Gente de goyanna



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GENTE DE GOYANNA


LIGIA RABELO ALVES DE VASCONCELOS

ARGUS VASCONCELOS DE ALMEIDA


GENTE DE GOYANNA

DESCENDÊNCIA DOS CASAIS:

JOÃO JOAQUIM DA CUNHA REGO BARROS

MANOELA DE CASTRO CALDAS

(III Barões de Goiana) E JOSÉ IGNÁCIO FERREIRA RABELLO - MANOELA FRANCISCA XAVIER DA CUNHA COUTINHO

OLINDA

2002

IN MEMORIAM:
Dedicamos este trabalho a nossa irmã e amiga Luci Alves Rabelo de Vasconcelos que, com a sua razão e lúcida memória é, na verdade, a sua primeira autora.
Os Autores


ÍNDICE DAS FIGURAS

Págs.

Fig. 001 – João Joaquim da Cunha Rego Barros,

3o Barão de Goiana 33
Fig. 002 – Monsenhor Júlio Maria do Rego Barros (1.1),

com paramentos no início do séc. XX 37


Fig. 003 – Dr. Eduardo Correia do Rego Barros (1.2) e

esposa Ana Emília Campello do Rego Barros (8.12) 38


Fig. 004 – Júlio Campello do Rego Barros (1.2.2), jovem 39
Fig. 005 – Maria Joana Correia do Rego Barros (Yayá) (1.3) e

esposo Dr. Augusto Guedes Correia Gondim 40


Fig. 006 – Augusto (1.3.1.1) e Leôncio Guedes Correia

Gondim (1.3.1.3), ambos em pé (ao centro, sentado,

um amigo não identificado) 41
Fig. 007 – Antonio Guedes Correia Gondim (1.3.1.2),

criança, em 1914 42

Fig. 008 – Maria Joana Guedes Correia Gondim (1.3.1.5),

criança 44


Fig. 009 – Maria Augusta Guedes Correia Gondim (Santa)

(1.3.2) e esposo Dr. Antonio Correia de Oliveira

Andrade 47
Fig. 010 – Dr. José Augusto Guedes Correia Gondim (1.3.3) e

esposa, Maria Leonila Correia de Oliveira (Mariú) 49


Fig. 011 – Abigail Rego Barros Guedes Gondim (1.5.3),

criança 53


Fig. 012 – Maria Amélia (Miriam) Correia do Rego

Barros (1.6.3) 55


Fig. 013 – José Guedes Correia Gondim (1.7.2) 58
Fig. 014 – Luiz Guedes Correia Gondim (1.7.2.2), criança 59
Fig. 015 – Maria Joana (Mariinha) Guedes Correia Gondim

(1.7.5) e esposo Dr. Isaac Leon Pinto 61


Fig. 016 – Maria da Conceição Correia do Rego Barros (1.8) e

esposo José Ignácio da Cunha Rabelo (8.3) 63


Fig. 017 – Dr. José Maria de Lacerda (1.11.1), em fardamento

militar de 1918 64


Fig. 018 – Áurea Rego Barros Lacerda (1.11.5) 65
Fig. 019 – Maria do Carmo Correia de Oliveira (2.6) 68
Fig. 020 – As gêmeas Maria José (2.6.2.) e Maria Tereza

Guedes Correia Gondim (2.6.3) em traje de

1a comunhão 69

Fig. 021 – Belarmino da Cunha Rego Barros (4) 70


Fig. 022 – Conselheiro João Alfredo, genro do Barão de

Goiana (v. 5) 71


Fig. 023 – Maria Eugênia Correia Moniz de Aragão (5.10) 83
Fig. 024 – Ana Joaquina da Cunha Rego Barros (8) e esposo

