Generalidades



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GENERALIDADES


GENERALIDADES

1.GENEALOGIA – A FAMÍLIA - Importância da preservação da memória.

A genealogia, fundamentalmente, visa preservar a identidade e manter viva na memória a história e as origens das famílias. O vocábulo “genealogia” é composto pelas raízes gregas gen (geração) e logos (estudo), que, por si só, já indicam o significado da palavra: o estudo das gerações, ou melhor, o estudo das famílias.
Este trabalho teve o objetivo de descobrir e resgatar as raízes, as mais remotas possíveis, das famílias Salva e Gottardo (Gotardo) (antepassados maternos do autor).
Passaram-se pouco mais de 120 anos da chegada ao Brasil e pouco ou quase nada se sabia da origem de ambas as famílias.
Talvez, com mais pesquisas poder-se-ia recuar no tempo, pelo menos, mais cem anos. Chegou-se ao ano de 1820, nascimento de Lucia Striollo, esposa de Antonio Salva. Já Bortolo Gotardo era filho de Giacomo Gottardo e Domenica (Dominga) Rossi.
Com esses dados, seria possível recuar em ambos os casos para tempos mais remotos. Seja como for, são 186 anos de história parcialmente recuperada. O autor espera, através de algum dos descendentes, de futuro, possa ser reeditado este trabalho, recuando mais no tempo, talvez podendo chegar nos anos de 1700.
O que se pode dizer; em relação às famílias, objeto deste estudo, é que ambas, como a grande maioria dos imigrantes italianos, eram constituídas de gente pobre, que foi praticamente expulsa da pátria-mãe. Muitos foram convencidos a imigrar, através de propagandas enganosas pelos agentes governamentais da época. O exemplo de propaganda a seguir que dispensa comentários.
Cartaz que os Agentes de Propaganda utilizavam para promover a emigração. "Na América - Terras no Brasil para os italianos. Navios em partida todas as semanas do Porto de Gênova. Venham construir os seus sonhos com a família. Um país de oportunidade. Clima tropical e abundância. Riquezas minerais. No Brasil vocês poderão ter o seu castelo. O governo dá terras e todos os utensílios( http://www.bentogonçalves.rs.gov.br/ ).

Sem embargo de toda a divulgação sobre a imigração há, certamente ainda, muita coisa que continua nas trevas. O que importa aqui é resgatar as histórias das famílias. Apesar de todo sofrimento de que foram vítimas – gente forte como eram – praticamente todos nossos antepassados ultrapassaram os 80 anos de vida.


Apreciável número de descendentes continuam vivendo nas mesmas áreas/locais, onde se instalaram os antepassados, especialmente nas regiões de Veranópolis, Putinga, Ilopolis, Anta Gorda e Arvorezinha.
O tipo de exploração, em relação aos ancestrais, centrados no cultivo de alimentos para sobrevivência (milho, trigo, feijão, batata, criação de aves, suínos, gado de leite, etc., praticamente tudo usado para consumo próprio), mudou bastante, despontando na região o cultivo da erva-mate, fruticultura, criação de suínos, avicultura, plantio de soja e milho, etc..
A grande maioria possui seu automóvel ou camionete. As estradas, especialmente as vicinais, em épocas de chuva, são de difícil trafegabilidade. No aspecto, guardadas as proporções, pouca coisa mudou, decorridos mais de 120 anos da emigração. Registre-se que nos últimos 10 anos (1995/2006) a maioria das estradas foram beneficiadas com asfalto até a sede dos municípios.
As condições de vida, de outro lado, deram um salto de tal magnitude que os nossos antepassados, salvo a topografia, se ressuscitados, diriam estar em outro mundo.
Veriam que, em substituição do lampião ou da vela, tinham a luz elétrica e, em decorrência dela, a presença do refrigerador, da máquina de lavar roupa, da televisão, de antenas parabólicas, do chuveiro e de toda a parafernália eletrônica e até mesmo, não raro, do computador.
Em relação a eles, pelo menos até a década de 1970, viveram desprovidos de todas essas maravilhas do século.
Podemos dizer nós, também, que estamos em outro mundo, estamos todos hoje no paraíso, lugar onde, até pelos sofrimentos de que foram vítimas, devem estar repousando nossos ancestrais.
Este pequeno relato é importante, constituindo parte da história das famílias. Evoca as lembranças, resgata as histórias da vida, envolve laços afetivos, alegrias, tristezas, conquistas, perdas e, sobretudo, vivências.
Acima de tudo, porém, busquei encontrar as origens dos antepassados, de onde vieram, onde se estabeleceram e, hoje onde vivem seus descendentes.
É mais ou menos conhecida a história da imigração Italiana. A partir de 1875 e até 1914 houve imigração em massa de italianos para as américas e para o mundo. As famílias Salva e Gottardo (Gotardo), imigraram em 1886 e 1887 e se estabeleceram na 1ª Seção 2ª série Leste, atual Linha Barão do Rio Branco, em Veranópolis, RS. A família Salva é originária di Mossano, Província de Vicenza. Já família Gottardo é de origem de Selvazzano Dentro, Província de Padova.
Importa aqui é deixar registrado, para os descendentes, através de fotos, documentos e relatos a história e suas raízes, sem outra preocupação, senão a de manter viva a memória das famílias.
Para concluir, reproduzo, a seguir, trechos de trabalho de Pedro Wilson Carrano Albuquerque – (Ensaios-- Considerações sobre a Genealogia – disponível Web: http://www.usinadeletras.com.br/).
Infelizes as famílias que não têm história. Não ter história é quase não ter nome; é quase não ter pátria. Felizes, ao contrário, as famílias que têm história, porque lhes é dado o júbilo de a recordar, porque ela constitui a fonte fecunda, inesgotável e profunda de suas energias morais; porque a cada passo, que dão, sentem, atrás de si, o rastro de sua própria imortalidade.
Que é a nossa vida, senão a história que começa ? Que é a história, senão a vida que continua ? A história de nossa família, de nossa gente, de nossa casa está conosco. Respira perto de nós. A sua presença todos adivinham. Ora bela, ora triste, é uma grande história.
(Júlio Dantas (68), no livro Outros Tempos)
O povo que não olha para o passado à procura de seus ancestrais jamais olhará para o futuro e para a posteridade.
(Winston Churchill (77), conforme citação do General Nicanor Porto Virmond em seu livro Genealogia de Frederico Guilherme Virmond)
Alguém há de perguntar - "Por que ainda hoje há pessoas que se interessam por assuntos tão tolos como origem de famílias ?" A todos estes respondo que é com o conhecimento de onde viemos que saberemos aonde vamos. Quer queiramos ou não são os nossos ancestrais que deram a formação mais profunda do nosso ser, do nosso existir. É pois conhecendo as tendências, os modos de ser dos nossos, que saberemos lutar, com a ajuda de Deus, pelo que seremos e o que os nossos filhos serão. Desse modo, também a eles ofereçamos o gosto pelo conhecimento dos nossos. (Carmen Coelho de Miranda Freire, em Notas Genealógicas das Famílias Correia, Meira Henriques, Albuquerque Maranhão, Vieira e Coelho).
Ressuscitar as memórias
das passadas gerações,
e dentre o pó das histórias
evocar todas as glórias
das antigas tradições,
é serviço, é incitamento,
é missão honrada e nobre;
........................ (Júlio de Castilho (83), em Manuelinas)
Há pessoas que não apreciam "Genealogia", não se interessam por saber quem é seu avô, bisavô ou trisavô; não querem saber de onde vêm, quais são os seus ascendentes. Ora, a Genealogia é a Ciência da nossa racionalidade, da marca indelével das nossas origens; diz de onde viemos, diz quem somos, diz quais são as nossas raízes, mostra-nos a nossa importância.
A Genealogia exige paciência, perseverança e intercâmbio, mostra a necessidade da comunicação com outros Genealogistas e causa grandes surpresas e grandes emoções. Enfrenta grandes obstáculos, terríveis barreiras, surpreendentes interrogações.

A Genealogia é uma paixão e quem nela entra dela não sai mais. A Genealogia é amor; amor aos antepassados. A Genealogia é gratidão; gratidão aos que nos antecederam nesta vida. A Genealogia é memória imperecível.

A Genealogia quase se confunde com a Heráldica. A Genealogia atesta a importância de uma Família. A Genealogia é como o Livro; conserva a memória das gerações passadas contra a tirania do tempo e contra o esquecimento dos homens, que ainda é a maior tirania, e enaltece as gerações hodiernas.

A Genealogia move os ânimos e causa grandes efeitos. (Padre Reynato Breves, no artigo Novas Revelações da Genealogia, publicado na edição de 12-SET-1998 do Jornal da Cidade, de Barra do Piraí).



1.1. A VIAGEM DOS IMIGRANTES – RUMO AO DESCONHECIDO
As agências de emigração, na verdade pouco faziam por seus clientes, tratando-os como meros objetos de exportação. Continham muitos abusos, sobretudo de todos os pequenos serviços de orientação e assistência, de tal modo que era freqüente ficar o emigrante sem dinheiro algum para as primeiras despesas no lugar de destino.
“A viagem durava um mês na terceira classe de um navio superlotado, sem assistência médica, comida precária, dormindo no chão. A maioria dos autores que escreveu sobre a imigração italiana fala em alojamentos infectos, epidemias, mortes. Mas não se conhece uma estimativa sobre o total de mortos. Seriam crianças, na maioria.
Desembarcavam no Rio de Janeiro, onde ficavam de quarentena na Casa dos Imigrantes, na Ilha das Flores. Daí partiam em vapores para Rio Grande numa viagem de dez ou mais dias, passando para barcos menores nos quais chegavam a Porto Alegre .
Na capital, eram alojados em barracões precários ou "dormiam nas ruas e praças próximas". Seguiam, dias depois, em pequenas embarcações, até Montenegro, São Sebastião do Caí ou Rio Pardo. Desses pontos, a viagem prosseguia a pé, em lombo de burro ou carretas.
Os imigrantes trataram de sobreviver como podiam. Eles haviam feito uma viagem sem volta. Dias, através de picadas abertas, na mata virgem. Caetano Cortelini, que chegou à colônia de Dona Isabel em 1880, conta em depoimento: "Abrimos, eu e minha esposa, picadas a facão e várias noites pernoitamos na mata, até chegar ao lote que nos correspondia... À noite, passávamos por momentos terríveis quando, próximo à nossa pequena proteção de estacas e coberta de galhos, ouvíamos o barulho de qualquer ser vivente...Isso nos deixava em contínuo sobressalto".
Diante das dificuldades e promessas não-cumpridas, muitos pensavam em desistir. Mas nada mais possuíam, tinham que ficar. Desta constatação surgiu o lema: 0 que se vince, o pur si muore (ou se vence ou se morre). Apud: História da imigração italiana no Rio Grande do Sul – Disponível: http://familia.prati.com.br/familiaprati/imigracao2.htm)”
Um dos abusos verificados freqüentemente era a superlotação dos navios, com a promiscuidade e toda a série de incômodos para a massa que se comprimia na 3ª classe e na proa dos barcos, muitas vezes ao relento, desabrigados do mau tempo, da frialdade das noites ou da canícula. Viajavam 900 e 1.000 ou mesmo 1.500 emigrantes em tais condições, forçando a capacidade dos barcos que anunciavam "confortáveis", em cartazes nos consulados e nas agências de viagem, em folhetos e guias de emigrantes.
Sobre tais desconfortos, RENCONTRO, Geraldo Farina, p.19, contado a história da família de Giovanni Rigo, diz: “ que viagem no “batimento” era de grande desconforto e não diferia muito daqueles empreendidas pelos navios negreiros narrada por Castro Alves.
Luigi Toniazzo, também vicentino de Valonara, que veio ao Brasil no navio Andréa Dória, nas mesmas condições, assim se expressou em “Mio Viaggio in América”.
-“Como estávamos amontoadas naquele navio, meu Deus? Naquele bendito vapor éramos mais de mil e quinhentos ocupando a terceira classe, apertados como sardinhas em lata. Não compreendia aqueles dialetos todos e eu, tímido por natureza, não conseguiu compreender como havia tido a coragem de lançar-me a tal aventura”. “Tratava-se de uma coisa muito séria; Não se sabia como ficar. Estávamos por demais apertados para caminhar; como se resiste em pé, sem movimento ? Na verdade, todos experimentaram um embarque infame. Aí de nós se surgisse uma doença contagiosa naquele vapor: poucos haveriam de desembarcar no porto de destino” (DE BOM, 1977, pág. 15 e 16).
Hospedaria de emigrantes no Rio de Janeiro, onde havia pouco que comer, com café pela manhã e uma pequena merenda às 4 horas, "em suma, um regime que um médico não receita nem a um doente". (SIC: Simone Paiva Roxo Fábio Avila da Silva)
Não poderia deixar de transcrever sobre a saga dos nossos ancestrais, entre outros relatados pelo Padre Antonio Domingos Lorenzatto, “Os Vênetos nossos antepassados”, Ed. Est. 2ª Ed. 1999, 30.9 – Outros relatos, pág. 132/133, os seguintes, que dão a verdadeira dimensão dos sofrimentos que passaram na busca de uma vida melhor.
A essa preciosa narrativa quero acrescentar o que conta outro autor, mestre em assuntos de emigração italiana, o Pe. Carlista, R. Rizzardo, no livro A Longa Viagem. “Tonelada Humana”, assim era chamada a carga transportada pelos navios, carregados com o dobro ou triplo de sua capacidade. Vários desse vapores permaneceram tristemente célebres na mente dos imigrantes, como “vapores da morte”
A travessia do Oceano Atlântico constituía-se numa terrível aventura., chegando a levar de 30 a 35 dias. Todos os navios transportavam também bois, ovelhas, cabras, porcos e galinhas, que seriam abatidos durante e viagem, conforme a necessidade, pois não existia outro meio para conservar a carne. Leitor, imagine a sujeira e o fedor!
Não eram vapores, mas pocilgas, estrebarias e galinheiros! Desconheciam-se normas higiênicas. Neles, ignoravam-se as enfermarias, os ambulatórios, as farmácias e as salas de cirurgia.
A febre amarela e a peste, muitas vezes, dizimavam centenas de pessoas, como aconteceu com vapor brasileiro “Pará”, que numa única viagem teve 39 mortes a bordo, quase só crianças, vitimadas pelo sarampo. “O imigrante se joga sobre o leito com a roupa e os sapatos; nele deposita pacotes e malas: as crianças o sujam com urina e fezes; todos, o quase todos, aí abandonam seus vômitos.
Depois de alguns dias de viagem, ele se assemelha a uma cama de canil. No fim da travessia, quando não é mudado – coisa que raramente acontece – fica como foi deixado: imundo e viveiro de insetos, pronto para receber um novo freguês”.
Também Deliso Villa, em sua obra Storia Dimenticata, narra o que padeceram os imigrantes itálicos no último quartel do século passado: “Graças ao baixíssimo frete, as companhias italianas conseguiam monopolizar a quase totalidade dos transportes marítimos para emigrantes. Mas era viagens cruéis e perigosas.
Não existia controle sério com relação à saúde, à alimentação, ao espaço disponível, à duração da viagem. Freqüentemente eram utilizados vapores anteriormente no transporte de cereais e animais. Alguns carpinteiros, em poucos dias, transformavam esses velhos cargueiros em vapore de passageiros.
O piróscofo (navio) Carlos Réggio, durante a travessia do Atlântico, teve 34 mortes por fome. No Fisca, 27 pessoas pereceram asfixiadas. Outro vapor superlotado de emigrantes peninsulares desapareceu para sempre, certamente engolido pelas ondas.....
Os passageiros eram acomodados em locais úmidos, escuros, com mau cheiro insuportável. Quando os emigrantes embarcavam em navios de outras nações, em especial franceses, era maltratados, humilhados com ofensas e palavrões. A comida era insuficiente, repugnante; o café era sempre pouco, nefando, uma água suja; a carne era estragada e fedorenta; a água servida para apagar a sede era turva e, porque conservada em caixas de chumbo, tinha o cheiro daquele danosa metal. Quanta sede padeceram os emigrantes ao não beberem esse caldo nojento”...... (Apud: Imigrantes Italianos – Bellunesi Nel Mondo, Ed. 2005, pág. 77/78, de autoria do Autor).
1.1. ORIGENS DOS COGNOMES

Português

Para o estudo da origem dos sobrenomes é importante definir como nasce e termina o cognome e o nome.

Em Latim o nome era o identificador da pessoa, enquanto o sobrenome era o identificador da linhagem a que pertencia.

Gens é alguma coisa a mais do que família como a entendemos,é mais o clã, isso é, o conjunto de todos aqueles que descendem de uma mesma origem comum.

Pode-se notar a afinidade entre o vocábulo latino gens e gênero (estipe, gênero), genitus (gerado), que fazem entender seja comum tanto o conceito que deu lugar a estes diversos vocábulos como o conceito de gerar, dar origem: o genè (do qual vem genesi que é a origine de gênese) em grego tinha o significado de elemento primordial, progenitor de uma estirpe, significado que manteve no Italiano moderno gene (mesmo sendo derivado do alemão gen com significado análogo).

Parece claro, portanto, também que o termo genealogia, como estudo (logia) e origens (gene), isto é, como o estudo das origens das pessoas.

Do uso latino se passou a uma definição de origem mais indireta, ao conceito de sobrenome.

Temos, então, sobrenomes como derivações de termos que indicam profissões, origens geográficas, características físicas etc.

Os primeiros sobrenomes aparecem na Itália no século IX, como elemento de distinção de uma classe privilegiada, mas progressivamente se difunde cada vez mais, sendo que na época renascentista seu uso era bastante difundido.

Não é ainda uma característica hereditária, mas antes um traço distintivo da pessoa e só nobres transferem aos filhos primogênitos, o uso da identificação da estirpe que assim se perpetua.

Por volta do século de XVIII, a necessidade de colocar um pouco de ordem e de identificar populações tendo em o seu elevado crescimento, tornou-se obrigatório, através de lei, o uso do cognome.

Uma real e específica estatística relativa à origem dos vários sobrenomes não existe, mas se estima que 35% derivam do nome próprio do pai ou do progenitor da família; outros 35% tenha relação com o toponomástica, isto é, façam referência a nomes de lugares ou regiões; 15%, seja relacionado a características físicas do antepassado; 10%, derivam da profissão, do tipo da ocupação ou do cargo, enquanto 3% tem derivação estrangeira recente, e 2% derivam de um nome dado pela caridade Cristã, reservada aos enjeitados.

Na Grécia antiga, os gregos eram identificados pelo nome próprio, pelo nome do pai e, às vezes, pelo nome do lugar de origem, hábito transferido dos antepassados indo-europeus que passaram este costume também aos povos eslavos com o patronímico vic e para as populações germânicas com o genitivo patronímico e aos povos nórdicos com a terminação “ssen”, “sson” (filho de). Os lationos, a população céltica, identificavam com um nome próprio e com o atributo da Gens, do clã, da tribo a que pertenciam, costume comum, aliás a outros povos célticos (irlandês, escocês).

A seguir, na época republicana, os romanos sentiram a necessidade de acrescentar um elemento distintivo que permitisse identificar duas pessoas diferentes, tendo o mesmo nome e pertencendo ao mesmo Gens e usaram os sobrenomes ou apelidos que faziam referências a características físicas, à cor do cabelo, à gagueira, à brancura da pele, ou aos fatos que tinham caracterizado a sua existência ou aos nomes de povos que tinham vencido ou de campanhas militares que tenham participado ou, ainda, ao seu lugar de procedência e assim por diante

Versão do Autor e Dirce Martinelli

Italiano
Per lo studio dell'origine dei cognomi è importante definire come nasca il termine cognome ed il termine nome.
In Latino il Nomen era l'identificativo della persona, mentre il Cognomen era l'identificatore della Gens di appartenenza.
Gens è qualcosa di più che famiglia, come la intendiamo noi, ma è piuttosto il clan, cioè l'insieme di tutti quanti discendono da una stessa origine comune.
Si può notare l'affinità tra il vocabolo latino gens e genus (stirpe, genere), genitus (generato), che fanno capire come comune sia il concetto che ha dato luogo a questi diversi vocaboli ed è il concetto di generare, dare origine; il genè (da cui genesis genesi=origine) greco che aveva il significato di elemento primordiale, capostipite, significato che ha mantenuto nell'italiano moderno gene (anche se in italiano c'è arrivato da un germanico gen con significato analogo).
Risulta chiaro quindi anche il termine genealogia, come studio (logia) delle origini (genè), cioè come studio delle origini delle genti.
Dall'uso latino, si è passati ad una definizione di origine più indiretta, quindi al concetto di soprannome.
Abbiamo quindi cognomi come derivazioni di termini che indicano professioni, origini geografiche, caratteristiche fisiche ecc.
I primi cognomi appaiono in Italia nel IX secolo come prerogativa distintiva di una classe privilegiata, poi man mano il fenomeno si diffonde sempre più, fino ad arrivare. in epoca rinascimentale ad essere abbastanza diffuso.
Non è ancora comunque una caratteristica ereditaria, ma piuttosto un carattere distintivo della persona, solo i nobili trasferiscono ai figli primogeniti l'uso dell'identificativo del casato, che così si perpetua.
Verso il XVIII° secolo il bisogno di far un pò d'ordine e la necessità di identificare popolazioni diventate ormai troppo popolose porta all'imposizione per legge dell'obbligo del cogno

Una vera e propria statistica riguardante l'origine dei vari cognomi non esiste, ma si stima che un 35% derivi da nomi propri del padre o del capostipite, un altro 35% abbia relazione con la toponomastica, cioè faccia riferimento a nomi di paesi o località o zone, un 15% sia relativo a caratteristiche fisiche del capostipite, un 10% derivi dalla professione o dal mestiere o dall'occupazione o dalla carica mentre un 3% sia di derivazione straniera recente ed un 2% sia un nome augurale che la carità cristiana riservava ai trovatelli.


Presso gli antichi greci le persone venivano identificate dal nome proprio, da quello del padre e, a volte, dalla località d'origine, uso trasferito dagli antenati indoeuropei che lasciarono questa consuetudine in eredità anche ai popoli slavi con il patronimico vic, alle popolazioni germaniche con il genitivo patronimico ed ai popoli nordici con la terminazione ssen, sson (figlio di). I latini, popolazione celtica, si identificarono con un nome proprio e con l'attributo della Gens, del clan, della tribù di appartenenza, usanza comune peraltro ad altri popoli celtici (irlandesi, scozzesi).
In seguito, in epoca repubblicana i Romani sentirono il bisogno di aggiungere un elemento distintivo, che consentisse di identificare due diverse persone aventi lo stesso Nomen ed appartenenti alla stessa Gens ed adoperarono dei Cognomen o soprannomi che facevano riferimento a caratteristiche fisiche, al colore dei capelli, alla balbuzie, al candore della pelle, oppure a fatti che avevano caratterizzato la loro esistenza o a nomi di popoli che avevano vinto o di campagne militari che avevano effettuato o al loro luogo di provenienza e così via.
www.melagnano.net/cognomi

1.2. SIGNIFICADO E ORIGEM DO COGNOME GOTTARDO


Pesquisa realizados na Internet revelaram o significado do Cognome GOTTARDO, bem como a possível, remotadamente, descendência alemã da família. A partir da pesquisa envolvendo o cognome da família TARDOCCHI, através do nome próprio TARDO, derivado do Germânico. O trabalho de pesquisa, publicado no Blog da família TARDOCCHI, é interessante e merece ser transcrito neste trabalho.
“Para satisfazer a curiosidade de quem traz este sobrenome vou fazer um breve resumo do Significado deste nosso sobrenome italiano: o termo Tardocchi foi uma forma plural para o original Tardocchio, este formado pelo nome próprio Tardo acrescido do sufixo diminutivo -occhio.”
Tardo foi um nome próprio, uma redução derivada do germânico Guntard, Gothard ou Gudhard nomes formados a partir de Gudha (Deus) e Hardhu (forte, valoroso) o nome teria o sentido de "forte com o auxilio de Deus", estes se latinizaram como Godehardus ou Gottardus tendo posteriormente dado origem a nome italiano Gottardo ou Gotardo de onde originou-se a redução Tardo.
Desta forma, alguém, cujo nome fora Tardo mas que porem fosse conhecido pela alcunha de Tardocchio, teve um filho que então foi chamado de "Fulano, Filius Tardocchio", este tendo repassado o termo a seus descendentes iniciou o uso do termo como uma marca de sua família, o repasse do termo de geração em geração acabou por transforma-lo em um sobrenome familiar. A forma plurificada surgiu para se identificar um clã familiar, em italiano a frase "Família dos Tardocchios" fica "Famiglia dei Tardocchi", os que passaram a se utilizar do novo termo deram origem a este braço familiar.
http://familiatardoque.blogspot.com/ Dados pesquisados por Washington Tardocchi - Rio de Janeiro.

“O pesquisador Alberto Cabassi, em discurso de abertura de um Seminário de Estudos Históricos sobre a italianidade, lembrou que estudar o passado é buscar raízes mais fortes que pavimentem o caminho em direção ao futuro. Frederico Sotero Toledo, no livro Outros Caminhos, acrescenta que o resgate do passado, da memória coletiva, das tradições e valores cultivados pelo homem nos permite saber o que somos e reconhecer de onde viemos. E é corrente entre os índios peruanos que um povo que não sabe de onde veio jamais saberá para onde ir.


Tentamos trilhar caminhos semelhantes aos indicados por estes mestres na série de textos sobre a Colônia Agrícola da Constança. Hoje buscamos algumas raízes do sobrenome GOTTARDO e as razões dos distanciamentos entre parentes.
Inicialmente devemos dizer que o nome Gottardo, segundo Ciro Mioranza no seu Dicionário dos Sobrenomes Italianos, é de origem germânica e significa “forte ou valoroso, com o auxílio de Deus”. Aparece como nome de um Santo, San Gottardo, no século X, na Alemanha. E segundo consta, São Gotardo foi canonizado em 1131 e é venerado na Baviera, Suíça e norte da Itália.
O sobrenome é de alta incidência no Veneto, especialmente em Padova e Venezia. No cemitério Noventa Padovana, a poucos quilômetros da cidade de Padova, são encontrados mausoléus da família. Nas pequenas cidades às margens da rodovia que liga Padova a Venezia, localizamos diversos grupos de Gottardo. Numa delas, Vigonza, vivia a família de Antonio Gottardo antes de passar ao Brasil pela primeira vez, em 1888.
Quanto ao distanciamento entre parentes dos imigrantes, é de se esclarecer que não foram poucas as vezes em que nos deparamos com histórias de membros de uma mesma família que se separaram por longos meses porque o pai foi trabalhar numa colina ao norte ou num vinhedo ao sul de sua comune, na Itália.
No caso da família Gottardo, no início das pesquisas não conseguíamos compreender a separação de pais e filhos e o distanciamento existente entre alguns parentes aqui no Brasil. Com o correr das pesquisas observamos que o fato se repetia com certa freqüência em outras famílias e que existia uma razão determinante. Esta razão era o costume dos pequenos lavradores do Veneto de partirem para trabalhar em outras regiões e até mesmo fora do país, devido à falta de emprego numa Itália que se adaptava à nova ordem econômica e obrigava seus filhos a buscar trabalho nas empresas agrícolas que surgiam.
Foi este o caso de Antonio Gottardo que, após o falecimento de sua esposa, Teresa Luigia Guerra, em abril de 1886, com dificuldade para encontrar o sustento dos sete filhos que dele dependiam e que não podiam ficar sozinhos durante os meses que precisava se ausentar, decidiu cruzar o Atlântico em 1888. Muito provavelmente, a exemplo do que ocorreu com imensa leva de outros imigrantes italianos, pensando em trabalhar por algum tempo no Brasil para depois retornar à terra natal, como fizera em anos anteriores na Itália.
Com Antonio Gottardo viajaram outras famílias que também seriam contratadas por fazendeiros de Leopoldina e dois grupos que, embora não tenham vindo para a nossa cidade, eram seus aparentados e acabaram por permanecer isolados pela dificuldade de comunicação daquela época. O primeiro deles, capitaneado por Luigi Guerra foi para São João Nepomuceno. O outro, chefiado por Lucia Gottardo, ficou em Juiz de Fora. O mesmo deve ter ocorrido com os familiares que viviam em outros lugares no final do século XX, como um grupo que se instalou em São João del Rei e outro que optou pelo solo capixaba e não mais procuraram os parentes que se fixaram em Leopoldina.
......... http://www.cantoni.pro.br/colonia/centenario19.html

Durante as minhas pesquisas encontrei outras famílias com cognome Gottardo, residentes próximas umas das outras. Não consegui apurar os vínculos existentes entre os descendentes de GIACOMO GOTTARDO, o antepassado mais remoto conhecido (pai do Bortolo Gottardo) e os inúmeros outros existentes, especialmente no Rio Grande do Sul e em São Paulo, Minas Gerais, Espirito Santo.


Possivelmente, pelos menos, aqueles que emigraram para o Rio Grande do Sul, recuando-se no tempo, possivelmente tenham algum vínculo de parentesco. Isso demandaria muita pesquisa e, naturalmente, vultosos recursos financeiros para levar adiante esse trabalho. Precisaríamos saber o nome de todos os filhos do GIACOMO, o nome do pais e dos irmãos dele. Hoje o único filho conhecido é o Bortolo Gottardo. Talvez, se recuássemos mais cerca de 200 anos (1700), pudéssemos descobrir os vínculos de muitos dos descendentes que vivem no Brasil, com a família do GIACOMO GOTTARDO

2.4. Síntese Selvazano Dentro,PD – Origem da família Gottardo

Regione: Veneto – Zona: Itália Nord Orientale

Situato tra città e campagna, a ovest di Padova, sulla direttrice dei Colli Euganei, Selvazzano com oltre ventimilla abitante, suddivisi in cinqque frazioni(Selvazzano, Tencarola, Caselle, San domenico, Feriole), é oggi il comune più popoloso della provincia, e un importante centro sai dal punto di vista economico sai da quello storico e ambientale.


É stato il fiume Bacchiglione ad accompagnare la storia di questo luogo e dela sua gente, che ne há abitato lê rive sin dela preistoria Furono dapprima gli oprdimi religiosi e poi alcune nobili famiglie padovane e veneziane a prendere prossesso di questa terra rendendola feretile. Testimonianze di queste presenze sono l`antica Pieve di San Michele (oggi auditorium) costruita nell`Alto Medioevo su una necropoli romana, la cinquecentesca Villa Emo Capodilista, porgettata e affrescata da Dario Varotari e la Villa di Melchiorre Cesarotti, illuster letterato dell`Età pre-romantica.
Accanto alle bellezze artistiche e ambientali del territorio, i cittadini e visitatori possono inoltre approfittare di una serie di appuntamentei e incoontri di ogni genere, raggruppati in un denso calendário di iniziative che snoda durante tutto l`anno; rassegne teatrali e musicali, incontri culturali, mostre, serate enogastromiche, feste di piazza, escusioni nei dintorni, manifestazioni sportive, riecazione sorkche in costume, sagre parrocchiali. Tutto questo grazie all`impegno della Pro Loco, dell`Admministrazione Comunale, delle parracchie e delle numerose associazioni locali, unite nel comune objettivo di creare qualcosa de bello e di utile per la própria Comunnità e per gli ospiti.
Sono tanti i motive l,e occasioni per vistare Selvazzano e apprezzare che la città offre.
Venite! Vi aspettiamo.
Renato Carniello (Presidente della Pro Loco)
AG La Mia Guida Turística.
Português: Situada entre cidade e campanha, a oeste de Padova, na direção das Colinas Euganei, Selvazzano, com 20 mil habitantes, subdivide-se em cinco frações (Selvazzano, Tentacarolo, Caselle, San Domenico, Feriole), é hoje a comune mais populosa da província, e um importante centro, seja do ponto de vista econômico, seja no aspecto histórico e ambiental.
Está o rio Bacchiglione a acompanhar a história deste lugar e sua população, que nem habitavam as margens na pré-história. Os primeiros foram as ordens religiosas e depois algumas famílias padovanas e venezianas que tomaram posse desta terra rentável e fértil. Testemunhas desta presença são as antigas igrejas de San Michele(hoje auditório), construída no período medieval sobre uma necrópole romana, a cinqüentenária Vila Ermo Capodilista, projetada e ornada por Dario Varotari e a Vila de Melchiorre Ceasarotti, ilustre literato da idade pré-romântico.
Acalentado pelas belezas artísticas e ambientais do território, as pessoas e os visitantes podem alem disso aproveitar de uma série de observar encontros de cada gênero, reagrupados num denso calendário de iniciativa que se desenvolve durante tudo o ano; peças teatrais e musicais, encontros culturais, mostras, encontros de gastronomia, festas na praça, excursões ao redor, manifestações esportivas, evocações históricas nos costumes, sagrações paroquiais. Tudo isso, graças ao empenho da Pro Loco, da administração do município, das parroquiais e de numerosas associações locais, unidas com objetivo de criar qualquer coisa de belo e de útil para a própria comunidade e para os hospedes.
São tantos os motivos e ocasiões para visitar Selvazzano e apreciar aquilo que a cidade oferece.
Venham! Esperamos você.
Il presidente della Pro Loco, Renato Carniello.

Selvazzano Dentro si adaglia nela bella regione dei Colli Euganei, in pronvincia di Padova: La cittadina occupa circa 20 km2 (a 18 m.s.l.m) in una dolce pianura di origine alluvionalle da cui se elevano le alture di Montecchia e del Mottolo (rispetttivamente di 44 m e 26 m.s.l.m), estreme propaggini nord-orientali del sistema dei Colli Euganei. Português: Selvazzano Dentro se estende na bela região das Colinas Euganei, na Pronvincia de Padova. A cidade tem cerca de 20 km2 (a 18 m acima do mar) numa doce planície originada da aluvião que elevam a altura em Montecchia e em Mottolo(respetivamente de 44 m e 26 m acima do mar), propaga em extremo ao norte oriental do sistema das Colinas Euganei.


Selvazzano Dentro - Caselle (casa paroquial) e a Igreja

Selvazzano Dentro (PD) Casa paroquial – zona industrial Motecchia:
Castelo Emo Capodilista Selvazzano: Escola de Medicina

Selvazzano Dentro, (PD). Tencarola: Igreja, mercado, ponte da liberdade.

Postado por Israel Granville às 12:19 Links para esta postagem



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