Grace Jones é a grande atração internacional da sétima edição do B2B



Baixar 42.12 Kb.
Encontro26.02.2018
Tamanho42.12 Kb.




Grace Jones é a grande atração internacional da sétima edição do B2B
Festival acontece na véspera do Dia da Consciência Negra
Ingressos já estão à venda
FOTOS EM ALTA RESOLUÇÃO: WWW.CANIVELLO.COM.BR
Em sua sétima edição brasileira, o Back2Black celebra mais uma vez a diversidade rítmica da música negra e traz alguns dos mais representativos artistas do Brasil e do exterior em uma versão compacta, no dia 19 de novembro, na Cidade das Artes, parceira do projeto. A grande atração da noite é a diva pop jamaicana Grace Jones, que desembarca por aqui com o show da turnê The Farewell Tour.
A cantora, compositora, atriz e modelo que, desde a década de 1970 é uma das mais poderosas influências no mundo pop/fashion, se apresentará com o corpo pintado por grafismos inspirados no trabalho do artista Ketih Haring. No show não faltarão grandes sucessos de sua carreira, como My Jamaican Guy, Pull Up to the Bumper e Slave to the Rhythm.
“Nesta edição quero dar destaque aos movimentos do ‘tombamento’ e ‘emporaderamento’ dos negros, mulheres, gays e todas as minorias discriminadas; a favor da diversidade, contra o racismo e a homofobia. Esta será a nossa grande mensagem! Grace Jones já lacrava nos anos 80 e agora se juntará à nova geração lacradora no Brasil”, entusiasma-se Connie Lopes, diretora geral e criadora do festival, em 2009.
A noite começa com a mistura única de dub, rap e rock e tempero baiano do grupo Baiana System, vencedor do Prêmio Multishow deste ano nas categorias Melhor Hit, com Playsom — a única música brasileira a entrar na trilha do game da FIFA de 2015 —, e Melhor Disco (Duas Cidades), com produção de Daniel Ganjaman e participações de Ícaro Sá (Orkestra Rumpilezz), Siba, Márcio Vitor (Psirico) e Japa System (Timbalada). Formado por Russo Passapusso (letras), Roberto Barreto (guitarra), Marcelo 'SekoBass' Seco (batidas e programação rítmica) e ainda Filipe Cartaxo (identidade visual), o grupo tem recebido cada vez mais atenção do público e da crítica especializada pela originalidade de seu som, apontado como um divisor de águas da música contemporânea baiana.