Dr. José Ignácio da Cunha Rabello 91


Fig. 025 – João Themístocles da Cunha Rabello (8.1) 92
Fig. 026 – Rosa Tereza Rabelo Tavares de Sá (8.1.1.1) e o

noivo Odílio Freire Pedrosa, em 1920 93


Fig. 027 – José Ignácio da Cunha Rabello Filho (8.3.) e

esposa Rosa de Lima Gonçalves Vaz Curado 103


Fig. 028 – Antonio Gonçalves da Cunha Rabello (8.3.1) 104
Fig. 029 – Maria Rita (Mireta) Correia Rabello (8.3.1.2) em

trajes de 1a comunhão e os irmãos Luiz de França

(8.3.1.3) e Vicente (8.3.1.5) 105
Fig. 030 – Luiz de França Correia Rabello (8.3.1.3) 107
Fig. 031 – Maria Eugênia da Cunha Rabello (Maricas) (8.3.2)

e esposo Dep. Francisco da Cunha Rabello (N.4) 111


Fig. 032 – Maria das Mercês da Cunha Rabelo (8.3.2.1), no

Natal de 1924 112


Fig. 033 – Rosa (Rosita) da Cunha Rabelo (8.3.2.1) e esposo

Dr. Joaquim Alves de Araújo Pereira de Vasconcelos 113

Fig. 034 – Maria José (Deda) da Cunha Rabelo (8.3.2.5) 114
Fig. 035 – Manuela Emília da Cunha Rabelo (8.3.4) 117
Fig. 036 – Antonia Elisa (Totô) da Cunha Rabelo (8.3.5),

o esposo Diogo da Cunha Rabelo (N.6) e filhos em

veraneio na Praia de Pontas de Pedra. 118
Fig. 037 – Rosa da Cunha Rabelo (8.3.5.1) 119
Fig. 038 – Ignácia (Nena) da Cunha Rabelo (8.3.5.2) em trajes

de 1a comunhão 119


Fig. 039 – Amaro Gomes da Cunha Rabelo (8.3.5.3) e

seu irmão Nélson da Cunha Rabelo (8.3.5.4),

em trajes de 1a comunhão 122
Fig. 040 – José Ignácio (Cazuza) da Cunha Rabelo (8.3.6) e

esposa Maria Luíza de Albuquerque Maranhão 126


Fig. 041 – Maria do Carmo (Carmelita) Maranhão da Cunha

Rabelo (8.3.6.1) em traje de 1a comunhão 127


Fig. 042 – Joana Francisca (Noca) da Cunha Rabelo (8.3.7),

esposo Lauro Guedes Pereira e filho 128


Fig. 043 – Pedro Ignácio da Cunha Rabelo (8.3.8) e

Esposa Iracy Guedes Pereira 131


Fig. 044 – Ana Amélia (Nana) da Cunha Rabelo (8.3.9) 132
Fig. 045 – Rosa de Lima da Cunha Rabelo (8.3.10), com hábito

das Irmãs de Caridade 133


Fig. 046 – Belarmino José da Cunha Rabello (8.5), em 1874 138
Fig. 047 – Francisco de Salles da Cunha Rabello (8.5.1) e

Esposa Maria José (Zeca) Tavares de Mello 139


Fig. 048 – Benedito Rabelo Ribeiro de Souza (8.7.1) e

esposa Amara Tavares 143


Fig. 049 – Luiz José Tavares Rabelo (8.7.1.1) 144
Fig. 050 – Amara Tavares Rabelo (8.7.1.5) 145
Fig. 051 – Bemvinda (Vindu) do Rego Barros da Cunha

Rabello (8.8) 146


Fig. 052 – Joanna (Noca) do Rego Barros da Cunha Rabello

(8.9) e seu esposo Vicente de Paula Monteiro de

Barros 147
Fig. 053 – Dr. Antonio Egydio do Rego Barros Campello

(8.11) 149


Fig. 054 – Maria Cristina (Marieta) do Rego Barros Campello

(8.11.1) 150


Fig. 055 – Cel. Amaro Gomes da Cunha Rabello (F.2) e

esposa Ignácia Xavier da Cunha Coutinho Carneiro

de Albuquerque 152
Fig. 056 – Ignácio da Cunha Rabello (N.1) e esposa 153
Fig. 057 – Maria da Conceição (Lili) de Albuquerque

Rabello (Bn.1) 154


Fig. 058 – Ignácio Filho (Naçu) (Bn.2) 155

Fig. 59 – Francisco de Albuquerque Rabelo (Bn.3)

