Fotografia: possibilidades de análise do trabalho feminino no beneficiamento do sisal na Bahia (1952-1968)



Baixar 47.85 Kb.
Encontro19.06.2018
Tamanho47.85 Kb.

Trabalho feminino com o sisal na Bahia (1962): fotografia, memória e espaço

Vera Lucia Cortes Abrantes


Resumo

O ato fotográfico possibilita a construção de histórias e memórias, e as múltiplas possibilidades de abordagens e conexões entre a fotografia e a memória constituem-se num dos principais vetores de estudo da imagem fotográfica. É nesse sentido que analisaremos fotografias do trabalho feminino, infantil, familiar desenvolvido com o beneficiamento do sisal, no município de Irecê, Bahia, em 1962. No conjunto das fotografias, recorte da “coleção” Tibor Jablonszky, observamos representações das trabalhadoras em seus locais de trabalho marcadas por valores culturais e sociais que definem os lugares das mulheres e meninas, diferenciados e desiguais. Há trabalhos de homens e trabalhos de mulheres, sendo que um trabalho masculino “vale” mais do que um trabalho feminino, conforme veremos.

Palavras-chave: trabalho feminino; fotografia; memória

Abstract
The act of picture-taking allows the reconstruction of history and memory. The several possibilities of different relations between photography and memory are some of the main themes in photography studies. It is within this frame of mind that we will analyze pictures of female labor in sisal processing plants in Irecê, Bahia, in 1962. The photographer Tibor Jablonszky shows, in his pictures, females at their work places, segregated by social and cultural values which defined women’s place in the society in the 1960s. Through Jablonszky’s lenses, we can see the inequality between male and female labor. The male labor was more valuable than the female labor, as we will see it.

Keys-words: rural female labor; photography; memory
A multiplicação de documentos providos de linguagem não textual, como a fotografia, evidenciou a necessidade de se estudar o significado e o conteúdo cultural desse material. A fotografia é um documento visual e seu conteúdo se mostra como meio de conhecimento e informação. Muitas vezes informações visuais contidas numa fotografia permitem melhor compreensão do passado.

É nesse sentido que analisaremos a relação entre fotografia, trabalho feminino e memória nos registros do fotógrafo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Tibor Jablonszky. Produzida durante os trabalhos geográficos de campo promovidos pela Instituição, a “coleção” adequou-se à importância de se estudar a fotografia como fonte histórica, mostrando-se como meio de conhecimento dos diferentes aspectos do território brasileiro. Assim, apresentamos nesta comunicação a produção fotográfica de Jablonszky no que se refere às representações construídas sobre trabalho feminino, infantil, familiar desenvolvido com o beneficiamento do sisal, no município de Irecê, Bahia, em 1962, segundo o ponto de vista do profissional a serviço de uma instituição de governo.

Jablonszky registrou 9 254 imagens para o Arquivo Fotográfico Ilustrativo dos Trabalhos Geográficos de Campo no período entre 1952 e 1968. O marco inicial, 1952, coincide com o ano da fotografia mais antiga encontrada no Arquivo, e o final quando ocorre mudança dos procedimentos metodológicos nos estudos geográficos, em 1968.

Torna-se oportuno, diante da qualidade do acervo, enfocar as condições de produção do Arquivo, informações essenciais para a memória do IBGE.

O Instituto desde a sua criação1 procurou promover a especialização de seus técnicos, utilizando os mais modernos métodos de pesquisa. Prática consagrada entre instituições e sociedades geográficas internacionais, as excursões de estudo possibilitavam a oportunidade de observações in loco, o que permitia explorar o território brasileiro, ainda tão carente de informações geográficas.

É importante destacar que as expedições proporcionaram aos técnicos do Conselho Nacional de Geografia, órgão do IBGE, aperfeiçoamento adequado e forneceram, ao governo federal, subsídios aos seus projetos de reconhecimento do território brasileiro, mudança da capital federal, colonização agrícola, regionalização em várias escalas, acompanhamento da urbanização e diagnósticos ambientais.

A pesquisa geográfica de campo permitia explorações detalhadas do processo de ocupação do território e estudos pioneiros do sistema urbano do país. Ativos pesquisadores afirmam que nessas observações de campo os registros fotográficos eram utilizados como forma de documentar especificidades de cada região.

