Flowers dedicação Sumario



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FLOWERS

Dedicação

Sumario
Estilos do Rock´n Roll a apresentar (Pág. X)
Patriocinador (Pág. X)
Influencias musicais (Pág. X)
Set List (Pág X)
FLOWERS (Pág X):
Capitulo 1: A queda das pétalas (Pág X)
Capitulo 2: O coração das rosas (Pág X)
Capítulo 3: A proteção das violetas (Pág X)
Capitulo 4: ‘’Mono no aware’’ (Pág X)
Capitulo 5: A direção de Lis (Pág X)
Capitulo 6: O sofrimento de Jacinto (Pág X)
Capitulo 7: A beleza de jasmim (Pág X)
Capitulo 8: A criação de Lótus (Pág X)
Capitulo 9: A bondade de Dália (Pág X)
Capitulo 10: O significado das flores (Pág X)

Estilos do Rock´n Roll a apresentar:
Punk Rock, Hard Core, Indie, Grunge, Emo Core, Power Pop, Pop Rock, Rockabilly, Heavy Metal e Hard Rock.
Patriocinador:
KISS FM (102.1 FM) (Pág. X)
Influencias musicais:
Savage Drinks (fictício) (Pág. X)
Iron Maiden (Pág. X)
Lynyrd Skynyrd (Pág. X)
Led Zeppelin (Pág. X)
Poison (Pág. X)
Skid Row (Pág. X)
For Fun (Pág. X)
Nx Zero (Pág. X)
Plastiscines (Pág. X)
Guns´n Roses (Pág. X)
Whitesnake (Pág. X)
Aerosmith (Pág. X)
Kiss (Pág. X)
Bon Jovi (Pág. X)
DIO (Pág. X)
Jota Quest (Pág. X)
Shy Girls (fictício) (Pág. X)
Beatles (Pág. X)
Pink Floyd (Pág. X)
The Who (Pág. X)
The Animals (Pág. X)
Jimi Hendrix (Pág. X)
Black Sabbath (Pág. X)
Bruce Dickinson (Pág. X)
Deep Purple (Pág. X)
Metallica (Pág. X)
Pantera (Pág. X)
Heeloween (Pág. X)
Kiko Loureiro (Pág. X)
Flowers (fictício) (Pág. X)
Capital Inicial (Pág. X)
Fresno (Pág. X)
Dr. Sin (Pág. X)
Tuatha de Danann (Pág. X)
Sepultura (Pág. X)
Paramore (Pág. X)
The All American Rejects (Pág. X)
Good Charlotte (Pág. X)
Sebastian Bach (Pág. X)
Bret Michaels (Pág. X)
Jonas Brothers (Pág. X)
Drake Bell (Pág. X)
Miranda Cosgrove (Pág. X)
Angra (Pág. X)
Ozzy Osbourne (Pág. X)
Avril Lavigne (Pág. X)
Green Day (Pág. X)
Hot Chelle Rae (Pág. X)

Set List:


Fear of the Dark do Iron Maiden (Pág. X)
Free Bird do Lynyrd Skynyrd (Pág. X)
Starway to heaven do Led Zeppelin (Pág. X)
I won´t forget you do Poison (Pág. X)
In a darkened room do Skid Row (Pág. X)
História de Verão do For Fun (Pág. X)
Nightrain do Guns´n Roses (Pág. X)
Here I Go Again do Whitesnake (Pág. X)
Dude (looks like a lady) do Aerosmith (Pág. X)
Detroit Rock City do Kiss (Pág. X)
Give me something for the pain do Bon Jovi (Pág. X)
Mr. Brightside do The Killers (Pág. X)
Fácil do Jota Quest (Pág. X)
Nothing but a good time do Poison (Pág. X)
Forever do KISS (Pág. X)
Tears of the Dragon do Bruce Dickinson (Pág. X)
Wasted Years do Iron Maiden (Pág. X)
Smoke on the Water do Deep Purple (Pág. X)
Enter Sandman do Metallica (Pág. X)
Cowboys from Hell do Pantera (Pág. X)
Sole Survivor do Heeloween (Pág. X)
No Gravity do Kiko Loureiro (Pág. X)
Missunderstood do Bon Jovi (Pág. X)
Sabbath blood Sabbath do Black Sabbath (Pág. X)
O significado das flores do Flowers (2 páginas)
Futebol, mulher & Rock´n Roll do Dr. Sin (Pág. X)

FLOWERS

Capitulo 1: A queda das pétalas

O som dos instrumentos e a gritaria do público anunciando o final de mais um show.

-Muito obrigado! – Eu agradeço – Vocês são demais meu Brasil! Até a próxima.

O público vibra, grita, bate palmas.

- Savage Drinks! Savage Drinks! Savage Drinks! Savage Drinks!

Fico no palco olhando para meus fãs e pensando em mais um show bem sucedido, Morumbi lotado, perfeito para um show e os outros da banda vão se retirando deixando o publico para trás, mas eu continuo por lá, parado, cada vez mais emocionado, algo único na vida.

Mas nem tudo nessa vida é perfeito como queremos, e tudo o que temos um dia poderá acabar, o que achávamos que era verdade era apenas uma encenação com atores muito bons que fazem até mesmo quem esta na mesma peça achar que é real.

Meu nome é Christian Drink, ou apenas Chris, pelo menos esse é o nome que me deram meu nome artístico, faz parte desse mundo em que vivo... Mas quem se importa?

Tudo começa no dia seguinte do show quando me levanto a tarde e vou para o estúdio localizado na mansão do guitarrista da banda, o Johnny Drink, ou apenas John como as grupies costumam chamá-lo.

Toco o interfone, toco varias vezes, mas engraçado, uma casa daquele tamanho e ninguém para me atender. Pego meu celular e ligo para John, três toques depois.

-Fala ai Chris! – E John me atende.

-John, aonde é que vocês estão? – Eu pergunto - Estou aqui em frente a sua casa e nada de alguém me responder.

-Relaxa Chris, estamos aqui na casa do Beto tomando um chá da tarde.

-Firmeza! Estou indo direto para ai.

Desligo o celular e entro no carro, eu não sou muito vaidoso, e nem gosto muito de me aparecer, por isso comprei um Porche para poder me locomover com mais facilidade e despercebido pelos fãs.

Não demorou muito para chegar à casa do Roberto, ou Beto Drink como mais conhecido, logo sou recebido por um rapaz não muito forte de cabelo curto e loiro, camisa branca justa e calça preta justa também, era John.

-Entre ai Chris! A turma toda esta aqui. – John comenta.

Sinto-me um pouco excluído dessa turma, entro meio sem vontade, mas tenho que estar lá, já que tivemos um show no dia anterior e temos que comemorar e pensarmos no nosso próximo álbum.

Entro na casa e realmente estão todos por lá, de boné com camisa azul e bermuda bege o baterista e dono da casa Beto, ao seu lado uma morena bem vestida com suas mamas bem a vista Gabriela a namorada de Beto, um pouco ao lado deles está um rapaz chamado Ricardo, ou Richard Drink, o baixista da banda, vestido do mesmo estilo que John e ao seu lado uma loira de vestido branco justo mostrando suas maravilhosas pernas, era Pamela, a namorada de Richard.

O interessante é ver nosso empresário Alexandre, ou somente Alex, com seu terno e gravata ao lado de uma morena que praticamente está sem roupa com aquele vestido preto e aquele salto alto empinando o seu traseiro, eu me lembrei dela, é uma de nossas grupie, ela se chama Viviane, a garota que todos da banda já tiveram aquela noite selvagem de amor.

Já estou sem vontade de estar por lá, pelo menos minha namorada Ana está junto com o pessoal, minha nega com short preto e uma blusa verde com seus longos cabelos morenos e lisos sentada sozinha, sento-me ao seu lado e lhe cumprimento com um beijo suave. Mas ainda tenho perguntas para fazer.

-Porque não me avisaram que viriam aqui para a casa do Beto hoje? – Pergunto para eles.

-É que depois do show acabamos dando um role pela cidade para comemorar um pouco e acabamos dormindo aqui na casa do Beto – Me responde John.

-Mas porque não me avisaram que vocês iriam sair depois do show? Procurei vocês, tentei ligar e nada! – Pergunto com um tom maior que o anterior.

-Relaxa Chris! – Fala Richard – Nós achávamos que você estava dormindo e achamos melhor não acordá-lo e deixá-lo dormindo, já que você parecia estar bem cansado depois do show.

-Está tudo bem – Comento - Acho que foi melhor mesmo eu ter descansado, estava precisando de um pouco de descanso.

Falo isso apenas por falar, a verdade foi que fiquei decepcionado com o grupo, mas sem problemas algum, Ana está ao meu lado para me dar um pouco de carinho, lhe abraço e começo a beijá-la, mas ela está estranha, sem animo parece.

-Licença Chris! – Ana me pede - Preciso ir ao banheiro.

Não sei se isso é verdade, mas como um bom namorado eu não quero falar nada, apenas fico olhando para ela e a vendo fugir de mim daquele momento que eu tanto preciso dela.

Não estou com vontade alguma, fico ali, sentado no sofá de couro de Beto, mas sem muito que falar umas palavras ou outras saem de minha boca, mas para que? Eles não me dão muito ouvido também.

Levanto-me e vou procurar Ana e que coisa fantástica, a vejo com John conversando paralelamente na cozinha, e que cozinha, parece até uma cozinha de algum restaurante grande, um gastrônomo se realizaria naquele local.

“Mas voltando para o assunto” Os dois conversando e rindo no maior alto astral e eu esperando por Ana para ver se ela me agrada um pouco, fico nervoso com a cena, mas não demonstro, já que Ana é minha namorada e John o meu melhor amigo, só me resta me despedir de todos e ir embora.

-Ana! – A chamo – Você vem comigo?

Parece que ela entende o motivo.

-Vamos sim amor! – Ana me responde - Só vou me despedir do pessoal!

“Ela estava realmente animada”.

Despedimos-nos de todos e fomos embora, John abre o portão para nós e se despede de nós.

-Até mais... – John se despede – Espere Ana! Não vai se esquecer!

-Relaxa John, já disse que não esquecerei. – Ana comenta.

Faz tempo que Ana não fala dessa maneira comigo, tão animada assim.

No caminho tento deixar ela feliz como estava na casa de Beto.

-Se esquecer do que amor? – Pergunto.

-Nada não Chris, é besteira... – Ana me fala com um sorriso falso.

Já sei que não devo insistir, mas também não quero, já estou nervoso de mais com tudo que vêem ocorrendo.

-Vamos lá para a minha casa... – Falo para Ana.

-Não Chris! – Ela responde – Preciso ir para a minha casa, estou exausta, preciso muito descansar.

Fomos assim o caminho inteiro, tento conversar com ela, mas todo assunto que me vem à cabeça ela responde com rapidez, sei que não irá ocorrer conversa alguma, então resolvo ficar quieto e deixá-la na casa dela.

Finalmente chego à casa de Ana, beijo ela com esperança que ela se interesse pelo mesmo, mas não, foi um beijo rápido e sem emoção alguma. “Onde está aquela Ana que conheci, com aquele beijo fantástico que sonhava todo dia?”

Ela desce do carro e vou atrás dela saber a verdade.

-O que está acontecendo Ana? – Pergunto.

Incrível ver que ela nem nos meus olhos olha.

-Não aconteceu nada Chris, só estou cansada! – Me responde como se quisesse se livrar de mim.

Fico olhando para Ana até ela me olhar nos olhos, quando isso finalmente acontece lhe dou um beijo e vou embora sem falar mais nada apenas a vendo entrar rapidamente em sua casa.

Ligo o carro e volto para casa, ao chegar como algo rapidamente, vou para meu quarto, pego o violino e o olho bem para ele, penso em Ana por um tempo e dou um tapa em minha cabeça.

-Pare! – Falo para mim mesmo – Pare de pensar nela Chris, isso tudo são coisas da sua imaginação.

Seguro com firmeza o meu violino e começo a tocar “Fear of the Dark do Iron Maiden” e assim é a minha tarde, eu, meu violino e a melancolia que me atinge.

Ainda bem que existe a noite, quem sabe tudo se resolve.

“Se existe destino, então o meu já passou da garantia” Pego o telefone e ligo para o celular de Ana, mas ela não atende, tento outra vez, mas nada, resolvo ligar para a casa dela e finalmente alguém me atende, mas não era a Ana, quem me atende é a mãe dela.

-Boa noite Helena! – Cumprimento - A Ana se encontra?

-É o Chris certo? – Fala Helena - Então Chris, me desculpa, mas a Ana acabou de sair, o pessoal da banda veio aqui e a levou, ela me disse que ia te encontrar por lá.

-É verdade, eu que estou atrasado, muito obrigado Helena, até mais! – E desligo.

Engraçado como estou sabendo das coisas e como minha namorada se comunica comigo, daqui a pouco estaremos lançando álbum novo e fazendo shows e eu nem vou saber.

Tento ligar mais algumas vezes para Ana, mas o celular dela deve estar desligado, ou ela está muito ocupada falando com as outras pessoas.

Mas não foi só aquela noite, mas a semana inteira foi assim, tento falar com Ana a semana inteira, mas ela nunca me atende ou nunca está em casa e para piorar eu nem sei do porque dela não querer mais falar comigo, do porque ficar me ignorando tanto assim, o que será que eu fiz?

Porem não posso ficar só me preocupando com a minha intimidade, ainda tenho a minha banda e minha carreira para pensar, e por isso no fim de semana vou até o estúdio para mostrar umas músicas novas que compus antes do ultimo show e quero muito mostrar para a banda para o nosso novo álbum.

Realmente meu destino já passou de garantia, não só passou da garantia como também já perdi o seguro de esperança. Quando chego à casa de John uma multidão em frente à casa dele e muitos cabeludos entram em sua casa.

Conforme vou entrando muitos deles vão me olhando torto e alguns até me pedem autografo, não paro e nem dou atenção para ninguém, mas tenho vontade de saber por que alguns estão me perguntando o porquê eu havia feito aquilo? Mas aquilo o que? O que foi que eu fiz?

Calma Chris! Não de ouvidos a eles, eles só são fãs e logo estaremos no estúdio com a banda mostrando as novas musicas para o novo álbum e em vez dos fãs estarem te criticando estarão te elogiando pelas novas canções.

Quem disse que eu teria paz, os fãs abusam tanto da abertura da casa, que quando entro no estúdio vejo logo de cara um fã na minha posição cantando o refrão de uma das musicas que eu mais gosto de cantar nos palcos.

Pelo menos eles me respeitam quando me vêem ali parado olhando o ser estranho cantando e que cara estranho mesmo com cabelo curto, de topete achando que vai cantar em um men´s group.

-Ele é parente de alguém?.. – Pergunto nervoso - E aqueles fãs ali fora, o que eles estão fazendo aqui no estúdio?

Até eu percebo que falo com tom de nervoso, ainda bem que John vem para explicar tudo e fomos para um canto mais reservado.

-Olha Chris! – John começa - Já lhe peço desculpas desde já, e a verdade sobre tudo que está rolando aqui, todas essas pessoas aqui no estúdio e esse cara no seu lugar é que... – John suspira um pouco – A verdade é que conversamos muito essa semana sobre a banda e principalmente sobre você Chris...

-O que eu tenho haver com tudo isso? – Meu tom de raiva já mostra que eu já sabia o que virá pela frente.

-Preste atenção Chris! Nós pensamos muito e achamos que você não faz parte da banda, você não se encaixa nela, compreende? – John me olha nos olhos – E agora estamos fazendo audições para encontrar um novo vocalista para o Savage Drinks.

Não sei como ele consegue olhar nos meus olhos e falar com tanta calma, o que não é à mesma coisa comigo.

-Como vocês podem fazer isso comigo? – Já estou praticamente berrando – Porque não vieram falar comigo? Porque não me avisaram sobre toda essa palhaçada? Porque fazer me humilhar tanto assim?

-Calma Chris! – Fala John - Relaxa cara! Desculpa... Mas eu não pude fazer nada, juro que tentei convencer eles para você ficar, poxa Chris, somos parceiros, acredite em mim.

-Então porque você não me avisou sobre tudo isso? – Pergunto – Agora estou aqui me humilhando na frente de todos, dos fãs, que nem devo ter mais.

-Não é verdade Chris, você pode ver como todos são seus fãs, todos que estão aqui na audição tentam te imitar, eles te amam...

-Não fale mais nada John!

Beto me ouve falando alto com John e vem para cima de mim para jogar as verdades na minha cara competindo com o tom de voz comigo.

-Fala a verdade logo para ele John – Comenta Beto - E expulsa ele daqui o mais rápido possível.

-E qual seria essa verdade Roberto? – Pergunto me aproximando dele para ver se arranjo briga.

-A verdade Christian, é que você não é mais da banda, a verdade é que não gostamos de você Chris, você se acha a estrela da banda, o dono dela e que se não fosse você a banda não faria o menor sucesso.

-O quê? – Grito - Isso não é verdade! Eu sempre dei oportunidades para vocês cantarem, comporem e fazerem as suas próprias músicas, mas vocês nunca queriam, deixavam tudo nas minhas costas, por três álbuns, mesmo com esse empresário inútil que temos, eu quem corria atrás das coisas da banda, como show e eventos e ainda tenho que ouvir isso? Não acredito que vocês estão me expulsando só porque eu quem fazia tudo já que vocês não tinham capacidade pra irem atrás das coisas para a banda...

Desisto na mesma hora, eu sei que eles só estão me usando para o sucesso deles, apenas balanço a cabeça como negação a eles.

-Eu vou embora, não me procurem mais, vocês são um bando de aproveitadores. – Comento.

-Calma Chris! Relaxa cara, você está muito nervoso – John tenta me acalmar. Apenas olho para ele com cara de desiludido, ainda mais quando vejo Ana.

Vou até Ana, pego sua mão.

-Vamos embora daqui Ana – Falo para ela - não dá mais para ficar nesse lugar!

Ana me olha assustada porem vem comigo. Mas a queda das pétalas mostra que tudo acabou. Passamos do portão principal e Ana atrás de mim.

-Porque você parou Ana? – Já mostro estar impaciente.

-Precisamos conversar Chris! – Dessa vez ela olha em meus olhos.

-Ótimo! Então vamos conversar... Porque você não me atendia essa semana?

-Era sobre isso mesmo que eu queria conversar com você Chris – Ela abaixa a cabeça e levanta novamente olhando aos meus olhos – Queria que você não ligasse mais para mim Chris!

-Mas por quê? O que eu fiz Ana? – Eu pergunto.

-Nada Chris! Mas é que não dá mais para continuarmos juntos, preciso de um tempo só para mim.

-Eu não entendo, eu... – Mas Ana me corta.

-Desculpa Chris, mas será melhor assim.

Não tenho o que fazer, apenas fico calado na frente dela esperando aquela estrela da esperança para que tudo mude.

-Tudo bem Ana... – Comento olhando em seus olhos.

Olho para Ana desiludido entro no meu carro e vejo ela entrando na casa de John.
Passo mais uma semana trancafiado em casa, sem ter a menor noticia do mundo, isolado, ouvindo baladas do Rock e tocando aquelas músicas de solidão, de tristeza, musicas de artistas famosos e musicas próprias.

Choro tanto no primeiro dia, que nos outros já não consigo fazer mais nada, pareço conformado e ao mesmo tempo inconformado, já não sei o que estou sentindo e meus instrumentos estão chorando por mim, meu violino, minha gaita e minha guitarra, principalmente, irão precisar de um antidepressivo depois que tudo melhorasse para o meu lado. “E quando é que meu lado irá melhorar?”

Ainda bem que existe a mídia para eu saber o que está rolando atrás daquelas paredes que estou confinado e ao ligá-la preciso saber sobre o mundo da musica, o que está se passando e principalmente se estão falando sobre mim.

MTV, adoro aquele canal, já fiz varias entrevista para eles, tudo com o maior prazer. Mas pela primeira vez estou sendo negativo com o canal, já que a entrevista é com o Savage Drinks e para piorar, estão anunciando o seu novo vocalista.

-Porque trocaram Chris e colocaram o Caio como novo líder da banda? – Pergunta um repórter.

-Porque ele não conseguia acompanhar a banda, ele já não fazia parte dela! - Ainda bem que é o John quem responde a pergunta.

-E esse novo vocalista? Ele é melhor do que Chris? – Pergunta outro repórter.

-Sem duvidas! Senão ele não estaria aqui! – John responde com todo o seu sarcasmo esperando que eu esteja assistindo.

Não resisto e pego logo a guitarra que Ana havia me dado de aniversario, linda a guitarra, bem ao estilo Hard Rock, branca, com alguns detalhes roxos e rosa, amava aquela guitarra, não daria ela por nada nesse mundo. Até aquele momento em que pego a guitarra e quebro minha televisão com ela e para finalizar o serviço acabo de quebrar a guitarra e exponho todo minha raiva naquele momento.

Fico isolado por uma semana, sem a menor vontade de sair de casa, ainda mais depois de ver aquele depoimento maravilhoso daquele que se dizia ser o meu melhor amigo, falou tão bem de mim para o mundo, sem falar que agora não tenho alguém para me acariciar nesses momentos sombrios.

Resolvo tentar algo novo, mudar de vida e finalmente tentar o estilo de vida que deveria ter sido no Savage Drinks, e realmente me transformar em uma bebida selvagem, dá até para imaginar as grupies me chamando “Por favor, garçom! Vê-me um copo de Chris Drink!” Acho que por isso que pego meu carro e vou até o mercado.

Nunca pensei em gastar tanto com algo que não tenho a menor idéia se vou gostar ou não, meu carro parece uma adega, vários tipos de bebidas, caso não goste de uma, tem outra e ainda tem vários tipos de cigarros. Estou pronto para afundar o meu barco.

Estou pronto até lembrar que sou famoso e ser barrado por uma multidão de fãs e repórteres, é tudo o que eu quero reaparecer na mídia com aquela sensacional reportagem sobre o que eu não tinha falado.

-Chris! Como se sente sendo expulso da banda? – Pergunta um repórter.

-Por que você não se encaixava na banda? Você não estava mais agüentando? – Pergunta outro repórter.

-Chris! Por que você não dava espaço para o resto da banda? – Pergunta um fã.

-Você realmente se achava o dono do Savage Drinks? – Pergunta outro repórter.

Entre outras perguntas do tipo em que não respondo nenhuma, apenas entro no meu carro e vou embora devagar para não machucar ninguém e não piorar a minha situação que por acaso já está muito ruim por questão.

Nada melhor que estar em casa, levo as coisas para cima e monto um bar em cima da mesa, começo com a cerveja, parece ser boa e para minha surpresa gosto de cerveja, apesar de um gosto estranho do álcool, tomo a lata inteira “E por que não duas latas?”

Cigarro! Como se fuma isso? Filtro vermelho, branco, de cravo, mentolado e tantos outros, vamos pelo branco, dizem que é mais fraco. O gosto do filtro já é ruim, mas já estou começando a ficar bêbado mesmo. Acendo o meu primeiro cigarro e puxo aquela fumaça para dentro de mim, a sinto vindo para o meu pulmão, seguro um pouco e solto ela com a maior alegria.

Continuo fumando e a graça do cigarro me pegou, estou mais bêbado que antes e nem bebi mais nada “Valeu nicotina” e assim foi, fumo um e depois outro e começo a abrir outras bebidas e desce a vodka, a tequila e um pouco de uísque e já não estou mais vendo nada.

Só lembro-me do som no máximo, eu tocando minha guitarra e gritando boa noite Brasil, vocês são demais e quebrando minha guitarra nova no chão sem dó e nem piedade dela.

“Agora eu sei o que é ressaca”.

-Maldita ressaca! – Grito

E ao me levantar vejo tudo rodando, meu estomago totalmente enjoado que não consigo ver mais nada, e aquele cheiro de pinga em todo canto, se for acender outro cigarro é capaz de explodir o local, não posso me levantar, tenho de ficar deitado concentrado em uma só posição para não piorar, tenho que dormir mais uma vez e esse é o trato que fiz comigo mesmo.

-Nunca mais vou beber e fumar na minha vida! - Essa frase faz-me lembrar de muitos amigos meus.

Vou ao banheiro, mas com medo de encontrar-lo todo vomitado, deve estar uma beleza, devo ter feito uma lavagem e tanto. Mas para minha surpresa está do jeito que deixei no dia anterior, tirando, é claro, que minha mira estava ótima e havia fezes no ralo do chuveiro “Maldita cachaça”.

Ainda bem que tem mais banheiros na casa e posso tomar um banho para tirar esse cheiro maravilhoso que está impregnado na minha pessoa.

Já está claro para mim, pego minha guitarra, meu violão, um violino e uma gaita e arrumo minhas malas com roupas simples, nada de Rock´n Roll nas minhas malas, algumas blusas me fazem até parecer um rapper, mas será melhor assim, me camuflar um pouco e mudar de vida, só não posso cortar o cabelo, o adoro.

Entro no meu carro e saio pelas estradas sem rumo algum, que o destino me guie.

Paro nos postos apenas para comprar energéticos para me manter acordado, apesar de não estarem ajudando muito, mas o que vale é a intenção. No terceiro posto que paro precisava muito usar o banheiro.

-Hey campeão! – Chamo a atenção de um frentista - Onde que fica o banheiro por aqui?

-Atrás do posto! – Responde o frentista.

Dirijo-me até o local e quando vou entrando no banheiro vejo um caminhoneiro saindo do mesmo, ele me parece meio alterado, parece que tinha tomado uns dez energéticos de uma vez.

-Posso usar o banheiro senhor? – Pergunto.

Ele me olha com os olhos arregalados.

-Pode sim garoto! – Ele me responde.

-Alias! Você sabe se existe algum hotel por aqui perto? Senão terei que dormir no carro mesmo! – Pergunto.

-Olha rapaz, hotel não tem nenhum, o que tem mais perto é um bordel, quem sabe as garotas lhe deixam dormir por lá?

-Pode ser uma boa idéia, seria bom tirar esse estresse de mim um pouco! Muito obrigado!

Quando estou para entrar no banheiro.

-Hey garoto! – Ele me chama a atenção - Se você precisar tenho algo aqui para lhe deixar acordado e caso for ir para o bordel mesmo, ele é um bom aditivo para você se divertir.

Interesso-me na mesma hora.

-Me mostre o que você tem para me oferecer! – Lhe peço.

Na mesma hora ele puxa uma cápsula com algo branco dentro do mesmo.

-Sabe o que é isso? – Ele pergunta.

Não faço a menor idéia e respondo apenas com a cabeça negativamente.

-Isso aqui é cocaína meu caro – Ele responde - Para onde você esta indo?

-Estou sem rumo algum, peguei minhas coisas e estou querendo mudar de vida.

-Muito interessante... E acho que uma não irá dar para você – Ele põe a mão no bolso e pega mais uma cápsula – fique com duas cápsulas garoto, mas cuidado com o uso delas, não vai querer cheirar-las tudo de uma vez, vai dando um tiro de cada vez senão você pode ficar muito ruim e eu sei como é isso.

Não tenho motivos para não pegar-las, embolso-as.

-Obrigado! – Agradeço.

-De nada garoto e boa sorte!

Ele vai embora e entro finalmente no banheiro, me alivio totalmente, lavo as mãos e me olho no espelho “será que devo usar isso aqui mesmo, já havia visto outras pessoas fazerem isso” Penso por mais um pouco “E por que não usar?”

Abro a cápsula, coloco um pouco em cima da pia, puxo uma nota de cem e a enrolo e pela primeira vez estou cheirando cocaína na vida. Fico me olhando no espelho e nada “Mas que merda” É melhor usar mais um pouco, vai que me da um animo. Por isso coloco mais da metade na pia e cheiro tudo, com toda a vontade que tenho.

Fico muito louco, só que para piorar meu nariz começa a sangrar e aquilo começa a subir para a cabeça e quando vou ver já estou pronto para voltar a estrada e ir direto para aquele bordel.

Guardo as cápsulas, entro no carro e vou direto à direção que o caminhoneiro havia me dito e para minha sorte chego rápido ao bordel, não vejo direito o nome do lugar, mas parece ser ótimo estar ali.

Entro no local e começo a olhar para as garotas, estou totalmente excitado e já vou direto ao assunto, analiso todas as garotas o mais rápido que posso e levo para cima uma loira que realizaria todas as minhas vontades, que iria botar para fora todo aquela minha excitação que eu estou sentindo naquele momento.

Ela é sensacional, peitos grandes, nádegas durinhas e faz um sexo que deixaria qualquer homem louco para pedir bis. Nunca imaginei que pagaria tão caro por horas e horas de sexo, mas não posso evitar, estou totalmente excitado e essa excitação demorou a noite toda e me vejo saindo do local apenas às cinco da manhã.

Estou começando a ficar com sono novamente e para isso tenho que usar a cocaína novamente, entro no carro e continuo meu rumo sem rumo algum e de tempo em tempo cheiro mais um pouco até que para minha tristeza acaba as duas cápsulas.

Preciso de mais cocaína e para minha sorte avisto uma placa dizendo que havia uma cidade próxima, não paro para pensar e começo a entrar nela, não faço a menor idéia de onde estou entrando, mas pelo menos começo a notar que estou no interior.

Já são onze horas da manhã e eu preciso muito descansar, meu corpo já não agüenta mais, preciso dormir ou conseguir mais daquela branquinha que me trouxe tanta euforia.




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