Genevieve bouchon vasco da gama



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A barca do Diabo e a barca do anjo
A casa de Diogo Pereira encontrava-se situada fora dos muros da cidadela, não muito longe da nova igreja. Se o seu proprietário tinha recebido a alcunha do «Malabar», não era apenas para o distinguir dos seus numerosos homónimos. Era um dos pioneiros da aventura indiana, chegado na armada de D. Francisco de Almeida ou talvez mesmo antes. Parente do secretário Gaspar Pereira, ligara-se naturalmente a António Real e a Lourenço Moreno para constituir o núcleo
Nota: * A actividade das últimas semanas de Vasco da Gama foi estabelecida pela análise de T.d.T., Núcleo Antigo 875, por Sanjay Subrahmanyam, The Currier and Legend of Vsco da Gama, pp. 329 e seguintes.

do grupo de Cochim que se opunha à política de Albuquerque. O falecido governador só sentia desprezo por esses homens «cheios de betei e de negras» e repatriara-os a ferros no início de 1515. Reabilitados ao chegarem a Portugal, haviam regressado de imediato a Cochim com a armada de Lopo Soares, de quem Diogo Pereira se tornara secretário.


Este último deixara de ter funções determinadas, mas ninguém conseguia passar sem ele. O seu carácter independente não o levava de modo nenhum a adular governadores e vice-reis, mas era um homem hábil que conhecia as regras do jogo das mercadorias e as fontes do comércio da pimenta. Aprendera a falar o malaiala, o que lhe permitia ultrapassar os limites convencionais das relações locais e fazer amizades sem distinção de fé ou de nação. Fechavam-se os olhos aos lucros que lhe traziam as negociações cujo mistério assegurava o êxito. Quando Diogo Lopes de Sequeira tinha esboçado um regresso à política de Albuquerque, partira para Bengala com a embaixada chefiada pelo seu cunhado António de Brito. Regressado a Cochim em 1523, vivia entre os muros da igreja e os da cidadela, fortalecido pela consideração que lhe valiam as suas competências. Quando D. João III lhe mandara dizer para regressar a Portugal, pedira para ficar no Malabar, e o vice-rei tinha apoiado o seu pedido.
Era este o homem que tinha oferecido a D. Vasco a hospitalidade de uma moradia provida de todas as comodidades que se encontravam na Índia nessa época. A proibição de cortar os coqueiros deixava as casas protegidas pela sua sombra. D. Vasco sentia-se aliviado por conseguir encontrar aí o direito de sofrer. Nas salas consteladas de porcelanas da China que reflectiam os raios do so incidindo nas águas da laguna, os servidores vinham abaná-lo em silêncio. Diogo Pereira apresentara-lhe a sua família - uma esposa malabar, filhos legítimos e numerosos «afilhados», entre os quais se tornava bastante difícil distinguir os seus bastardos dos que pertenciam aos seus amigos. D. Vasco considerava com perplexidade esta primeira geração indo-portuguesa, de tal modo presente no mundo asiático que aí iria perpetuar a identidade portuguesa muito para lá do declínio do império.
Quando o sofrimento lhe concedia algum alívio, D. Vasco recordava com amargura os últimos dias passados na fortaleza. O espectáculo

da sua doença havia atiçado as intrigas suscitadas pela iminência de uma sucessão. Delegara os seus poderes no capitão Lopo Vaz de Sampaio, assistido pelo vedor Afonso Mexia, o mesmo que viria a dar aos habitantes de Goa a sua primeira carta de foral. Mas todos os dias se espreitava das muralhas a aparição das velas de D. Duarte de Meneses, que se atrasara no golfo Pérsico. O seu irmão, D. Luís, que o Almirante levara à força para a cidadela, servia de elo de ligação entre todos aqueles que se sentiam feridos ou lesados pelo seu comportamento. D. Luís não tivera o menor pejo em ridicularizar as capacidades do jovem Estêvão da Gama para assumir as funções de capitão-mor dos mares. A atmosfera estava tão tensa que já não se conseguiam reter os murmúrios e os olhares irónicos que mascaravam os gestos de reverência. Lopo Vaz de Sampaio corria a cidade, noite e dia, a tentar neutralizar os grupos revoltosos.


Estranho destino o deste homem que por duas vezes descobriu a índia sem a ver e que veio a falecer logo que aí se instalou. Nos seus últimos momentos escapava-lhe mais uma vez. O seu olhar não conseguia ultrapassar o vão da janela aberta sobre a varanda de madeira que circundava a casa. Como se tornava insuportável estar deitado, arriscava-se por vezes a assomar à janela para avistar a multidão reunida diante do adro da igreja ou contemplar as vacas de cornos pintados que se deslocavam lentamente nas horas em que o calor tornava o local deserto. Quando se voltava para o lado da água, seguia com os olhos as pirogas e as chalandas cobertas com folhas de palma que se misturavam com as barcas da fortaleza. A Índia permanecia escondida nos arvoredos da ilha de Valpi, tão próxima que por vezes os ecos dos seus templos chegavam até ele.
Passara a hora de pôr em funcionamento qualquer projecto político, mesmo que os ruídos da vizinha cidadela pudessem despertar o desejo de saber o que é que aí se passava. O ruído dos sinos e dos tambores associava-se às vagas de dor que o atravessavam como uma nuvem de flechas. Os antrazes provocavam uma tromboflebite cerebral que deixava impotentes médicos portugueses e indianos. Mesmo que D. Vasco não deixasse que se aproximassem muito dele, é provável que estes últimos lhe dessem ópio, cuja utilização era corrente nessa época. Quando o céu se tornava vermelho e a laguna violeta, iniciavam-se longas noites povoadas por nuvens de mosquitos dificilmente

afastadas por paus de incenso reacendidos de hora a hora pela sombra furtiva de um servidor. Noites sem sono em que D. Vasco morria lentamente no segredo dos seus pensamentos.


Nada permite franquear os limites do silêncio erguido pelo pudor dos homens do século XVI perante o sofrimento e a morte. Sabe-se apenas que D. Vasco recebeu os últimos sacramentos como «bom cristão». Havia ditado uma carta ao rei para lhe encomendar a esposa e os filhos e protestar a integridade que havia marcado os actos do seu breve mandato. A consciência do «grande executor de punições» dependia de um outro domínio. Legou os seus trajes e as suas telas de seda aos hospitais e às igrejas. Em seguida mandou levar em segredo uma boa soma de dinheiro às duas mulheres chicoteadas em Goa para lhes dar uma hipótese de se casarem.
É na literatura do tempo que se pode encontrar o clima da última passagem. A 22 de Abril de 1519, na capela do palácio de Almeirim, Gil Vicente apresentava o Auto da Barca da Glória perante o rei e a corte. A cena representava a margem de um rio onde aguardava a barca do Inferno, conduzida pelo Diabo, e a do Paraíso, com os anjos aos remos. Arrastadas pelo Demónio, as almas dos grandes deste mundo suplicavam aos anjos que os levassem a bordo da sua barca, apesar do peso dos seus pecados. Confessavam a sua angústia e a sua esperança, e Cristo vinha na cena final dar-lhes os remos da Redenção. Teria o Almirante assistido a esta representação que traduzia em palavras o homem perante a sua consciência? Talvez tivesse ouvido falar destes diálogos com os anjos. De qualquer modo, sabe-se que se lhes rezava muito no século XVI. Poderia D. Vasco esquecer o patrono da sua nau, o arcanjo Gabriel, a anunciador do Natal, aquele que o conduzira às costas da Índia? «Oh, barqueiros da glória... passai a minha alma porque o Inferno me aterroriza... Sois vós que remareis por nós e a vossa vela é a misericórdia*».
O vice-rei faleceu na noite de Natal de 1524. Quando se abriram as portas pela manhã, os seus filhos proclamaram a sua morte, e a multidão juntou-se na praça. Envergando o manto da Ordem de
Nota: * Gil Vicente, Auto da Barca da Glória, «A Barca do Paraíso», Theatre espugnol du XVI siède, Paris, 1983

Cristo, com a espada e o cinturão dourado, foi levado aos ombros de cavaleiros envergando o mesmo traje. Rodeado de tochas e seguido pelo povo, foi inumado na igreja vizinha, onde ainda hoje se mostra o local do seu túmulo. Em 1538 os seus despojos foram repatriados para a Vidigueira, para a capela da Quinta do Carmo, onde permaneceu durante mais de três séculos, antes de ser transferido para Lisboa para o Mosteiro dos Jerónimos, onde foi erguido um monumento em sua memória. Mas diz-se na Vidigueira que o túmulo está vazio ou que são outras cinzas que aí se encontram encerradas. Afirma-se que, colocado numa sepultura secreta, Vasco da Gama ainda se encontra no Alentejo.



Referências cronológicas
PORTUGAL E A ÍNDIA PORTUGUESA
1469

• (cerca de): Nascimento de Vasco da Gama


1474

• Toscaneli aconselha atingir a Índia pela circum-navegação do globo

. Vasco da Gama e os seus irmãos recebem a primeira tonsura das ordens menores
1481

• Morte do rei D. Afonso V; subida

ao trono de D. João II
1481-1486

’ Explorações de Diogo Cão ao

longo da costa ocidental de África
1482

• Construção da fortaleza de São Jorge da Mina (Guiné)


1483

• Execução do duque de Bragança.


1487

• Partida de Pêro da Covilhã e de Afonso de Paiva numa missão à Etiópia e à Ásia.


1488

* Bartolomeu Dias dobra o cabo da _Boa Esperança.


1494

• Tratado de Tordesilhas.


1495

• Outubro Morte de D. João II; sobe ao trono D. Manuel I.

• Dezembro Vasco da Gama senhor de Mouguelas e de Chouparria.
1496

Dezembro Édito expulsando os Judeus que se recusem a converter-se ao Cristianismo.


1498

• 8 de Julho de 1497 a 21 de Maio de Lisboa a Calecute. Vasco da Gama descobre o caminho marítimo para a índia.

• 21 Maio a 29 Agosto Estada em Calecute.

• 5 de Outubro Escala em Angediva.


1499

• (Princípios de Janeiro) chegada à costa africana.

• 20 Março-25 Abril do cabo da Boa Esperança ao Rio Grande.

• 11 de Julho Nicolau Coelho chega a Cascais.

• 29 de Agosto Vasco da Gama chega

a Lisboa.


1500

• Janeiro Vasco da Gama é nomeado Almirante da Índia.


1500-1501

• Expedição de Cabral à índia.

• Descoberta do Brasil.

• Fundação da feitoria de Cochim.


1501-1502

• Expedição de João da Nova. Fundação da feitoria de Cananor.

• Casamento de Vasco da Gama e de Catarina de Ataíde.
1502-1503

• Expedição de Vasco da Gama.

• Quíloa tributária do rei de Portugal.

• Acordos sobre os preços das especiarias em Cananor e em Cochim.

• Missão em Coulão.
1503-1504

• Expedição de Francisco e Afonso de Albuquerque. Construção da fortaleza de Cochim.


1504

• Duarte Pacheco defende Cochim

contra os exércitos de Calecute.
1504-1505

• Expedição à Índia de Lopo Soares de Albergaria.


1505

• D. Francisco de Almeida vice-rei do Estado Português da índia.

• Construção da fortaleza de Quíloa.
1506

• Expedição de Tristão da Cunha e de Afonso de Albuquerque.


1507

• 21 de Março édito ordenando a Vasco da Gama para abandonar Sines com a sua família.

• Campanha de Goa e tentativa de submissão de Ormuz por Afonso de Albuquerque.
1508

• (Finais): Albuquerque em Cochim.


1509

• Fevereiro D. Francisco de Almeida derrota os rumes em Diu.

• Abril Expedição de Diogo Lopes de Sequeira a Samatra e a Malaca.

• Setembro Albuquerque prisioneiro é transferido para a fortaleza de Cananor.

• Novembro Albuquerque capitão-mor e governador da índia.
1510

• 25 Novembro conquista de Goa.


1511

• 25 Agosto Conquista de Malaca.

• Construção da fortaleza.

• Reconhecimento das Molucas.


1512

• Primeiras missões ao Sião e a Pegu.


1513

• Fevereiro-Agosto expedição ao mar Vermelho.

• Junho Jorge Álvares atinge as costas do Sul da China.

• Outubro-Dezembro negociações e tratado de paz com Calecute.

1515

• Conquista de Ormuz e construção da fortaleza.



• Lopo Soares de Albergaria governador da índia.

• 16 de Dezembro Morte de Albuquerque ao largo de Goa.


1517

• Fevereiro-Novembro campanha no mar Vermelho.

• Missão de Fernão Peres de Andrade a Cantão.
1518

• D. João da Silveira em Bengala.

• Vasco da Gama pede autorização ao rei para sair de Portugal.

• Construção de uma fortaleza em Colombo (Ceilão).

• Diogo Lopes de Sequeira governador da Índia.
1519

• Construção de fortes em Coulão e nas Maldivas.

• Embaixada a Pegu.

• 29 de Dezembro Vasco da Gama conde da Vidigueira.


1520

• Embaixada de D. Rodrigo de Lima à Etiópia.

• Ataque ao forte de Coulão.
1521

• Construção de uma fortaleza em Pacém (Samatra), imediatamente cercada e abandonada.

• Construção de uma fortaleza em Chaul.

• Cerco da fortaleza de Colombo.

• Os portugueses são massacrados nas Maldivas.

• Levantamento de Ormuz.

• D. Duarte de Meneses governador da Índia.

• Dezembro morte de D. Manuel I rei de Portugal.

• Sucede-lhe no trono D. João III.
1523

• Os corsários malabares multiplicam os ataques contra as posições portuguesas.


1524

• Badajoz e Elvas.

• Abertura das negociações sobre as Molucas entre Espanha e Portugal.

• 9 de Abril partida de Vasco da Gama, vice-rei da Índia.

• Setembro Vasco da Gama ao largo de Chaul.

• Outubro Vasco da Gama em Goa e Cananor.

• Novembro Vasco da Gama em Cochim.

• 24 de Dezembro morte de Vasco da Gama.

Referências cronológicas
FORA DE PORTUGAL
1453

• Tomada de Constantinopla pêlos

Turcos Otomanos
1461

• Luís XI rei de França


1469

• Nascimento de Erasmo (Países Baixos) e de Maquiavel (Itália)


1473

• Nascimento de Copérnico (Polónia)


1475

• Nascimento de Miguel Ângelo (Itália)


1483

• Carlos VIII rei de França

• Nascimento de Martinho Lutero (Alemanha).
1485

• Nascimento de Hernan Cortês (Espanha).


1489

• Yusuf Adil Chah sultão de Bijapur (Índia).


1491

• Nascimento de Inácio de Loiola (Espanha) e de Jacques Carer (França).


1492

• Tomada de Granada pêlos Reis Católicos (Espanha).

• Alexandre (Bórgia), papa.

• Cristóvão Colombo descobre a América.

• Morte de Lourenço de Medicis, o Magnífico (Itália).
1494

• Alauddin Husain Chah, sultão de Bengala.


1498

• Morte de Savonarola (Itália).

• Luís XII rei de França.
1503

• Júlio II papa.


1504

• Morte de Isabel a Católica (Espanha).



1509

• Krishna Deva Raya imperador de Bisnaga.

• Henrique VIII rei de Inglaterra.
1511

• Morte de Mahmud Begarha sultão do Guzarate.

• Sucede no trono Muzaffar III.
1512

• Morte de Bayazid II.

• Selim sultão (Império Otomano).
1515

• Francisco I rei de França.


1516

• Morte de Fernando o Católico (Espanha).

• Selim I conquista a Síria.

• Morte do sultão mameluco.

• Qansauh al-Ghauri.
1517

• Janeiro o Egipto é invadido e anexado por Selim I.

• Ibrahim Lodi sultão de Deli (índia).
1519

Carlos V, neto dos Reis Católicos, é eleito imperador da Alemanha.

• Conquista do México por Hernan Cortês.

• Setembro partida de Magalhães (Espanha).


1520

• Lutero condenado pelo papa.

• Morte de Selim I. Sucede-lhe Selim II o Magnífico (Império Otomano).
1521

• Conquista da Sérvia e da Croácia pêlos Turcos Otomanos.

• Abril morte de Magalhães em Cebu depois da descoberta do oceano Pacífico.
1522

Tomada de Rodes pêlos Turcos.


1523

• Morte do xá Ismail (Pérsia).


1524

• Giovanni de Verrazano toma posse da baía de Hudson e da Terra Nova em nome do rei da França.


1525

• A queda do reino indianizado de Majohapit (Java) termina a islamização da Insulíndia.

Bibliografia*
Documentos de arquivos
Documentos manuscritos
Lisboa: Arquivo Nacional da Torre do Tombo (T.d.T.), Lisboa Corpo Cronológico I, II, III (anos 1500-1525) Cartas dos Vice-Reis Núcleo Antigo
Chancelaria de D. João II, de D. Manuel I e D. João III Colecção S. Vicente
Documentos editados
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BRAAMCAMP FREIRE, A.: Brasões da Sala de Sintra, 3 vols., Lisboa, 1973.
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