O objetivo de se fotografar as excursões era registrar, deixar registro. Quando uma Seção saía em excursão, ia o fotógrafo, porque aquela excursão resultava em vários artigos publicados na Revista Brasileira de Geografia, ou então, em obras como a Enciclopédia2. Você pega as revistas, têm fotos do Tibor Jablonszky, fotos de Tomas Somlo, era ilustrado.3
No conjunto das imagens registradas pelo fotógrafo para o Arquivo Fotográfico, identificamos 788 fotos que representam o tema trabalho. Destacamos na “coletânea” representações do corpo e da pose, contextualizando a imagem dos trabalhadores em seus espaços de trabalho. Percebemos, ainda, que existe uma valorização do homem rural, num país ainda eminentemente agrícola, mas que trilhava o caminho da industrialização desde o Governo Provisório instalado em 1930.

Notamos também, que o conteúdo das fontes visuais para o tema trabalho, em sua maioria, representa tipos humanos característicos de cada região do Brasil, evidenciando uma imagem positiva para o trabalhador, nos moldes das gravuras bastante conhecidas desenhadas por Percy Lau e Francisco Barboza Leite, para a seção Tipos e Aspectos do Brasil da Revista Brasileira de Geografia publicada pelo IBGE: seringueiros, caboclos, vaqueiros, jangadeiros, assim como bordadeiras, rendeiras e lavadeiras.

Os tipos humanos fotografados por Jablonszky marcam a escolha da geografia do IBGE na construção da nacionalidade brasileira. Embora posterior ao Estado Novo, podemos perceber que essas fotografias ainda guardam muitas das características da política preconizada por Getúlio Vargas. Esse conjunto de informações aponta para um caminho de análise que evidencia o homem em seu ambiente de trabalho, mostrando nuanças da sua região.

Em relação às estratégias de desenvolvimento do estudo, a investigação se caracteriza pela seleção do material fotográfico produzido por Tibor Jablonszky, identificando ao mesmo tempo conteúdos relacionados ao tema trabalho. Tomamos emprestado o conceito de trabalho da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios4 – IBGE –, adequando-o ao interesse da nossa pesquisa. Trabalho constitui-se no exercício de: a) ocupação na produção de bens e serviços; b) ocupação no serviço doméstico; c) ocupação na produção de bens primários5 para consumo próprio ou em ajuda a membro da unidade domiciliar; d) ocupação na construção.

Definida a conceituação de trabalho, selecionamos fotografias que retratam o trabalho feminino rural e urbano, onde as mulheres exercem sua ocupação em seus espaços de trabalho e/ou moradia, incluindo também o trabalho feminino infantil. Estudos sobre o tema trabalho, que analisam as relações de gênero apontam elementos que diferenciam as experiências de trabalho de homens e mulheres (HIRATA, 1995; KERGOAT, 2002; ARAÚJO, 2002; NEVES, 2008), elementos que poderiam estar presentes nas imagens fotográficas de Jablonszky sobre trabalho. Essa questão nos levou a investigar as representações do trabalho feminino em sua produção. Das 788 fotografias sobre trabalho, 114 são imagens do trabalho feminino (mulheres e meninas), correspondendo a 16 % do total de fotos, número bastante significativo, pois no ano de 1950 as mulheres constituíam 14,5 % da população ativa e em 1960 correspondiam a 17,5% dessa mesma população (ESTATÍSTICAS históricas do Brasil, 1990).

Eleitas as imagens fotográficas, separamos seus componentes em unidades, sistematizadas nas categorias a serem investigadas: espaço fotográfico, onde são considerados os itens contidos no plano da forma da expressão, respectivamente, tamanho, tipo de foto, enquadramento, nitidez; espaço geográfico, subtema subordinado ao tema trabalho feminino, local retratado e ano (informações contidas nas legendas), assim como atributos da paisagem, são itens contidos no plano da forma do conteúdo; e espaço da figuração, figuras (homens, mulheres, crianças) que possuem uma relação ativa com o espaço, criando vivências, memórias e representações através das mensagens que emitem (MAUAD, 1990, 2008a).

Numa segunda etapa, as imagens do trabalho feminino foram editadas no aplicativo Adobe Photoshop Image, gravadas em CD-ROM e inseridas informações6 sobre a fotografia.

No conjunto de fotografias ora analisado, fotografias com seqüências de uma mesma cena, nas variáveis do espaço fotográfico no item tamanho do negativo, todos têm as medidas 6,0 x 6,0 cm. Em relação ao tipo de foto existem as categorias pose e instantâneo, com as pessoas em objeto central. No item enquadramento, os negativos estão no sentido vertical, com formato quadrado, e apresentam direção central. O arranjo procura mostrar a paisagem como um todo, contextualizando a imagem fotográfica. Quanto ao item nitidez podemos dizer que 100% dos negativos estão com todos os planos da imagem em foco. Na iluminação observa-se 100% das imagens sem sombras e com contraste. O ponto de vista é o elemento fundamental que indica a presença do fotógrafo como observador e o lugar que ele ocupa no espaço. Assim, percebemos uma única categoria, o nível do observador. Para o item equipamento, entre as câmaras fotográficas utilizadas estão os modelos Pentax 35 mm e Rolleiflex 6x6, com filmes Kodak7. Observando os negativos identificamos também filmes profissionais super-especiais Agfa ISOPAN ISS e Agfa L ISS.