Na sequência, o show Nós por Nós reúne um supertime com alguns dos maiores destaques da nova cena musical negra brasileira — Daúde, Deize Tigrona, Dream Team do Passinho, MC Linn da Quebrada, Rico Dalasam, e Tássia Reis, além da participação do DJ Machintal. No show que terá 90 minutos de duração e 14 músicas, cada artista apresentará uma composição de seu próprio repertório e um clássico da música negra. É o caso da emblemática A Carne (Seu Jorge), originalmente gravada por Elza Soares, da bombástica Talento (Nem vem com esse papo / Feminina tu não come?), de Mc Linn da Quebrada, e de It's a Man's World (James Brown) e Ouça-me Remix, ambas escolhidas por Tássia Reis.
"Será um tributo à força do som negro, uma celebração da musicalidade chapa-quente da diáspora e à beleza dessa gente", resume Rafael Dragaud, diretor artístico do show. O clímax da apresentação será a virada para o Dia da Consciência Negra, quando os artistas se reúnem no palco para uma contagem regressiva e uma grande celebração ao som de Mundo Negro, do Rappa.
O B2B encerra a noite com um dos eventos de maior destaque do movimento negro no Brasil, a Festa Batekoo, que atualmente conta com edições no Rio, São Paulo e Salvador, onde foi criada pelos produtores e DJs Maurício Sacramento e Wesley Miranda. A ideia da festa surgiu para que o público jovem negro, periférico, normalmente marginalizado, tivesse um espaço seguro, especialmente as mulheres e o público LGBTT negro.
Na área de pilotis da Cidade das Artes, o Back2Black vai além da música que acontece no palco para trazer algumas das manifestações artísticas que compõem o amplo painel da cultura negra. Este ano, o festival recebe a Batalha dos Barbeiros, criada por Érica Nunes. Sobrevivente da chacina da Candelária, e agora mais conhecida como 'Madrinha dos barbeiros', a jovem de 33 anos criou o evento ao perceber que a barbearia artística era uma forte expressão da cultura das periferias. Especializou-se na área e montou um espaço que funciona também como escola profissionalizante e promove, além do evento da Batalha dos Barbeiros, em que os participantes são desafiados a criarem cortes inusitados em edições que já se espalharam pelo país, ações sociais em diversas comunidades.
A direção de arte do Back2Black este ano vai resgatar a memória do festival com projeções de fotografias de todos os artistas que já passaram pelo evento, em registros do fotógrafo João Wainer. O trabalho ficará a cargo do designer, ilustrador e diretor de arte Rico Lins, com ampla e premiada carreira no Brasil e no exterior, inspirado no icônico retrato de Grace Jones feita por Andy Warhol na década de 80.
Antes das apresentações musicais é a vez das palestras, uma das marcas do festival. Para falar sobre o empoderamento dos negros através da música e dos movimentos sociais, e de como os artistas abordam questões sobre gênero e identidade em seus trabalhos, Daúde, Lellêzinha (Dream Team do Passinho), Deize Tigrona, Rico Dalasam e MC Linn da Quebrada dividem a mesa na palestra Cultura e Empoderamento. Monique Evelle, considerada uma das personalidades negras brasileiras mais influentes da internet, fundadora do projeto Desabafo Social e da rede social Ubuntu, fará a mediação da conversa.
Em cena desde 2009, ano de sua histórica primeira edição, o festival Back2Black já trouxe ao Brasil artistas como Youssou N’Dour (em 2009, em incendiário show com Gilberto Gil e Marisa Monte), Erykah Badu (2010), Toumani Diabaté (2010), Seun Kuti (2010), Chaka Kan (2011), Macy Gray (2011), Asa (2011), Aloe Blacc (2011), Lauryn Hill (2012), Missy Elliott (2012), Mayra Andrade (2013), Blind Boys of Alabama (2013), Bobby Womak (2013) e Buika (2013), Stromae (2015), Linton Kwesi Johnson (2015), Angelique Kidjo (2015), entre muitos outros nomes. Sem falar no dream team nacional, formado pelos principais artistas brasileiros engajados com a cultura e a música negra. Ao todo, contabilizando as seis edições cariocas e uma edição inglesa (realizada em Londres, em 2012), 140 artistas se apresentaram no festival, vindos de cerca de 32 países (somente a África esteve representada por 16 países), e 45 palestrantes promoveram discussões sobre a cultura negra. Cerca de 120 horas de shows traduziram em música o que foi abordado nas conferências.
SOBRE AS ATRAÇÕES
Baiana System
Criado em 2009, o grupo mistura elementos tradicionais da música baiana – com destaque para a guitarra de Roberto Barreto –, e música urbana, hip hop, no estilo sound system, linguagem trazida pelo letrista Russo Passapusso. Desde o primeiro disco, Baiana System, de 2010, com participações de BNegão, Lucas Santtana, Roberto Mendes e Gerônimo, o grupo tem ousado em experimentações sonoras, em que entram também muitos elementos da música jamaicana, tornando seu som único e diferenciado. Neste mesmo ano se apresentaram pela primeira vez no Carnaval de Salvador e deram início a apresentações no exterior, passando por China, Dinamarca, França, Rússia, EUA e Japão. Depois do EP Pirata, de 2013, lançam este ano o CD Duas Cidades, vencedor do Prêmio Multishow como Melhor Disco do Ano e Melhor Hit, com Playsom.

Deize Tigrona

Pioneira e uma das grandes referências do movimento funk carioca, Deize Tigrona está de volta depois de quase cinco anos afastada da música. Conciliando a atividade artística com o trabalho como gari, Deize lançou Madame, que traz de volta sua marca registrada – as letras que não dão espaço para meias-palavras: “Já pensou sem a cerveja e a maconha o que seria do mundo?” O sucesso da artista atravessou fronteiras ao ter seu hit Injeção sampleado por Diplo para a cantora M.I.A., que ainda convidou Deize para uma participação em seu show, no TIM Festival de 2005.


Daúde


Baiana de nascimento e radicada no Rio de Janeiro, Daúde gravou seu primeiro CD em 1995, Daúde, com o qual ganhou o Prêmio Sharp de Música e APCA. Primeira brasileira contratada pelo selo Real World, do músico inglês Peter Gabriel, a artista soma 25 anos de carreira, que inclui apresentações no Brasil e exterior, em turnês que passaram pelos EUA, França, Noruega, Holanda, Alemanha, Itália, Áustria, Dinamarca, Espanha, Portugal, Bélgica, Suíça e Turquia. Foi a primeira artista brasileira a usar sampler em xotes, repentes e outros ritmos nordestinos.

Dream Team do Passinho
Nascido nos bailes funks das favelas cariocas em 2004, a dança do passinho se multiplicou através de vídeos amadores que se proliferaram na internet, promovendo batalhas entre os dançarinos. A partir de 2011, o movimento ganhou impulso quando começou a ser patrocinado por grandes empresas. Vencedores de algumas dessas batalhas, Lellêzinha, Hiltinho, Diogo Breguete, Pablinho e Rafael Mike formaram o Dream Team do Passinho em 2013 e foram convidados pela Coca-Cola, patrocinadora do evento, para gravar o clipe Todo mundo aperta o play, que se tornou sensação na web ao alcançar 10 milhões de visualizações. O grupo, que compõe, canta e dança, assinou contrato com a Sony Music, por onde lançou o CD Aperte o Play. Em pouco mais de um ano de existência, já se apresentou em megaeventos como o Réveillon de Copacabana e os Jogos Paraolímpicos de Londres, além de ter gravado um clipe com Ricky Martin, com uma versão funk para a música Vida.
Mc Linn da Quebrada
“Bicha, trans, preta e periférica. Nem ator, nem atriz, atroz. Bailarinx, performer e terrorista de gênero.” Essas são algumas das referências da MC Linn da Quebrada, que agora também usa a música – especificamente o gênero funk – como uma ferramenta de transformação social e uma poderosa arma na luta pela quebra de paradigmas sexuais, de gênero e corpo. De uma família religiosa do interior de São Paulo, a transexual de 25 anos descobriu na música uma maneira de se expressar e falar no que acredita. Músicas como Enviadescer e Talento falam do preconceito que existe na própria comunidade gay e na sociedade em geral em relação a transexuais e homossexuais afeminados.
Rico Dalasam
Nascido em Taboão da Serra, em SP, onde vive com a mãe, Jefferson Ricardo da Silva começou a fazer os primeiros versos aos 12 anos e aos 16 já participava das batalhas de MCs no metrô Santa Cruz, época em que criou o nome artístico Rico Dalasam, que é abreviação de Disponho Armas Libertárias e Sonhos Antes Mutilados. Assumidamente gay, o rapper, que também é cabeleireiro e trabalhou com produção de moda, inaugura a cena queer rap no Brasil e fala da discriminação e de sua realidade de jovem de periferia, negro e gay em músicas como Aceite-C, Esse Close Eu Dei e Riquíssima. Em 2015 lançou o EP Modo Diverso e este ano, seu primeiro CD, Orgunga.
Tássia Reis


Depois de lançar na internet Meu Rapjazz, em 2013, que no primeiro dia já havia alcançado 10 mil visualizações, Tássia Reis começou a chamar atenção e receber convites de outros artistas, como Marcelo D2, Izzy Gordon e a banda de jazzrap Mental Abstrato, para participar de shows e gravações. A menina de Jacareí, interior de São Paulo, que se formou em Moda na capital e ouvia em casa discos de Clara Nunes e Fundo de Quintal a Jackson Five e James Brown, passando por Lauryn Hill e De La Soul, fala do empoderamento da mulher negra em músicas como Não é proibido, Ouça-me e Perigo, reunidas no disco Outra esfera, lançado este ano.
Grace Jones
Cantora, compositora, atriz e modelo, a jamaicana Grace Jones foi precursora de estilos que viraram tendência, como o movimento cross-dressing na década de 80. Seu visual andrógino e arrojado foi inspiração para diversos artistas da cena pop, como Annie Lennox, Lady Gaga, Lorde e Rihanna, além de ter sido musa de Andy Warhol, que participou de um de seus clipes dizendo a frase: Grace’s perfect. Graces divine. Com a voz potente de contralto e figura carismática, emplacou diversos sucessos que iam desde composições próprias a regravações de clássicos como La vie en rose (Piaf) e Libertango / I've seen this face before (Piazzolla), passando por releituras de Roxy Music (Love is a Drug), The Pretenders (Private Life) e Tom Petty and the Heartbreakers (Breakdown), entre outros. Jones também atuou no cinema em duas dezenas de filmes, incluindo Conan, o bárbaro, e 007 - Na mira dos assassinos (A View to a Kill).

Festa Batekoo
Maurício Sacramento e Wesley Miranda criaram a primeira Festa Batekoo no fim de 2014, em Salvador. Menos de dois anos depois, o evento já é referência do movimento negro no país e ganhou edições regulares em São Paulo e Rio de Janeiro. A festa aos poucos conquistou status como representação de jovens periféricos negros e LGBTT, em um ambiente livre de preconceitos, onde a música é exclusivamente composta por ritmos e artistas negros.

DJ`s e lineup Batekoo

- TWINSHIT (RnB)

- BBWJU (Trap e eletrônico)

- DJ Garota (Funk)

- DJ Ønirica (Trap e eletrônico)

- BBYDANI (Afrobeat, Dancehall e Trap)

- @freshprinceofbahia (RnB, Ragga e Afrobeat)
FESTIVAL BACK2BLACK
Direção Geral e Curadoria: Connie Lopes

Direção de Arte e Design Gráfico: Rico Lins

Uma realização de Zoocom Produções e Eventos

LOCAL DE APRESENTAÇÃO

Fundação Cidade das Artes

Av das Américas, 5.300

Barra da Tijuca – Rio de Janeiro

Tel: (21) 3325.0102
Preço do ingresso

Pista: R$ 250 (inteira) / R$125 (meia)

Pista Premium: R$ 400 (inteira) / R$ 200 (meia)
Meia Entrada: estudantes (ensino fundamental, técnico profissionalizante, médio, supletivo, ensino superior (graduação) e pós-graduação (incluindo especialização, mestrado e doutorado), pessoa com deficiência e um acompanhante, idosos (pessoas com mais de 60 anos), jovens pertencentes a famílias de baixa renda, com idades de 15 a 29 anos, menores de 21 anos, professores e profissionais da rede pública municipal de ensino (apenas aqueles que atuam no município do Rio de Janeiro).
Para compra de ingressos e informações sobre pontos-de-venda na cidade, acessar o site da Ingresso Rápido (www.ingressorapido.com.br)
OBS: Ponto de Venda sem Taxa de Conveniência: 

Cidade das Artes - Av. das Américas, 5300, Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ
Horário de Funcionamento: terça a domingo, das 13h às 19h.
Classificação: 16 anos

PROGRAMAÇÃO
BACK2BLACK
SÁBADO, 19 DE NOVEMBRO
19h00 às 20h – Palestra com Daúde, Lellêzinha (Dream Team do Passinho), Deize Tigrona, Rico Dalasam e MC Linn da Quebrada. Mediação: Monique Evelly

20h30 às 00h30 - Batalha dos Barbeiros

20h30 às 21h30 – Show Baiana System (Brasil)

21h30 às 22h30 - Festa Batekoo

22h30 às 00h00 - Show Nós por Nós (Brasil) Com Daúde, Deize Tigrona, MC Linn da Quebrada, Rico Dalasam, Tássia Reis + Dream Team do Passinho

00h às 1h00 - Festa Batekoo

01h00 à 02h30 - Show Grace Jones (Jamaica)

02h30 às 3h30 - Festa Batekoo



Informações para a imprensa:

CANIVELLO COMUNICAÇÃO

Mario Canivello (mario@canivello.com.br)

Julia Enne (julia@canivello.com.br)

Tels: (21) 2274.0131 / 2239.0835





Compartilhe com seus amigos:


©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal