Filosofia



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FILOSOFIA

Filosofia não tem propriamente um começo, foi surgindo gradativamente movida pela curiosidade que levou os filósofos a formular perguntas sobre a procedência das coisas,sua consistência e o porquê de tudo.

-Filósofos – filos=amigos, Sophia=conhecimento

-“Filósofos da natureza”- porque se interessavam sobretudo pela natureza e pelos processos naturais.

-Entusiasmo – “em theos’- um Deus dentro de si. Feliz o homem que tem um Deus dentro de si.


PARMÊNIDES- 540-480 A.C- escreveu um poema filosófico “sobre a natureza” :

1ª parte – via da verdade – o homem se deixa conduzir apenas pela razão, é então levado à evidência de que o que é, é – e não pode deixar de ser

2ª parte – via da opinião – as informações dos sentidos não chegariam ao desvelamento da verdade e à certeza, permanecendo no nível instável das opiniões e das convecções de linguagem.

Assim o ser tem que ser eterno imutável, pleno, contínuo, homogêneo e indivisível.


HERÁCLITO- 540-480 A.C- tudo flui, tudo está em movimento e nada dura para sempre.O mundo está impregnado pelos opostos. Tanto o bem quanto o mal são necessários ao todo. Em todas as transformações via a unidade, o todo.

Chama de Deus ou Logos (razão)


SOFISTAS- “o homem é a medida das coisas”. O bem e o mal, o certo e o errado sempre devem ser avaliados em relação às necessidades do homem. São agnósticos- não afirmam a existência de Deus.

Retórica a arte da palavra. Capacidade de argumentar por meio de discurso lógico e persuasivo. O Direito do mai forte.


Sofisma- a arte de convencer de uma verdade que na realidade não é. Desinteresse por tudo o que não seja prático e útil.
SÓCRATES- não escreveu nenhum livro, ensinava ao ar livre, ao invés de estudar o mundo físico (filósofos naturalistas), dedicou-se ao estudo do homem.

Conhece-te a ti mesmo. É impossível ao homem conhecer o mundo ao seu redor sem conhecer o mundo dentro de si. “Só sei que nada sei”. Diálogo por método.

Maiêutica – fazer nascerem as idéias. Oposição aos sofistas.

Platão e Xenofonte escreveram sobre a filosofia de Sócrates.

“O conhecimento do que é certo leva a agir direito.”
PLATÃO- 427-347 A.C- Atenas.

Primeira obra: Discurso em defesa de Sócrates. Ensinava através de diálogos.

Dividia a realidade em duas partes:

1ª parte – mundo dos sentidos no qual não se pode ter senão conhecimento aproximado e imperfeito, já que fazemos uso de nossos cinco sentidos. Neste mundo tudo flui e portanto não é perene, as coisas simplesmente surgem e desaparecem.

2ª parte- mundo das idéias, chegamos a um conhecimento seguro, se fizermos uso da razão. Este mundo das idéias não pode portanto ser conhecido através dos sentidos. As idéias são externas e imutáveis.

A alma existe é imortal. Ela sempre existiu no mundo das idéias. Quando vem ocupar o corpo ela se esquece das idéias perfeitas, quando a pessoa entra em contanto com a natureza aos poucos uma vaga lembrança vai emergindo dentro da alma.



Mito da caverna.

Fundou a Academia- lugar para refletir sobre as idéias, não necessariamente para ensinar.

República- fenômeno político que tanto preocupou Platão. Aspirava por um modelo ideal de Estado baseado na Justiça e nas Leis. Imaginava para dirigir este Estado, um grupo de magistrados que fossem filósofos –políticos, orientados pelo amor á verdade, faculdades de bem discernir, plena sabedoria, temperança e harmonia interior.

Educação das crianças pelo Estado sem que os pais e os filhos se conhecessem, substituir a família consangüínea pela coletiva.

Amor total a tudo e a todos – Amor Platônico

Queria encontrar o eterno e imutável em meio às mudanças. Foi assim que chegou às idéias perfeitas, que estão acima do mundo sensorial. Considerava essas idéias mais reais do que os próprios fenômenos da natureza. Primeiro vinha a idéia “cavalo”e depois todos os cavalos do mundo dos sentidos.


ARISTÓTELES- 384-322 A.C- usava a razão e os sentidos; interessava-se pelas mudanças da natureza.

Importância para a cultura européia : criador da uma linguagem técnica usada até hoje pelas mais diferentes ciências.

Foi o criador da Lógica Formal. Talvez mais cientista que filósofo,e escreveu sobre todos os assuntos- desde meteorologia, física, astronomia, história dos animais, ética política e metafísica.

À lógica determinou de ORGANON- o instrumento de toda e qualquer ciência. Sua teoria mais importante foi “o Ato e potência através das quatro causas – material, formal, eficiente e final.”

Acreditava que Platão tinha “virado tudo de cabeça para baixo”- concordava que o exemplo isolado do cavalo passa e que nenhum cavalo vive para sempre.Concordava que a forma do cavalo era eterna e imutável mas a idéia cavalo não existia antes da experiência vivida.

Para Aristóteles não existe nada na consciência que já não tenha sido experimentado pelos sentidos.

Lógica – estabeleceu normal rígidas para que conclusões ou provas pudessem ser consideradas lógicas e válidas.

Todas as criaturas vivas são mortais.

O homem é uma criatura viva, logo o homem é mortal.

Divide a natureza em coisas inanimadas e criaturas vivas

Ética- o homem só é feliz se puder desenvolver e utilizar todas as suas capacidades e possibilidades.

Três formas de felicidade:

-vida de prazeres e satisfações

-vida como cidadão livre e responsável

-vida como pesquisador e filósofo

É preciso integrar as três formas para que o homem possa levar a vida realmente feliz. Os extremos são expressões de um modo errado de viver.

Política- o homem é um ser político. Sem a sociedade ao nosso redor não somos pessoas no verdadeiro sentido da palavra. A família satisfaz as necessidades primárias, mas o Estado é a forma mais elevada do convívio humano.

-Monarquia- degenera na tirania

-Aristocracia- degenera em oligarquia

-Democracia- degenera no “domínio da plebe”

Mulher – era um homem incompleto. O filho herda apenas as características do pai.

Diferença entre Ética e Moral :

Ética é a ciência da moral. Estuda a conduta humana sob o ponto de vista do bem e do mal.

Moral é a parte da filosofia que trata dos bons costumes, deveres e modos de proceder dos homens para com os outros. Doutrina dos princípios práticos da vida.
HELENISMO- período entre Aristóteles e a Idade Média, dominação macedônica, período de aproximadamente 300 anos onde a cultura e a língua grega predominam.

A partir do ano 50 A.C, aproximadamente, Roma passou a assumir o predomínio militar, conquistou os reinos helênicos(Macedônia, Síria e Egito) e a cultura romana, bem como a língua latina, passaram a predominar desde a Espanha até o extremo na Ásia. Como Roma tinha também sido uma colônia grega, a cultura e a filosofia grega continuaram a predominar apesar da política grega não mais ter importância.


Estoicismo- o mundo é constituído de átomos que se agregam e desagregam no vácuo e não de acordo com a vontade das divindades. A alma é material e dissolve-se junto com o corpo. O homem não é senhor de seu destino, é um elo em uma cadeia ininterrupta. É livre só no sentido de rebelar-se mas não conseguirá mudar nada. Por meio da resignação alcançará a paz. Ensinavam a tolerância, generosidade no trato dos demais, autodisciplina, o homem não deve fugir da sociedade e dos negócios públicos.
Ataraxia- atitude impassível diante do mundo e de seus sofrimentos.
EPICURISMO- acreditavam que as coisas são compostas por átomos mas estes não são unidos ao acaso. Acreditavam na liberdade humana, aceitavam uma satisfação moderada dos prazeres carnais, mas o mais alto dos prazeres está na serenidade da alma, na ausência completa da dor física e moral. Este fim só pode ser atingido pela eliminação do medo do sobrenatural. A ama é material e não sobrevive ao corpo Os deus estão fora do mundo e não se preocupam com os homens, assim não recompensam nem punem.O supremo bem é a tranquilidade da alma.
IDADE MÉDIA- Os primeiros 400 anos são considerados de “baixa produção filosófica”. Para os filósofos da I.M, o cristianismo era uma verdade irrefutável, a questão era saber se tínhamos que simplesmente acreditar ou poderíamos usar a razão para nos aproximar da verdade. Havia alguma contradição entre a Bíblia e a Razão, ou será que a fé e o conhecimento podiam conviver em harmonia ? Quase toda a filosofia da I.M gira em torno dessas questões.
SANTO AGOSTINHO- 354-430, no início era Maniqueu(doutrina de salvação meio filosofia meio religiosa.Divide o mundo em bem e mal, luz e trevas, espíritos e matéria. Graças a seu espírito o homem pode transcender a matéria e salvar sua alma; Divisão rígida e estanque). Entretanto não aceitava esta divisão rígida, tornou-se Neoplatonista(toda existência humana é de natureza divina), tornou-se cristão, mas influenciado por Platão. Afirmava que há limites para que a razão quando se trata de religião. O cristianismo é um mistério divino que só podemos chegar através da fé.

Para ele Deus teria criado o mundo do nada, assim antes do mundo existir, ele já existia no mundo das idéias de Deus. O mal era a ausência de Deus, o homem é um ser espiritual, mas toda a raça foi amaldiçoada pelo pecado original, entretanto Deus escolheu alguns homens para a salvação. Não nega o livre arbítrio mas acredita que Deus já fez a escolha dos que herdarão o céu. Divide a história na luta entre o bem e o mal.


FILOSFIA ESCOLÁSTICA- recebeu este nome pois na I.M a ciência estava nos mosteiros e escolas episcopais, assim não indica uma doutrina e sim um método. Uma questão importante foi a crença na realidade da idéia universal.

Três escolas se preocuparam com esta questão:

-a Escola Realista- sustentava que as idéias gerais existiam antes das coisas.

-a Escola nominalista- sustentava que as idéias eram somente nomes e só existiam depois das coisas.

-a Escola Conceptualista- admitia a idéia geral mas na coisa individual.

Foi a verdadeira “idade do ouro” da dialética, mas uma dialética sem Crítica. Era autoritária, baseava-se mas na lógica do que na ciência ou na experiência; ética, seu fim era descobrir como o homem podia melhorar esta vida e assegurar a vida extraterrena. Não se preocupava com as causas e relações das coisas e sim os atributos. O universo era estático e assim bastava explicar o significado e a finalidade das coisas, sem investigar a origem e a evolução.


SÃO TOMAS DE AQUINO- 1225-1274, podemos dizer que foi “o responsável pela cristianização de Aristóteles”, isto é foi responsável pela interpretação e entendimento de sua filosofia adaptando-a ao entendimento cristão. Para ele existe apenas uma verdade, quando Aristóteles nos mostra que alguma coisa que reconhecemos como certa pela razão e observação; isto não contradiz a religião cristã. Entretanto conhecemos somente uma parte da verdade, a religião nos dará a outra metade.

Aceita a existência de Deus como causa primordial, sendo provada esta idéia através de Aristóteles.

Acreditava num grau crescente de existência que vai das plantas e animais até o homem, onde Deus seria o ápice. Os anjos não tem corpo portanto não morrem e tem inteligência direta e instantânea, diferente dos homens que precisam refletir

Seus objetivos fundamentais eram:

-demonstrar a racionalidade do universo

-estabelecer a primazia da razão

Acreditava que o universo fosse um todo ordenado e governado por finalidades inteligentes. Todas as coisas foram criadas para tornar possível esta realização de justiça, paz e salvar a humanidade.

Admitia que algumas colocações do cristianismo não pediam ser provadas pelo intelecto, mas negava que fossem contrária à razão pois o próprio Deus é um ser racional.

Afirmava que o mais alto bem para o homem é a compreensão de sua verdadeira natureza, que consistia no conhecimento de Deus, que pode ser atingido em boa parte pela razão, mas que somente se realizará com a perfeição na vida futura.

Adotou a idéia aristotélica sobre a mulher



RENASCIMENTO- “De volta às fontes” – Antiguidade

“Os cavalos nascem, ao passo que os homens se formam”


Reativação comercial, Grandes Navegações.

Nova visão do homem – algo infinitamente grandioso e valioso.


MARCÍLIO FICINO-

“conhece-te a ti mesmo, ó linhagem divina vestida em trajes mortais”


Características: individualismo enfraqueceu o princípio da autoridade, desenvolveu o espírito crítico, deu origem ao racionalismo, provocou a crise religiosa que resultou na Reforma.

Filosofia baseada no estudo mas positivo da natureza, método empírico. Facilitado pela invenção da imprensa.

Homem que se ocupa com todos os aspectos da vida, da arte e da ciência.

Arte – representação de nus.

Concepção de vida absolutamente nova, o Homem não existe apenas para servir a Deus, mas também para ele próprio.

Diferença entre o humanismo da Antiguidade:

Na antiguidade o homem devia representar a tranquilidade, temperança e autodomínio

No renascimento o homem deve desenvolver-se livremente, seu objetivo era ultrapassar todas as fronteiras.

Nova concepção de natureza, a natureza é algo positivo, Deus está presente na sua criação final (PANTEÍSMO) – natureza é um desdobramento de Deus.

Novo método científico: contra a crença cega das “antigas autoridades”(princípios cristãos, filosofia natural aristotélica, convicção que um problema só podia ser resolvido pela reflexão).

O princípio vigente era que a investigação natural devia se constituir fundamentalmente na observação, na experiência e nos experimentos, método empírico.
MAQUIAVÉL- 1469-1527- formação do Estado nacional-“O Príncipe”- nova moral – autoritária, laica (não religiosa), a ética (se comparada com as concepções medievais).
GIORDANO BRUNO- 1550-1600 – italiano, religioso, católico depois adota o calvinismo, mas acaba indispondo-se com Calvino. Opôs o cristianismo a religião natural. Foi queimado vivo como herege.
JEAN BODIN- 1520-1596- “A República” – defendeu a monarquia temperada pelos Estados Gerais (“oligarquia”).
HOBBES- 1588-1679- “Leviatã” – discípulo de Bacon, “O Homem é o lobo do homem”. O Leviatã seria o Estado, que engole o indivíduo mas não o digere.
BOSSUET- 1627-1704- “Política tirada das Sagradas Escrituras”- Tória do Direito Divino.
COPÉRNICO- 1473-1543- astrônomo polaco. Afirmou o duplo movimento dos planetas sobre si mesmo e a volta do sol. Visão heliocêntrica do mundo.
GALILEU- 1564-1642 – físico, astrônomo italiano, inventou a luneta. Observou astros, provocou teoria de Copérnico.

KEPLER- 1572-1630 – astrônomo alemão, inventou o telescópio astronômico e fundador da mecânica celeste. Leis de Kepler usadas por Newton.
FRANCIS BACON- 1561-1626 – inglês – criador do método experimental de que formulou leis. È uma reação contra o método estéril do silogismo que apoiando-se em uns princípios admitidos sem verificação tinham enchido a ciência e a filosofia da I.M de discussões verbais.

“Novum Organum” – a observação dos fenômenos da natureza e a experiência que se lhes aplica para a descoberta das causas. Um antecedente é a causa procurada se o efeito que produz estando presente este antecedente é o esperado, não produz o efeito se estiver ausente, se varia, variando este antecedente.

SABER É PODER
ILUMINISMO- Século XVIII – questiona o Antigo Regime (absolutismo, mercantilismo,clericalismo) defende o liberalismo – lei de oferta e procura. Separação dos poderes, liberdade religiosa, direito do povo de se rebelar caso o governo viole os direitos naturais.
DESCASTES- 1596-1650 – pai do racionalismo.

Penso logo existo.

Problemas maiores compostos por problemas menores.

Lógica do funcionamento do relógio.

Ponto, reta, plano.

Discurso do método – deve-se duvidar de tudo.


NEWTON- 1624-1717 – todos os planetas giram em torno do sol – leis válidas para o universo, afastou a idéia que as leias “do céu” eram diferentes das “da terra”.

Leis da natureza- prova que Deus existe.


LOCKE- 1632-1704 – “um ensaio sobre o entendimento humano”, todos o nosso pensamento e noções nada mais são do que um reflexo daquilo que um dia sentimos ou percebemos através dos nosso sentidos.

Qualidades sensoriais primárias- peso, forma, movimento, número de coisas- nossos sentidos reproduzem as verdadeiras propriedades das coisas.

Qualidades sensoriais secundárias- cores, cheiro, gosto, sons, reproduzem apenas o efeito que essas características exercem sobre nossos sentidos.

“Segundo Tratado de Governo Civil” – ideólogo da Revolução gloriosa – pregava o direito do povo de se rebelar, caso o governo violasse os direitos naturais.


VOLTAIRE – “Cartas Inglesas e Catas Filosóficas” – foi o que melhor encarnou o espírito do século XVIII, Defendia o direito do indivíduo à liberdade política de expressão.Condenava o absolutismo, mas defendia uma monarquia centralizada em que o governo seria assessorado por filósofos. Em seu pensamento é que inspiram os déspotas esclarecidos.
MONTESQUIEU- “O espírito das Leis e Cartas Persas”- para ele não existia uma forma de governo ideal, para cada país um tipo de instituição política, econômica e social. Principal contribuição foi a doutrina da divisão dos três poderes.
ROUSSEAU- “O contrato social” – o mais radical e popular dos filósofos. Criticava a propriedade privada. Desenvolveu a concepção da sabedoria popular- a vontade da maioria e a idéia do bom selvagem”- o homem nascem bom, a sociedade o corrompe.
HUME- 1711-1776 – “Embora m filósofo possa viver longe dos negócios, o espírito da filosofia,se cuidadosamente cultivado por alguns, difunde-se gradualmente, através de toda a sociedade e confere a todos as artes e profissões semelhante correção.”

Não existe idéias inatas, elas vão se formando ao longo da vida. O ponto zero das idéias é, portanto a mais tenra idade e elas se formam a partir da experiência.

Todos os conteúdos da consciência constituem percepções, que se subdividem em :

-Impressões – são as percepções vivas (quando ouvimos, vemos, sentimos, amamos, desejamos ou queremos)

-Idéias e pensamentos – percepções mais fracas que as impressões; são cópias destas e ocorrem quando recordamos, imaginamos e refletimos;

Obra – “Investigação acerca do entendimento humano”.

Deve-se compor as idéias complexas nas simples. Isto é importante para descobrir noções falsas, uma vez que a mente tem muita liberdade e não muito controle sobre as idéias, razão pela qual confunde coisas semelhantes, misturando-as e fazendo crer que a elas corresponde alguma impressão, isto é, que elas existem. Exemplo : anjo – idéia complexa. União da déia simples asa e homem; sereia- idéia complexa, união simples mulher e peixe; Deus – idéia complexa, união das idéias simples – bondade, sabedoria, justiça e homem.

Os processos de entendimento são também resultado da associação de idéias (reunião de idéias simples ou complexas) :

-semelhança – quando vejo um retrato penso no que está retratado

-continuidade – idéia neve faz pensar em branco, pois neve e branco são idéias próximas.

-causalidade – idéia de ferimento leva a pensar na idéia de dor, relação de causa e efeito.
Investigação humana em dois gêneros:

-relação de idéias – ciências lógicas e matemáticas, podem ser resolvidos por simples operações do pensamento e não dependem de algo existente no universo.

Exemplo:3x5 = ½ de 30

-relação de fatos – resulta da relação que fazemos entre fatos, acontecimentos e coisas vividas.


-As relações de fatos estabelecidas pela mente não se baseiam em nenhum princípio racional mas apenas na experiência, isto é no habito. Assim relacionamos dor a ferimento e passamos a acreditar que a causa da dor é o ferimento, quando na realidade são duas experiências distintas.

A causalidade – aquilo que diz que todo efeito deve ter uma causa, como princípio racional não passaria de outra ficção racionalista, pois as causas e os efeitos não são descobertos pelas razões, mas pela experiência.

Criamos as crenças que nada mais são do que acreditarmos em algo devido à regularidade com que nossas experiências se repetem, gerando o costume e o hábito.

Era agnóstico – não prova nem duvida da existência de Deus.


KANT- 1724-1804- “Nossa época é a época da crítica, a que tudo deve se submeter.”

Professor universitário de filosofia.

Obra – “Crítica da razão pura.”

Para Kant tanto os sentidos quanto a razão são fatores determinantes no processo de conhecimento das coisas.

Tempo e espaço não são abstrações ou algo que existe fora de nós, eles constituem formas de sensibilidade, isto é, ferramentas humanas inatas e necessárias ao homem para que ele possa construir toda sua experiência de mundo. Essas formas de sensibilidade atuam como filtros ou lentes que definem como percebemos a realidade. Exemplo – óculos vermelhos para enxergar a algo não muda o que vemos e sim a nossa maneira de ver.

Entendimento ou faculdade de pensar e julgar – todo juízo é uma síntese efetuada pelo entendimento que unifica as muitas representações que aparecem na sensibilidade.

Kant acreditava que a causalidade é algo que deriva do nosso entendimento, isto é, nós é que criamos essa relação.

O homem jamais seria capaz de chegar a um conhecimento SEGURO das coisas, pois ele as enxerga de acordo com suas sensibilidades.

Os homens possuem uma razão prática , que nos diz o que é certo e o que é errado no campo da moral. Ela nos diz como se comportar em todas as situações.
HAGEL- 1770-1831- Acreditava que as bases do conhecimento humano mudavam de geração para geração, assim não existem verdades eternas. Não existe uma razão desvinculada do tempo. O único ponto que a filosofia pode ater-se é à história.

O certo e o errado só podem ser entendidos dentro do contexto histórico.

Não se pode separar filosofia do contexto histórico, sendo que a razão é progressiva pois sempre se acrescenta algo novo ao já existente.

A humanidade caminha para o autoconhecimento e autodesenvolvimento cada vez maior.

Dialética – tese, antítese e síntese.

Hegel chama de FORÇAS OBJETIVAS a família e o Estado, vê o indivíduo como uma parte orgânica de uma comunidade.

A razão se revela sobretudo através da língua e a língua é o universo dentro do qual nascemos. Não é o indivíduo que cria a língua e sim a língua que cria o indivíduo. Como o indivíduo nasce no interior de uma língua, nasce também no interior do meio histórico. Quem não consegue seu lugar no Estado é um ser “a-hisórico.”

O Estado é mais do que o cidadão isolado. É mais do que a soma de todos os cidadãos.


MARX- 1818-1883- Escreveu com Engels o Manifesto Comunista,fundador da primeira Internacional, definiu sua filosofia com O Capital (1867). O Marxismo fundamenta-se em uma explicação puramente materialista dos fatos econômicos e histórico. Período da Revolução Industrial.

As condições matérias da vida numa sociedade determinam nosso pensamento e consciência. Tais condições são decisivas para a evolução histórica.

Bases da sociedade- relações econômicas, materiais e sociais.

Superestrutura- modo de pensar, instituições políticas, leis, religião, arte, moral, filosofia.

Modo de produção – maneira de produzir, determina as relações políticas e ideológicas.

Classe dominante de uma sociedade determina o que é certo ou errado.

Luta de classes – disputa sobre a quem deveriam pertencer os meios de produção.

Luta entre burgueses e proletários. Como a classe dominante não abriria mão de seus privilégios, só uma revolução seria capaz de provocar uma modificação;

Alienação – como o trabalhador trabalha para outra pessoa, seu trabalho é algo externo a ele mesmo. Assim acaba se alienando em relação ao trabalho e a si mesmo.

Mais valia – lucro.

Contradição do capitalismo – necessidade de aprimorar o trabalhador para utilizar a tecnologia mais avançada, leva este trabalhador a reivindicar seus direitos;

Ditadura do proletariado – proletariado se rebelaria e tomaria o poder.

Comunismo – sociedade sem classes, cada um trabalharia de acordo com suas capacidades e ganharia de acordo com suas necessidades. O trabalho pertenceria ao próprio povo e terminaria a alienação.
SARTRE- 1905-1980 – filósofo, romancista, dramaturgo e político francês. Foi um dos principais expoentes do existencialismo.

Propõe uma visão do homem como dono de seu próprio destino e cuja vida é definida por seu projeto e por suas próprias ações.



O traço fundamental do existencialismo é colocar a liberdade como fundamento, que o homem só pode esquecer por má-fé. Não somos predestinados antes de nascer, mas criamos nossos destinos com nossa vontade livre; somos responsáveis por tudo o que fazemos. É pois, antes de mais nada, uma perspectiva moral, um “humanismo”, convidado ao engajamento social do homem, como ser responsável pelo o que os outros homens são.

Obras- “Critica da Razão Dialética”, “A Imaginação”, “A Transcendência do Ego” , “A Náusea” , entre outras.



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