Em relação ao espaço geográfico, o item atributos da paisagem nos permitiu organizar a análise das imagens fotográficas do trabalho feminino em categorias como mostramos a seguir:

Trabalho feminino (ocupação desenvolvida por mulheres e meninas em qualquer atividade)

Trabalho infantil (ocupação desenvolvida por meninas em qualquer atividade)

Trabalho familiar (ocupação desenvolvida por mulheres e meninas em ajuda a membro de unidade domiciliar na atividade rural)

O espaço da figuração nos permitiu caracterizar a importância de determinadas figuras. Percebe-se a existência de uma representação dicotômica entre grupo e indivíduo; feminino e masculino; adulto e criança.

Em nossas fontes visuais observamos representações das trabalhadoras em seus locais de trabalho marcadas por valores culturais e sociais que definem os lugares das mulheres e meninas, diferenciados e desiguais. Há trabalhos de homens e trabalhos de mulheres, sendo que um trabalho masculino “vale” mais do que um trabalho feminino, conforme veremos abaixo.

Segundo Pinto (1969: 50) as tarefas exercidas por adultos e crianças nas lavouras de sisal são as seguintes:


Ocupação

Tarefas

Valor/kg produzido em 1966 (NCr$)

1 – maquinista

preparo da fibra

0,008

2 – cortador

corte das folhas

0,007

3 – carregador

transporte da fibra no dorso de muares em direção à usina

0,006

4 – resideiro

retirada do resíduo das imediações do motor

0,005

5 – campista

colocação das fibras verdes e úmidas nos secadores

0,002 a 0,003

Examinando a tabela acima concluimos que a ocupação mais importante por seu valor em dinheiro é a de maquinista e como mostram as fotografias 1, 2 e 3 um trabalho masculino. Podemos dizer também que por ser uma atividade perigosa está associada a trabalho de homem. Na Foto 1 vê-se grupo formado por homens e mulheres, adultos e crianças, desenvolvendo trabalho categorizado como familiar. Foto posada, onde o fotógrafo enquadrou as pessoas e os objetos (motor, sisal empilhado) que fazem parte do processo de desfibramento. A Foto 2 é um close do homem e da mulher que aparecem na fotografia anterior. Vê-se também, próximo ao motor, as folhas de sisal empilhadas num suporte rudimentar. O motor, constituído por um tambor rotativo fixo em uma armação de madeira sobre rodas, pode ser deslocado entre as lavouras (PINTO, 1969: 32). Nessa foto posada, percebe-se melhor a ocupação do maquinista, enquanto a mulher espera para realizar sua atividade (resideira). A Foto 3, um instantâneo, mostra a resideira retirando o resíduo das imediações do motor e, como visto na tabela acima por ser uma ocupação que não precisa de qualificação e perceber um valor menor, é trabalho de mulher. Aqui podemos ver que ele está com os pés descalços. Não existe criança no foco como descreve a legenda, mas dois homens encontram-se ao fundo. A menina vista na fotografia 1, também é vista na Foto 4 em close, separando a fibra em feixes que serão postas para secar no campo em armações de madeira e arame (PINTO, 1969: 50). Trata-se de uma foto posada. A ocupação da menina é denominada campista, a que vale menos na classificação das tarefas. Para não ocupar um adulto em atividade de menor valor monetário e por não apresentar perigo no seu desenvolvimento pode ser um trabalho realizado por uma criança. A Foto 5 marca pela atitude de pose da menina, também campista, diante do fotógrafo. Com encanto, segura feixes da fibra de sisal como se fosse um ramo de flores. Completa a cena o jeito que arrumou o lenço que usa amarrado ao pescoço. Em segundo plano podemos ver a menina que aparece em outras fotografias, olhando curiosa. Entretanto, como assinalado na legenda as mulheres não estão visíveis na cena. Homens, mulheres e crianças usam roupas, chapéus e lenços adequados ao calor da região.

Em resumo, o que podemos ver no conjunto de fotografias do trabalho feminino com sisal no município de Irecê, Bahia, expressa o trabalho de mulheres e meninas como sendo fundamentalmente em ajuda a membro de unidade familiar, assim estas ficam com as tarefas menos qualificadas, com remuneração inferior, mas que são importantes para complementar o rendimento familiar.



Foto 1. Desfibramento do sisal, Irecê, Bahia, 1962.
Acervo IBGE (Foto CNG 10981)





Foto 2. Desfibramento do sisal, detalhe do processo manual,
Irecê, Bahia, 1962. Acervo IBGE (Foto CNG 10982)



Foto 3. Mulheres e crianças trabalhando no desfibramento

do sisal,Irecê, Bahia, 1962. Acervo IBGE (Foto CNG 10986)



Foto 4. Desfibramento do sisal, detalhe processo manual, criança trabalhando,
Irecê, Bahia, 1962. Acervo IBGE (Foto CNG 10983)





Foto 5. Mulheres e crianças trabalhando no desfibramento do sisal,

Irecê, Bahia, 1962. Acervo IBGE (Foto CNG 10985)
Como teria Jablonszky construído essas imagens? O conteúdo temático registrado na fotografia mostra um momento da realidade selecionado pelo fotógrafo. O olhar do fotógrafo era uma seleção posterior ao olhar do geógrafo que lhe dizia o que fotografar. Então, a primeira seleção na construção das imagens era do geógrafo. Há dois olhares, duas seleções que antecedem a produção documental, a do geógrafo e a do fotógrafo. São duas interpretações da realidade. Apesar da aparente credibilidade de representação da realidade, as imagens podem ter sido construídas para determinados usos, individuais ou coletivos. Além disso, existe a seleção de quem criou o Arquivo Fotográfico Ilustrativo dos Trabalhos Geográficos e Campo e a nossa.

Pensamos que, como propõe Dubois (1994), a imagem fotográfica não é um espelho neutro, geógrafos e fotógrafo eram funcionários de uma instituição de Estado e desenvolviam seus trabalhos segundo indicações do IBGE no sentido de atender o Governo Federal em seus projetos. Entretanto, devemos considerar que mesmo tendo sido construídas sob o ponto de vista político-institucional, as fotografias nos dão uma referência da veracidade de sua existência.

Existe a possibilidade de sua produção fotográfica ter sido construída segundo valores que se desejava fossem incorporados? Instituído como um órgão consultivo, deliberativo e executivo, as práticas do IBGE estiveram intimamente conectadas às metas governamentais. As estratégias formuladas pelo Instituto para o território nacional visavam a consolidar uma sólida estrutura territorial para fazer frente aos desafios do desenvolvimento econômico-industrial.

A utilização das fotografias em textos publicados pelo IBGE, em aulas que os geógrafos do Conselho de Geografia ministravam aos professores da rede de ensino público e como material a ser cedido aos usuários para as mais diferentes aplicações, pode justificar a construção de uma memória coletiva através das imagens fotográficas, pois ao permitir o uso das fotos por outras pessoas, o Instituto não tinha mais controle sobre a circulação da produção fotográfica.

Ao produzir as imagens fotográficas, Jablonszky determinou o que deveria ser lembrado e o que deveria ser esquecido. Esse trabalho de enquadramento da memória (POLLAK, 1989) torna-se o trabalho de valorização de determinados padrões de lembrança. Dialogar com as fotografias produzidas por ele possibilita expor o universo de relações que se revela e muitas vezes se esconde por entre os meandros da fotografia e do trabalho feminino e que a memória social permite serem desocultados. Não há como ignorar o uso desses suportes imagéticos como fontes visuais na pesquisa histórica do e sobre trabalho feminino ainda pouco difundidos e conhecidos.

Referências


ARAÚJO, Ângela Maria Carneiro. Dossiê: Gênero no trabalho. Apresentação. Cadernos Pagu. Campinas: UNICAMP, n. 17-18, 2002 [online]. Disponível: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-8333200200010000&Ing=pt&nrm=iso>. Acesso em 06 de abril de 2009.

DUBOIS, Philippe. O ato fotográfico e outros ensaios. Trad. de Marina Appenzeller. Campinas: Papirus. 1994. (Coleção ofício de arte e forma).

________. Entrevista concedida a Marieta de Moraes Ferreira e Mônica Almeida Kornis em 02 de setembro de 2003. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, n.34, 2004.

ESTATÍSTICAS históricas do Brasil: séries econômicas, demográficas e sociais de 1550 a 1988. 2. ed. rev. e atual. Rio de Janeiro: IBGE, 1990. (Séries estatísticas retrospectivas, v.3).

HIRATA, Helena. Divisão – relações sociais de sexo e do trabalho: contribuição à discussão sobre o conceito de trabalho. Em Aberto. Brasília: INEP, v.15, n.65, jan./mar. 1995 [online] . Disponível: http://www.emaberto.inep.gov.br/index.php/emaberto/article/viewFile/979/883. Acesso em 30 de novembro de 2008.

KERGOAT, Daniele. A relação social de sexo da reprodução das relações sociais à sua subversão. Pro-Posições. Campinas: UNICAMP, v.13, n.1 (37), jan./abr. 2002.

MAUAD, Ana Maria. Sob o signo da imagem: a produção fotográfica e o controle dos códigos de representação social pela classe dominante no Rio de Janeiro, na primeira metade do século XX. Dissertação (Mestrado em História Social) – UFF, 1990. Disponível: http://www.historia.uff.br/labhoi/. Acesso em 23 novembro de 2007.

________. Fotografia e história, possibilidades de análises. In: CIAVATTA, Maria, ALVES, Nilda (orgs.). A leitura de imagens na pesquisa social: história, comunicação e educação. 2. ed. São Paulo: Cortez. 2008a.

________. Poses e flagrantes: ensaios sobre história e fotografias. Niterói: Editora da UFF, 2008b.

METODOLOGIA do Censo Agropecuário de 1980. Rio de Janeiro: IBGE, 1984 (Série Relatórios Metodológicos, v.5).

NEVES, M. Gênero, mercado de trabalho e qualificação. Revista de Administração da FEAD – Minas [online] 1.2. Disponível: http://www2.fead.br/revista/index.php/123/article/view/18/15. Acesso em 30 de novembro de 2008.

PENHA, Eli Alves. A criação do IBGE no contexto da centralização política do Estado Novo. Rio de Janeiro: IBGE. 1993. (Documentos para disseminação. Memória Institucional, 4).

PESQUISA Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 1992, 1993, 1995, 1996. Disponível: http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/indicadoresminimos/conceitos.shtm#yy. Acesso em 29 de julho de 2007.

PINTO, Maria Novais. Contribuição ao estudo da influência da lavoura especulativa do sisal no Estado da Bahia. Revista Brasileira de Geografia, v.31, n.3, jul./set. 1969.



POLLAK, Michael. Memória, esquecimento, silêncio. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, n.3, p.3-15, 1989.


 Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Memória Social da UNIRIO.

1 A data de criação do IBGE é 29 de maio de 1936, ocasião em que foram regulamentadas as atividades do Instituto Nacional de Estatística (INE). Com a extinção do INE, foi instituído o IBGE em 26/01/1938, composto pelo Conselho Nacional de Estatística – criado em 17/11/1936; Conselho Nacional de Geografia – criado em 24/03/1937; e Comissão Censitária Nacional – organizada em 02 de fevereiro de 1938. (PENHA, 1993).

2 Obra elaborada pelo IBGE, a Enciclopédia dos Municípios Brasileiros representa um retrato do Brasil no período entre 1957 e 1960 sob o ponto de vista histórico-geográfico e socioeconômico. Composta de duas partes principais, na primeira apresenta as regiões geográficas do país em seu aspecto geral e, na outra, informações específicas de cada município, num total de trinta e seis volumes amplamente ilustrados por fotografias. Em 2000 o IBGE promoveu uma edição fac-similar da obra original em CD-ROM e em 2007 uma versão em DVD. Essas edições recuperam a publicação impressa que se encontrava esgotada há mais de 30 anos.

3 Entrevista com a geógrafa Maria Francisca T. C. Cardoso concedida à autora em 15 de junho de 1999 com vistas à dissertação “Fragmentos de memória das pesquisas geográficas de campo no IBGE (1939-1968): imagens e representações numa abordagem da história oral”, defendida em 2000, no então Mestrado em Memória Social e Documento, hoje Programa de Pós-Graduação em Memória Social.

4 Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 1992, 1993, 1995, 1996.

5 Bens primários: compreendem as atividades da agricultura, pecuária, avicultura, apicultura, sericicultura, horticultura, floricultura e a extração de produtos vegetais, beneficiamento rudimentar – Censo de 1950 e transformação industrial em pequena escala – Censo de 1960. (METODOLOGIA do Censo Agropecuário de 1980). Os conceitos dos Censos de 1950 e 1960 para bens primários se adequam ao período em que as imagens que compõem o Arquivo Fotográfico Ilustrativo dos Trabalhos Geográficos de Campo foram produzidas.

6 Legenda – elaborada por geógrafos no retorno da expedição – local, data, número da foto e do negativo.

7 Informação obtida com o fotógrafo Rubens Moreno Mazzola por contato via internet. Ao longo da pesquisa pensamos encontrar mais informações sobre o equipamento utilizado.


Compartilhe com seus amigos:


©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal