Gossip Girl 3 – Eu quero tudo



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Advertência: todos os nomes verdadeiros de lugares, pessoas e fatos foram abreviados para proteger os inocentes. Quer dizer, eu.

oi, gente!

O Natal em Nova York é realmente mágico, em especial no uptown. O ar cheira a neve caindo, a lenha queimando e a bolos assando. De nossas coberturas, o Central Park parece um reino encantado de prata, a ParkAvenue é um desfile de luzes de Natal e o tamanho da árvore do Rockefeller Center parece prometer que este será o Natal mais maravilhoso de todos - embora a maioria de nós vá estar bebendo champanha demais para perceber. Ao longo da Quinta Avenida, todas as vitrines das lojas de departamentos estão decoradas para as festas e todas as meninas que saem para fazer compras usam lindos casacos de cashmere azul-celeste Marc Jacobs que compraram em outubro e mal viam a hora de usar. E à noite todos saem para curtir, curtir, curtir. Nada de estudar para os exames de meio de ano; nada daquelas tentativas de última hora de entrar para a faculdade; nada de ajudar a mamãe a comprar presentes para as empregadas, as cozinheiras, os motoristas e as moças da lavanderia. Peguem seu vestido drapeado de cetim preto Prada, os sapatos de salto agulha de puro acrílico Christian Louboutin, a bolsa Hermes Birkin laranja, o cara mais lindinho que conhecerem e venham comigo!


Flagra


D e V com os lábios grudados no píer da 79. É meio trágico o tempo que eles levaram para perceber que se gostavam. N comprando rosas vermelhas para J - e não pense que ele tem um coração mole naquele lindo corpinho chapadão. B e S indo à Bendel's para pegar os vestidos para a noite do baile Black-and-White. Soube que Flow - ex-modelo e agora lindo vocalista e guitarrista, cuja banda, a 45, acaba de ganhar o MTV Music Award de melhor disco por seu álbum de estréia, Komunik8 - vai fazer a honra de anunciar quanto dinheiro arrecadou. O baile é em benefício de Be Kind, um grupo que milita pelos direitos dos animais, do qual Flow é porta-voz. Mas quem liga para isso? Todos sabemos que só vamos lá para dar uma olhada na carinha perfeita dele. Vejo vocês lá!

SERÁ QUE ELAS REALMENTE SÃO AMIGAS AGORA?

É isso mesmo: Se B decidiram reatar a amizade, e já não era sem tempo. Quer dizer, quanto tempo você pode ficar furiosa com alguém com quem tomou banho na escola primária?


B pode não ser tão loura nem tão magra nem tão "vivida" quanto S, mas isso não quer dizer que tenha de odiá-la. E S nunca será tão desonesta nem tão ensimesmada quanto B, mas isso não quer dizer que tenha de ter medo dela. Então as duas decidiram deixar as diferenças de lado e serem agradáveis uma com a outra, pelo menos por enquanto. A questão é, agora que elas voltaram, que tipo de besteira maluca elas vão aprontar?
Podem acreditar, serei a primeira a descobrir e vocês saberão logo depois. Eu não sou exatamente boa em guardar segredos.

Pra você que me ama,


gossip girl

as gatas do baile


- Se ela fosse, tipo assim, uns quinze centímetros mais alta, ele podia apoiar o queixo no colo dela - observou Blair Waldorf enquanto via o ex-namorado, Nate Archibald, dançando com Jenny Humphrey, a aluna da oitava série baixinha e peitudona que foi o motivo de Nate inexplicavelmente dar o fora em Blair algumas semanas antes. - Mas aí ele ia ter dificuldade para respirar.
Felizmente, Blair tinha dispensado o jantar naquela noite; senão, teria ido direto para o banheiro das mulheres para vomitar de nojo.
Serena van der Woodsen, a mais antiga e mais recente amiga de Blair, respondeu sacudindo os cabelos claros.
- Não entendi - disse ela. - Não tenho nada contra a Jenny, mas sempre achei que você e Nate eram, tipo assim, o casal perfeito. Vocês estavam totalmente destinados a passar o resto da vida juntos.
Era estranho ouvir Serena dizer isso. Afinal, ela e Nate tinham perdido a virgindade juntos, sem o conhecimento de Blair, quando terminaram a oitava série. Se duas pessoas estavam destinadas uma à outra, só podiam ser eles. Mas, como acontece em qualquer relacionamento em que Serena tenha se envolvido, sua farrinha com Nate tinha sido só uma ficada rápida. Blair e Nate eram coisa séria. E eles sempre foram uma presença tão confiável- como o porteiro no saguão do prédio de Serena na Quinta Avenida - que era impossível imaginar como seria o futuro sem eles como casal. Por causa deles, Serena sentiu como seria fazer parte de um relacionamento
sério, e era meio assustador ver como as coisas tinham ficado ruins.

Blair bebeu sofregamente de sua taça de champanha Cristal. As duas meninas estavam sentadas sozinhas a uma mesa redonda e grande, coberta com uma toalha de musselina branca e tafetá preto, no opulento salão de baile do St. Claire Hotel,


onde o baile anual Black-and-White estava bom bando. Meninas de tomara-que-caia longos e pretos de Versace e Dolce & Gabbana, com plumas brancas nos cabelos, dançavam com meninos em cintilantes smokings preto-e-brancos Tom Ford para a Gucci, e uma bola gigante feita de rosas pretas e brancas pendia do teto. Blair teve um forte déjà vu.
A mãe dela tinha se casado um mês antes com um mané, suarento e gordo chamado Cyrus Rose e a recepção do casamento aconteceu nesse mesmo salão. O casamento também ocorreu no dia do aniversário de 17 anos de Blair, o dia em que ela planejava ir até o fim com Nate. Ela passou horas se arrumando e ensaiou repetidamente na cabeça cada momento do que seria. Mas depois ela esbarrou em Nate se agarrando com aquela garotinha no saguão do hotel e percebeu que, no fim, não importava o quanto estivesse gostosa em seu vestido de dama de honra Chloé marrom, ou como seu cabelo estava teatral, ou a altura dos saltos de seu stiletto Manolo Blahnik, Nate
estava ocupado demais apalpando os peitos de balão daquela cabeça felpuda de 14 anos para perceber alguma coisa.
Foi o pior aniversário que Blair já teve. Mas ela não ia ficar martelando isso. Ela não era desse tipo.
Ah, é, então tá.
- Não acredito mais no destino - disse ela a Serena, baixando a flûte de cristal com um baque na mesa e quase quebrando a haste. Blair passou os dedos nos longos cabelos castanho-escuros que tinham sido aparados naquele dia por Antoine, seu novo cabeleireiro favorito do Elizabeth Arden Red Door Salon.
Serena riu e revirou os olhos azuis.
- Então, como é que você sempre disse que seu destino era Yale?
- Isso é diferente - insistiu Blair.

O pai de Blair tinha ido para Yale e Blair sempre sonhou em ir para lá também. Ela era a primeira da turma na Constance Billard e tinha atividades extracurriculares saindo pela tampa, então tentar a admissão cedo parecia uma opção óbvia. Mas, durante a entrevista, ela desmoronou e virou Blair a Rainha do Drama no Cinema. Contou ao entrevistador uma história comovente de como a mãe tinha se divorciado de seu pai gay e estava prestes a se casar com um homem que ela mal conhecia, e como estava louca para entrar na faculdade e começar uma vida totalmente nova. E depois ela beijou o entrevistador - na verdade, ficou na ponta dos pés e o beijou na bochecha


encovada e eriçada de pêlos!
Blair sempre se imaginou a heroína de algum filme preto-e-branco da década de 1950, no estilo Audrey Hepburn, seu ídolo. Aquela vez tinha sido sua ruína. Agora ela era obrigada a se candidatar à admissão regular de Yale com todos os outros, e chegou a falar com o pai para doar um programa de estudos a Yalena França como uma forma de dar uma forcinha para ela. Mas suas chances de conseguir entrar lá ainda eram,
no máximo, magrinhas.
Blair pegou a garrafa de Cristal no balde de prata no meio da mesa e encheu a taça.
- Destino é para manés - disse ela. - É só uma desculpa idiota para deixar as coisas acontecerem em vez defazer com que elas aconteçam.
Se ao menos ela soubesse exatamente como fazer com que as coisas que ela queria acontecessem mesmo, sem ferrar completamente com elas.
A atenção de Serena era mais curta do que a de um cachorrinho recém-nascido e elajá havia bebido demais para ter uma conversa séria.
- Não vamos mais falardo futuro, tá bem? - Ela acendeu um cigarro e soprou a fumaça no ar acima da cabeça de Blair.Sabe o que é,aquele cara louro que está conversando com oAaron está te encarando total há uns dez minutos. - Ela cobriu a boca com os dedos longos e esbeltos e riu. - Epa. Lá vêm eles.

Blair se virou e deu com seu meio-irmão vegetariano de trancinhas, Aaron Rose, e um cara muito alto com cabelo louro espigado e olhos castanho-claros, vestindo um smoking Armani maravilhosamente bem-feito, andando para a mesa delas. O garoto batia os dedos nervosamente nas pernas supercompridas e olhava para os sapatos Christian Dior pretos e brilhantes como se estivesse preocupado em tropeçar neles ou


coisa parecida. Atrás dos dois garotos, a pista de dança inchava de belas meninas lindamente vestidas e rapazes adoravelmente elegantes, os braços de um no pescoço de outro, balançando com uma música de Beck.
- Diga alguma coisa legal para a Blair - disse Serena a Aaron. - Ela está se estressando com o futuro.
Blair revirou os olhos.
- E quem não está?
Os lábios finos e vermelhos de Aaron se curvaram para baixo numa careta de quem pede desculpas. Ele, Blair e Serena tinham vindo ao baile juntos e, desde que chegaram, Aaron deixou as duas meninas bebendo e fumando cigarros enquanto ele ia encontrar os amigos. Mas Blair andava meio ansiosa e sentimental ultimamente com o casamento dos pais, a entrevista repulsiva em Yale e tudo o mais. Ela precisava de todo o apoio moral que pudesse conseguir.
- Desculpe. Não tenho sido um bom acompanhante. Quer dançar ou coisa assim?
Blair o ignorou. Ela estava com cara de quem queria dançar? Ela olhou para o amigo alto e louro de Aaron.
- Quem é você?
O louro deu uma risadinha. Os dentes dele eram ainda mais brancos do que a camisa.
- Sou o Miles. Miles Ingram.
Filho de Danny Ingram, o famoso proprietário de restaurantes e clubs, dono de lugares da moda, como o Gorgon em Nova York e o Trixie em Los Angeles, para citar apenas alguns.
- Ele é meu colega de turma na Bronxdale - acrescentou Aaron. - Estamos montando uma banda. Miles toca bateria.
Blair bebericou o champanha, esperando que eles dissessem alguma coisa que não fosse completamente entediante.
Miles deu uma risadinha para Blair e tamborilou os dedos nas costas de uma cadeira vazia.

- Você é muito mais bonita do que eu pensava - disse ele.


Ele era bonitinho, mas aquele negócio dos dedos batucantes podia ser seriamente irritante.
Blair não retribuiu o sorriso. Pegou a bebida. Aaron provavelmente disse a Miles que ela era uma bruxa total, e ele esperava que ela tivesse verrugas no nariz e uma vassoura na bunda.
Não exatamente. Aaron não gostava de falar de sua nova meia-irmã porque queria guardá-la para si mesmo. Mas não puxe a rede ainda - vamos chegar lá depois.
Aaron empurrou as trancinhas para trás das orelhas.
- E essa é Serena - disse ele a Miles. Miles deu só uma olhadinha rápida no rosto perfeitamente cinzelado, nos profundos olhos azuis, no corpo longo e magro e no fantástico vestido preto Gucci de Serena. Os olhos dele caíram nela por um momento - era difícil não cair-, antes de se virarem para Aaron.
- Que esquisito. Você não me disse que Blair era tão bonita.
Aaron deu de ombros e pareceu pouco à vontade.
- Desculpe.
Blair e Serena acenderam novos cigarros, ainda esperando que alguma coisa louca acontecesse. Considerando a observação que Blair acabara de fazer sobre o destino, cabia a elas fazer acontecer.
Aaron pigarreou.
- Tem certeza de que não quer dançar? - perguntou ele a Blair novamente.
Blair percebeu que ele não estava usando gravata-borboleta
e que a camisa do smoking estava desdobrada e desabotoada
no colarinho. Aparentemente, ele estava declarando
alguma coisa. Ela deu um longo trago no cigarro e soprou a
fumaça na cara dele.
- Não, obrigada.
A música de Beck terminou e as pessoas voltaram aos bandos para as mesas para se embebedar mais.
- Meus pés estão morrendo! - gemeu Kati Farkas, atirando-se em uma cadeira na frente de Blair e tirando os sapatos.
- Os meus já estão mortos-ecoou Isabel Coates, afundando na cadeira ao lado da dela.

Nos últimos dois anos, enquanto Serena estava na Hanover Academy, em New Hampshire, Isabel e Kati tinham colado em Blair. Elas compravam maquiagem na Sephora juntas, bebiam cappuccino no Le Canardjuntas e, sim, elas até iam ao banheirojuntas. Blair dominava o cenário social. Então, quando as duas estavam com ela, elas se sentiam quase famosas, aproveitando o tapete vermelho em toda parte. Mas, pouco antes do Dia do Descobrimento da América, Serena foi expulsa do internato e reapareceu na cidade para roubar Blair das duas, e Kati e Isabel voltaram a ser as velhas e reles Kati e Isabel de sempre.


- Como é que vocês não estão dançando? - perguntou Kati.
Blair deu de ombros.
- Não estou com humor pra isso.
Isabel suspirou.
- Só vamos ter de fazer as provas na semana que vem disse ela, confundindo com cansaço o toque de tédio na voz de Blair. -E depois, vamos ter uma folga por causa do Natal.
- Vocês têm tanta sorte de ir a um lugar que é demais acrescentou Kati. - Eu vou ter de fazer aquele esqui idiota na porcaria de Aspen, de novo.
- Bem, não é tão ruim quanto minha casa de campo chatérrima em Connecticut -replicou Isabel.
- Vai ser sensacional - soltou Serena com um sorriso animado.
Blair e Serena iam passar o Natal juntas em St. Barts. A mãe de Blair e o pai de Aaron estavam em lua-de-mel num cruzeiro pelo Caribe, e arranjaram para que Blair, Aaron e o irmãozinho de Blair, Tyler, passassem as festas no exclusivo resort Isle de La Paix, em St. Barts. Cada um deles podia levar um amigo, se quisesse. Assim, depois de se reconciliarem no banheiro durante a recepção de casamento da mãe, Blair convidou
Serena.
É claro que estariam de volta à cidade para o Ano-novo. Nenhuma garota de respeito com mais de 12 anos que goste de uma balada passa o Ano-novo com os pais.

- Vai ser uma loucura - concordou Blair com um sorriso presunçoso. Ela podia se imaginar perfeitamente, escorregadia de bronzeador, com o novo biquíni Missoni em uma praia rústica de areias brancas, o rosto mascarado por enormes óculos de sol Chanel, enquanto uns gatos de calção de surfe traziam drinques exóticos em cascas de coco. Ela ia se esquecer de Yale, de Nate, da mãe e de Cyrus e assar até ficar marrom como café com leite sob o sol quente da ilha. É claro que ela sabia que Kati e Isabel estavam numa inveja total porque ela não havia convidado nenhuma das duas para ir a St. Barts com ela, mas, para ser sincera, Blair não dava a mínima. Só mais um semana.


Chuck Bass apareceu por trás de Blair e colocou suas mãos quentes e grandes nos ombros nus dela, tonificados pela prática de tênis.
- Acabo de ver o Nate e aquela garotinha da Constance dando uns amassos no canto -anunciou ele, como se todos quisessem saber.
Chuck era bonito de um jeito meio obscuro, de comerial de loção pós-barba. Também era o cara mais galinha de toda Nova York. Ele tentou molestar Serena quando ela desabou de bêbada no quarto de hotel da família dele no Tribeca Star em outubro e quase conseguiu que a pequena Jenny Humphrey tirasse o vestido para ele no banheiro das mulheres na festa Beijo na Boca na mesma semana. Chuck era o pior
tipo de galinha, mas todos ainda o toleravam porque ele era um deles: freqüentava uma pequena escola privativa de meninos; no primário, ele foi para a escola de dança na Arthur Murray e tomou aulas de tênis na Asphalt Green, e cantou na igreja do hotel em frente à praia no sul da França. Era convidado para as melhores festas e para as vendas privativas mais exclusivas, como todos os outros do grupo. Mesmo quando era rejeitado, Chuck ainda voltava. Ele era impiedosamente inespantável.
Blair tentou afastar as mãos dele.
- E daí?
Chuck continuou com as mãos onde estavam.

- Nate nunca conseguiu fazer você ceder, né? - Ele começou a massagear os ombros dela. - Estava pensando que talvez a honra deva ser minha.


Todo o corpo de Blair enrijeceu. Até aquele momento, ela nunca teve muitos problemas com Chuck, mas agora entendia por que Serena o odiava tanto. Ela empurrou a cadeira para trás, expulsando violentamente as mãos dele de seus ombros e se levantou.
- Tenho de ir ao banheiro-anunciou ela à mesa, ignorando Chuck completamente. - Depois, vamos dar o fora daqui. Podemos continuar a festa na minha casa ou coisa parecida.
Aaron se levantou e deu um passo na direção dela, enfiando as trancinhas atrás da orelha, meio constrangido.
- Você está bem? - perguntou ele, parecendo preocupado.
Nesse momento, todo aquele ato do Sr. Sensível irritou Blair quase tanto quanto a galinhagem de Chuck.
- Estou ótima.
Ela se virou e marchou pela sala da melhor maneira que pôde no salto agulha de acrílico Christian Louboutin e no vestido Gucci preto superapertado, olhando diretamente para a frente a fim de evitar ver Nate com aquela garotinha Ginny, ou sei lá que diabos é o nome dela.
As pessoas estavam se reunindo na pista, num murmúrio excitado. Parecia que Flow - o vocalista mais gostoso do mundo da música - estava prestes a aparecer. Mas Blair não se importou. Ela não ficava babando para gente famosa, como a maioria das garotas. Não precisava disso: ela era a estrela constante do filme que rodava em sua cabeça, a pessoa mais famosa que conhecia.


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