Grupo de Trabalho cbdb cert Prof



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RELATÓRIO PRELIMINAR DO GRUPO DE TRABALHO PARA AVALIAR A PERTINÊNCIA DO CBDB CRIAR ALGUM TIPO DE CERTIFICAÇÃO DE PROFISSIONAIS EM GESTÀO DE SEGURANÇA DE BARRAGENS
(GT CBDB_Cert_Prof)
(MINUTA PARA DISCUSSÃO)

PARTICIPANTES
Durante o desenvolvimento das atividades do GT CBDB_Cert_Prof os seguintes profissionais participaram das discussões:
Rogerio Menescal (Coordenador)

Carlos Henrique Medeiros

Selmo Kuperman

Gilberto Canali

Miguel Soria

Ruben Cardia

Alberto Sayão

Antônio Miranda

João Francisco Silveira

OBJETIVO
Analisar a pertinência e viabilidade do CBDB criar algum tipo de certificação de profissionais em gestão de segurança de barragens.

METODOLOGIA
Elaborar um estudo e submeter ao conselho do CBDB. Caso a viabilidade e pertinência sejam entendidas como possível pelo conselho do CBDB, aí então poderá ser criada uma comissão técnica para elaborar a proposta detalhada.

O GT CBDB_Cert_Prof foi composto por 9 participantes e efetuou reuniões virtuais até surgir a necessidade e oportunidade de uma reunião presencial.

Os participantes do GT iniciaram os trabalhos sem uma posição pré-definida e com abertura para o diálogo.
ROTEIRO
Para o desenvolvimento das atividades do GT CBDB_Cert_Prof foi adotado o seguinte roteiro:


  1. brainstorming entre os participantes do GT (e.g. reler discussões no grupo damsafety, novos comentários e observações etc.)

  2. análise de casos similares em outros países (e.g. Inglaterra, Nova Zelândia) e no Brasil (e.g. OAB, IBRACON, Associação Brasileira de Cirurgia Plástica etc.)

  3. discussão sobre a pertinência de o CBDB encampar essa atividade

  4. conclusões e recomendações


RELATÓRIO
Na reunião do GT CBDB_Cert_Prof, que aconteceu em Brasília, na semana do evento do ICOLD, seguindo ótima sugestão do Carlos Henrique, com a presença de Rogério Menescal, Selmo Kuperman, Carlos Henrique Medeiros, João Francisco Silveira e Miguel Sória (o Sayão e o Canali não conseguiram chegar em tempo), após as nossas discussões preliminares pela internet e um “toró de parpites” inicial, foi elaborado o seguinte relatório resumindo as atividades e conclusões do GT.
A primeira pergunta a responder é: “É necessário mudar alguma coisa com relação à certificação profissional ?”. O entendimento consensual de todos os participantes é que sim, pois o sistema brasileiro de habilitação atual não é suficiente para garantir um bom padrão de planejamento, projeto, construção e operação de barragens. Foi comentado o caso da residência médica, atuação do CRM e casos como as certificações a Associação Brasileira de Cirurgia Plástica. No caso da medicina, o cliente tem interesse em procurar a melhor relação qualidade/custo, já que ele é o maior interessado. No caso das barragens, o empreendedor, por ignorância (ou ganância ?), não tem consciência disso, e tem arriscado demais na escolha da qualidade/custo. A diferença é que, nesse caso, além dele, a sociedade é quem “paga o pato !”. As interessantes certificações profissionais dadas pelo IBRACON também foram comentadas. Também comentou-se sobre a experiência de outros países (e.g. Reino Unido, Nova Zelândia etc.)

A segunda pergunta foi “Quem deve fazer isso ?”. A primeira opção foi o sistema CREA/CONFEA, que inclusive está propondo alguma resolução a respeito. Entretanto o grupo entendeu que as mudanças nestas instituições está fora de nosso controle, pois dependem da postura deles, e, portanto, podem demorar bastante. Foi comentado que o sistema CONFEA/CREA foi criado justamente para defender os interesses da sociedade em relação aos “maus” profissionais. O problema é que esse sistema não tem demonstrado interesse em mudar sua postura para o caso específico de barragens, conforme já observado nas discussões do PL 1181/2003. Assim, pensou-se em alternativas de instituições públicas e privadas (e.g. ABRH, ABMS, ABGE, IBRACON etc.) e chegou-se ao entendimento de que o CBDB seria a instituição mais natural e que, portanto, também poderia e deveria fazer alguma coisa. O grupo entendeu que esta é uma atividade que tem perfeita afinidade com as atribuições da instituição definidas no estatuto. O grupo também entendeu que o CBDB deve acompanhar mais de perto as atividades em andamento sobre o assunto no CREA/CONFEA. Comentou-se também que as instituições públicas também têm o poder de especificar melhor e exigir as habilitações necessárias para a contratação de profissionais para as diferentes fases da vida da barragem com diferentes níveis de Dano Potencial Associado. Entretanto, elas talvez precisem de ajuda para isso.

O entendimento do grupo é de que a demanda do conselho do CBDB limita-se às respostas das duas perguntas anteriores, mas que seria interessante já levar uma proposta ao conselho. Assim, partiu-se para a resposta de uma terceira pergunta, “O quê e como essa habilitação deve ser feita ?”. Durante a discussão, surgiu a proposta inicial do CBDB disponibilizar de imediato os currículos de profissionais interessados, no site do CBDB, inclusive para não sócios (para não dar a idéia de corporativismo). A idéia inicial seria de um sistema como o Lattes do CNPq, onde o CBDB não teria responsabilidade sobre o conteúdo fornecido pelo usuário. Outras questões sobre o conteúdo, a pertinência de uma eventual pré-análise dos currículos por uma comissão do CBDB, níveis diferenciados por classe de barragem etc. seriam discutidas a posteriori, caso o conselho acate a proposta. O entendimento do grupo foi, portanto, de que esta iniciativa imediata, com a respectiva divulgação em todas as oportunidades (e.g. reuniões, boletins, cartas, site e eventos do CBDB), já ajudaria alguma coisa e teria a vantagem de, em princípio, não trazer problemas do ponto de vista jurídico para o CBDB. Com o desenrolar dos acontecimentos uma proposta mais robusta deverá ser formulada e implementada.

Também propõe-se que, além dos currículos, seja divulgado no site do CBDB as listas dos profissionais que realizaram cursos sobre segurança de barragens, informando também as características de cada curso (instituição, escopo, grade, carga horária, corpo docente, etc.).



SUGESTÕES DE ENCAMINHAMENTOS
Como sugestão de encaminhamentos o GT propõe para análise e deliberação pelo conselho do CBDB:


  1. acompanhamento pelo CBDB sobre o trabalho de regulamentação profissional que está sendo efetuado pelo CONFEA e MEC para garantir o tratamento adequado da engenharia de barragens;

  2. disponibilizar de imediato os currículos de profissionais interessados, no site do CBDB, inclusive para não sócios (para não dar a idéia de corporativismo). A idéia inicial seria de um sistema como o Lattes do CNPq, onde o CBDB não teria responsabilidade sobre o conteúdo fornecido pelo usuário;

  3. disponibilizar de imediato as listas dos profissionais que realizaram cursos sobre segurança de barragens, informando também as características de cada curso (instituição, escopo, grade, carga horária, corpo docente, etc.).

  4. criação de uma comissão para elaborar uma proposta de Certificação em Barragens a ser implementada pelo CBDB. Sugere-se seguir um modelo similar ao do IPENZ na Nova Zelândia;

  5. orientar as instituições públicas na especificação e exigência das habilitações necessárias para a contratação de profissionais para as diferentes fases da vida da barragem com diferentes níveis de Dano Potencial Associado.


ANEXO – HISTÓRICO DAS DISCUSSÕES

Colegas,


Como já é do conhecimento de todos, o Conselho do CBDB, na sua última reunião, ocorrida em Brasília, no dia 12/fev/2009, criou um grupo de trabalho para AVALIAR A PERTINÊNCIA DO CBDB CRIAR ALGUM TIPO DE CERTIFICAÇÃO DE PROFISSIONAIS EM GESTÀO DE SEGURANÇA DE BARRAGENS.

A Ata da reunião registra:

CRIAÇÃO DE UM GRUPO DE TRABALHO PARA AVALIAR A PERTINÊNCIA DO CBDB CRIAR ALGUM TIPO DE CERTIFICAÇÃO DE PROFISSIONAIS EM GESTÃO DE SEGURANÇA DE BARRAGENS – Erton Carvalho declarou que dentro das finalidades do CBDB não é possível criar qualquer tipo de certificação. O que poderia ser feito é um levantamento do que existe a respeito do assunto e propor recomendações. Marcos Vasconcellos informou que o Estado de Minas Gerais já tem uma lei de segurança de barragens que é mais de prateleira, há necessidade de divulgar a legislação existente para poder focar do institucional para o particular. Assim, esses dois grupos deveriam ser fundidos em um só para que possa atuar de uma forma mais ampla. Ricardo Aguiar apontou que no site do CBDB não há nada sobre a legislação existente sobre segurança de barragens e que todos os sócios deveriam poder contribuir com sugestões. O Eng.º Rogério Menescal foi incumbido pela Presidência de criar um pequeno grupo de trabalho (três a cinco membros) para estudar a conveniência e a viabilidade do CBDB estudar o assunto certificação de engenheiros

Portanto, criei esse grupo de discussão virtual para tratarmos da pertinência do CBDB analisar esse assunto mais detalhadamente.

 

Reforço que pelo que entendi, o GT é somente para analisar a pertinência e viabilidade do CBDB assumir essa atribuição. Não vamos elaborar proposta nenhuma por enquanto. Somente vamos elaborar um estudo e submeter ao conselho do CBDB. Caso a viabilidade e pertinência sejam entendidas como possível pelo conselho do CBDB, entendo que aí então poderá ser criada uma comissão técnica para elaborar a proposta detalhada.



 

A idéia é que o GT seja pequeno e faça reuniões virtuais até surgir a necessidade e oportunidade de uma reunião presencial.

 

Observo que é importante que os participantes desse GT iniciem os trabalhos sem uma posição pré-definida e com abertura para o diálogo.



 

Os nomes sugeridos para participar do Grupo são:

Rogério Menescal,

Selmo Kuperman,

Miguel Sória,

Carlos Henrique Medeiros,

João Francisco Alves da Silveira

Antônio Nunes de Miranda.

 

Proposta de roteiro



- brainstorming entre os participantes do GT (e.g. reler discussões no grupo damsafety, novos comentários e observações etc.)

- análise de casos similares em outros países (e.g. Inglaterra) e no Brasil (e.g. IBRACON, Associação Brasileira de Cirurgia Plástica etc.)

- discussão sobre a pertinência de o CBDB encampar essa atividade

- análise do estatuto e proposta de alterações (se pertinente)

- conclusões e recomendações

 

Alguma outra sugestão ou melhoria do roteiro ? Sugerem mais algum colega para participar ?



 

Abraço,


Rogério Menescal

Caros Colegas,

 

Abaixo, um pequeno extrato do The British Dam Society sobre Panel Engineers.



Saudações,

C H Medeiros

 

THE BRITISH DAM SOCIETY

 

Reservoirs Act 1975

 

Find out more Safety legislation for reservoirs in the United Kingdom was first introduced in 1930 after several reservoir disasters had resulted in loss of life. This Act was superseded by the Reservoirs Act 1975, which today provides the legal framework to ensure the safety of large raised reservoirs and applies to reservoirs that hold at least 25,000 cubic metres of water above natural ground level.



 

Under the Reservoirs Act 1975 reservoir owners (Undertakers) have ultimate responsibility for the safety of their reservoirs. They must appoint a Panel Engineer (a specialist civil engineer who is qualified and experienced in reservoir safety) to continuously supervise the reservoir (Supervising Engineer) and to carry out periodic inspections (Inspecting Engineer). A Panel Engineer must also be appointed to design and construct a new reservoir or repair or make changes to an existing reservoir (Construction Engineer).

 

A periodic inspection, by an Inspecting Engineer, is required every ten years or more frequently if necessary. As a result of that inspection, a safe operating regime will be specified and works required ‘in the interests of safety’ may be recommended.



 

A Supervising Engineer is required to supervise the operation and maintenance of the reservoir and produce an annual statement. The Supervising Engineer can recommend that a periodic inspection is carried out.

 

For reservoirs below the threshold of 25,000 cubic metres regulation is managed by the Health and Safety Executive (under the Health and Safety at Work (etc) Act 1974) and Local Authorities (under the Building Act 1984).



 

Qualified Civil Engineers (also referred to as Panel Engineers)

 

Qualified civil engineers are experienced reservoir engineers appointed to one of the panels under the Act by the Secretary of State in consultation with the Institution of Civil Engineers. They are responsible for the design and supervision of construction, the supervision of measures in the interests of safety, inspection of reservoirs and the ongoing supervision of reservoirs. There are currently four panels of engineers:



 

         All Reservoirs Panel

         Non-impounding Reservoirs Panel

         Service Reservoirs Panel

         Supervising Engineers Panel

 

Enforcement of Reservoirs Act 1975:



 

Our role in enforcing the Reservoirs Act 1975 in England and Wales.

 

We are responsible for the enforcement of the Reservoirs Act 1975 in England and Wales. The Water Act 2003 transferred this responsibility from 136 local authorities from the 1 October 2004.



 

A Reservoir Safety Team undertakes this enforcement role.

 

As the Enforcement Authority, the Environment Agency is responsible for:



 

               Maintaining a register of reservoirs, and making this information available to the public.

               Ensuring that the Undertaker has appointed a Supervising Engineer.

               Ensuring that the Undertaker commissions regular inspections of the reservoir by an Inspecting Engineer.

               Enforcing the Reservoirs Act 1975 by influencing, warning, cautioning and ultimately prosecuting non-compliant Undertakers.

               Commissioning essential works required in the ‘Interests of Safety’ in the event of non-compliance and recouping full costs incurred from the Undertaker.

               Producing a Biennial Report to the Department for Environment, Food and Rural Affairs (Defra) and to the Welsh Assembly Government.

               Acting in an emergency if the Undertaker cannot be found.

               We will achieve this through applying the principles of modern regulation.

 

Reasons for change

 

Prior to 1st October 2004 the enforcement of the Act in England and Wales was the responsibility of 136 Local Authorities. This role attracted varying responses from the Local Authorities, often co-ordinated by different departments. This led to an inconsistent application of the Reservoirs Act 1975 and highlighted the need for consistency of regulation to be provided by a single body. This requirement was recognised by an industry review of the Reservoirs Act 1975 and reported to government and publicly via the British Dam Society in 1996.



 

Panel engineers

 

All reservoirs under the Reservoirs Act 1975 must be inspected and supervised by a panel engineer.



 

Panel engineers are a group of specialist civil engineers appointed by the Secretary of State to one of the following panels for a period of five years, following which they have to re-apply for appointment.

 

Construction engineers

 

A construction engineer is appointed to supervise the design and construction of a new reservoir or modification of a reservoir such that increases its capacity.



 

Inspecting engineers

 

An inspecting engineer is appointed to inspect a reservoir, identify and make recommendations to be taken in the interests of safety when appropriate, and in their role as a Qualified Civil Engineer (QCE) they are employed to supervise and certify the completion of the works.



 

Supervising engineers

 

A supervising engineer is appointed to supervise the operation and maintenance of the reservoir at all times (for example, available at all times), unless the reservoir is under construction.



Colegas,

 

Pelo que entendi o Ato do Secretário relaciona todos os engenheiros habilitados (a specialist civil engineer who is qualified and experienced in reservoir safety), após consulta à Institution of Civil Engineers .



Portanto, seria interessante identificarmos como é a atuação da Institution of Civil Engineers nessa consulta para definir a habilitação.

 

Abraço,



RM

 

 



 

Qualified Civil Engineers (also referred to as Panel Engineers)

 

Qualified civil engineers are experienced reservoir engineers appointed to one of the panels under the Act by the Secretary of State in consultation with the Institution of Civil Engineers. They are responsible for the design and supervision of construction, the supervision of measures in the interests of safety, inspection of reservoirs and the ongoing supervision of reservoirs. There are currently four panels of engineers:



 

         All Reservoirs Panel

         Non-impounding Reservoirs Panel

         Service Reservoirs Panel

         Supervising Engineers Panel

 

 



Res: [CBDB_Cert_Prof] Início Trabalhos CERTIFICAÇÃO DE PROFISSIONAIS EM GESTÀO DE SEGURANÇA DE BARRAGENS
Rogerio

Conversei com o Sayao e aproveitei para falar com ele sobre o grupo CBDB Cert.


Ele reconheceu a relevancia do tema e mostrou grande interesse em colaborar. Disse que ele seria bem vindo e que iria falar com voce.
Acho que o Sayao seria um grande colaborador.
Aguardo sua opiniao e do grupo.
Abraco.
CH Medeiros

Caro Carlos Henrique,

 

Acho que ele é sócio do CBDB e, portanto, não vejo problema algum.



Muito pelo contrário, seria uma ótima contribuição até por trazer impressões do ponto de vista da ABMS.

 

Abraço,



RM
Colegas,

Seguem comentários do Sayão, que também integrará nosso grupo, para esquentar os


debates.

O Sayão participou de uma série de debates em 2007 e 2008 sobre qualidade na


engenharia brasileira e pode enriquecer muito nossas discussões e conclusões.

Abraço,
Rogério Menescal

-----Mensagem original-----
De: Alberto Sayão [mailto:sayao@puc-rio.br]
Enviada em: sexta-feira, 13 de março de 2009 15:44
Para: Rogério de Abreu Menescal
Cc: chmedeiros@terra.com.br
Assunto: CERTIFICAÇÃO EM SEGURANÇA DE BARRAGENS

OK, Rogerio,


então, conte comigo; estamos juntos nesta.
abraço,
Sayao.

> Caro Sayão,


>
> Não precisa ser do conselho para participar.
> Particularmente acho que você foi no ponto certo. Concordo
> plenamente com suas colocações.
> Também acho que o estatuto já dá abertura para essa iniciativa.
> Com certeza a legitimidade e idoneidade da instituição são
> essenciais para garantir a aceitação da certificação. Veja os casos
> do sistema ISSO e da ABNT.
> Se a instituição for fraca, desorganizada e sujeita a desmandos,
> certamente a certificação cairá em descrédito.
> Posso tomar a liberdade de já incluí-lo no grupo e enviar cópia
> deste e-mail para provocar a discussão ?
> Podemos pensar em criar diversos tipos de certificação em Barragens,
> nos mesmos moldes do Reino Unido.
> Entretanto, acho que no grupo só devemos analisar o mérito da
> proposta (prós e contras) e fazer algumas recomendações para análise
> do conselho. Acho que não devemos entrar muito nos detalhes.
>
> Abraço,
> RM
>
>
> -----Mensagem original-----
> De: Alberto Sayão [mailto:sayao@puc-rio.br]
> Enviada em: sexta-feira, 13 de março de 2009 10:23
> Para: Rogério de Abreu Menescal
> Cc: chmedeiros@terra.com.br
> Assunto: CERTIFICAÇÃO EM SEGURANÇA DE BARRAGENS
>
> Caros Rogerio e Carlos Henrique,
>
> Agradeço a lembrança.
> Meus comentários iniciais:
>
> - o time que o Rogerio "convocou" para este GT é excelente;
> nem sei se eu vou poder adicionar algo. Em todo caso, o
> tema é relevante e estou sempre interessado em colaborar.
>
> - eu não sou do Conselho do CBDB, o que pode trazer
> algum constrangimento. Ainda mais por eu ter atuado mais
> na ABMS do que no CBDB. Portanto, se voces preferirem,
> eu posso participar em off, extra-oficialmente.
>
> - não sei se é totalmente correto o comentário do Erton
> ("dentro das finalidades do CBDB não é possível criar qualquer
> tipo de certificação"), pois:
>
> 1) Na pagina principal do site do CBDB tem, em destaque:
> . "A missão do CBDB é estimular o desenvolvimento, a
> aplicação e a disseminação das melhores tecnologias e
> práticas da engenharia de barragens e obras associadas".
> - Eu nao vejo nada contraditório com uma certificação,
> que seria uma "prática" para garantir a segurança.
>
> 2) No Estatuto, a finalidade do CBDB inclui:
> . (item 2.e): "estimular o interesse de entidades de ensino
> e estudantes e propor aos poderes públicos medidas que
> visem assegurar a qualidade, a segurança e a economici-
> dade das barragens"
> - Eu vejo que propor uma certificação estaria bem dentro
> das finalidades.
>
> - criar uma certificação tem dois lados: pode fortalecer
> a area, mas pode afastar pessoas boas, ou dar força a
> aproveitadores. Vai precisar cautela na regulamentação.
>
> - seguindo o seu conselho, estou aberto a debates.
> Mas já se pensou no CBDB certificar o "especialista
> em Barragens" (mais amplo)? Ou seja, nao apenas o
> "especialista em gestão de segurança de Barragens".
> Já se passou por esta opção ?
>
> grande abraço.
> Sayão
>
>
>> Prezado Sayao,
>>
>> Caso tenha interesse em participar do Grupo de Trabalho para
>> AVALIAR
>> A PERTINÊNCIA DO CBDB CRIAR ALGUM TIPO DE CERTIFICAÇÃO DE
>> PROFISSIONAIS EM GESTÀO DE SEGURANÇA DE BARRAGENS, favor me dar um
>> retorno. Ver texto inicial abaixo.
>>
>> A idéia é discutirmos a pertinência do CBDB criar algum tipo de
>> certificação em barragens.
>>
>> Aproveito para perguntar com quem posso falar na ABMS sobre a
>> divulgação do grupo Damsafety.
>>
>> Grande abraço,
>>
>> RM

Colegas,


 

Apesar de que todos os membros deste GT participam do DAMSAFETY, vou resgatar alguns dos e-mails já trocados naquele fórum para não partirmos nossa discussão “do zero”.

 

Abraço,


RM

 



De: damsafety@yahoogroups.com [mailto:damsafety@yahoogroups.com] Em nome de Selmo Kuperman
Enviada em: terça-feira, 6 de janeiro de 2009 11:00
Para: damsafety@yahoogroups. com
Assunto: [Grupo Damsafety] Certificação de Profissionais em Segurança de Barragens

 

Caros colegas,



O assunto muito oportunamente levantado pelo Rogério Menescal e que está
sendo debatido no grupo é importante e deve ser estudado a fundo, com
cuidado para que não cause aos leigos a impressão de que se está tentando
estabelecer uma “reserva de mercado”. De fato há a necessidade de se dispor
de Certificação ou Qualificação ou qualquer nome que seja dado aos
responsáveis por Segurança de Barragens. Neste caso incluiria não somente os
profissionais de nível superior, mas também os técnicos que atuam nas
diversas barragens existentes no país.

A experiência mostra que o processo de preparação de uma “Certificação”


oficial (via INMETRO, por exemplo) é extremamente burocrático, trabalhoso,
demorado (não tanto quanto a aprovação de um Projeto de Lei) e custoso.
Embora o desafio seja grande o resultado final é gratificante.

Creio que este tipo de atividade deveria ser encabeçada pela entidade que


congrega os assuntos relativos a barragens no país, ou seja, o CBDB. Não
acredito que seja possível desenvolver uma Certificação de Pessoal através
do CREA, CONFEA, etc, por variadas razões que não cabe aqui explicitar. As
Universidades também não seriam adequadas para fornecer a Cerificação: elas
seriam ótimas para desenvolver todo o processo de ensino do tema, preparação
dos materiais para estudo e até para aplicação dos exames assim que o
processo burocrático estivesse pronto. O CBDB seria a entidade da sociedade
civil que ficaria responsável pelo processo e forneceria o Certificado de
Aprovação aos participantes. Detalhes a respeito destes vários itens não
cabem nesta discussão filosófica e ficam para depois.

Com este procedimento o candidato que passasse no exame seria reconhecido


como tendo, por exemplo, o “Certificado em Segurança de Barragem de Terra”,
“Certificado em Segurança de Barragem de Concreto”, etc de acordo com
documento emitido por um Núcleo de Certificação de Pessoal do CBDB.

O IBRACON-Instituto Brasileiro do Concreto conseguiu em Novembro/2008 o


Certificado de Acreditação nº 10 do INMETRO como OPC-Organismo Certificador
de Pessoal, sendo a primeira entidade acreditada pelo INMETRO para
certificar mão de obra da construção civil “O IBRACON, através de seu Núcleo
de Qualificação e Certificação de Pessoal (NQCP), está acreditado pelo
INMETRO como Organismo Certificador de Pessoas, certificando profissionais
em Controle de Qualidade do Concreto”. O certificado atesta que o
profissional possui conhecimento das especificações e procedimentos de
ensaio citados na NBR 15146, estando apto a realizar atividades em controle
tecnológico do concreto, como auxiliar e laboratorista. Outras categorias de
profissionais passarão a ser incluídas ao longo do tempo. Detalhes a
respeito podem ser obtidos no site do IBRACON – www.ibracon.org.br ,
inclusive manuais e valores. Provavelmente a primeira turma será certificada
até Março/2009.

Imagino que um processo destes, desde que se disponha de verbas adequadas


para os trabalhos de secretaria, elaboração de documentação, etc, demandaria
algo em torno de 3 anos.

Abraços,


Selmo Kuperman

DESEK
Av. Nove de Julho 3229, cj.1511


01407-000, São Paulo, SP, Brasil
Tel: (55-11)3892 2006/ Cel: (55-11)9175 2583
e-mail: selmo@desek.com.br

-----Mensagem original-----


De: damsafety@yahoogroups.com [mailto:damsafety@yahoogroups.com] Em nome de
Rogério de Abreu Menescal
Enviada em: sábado, 3 de janeiro de 2009 17:49
Para: damsafety@yahoogroups.com
Assunto: [Grupo Damsafety] Seria viável implantarmos algum tipo de
Certificação para Profissional Responsável pela Gestão da Segurança de
Barragens no Brasil ?

Colegas,


segue uma idéia que que gostaria de ouví-los para saber se tem alguma
procedência ou se é completamente absurda ?

Considerando que:

- após a "nova" lei que regulamenta a profissão, em 1966, o CREA/CONFEA não
exige mais nenhuma qualificação específica para fornecer ARTs para
elaboração de estudos, projetos, planos, relatórios etc. relacionados com
barragens;

- que temos visto muitos projetos de má qualidade por total despreparo e


desconhecimento técnico de alguns profissionais, inclusive das consequências
adversas de falhas no desempenho das barragens

Proposta


Que tal se implantássemos algum tipo de teste (divulgado e publicado
anualmente em todo o Brasil e avaliado por uma junta de profissionais) para
habilitaçãode profissionais que estariam aptos a assinarem projetos ,
estudos, planos, relatórios etc.de barragens.
A exigência da aprovação no teste não estaria formalizada em nenhuma
legislação, mas penso que um empreendedor ao saber da existência dele,
ficaria mais tranquilo em contratar alguém pré-aprovado. Seria como um
certificado de qualidade ISO, PMP, BVQi etc.
Os já habilitados teriam que refazer o teste a cada 5 anos. O teste seria
mais para que o profissional se mantivesee atualizado sobre as novas
tendências e a regulamentação vigente sobre a gestão da segurança de
barragens.
As questões seriam tiradas de uma relação de bibliografias básicas indicadas
previamente no edital do teste.
A relação de profissionais credenciados seria disponibilizada no site da
instituição (CBDB, ABRH, ABMS ?).
Confesso que não sei a legalidade disso e se o fato de divulgar no site,
traz alguma responsabilidade para a instituição, mas coheço diversas
instituições que certificam profissionais e isso serve como um atestado de
qualidade.
Reforçando, não conheço nenhuma legislação que obrigue alguém a fazer o
teste. Nem o teste seria uma garantia por si só da competência do
profissional. Entretanto já seria algo melhor do que acontece hoje, quando
algum profissional assina documentos de barragens, ignorando totalmente os
riscos que está assumindo por total incapacidade técnica.

Abraço,


Caro Rogerio,

Hoje consegui um tempo para ver as mensagens e espero em breve


colaborar. Estou desde a semana passada nos EUA em congresso e
retornarei ao Brasil dia 01/04. Entretanto, a partir do dia 20/3 terei
maiores condicoes de acessar as mensagens.

Abracos,


Selmo Kuperman

Prezados Colegas

Para maior eficiencia e obtencao de melhores resultados sobre o tema o tema tendo como base as contribuicoes individuais, precisamos exercer a pratica da replica e da treplica, entro os membros do GT e com o apoio de valiosas contrbuicoes ja publicadas no damsafety.
Eu particularmente gostaria de receber insights sobre algumas de minhas ponderacoes, da mesma forma que acredito seja essa a expectativa dos outros.
Poderiamos comecar com uma analise critica e construtiva dos pontos levantados por todos, tipo RM tem razao nisso, Selmo naquilo, CH esta errado, etc.
Vamos tentar tornar nossas discussoes mais apaixonantes, vibrantes e produtivas. Sem medo dos contraditorios
Espero que avaliem essas ponderacoes
No aguardo
Saudacoes
Carlos Henrique

Enviado pelo meu aparelho BlackBerry® da Vivo





From: chmedeiros@terra.com.br
Date: Fri, 13 Mar 2009 01:01:07 +0000
To:
Subject: Res: [CBDB_Cert_Prof] Início Trabalhos CERTIFICAÇÃO DE PROFISSIONAIS EM GESTÀO DE SEGURANÇA DE BARRAGENS

Rogerio


Conversei com o Sayao e aproveitei para falar com ele sobre o grupo CBDB Cert.
Ele reconheceu a relevancia do tema e mostrou grande interesse em colaborar. Disse que ele seria bem vindo e que iria falar com voce.
Acho que o Sayao seria um grande colaborador.
Aguardo sua opiniao e do grupo.
Abraco.
CH Medeiros

Caro Selmo,

Seria muito difícil juntar todos nós fisicamente, mas virtualmente, com boa
vontade, podemos dar nossas contribuições.

Não há uma data definida para concluir o trabalho, mas foi uma oportunidade rara


dada pelo conselho para avaliar o tema. Não podemos perdê-la.

Abraço e obrigado,


RM

Caros Colegas,

 

Analisando as considerações do Selmo, gostaria de comentar sem querer polemizar que, aos leigos, não cabem o trato de assuntos relativos à engenharia de barragens, caso algum se aventure ou lhes seja dada a oportunidade, cabe ao seu “tutor” o ônus por seus desacertos. Do exposto, creio que não se trata de preocupação de “reserva de mercado” que, no meu entendimento poderia surgir em decorrência de se privilegiar os profissionais “certificados” em detrimento daqueles que, por força de sua trajetória profissional e acúmulo de experiência no trato de questões afetas a segurança de barragens em suas diversas fases: concepção, projeto, construção, etc., não se predisponham ao rito que se pretende estabelecer para a obtenção do reconhecimento do certificador.



 

Por outro lado, a pretensa Certificação ou Qualificação, de alguma forma, já vem sido concedida pelo sistema CREA-CONFEA, através da ART (PRECISAMOS DISCUTIR). Neste ponto reside o ponto fraco do sistema, que poderia ser “corrigido” ou “aprimorado” com regras mais restritivas, com o apoio do CBDB; sem necessidade de um novo documento de certificação. Lembro que já havia comentado sobre a necessidade de se manter o foco nos profissionais e técnicos já envolvidos com o tema segurança de barragens em suas organizações, a exemplo do que tem sido feito pelo MI. Com relação à academia, não podemos ignorar o fato de que varias Universidades tem contribuído para o ensino de disciplinas correlatas e de grande apoio ao entendimento da engenharia de barragens e com a pré-qualificação de futuros profissionais para o atendimento do mercado. Isso poderia ser aprimorado através de parcerias com organizações tipo CBDB e com sua interveniência na busca de colaboradores na iniciativa privada: empresas de projeto, construção, etc. no segmento do estagio supervisionado e estudos e pesquisas aplicadas.

 

Por definição (vide redação do PL 1181), segurança de barragens implica em uma gama de áreas de conhecimento. Uma barragem segura deve atender requisitos de engenharia e socioambientais. Os de engenharia se dividem em varias especialidades: hidrologia, hidráulica, geotecnia, geologia, estruturas, tecnologia dos materiais, hidromecânicos, eletromecânica, some-se a isso: sócio-economia, administração, meio ambiente, etc., etc. Tudo isso me assusta, quando pensamos em forjar um profissional em Segurança de Barragens que, na pratica, deve ser um generalista, com capacitação técnica (em que área? Todas?), visão gerencial (risco organizacional) e holística.



 

Aqui me identifico em parte com o Selmo, quando sugere "Certificado em Segurança de Barragem de Terra", "Certificado em Segurança de Barragem de Concreto" e acrescento, com mais especificidade: "Certificado em Segurança de Barragem de Terra-Enrocamento", "Certificado em Segurança de Barragem de Concreto Compactado com Rolo", "Certificado em Segurança de Enrocamento com Face Impermeável de Concreto", "Certificado em Segurança de Barragem de Concreto", “Certificado em Hidráulica de Barragens”, “Certificado em Hidrologia de Barragens”, “Certificado em Geologia-Geotecnia de Barragens”, “Certificado em Auscultação de Barragens”, “Certificado em Modalidades Contratuais (??)”, “Certificado em Planejamento e Gerenciamento de Obras de Barragens” e, principalmente: "Certificado de Especialista em Técnicas e Procedimentos de Avaliação de Conformidades de Critérios (projeto, construção e operação) de Segurança de Barragens", etc. Esses certificados poderiam ser conferidos em cooperação com o CREA/INMETRO/ABNT, por entidades tipo: CBDB, ABRH, ABMS, IBRACON.

 

Gostaria de saber a opinião do grupo.



 

Carlos Henrique Medeiros

Caro Rogério e Colegas do Grupo,

 

Até onde eu tenho conhecimento, nos editais de estudos de viabilidade, projeto e construção de barragens, são explicitadas as áreas de conhecimento específico, necessários e compatíveis com o objeto pretendido. As empresas proponentes são obrigadas a comprovar suas experiências através de CAT’s – Certificados de Acervo Técnico (e não ART’s), obtidos após a conclusão e a aprovação pelo Contratante, de serviços com características idênticas ou similares. Do exposto, não entendi a afirmação de que o CREA/CONFEA não exige mais nenhuma qualificação específica para fornecer ART’s para elaboração de estudos, projetos, planos, relatórios etc. relacionados com barragens. Complementando, aqui na Bahia (e creio que, em outros estados), não se habilita empresa sem a devida comprovação de experiência através de CAT’s. O ART é solicitado após a assinatura do contrato, como prova de responsabilidade dos profissionais pela qualidade do produto contratado. Não existe ART de empresa. A experiência e do profissional que integra a equipe e so vale o CAT.



 

A má qualidade dos projetos é resultado de falha na fiscalização dos verdadeiros integrantes das equipes, esses, em tese, selecionados com base nos CAT’s. Na pratica, existe relaxamento por parte do Contratante, na exigencia e obrigatoriedade de utilização de toda a equipe habilitada no processo licitatório.

 

A proposta do Rogério nos remete as discussões sobre o que entendo, sejam os riscos organizacionais. A avaliação e julgamento da habilitação de uma empresa e de sua equipe técnica, já e um procedimento padrão realizado pelos membros integrantes da comissão de licitação. Por outro lado, novamente, aqui na Bahia, exigimos também, a certificação de qualidade da empresa, concedida por empresa credenciada: BVQi, etc. Só se candidata ao certame, empresas com este tipo de certificação, além dos CAT’s específicos.



 

As empresas habilitadas através desses documentos, sabem de antemão que são documentos com prazo de validade de até 2 anos. A manutenção do certificado depende de novo processo de auditoria pela empresa certificadora.

 

Em conformidade com a lei de licitações e contratos, não se admite a participação de profissionais nesse tipo de empreitada, sem a devida competência profissional. Se algum profissional assina documentos de barragens, ignorando totalmente os riscos que está assumindo por total incapacidade técnica, a empresa e seus “responsáveis técnicos” serão automaticamente responsabilizados pelos seus desacertos.



 

Respondendo ao Rogério: Seria viável implantarmos algum tipo de Certificação para Profissional Responsável pela Gestão da Segurança de Barragens no Brasil? Sim, mas, acredito que seja redundante.

 

Gostaria de saber a opinião dos colegas.



 

Carlos Henrique Medeiros


Prezados Colegas,

 

Na esperança de estar colaborando com o processo de debate no grupo, teço alguns comentários sobre as considerações apresentadas pelo Sayão, da mesma forma que o fiz para os comentários do Selmo e Rogério. 



 

O Sayão chama a atenção para a página do site do CBDB onde se lê a sua Missão: “... estimular o desenvolvimento, a aplicação e a disseminação das melhores tecnologias e práticas da engenharia de barragens e obras associadas". No mesmo texto, lembra o Estatuto do CBDB onde diz sua finalidade: "estimular o interesse de entidades de ensino e estudantes e propor aos poderes públicos medidas que visem assegurar a qualidade, a segurança e a economicidade das barragens".

 

Isso, acredito, reforça o papel do CBDB no processo de valorização do profissional de engenharia (nos campos da técnica e da ética), com foco na busca permanente da qualidade, segurança e compromisso com a sociedade, principal beneficiaria do empreendimento. Para o cumprimento da missão, é imperativo o estreitamento das relações entre o CBDB, Universidades e instituições de pesquisa. A finalidade poderia ser facilmente atendida através do dialogo entre o CBDB (recomendações, diretrizes, debates, estudo de casos, etc.), Universidades (disciplinas optativas, especialização, extensao, pesquisa aplicada, debates, etc.) e Poder Público (termos de referencias, contratos, especificações, etc.); atuando como agente: “promotor”, “incentivador” e “fiscalizador” da boa prática profissional no campo da engenharia de barragens. Cabe ao CBDB, com o apoio de seus afiliados, se fazer presente nas ações relativas a engenharia de barragens; divulgando sua experiência, ensinamentos e promovendo discussões sobre temas relevantes. Os afiliados devem semear os “princípios” do CBDB, dentro de suas organizações. Devem trazer o CBDB para dentro de suas organizações.



 

O CBDB deve atuar como uma organização referencia para o exercício da engenharia de barragens. Na formação do perfil do profissional de engenharia de barragens, cônscio de suas complexidades e riscos envolvidos. Feito isso, não se justifica uma certificação especifica.

 

Compartilho com a preocupação do Sayão, quando diz: “criar uma certificação tem dois lados: pode fortalecer a área, mas pode afastar pessoas boas, ...”



 

Como já comentei, sobre as considerações do Selmo, segurança de barragens implica em uma gama de áreas de conhecimento. Como forjar um profissional em Segurança de Barragens (estrutural?, operacional? sócio-ambiental? ...). Reproduzindo o que comentei no texto anterior, creio que seria mais correto definir uma certificação (se pertinente) com especificidade tipo: "Certificado de Especialista em Técnicas e Procedimentos de Avaliação de Conformidades de Critérios (projeto, construção e operação) de Segurança de Barragens", que poderia ser conferido pelo CBDB e entidades afins e em cooperação com o CREA/INMETRO/ABNT.

 

Gostaria de saber a opinião do grupo.



 

Carlos Henrique Medeiros


Colegas,


 

Vocês conheciam esta resolução do CONFEA ?

 

Parece que já vai na linha de habilitação por capacitações específicas, mas confesso que não sei a situação de sua implementação.



 

Vi referências específicas a barragens na parte de hidrotécnica e mineração.

 

Para a engenharia de segurança do trabalho tem um quadro bem detalhado das habilitações.



 

Abraço,


RM

 

 



A Resolução nº 1.010/05 dispõe sobre a regulamentação da atribuição de títulos e competências profissionais inseridos no Sistema Confea/Crea para efeito de fiscalização do exercício profissional. A nova metodologia de registro tem por base a matriz do conhecimento, segundo análise curricular. Acesse aqui o texto da Resolução.

 
Seguem mais detalhes.

 

Infelizmente ainda não sei muito a respeito disso.



 

RM

 



 

Confea, Crea-DF e instituições de ensino debatem nova regulamentação de atribuições profissionais

O Crea-DF realizou, na quinta-feira (2), workshop sobre a aplicação da Resolução nº 1.010/05. O encontro teve como objetivo apresentar aspectos referentes às novas atribuições profissionais para engenheiros, arquitetos, agrônomos, geógrafos, geólogos, meteorologistas, além de técnicos e tecnólogos. O Confea, por meio da Resolução nº 1.010/05, estabeleceu a regulamentação das atribuições profissionais, alterando a dinâmica de sua concessão e de cadastramento dos cursos no âmbito dos Creas. Em função dos novos procedimentos estabelecidos e buscando o cumprimento da legislação, o workshop foi preparado com a intenção de levar ao conhecimento das instituições de ensino de cursos regulares de formação, graduação e pós-graduação, na circunscrição do Crea-DF, a nova dinâmica de concessão de atribuições profissionais.

 

Acho que esse IPENZ equivale ao nosso CREA.

RM

 

 



 

Under the Building Act and Building Regulations (Dam Safety) a “ Recognised Engineer” is required to carry

out specific functions with respect to dams. For medium and high potential impact classification dams these

functions can only be carried out by Category A Recognised Engineers. IPENZ has produced a set of draft

Guidelines for the assessment of Category A Recognised Engineers. NZSOLD was asked to comment on

the draft Guidelines. A number of comments on the draft were forwarded to IPENZ and have been included

in the final version of the Guidelines.

 

 



IPENZ has published Guidelines for Assessment of Recognised Engineers and a copy can be

sourced from www.ipenz.org.nz/IPENZ/finding/recognised-engineer. Assessment is expected to

begin in early 2009.

Colegas,


dei uma olhada melhor no site do Institution of Professional Engineers New
Zealand (IPENZ) e pude ver que ele nada mais é que uma associação de engenheiros
(não é como o CREA, que é ligado ao governo) que faz uma espécie de avaliação
(curriculum + entrevista) para qualificar os profissionais.
Como a instituição é secular, ela já é reconhecida por diversas instituições
públicas e privadas (como a ABNT).
Assim, eles disponibilizam no site a relação de profissionais habilitados nas
diversas categorias e avaliam perodicamente (Competency Assessment Board ) a
performance do profissional.
Vejam uma transcrição abaixo do que é exigdo de um profissional de categoria A e
B para barragens.
Vejam que só os profissionais da categoria A (barragenns de alto e médio impacto
potencial) precisam ser avaliados. Os da categoria B (só barragens de baixo
impacto potencial) se auto-avaliam.

Abraço,
RM

Required Competencies of a Recognised Engineer

The Building (Dams safety) Regulations establish two types of Recognised


Engineer -

Category A and Category B Recognised Engineers - and specify the competencies

requirements for each.

Category A Recognised Engineer Competencies

Category A Recognised Engineers can do all of the functions specified in the
Act, namely

1. Dam classifications

2. Prepare and audit dam safety assurance programmes

3. Review dam safety assurance programmes

A Category A Recognised Engineer is an engineer who meets the requirements set
out in

section 149 of the Act and is assessed by the Competency Assessment Board as

demonstrating that he or she is able to practise competently in the area of dam
safety

engineering to the reasonable standard of a professional engineer practising in


that area.

The extent to which the person has experience and knowledge in any or all of the


following

things must be taken into account when assessing whether that person meets this


standard:

(a) geotechnical principles:

(b) design principles including structural geotechnical seismic hydrologic and
hydraulic

principles:

(c) dam construction techniques:

(d) operation and maintenance of dams:

(e) surveillance processes:

(f) response to dam safety issues:

(g) emergency planning:

(h) emergency response:

(i) resolution of potential dam safety deficiencies:

(j) dam safety critical plant systems.

Category B Recognised Engineer Competencies

Category B Recognised Engineer can issue dam classification certificates for low


potential

impact dams only. Category B Recognised Engineers do not have to be assessed but


are

Chartered Professional Engineers who can self-declare that they satisfy the


requirements of a

Category B Recognised Engineer.

1. Meets the requirements of section 149 of the Building Act? and

2. Has general civil engineering experience.


Caro Rogério,

Esta informação vem de encontro ao que tenho preconizado: não usar o
CREA, pois é muito complicado. Usar uma insttituição profissional do
tipo CBDB, Instituto de Engenharia, etc. Pode-se, ao mesmo tempo,
deflagrar um movimento junto ao CREA e quem sabe após alguns anos este
passaria a atuar na área.

Abraços,


Selmo Kuperman

Rogério


É importante a certificação, porém percebo que isso será algo a funcionar apenas para as empresas particulares. Os órgãos governamentais irão continuar livres por fora. Hoje não ocorre a mesma coisa com a lei que estipula o Salário dos Engenheiros? Empresas são obrigadas a pagar os Seis ou Oito Salários (dependnedo da carga horária). porém, Prefeituras, Órgãos do Governo tipo DER, etc, tem o valor salarial deles, por não serem CLT etc.

Tenho a impressão que a própria ANEEL não tem idéia do que ela precisa. Efetua licitação e contrata empresas para desenvolverem atividades de fiscalização da geração. Porém, em alguns casos que tomei conhecimento, o Engenheiro Civil (da equipe de fiscais tercerizados - com Mecânico e Elétrico juntos) pode ter noção e/ou experiencia em Barragem, mas não em Instrumentação de Auscultação e Segurança de Barragens.

Entyão, buscar a forma de iniciar a certificação é importante e o momento do Congresso da ICOLD pode ser boa oportunidade de divulgação, mas precisamos abrir os olhos, pois o problema é mais abrangente e mais amplo.

grato


Ruben

RJC Engenharia

Colegas,

 

Na reunião do grupo de trabalho para AVALIAR A PERTINÊNCIA DO CBDB CRIAR ALGUM TIPO DE CERTIFICAÇÃO DE PROFISSIONAIS EM GESTÃO DE SEGURANÇA DE BARRAGENS, que aconteceu em Brasília, na semana do evento do ICOLD, seguindo ótima sugestão do Carlos Henrique, com a presença minha, Selmo, Carlos Henrique, João Francisco e Sória (o Sayão e o Canali não conseguiram chegar em tempo), após as nossas discussões preliminares pela internet e um “toró de parpites” inicial, fquei de resumir os encaminhamentos dados. Entretanto, peço que os demais participantes do encontro verifiquem se o resumo expressa a verdade e se falta algum ponto importante. Aos que não puderam estar presentes, peço contribuições.



 

A primeira pergunta a responder é: “É necessário mudar alguma coisa com relação à certificação profissional ?”. O entendimento consensual de todos os presentes foi que sim, pois o sistema brasileiro de habilitação atual não é suficiente para garantir um bom padrão de planejamento, projeto, construção e operação de barragens. Foi comentado o caso da residência médica, atuação do CRM e casos como as certificações a Associação Brasileira de Cirurgia Plástica. No caso da medicina, o cliente tem interesse em procurar a melhor relação qualidade/custo, já que ele é o maior interessado. No caso das barragens, o empreendedor, por ignorância (ou ganância ?), não tem consciência disso, e tem arriscado demais na escolha da qualidade/custo. A diferença é que, nesse caso, além dele, a sociedade é quem “paga o pato !”. As interessantes certificações profissionais dadas pelo IBRACON também foram comentadas. Também comentou-se sobre a experiência de outros países (e.g. Reino Unido, Nova Zelândia etc.)

 

A segunda pergunta foi “Quem deve fazer isso ?”. A primeira opção foi o sistema CREA/CONFEA, que inclusive está propondo alguma resolução a respeito. Entretanto o grupo entendeu que as mudanças nestas instituições está fora de nosso controle, pois dependem da postura deles, e, portanto, podem demorar bastante. Foi comentado que o sistema CONFEA/CREA foi criado justamente para defender os interesses da sociedade em relação aos “maus” profissionais. O problema é que esse sistema não tem demonstrado interesse em mudar sua postura para o caso específico de barragens, conforme já observado nas discussões do PL 1181/2003. Assim, pensou-se em alternativas de instituições públicas e privadas (e.g. ABRH, ABMS, ABGE, IBRACON etc.) e chegou-se ao entendimento de que o CBDB seria a instituição mais natural e que, portanto, também poderia e deveria fazer alguma coisa. O grupo entendeu que esta é uma atividade que tem perfeita afinidade com as atribuições da instituição definidas no estatuto. O grupo também entendeu que o CBDB deve acompanhar mais de perto as atividades em andamento sobre o assunto no CREA/CONFEA. Comentou-se também que as instituições públicas também têm o poder de especificar melhor e exigir as habilitações necessárias para a contratação de profissionais para as diferentes fases da vida da barragem com diferentes níveis de Dano Potencial Associado. Entretanto, elas talvez precisem de ajuda para isso.



 

O entendimento do grupo é de que a demanda do conselho do CBDB limita-se às respostas das duas perguntas anteriores, mas que seria interessante já levar uma proposta ao conselho. Assim, partiu-se para a resposta de uma terceira pergunta, “O que e como essa habilitação deve ser feita ?”. Durante a discussão, surgiu a proposta inicial do CBDB disponibilizar de imediato os currículos de profissionais interessados, no site do CBDB, inclusive para não sócios (para não dar a idéia de corporativismo). A idéia inicial seria de um sistema como o Lattes do CNPq, onde o CBDB não teria responsabilidade sobre o conteúdo fornecido pelo usuário. Outras questões sobre o conteúdo, a pertinência de uma eventual pré-análise dos currículos por uma comissão do CBDB, níveis diferenciados por classe de barragem etc. seriam discutidas a posteriori, caso o conselho acate a proposta. O entendimento do grupo foi, portanto, de que esta iniciativa imediata, com a respectiva divulgação em todas as oportunidades (e.g. reuniões, boletins, cartas, site e eventos do CBDB), já ajudaria alguma coisa e teria a vantagem de, em princípio, não trazer problemas do ponto de vista jurídico para o CBDB. Com o desenrolar dos acontecimentos uma proposta mais robusta deverá ser formulada e implementada.

 

 

Abraço



Rogério Menescal

Prezado Rogério.


Na minha opinião o relato que fizeste da reunião corresponde ao que conversamos.
Só acrescento que também se pensou em propor, além dos currículos, a divulgação no site do CBDB das listas dos profissionais que realizaram cursos sobre segurança de barragens, informando também as características de cada curso (instituição, escopo, grade, carga horária, corpo docente, etc.).
Saudações.
Miguel Sória

Caro Rogerio,

Acho que o texto por você relatado está correto e de acordo com as
nossas discussões. É necessário apenas verificar quanto tempo levará
até que o CBDB opine a respeito bem como eventualmente as outras
instituições mencionadas. Acho, inclusive, que devido ao descaso
brasileiro com a segurança de barragens devemos partir para umas ações
mais agressivas de divulgação. Um exemplo é a maneira como é divulgado
quanto gastamos anualmente com impostos, através do uso do
impostômetro existente em algumas cidades. Neste sentido creio que
teria alguma importância se todas as associações também divulgassem a
relação dos "certificados" e também a famosa tabela com a relação de
acidentes/incidentes (800 nos últimos 5 anos...) com barragens. Talvez
esta tabela também possa ser depurada e divulgada para os nossos
congressistas.

Abraços,


Selmo Kuperman

Colegas,


 

segue em anexo um interessante trabalho que está sendo desenvolvido pelo MEC sobre a padronização de nomenclatura e formação nas diversas engenharias. Realmente as denominações utilizadas em diversos cursos causa muita confusão.

 

Lí rapidamente e só identifiquei citação expressa sobre barragens no curso de engenharia civil, apesar de ter visto temas conexos em outros cursos (e.g. agrícola, elétrico, mecânico etc.).



 

Acho que o CBDB (como está fazendo a ABMS) deve analisar o assunto e se manifestar formalmente como instituição para que a questão da gestão da segurança de barragens fique bem resolvida.

 

Entendo que o CONFEA/CREA deverá levar isso em conta quando for definir os critérios para emissão das ARTs.



 

Segue abaixo o caso específico do curso de engenharia civil com destaques em vermelho.

 

Abraço,


Rogério Menescal

 

 



 

 

REFERENCIAL DO CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

Carga Horária Mínima: 3600 h

PERFIL DO EGRESSO

O Engenheiro Civil é um profissional de formação generalista, que atua na concepção, planejamento, projeto, construção, operação e manutenção de edificações e de infraestruturas. Suas atividades incluem: supervisão, coordenação e orientação técnicas; estudo, planejamento, projeto e especificação; estudo de viabilidade técnico-econômica; assistência, assessoria e consultoria; direção, execução e fiscalização de obra e serviço técnico; vistoria, perícia, avaliação, arbitramento, laudo e parecer técnico. Pode desempenhar cargos e funções técnicas, elaborar orçamentos e cuidar de padronização, mensuração e controle de qualidade. Pode coordenar equipes de instalação, montagem, operação, reparo e manutenção. Executa desenho técnico e se responsabilizar por análise, experimentação, ensaio, divulgação e produção técnica especializada. Coordena e supervisiona equipes de trabalho, realiza estudos de viabilidade técnico-econômica, executa e fiscaliza obras e serviços técnicos; e efetua vistorias, perícias e avaliações, emitindo laudos e pareceres. Em suas atividades, considera a ética, a segurança, a legislação e os impactos ambientais.



TEMAS ABORDADOS NA FORMAÇÃO

Atendidos os conteúdos do núcleo básico da Engenharia, os conteúdos profissionalizantes do curso são: Mecânica; Legislação Saúde e Segurança do Trabalho; Hidráulica e Hidrologia; Sistemas Estruturais; Geotecnia; Computação Gráfica; Mecânica dos Sólidos; Sistemas de Abastecimento de Água; Obras de Construção Civil; Desenho Técnico; Eletricidade; Meio Ambiente; Processos de Gestão; Coleta e Tratamento de Águas e Resíduos; Sistemas de Transportes; Geologia; Materiais de Construção Civil; Topografia; Barragens e Obras de Terra; Projetos de Edificações; Obras Hidráulicas.

ÁREAS DE ATUAÇÃO

O Engenheiro Civil é habilitado para trabalhar em empresas de construção civil e em obras de infraestrutura de barragens, de transporte e de saneamento; em obras ambientais e hidráulicas; em serviço público e privado, em instituições de ensino e de pesquisa; em serviços autônomos.

INFRAESTRUTURA RECOMENDADA

Laboratório de Informática; Laboratório de Física; Laboratório de Química; Laboratório de Topografia; Laboratório de

Materiais de Construção e Técnicas Construtivas; Laboratório de Geotecnia (Mecânica dos Solos); Laboratório de Hidráulica; Laboratório de Saneamento.

LEGISLAÇÃO PERTINENTE

Lei 5.194/66.

Resolução CNE/CES 11/2002.

 



De: ABMS-Sede [mailto:abms@ipt.br]
Enviada: sex 10/7/2009 11:22
Para: "Undisclosed-Recipient:;"@agencia.gov
Assunto: Matriz de Conhecimento da Engenharia Civil

Caros  Associados ,

 

Segue para conhecimento arquivos relativos a iniciativa do MEC em promover Consulta Pública dos Referenciais Nacionais dos Cursos de Graduação de Engenharia. No  caso  da especialidade Geotecnia sugerimos  aos colegas da área acadêmica examinarem o assunto e promoverem as ações  necessárias .



 

Atenciosamente,

 

A Diretoria, ABMS



3 de 3 arquivo(s)



MEC - Consulta Pública Referenciais Nacionais Cursos Engenharia.pdf



MEC - Consulta Pública convergencia_denominacao.pdf



MEC Consulta Pública Cursos Engenharia formulario_avaliacao.doc

Extrato da Tese de Doutorado de Rogério Menescal, disponível em www.ana.gov.br



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