Futebol, Educação Física, Violência Escolar. Soccer, Physical Education, Pertaining to school Violence



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Futebol, Educação Física, Violência Escolar.

Soccer, Physical Education, Pertaining to school Violence

Claudiomiro de Souza miro-cal@hotmail.com

Mayara Biazzio de Mendonça-

Valmir Donizeti Contieiro-

Alvino José de Lima- ajotalima@ig.com.br.

Ana Beatriz Lima- bia@unisalesiano.edu.br


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RESUMO
O objetivo desta pesquisa é analisar no mundo dos esportes: o futebol, o imaginário e a cidadania. No momento esportivo, cabe aos jogadores de futebol, das grandes equipes, um papel especial de permitir que aflorem os sonhos e as buscas ideais de sucesso, reforçando um imaginário que rompe com as questões de ordem prática e teórica, mas que nem sempre aportam em lugares alicerçados. São esses elementos, que através das suas atuações nos estádios, inspiram a geração mais jovem para a pratica dessa modalidade e favorece inclusive, o conceito de “ídolo” que as crianças e jovens vão ter Os mais organizados e cautelosos, avançam atentos para uma cultura plural que lhes garanta espaço de sobrevida, caso o futebol não aconteça. Analisar o futebol, dentro da escola, através da fala dos interlocutores (alunos) e do profissional de educação física, cruzando estas histórias de vida e amarrando-as numa teia de conceitos e teorias, possibilitam o entendimento das questões que permeiam o imaginário e o concreto do mundo esportivo.
Palavras chave: Educação Física, Violência.
ABSTRACT
The objective of this research is to analyze in the world of the sports: the soccer, imaginary and the citizenship. At the sportive moment, a special paper fits to the football players, of the great teams, to allow that if the dreams and the ideal searches of success and wealth arise, strengthening an imaginary one that it breaches with the questions of practical and theoretical order, but that nor always they arrive in port in alicerçados places. They are these elements, that through its performances in stadiums, inspire the generation, but young for it practices of this modality and it also favors, the concept of “idols” that the children and young go to have the most organized and cautious, advance intent for a plural culture that supervened space guarantees to them of, case the soccer does not happen. To analyze the soccer, inside of the school, through speaks of the interlocutors (pupils) and the professional of physical education, crossing these histories of life and mooring them in a tea of concepts and theories, makes possible the agreement of the questions that permeiam the imaginary one and the concrete of the sportive world.
Words key: Soccer, Physical Education, Violence
INTRODUÇÃO

Ao analisar o futebol, dentro da escola, através da fala dos interlocutores (alunos) e da própria fala do profissional de educação física, cruzando estas histórias de vida e amarrando-as numa teia de conceitos e teorias que possibilitam o entendimento das questões que permeiam o imaginário e o concreto do mundo esportivo, pode-se observar o valor que a atividade tem dentro e fora da escola e, portanto precisa ser bem trabalhada e fundamentada pelo profissional de educação física.

Existe entre os professores e até mesmo a população em geral, um questionamento de: porque o sucesso do futebol entre os alunos nas escolas, sejam elas públicas ou particulares. Parece haver algo dessa prática esportiva imersa na vida de cada um deles, que, ao ser vivenciado, extravasa em obviedades, muitas delas obscuras aos olhos. Talvez por isso, seja necessária uma atenção mais rebuscada aos olhos de quem aprecia o que parece ser um simples jogo de futebol.

A escola não é algo à parte da vida dos sujeitos, mas sim, parte do projeto pessoal destes, que, ao depositarem nela aspirações diversas, fazem com que a mesma tenha legitimidade social que a valorize como instituição formadora. Segundo Gusmão (2003), a escola é um espaço de sociabilidades, de encontros e desencontros, buscas e perdas, descobertas e encobrimentos, de vida e negação da vida. Trata-se de um espaço sócio-cultural.

Compreender a escola como espaço sócio-cultural implica o seu entendimento na ótica da cultura sob um olhar mais denso.
1 FUTEBOL E SUA HISTÓRIA
O futebol é um dos esportes mais populares no mundo. Praticado em centenas de países, este esporte é o que desperta tanto interesse, em função de sua forma de disputa atraente. Embora não se tenha muita certeza sobre os primórdios do futebol, historiadores descobriram vestígios dos jogos de bola em várias culturas antigas. Estes jogos de bola ainda não eram o futebol, pois não havia a definição de regras como há hoje, porém despertaram os interesses do homem para esse novo tipo de esporte, tão atraente e vibrante.
O futebol tornou-se tão popular graças a seu jeito simples de jogar. Basta uma bola, equipes de jogadores e as traves, para que, em qualquer espaço, crianças e adultos possam se divertir com o futebol.

Na rua, na escola, no clube, no campinho do bairro ou até mesmo no quintal de casa, desde cedo jovens de vários cantos do mundo começam a praticar o futebol. (SILVA, 2005)

Existem muitas controvérsias de como surgiu o futebol no Brasil, e de como ele foi divulgado e difundido. A história registra, relatos de que o futebol oficialmente nasceu no Brasil no inverno de 1894, através de Charles Miller, mas também há historiadores que afirmam que já existiam indícios de que o futebol era praticado pelos alunos dos colégios Salesianos, principalmente na cidade de Itu. Existem relatos afirmando que a divulgação do futebol no seu início foi muito difícil e complicada por se tratar de um jogo nobre, que só poderia ser jogado pela elite da sociedade, mas já nessa época o futebol tinha uma relação muito estreita com a educação. Após esse período elitizado, o futebol acabou sendo praticado principalmente na várzea, às margens do Rio Tietê. (SILVA, 2005) Durante a realização de uma “pelada” ou de um “racha” no final de semana, por exemplo, o que comumente se observa, principalmente em bairros da periferia, permite-se democraticamente a participação de um número variável de participantes, além de poder proporcionar o encontro de todos os níveis sociais, pois numa mesma “pelada” você tem jogando a seu lado dentistas, doutores dos mais variados segmentos, frentista de posto de gasolina, auxiliar de escritório, entre outros.

Pode-se, portanto dizer que como atividade recreativa, o futebol permite suas modificações, adequações e adaptações ao meio onde o mesmo este inserido. Nestas ocasiões, existem certas liberdades, para se criar e modificar as regras do jogo, possibilitando a participação de todos. Mesmo em competições oficiais a participação popular ocorre por meio do envolvimento do torcedor, que transforma o local do jogo em uma espécie de templo sagrado, local de convivência comum.

A educação não é privativa da escola, como é que o professor ou a professora pode fazer uma síntese, de toda avaliação cultural do Brasil? A sociedade pode pensar em outros lugares, para que as crianças aprendam outras coisas que não precisa ser especificamente dentro da escola. Vivemos numa sociedade diferente das demais, o cinema brasileiro trás um excesso de realidade, e o nosso mundo é extremamente contrastante, é um mundo dos extremos: extrema pobreza e extrema riqueza. Uma discrepância, uns vivem na luz, outros nas trevas. A espetacularização dessa nossa cultura ultrapassa o muro da escola, e tem haver jeito nosso de ser mais maleáveis, nós nos narramos dessa forma, todas as culturas são híbridas, só que nós somos mais perceptivos e receptivos que os outros. (COSTA, M. V. 2003, p. 15).

2 ORIGENS E CIVILIZAÇÕES

China Antiga

Na China Antiga, por volta de 3000 a.C os militares chineses praticavam um jogo que na verdade era um treino militar. Após as guerras, formavam equipes para chutar a cabeça dos soldados inimigos.

Japão


No Japão Antigo, foi criado um esporte muito parecido com o futebol atual, porém se chamava Kemari. Praticado por integrantes da corte do imperador japonês, o kemari acontecia num campo de aproximadamente 200 metros quadrados. A bola era feita de fibras de bambu e entre as regras, o contato físico era proibido entre os 16 jogadores (oito para cada equipe).

Civilização Grega e Romana

Os gregos criaram um jogo por volta do século I a.C que se chamava Episkiros. Neste jogo, soldados gregos dividiam-se em duas equipes de nove jogadores de cada lado e jogavam num terreno de formato retangular. Na cidade grega de Esparta, os diversos jogadores, também militares, usavam uma bola feita de bexiga de boi cheia de areia ou terra. O campo onde se realizavam as partidas, em Esparta, era bem grande, pois as equipes eram formadas por quinze jogadores cada.

