o conceito libresco da educação medieval e propõe o ideal educativo de prepara ao jovem para ser uma pessoa do mundo, com disposição de enfrentar a vida sem dificuldade com todo tipo de conhecimento acerca do homem e sua habilidade para triunfar. Outro notável representante deste período foi João J. Rousseau (1712 – 1778), segundo o qual a educação tem de obedecer ao desenvolvimento natural do menino. O menino tinha que manter firme a idéia de ser menino antes de ser homem. Depois existiu Emmanuel Kant, que sustentava que o homem só chega a ser homem pela educação (Larrayo, 1971:76). Ele pensa que a educação é disciplina, cultural e moral e que é o segredo da perfeição humana. A educação facilita o desenvolvimento, crescimento e aprendizagem, harmonia e compreensão dos seres humanos, dando – lhes o progresso que estes necessitam para a sua felicidade.

  2. Pós Reforma. Pensamos que ainda que os conceitos de Rosseau e Kant influíram significativamente no desenvolvimento moderno da ciência da educação. Eram fracas em integrar o espiritual com o cientifico. João E. Pestalozzi (1776 – 1841) ve o fim da educação na formação do caráter moral em arranjo as condições psicológicas do educando. A moralidade humanista começou a substituir a espiritual cristã no esquema educativo. É essencial no ato educativo a realização do ser com respeito e responsabilidade. Sempre se persegue a maturidade do ser e a consciência realista e criativa para enfrentar as lutas e vencer. Estes conceitos são muitos importantes, para formular uma filosofia educativa cristã. O integralismo concebe o desenvolvimento humano o físico, social, moral, ético, espiritual e econômico.

Depois da Reforma, com a reação múltipla contra o tradicionalismo e escolaticismo da igreja romana, observa – se o surgimento das filosofias teocêntricas por um lado e humanistas, por outro lado. Um filósofo da educação humanista foi Stuart Mill (1806 – 1873), para quem a educação tem por objetivo fazer do individuo um instrumento de beneficio para si mesmo e para os demais. Para Herbert Spencer (1820 – 1903), a idéia educativa era conseguir uma preparação justa do homem para a vida, considerando –a em toda sua amplitude. Obviamente, esta preparação deve considerar – se em termos das necessidades da harmonia, desenvolvendo as habilidades, destreza e conhecimentos para transformar e concorrer nas estruturas sócias econômicas. Por outro lado, Frederico Paulsen concebe a educação como uma atividade sistemática que realiza a transmissão da herança cultural e ideal das gerações adultas e seus descendentes. Paul Bacth pensa que o feito educativo é uma propagação espiritual da sociedade. Emilio Durkheim revela que a educação é uma socialização metódica. A educação tem como objetivo suscitar e desenvolver no menino um número determinado de estados físicos intelectuais e morais que reclamam a sociedade e o meio. O destacado filósofo e pedagogo (Garcia – Hoz, 1974:408) John Dewwy reconhecem que a educação é a soma total do processo pelo qual uma comunidade ou grupo social transmite poderes e objetiva, a fim de garantir sua existência e continuo crescimento. Com John Dewey, o pináculo do humanismo é expresso por meio da cultura capitalista da América, baseadas nas raízes européias.

Os conceitos de educação moderna, emprestados do dualismo da filosofia grega, do escolarismo romano, o secularismo romano, o secularismo do renascimento francês, o misticismo alemão, o pragmatismo americano e do socialismo oriental e marxista, nos apresentam uma variedade de alternativas e desafios.


Fins da educação

Na educação humanista (González, 1969:137), existe três faces fundamentais:

    1. A educação tem por finalidade o homem mesmo;

    2. O fim da educação deverá subordinar – se ao fim do homem mesmo.

    3. O fim da educação e o fim do educando estam conectadas. Este fim da educação é o homem e se orienta para seu aprefeiçoamento.

A educação humanista, por tanto, tem por finalidade a atualização e desenvolvimento completo de todos os seres humanos. A educação ordena –se ao embelezamento do homem interior e também tem por finalidade a projeção social e transcendental da pessoa humana (González, 1969:138).

Ao contrário, a educação cristã por sua vez tem por finalidade dar glória e honra a Deus e ao fazer isso, edificar e beneficiar ao homem. E por esta razão que levam em conta a presença de Deus, entender seus desígnios, sua missão, confessar –lhe e cumprir obedientemente seus mandamentos trabalhando por e para a glória de Deus. A educação cristã é parte do discipulado cristão. Esta educação cristã (Hegeman, 1991:1) inclui: ensinar que guardem todas as coisas que tenho mandado (Mateus 28:19 –20). A igreja, a qual é seu corpo, a plenitude dAquele que enche tudo em todos. (Efésios 1:23) é capacitada pelo Espírito Santo e tem a responsabilidade de educar aos demais. (Prov. 1:7, Gálatas 6:10) e ser um fiel testemunho da verdade na sociedade (Lucas 24:28, Fil. 4:8 –9).



O conceito educação humanista (Larroyo, 1971:78) possue as seguintes características:

  1. Fazer centro objeto da educação ao homem em formação

  2. Considera o feito educativo de uma ação exercida por um ser, mais particularmente, por um adulto sobre um jovem.

  3. Mostra que o feito pedagógico está orientado sempre por um objetivo a ser alcançado, em outras palavras persegue a valorização e realização de certos valores culturais (elementos materiais) e a aquisição de certas disposições ou aptidões (elementos formais), que se fazem possíveis, cada vez de uma maneira mais fácil, a obtenção de tais bens. Entre os fins indispensáveis da educação humanista, figuram os seguintes:

      1. Individual: Proporcionar atenção a cada individuo segundo suas possibilidades ou limitações ajudando em seu desenvolvimento integral.

      2. Social. Preparar os indivíduos na sociedade para conservar e enriquecer seu grupo.

      3. Humana. Possibilitar ao individuo sentimentos grupais, desenvolvendo habilidades e atitudes de colaboração e serviço à humanidade.

      4. Espiritual. Em sentido transcendental possibilita o desenvolvimento do estético, e sobre tudo o espiritual. Uma finalidade educativa cristã é que a pessoa aprenda a refletir e meditar nos mistérios do mundo ou universo e do Criador, estando disposto a receber a revelação de Deus. Entende –se então que os objetivos ou fins últimos da educação são:

      1. Atenção a todos os indivíduos (facilitar o conhecimento de suas limitações, realidades, possibilidades, desenvolvimento físico, intelectual, emocional, cultural e integral) a luz da Bíblia e a ética cristã.

      2. Domínio e integração em si mesmo e em seu meio ambiente e resposta aos mandados de Deus.

      3. Socialização individual e grupal, segundo os princípios do reino de Deus.

      4. Formação física segundo as leis naturais e a ética cristã.

      5. Fortalecimento de sua consciência moral segundo a Palavra de Deus e as responsabilidades civis.

      6. Desenvolvimento de sua identidade patriótica e cultural, segundo a Palavra de Deus.

      7. Formação de uma cultura geral, mediante a transmissão de técnicas e conhecimentos fundamentais para a aquisição ou renovação do espírito investigativo.

      8. Desenvolvimento de uma pessoa sã, madura e equilibrada no lado social, econômico, estético e espiritual.




      1. Desenvolvimento da responsabilidade social, honestidade, criatividade, formação democrática e cristã.

Em síntese, a atividade educativa cristã é realizada no poder do Espírito Santo, por fé em Cristo e para a glória de Deus o Pai. Deve realizar existencialmente a imagem de Deus no homem e os mandamentos de Deus na sociedade. É tarefa da educação cristã capacitar ao homem em todos os sentidos a fim de que assuma parte na missão de Deus para o beneficio de si mesmo, de sua família, da comunidade e da humanidade.


Conclusão

A educação é à base do desenvolvimento pessoal, social e dos povos. O conceito de educação esta enraizada em Israel, Atenas, Esparta, Babilônia, Índia, China, Egito, Roma e outros países do Oriente Médio e o mundo. A educação é um processo global.

Neste trabalho temos visto diversos pontos de vista acerca da educação, de seu desenvolvimento e sua incidência no crescimento da civilização e a cultura. Poderíamos afirmar que a maioria dos autores coincide em ver a educação com um processo, um conjunto de experiências aonde recebe – se e dá informação e onde se adquire formação no aspecto sistemático e assistematico.

Estamos de acordo que a educação contribuía ao cuidado e superação das faculdades da pessoa. Desejava o desenvolvimento das virtudes, as capacidades e qualidades do sujeito em sentido pessoal e social. O sujeito é um agente do desenvolvimento.

Educar é conduzir o sujeito a plenitude, ao desenvolvimento ótimo de si mesmo e a assumir responsabilidades de ordem social. Todas estas metas estam sujeitas a manifestação e vontade de Deus escrita na Bíblia e realizada por Cristo na história.

A educação, contudo, não há possibilitado o desenvolvimento integral do sujeito. Só há desenvolvido ou feito ênfases na parte do homem. É o problema da secularização. Tem ficado fora uma parte necessária e útil do homem, a parte espiritual. Temos com produto dessa educação humanista e secular, homens muito desenvolvidos no aspecto técnico, mas homens máquinas. O materialismo, humanismo, secularismo e pós – modernismo tem desviado a formação do homem, tem impedido a visão transcendental do homem, tem anulado a parte espiritual cristã. Por isso a educação morreu e os seres humanos andam com barco sem piloto, a deriva. A educação nesse contexto não tem conseguido transformar as estruturas internas do homem. Falta então uma filosofia diferente. Uma filosofia cristã que possa dar novo rumo e levar o barco a um porto seguro e salvar a população. No momento atual a educação cristã é uma grande necessidade, para hoje, amanhã e sempre. É necessário elaborar uma filosofia educativa cristã. Um modelo novo emerge. Devemos contribuir com a sua expansão. Este modelo cristão prepara o homem para servir, conscientiza acerca de seus deveres e responsabilidades, prepara o homem para uma mudança interna, familiar e logo em sua volta. Aceitamos com decisão e valentia, com responsabilidade cidadã, social política, humana e cristã. Esta iniciativa pode contribuir e se projetar sendo na realidade "sal da terra e luz do mundo”.




1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   12


©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal