Herculano Pires Parapsicologia Hoje e Amanhã



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9.
Gi – Gravação do inaudível


As gravações do inaudível ainda não tiveram a sua classificação parapsicológica nem receberam a sua sigla. Mas depois que o Dr. Konstantin Raudive apresentou ao III Congresso Internacional de Parapsicologia de Puchberg seu relatório sobre 30.000 das 80.000 gravações que havia obtido, fazendo-o na qualidade de psicólogo e parapsicólogo, o assunto passou ao campo parapsicológico e está sendo submetido a pesquisas intensivas. Não há mais dúvida quanto à realidade do fenômeno nem quanto à sua qualificação como paranormal. As vozes gravadas provêm de entidades espirituais, muitas delas identificáveis. Foi o que convenceu Raudive. A primeira voz que ouviu, dirigindo-se a ele e chamando-o pelo nome, foi de Margarete, moça que fora empregada de sua mãe por muitos anos e havia morrido há pouco tempo.

Na verdade, a única novidade desse fenômeno é o fato de se gravarem as vozes em fitas magnéticas de gravadores comuns. Para os cientistas esse fato é importante: dá-lhes maior segurança na pesquisa e reveste o seu trabalho de um aspecto novo, atualizado, segundo os moldes da era tecnológica. Mas para os espíritas a gravação de vozes tem seus antecedentes nos fenômenos de voz direta e de escrita direta. Kardec, servindo-se da mediunidade do jovem Didier, filho do seu editor, obteve vários fenômenos de escrita direta e até mesmo de impressão tipográfica por esse processo. Essas experiências foram relatadas na Revista Espírita e hoje podem ser lidas na nossa língua, pois a coleção da Revista foi traduzida e editada em São Paulo. Vários cientistas obtiveram resultados semelhantes. São das mais famosas as experiências do Professor Frederico Zöllner, da Universidade de Leipzig, na Alemanha. Era Catedrático de Física e suas pesquisas foram relatadas no livro Física Transcendental. Há uma edição paulista com o título de Provas Científicas da Sobrevivência, lançada pela EDICEL.

Os fenômenos de voz direta e de escrita direta incluem-se na classificação espírita de efeitos físicos, que corresponde à classificação parapsicológica de psikapa. Decorrem do princípio de ação da mente sobre a matéria. E dependem naturalmente da mediunidade, ou seja, das funções psi de sujeitos paranormais. A fita magnética não exerce nenhuma influência especial no caso. Sua função é a mesma do papel ou da lousa: receber passivamente a influência da voz, que nela se grava como a de qualquer pessoa viva. A aparelhagem técnica moderna substitui o papel e a lousa. Pode-se alegar que a voz gravada é inaudível. Ninguém a ouve no momento da gravação. Mas o mesmo se dá com a escrita direta. Usa-se o papel ou a lousa sem necessidade de lápis ou caneta. Ninguém vê os elementos invisíveis que vão grafar as palavras. A tinta do lápis ou da pena só aparece no ato mesmo da escrita. No caso da impressão tipográfica isso é mais tocante. Ninguém vê os tipos, nem a máquina de impressão, nem a tinta usada, nem ouve o barulho da máquina, e não obstante a impressão sai tão perfeita que se pode notar o rebaixo dos tipos no papel. A mensagem impressa não é um texto formal, mas um bilhete, um aviso, uma carta. E o fenômeno pode ser repetido à vontade.

Assim, a gravação do inaudível confirma a tese de que as comunicações espirituais são intrinsecamente de natureza psíquica. Segundo Kardec elas não dispensam o médium, pois só este pode fornecer às entidades extracorpóreas os elementos vitais necessários. Os gravadores registram as vozes inaudíveis quando o pesquisador é médium ou dispõe de médiuns ao seu serviço. O pesquisador italiano Dr. Giuseppe Crosa, neuropsiquiatra de Gênova, tem mediunidade e grava músicas e vozes com facilidade, mesmo quando não está realizando pesquisas. Outros pesquisadores nada conseguem se não dispuserem de médiuns ao lado. Isso parece liquidar o sonho das máquinas-mediúnicas, destinadas a substituir a mediunidade humana. Não há máquina que possa substituir o homem, porque o destino das máquinas é servir ao homem.

O descobridor do fenômeno de gravação do inaudível foi o pintor estoniano Friedrich Jürgenson, que durante a última guerra mundial se refugiara na Suécia. Morando numa casa de campo em Mölnbo, próximo a Estocolmo, tentava gravar o canto dos pássaros para fazer a trilha sonora de um filme. Precisamente às 16 horas e 5 minutos do dia 12 de junho de 1959 (contava então 50 anos de idade) instalou o seu gravador numa tenda armada no bosque e pôs o microfone para fora. Um pássaro cantava. Quando parou, Jürgenson quis ouvir a gravação. Estava perfeita, mas além do canto ouviam-se rumores estranhos de vozes humanas à distância e acordes musicais. Estava descoberto o novo fenômeno, embora Jürgenson, a princípio, não compreendesse do que se tratava.

Coube ao Dr. Raudive, alemão que também se refugiara na Suécia durante a guerra, esclarecer o problema de Jürgenson e colocar cientificamente a questão no campo da Parapsicologia. Jürgenson conta em seu livro Sprechfunk Mit Westorbenen, já editado em português com o título de Telefone para o Além (Editora Civilização Brasileira) a decepção que sofreu com alguns cientistas, entre os quais o Professor Olander e elementos da Faculdade de Parapsicologia da Universidade de Estocolmo. Björkhem, famoso investigador sueco, professor universitário, foi o único a levar a questão a sério, mas já no fim da vida, sem tempo nem forças para se dedicar ao assunto. Jürgenson havia já desistido de contatos com os cientistas quando de surpresa foi bater-lhe à porta o Professor Konstantin Raudive, formado em Psicologia e Filosofia pelas Universidades de Paris, Upsala e Edimburgo. Um homem arejado, de profundos conhecimentos e com experiência parapsicológica. Foi ele o novo Zöllner da pesquisa psíquica alemã, que em breve se colocou em evidência mundial com suas pesquisas metódicas e suas irrefutáveis gravações do inaudível.

O famoso parapsicólogo alemão Hans Bender, de Friburgo, interessou-se também pelas gravações do inaudível. O médico alemão Felix Kersten, que durante a segunda guerra mundial exerceu grande influência sobre Himmler, também se interessou. O Rev. Leo Schmidt, da Igreja Católica da Suíça, formado em Ciências pela Universidade de Friburgo, destacou-se logo como um dos maiores interessados na pesquisa do fenômeno. O médico Felix Kersten, autor do livro Conversas com Himmler, comunicou-se com Jürgenson após a morte, revelando-lhe que morrera de um colapso cardíaco. O Dr. Kjell Stenson, Chefe da Técnica de Som da Radiodifusão Sueca, interessou-se pelas experiências e divulgou-as, sustentando sua legitimidade. A participação dos técnicos de rádio e TV no controle e aprimoramento das pesquisas tem sido intensa.

As pesquisas de Raudive em Bad Krozingen, Alemanha Ocidental, atraíram numerosos cientistas internacionais. Jürgenson, naturalmente entusiasmado com a sua descoberta, insiste em afirmar que as gravações do inaudível constituem “os primeiros fenômenos paranormais a serem pesquisados por meios fisiotécnicos na história da humanidade”. Um perdoável exagero, pois as pesquisas de Crookes, Zöllner, Richet e outros no passado, e principalmente as pesquisas parapsicológicas atuais, na América e na Europa, bem como na Rússia, têm sido feitas com a utilização desses meios, com o emprego de aparelhagens especialmente construídas. Mas, como acentuamos, os aparelhos, por mais aprimorados que sejam, nunca dispensaram a presença do médium ou sujeito paranormal. São apenas instrumentos destinados a dar maior eficiência às pesquisas e garantir maior exatidão no controle dos resultados.

Maior razão teriam os físicos e biólogos soviéticos ao reclamar prioridade na obtenção de provas concretas da existência do espírito, o que evidentemente não fazem. Não por modéstia, mas porque não podem admitir que as suas provas se refiram ao espírito. Os dogmas fundamentais do Marxismo, que constituem a interpretação materialista do Universo – negando estranhamente a própria dialética em que pretendem firmar-se – excluíram o espírito da realidade cósmica. A dialética hegeliana estava em pé, encarando o futuro, e o Marxismo a virou de cabeça para baixo. Duro trabalho vão ter agora os soviéticos para reerguê-la de novo.

A Física descobre a fonte do Paranormal


A descoberta progressiva da antimatéria, a partir dos idos de 1930 – justamente quando nascia a Parapsicologia na Universidade de Duke – levou os físicos de todo o mundo à descoberta do espírito. Foi precisamente para aprofundar o conhecimento da antimatéria que o casal Kirlian conseguiu inventar uma câmara fotográfica de alta freqüência – ou melhor, que opera sobre um campo imantado de energia de alta freqüência – para fotografar além da matéria. A câmara kirlian realizou prodígios. Dotada de aparelhagem ótica, permitiu aos fotógrafos observarem os aspectos surpreendentes de uma nova realidade. A surpresa maior foi a descoberta de que as coisas e os seres não possuem apenas a estrutura material que conhecemos, mas uma estrutura interna e inteiramente desconhecida, de natureza energética. Essa estrutura não é opaca e sem luz, como as da matéria, mas transparente e luminosa. A conclusão preliminar a que chegaram é a de que essa estrutura energética constitui o fundamento, o molde e a fonte vital dos organismos materiais.

“Trata-se – explicaram – de um verdadeiro organismo totalmente unificado, que age como unidade e produz o seu próprio campo eletromagnético, base dos campos biológicos.” Bastaria isso para dar-nos a confirmação da intuição genial de Claude Bernard, o pai da Medicina moderna, quando sustentou a necessidade de um modelo energético para manter a estrutura orgânica do corpo humano, com a especificação estrutural das células ante as mutações e renovações constantes de todo o organismo no decorrer da existência.

Mas o casal Kirlian foi além, ao verificar, em suas experiências, que o brilho do corpo energético não é constante nos seres vivos, revelando maior ou menor intensidade, e que essas variações indicam modificações dos estados interiores dos seres, sejam eles vegetais, animais ou humanos. Chegaram mesmo a afirmar que as atividades psíquicas do homem são anotadas no corpo energético em forma de hieróglifos luminosos e coloridos. “Conseguimos inventar – dizem os Kirlian – um aparelho que pode grafar esses hieróglifos, mas precisamos de auxílio para a sua interpretação.” Verificaram ainda que o estado emocional dos pesquisadores influi no objeto a ser fotografado, produzindo essas alterações. Essa descoberta, puramente ocasional, abre uma nova possibilidade no campo da comunicação e confirma os resultados das pesquisas parapsicológicas no tocante às influências telepáticas reciprocamente exercidas entre os homens.

Não há mistérios na existência desses hieróglifos luminosos e coloridos, nem na possibilidade de grafá-los para interpretações posteriores. Esse processo corresponde de certa maneira à gravação das ondas eletromagnéticas do cérebro no eletroencefalograma. Teremos logo mais de construir aparelhos captadores das ondas luminosas do corpo energético para o estudo das condições de saúde. Por outro lado, essa bioluminescência não é de natureza elétrica ou eletromagnética, pertencendo a uma classe de energia ainda desconhecida. Esta última conclusão lembra a de Vassiliev quando afirmou que o pensamento é “uma energia física de tipo ainda não conhecido, produzida pela forma mais evoluída de matéria que constitui o córtex cerebral”.

O relacionamento dessas descobertas com a Medicina se acentua quando as experiências soviéticas revelam que as doenças orgânicas podem ser previstas pelo exame da luminescência do corpo energético. Investigações com vegetais e animais demonstraram essa possibilidade. Alterações mórbidas das plantas começam nas modificações de brilho e coloração de sua estrutura energética, o mesmo se dando no tocante aos animais. Scheila Ostrander e Lyn Schroeder consideram em seu livro Psychic Discoveries Behind the Iron Curtin (Descobertas Psíquicas por trás da Cortina de Ferro, Edição Prentice-Hall, New York) que as conseqüências dessa descoberta do corpo energético atingirão quase todas, senão todas as áreas do nosso conhecimento atual. Podemos avançar um pouco mais, admitindo que se trata de uma verdadeira revolução copérnica. Essas duas pesquisadoras universitárias norte-americanas foram à Rússia e entrevistaram os cientistas soviéticos. As declarações dos cientistas equivalem a revelações proféticas, lembram as visões bíblicas do mundo espiritual e particularmente as referências do apóstolo Paulo ao corpo espiritual. Eufóricos, como que se libertando inesperadamente da asfixia materialista, os cientistas afirmam que o homem não é apenas uma máquina orgânica. Os tomés do materialismo científico tocaram as chagas do Cristo e estão ao mesmo tempo surpresos e deslumbrados.

O pedido de ajuda do casal Kirlian foi atendido. Biólogos, físicos, biofísicos e bioquímicos soviéticos reuniram-se em Alma Ata, centro de pesquisas espaciais da URSS, e realizaram pesquisas intensivas com a câmara kirlian. Em 1968 uma comissão designada oficialmente para examinar o assunto, composta de elementos exponenciais das ciências, iniciou trabalhos de investigação planejada no mesmo local, chegando a conclusões definitivas sobre a realidade do corpo energético, a que deram o nome de corpo bioplasmático ou corpo bioplástico. Essa comissão era integrada pelos Profs. Grischenko, Gibadulin, Vorobev, Inyushin, Shouiski e Fedorova. A câmara kirlian teve a aprovação oficial da Academia de Ciências e passou a ser considerada como o mais avançado instrumento de pesquisas científicas da União Soviética. Mas, ao mesmo tempo, abriu-se uma nova frente de luta para o materialismo oficial do Estado. Os cientistas soviéticos estão convocados para a batalha impossível de demonstrar que o corpo bioplástico não passa de um organismo de plasma biológico, talvez de um plasma constituído de partículas ainda desconhecidas.

