Filosofia da Educação



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Princípios bíblicos para uma filosofia da educação cristã aplicada ao currículo Rodrigo Diaz Bermúdez




      1. Introdução

O currículo é toda experiência por donde tem que passar o educando para chegar à meta estabelecida por um sistema educativo determinado. Currículo significa o conteúdo da relação dinâmica entre o ensino e a aprendizagem (Armstrong, 1988:16).

No marco das definições anteriores, nos interessa conhecer as fontes do currículo bíblico dentro de seu contexto, com fim de extrair dali alguns principio bíblicos fundamentais que sirvam a elaboração curricular cristã.




      1. Três fontes curriculares no Antigo Testamento

No Antigo Testamento encontramos três fontes curriculares claramente apreciáveis.

Primeiro termo tem a fonte do folclore religiosa cerimonial, entendida por folclore a toda tradição contida nas festividades e cerimoniais próprias do povo, organizadas no sistema do calendário hebreu, o qual representa um autêntico instrumento curricular ode ao redor de cada data girava conteúdos educativos que deviam ser significativos deste calendário constituíam verdadeiros ritos históricos – teológicos, tais como a celebração da páscoa ao inicio da colheita e recordação da libertação do povo de Israel do Egito; o Pentecostes, festa celebrada ao final da colheita comemorando a chegada do povo de Deus ao Sinai onde receberam as leis, festas dos tabernaculos, evocativa dos anos que o povo passou o povo de Deus pelo deserto e outras.

Nestas festas produziam – se verdadeiras inter-relações pedagógicas, expressadas, por exemplo, quando as crianças expunham suas dúvidas por meio de perguntas, as quais eram respondidas com a finalidade de criar neles essa tão desejada identidade histórica e religiosa que caracterizou ao povo hebreu (Deut. 6:5; Josué 4:21 – 22; Ex. 13:8).

Uma segunda fonte curricular no Antigo Testamento as Leis. A Tora, A lei ou Pentateuco foi um instrumento também de ensino dirigido não só ao individuo e ao povo, mas também a estrutura representada no pacto matrimonial e familiar, onde a obrigação de educar a juventude havia sido delegada pela lei mosaica aos pais hebreus (Wight, 1981:119).

Como terceira fonte curricular no Antigo Testamento temos a filosofia sapiencial ou sabedoria profunda, que oferecia mediante princípios práticos ferramentas para ser utilizadas em todos os campos ou o fazer do ser humano.

As ferramentas pedagógicas do currículo sapiencial têm três características no processo de ensino – aprendizagem: instruir, modelar e disciplinar (Ver Prov. 1:8, 6:20, 20:7, 23:26, 13:20, 3:11 – 29, 22:15).

Por último, com respeito ao currículo no Antigo Testamento, devemos acrescentar o feito de que junto ao currículo formal, também corria integralmente uma série de atividades co - curriculares e extracurriculares.

Aprender a pastorear, semear, cozinhar, costurar, tecer, artes gráficas, música, dança e artesanato, representam esse nível co – curricular de aprendizagem que se ia obtendo como resultado do mesmo fazer cultural (Ver I Sam. 16:18, Juízes 21:21, Salmos 137, Jeremias 31:13, Lamentações 5:14, II Samuel 13:8, Êxodo 35:25 – 26, Gênesis 29:6, Êxodo 2:6, Ezequiel 24:4, I Samuel 2:14).

Outras atividades do tipo extracurricular giravam ao redor da diversão e dos jogos infantis e juvenis. Isaías 22:18 nos oferece uma comparação de Deus com alguém que lança uma bola. Zacarias 8:5 diz: e a ruas da cidade encheram de meninos e meninas que brincaram nelas. Jo 21:11 -12 faz menção à dança dizendo: Fazem sair as suas crianças como a um rebanho, e seus filhos andam saltando. Levantam a voz ao som do tamboril e da harpa e alegram – se ao som das flautas, indicando com isso a existência de um mundo cultural espontâneo cheio de atividades extras curriculares, não alheias ao processo de formação da personalidade individual e coletiva.


      1. Quatro fontes no tempo Neotestamentario

Nos tempos neotestamentario encontramos quatro fontes de currículo, talvez não as únicas, mas sim as mais determinantes: a sinagoga, a escola rabínica, a cultura grega romana e a maravilhosa doutrina cristã.

A sinagoga oferecia, dentro de suas programações curriculares, uma seqüência de módulos cuja meta era a compreensão de suas mais apreciadas obras religiosas como era o Tamuld.

O processo começava com a aprendizagem de uma série de ensinos básicos para as crianças, as que o professor dividia em uma forma amena e sabia no quinto ou sexto ano de sua vida. Posteriormente, quando a criança já havia chegado a seus dez anos, era introduzido nos estudos específicos da lei. Finalmente, quando o educando chegava a seus quinze anos era submetido ao conhecimento do Talmud (Wight, 1981:120).

No tempo de Paulo, ocupou um lugar importante o currículo da escola rabínica, representada fundamentalmente pelas de Hillel e a de Shammai. A primeira de corte liberal, defensora da tradição oral, com muita presença nos currículos sócio religioso da época e a segunda, caracterizada por ter menos conflito sobre a tradição, com ênfases nos ensinos espirituais da lei e os profetas.

Durante o primeiro século da era cristã olhamos no contexto cultural as influências da filosofia grega transmitida por todo ao mundo dominado pelo Império Romano. O helenismo veio a ser a filosofia educativa que condicionou todo o currículo educativo oferecido pelo sistema romano, onde o homem concebido como uma entidade dicotômica, divisível em espírito como o mais importante, e corpo, portador de beleza e culto, vindo a constituir o modelo a seguir.

As universidades, o centros de cultura acadêmica tais como os de Tarso, Alexandria, Pérgamo e Atenas, contavam não só com bibliotecas cujos textos refletiam a admiração pelos gregos e o pensamento helênico. Nesse contexto dava –se o caso corrente de que o senhor romano fosse instruído pelo seu escravo grego (Hester,1979:48).

A leitura do Novo Testamento nos informa da maneira precisa, o valor dos conteúdos teológicos, filosóficos, sociológicos, psicológicos e espirituais em geral do cristianismo, cuja influência é inegável e admirável até nossos dias.

Contrariamente as demais instituições de ensino de sua época, Cristo e seus ministros pregaram um ensino para todo o homem não importando sua condição, raça ou nível, baseando –se em princípios divinamente revelados por Deus para a Salvação e prosperidade da humanidade.


2.4.4 Enumeração de princípios bíblicos
De que foi exposto anteriormente podemos estabelecer a existência de uma séria de princípios cuja base sustem –se na Bíblia e suas instituições.

  1. Principio de escrutínio cultural. Assim como na Bíblia não há uma divisão entre o religioso e cultura, senão que a cultura deve seguir as pautas bíblicas para encontrar caminhos de prosperidade, também hoje devemos submeter à cultura ao escrutínio bíblico para reforçar o bom e fugir do mal. Todo currículo que pretenda ser cristão deve submeter seus conteúdos a orientação da teologia bíblica para que encontre sua consistência e aprovação divina (Ec. 8:2, Jos. 24:14, I Sam. 7:3, II Cro. 15:8).

  2. Principio de formação integral. A Bíblia concebe ao ser humano como um ser integral, com seu espírito, alma e corpo, imerso em uma unidade cuja dimensão familiar, social, coletiva, política e cósmica, exige a existência de pactos: (Pacto com Abraão, Pacto de Cristo, Pacto da Igreja, Pacto Familiar, Pacto de ser luz e sal). Um currículo de orientação cristã deve conceber ao homem como um ser integral e não dividido.

  3. Principio do filtro familiar. A Bíblia concebe a família como um centro de ensino insubstituível para modular, instruir r disciplinar, e nesse sentido a família esta chamada a ser um filtro que pode expelir aqueles elementos que o educando, em especial as crianças e jovens, adquirem da contaminação cultural. Todo currículo verdadeiramente cristão deve apresentar a família como um ente selecionador do que a criança e o educando devem aprender, guiando – se pela Bíblia e o Espírito Santo de Deus (Prov. 22; 2 Cor. 12:4; 1 Tim 3:12; Ef 6:1-9).

  4. Principio de correspondência doutrinal. Somente um professor cristão pode dar educação cristã. A Palavra de Deus é clara e especifica em Mateus 7: 15 – 20 enquanto a essência deste principio. Assim que, o currículo supõe sua existência e qualidade do professor juntamente com sua cosmovisão e atitudes.

  5. Principio do desenvolvimento gradual e processo. A Bíblia nos ensina que há um modelo o qual é Jesus Cristo (Lucas 2:52).Vamos desenvolvendo de maneira gradual e dentro de um processo começando desde criança (Prov. 22:6) e um autêntico currículo cristão contem isto e conhece o poto de chegada (Ef. 4:13).

  6. principio de pureza filosófica. A Bíblia tem sua própria filosofia e não admite intoxicações doutrinais em seus planejamentos claros. Um currículo realmente cristão não admitirá mesclas em sua base filosófica (Mt. 5:19, I Tim. 1:7, 6:3, II Tim. 4:3, Tito 1:11).

  7. Princípios de santificação. Cada currículo tem seu pré-suposições ideológicas. O autor não cristão não é capaz de promover as teses cristã de glorificar a Deus em tudo, combater a antítese não cristã, e para propor a sínteses apropriada para o leitor. A hora é chegada quando os cristãos devem escrever e produzir seu próprio currículo para estar completamente de acordo com a Bíblia, a doutrina cristã e a consciência e mente santificada (Gonzalez, 1991).

  8. Princípios da soberania de Deus. Deus não é somente soberano enquanto a salvação, senão também enquanto a todas as ciências e filosofias. Como Criador da natureza e toda a ordem criacional, Ele é o autor, arquiteto sustentador das leis naturais. Como Senhor, é o governador da historia humana. Toda a história está relacionada com a benção ou maldição de Deus sobre as nações. Como o Bom Pastor ele é o psicólogo supremo. Pela providencia de Deus todas as instituições sociais devem submeter – se à ordem divina e justa. Nossa educação e currículo não estarão completo se não reconhecermos a soberania de Deus e a glória de Deus em tudo.




      1. Conclusão

Por suposto que existem outros princípios igualmente importantes e bíblicos, não obstante o que temos anotado até aqui pretende ser o marco básico elemental, enquanto a orientações bíblicas para um currículo baseado em uma filosofia da educação cristã.

CAPITULO 3 HISTÓRIA DA FILOSOFIA EDUCATIVA CRISTÃ NA REPÚBLICA DOMINICANA


Introdução

Há quatro movimentos da educação, notável na história dominicana. A implantação do sistema católico romano na educação colonial (1492 -), o começo da educação protestante (1824 -), a introdução do sistema educativo adventista (1908 -) e, a organização e desenvolvimento dos colégios evangélicos (1922 -).

Cada movimento tem sua representação nas instituições da educação superior. A Igreja Católica Romana está representada Maestra de Santiago e seu recinto Santo Tomás de Aquino em Santo Domingo. O movimento protestante, que institucionalmente falando, inclui a antiga Igreja Africana Episcopal Metodista, a Igreja Episcopal e a Igreja Evangélica Dominicana. As duas últimas cooperam no Seminário Evangélico Episcopal em Santo domingo. A Igreja Adventista do Sétimo Dia administra a Universidade Adventista Dominicana (UNAD) perto de Bonao. As igrejas evangélicas formaram a Universidade Nacional Evangélica (UNEV) em Santiago, Villa Altagracia e Santo Domingo.

Além da educação cristã, os movimentos políticos, cívicos e pedagógicos são analisados, para determinar sua influência na filosofia educativa cristã.


Influências históricas das filosofias na educação dominicana - Andrés Reyes.
Introdução

  1. Considerações Básicas

Emile Durkheim (Durkheim, 1922) estabeleceu que a educação é a ação exercida pelas velhas gerações sobre aquelas que não estão, todavia formadas para a vida na sociedade.

Mediante a educação transmite – se cultura e afeta – se a socialização das novas gerações e tem lugar em todas as sociedades. Preparar as novas gerações para a vida em sociedade mediante a transmissão das tradições comuns, a língua, a religião, a moral e os usos são costumes particulares de cada sociedade.

Em nosso país coexistem dois tipos de educação que correspondem à transmissão de dois tipos de culturas particulares de duas sociedades diferentes:

A cultura dominante hispânica, judaica cristã, capitalista e ocidental que se transmite principalmente mediante a escritura de livros. A lei 2909 de 1951 expressa: O conteúdo da educação dada pela escola dominicana estará baseado nos princípios da civilização cristã e de tradição hispânica que são fundamentais na formação de nossa fisionomia histórica, e que se orientara, dentro do espírito democrático de nossas instituições, a despertar nos alunos o sentimento panamericanista e o de compreensão e solidariedade internacionais (De los Santos, s.f.20).

A outra cultura é oral, não literária, gravada na memória coletiva ou individual e exerce uma função social determinante: a de transmitir as tradições e valores que servem para a harmonia da comunidade. Transmite – se duas maneiras diferentes. Uma necessita de um grupo especializado e formal: os professores, e outro não são formais e participa todo o grupo social.




  1. Etapas ou períodos históricos do sistema educativo dominicano

Para uma melhor compreensão devemos ver a evolução do sistema educativo em várias etapas ou períodos.
Educação Tainá

Colonização Espanhola

Dominação Haitiana

Primeira República

Restauração

Revolução Hostosiana

Ocupação Militar Norte-americana 1916 – 1924

Era do Trujillo de 1962 – atualidade


Educação Tainá

Ao chegar os espanhóis encontraram a sociedade tainá sem uma organização sistemática da educação.

A socialização das crianças efetuava – se no seio da grande família estendida que habitava os enormes “Caney” e completada por um personagem, que desempenhava várias funções: dirigia os ritos religiosos, comunicava –se com os mortos e os deuses taínos, curava os enfermos, confeccionava os ídolos e outros objetos religiosos necessários para os ritos e para o exercício da autoridade dos caciques. Além disso, eles faziam as vezes de conselheiros dos caciques cujos filhos educava. Eles eram professores da cultura tainá e os responsáveis da transmissão oral mediante a cerimônia dos “areitos” onde a comunidade encenava, dirigida pelos “behíques”, os mitos legendários que serviam a união do grupo social.
Colonização Espanhola

Os espanhóis trataram de realizar a incorporação taína a uma situação de domínio que se reduziu em termos educativos a um novo sistema de trabalho de domesticação e a uma nova orientação ideológica definida co evangelização, que buscou a conversação dos taínos, mediante uma pregação persuasiva e enfatizadora que usou vários símbolos religiosos católicos cristão, como a cruz (De los Santos, s. f. 20). Ensinavam gramática e catecismo, além do mais ofereciam uma educação especial aos filhos dos caciques.

A ordenança de 1513 de Fernando de Aragon sobre tratamento dos índios mandou que todos os filhos dos caciques que completassem 13 anos fossem entregues aos frades franciscanos para que esse doutrinasse e ensinasse a ler e escrever. Depois de instruídos durante 4 anos deviam voltar a seus pais e ali dedicar –se a doutrinar aos índios processo que era conveniente, porque segundo consta em atas, isto facilitou a obra colonizadora (Ibid, 21).

Com os africanos a obra evangelizadora não teve tanto êxito. Uma Carta Real de 1538 ordenava a Audiência de Santo Domingo que aprova a maneira que os donos de escravos índios e negros lhes enviasse a igreja para que fossem evangelizados.

O ensino colonial foi clássico e racista. Depois de 1512 a educação começou a organizar – se por níveis, mas sem reitor. Os cooperadores autorizavam a indivíduos para exercer funções docentes, sempre que preenchiam os requisitos exigidos pelas leis índias: ser católico, ostentar limpeza de sangue e não haver sido condenado nem exercido oficio servil estabelecido nas Leis dos Índios.

A educação básica apoiava –se no ganho de uma assimilação memoristica, repetição oral. Perseguiam – se a formação de um individuo cristão e monárquico.

O bispo Fray Garcia de Padilla instituiu a dignidade de “Professor – escola”, que era um homem que tinha como função ensinar qualquer conhecimento: gramática, lógica, canto, retórica e sagradas escrituras, e examinava aos que aspiravam ter títulos.

No século XVIII que é conhecido como o século das luzes não alcançou grande desenvolvimento em Santo Domingo porque o “Sistema Educativo”, enquanto a sua filosofia e seus ensinos estavam monopolizados por um clero privilegiado, fechado as correntes racionalistas da época monárquica e renitente a toda transformação. Este grupo social teve em suas mãos a formação exclusiva das elites crioulas.

A educação Colonial foi escolástica, dependente do núcleo religioso que predominava como intelectual. A obediência a fé e a ordem hierárquica devia estar salva guardados pelos representantes coloniais que assumiam a autoridade civil e religiosa.

Durante a colonização espanhola apresentou –se a ilustração o iluminismo, complexo movimento econômico, social, político e sobre tudo cultural que se baseava no conceito de que a sociedade progredia até alcançar a felicidade se o homem recebia uma educação conveniente.


Dominação Haitiana

Os haitianos orientaram sua aculturação formal através da reinterpretação dos valores ocidentais, principalmente franceses em termos afro haitianos.

O regime de Boyer separou a igreja do Estado e impôs o ensino do francês. Isto influenciou na introdução de livros e idéias até então proibidos e começou a ler as enciclopédias, os quais preparam um plano pedagógico baseado em três princípios:

1. Eliminação no campo educativo de todo o sobrenatural e reduzir a religião a algo meramente racionl, natural, terrena e mundano.

2. Aceitação do realismo pedagógico: línguas modernas e disciplinas técnico – cientificas.

3. Necessidade de uma escola do Estado, leigo, que substituía as congregações religiosas na atividade educativa. Queria substituir o ensino religioso por uma moral cívica, o cidadão aprenderia seus deveres cívicos acostumados, dentro de seu regime de liberdade completa, a respeitar os direitos alheios. Isto não influenciou muito, sem dúvida os intelectuais assimilaram muitos conceitos que logo incendiaram na cultura dominicana.


Primeira Republica

A primeira constituição dominicana tomou linhas gerais do modelo imperante nos Estados Unidos. Pela primeira vez as leis tomaram em consideração a educação formal das massas. O artigo 29 dessa constituição indicava: Será criada a instrução pública comum a todos os cidadãos, gratuita em todas os ramos de ensino primário, cujos estabelecimentos estarão distribuídos gradualmente proporcional combinada com a divisão do território, a lei regulamentou por menores estes ramos do ensino de artes e ofícios.

Em 1845 promulgou –se a lei número 32 que criou as escolas primarias e foi formalizadas pela lei número 33, de 1845, cujos termos era ... o estabelecimento de escolas públicas é necessário a prosperidade de um Estado porque proporciona a juventude os meios de instruir – se, conhecer seus deveres para com Deus e a sociedade e fornecimento as faculdades de conseguir uma existência honrada e útil (Ibid., 53).

Referente ao ensino, a lei 33 estabelecia um plano de estudo instituído por: princípios de religião, escritura, aritmética, elementos de gramática castelhana e princípios de urbanidade e decência.

Tentou –se organizar a educação publica com professores leigos, como um remanescente da ocupação haitiana, mas a fala de recursos permitiu que a igreja recuperasse o monopólio da educação pública e privada que havia perdido nesse período.

Em 1848 criou – se pela lei o Colégio Santo Tomáz. Seu fim era assegurar a educação da juventude que comporá a grande família dominicana nos anos vindouros. O Congresso assinalou que da sólida instrução do clero depende em grande maneira a moral do povo e a conservação dos evangélicos em toda sua pureza (Ibid., 53).

O Plano de Estudos do Colégio Santo Tomás tinha 7 cadeiras: latim, castelhano, filosofia, matemática, ciências físicas, moral e teologia, direito pátrio e ciência administrativa. Ensinava alguns homens de conhecimentos enciclopedistas: os irmãos Javier e Alejandro Guridi, Gaspar Hernández, Félix Maria Del Monte. Manteve em suas aulas, salvo algumas ligeiras variantes, o mesmo tipo de educação colonial.
Época de Restauração

A partir desta época começou a perfilar – se a que é hoje República Dominicana. Em 1866 promulgou –se um Decreto que estabeleceu um regulamento sobre educação pública em seu primeiro capitulo diz que a educação pública é livre em território dominicano e que todo individuo hábil e de bons costumes poderia abrir estabelecimentos de ensino, uma vez obtivera permissão. Era divido em públicos e privados e no capítulo II estabelece a constituição e atribuições da Junta Diretiva de Estudos, integrado por Ministro de Justiça e Instrução Pública, Eclesiástico, o Presidente e Ministro da Suprema Corte de Justiça e o Presidente da Junta.