Idade Média

Há relatos de um esporte muito parecido com o futebol, embora se usasse muito a violência. O Soule ou Harpastum era praticado na Idade Média por militares que se dividiam em duas equipes: atacantes e defensores. Era permitido usar socos, pontapés, rasteiras e outros golpes violentos. Há relatos que mostram a morte de alguns jogadores durante a partida. Cada equipe era formada por 27 jogadores, onde grupos tinham funções diferentes no time: corredores, dianteiros, sacadores e guarda-rede. Na Itália Medieval apareceu um jogo denominado gioco del cálcio.

Inglaterra


Pesquisadores concluíram que o gioco del cálcio saiu da Itália e chegou a Inglaterra por volta do século XVII. Na Inglaterra, o jogo ganhou regras diferentes e foi organizado e sistematizado. O campo deveria medir 120 por 180 metros e nas duas pontas seriam instalados dois arcos retangulares chamados de gol. A bola era de couro e enchida com ar. Com regras claras e objetivas, o futebol começou a ser praticado por estudantes e filhos da nobreza inglesa. Aos poucos foi se popularizando. No ano de 1848, numa conferência em Cambridge, estabeleceu-se um único código de regras para o futebol.

3 HISTÓRIA DO FUTEBOL NO BRASIL.

Charles Miller é considerado o precursor do futebol no Brasil, o primeiro homem a mostrar as técnicas, as táticas e toda a beleza do futebol. (SILVA, 2005)


O primeiro jogo de futebol no Brasil foi realizado em 15 de abril de 1895 entre funcionários de empresas inglesas que atuavam em São Paulo.Os funcionários também eram de origem inglesa. Este jogo foi entre FUNCIONÁRIOS DA COMPANHIA DE GÁS X CIA. FERROVIARIA SÃO PAULORAILWAY.
O primeiro time a se formar no Brasil, nos moldes dos times europeus, foi o SÃO PAULO ATHLETIC, que foi fundado em 13 de maio de 1888. No início, o futebol era praticado apenas por pessoas da elite, sendo vedada veementemente a participação de negros em times de futebol.
Em 1950, a Copa do Mundo foi realizada no Brasil, sendo que a seleção brasileira perdeu o título, em pleno Maracanã, para a seleção Uruguaia (Uruguai 2 x Brasil 1).

4 A EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR
Examinando atentamente a história da antiguidade, é possível concluir que, assim como os exercícios físicos, os jogos, as lutas e as danças já faziam parte da vida do ser humano.

O homem primitivo, para garantir sua subsistência, exercitava-se constantemente e com isso aprendeu a caçar, pescar, nadar, construir lutar e defenderem-se, exercícios úteis que lhe permitiam satisfazer as suas principais necessidades.

Os jogos, os exercícios físicos e as danças também já estavam presentes em sua vida. Existem vestígios de que eram continuamente praticados e de diferentes formas, os jogos de mímica, de lutas, danças guerreiras e religiosas, como por exemplo, em agradecimento ou reverência aos deuses de sua crença.)

Assim, mesmo sem saber, o homem descobria maneiras de exteriorizar seu estado de espírito, seus sentimentos e já praticava as atividades que até hoje são a base da Educação Física, os movimentos básicos.

Sabe-se ainda que o ser humano não vive isoladamente e aos poucos vai se agrupando, construindo pequenos povoados, que posteriormente transformou-se em diferentes civilizações, cada qual com uma cultura diferente.(GONÇALVES, 2002)

A compreensão do valor da Educação Física, reconhecendo-a como disciplina capaz de influir direta e favoravelmente na formação integral do ser humano pode-se efetuar através de uma analise de sua evolução histórica, pois se sabe que o homem não nasceu pulando, saltando, jogando e que todas essas atividades foram construídas em determinadas épocas históricas como resposta a determinados estímulos, desafios ou necessidades humanas.

Na década de 80, a Educação Física sofreu uma enorme crise de identidade, que originou uma mudança nas políticas educacionais. O enfoque passou a priorizar o desenvolvimento psicomotor do aluno, valorizando a sua prática também nas séries iniciais e não somente nas séries do Ensino Fundamental. Apesar de ter conseguido significativos progressos por meio de inúmeros debates, discussões e realizações, a Educação Física ainda necessita de mudanças, sobretudo para convencer a sociedade e até mesmo o corpo docente, constituído por profissionais de outras áreas, do seu real valor, pois apesar de ser reconhecida como uma área essencial no currículo, ainda fica “marginalizada”. Um exemplo claro disso são os horários das aulas que estão totalmente em desacordo com as necessidades das suas especificidades, tendo ainda que ser ministrada em locais inadequados e com materiais insuficientes para a obtenção de resultados esperados.(GONÇALVES, 2002)

Pelas constantes transformações do mundo, observam-se as modificações da sociedade, à medida que os valores são alterados de acordo com a evolução dos tempos, torna-se necessário que o ser humano se aperfeiçoe constantemente como indivíduo e também como ser social, para poder se inter-relacionar com esse mundo transitório, em todos os aspectos de caráter sócio-político-economico-cultural, buscando dessa forma melhorar sua qualidade de vida, pois este é o fator mais essencial à humanização.

A pratica atual da Educação Física Escolar encontra-se um pouco desprestigiada, por ainda não ter mostrado a relevância de sua prática pedagógica para a formação integral dos alunos, e pior que isso, está servindo apenas para a seleção e classificação dos mesmos de acordo com suas habilidades motoras, isto é, mediante suas habilidades esportivas, o que vem promovendo a exclusão de muitos alunos das práticas esportivas, tendo o professor uma prática metodológica voltada para um ensino acrítico dos esportes.

Este se fundamenta apenas no ensino de regras e de fundamentos esportivos seguidos de vivências de jogo, possuindo uma prática avaliativa que está respaldada na execução perfeita dos gestos esportivos.



5 A VIOLÊNCIA ESCOLAR

A violência nas escolas tem gerado profunda debates em relação às suas causas. Observa-se esta ocorrência, em sua maioria, nas escolas públicas, mas já se encontram casos significativos também em escolas particulares. O sociólogo Augusto Cácia – Bava (2005) afirma que se a violência estoura na porta das escolas é porque o ensino continua alienado da realidade dos adolescentes. Fato que é constatado diariamente na maioria das escolas, onde em alguns casos, se percebe uma verdadeira guerra urbana nas ruas, cuja violência não é abordada nem discutida em sala de aula. Percebe-se, ainda, a necessidade de demonstrar como relato de experiência, os conselhos recebidos por vigilantes, zeladores, outros professores e também pelos professores de Educação Física, no intuito de receber orientação constante e evitar conflitos de qualquer natureza com alunos e dar certo direcionamento às atividades conforme vontade destes, sempre no intuito de preservar a integridade física em vista de a escola estar inserida numa comunidade violenta.


6 O PAPEL DO FUTEBOL NA DIMINUIÇÃO DA VIOLÊNCIA ESCOLAR
O questionamento sobre o porquê do sucesso do futebol entre os alunos. nas aulas de educação física, sempre foi motivo de reflexão no ambiente escolar e até mesmo fora dele. Parece haver algo dessa prática esportiva imersa na vida de cada um deles, e que, ao ser vivenciada, extravasa em obviedades, muitas delas obscuras aos olhos. Talvez por isso, seja necessária uma atenção mais rebuscada aos olhos de quem aprecia o que parece ser um simples jogo de futebol.

Darcy Ribeiro (1986) afirma que a ciência trabalha com o óbvio, e, que, só conseguimos desmascarar uma obviedade para descobrir outras, mais óbvias ainda.

Discutir o fenômeno do futebol nas aulas de educação física (EF) não se trata de uma mera compreensão de um caso particular, pois, de acordo com Fonseca (1999), “cada caso não é um caso”, são os dados particulares que abrem caminhos para interpretações maiores.

Conforme Geertz (1989, p. 31), as interpretações mais amplas e abstratas partem de um conhecimento muito extensivo de assuntos extremamente pequenos “[...], aliás, é justamente essa extensão de nossas análises a contextos mais amplos que, juntamente com suas implicações teóricas, as recomenda à atenção geral e justifica nosso empenho em construí-las”.





  1. ESTUDO DE CASO

Após estudo de caso realizado com o grupo de futebol mantido pelo UNISALESIANO, para se verificar os benefícios trazidos pelo esporte, bem como se o mesmo não provoca prejuízos ao desenvolvimento infantil, quando trabalhado de forma inadequada, pode-se dizer que por ser o futebol é um dos esportes mais populares no mundo também é o esporte mais solicitado, principalmente pelos meninos dentro da escola. Praticado em centenas de países, este esporte é o que desperta tanto interesse em função de sua forma de disputa atraente. Embora não se tenha muita certeza sobre os primórdios do futebol, historiadores descobriram vestígios dos jogos de bola em várias culturas antigas.

Discutir o fenômeno do futebol nas aulas de educação física (EF) não se trata de uma mera compreensão de um caso particular, pois, de acordo com Fonseca (1999), “cada caso não é um caso”, são os dados particulares que abrem caminhos para interpretações maiores.

Indisciplina e violência aparecem como obstáculos para as práticas docentes. Assim, Guimarães (1996) cita que o professor imagina que a garantia do seu lugar se dá pela manutenção da ordem, mas a diversidade dos elementos, dos alunos que compõem a sala de aula impede a tranqüilidade e permanência neste lugar.

Diante do exposto na discussão, das conclusões obtidas através da fundamentação bibliográfica, da aplicação prática das atividades e dos depoimentos colhidos na instituição, pode-se dizer que a atividade recreativa aplicada nas aulas de educação física, visando canalizar a violência tanto dentro quanto fora das escolas, através da pratica consciente do futebol, é tão importante quanto as demais disciplinas, pois contribuirá para o desenvolvimento bio-psico-social do educando e facilitará a sua integração na sociedade.
CONCLUSÃO
O questionamento sobre o porquê do sucesso do futebol entre os alunos., nas aulas de educação física, sempre foi motivo de reflexão no ambiente escolar e até mesmo fora dele. Através da pesquisa realizada com um grupo de alunos praticantes do futebol no Unisalesiano, foi possível constatar que ao iniciar as atividades, os mesmos apresentavam um comportamento mais agressivo, que foi sendo aos poucos trabalhado através de atividades e dialogo Parece haver algo dessa prática esportiva imersa na vida de cada um deles, e que, ao ser vivenciada, extravasa em obviedades, muitas delas obscuras aos olhos. Talvez por isso, seja necessária uma atenção mais profunda aos olhos de quem aprecia o que parece ser um simples jogo de futebol. Darcy Ribeiro (1986) afirma que a ciência trabalha com o óbvio, e, que, só conseguimos desmascarar uma obviedade para descobrir outras, mais óbvias ainda. Discutir o fenômeno do futebol nas aulas de educação física (EF) não se trata de uma mera compreensão de um caso particular, pois, de acordo com Fonseca (1999), “cada caso não é um caso”, são os dados particulares que abrem caminhos para interpretações maiores.

REFERÊNCIAS

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GEERTZ, C. A Interpretação das culturas. LTC. RJ, 1989.
GONÇALVES, M.C. Aprendendo a Educação Física: da Educação Física Infantil e 1º a 8º ano do Ensino Fundamental: da técnica aplicada ao movimento livre. Curitiba: Bolsa Nacional do livro, 2002.
GUIMARÃES, A. Indisciplina e violência: a ambigüidade dos conflitos na escola. Indisciplina na escola. São Paulo: Summus, 1996.
GUSMÃO, N. M. M. de. Antropologia, processo educativo e oralidade: um ensaio reflexivo. Pro-posições - Revista Quadrimestral da Faculdade de Educação, Unicamp, v. 14, n.1, p. 197-213, jan./abr. 2003.
RIBEIRO, D. O livro dos CIEPs. Rio de Janeiro: Bloch Editores, 1986.
SILVA, V. Jovens no Brasil: sujeitos de tempos, espaços e expressões múltiplas. In. Matos, K.S. L. de et al. (Orgs.) Jovens e crianças: outras imagens. Fortaleza: UFC Edições, 2005. p. 83-96. Coleção Diálogos Intempestivos.

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