Haraldur Nielsson o espiritismo e a Igreja



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Rev. Haraldur Nielsson
O Espiritismo e a Igreja
Professor de Teologia na

Universidade da Islândia





Constable - Cirros

(Estudo das Nuvens na Primavera)




Conteúdo resumido
O Reverendo Haraldur Nielsson foi um eminente pastor protestante islandês. A ele foi confiada, pela Sociedade Bíblica Inglesa, a tradução do Antigo Testamento em islandês. Foi também professor de Teologia na Universidade de Reykjavik.

A presente obra reúne três conferências feitas pelo autor a propósito de suas pesquisas psíquicas, levadas a cabo durante anos, sobre os fenômenos supranormais. Suas pesquisas tiveram o intuito de demonstrar que o fenômeno espírita é uma realidade, que os espíritos desencarnados comunicam-se com os seres humanos, no nosso plano material.

Observa-se ao longo da obra o estreito relacionamento existente entre a filosofia espírita e os ensinamentos do Evangelho. O autor cita, inclusive, em várias passagens do Novo Testamento, a ocorrência de fenômenos mediúnicos hoje explicados à luz do Espiritismo.

Mesmo sofrendo ataques e perseguições do clero protestante, do qual ele próprio era integrante, o Rev. Nielsson nunca abandonou suas convicções e seu trabalho em defesa da realidade dos fenômenos espíritas.




Sumário


Prefácio da edição alemã 4

Prefácio do tradutor alemão 6

Prefácio do tradutor brasileiro 9

I
Minhas experiências espíritas 11

II
A Igreja e as pesquisas psíquicas 41

III
O problema da morte 62

Posfácio 84




Prefácio da edição alemã


Haraldur Nielsson nasceu em 1868 na Islândia. Estudou seis anos em Copenhague e, em seguida, muitos anos ainda em Halle, na Alemanha, e Cambridge, na Inglaterra.

Quando regressou ao seu país natal, a Sociedade Bíblica Inglesa confiou-lhe a tradução do Antigo Testamento em islandês, trabalho difícil que executou em nove anos só com o auxílio dos seus conhecimentos. Foi, em seguida, professor de Teologia em Reykjavik, onde exerceu mais tarde as funções de coadjutor na Catedral.

Uma moléstia na garganta obrigou-o a abandonar esse cargo, depois do que foi, novamente, professor no Seminário.

Em 1911 foi-lhe dado o cargo de professor regular na Faculdade de Teologia da Universidade de Reykjavik, então criada. Os seus dotes de orador levaram-no a ocupar-se ativamente das prédicas. A remuneração desse cargo foi feita com contribuições voluntárias.

Fundou em 1918, com o escritor Kvaran e o médico alienista Svensson, uma “Sociedade de Estudos Psíquicos” que contava então várias centenas de membros e publicava um periódico.

As três conferências e o posfácio que aqui estão traduzidos têm, antes de tudo, o valor de uma narração simplíssima e profundamente emocionante, a qual está destinada a tornar pensativo aquele que traz um riso zombeteiro nos lábios ou mesmo a arrefecer a cólera de um coração indignado diante das perspectivas que aqui se esboçam.

Ninguém pode contestar que o autor seja, pela abundância das experiências que fez, um dos melhores conhecedores da mediunidade que temos tido. Lamentamos que ele não tenha ido mais longe ainda na narração de certos fatos que presenciou. Pode-se discutir com ele a propósito da significação de certos detalhes ou do valor de tal ou qual passagem do Novo Testamento; resta, em todo caso, a impressão dominante de uma personalidade ricamente dotada, cujas experiências e suas condições conduzem à certeza de que este mundo dos sentidos não é senão uma parcela da grande realidade divina e que, depois da nossa morte, nos será dado conhecer muito mais do que esta pequena parcela.

Como falta aqui, na Alemanha, uma apreciação leal da parapsicologia animista e espírita, será, certamente, de grande interesse ouvir este apologista de coração entusiasta exprimir-se na língua alemã.

Que juízos limitados fazem ainda aqui a respeito do Espiritismo! Por exemplo, a maneira injusta, odiosa, com a qual na obra de G. F. Nagel, Os caminhos do reino dos Espíritos (Hamburgo, 1925) se nos apresentam os espíritas como ateus, imorais, possuídos por espíritos do mal! O autor (na página 31) parece mesmo decidido a jogar uma falsa cartada quando escreve esta frase: “Segundo as estatísticas mais recentes, 60% dos internados em vida, nos asilos de alienados, são antigos espíritas”. Felizmente faltam as provas dessa afirmativa e ignoramos mesmo em quais países se podem arranjar tais estatísticas. Que podemos compreender pelo termo “internado em vida” numa estatística de casa de saúde? Que nos seja permitido duvidar dela.

Eu queria fazer observar que, segundo a opinião publicada de um médico, chefe do muito importante asilo de alienados de Steinhof, médico que não é espírita, a percentagem dos incuráveis, que foram outrora espíritas, atinge apenas a 5%.



Dr. Richard Hoffmann
Professor na Universidade de Viena 
1

Prefácio do tradutor alemão


Como demonstrei, com precisão, na minha obra Os mortos vivem (Oswald Mutze, editor, Leipzig) a Ciência e a Igreja rivalizam-se, há séculos, no combate à realidade dos fenômenos ocultos; os médiuns, aos quais estão unidas tais manifestações, são tratados como impostores e considerados os investigadores como pessoas que se deixam enganar, porém, nos últimos setenta anos, sábios de reputação mundial, depois de estudos minuciosos, aceitaram a realidade desses fenômenos e, em conseqüência, círculos científicos e eclesiásticos começaram a reconhecer esses fatos maravilhosos.

Ambos os campos esforçam-se em explicá-los pelo animismo, como produtos da subconsciência ou do poder ideoplástico da alma do médium.

Hoje já não os negam, porém atacam, da maneira mais sistemática, a interpretação espírita, segundo a qual, em numerosos casos se manifestam as almas de pessoas mortas, desencarnadas.

Todos os animistas se sentem obrigados a confessar que, com a sua maneira de explicar, fica sempre um resíduo de fatos inexplicáveis, o que demonstra a insuficiência da hipótese animista. Os fenômenos ocultos não deixam resíduo algum quando, ao invés da explicação animista, se emprega a espírita.

Possuímos, atualmente, tal abundância de provas de identidade da manifestação e da comunicação de pessoas falecidas que a sobrevivência pode ser considerada como indiscutivelmente provada.

O talentoso cirurgião e professor Dr. Carl Schleich dizia que todas as grandes descobertas e invenções deviam afirma-se contra a Ciência e que para isso tinham necessidade de sustentar rude combate, pelo menos de quinze anos. Quando abrem passo mais rapidamente, dizia ele, não são senão descobertas sem importância.

Ao lado da Ciência, é a Igreja que mais violentamente combate o Ocultismo. É fato conhecido na História, diz o Prof. Nielsson, que até as religiões opuseram a maior resistência cada vez que Deus quis que a Humanidade progredisse mais um passo. Atualmente os nossos adversários se vêem obrigados a reconhecer os fenômenos espíritas.

Não citarei mais do que o livro Hipnotismo e Espiritismo, do Prof. Lapponi, médico dos Papas Pio X e Leão XIII, e os escritos do professor de Teologia Dr. Ludwig,2 porém esses fenômenos, se não os explica o animismo, tornam-se satanismo, obra do diabo. A conseqüência é que os espíritas desertam das igrejas e que, em muitos lugares, especialmente na Inglaterra e na América do Norte, começam a formar comunidades independentes. Existe aí um grande perigo. É por isso que se trata de conduzir o movimento espírita por caminhos mais seguros a fim de que não dê nascimento a nenhuma seita, mas, ao contrário, que consolide e desenvolva a nossa religião cristã.

É justamente por isso que o livro que apresentamos é uma obra de inestimável valor, pelo fato de provir de um eclesiástico e teólogo que é, ao mesmo tempo, um pesquisador ocultista de grande experiência.

O que ele diz, nestas linhas, da atitude hostil e combativa da Igreja na Dinamarca e na Escandinávia concorda em tudo com as nossas posições na Alemanha. Na Inglaterra e na América centenas de eclesiásticos, até nas igrejas mais importantes, confessam-se espíritas convictos, mas, nesses países de tão notável sentido prático, pode o movimento não conservar a sua pureza espiritual. O povo alemão parece-me estar especialmente indicado para levá-lo a bom termo, com o seu idealismo, o seu amor à verdade e o seu gosto pelas investigações. Que a Igreja reconheça a sua hora, que faça suas as verdades e as manifestações que o Ocultismo científico e o Espiritismo superior lhe oferecem. Esse movimento contribuirá para a regeneração e o aprofundamento do nosso Cristianismo e conduzirá a Humanidade fora dos laços do materialismo e do nacionalismo, para um conceito muito mais espiritual do Universo.

É com esse anelo que transmito ao leitor alemão a edição alemã desta obra cheia de valor. Para terminar é para mim um prazer exprimir aqui o meu mais caloroso agradecimento a três pessoas que houveram por bem conceder-me o seu apoio, tão precioso, na edição desta tradução alemã: antes de tudo ao Professor Dr. Nielsson pela amável e desinteressada autorização de tradução que nos concedeu, bem como pelos informes minuciosos que nos deu por cartas; em seguida ao seu sobrinho, o Dr. Niels Dungal, do Instituto Patológico da Universidade de Gratz, pela revisão da tradução, e finalmente ao Prof. Dr. Hoffmann, pelo seu prefácio à edição alemã.

Dresden, julho de 1926.



Georg Henrich, Kreisbaurat a D. 3


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