(v. Fig. 061) 156
Fig. 060 – Manuela da Cunha Rabello (N.2).................................159
Fig. 061 – Sen. Dr. José da Cunha Rabello (N.3) 160
Fig. 062 – Maria das Mercês da Cunha Rabelo (Bn.5) 161
Fig. 063 – Ana da Cunha Rabelo (Bn.4) e suas irmãs Maria das Mercês (Bn.5) e Ignácia (Na) (Bn.6)..............................................161
Fig. 064 – Milton Rabelo da Fonseca Lima (Tn.7) 162
Fig. 065 – Dep. Francisco da Cunha Rabelo (N.4), esposa

Maria Eugênia (Maricas) da Cunha Rabelo (8.3.2),

com a neta Luci (8.3.2.3.1) 165
Fig. 066 – Joana da Purificação da Cunha Rabelo (N.5) e

seu esposo Cel. Francisco Xavier Carneiro de

Albuquerque 166
Fig. 067 – Diogo (Dioguinho) Rabelo de Albuquerque (Bn.7),

ladeado pelas irmãs Maria de Lourdes (Bn.8)

(à direita) e Maria Isabel (Belinha) (Bn.9)

à esquerda 167


Fig. 068 – Amaro Rabelo de Albuquerque (Bn.10) 170
Fig. 069 – Amaro da Cunha Rabelo Júnior (N.7), o poeta 172
Fig. 070 – Cel. Diogo Soares da Cunha Rabello (N.8),

quando criança 174


Fig. 071 – João Dourado de Azevedo (Tio Janjão) (N.11) e

sua esposa Joana (Noca) de Moraes Coutinho 175

(irmã de Ignácia, fig.055).

GRUPOS FAMILIARES

Fig. 072 – Bacharéis de Direito do Recife, turma de 1880,

estando Dr. Eduardo Correia do Rego Barros (1.2).

Dr. Eduardo é o segundo sentado da direita para a

esquerda 179
Fig. 073 – Anna Joaquina (8) com alguns do seus filhos do

1o e 2o matrimônio: ladeada pelas filhas, à direita,

Severina (Sibiu) e à esquerda, Lídia (as duas do

segundo matrimônio); em pé, da direita para a

esquerda, os filhos, Belarmino José, José Ignácio,

João Themístocles (primeiro matrimônio) e

Antonio Egydio (segundo matrimônio) 180

(original de onde foram retiradas as figs. 025

e 053).
Fig. 074 – Dia de Reis no Engenho Tabayré, Goyanna, 1919.

Família Cunha Rabelo; ao centro a matriarca Ignácia

(viúva do Cel. Amaro (F.2)), trazendo ao colo o

bisneto Armando (8.3.5.6) 181


Fig. 075 – Reunião familiar: Rego Barros, Cunha Rabelo e

Correia Gondim, em Itambé, década de 20 182


Fig. 076 – Joanna da Cunha Rabello (8.9), seu esposo Vicente

de Paula Monteiro de Barros e filhas 183


Fig. 077 – Dia de Reis no Engenho Tabayré Goyanna, 1919.

Filhos de José Ignácio da Cunha Rabello (8.3),

(de 8.3.1 a 8.3.13) 184

Fig. 078 – Dia de Reis no Engenho Tabayré, Goyanna, 1919.

Ao centro, Francisco (N.4), ladeado pelo irmão,

Diogo (N.8) (esq.) e pelo concunhado Lauro

(v.8.3.7) 185
Fig. 079 – Joanna da Cunha Rabello (8.3.7), seu esposo Lauro

e filhos, em 1920 186


Fig. 080 – Joanna da Purificação da Cunha Rabello (N.5),

esposo Francisco Xavier e filhos 187


Fig. 081 – Alunas do Colégio da Sagrada Família

(R. Direita, Goiana), no início do século XX 188


Fig. 082 – Reunião familiar na casa grande de Campo Alegre,

de Lauro Guedes Pereira (v.8.3.7), Goiana, 1920 189


Fig. 083 – Casamento de Pedro da Cunha Rabello (8.3.8) e

Iracy Guedes Pereira, Rio de Janeiro, 1921 190


Fig. 084 – Família Cunha Rabello na praia de Pontas de Pedra,

Goiana, 2 a década do séc. XX 191


Fig. 085 – Filhos de Joanna (Noca) da Cunha Rabelo (8.3.7),

ornamentando o seu túmulo, por ocasião do seu

sepultamento 192
Fig. 086 – Casamento de Diogo de Albuquerque Rabello

(Bn.7) com sua prima Ana Isabel Carneiro de

Albuquerque, Engenho Tabayré, Goiana, 1928 193
Fig. 087 – Filhas de Francisco da Cunha Rabello (N.4):

Ignácia, Rosita e Deda, com amigos na praia de

Pontas de Pedra, Goiana 194

Fig. 088 – Família Cunha Rabello em veraneio na praia de

Pontas de Pedra, Goiana, 2 a década do séc.XX 195
Fig. 089 – Engenho Pedregulho, Goiana: Dr. José Augusto

Guedes Correia Gondim (1.3.3), sua esposa, filhos

crianças, alguns sobrinhos e os primos Júlio e

Maria do Carmo da Cunha Rabello (8.3.13) 196


Fig. 090 – Grupo carnavalesco: acima, em pé: Luís Cornélio

(v.Bn.6), Amaro Xavier (Bn.10), um amigo e o

Dr. Alves de Vasconcelos (v.8.3.2.3); na frente,

Nelson Rabelo (8.3.5.4), Juca Monteiro (2.6.1) e

Júlio Rabelo (8.3.10) (de gorro), Goiana, anos 20. 197
Fig. 091 – Amaro da Cunha Rabelo (8.3.2.4) montado em

seu cavalo “Veneno” na escadaria lateral da casa

grande do Engenho Tracunhaém, Goiana, 2 a década

do séc.XX 198


Fig. 092 – Maria Eugênia da Cunha Rabelo (8.3.2),

ladeada por familiares, em frente à casa grande do

Engenho Tracunhaém, Goiana. 199
Fig. 093 – Crianças da família fantasiadas de papangus,

Goiana, num carnaval do final do século XIX 200



Propriedades Familiares
Fig. 094 – Sobrado da Madalena, propriedade de João

Joaquim da Cunha Rego Barros, 3o Barão de

Goiana, depois residência do Conselheiro João

Alfredo e hoje Museu da Abolição 203


Fig. 095 – Casa grande do Engenho Tracunhaém 204
Fig. 096 – Vista do Engenho Tracunhaém 205
Fig. 097 – Interior da capela do Engenho Tracunhaém 206
Fig. 098 – Casa grande do Engenho Tabayré, bico de pena de

Sônia Rabelo (8.3.5.4.4) 208


Fig. 099 – Vista do Engenho Tabayré, bico de pena de Sônia

Rabelo (8.3.5.4.4) 209


Fig. 100 – Vista do Engenho Pedregulho 210
Fig. 101 – Casa grande do Engenho Sant’Ana 211
Fig. 102 – Vista da Praça Duque de Caxias em Goiana,

mostrando o Colégio da Sagrada Família ainda sem

a Capela e a “Vila Antonia Elisa”, residência de

Diogo Rabelo (N.8); foto do final dos anos 20 212


Fig. 103 – Interior da Capela do Colégio da Sagrada Família

de Goiana, onde foram realizados diversos

casamentos das famílias aqui tratadas 213
Fig. 104 – Casa grande do Engenho Tracunhaém, mostrando

as charretes como meio de transporte da época;

Luís de França (8.3.1.3) de roupa escura e Júlio

(8.3.10) atrás 214


Fig. 105 – Fachada do laboratório JALOS (Indústria

Farmacêutica), situado à Praça João Pessoa em

Goiana, de propriedade do Dr. Joaquim Alves de

Vasconcelos 215

Fig. 106 – Casa grande do Engenho São João em Itamaracá,

que pertence à família da Baronesa de Goiana,

Manoela de Castro Caldas 216
Fig. 107 – A cruz da estrada de Pontas de Pedra, em dia de

Romaria 217


Papéis Familiares
Fig. 108 – Página do Livro de Assentos pertencente ao Dr.

José Ignácio da Cunha Rabello (8), com registro

do nascimento de sua filha Manoela (8.2), datado

no Engenho Tracunhaém, 28 de fevereiro de

1851 220
Fig. 109 – Lista de estudantes matriculados no Curso Anexo à

Faculdade de Direito, 1891, em destaque o nome de

Antonio (8.3.1) 221
Fig. 110 – Cartões de visita e participação da família Rabelo 222
Fig. 111 – Cartões com bilhetes de 1893 e 1894; o de José

Ignácio (8.3)com moldura preta, indicando luto pela

morte da sua 1 a esposa 223
Fig. 112 – Bilhete de José Ignácio (8.3) para o seu filho

Antonio (8.3.1), 1893 224


Fig. 113 – Trechos de cartas de Samuel Correia (2.1) para o

Cunhado Antonio da Cunha Rabello (8.3.1), de

1895 e 1896 225
Fig. 114 – Bilhete de Anna Joaquina (8) ao seu neto Antonio

(8.3.1), datado do Engenho Palha, Goiana, 1896 226


Fig. 115 – Primeira página do Livro de Assentos de Antonio

(8.3.1) 227


Fig. 116 – Carta de Joaquim para sua esposa Amelinha (1.7),

datada de Itambé, 10 de fevereiro de 1918 228


Fig. 117 – Lembrança da 1a comunhão do Dr. Júlio Campello

do Rego Barros (1.2.2), anotada por sua mãe Anna

Campello (8.12), 1906 230
Fig. 118 – Título de Eleitor pertencente a Antonio Gonçalves

da Cunha Rabello (8.3.1), 1918 231


Fig. 119 – Receita médica do Dr. Belermino Corrêa, 1921 (v.2) 232
Fig. 120 – Boletim médico do estado de saúde de José Ignácio

Rabello (Cazuza) (8.3.6), agosto de 1927 233


Fig. 121 – Lista de compras do enxoval do Dr. Joaquim Alves

e Dª. Rosita (8.3.2.3), 1928 234


Fig. 122 – Receita caseira de Rosa de Lima Rabello (8.3.10),

1929 235
Fig. 123 – Remédios caseiros da época 236


Fig. 124 – Receita de pão de mandioca 237

Fig. 125 – Bilhete de Mercês (Bn.5) para Lourdinha (Bn.8),

1924 238
Fig. 126 – Letra da modinha “Acorda Adalgisa”, já tocada e

cantada nos serões de 1915 240


Fig. 127 – Quadrinhas para Joana D’Arc (Bn.11) e irmãs,

1923 241
Fig. 128 – Letra de uma “Canção Portuguesa”, 1916, cantada

nos saraus das casas grandes 242
Fig. 129 – Trecho de jornal do Rio homenageando o

Dr. Antonio Egydio (8.11) 243


Fig. 130 – Aviso da missa do 30o dia da morte do Mons. Júlio

Maria (1.1), jornal do Rio, julho de 1942 244


Fig. 131 – Poema de Israel de Castro (goianense amigo do

Dep. Antonio Correia de Oliveira (1.3.2.3.) e de Luís

Rabelo (8.3.1.3) sobre Goiana e suas famílias 245
Fig. 132 – Placa de Fundação da Companhia Industrial de

Fiação e Tecelagem de Goyanna (1894), que ainda

hoje pode ser vista no frontal do prédio na

Av. Nunes Machado (antiga Rua da Baixinha) 246


Fig. 133 – Peça monogramadado aparelho de porcelana perten-

cente ao Barão de Goiana (JJCRB) 247



PREFÁCIO

Nos dias de hoje, convivendo com os jovens e até com aqueles que já não são tão jovens, sentimos como vivem alienados em relação à sua própria família que, muitas vezes, se resume ao grupo nuclear de pai, mãe e irmãos, quando muito acrescido dos avós, tios e primos legítimos, desconhecendo entretanto os seus nomes completos. Se são chamados por apelidos carinhosos, mais difícil ainda identificá-los por seus próprios nomes. Muito raro sabem explicar o parentesco entre eles; muitas vezes ouvimos primos se indagarem por que o são usando sobrenomes tão diferentes. Tudo se complica mais com a vulgarização das designações tio/tia e avô/avó usadas como forma de tratamento para professores, amigos ou pessoas idosas.

Conscientes de tal “ignorância de parentesco” e, também, curiosos, nos propomos a realização deste trabalho tentando decifrar alguns enigmas que se nos apresentaram, começando, modestamente, a estudar um só agrupamento familiar. Depois nos demos conta de que era impossível isolá-lo, sem, ao mesmo tempo, esclarecer os seus entrelaçamentos endogâmicos. O trabalho tornou-se então mais complexo e abrangente, por isso mesmo mais interessante, como um grande quebra-cabeça a ser montado. Contribuiu muito para a realização desta “montagem” o material de que dispúnhamos, alguns manuscritos antigos, papéis de família, que além de informações, abriram caminhos para o conhecimento do prolongamento das raízes e ramos familiares dessa árvore tão frondosa. Tais manuscritos, como afirma o historiador pernambucano Evaldo Cabral de Mello (1997), são conhecidos como “livros de assento” que, no Brasil Imperial, eram os papéis privados que mais proliferavam: pequenos cadernos em que o chefe de família anotava os principais acontecimentos da história doméstica, tais como casamentos, nascimentos, batizados, falecimentos e até dívidas, pagamentos, heranças, doenças etc. Através desses, começamos a juntar as folhas dispersas, unindo-as aos galhos e procurando entrar em contato com tantas outras, resultantes de sementes que haviam sido levadas pelo vento e pelo tempo para outras paragens, fazendo florescer novas árvores das mesmas árvores (ou troncos) originais que, para nós foram os casais: João Joaquim da Cunha Rego Barros casado com Manoela de Castro Caldas e José Ignácio Ferreira Rabello, casado em segundas núpcias, com Manoela Francisca da Cunha Coutinho (assim de duas Manoelas descendem todas as pessoas aqui enumeradas), do primeiro casal predominou o ramo dos Rego Barros e do segundo o ramo dos Cunha Rabelo.

Gente de Goiana – ou melhor da velha Goyanna – que se entrelaçou tantas vezes, e de tal maneira que, como pode ser observado, muitas vezes não podemos definir quem teve origem no primeiro casal ou quem a teve no segundo. Escrever sobre essa gente é, em grande parte, estudar sobre a própria história regional, tamanha é a importância histórica de Goiana, mãe de muitas vilas, comarcas, cidades e municípios das antigas capitanias de Itamaracá e de Pernambuco e, também da Paraíba, por sua localização estratégica na fronteira norte do Estado de Pernambuco. Tome-se como exemplo, o que escreve o historiador paraibano Horácio de Almeida (1958) sobre Brejo de Areia: as suas famílias tradicionais, em sua grande parte procediam de Goiana, que foi o centro de maior irradiação para o interior da Paraíba, segundo o autor.

Por outro lado, é interessante notar a freqüência dos casamentos entre primos que se repete há várias gerações. Talvez venha deste fato, a constância da repetição de certos nomes próprios, tais como os femininos: Manuela, Maria das Mercês, Maria Eugênia, Joana, Maria da Conceição, Maria do Carmo e Rosa; e dos masculinos: José Ignácio, Amaro, Augusto, José Augusto e João Alfredo.

No trabalho, resolvemos adotar a uniformidade da caligrafia dos nomes próprios de acordo com a Reforma Ortográfica; assim temos Rabelo e Correia, em vez de Rabello e Corrêa, como aparecem em antigos manuscritos – se bem que a grafia Correia ou Corrêa aparece mesmo em documentos do século XIX.

No presente trabalho, adotamos o critério da numeração progressiva para descrever a descendência do primeiro casal-tronco (João Joaquim e Manoela de Castro Caldas) e a numeração alfanumérica, usada tradicionalmente em trabalhos genealógicos, para descrever a descendência do segundo casal-tronco (José Ignácio e Manoela Francisca da Cunha Coutinho). Assim, F = filho, N = neto, Bn = bisneto, Tn = trineto, Qn = quarto neto, Pn = penta neto e Sn = sexto neto; sendo assim, F1, significa primeiro filho, F2 segundo filho, N1 primeiro neto, Bn3 terceiro bisneto. Tn5 quinto trineto e assim por diante, para que as duas descendências não sejam confundidas em seus freqüentes entrelaçamentos.

Para o entendimento da numeração progressiva, tomemos como exemplo a seguinte situação: Eduardo'>Eduardo (8.3.1.2.1.1.2) é o segundo filho de Maria Rita (8.3.1.2.1.1) e de Edmir Vieira, esta, por sua vez, é a primeira filha de Maria da Conceição (8.3.1.2.1) e de Antonio Gamboa Varela, esta, por sua vez, é a primeira filha de Maria Rita (8.3.1.2) e de Luíz Marinho Tavares de Gouvêia, que, por sua vez, foi a segunda filha de Antonio Gonçalves da Cunha Rabello (8.3.1) e de Luzia Correia de Oliveira Andrade, este, por sua vez, foi o primeiro filho de José Ignácio da Cunha Rabello Filho (8.3) e de Rosa de Lima Gonçalves Vaz Curado, este por sua vez, foi o terceiro filho de Anna Joaquina da Cunha Rego Barros (8) e de José Ignácio da Cunha Rabello. Anna Joaquina (Aninha da Palha), foi a oitava filha do casal-tronco: João Joaquim da Cunha Rego Barros e Manoela de Castro Caldas (Barões de Goiana). Assim, o pequeno Eduardo, é sexto-neto do tronco principal. Graficamente, temos o seguinte:

Sn Eduardo
Pn Maria Rita c.c Edmir Vieira
Qn Maria da Conceição c.c. Antonio Gamboa Varela
Tn Maria Rita c.c. Luíz Marinho Tavares de Gouvêia
Bn Antonio G. da C. Rabello c.c. Luzia C. de Oliveira
N José Ignácio Filho c.c. Rosa de L. G. Vaz Curado
F Anna Joaquina c.c. José Ignácio da C. Rabello
João Joaquim c.c. Manoela de Castro Caldas

Quando, pela necessidade de encaixar as peças fragmentadas de que dispúnhamos, fomos levados a procurar pessoas que se estavam tornando estranhas, totalmente fora do nosso convívio, sentimos nelas a alegria do reencontro e a disponibilidade de participação. A ajuda de todas elas foi inestimável. Muitas vezes, uma indicando outra, que para nós era totalmente desconhecida, levou-nos ao contato com novos parentes sempre acolhedores e amáveis. Nunca recebemos um “não”, uma evasiva. As informações foram chegando, chegando e a corrente crescendo com elos fortes. Raras vezes esses elos se apresentam um tanto frágeis, pois não mais existem quem os possa soldar. A todos desejamos expressar os nossos melhores agradecimentos pela expressiva colaboração.

Eis enfim um livro de família que nunca estará terminado e pronto, pois as gerações continuam e ele sempre deverá ser atualizado pelos novos frutos que produzirão novas sementes já no novo milênio.

Por ser esta obra inacabada, deve conter inúmeros erros e muitas omissões, que só serão corrigidas com a participação de todos. Por isso colocamos no final algumas páginas em branco destinadas a correções e adições necessárias que podem ser feitas diretamente pelos leitores e enviadas para os autores (argusalmeida@uol.com.br). Sabemos que muitos rebentos já estão florescendo depois que demos por encerradas as nossas pesquisas em 1999, corrigidas e entregues à editora em maio de 2000, o que justifica várias lacunas referentes à dinâmica dos acontecimentos familiares. Pedimos desculpas pelo retardo da divulgação e problemas de editoração, que não dependeram de nós.

Esta foi a nossa missão, esta é a nossa expectativa.

Olinda, 2002.

Os autores.



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