Filosofia da Educação



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Conceitos básicos do Cristianismo e Educação Cristã - Marta Vanderhorst de Ventura
Introdução

Deus existe. Deus fala. Deus realiza. Deus tem uma missão. O relato e a interpretação dessas crenças e feitos divinos são encontrados na Bíblia. A Bíblia nos fala do reino ativo do Deus na história, o qual terá sua realização perfeita na eternidade. Cristo é o centro deste reino e esta realidade (Col.1:15 – 23).

O nome Cristo é a versão grega do hebreu Messias. Não podemos entender a plena significação do Cristo do Novo Testamento sem conhecer o Messias do Antigo Testamento (Mt. 5:17, Hebreus 1:1-4).

A educação cristã implica conhecer a Cristo e sua missão messiânica. É uma educação cristocentrica e messiânica.

Este capítulo explica alguns conceitos básicos do cristianismo relacionados com a educação, fazendo ênfases em conceitos e termos referentes ao cristianismo e os principais representantes do cristianismo.b
Conceitos de Cristianismo

A palavra cristianismo, não figura na Bíblia. Ignácio, o bispo de Antioquia (35 – 107), possivelmente usou pela primeira vez na primeira metade do século II. Designa tudo o que Cristo presenteia aos homens de fé: vida e salvação, onde em uma de suas passagens retine aquele sabor da palavra cristão do Novo Testamento oposto e odiado pelo mundo (romano). O termo cristianismo (Harrison, 1990:129-130) começou a usar – se no século segundo como uma designação da religião que se centra na pessoa de Jesus Cristo. O cristianismo (Hester, 1968:51) tem um aspecto filosófico. É um sistema de pensamento e como tal, concerne a nossa vida. Sendo esta verdade, era inevitável que entrara em contato com ela e durante a era cristã tiveram conflitos com os sistemas filosóficos existentes.

O movimento cristão começou em terreno judeu, e obteve seus primeiros convertidos dentre os filhos de Israel. Aqueles que se uniram à nova fé se diferenciaram de seus concidadãos judeus, em que criam que Jesus de Nazaré era o Messias e que Deus havia vinculado suas demandas ressuscitando dos mortos. Antes que o judaísmo cristão reduzisse até chegar a ser comparativamente insignificante, passou a sua herdade aos gentios, a quem chegou através dos judeus que falavam grego, com Barnabé e Paulo.
Fundamentos do Cristianismo

O cristianismo (Varetto, 1970:7) fundamenta –se na fé em Cristo (Romanos 10:9). Cristo anuncia que ele havia realizado e cumprido as demandas de Deus no Antigo Testamento (Mt. 5:17; Hebreus 1:1 – 4). Cristo estabeleceu a igreja cristã (Mt. 16:15 – 200, Mt. 28: 19 –20, Ef. 2:20) para continuar o cristianismo, ou, melhor dizendo o discipulado cristão.

O cristianismo inclui um sistema de crenças, a organização da igreja e a ética pessoal e social dos cristãos. O Novo Testamento estabelece estes fundamentos nos 4 evangelhos (que tratam da pessoa e obra de Cristo), as epistolas (doutrina e ética cristã), a história da Igreja (Atos), e um livro profético (Apocalipse).

O Senhor Jesus nos deixa a Regra de Ouro onde nós dá instrução acerca de como devemos ter uma relação intima como Deus e nossos semelhantes. Assim que, todas as coisas que quereis que os homens façam com vós, assim também façais vós com ele, porque isto á a lei e os profetas (Mateus 7:7 – 12).Pois os cristãos mostram seu amor a Deus em educar ao demais como ele tem sido educado.

A missão do cristianismo é de ser testemunho do que Cristo havia sido no mundo; testemunho de sua vida santa e de sua pureza perfeita, testemunho dos ensinamentos, dos sinais, prodígios e maravilhas que havia feito, e sobre tudo, a obra redentora.

A grande missão dada por Cristo é uma estratégia prática e positiva, escrita e desenhada. Jesus disse: É dado todo o poder no céu e na terra. Portanto, ide e fazei discípulos de todos os povos, batizando – os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado.E certamente estou convosco todos os dias, até a consumação do século. (Mateus 28:28 – 20).

A grande missão de Jesus Cristo é o maior plano proposto ao gênero humano: é apresentado pela mais extraordinária pessoal que viveu, e contem a mais grande promessa que se registra na história, reconciliação entre Deus e o homem, (Col. 1:20).

A grande missão de Jesus Cristo não foi dada exclusivamente aos discípulos que originalmente estiverem com Ele, mas a todos e cada um dos que crêem Nele. Por tanto, todo e continuamente na tarefa de ajudar a cumprir esta grande missão.

A grande missão, segundo a o que está registrado nos Evangelhos (Mt. 28; Mr. 16; Lucas 24; João 20; Atos 1) tem várias explicações para a educação.

Jesus reclamou toda autoridade sobre os céus e a terra. Pois, em todas as ciências, as filosofias, e atividades educativas, devemos:



  1. Reconhecer e honrar a Deus e a Cristo (veja Salmos 2:2, 7: 8 – 11).

  2. Todos os pensamentos e atividades educativas devem estar voltados a Palavra Escrita, a Bíblia.

  3. Incluir o discipulado na educação (Mt. 28:18 –20, Lc. 24:44, Mr. 16: 15 – 16, João 20:21, Efésios 1:8).

Nossa mente e cultura secular reagiriam com fúria, contra uma educação cristã integral. Mas, a missão sagrada de Jesus, agora é levada a cabo pela presença do Espírito Santo, não deixara nada fora da conquista espiritual e santificadora de Cristo. O dualismo grego trata de dividir o sobrenatural do natural. Mas a grande missão de Cristo nos apresenta uma autoridade universal como:

  1. Um mandado integral para a vida

  2. O poder do Espírito Santo

      1. A comunidade testemunha e responsável é a igreja

      2. A promessa de vitória sobre Satanás, sobre o pecado e sobre os espíritos elementares do mundo.



      3. Principais representantes do Cristianismo

A Igreja Primitiva: A religião de Cristo foi pregada por seus discípulos, os apóstolos, primeiro em Jerusalém e nas colônias judias nas cidades do Oriente. Depois, Paulo levou o evangelho aos gentios, é aos homens das nações não judias. A nova religião, não reservada aos judeus, passou a ser então uma religião universal (católica).