Nesse ano Francisco Javier Billini fundou o Colégio São Luis Gonzaga, com o objetivo principal de oferecer a juventude dominicana a oportunidade de alcançar uma educação completa de acordo aos postulados da pedagogia cristã.
Escola Hostosiana

Antes de Eugenio Maria de Hostos chegara ao país, houve algumas inovações nas matérias ensinadas incendiou – se o elemento nacionalista e criou escolas para meninas, mas não houve nenhuma transformação essencial na filosofia da educação.

A educação hostosiana constituiu desde sua aparição uma revolução ideológica e social do ensino. Todos seus postulados iam contra da educação imperante. Ante o escolasticismo, ele proclamava o método cientifico, substituir a aprendizagem memoristica pelo uso da razão. A restauração modificou alguns objetivos tradicionais da colônia, tentando formar um homem cristão para a paz e a ordem republicana. A educação hostiniana tinha como modelo um homem leigo para a paz e o progresso. O sistema educativo hostosiano estava impregnado do positivismo de Aguste Comte. Era antidogmática, propunha pela abertura a todas as correntes de pensamento... a Republica não poderá considerar – se civilizada... até que seja educada pela livre mudança de idéias e esquecendo o exclusivismo colonial, are suas portas aos homens de todas as procedências, de todas as religiões, de todas as opiniões e abra sua alma a todos as influencias do pensamento humano (Hostos em Santo Domingo, 143). Tratava de ganhar uma harmonia social, sem deixar nada de lado.

Hostos assinala o papel importante da mulher:... somente será a sociedade o que deve ser quando a mulher , adequadamente preparada, coadjuve a obra geral da vida humana a que estamos preparados todos os seres racionais... a razão não é masculina, nem feminina, é razão, meio, órgão de indignação da verdade (Nivar, 1975:61).

Hostos colocou em prática o método intuitivo – indutivos – dedutivos, que substituiu o dedutivo escolástico.

Hostos foi um dos primeiros educadores que insistiu no conceito da educação permanente... as sociedades como os indivíduos não podem desenvolver – se e por tanto não podem melhorar as condições de sua vida, nem realizar o fim de sua existência, senão graças e mediante uma continua e progressiva educação (Hostos em Santo Domingo:143).

A implantação da ideologia hostosiana fez – se através da Escola Normal para a formação dos professores, com uma sessão prática e outra teórica.

O novo método educativo conhecido como normalismo estabeleceu –se graças ao apoio incondicional de Gregório Luperon. Com seu plano de estudos criou – se o Instituto de Moças dirigido por Salomé Uraña (1881), As Escolas Normais em Santo Domingo (1880), em Santiago em 1881 e Vega, onde formaram –se professores e professoras que foram determinantes na vida cultural, social e política do país.

O ministério da Educação, em fevereiro de 1886 proclamou: a República e o governo estava em boa situação, criaram uma escola mais, cremos que haviam fundado uma nova escola, é ai que deixaram os cimentos do edifício moral e intelectual mais sólido dos que já haviam sidos levantados na República... (Nivar, 1975:72)

Hostos foi admirador do protestantismo, disse ele: O protestantismo há compreendido melhor que o catolicismo, a influencia dos conhecimentos na marcha e melhoramento dos homens, por isso pode afirmar que a verdadeira escola pública é filha do protestantismo.

Hostos dizia nem a vida incerta, nem a morte cedo poderá retirar do professor a esperança de que no porvir germine a semente que há semeado no presente, porque na alma de seus discípulos há tratado de fazer um templo para a razão e a verdade, para a liberdade e o bem, para a pátria dominicana e a antilha (Hostos em Santo Domingo, 146).



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