A organização dessas igrejas primitivas era muito simples; cada uma tinha como encarregado um bispo (o pastor) assistido pelos presbíteros (anciãos) e diáconos (administradores). Estes últimos encarregados de recolher as ofertas dos fieis e de distribuir – lãs entre os pobres. O culto compunha – se de orações, cânticos, leituras do evangelho ou as cartas dos apóstolos, pregações, ensinamentos, admoestação pública e disciplina e finalmente a comemoração da Ultima Ceia de Jesus. A leitura das Escrituras motivou aos crentes a ler e escrever. A educação ocidental tem suas raízes no cristianismo. Entre os representantes primitivos do cristianismo, temos grandes homens de coragem que protagonizaram o cristianismo. Cada um deles relatam histórias de amor e bondade, assim como as crueldades e vinganças feitas contra os mártires da igreja primitiva. Apesar das repercussões, os cristãos educaram e foram educados. O lar dos cristãos se converteu em um templo e uma escola. Com a firmeza do cristianismo, apareceu o conceito de escolas cristãs mais institucionalizadas.

Os primeiros dirigentes das igrejas vinham de várias culturas. Eram fabricantes de tendas, pescadores, fariseus, gentis, judeus. Fizeram todo o possível para formar uma unidade, mas às vezes constituíam uma mescla. Havia orações em que a má índole revelava –se com muita intensidade, o racismo muitas vezes eram mostrados e havia aquelas pessoas que não perdoavam. Mas tinham uma coisa em comum: viviam, sacrificavam – se e estavam dispostos a morrer por Jesus Cristo.

Depois da conversão, Paulo transformou – se, sem dúvida, no grande líder do cristianismo. Um homem de grandes dotes naturais e espirituais. Era um educador por excelência, visto em seus esforços de educar aos lideres das congregações. Ademais, os lideres e os membros das igrejas foram educados pelas cartas (epistolas) doutrinas e éticas.

O evangelho espalha – se rapidamente e as pessoas respondiam. Na Antioquia ouviram as boas novas, e pronto formara – se grupos de crentes (Atos 11: 19 – 20). Desde Jerusalém e Antioquia, a fé cristã chegou até Roma, o coração do Império Romano (Atos 28).

Foi em Antioquia onde se fixou a palavra cristão, e pela primeira vez os crentes começaram a levar este titulo. Entre os principais representantes do cristianismo primitivo, foram: Estevão, Barnabé, Timóteo, Pedro, Felipe, Cornélio, Tiago, Paulo, entre outros.


1.4.5. Conclusão

Os fundamentos da educação cristã são revelados desde do livro de Gênesis até profecia de Apocalipse. O homem foi criado a imagem de Deus (Gênesis 1:26) para conhecer e participar na gloriosa comunhão com Deus e para servir (Gênesis 1:28) e adorar (Gênesis 2:15) a Deus em Espírito e em verdade. A tripla função de ter comunhão e imitar ao Deus eterno; servir a Deus Criador por meio da família e o trabalho; e a fiel e obediente adoração a Deus Todo Poderoso é parte da educação: uma educação que nos prepara para servir a Deus na terra e que vale para a eternidade.


Alguns comentários sobre a atividade educativa - Alfonso Locckward
Comentários sobre os conceitos básicos

Como vocês vê, o uso da frase educação cristã em uma conversa? É que o ato do nascimento do adjetivo cristão disse claramente que é o filho d não crente. Os antioquinos inventaram a palavra, juntando uma raiz grega com uma terminação latina ensinar respectivamente os membros da primeira igreja com maiorias não judia. Por isso, quando a escuto ponho – me em guarda.

O temo só menciona – se três vezes no Novo Testamento. Em duas ocasiões é usada por Lucas em Atos e, também Pedro em uma de suas epistolas, sempre falando de pessoas e não de coisas. (Atos 11:26, I Pedro 4:16). A palavra pegou, como se disse, pois até o dia de hoje é falada. Mas, com o passar do tempo o termo foi tomado como uma etiqueta que se aderiu a muitos objetos, sistemas filosóficos, ideologias, civilizações, etc. É muito difícil evitar esse uso, mas não pe impossível mantermos alertas recordando que a palavra cristão não é de origem cristã.

Fazendo esse esclarecimento, recordaremos que não existe nem pode existir, por exemplo, uma Filosofia Cristã, nem uma ciência cristã, nem uma democracia cristã, nem um país cristão, nem uma civilização cristã, nem uma América Latina Cristã, nem uma Europa cristã, nem uma psicologia cristã, nem muitas outras coisas que são chamadas de cristã. Nem sequer existe uma "vida cristã". Tão pouco existe uma educação cristã. Só pessoas podem ser chamadas "cristãs", com absoluta propriedade.

Mas somos demasiado insignificantes para tentar mudar o que já é uma tradição. Fala-se – se de uma “educação cristã". E não temos o tempo para discutir a legitimidade da etiqueta.

Antes de seguir, queremos ver se todos entendem o que é educação propriamente dito, especialmente como fenômeno social, como mecanismo de cultura. Assim, vista desse modo a educação existe em todas as partes. Aonde quer que tenha seres humanos. Onde exista uma família.

Quando utilizam o termo "educação cristã", sugere – se a existência de outras formas educativas, como, por exemplo, uma educação mulçumana, outra budista, etc. Ao usar o adjetivo queremos focalizar a atenção sobre uma maneira especial de educar, diferenciada de outras existentes no mundo. Agora bem, em que consiste a diferença?

John Wesley dizia que a educação cristã pode ser definida, pois, como um dos ministérios essenciais da igreja (eclésia) por meio da qual comunidade (koinonia) dos crentes busca preparar a todos os educandos para receber o poder do evangelho.

Esta definição é família de todos os outros intentos de definir coisas. Tem suas falhas, mas em termos gerais, é aceitável, ainda que, por sua formação calvinista, faria – lhe certas observações. Mas para fins desta conversa adotamos –a porque é mais cômoda. Só por isso.

O primeiro que quero assinalar das palavras de Wesley é que estamos falando de algo organizado (um ministério essencial da igreja). Por tanto, deixamos de lado, não porque não exista, a educação cristã formal. Estamos falando, pois, de umas atividades ordenadas, articuladas, estruturada.

Qual é a finalidade desta atividade? Preparar a todos os educandos para receber o poder do evangelho... Ainda fazendo as reservas teológicas do lugar, a maioria dos cristãos não teria problemas em dizer que ao educar estam procurando obter isto ou algo parecido.

Se apresentarmos um problema, contudo, quando na vida prática nos encontrarmos com o fato de que um cristão tem muitas vezes que educar dentro de um sistema que não tem formalmente esse propósito e que pode chegar a ser, em alguns casos, até contrario a ele.

O fazer? O educador cristão nesse caso pode, de fato e até sem propensa – lo, utilizar métodos cristão (existe uma pedagogia e uma didática cristã?), Contudo, na maioria dos casos diriam – lhe que o fazer é "evangelizar".

Mas a educação cristã, como conceito, exige seu certificado de existência como disciplina que pode ser exercida ainda em um contexto não cristão ou anticristão. Mas ainda, a educação cristã até ter criado direitos de autor em quanto há muitos dos princípios educativos modernos. De maneira que, ainda sem sabe – lo, os não convertidos põe em prática alguns aspectos da dita educação. Não temos tempo para discorrer sobre este assunto.

Iremos nos concentrar na educação cristã como um dos ministérios essenciais da igreja (eclésia). É dizer, uma atividade planificada por uma comunidade de crentes com os fins antes mencionados.

No momento de planejar a ação, sem dúvida, podemos apresentar problemas que obriguem a mudança final da idéia, como conseqüência da disponibilidade de recursos, sobre tudo humanos.

Partimos do principio de que é impossível chegar ao fim ideal se os instrumentos não são os adequados. Não se pode preparar a todos os educandos para receber o poder do evangelho com instrumentos ilegítimos ou indignos. Os que fazem a ação educadora vê – se obrigados a adotar diferentes oposições.
Comentários sobre os modelos de educação cristã na Republica Dominicana.

Assinalamos várias maneiras de atuar dos cristãos evangélicos do país no campo educativo. Iremos chamar de "Modelos" com permissão.

Modelo A: Existem os que atuam na educação como infiltrados em campo inimigo.

Modelo B: Há os que, querendo conseguir o fim ideal, encontram – se com a falta de meios e recursos e adotam uma estratégia na qual desenham projetos educativos que utilizaram, digamos claro, os não convertidos, mas vigiando os convertidos.

Modelo C: Outros preferem estruturar projetos nos quais só do lado dos alunos permitam – se as existências de não convertidos.

Modelo D: Finalmente, os seminários e institutos bíblicos são uma forma de educação cristã na qual, supostamente, só participam convertidos, tanto do lado dos educadores como dos educandos.

Quanto ao Modelo A, creio que todos estamos de acordo em que cada crente que possa realizar o ato educativo está em obrigação de faze – lo com o sentido de “proclamação" (que não quer dizer necessariamente divulgar). Não creio que esse seja o tema da discussão. A evangelização é um imperativo tão grande que não pode –se conceber a um crente que não a exerça de uma maneira ou outra. E mais se é educador. Agora bem, recordemos sempre que estamos em terreno inimigo e sempre será um candidato ao desastre.

Do Modelo B não podemos dizer o mesmo. Sempre será altamente perigosa a utilização de não convertidos em um processo educativo planejado por uma comunidade cristã. Bem pode dar – se que o propósito de “manter o controle" em mãos dos crentes venha ser uma mera ilusão. Não sempre. Mas pode dar – se. Isso dependerá, em termos humanos, da quantidade e qualidade dos crentes que dirigem. Os fracassos neste caso não são poucos, mas não pó isso vamos dizer a ninguém que não tente, porque é um esforço legitimo, até louvável. Mas ainda, seria um pecado não faze – lo se existe a possibilidade de tenta – lo.

Mas seria um "pecado digno de castigo" não desenvolver, quando se pode, projetos educativos.

Modelo C: O único que deve recordar – se é que a experiência histórica ensina que este é um, modelo com certas limitações, sobre tudo no ensino superior, enquanto as disciplinas a repartir.

Não existem palavras em idioma humano para descrever “a supereminente grandeza" da pecaminosidade que em não realizar os projetos do Modelo D.

Em todos estes modelos está presente a motivação econômica. Seria trágico detectar algum caso em qual a mesmo fora o principal, mas, por outra parte, não seriamos sinceros se não tomamo – os em conta. Em nosso país, a inclusão dos cristão evangélicos no campo da educação iniciada por um claro e profundo desejo de propagar o nome de Cristo, há se convertido, ao mesmo tempo, em uma fonte de financiamento para outros ministérios da igreja. Muitas vezes a atividade vem a ser i primeiro sustento financeiro dos lideres.

É, pois, necessário, ter em conta este fator, porque sucede – se que a iniciativa para um projeto educativo determinado surgiu como conseqüência de uma necessidade financeira. O ideal nessa situação não é negar – se a fazer o projeto, senão tudo ao contrário, começar – lo, mas desenhando –o para que tome a desejável dimensão espiritual. Por outro lado, triste é reconhecer, projetos educativos que começaram por puras motivações espirituais, logo são administradas como se forem simples abastecedores de recursos financeiros para a igreja.
Comentários sobre os distintos níveis da educação

Guardamo – nos destes perigos, quais são as perspectivas que o campo da educação reserva para os cristãos evangélicos da República Dominicana? Tratemos o assunto fazendo alguns comentários aos distintos níveis reconhecidos.

Na pré – escola. A experiência neste campo não é abundante. Em muitos casos, as crianças são levadas a lugares onde melhor lhes tratam com filosofia de berçário infantil, o qual não é mal, senão muito bom. Só que poderia ser melhor se fossemos capazes de aproveitar a oportunidade educativa com técnicas adequadas.

O processo de urbanização em que esta envolta o país obrigará aos evangélicos a prestar mais atenção a este assunto, pois é cada vez maior a quantidade de famílias que querem levar seus filhos a escola ainda com idade pequena, alguns porque acham que são muito sabidos, a maioria porque necessita trabalhar para fora e procura alguém que cuide de seus filhos.

Não existe uma longa tradição quanto a esse enfoque neste nível, do ponto de vista do que chamamos “educação cristã". Mas, para usar uma palavra muito da moda "o mercado" esta aí. E é cada vez maior. Visto como oportunidade de semear o nome de Cristo nas mentes das pessoas (uma criança é uma pessoa), podemos dizer que temos pela frente o que pode ser uma grande avenida de serviço ao Senhor. Sugiro que a aproveitemos.

Nível Primário. É aqui onde os cristãos tem mais experiências. Em muitos casos têm algo mais de experiências: tem fama. Isto é bom e não exageramos em enfatizar a conveniência de que isto continue. Só quero observar, com o propósito de animar, não é fácil liberar – se dos conteúdos elaborados por educadores não crentes e que é matéria obrigatória desde o ponto de vista oficial. Esses conteúdos incluem muitas vezes coisas que aberta ou sutilmente não são bíblicas. O caso das secundarias é o mais perigoso, por dificulta – se sua detenção.

Em todos os casos, os educadores evangélicos, crêem, cumprem com o programa oficial até o limite de suas possibilidades. Mas, claro, não ficam aí. Querendo fazer "educação cristã”, agregam ao programa oficial matéria e atividades religiosas. Estas adições curriculares variam de um projeto a outro em intensidade. Alguns o fazem mediante a introdução de uma matéria, como política oficial do projeto, não diferenciado em sua execução do resto da atividade educativa, com sua metodologia, seus fins, conteúdos e atividades. Outros o que fazem é limitar – se a incluir uma espécie de " desjejum escolar espiritual", que consiste em por alguém simplesmente a dar uma classe ou devocional com certa periodicidade.

Projetos têm que incluir um capelão e outras modalidades.

Tudo isso é bom. Mas, talvez há chegado a hora de que os cristãos evangélicos ponham – se a pensar se não deveriam desconfiar um pouco dos planos e programas oficiais seria saudável coloca – los abaixo de exame bíblicos. E não tanto pelos possíveis aspectos negativos, senão ao melhor pelas muitas oportunidades positivas que tem e não aproveitamos pelo fato de que os primeiros planos educativos foram não crentes.

Nível secundário. A maioria dos cristãos evangélicos que lecionam na educação primaria estende – se à secundária quando lhes apresentam a oportunidade. Esta é uma tendência quase natural, que dificilmente mudará, mas de vez em quando da – se o caso de projetos que surgiram, em mãos de crentes, nesse mesmo nível.

A demanda por educação primária é, naturalmente, maior, tem menos requerimentos técnicos e de recursos humanos qualificados.Por isso, se dispõe – se de planta física, destinam – se as mesmas, como se diz, “uma alternativa" para o nível primário e outra para o secundário. Em termos de aproveitamento dos recursos este é louvável, mas, em realidade não podemos dizer que os crentes estejam fazendo com eles nada novo ou particular, porque esse é o costume geral.

Uma observação algo curioso sobre este assunto é que quando a gente fala de "educação cristã", de maneira inconsciente registra em sua mente a imagem de uma criança escolar ou de um universitário.

Talvez por isso no país não seja muito perecível no nível secundário, a existência de uma educação que particularmente pode ser tomada como exemplo. A maioria dos educadores crente conforma – se com seguir os planos e programas oficiais, acrescentando disciplinas ou atividades de caráter religioso.

Nível técnico – vocacional. Usualmente fala – se deste tipo de ensino como uma espécie de alternativa para a universidade, mais isso é um erro. Pode –se desenvolver projetos de educação de ensino médio, para que incluam os estudantes ao mercado de trabalho, praticamente em todos os níveis. Complica um pouco o entendimento deste problema educativo o fato de que há uma espécie de hierarquização, a meu ver não muito conveniente, (e o uso da palavra nível não ajuda) segundo a qual fala – se de:



    1. Formação de: mão de obra qualificada

    2. Formação de técnicos.

Em ambos os casos os projetos educativos são muito caros, pelo menos inicialmente. Geralmente no caso de educadores crentes de nosso país só lecionam neste tipo de educação quando trata – se de cursos que não requerem a instalação de laboratórios e equipes e materiais custosos.

É muito curioso também que os protestantes, que em contraste com os católicos deveriam exaltar o uso das mãos para trabalhar, não o façam. Atrevo-me a disser (pobre de mim!), que os evangélicos e os católicos coincidem culturalmente nisto. Sua educação coloca ênfases no "intelectual", deixando o "prático" em um segundo e pouco apreciado plano. Se julgarmos no fundo disto é possível que encontremos raízes que serão culturais e filosóficas, mas não cristã.

O admirável deste caso é que todos estamos dispostos a declarar que este é o tipo de educação, depois da primeira, que mais necessita – se no país, mas não creio que ninguém de nós está disposto a atuar em conseqüência. Falamos assim só da boca para fora. Permita – me dizer, como São Paulo, que “dois pecadores eu sou o primeiro". Este não é o momento para analisar as razões dessa atitude dupla. Basta – nos a declarar que não se conhece uma ênfase especial dos crentes neste tipo de educação da República Dominicana e que, pr tanto, o campo esta aberto, praticamente virgem.

Nível Universitário. O conceito de universidade é basicamente ocidental. Se existiu uma "civilização cristã", então pode dizer – se que é dentro desse ambiente que surgiram as universidades. Quando fala – se deste tipo de instrução educativa geralmente menciona – se as universidades de Paris e Oxford, fundada pela igreja Católica lá pelo século XII. A Reforma protestante, que venho cinco séculos depois, continuou no básico com a tradição educativa católica no nível superior. Não somos conhecedores para explicar a influência de Lutero, com seu desprezo pela filosofia, no desenvolvimento interior de universidades protestantes. Os ideais de Calvino quando fundou uma instituição de educação superior em Genebra. Este é um tema interessante que poderemos estudar em outra ocasião.

Em nosso país, afortunadamente, já há começado a realizar o sonho de muitos crentes enquanto a educação universitária. Os protestantes contam com duas instituições de educação superior uma, evangélica e outra adventista. Todos devemos orar e trabalhar para que estes projetos educativos sejam produtivos.

O modelo a escolher para a execução de um projeto de “educação cristã" no nível superior é assunto que se discute muito. Nos países protestantes, que tem abundância de material humano considerado crentes, utiliza – se muito o Modelo C, ou seja, que só admitem –se essencialmente católico, presta – se para sua execução em países como o nosso, com tanta limitação de recursos humanos que podem ser considerados como crentes desde o ponto de vista evangélico.

Em certo sentido, os crentes evangélicos que querem lecionar na educação superior, ao planejar seu projeto, enfrentam uma situação parecida a questão que discute – se no mundo leigo, quando fala – se de universidade elite versus a versus universidade popular. Os que advogam por esta última, reúne razões elaboradas desde a perspectiva da justiça social. Os advogados da universidade da elite contestam que a popularização conspira contra a qualidade de ensino.

Não se pode esquecer uma observação a este respeito que me fizeram há mais de vinte anos um reitor do Instituo Tecnológico de Monterrey quando discutíamos o tema. Disse – me que cria na universidade popular, aberta ao povo, barata ou grátis. Mas, ao mesmo tempo, lhe parecia que por todo lugar deveriam criar – se também, “ilhas de excelência".

Em efeito, a criação destas "ilhas de excelência” é algo saudável para nossos países. Uma das razões é que estimula a potència, colocando um padrão alto, frente ao qual devem comprar – se as demais. A mesma experiência dominicana assim o assinala.

1.5.4. Últimos Comentários

Finalmente, ainda não seja o tema especifico desta conversa, queria chamar a atenção aos assuntos de grande importância para os educadores crentes. A primeira é uma advertência para os que pensam em atividades educativas dando por sentado a existência de um clima de liberdades públicas, pois uma delas, a liberdade de ensino, não é, todavia uma conquista definitiva do país. Existem forças políticas que defendam um maior controle do estado sobre a educação, a todos os níveis. Quando falam assim, essas forças parecem agradar aos evangélicos, porque estes, muito ingenuamente, crêem que só os colégios católicos seriam os controlados, o qual não é certo. A atividade educativa dos crentes evangélicos da República Dominicana é hoje estrategicamente importante para a obra do Senhor em geral. É elementar, por tanto, que devamos defender essa liberdade de ensino.

A segunda está relacionada com a possível revisão das leis educativas do país, coisa que se pode retardar, mas não evitar – se definitivamente. Tudo o que significa modificação do estatuto da educação dominicana há de ser visto com muito cuidado. E os que podem intervir nesses processos, que o façam no momento adequado, a fim de cuidar dos sãos interesses e pontos de vista dos crentes evangélicos da República Dominicana.
CAPITULO 2: PRINICIPIOS BIBLICOS PARA UMA FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO CRISTÃ.


    1. Introdução

Jesus é o Senhor da educação. O mandado de Jesus (Mt. 28:18 – 20) de discipular a todos é um mandado educativo tanto como evangelizador. O uso do termo “discípulo" chama a atenção para a missão educativa de Jesus. Além de ser evangelizador e educativo, o mandado é integral. Toda autoridade me é dada, no céu e na terra. Jesus o Senhor e o Rei celestial reclamam um compromisso total e integral, que inclui o aspecto formal e não formal.

Um grande inimigo do Reino de Deus é o dualismo pagão que separa Deus, além de o sobrenatural, a graça, a fé, a igreja, a comunidade cristã e a grande comissão, da educação.

Quando os reformadores confessaram “A Escritura", a falsa autoridade do dualismo romano foi denunciado e erradicado em muitos lugares. Na “Escritura", a autoridade máxima para a consciência, para a vida, para as ciências, para o governo e para a igreja está nas Escrituras. As gloriosas doutrinas da livre graça de Deus (só a graça), a salvação por fé em Cristo (só a fé) , a suficiência de Cristo (só Cristo) e o viver e morrer totalmente para a glória de Deus (só a glória) são fundamentos absolutos do protestantismo e base para a educação cristã.

Dentro do protestantismo houve variedade enquanto a interpretação sobre o reino de Deus. Martim Lutero manteve um certo dualismo entre o reino de deus e o reino civil. João Calvino apresentou uma teologia mais integral, enquanto ao espiritual e o social, demonstrada em Genebra do século XVI. João Wesley apresentou uma cosmovisão centralizada no evangelho de Cristo demonstrado em Genebra no século XVI. João Wesley apresentou uma cosmovisão centralizada no evangelho de Cristo. Que contribuições teológicas terão os evangelhos do século XX?



    1. Princípios bíblicos aplicados ao educando - Pedro Ramón Gómez




      1. Introdução

Há se dito repetidamente que o ensino do evangelho não é dividir conhecimentos, sim despertar na mente do aluno aa inquietude de receber uma verdade.

Educar é desenvolver no homem que é um composto de corpo e alma suas faculdades físicas, morais e intelectuais, instruir, transmitir os conhecimentos das ciências e artes (Canesco, 1941:11).

Daqui parte a divisão original que faz – se em educação física, educação moral, educação intelectual e instrução.

No ensino há três fatores vitais, fundamentais, que tem que caminhar de mãos dadas para que esta realidade, é dizer: o professor, o aluno, e a lição.




      1. O professor

Quando Spurgeon, o príncipe dos pregadores do século XIX, chegou a ficar famoso como pregador na Inglaterra, primeiro havia adquirido fama e prestigio como professor entre as crianças das escolas paroquiais. Ao falar aos professores lhes disse obtenham a atenção dos alunos. Se eles não entendem, o ensino será um trabalho pesado e vazio de sentido tanto para vocês como para os alunos. Não poderá fazer nada enquanto não catives a atenção dos alunos (Benson, 1970:29).

Como podemos observar, este principio está de acordo com a segunda lei da pedagogia que expressa que, o aluno deve atender com interesse a lição que há de aprender. Esta aprendizagem poderá realizar – se de uma maneira involuntária ou espontânea.

Devendo produzir uma resposta sustentada do aluno aos esforços do professor, o trabalho deste consiste em despertar, motivar e guiar a auto – atividade dos alunos.

Este processo de aprendizagem é mais abrangente que a manifestação de interesse e a atenção. Através do mesmo, o aluno deve reproduzir em sua própria mente a verdade que há de aprender e logo expressa – la com suas próprias palavras.

Contrário ao que se diz geralmente, o trabalho da educação é mais do aluno que do mestre. Neste teor podemos distinguir três passos diferentes na aprendizagem, os quais fazem o aluno ter um domínio mais completo da lição, a saber: a produção, a interpretação e a aplicação.

Tomando em consideração que a educação não é a aquisição de conhecimento sim seu uso, podemos delinear três caminhos por quais penetraremos em cada vida humana, sentimento, conhecimento e vontade.

Educar ao aluno é mais importante que limitar – se a dar conferencias ou conversar em sala de aula. Os melhores professores são aqueles que guiam seus alunos para que consigam ser investigadores independentes da verdade.

O propósito do verdadeiro professor cristão deve ser bem claro e definido, e deve persegui – lo tenazmente até que haja alcançado a plenitude:



  1. Conduzir cada aluno ao conhecimento da vontade de Deus.

  2. Trazer a presença de Cristo a cada aluno para que o aceite como seu Salvador pessoal.

  3. Desenvolver no aluno uma rígida e sólida personalidade cristã, a qual este expressará por meio de uma vida devocional reta e de serviço eficiente, para com Deus e com seu próximo.




      1. Aprendizagem – Aplicação

O aspecto verdadeiro da educação constitue o que o aluno pode chegar a ser, não o que simplesmente ouve. A educação diferencia –se muito de ser a aquisição e acumulação de conhecimentos, é em si a maneira de emprega – los.

O educador guia o educando para que este aprenda os atos e os ponha em pratica. Na aprendizagem podemos ver um processo evolutivo e sociológico do educando, assimilando conhecimentos e adquirindo habilidades definidas. Só há aprendizagem através dos esforços pessoais, próprios, ou de uma concentração mental, não por mandado ou delegação de outros indivíduos.

Dentro de todo o processo se desenvolve uma grande incidência social entre os estudantes. O professor cristão leva sobre seus ombros a grande responsabilidade de ajudar a formar a vida dos educandos. Ensinar a palavra de Deus, fazendo mais além de dividir o conhecimento bíblico ao desenvolver o caráter e a maturidade cristã em suas vidas.

O caráter e a vida crista do aluno são inseparáveis. Os hábitos de estudo, a oração e a vida de reverência, adoração e santidade, vão ser a expressão direta no aluno e a conseqüência de um reconhecimento a Cristo e de uma submissão ao seu Senhor. O Senhor Jesus Cristo foi enfático ao dar – nos seus métodos didáticos tão claramente delineados no Sermão da Montanha ( MT. 7:20 – 21 –24). Havia uma poderosa convicção interna do Espírito que se manifestava através dos atos externos em seus alunos.

Seus discípulos vinham e compartilhavam sua vida e sua obra, palpavam a veracidade de sua Palavras, manifestada através de seus feitos e ações. Logo foram enviados a completar seu adestramento através das experiências da vida cotidiana.

Desta mesma maneira os alunos forjam seus hábitos cristãos, aprendem a orar, e a estudar a Palavra.

A Bíblia nos ensina os princípios e o poder para viver a vida cristã, edificando os caráter e instruindo cada educando, já que é útil para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça (II Tim. 3:16). A Bíblia é a bússola que nos ajuda a orientar a fé cristã.

As Escrituras abordam todos os aspectos internos e externos do estudante como são as atividades sociais, desportivas, familiares, escolares e na igreja. A Bíblia satisfaz as maiores necessidades do aluno. O Professor dos professores revela a seus discípulos Ter vindo para que tenham vida e para que a tenham em abundancia (João 10:10). Ele nos traz a vida que ensinava que é eterno, não temporal. Não impressionou a seus alunos com o beneficio das riquezas, a civilização, as ciências e as artes; tão pouco deu valor a discussão das reformas temporais. Algumas perguntas incontestáveis sobre? Que aproveitara o homem se ganhar todo o mundo e perder a sua alma? Ou que recompensa Dara o homem por sua alma? (Mr. 8:36 – 37).

O Senhor Jesus Cristo preparou e ensinou seus discípulos a que fossem seus testemunhos, quando lhes deu seu primeiro chamamento, “Vinde após mim, eu vos farei pescadores de homens" Mt. 4:19). Com esta idéia em mente Ele os enviou a evangelizar e a ensinar abaixo a Sua Palavra (Mt. 10: 5 – 15), criando nesse mesmo instante Sua Classe para a preparação de professores.

Este foi o ponto de partida e a pedra fundamental para todos os objetivos subseqüentes de seu grande ministério na terra, uma evidência que se manifesta na grande comissão na qual dá aos seus discípulos as instruções finais e a autoridade de que vão e ensinem a todas as pessoas (Mt. 28:19).




      1. Aplicando a palavra de Deus a educação

Na formação do aluno está se jogando com o destino eterno de uma vida humana. É por isso que a palavra de Deus nos prove dos instrumentos, alternativas e princípios para viver nesta terra.

Está bastante desenfocado e fora de toda lógica todo aquele que crê que pode edificar o verdadeiro caráter cristão do educando sem seguir os princípios bíblicos que nos ensina a Palavra de Deus.

O Grande Professor enfatizou na parte pratica da aprendizagem, baseado na Palavra de Deus (Lc. 4 : 16:21), dando lhe leitura e explicando os primeiros versículos do Profeta Isaias capitulo 61, dando uma aplicação atualizada do cumprimento profético de sua Palavra.

As demonstrações e exemplos cotidianos das verdades que ensinava, constituíram a ação mais alta de sua obra suprema.

Mas devemos colocar igual ênfases em dois atos que não são contraditórios senão correlativos no método de Jesus. O ensino das Escrituras diretamente pelo método expositivo e as usou com a autoridade máxima, e sem dúvida ensinou com o propósito preciso de aplicar o significado das Escrituras a alguns problemas da vida real, dificuldade e necessidade daqueles a quem Ele falava (Benson, 1970:644).


      1. A vivência do aluno

Uma verdadeira filosofia de educação cristã está intimamente ligada a vivência do educando em sua salvação pessoal, a mordomia, o serviço e a espiritualidade do crente, em lugar, na igreja, na comunidade e no mundo.

O educando pode prevenir – se sobre o estado de preparação do professor. Um resultado deste conhecimento seria a sua rejeição como seu orientador.

Para ser eficaz e ter vigência no desempenho de seu apostolado, ele deve viver abaixo os frutos do Espírito e dar uma demonstração de seu domínio da matéria e a graça que cordializam e fazem agradáveis as relações entre aluno e professor. Cristo manteve uns domínios serenos, silenciosos e poderosos, impressionando a seus discípulos e a todos aqueles que formavam seu auditório, para escutar suas palavras. Demonstrou a seus alunos que em toda controvérsia ou situação, por difícil que fora, Ele era o Senhor de tudo em todo tempo.

O aluno deve reconhecer que a Bíblia é preeminente na educação cristã, reconhecida como a única revelação que temos em forma escrita de Deus. Tanto pra o aluno como para o professor a Bíblia deve ocupar o primeiro lugar dentro de uma verdadeira filosofia da educação cristã.

Corretamente ensinada, a Bíblia deve levar aos alunos a fé que é em Cristo Jesus (II Tim. 3:15), manifestando – se na mudança, na transformação e no desenvolvimento espiritual da vida de cada educando, ensinado, redargüindo, corrigindo e instruindo em justiça, inteiramente preparado para toda a boa obra.

Como já temos afirmado, existe um propósito fundamental na educação cristã, a qual tem por objeto primário guiar ao aluno ao conhecimento e a compreensão da revelação divina e levar – lo a consciente aceitação de Cristo como seu Professor, Senhor e Salvador pessoal e a um discipulado continuo.

O processo ensino – aprendizagem gira ao redor do aluno, o discípulo. A meta que devemos fazer é que a Palavra de Deus seja viva e pertinente na vida de cada aluno, abrangendo atitudes, capacidades, ações, vocação e profundidade espiritual. Aprendizagem é simples e essencial, na mudança, transformação do individuo.

A meta dos professores não é a de que alguns tenham finalizado todas as lições do livro. Deve ser o grau de progresso espiritual na vida dos alunos. Os professores não ensinam a uma classe, mas a um individuo, tal como concebeu Richard Dresselhaus, de uma maneira singular:

Todo aluno tem uma porta em sua alma. Para alguns a porta está firmemente fechada e aparentemente resulta impossibilidade de abrir. Sem dúvida, a tarefa do professor é encontrar a chave que abrirá a alma a verdade espiritual (Martin, 1989:54).


      1. Conclusão

O problema básico na educação não é somente o ensino do professor, senão a aprendizagem do aluno.

Por tanto, ensinar não é dispensar a informação requerida, senão chegar a conhecer suficientemente aos alunos, para guia – los a fazer descobertas e aplicação da verdade, que se chama CRISTO.

Ao descobrir a Cristo, o aluno descobrirá ao Pai (João 14) e ao Espírito Santo (João 15 – 1). Vão conhecer ao Criador das leis naturais, o universo, de todo o material e espiritual e ao governador do universo e o Senhor da história humana. Sua educação não será completa se não conhecer ao Santificador de todos os nossos ideais, pensamentos, palavras e práticas.



    1. Princípios bíblicos aplicáveis ao professor - Bienvenido E. Chang e Alcides Holguin H.




      1. Introdução

Não obstante que a Santa Bíblia é um livro com fins diferentes a todos os perseguidos pela pedagogia ou qualquer técnica ou disciplina a fim, no Sagrado Livro estabelecem – se princípios que devem observar os educadores interessados em proporcionar a seus alunos uma formação cabal.


      1. Cristo o professor e o professor cristão

Para os hebreus o professor era quem servia de guia e nesse sentido Paulo chama a lei criada, porque segundo ele nos conduziu ao conhecimento de Cristo (Vila – Santamaría, 1981:700).

O professor cristão que tem sido chamado a ensinar e tem recebido o dom de ensino para edificar ao Corpo de Cristo, pode ter certeza que seu talento ou capacidade está respaldada pela Palavra de Deus, como declara – se em II Timóteo 2:2. O que tem se ouvido de mim em muitos testemunhos, é que isto é para pessoas fieis que sejam idôneos para ensinar outros também.

O professor cristão deve tratar de adequar suas ações pedagógicas aos princípios gerais da Palavra de Deus, sua principal meta é de imitar a Jesus o Divino Professor, pois Ele não só foi a verdade vivente, mas também utilizou a metodologia adequada. Jesus usou a palavra concreta, pratica, cheia de colorido, que se fixa na memória.

Empregou a discussão, respondeu a suas perguntas com seus próprios argumentos, como podemos ver em Mateus 12: 11, onde responde a interrogações se é licito ou não curar no\dia do repouso (Vila – Santamaría, 1981:581).

Jesus viu no ensino a máxima oportunidade para moldar os\ideais, atitudes e condutas das pessoas (Price,1973:16). Ele amava as pessoas e se interessava - se pelos seus problemas

Tratava as pessoas como ovelhas, assim deve preocupar –se o professor evangélico por seus alunos, deve refletir em que fazer para que suas aulas tenha a qualidade que teve Deus em seus ensinos, é dizer, o interesse na pessoa e seu desejo de ajudar. Não importa se domina o conteúdo da matéria que dividi com os alunos e os métodos de ensino. Nada pode compensar a falta de interesse pelas pessoas a quem educamos.

O elemento mais importante na idoneidade de qualquer professor é o que ele realmente é. A verdade personificada é a única verdade espiritual que tem uma atração efetiva. Daí que cada professor deve sentir: minha lição mais efetiva é o que eu sou. A vida do professor é a vida de seus ensinos. Jesus viu no ensino a suprema oportunidade para moldar os ideais, atitudes e condutas das pessoas. (Prince, 1973:13 – 14).

Outra qualidade de Jesus que deve ser copiada pelos professores cristãos é que

Jesus ligou suas atividades didáticas com todas as atividades de sua vida, ensinou em todas as partes: em templos, nas sinagogas, no monte, na beira do mar, junto a um poço, em reuniões familiares e sociais e privado. Sua obra teve um ambiente didático mas bem que um apaixonado discurso, porque o povo se sentia livre para intercambiar idéias com Ele (Prince, 1973:14).

Do amplo conhecimento e domínio que tinha Jesus das verdades que transmitia, se deriva que o professor cristão deve preocupar – se em adquirir pleno domínio das matérias que ensina, pois sua principal missão é alimentar a mente e o coração de seus discípulos.

Do estudo dos Evangelhos deduz – se que Jesus não só conheceu as verdades que comunicava, mas também havia assimilado de tal modo que podia aplica – las livremente ao cotidiano. Assim o professor cristão deve aproveitar cada momento de sua vida para comunicar e irradiar a luz do conhecimento que dissipe as nuvens da ignorância.

Na preparação de seus discípulos, Jesus começava onde estava o aluno. Isto significava que Jesus começava com seus interesses. Em sua conversa com a mulher samaritana, começou com a água, o que interessava a esta mulher, para conduzi – la a água da vida, tal e como podemos ver em João 4:10. Jesus respondeu, e disse –lhe: conhecera-se o dom de Deus, e quem é o que te diz: Dá – me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva.

Pode – se afirmar que Jesus foi um professor a carta aberta porque utilizou os principais elementos de um discurso que se usam na atualidade: perguntas, conferências histórias, conversação, discussões, dramatizações, projetos e demonstrações. A consagração, o fervor e a fidelidade do professor evangélico não suprirão a falta de conhecimento dos métodos e conteúdos que ensinamos.

O professor cristão também deve manifestar em sua atividade educativa o aspecto da paciência e a serenidade que manteve e o reflexo de Cristo, pois a paciência é de importância fundamental para o ganho da compreensão. O professor frenético é conveniente só para o ensino de memória ou de rotina, o qual quer dizer que não serve muito. (Bigge – Hunt,1979:650).

No que diz respeito ao ganho de compreensão por parte do educando Jesus reconheceu que era de vital importância a aceitação da pessoa tal com ela é, pois quando uma pessoa sente – se verdadeiramente aceita por outra, pode pensar livremente, crescer espiritualmente e intelectualmente, ser diferente, como ocorreu com todos aqueles que tiveram um encontro pessoal como o Divino Professor. Assim deve o professor cristão identificar – se com seus educandos, motiva – los a desenvolver sua auto estima escuta – los quando desejam compartilhar seus problemas, suas aflições, seus temores e fracassos. Necessitam ser ouvido por alguém que não se escandaliza ante as suas confidencias nem fale de suas recriminações (Van Pelt, 1985:57).

Jesus como professor, havia usado declarações sentenciais que usavam – se no ambiente de seu tempo, além disso, ensinou as pessoas o principio de fazer fazendo. Em vez de dar a pessoas soluções, Jesus permitiu que ele usasse os próprios recursos, como vemos em João 7:17 Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus, ou se eu falo de mim mesmo.

Jesus aproveitou cada momento, cada situação ou circunstância para cumprir com sua missão de ensinar a verdade; da mesma maneira a vida do professor cristão deve se educar sempre e em todo tempo.

Divino Professor não só chegou ao ponto alvo da lição, mas aplicou a lição ao homem, sendo na aplicação tanto pessoal como especifico. Quando faço ênfases na necessidade de amar de amar o nosso próximo como a si mesmo pergunto ao doutor da lei qual dos três que haviam passado pelo caminho havia demonstrado ser o próximo do homem ferido e ao ouvir a resposta o doutor da lei disse: faz você o mesmo. Com isto Cristo demonstra que foi um mestre interessado na aplicação de seus ensinamentos no que no mero conhecimento teórico. Por isso no Sermão da Montanha qualquer que ouvisse essas palavras e as cumprisse seria comparado a um homem prudente que construiu sua casa na rocha (Mateus 7:24). Reafirmando o que acabamos de falar recordemos a sentença de Jesus: Por seus frutos reconhecereis (Mateus 7:16). O apostolo Tiago como bom mestre asseverou: Mas sede cumpridor da palavra não apenas ouvintes (Tiago 1:22).

Jesus avaliou o resultado de seus ensinamentos. Em uma ocasião perguntou a seus discípulos: E vós, quem dizes que sou? (Mateus 16:15). Com isto procurava saber quanto os seus discípulos sabiam acerca dEle. Evidentemente, como bom professor, observava as atitudes e os progressos de seus discípulos para saber até que ponto estava alcançando os objetivos. Da mesma maneira, o professor cristão deve avaliar continuamente a seus alunos.

Jesus foi um professor eficiente, pois soube aproveitar devidamente os recursos de seu meio: usou técnicas e soube adequa – los a cada ocasião, sobretudo procurou sempre objetivar suas lições. Recordemos a maneira amostra. O lavar dos pés dos discípulos para dar – lhes o exemplo da verdadeira humildade, o uso de uma criança para indicar qual deve ser o caráter que devem manifestar seus seguidores para merecer o Reino de Deus, etc.

A ordem e a disposição em que há que apresentar os materiais há que determinar – se pela forma em que o aluno aprenda melhor e com mais rapidez. Alguns materiais didáticos e idéias precisam ser omitidos relacionados a algumas lições pois o aluno ainda não esta maduro o suficiente (Campbell, 1990:124).


      1. Sua relação com Deus

O professor cristão se diferencia notavelmente do secular. O professor secular depende por inteiro de seus próprios recursos para executar a difícil tarefa de educar.

O professor cristão depende de um poder adicional transformadora e santificada que procede diretamente do Senhor pelo espírito Santo para levar a cabo sua missão de forjar carateres novos. O professor cristão vive só pela fé em Cristo (Romanos 1:17) e no poder do Espírito Santo (Romanos 8:2).

Por tanto, o professor cristão deve estar consciente do importante papel que desempenha ante Deus e a sociedade, pelo qual, deve manter uma relação intima com Deus. A eficiência do trabalho do professor cristão dependera fundamentalmente de sua condição espiritual.

O professor cristão, perdoado por Cristo de seu vil pecado e santificado pelo Espírito Santo da contaminação do mesmo, será um modelo de humildade, terá um espírito perdoador e guiará aos alunos a mesma fonte evangélica da qual ele vive.

Há se afirmado com muitas razões, que o profissional que mais trabalha é o professor porque além de realizar sua tarefa na aula continua trabalhando em sua casa. Por tanto, o professor cristão tem a facilidade de renovar suas forças em Deus, de quem descende todo o dom perfeito. É mediante a potestade que teve Cristo que o professor cristão há sido comissionado a desempenhar sua delicada missão, pois o poder do ensino cristão reside no poder do próprio Cristo e nós temos esse poder manifestado no exemplo que ele nos deu em seu ministério docente (Benson, 1984:8).


      1. Sua relação com o aluno

Cristo foi um professor que soube relacionar – se com seus discípulos. Ele instruiu devidavemente a seus discípulos, viveu e dirigiu a vida e ações deles. Cristo mostrou grande interesse e empenho nos ensinamentos que mostrava aos seus alunos. Facilmente poderia falar dando alguma instrução e logo despedi – los para que voltasse aos seus trabalhos. Mas preferiu viver com eles, foi um companheiro constante, eles desenvolveram – se abaixo de sua continua vigilância, por isso seus discípulos converteram – se em seus autênticos imitadores e conseguiram alcançar o objetivo perseguido por seu professor, já que Ele influenciou em suas vidas como exemplo.

Cristo ocupou – se de cada problema que afligia seus alunos, pois estava consciente de que suas instruções deviam servir para a vida integral deles. Para o Divino Mestre a ação pedagógica não limitava – se as quatro paredes da classe, mas que devia ser uma atividade continua, por isso procurou sempre a companhia de seus discípulos, ainda quando sentia – se humanamente fraco isolava – se na fortaleza do Pai, posto que devia depender dEle pra realizar sua missão.

A preocupação de Jesus por manter – se sempre em companhia de seus discípulos baseava – se que Ele estava consciente que devia converte – los em intrépidos e eficientes professores. O professor cristão deve imitar a Jesus neste sentido, pois seu propósito há de ser conhecer a seus alunos para ajuda – los a adquirir conhecimentos e valores para a ávida presente e a que de vir, pois a meta da filosofia da educação crista é educar ao homem para o reino de Deus no presente e no futuro (De Brens, 1982:221).


      1. Sua relação com a escola

O professor cristão deve contribuir com a instituição onde desenvolve o seu ministério seja um lugar que queira o bem estar integral da comunidade e, sobre tudo, aproveitar cada momento, cada lição que dividi com os alunos para transmitir a seus alunos valores espirituais que lhes convertam em homens novos para sanear a sociedade.

O professor cristão deve ser exemplo dos demais, ele deve ser o mais trabalhador, o mais pontual, e o que mais demonstra interesse no progresso da instituição.




      1. Conclusão

Uma instituição que tenha o privilégio de ter o diretor e o professor cristão será uma instituição transcendental, pois contara com os recursos necessários para ser uma entidade que muda a conduta de seu aluno, deverá ser uma agência redentora não só da mente e coração do aluno senão uma instituição que forme indivíduos para o céu e não para o inferno como fazem a maioria das entidades escolares ainda chamadas cristã.



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