A propósito, os cientistas definiram inicialmente o corpo bioplástico com as seguintes palavras: “É uma espécie de constelação do tipo elementar, que se aproxima à natureza do plasma, constituída de elétrons ionizados e parece que excitados, de prótons e provavelmente de outras partículas atômicas”. Essa tentativa de explicação lembra a teoria de Paul Dirac, físico inglês, que em 1932 anunciou a existência de um oceano de elétrons livres que constituiria a essência da realidade. Tudo o que conhecemos como real, dizia Dirac, não é mais do que uma película exterior, muito tênue, ocultando-nos o real verdadeiro. O Professor Sonioyukovitch, da Universidade de Moscou, propõe a utilização da antimatéria como energia propulsora de naves espaciais. O elemento propulsor seria a luz ou essa luminescência do corpo bioplástico revelado pela câmara kirlian. E o Professor Lev Landau, Prêmio Nobel de Física, também russo, propõe uma nova Física em face da descoberta da antimatéria. Como se vê, a revolução copérnica da Física está em marcha e o seu ponto culminante é a descoberta do corpo bioplástico.

No tocante à Parapsicologia, essa descoberta vem revelar a fonte dos fenômenos paranormais. O elemento extrafísico do homem, proposto pelo Professor Rhine, está confirmado pelos físicos e biólogos soviéticos. Isso é tanto mais impressionante quanto foram os parapsicólogos russos, tendo à frente Vassiliev, os mais ardorosos impugnadores da teoria de Rhine. Convém lembrar, a bem da verdade, que Kardec foi o primeiro a sustentar a existência do corpo energético, dando-lhe a designação técnica de perispírito. Esse perispírito ou corpo espiritual do homem também existiria nos objetos e nos seres vegetais e animais. Kardec afirmou a natureza mista desse corpo, que seria formado pelo que ele chamou de fluido universal, uma espécie de plasma cósmico, substância de tudo quanto existe no Universo, constituído de partículas materiais e não-materiais ou espirituais. Todos os fenômenos mediúnicos – hoje chamados paranormais – procederiam desse organismo que, segundo o Espiritismo, liga o espírito ao corpo.

O avanço da Parapsicologia na descoberta de novas dimensões da realidade – como acentuamos desde a primeira edição deste livro – tem sido amparado pelo avanço da Física. Mais uma vez podemos afirmar que as perspectivas apontadas na segunda parte deste volume estão se confirmando mais rapidamente do que pensávamos. Já agora essas perspectivas, criticadas por alguns estudiosos do assunto como exageros de imaginação, recebem a inesperada sanção dos físicos. Nenhuma das áreas do conhecimento escapará ao impacto das descobertas parapsicológicas, como compreenderam Ostrander e Schroeder. Dentro em pouco veremos o problema do espírito voltar à sua antiga posição: será o problema central das Ciências. E com isso a unidade do Conhecimento estará restabelecida em torno do homem. Porque é ele, como Ser, o problema essencial da Filosofia e como alma o problema central da Religião. Ser, espírito e alma, o homem assim encarado, em seus três aspectos, pelas três formas dominadoras do campo do Conhecimento, será realmente a imagem de Deus na Terra.

Mas como, para ser a imagem digna de Deus, o homem deve também ser imortal, os cientistas soviéticos resolveram aplicar a câmara kirlian numa série de pesquisas sobre o fenômeno da morte. O materialismo estaria salvo se as experiências demonstrassem que o corpo bioplástico morre com o corpo biológico. Observando os momentos finais de moribundos e documentando essas observações com fotografias em seqüência, verificaram que há uma dispersão progressiva de pontos luminosos, como se o corpo bioplástico se desprendesse do corpo físico num fluxo crescente de partículas. Isso tanto no homem como no animal. À proporção em que as partículas se perdem no ar o corpo material perde toda a luminescência, tornando-se opaco. Só então o corpo do animal e do homem se cadaverizam. Ao mesmo tempo, detectores de vibrações biológicas continuam a captar vibrações de campos de força vital à distância do cadáver.

Esse curioso processo de desprendimento das partículas bioplásticas coincide perfeitamente com numerosas observações espíritas, feitas por videntes, junto a leitos mortuários, e com explicações mediúnicas dadas por entidades espirituais. Léon Denis explica em seu livro Depois da Morte: “A separação é quase sempre lenta, o desprendimento da alma se opera gradualmente. Começa algumas vezes muito tempo antes da morte e se completa com a ruptura dos últimos laços fluídicos que unem o corpo ao espírito”. Denis foi discípulo e continuador de Kardec. Em O Livro dos Espíritos Kardec explica: “A observação prova que no instante da morte o desprendimento do espírito não se completa subitamente; ele se realiza gradualmente, com lentidão variável, segundo os indivíduos”. Nas descrições dos videntes é comum a referência a um desprendimento gradual de elementos do perispírito (ou corpo bioplástico) que vão se juntando aos poucos a certa distância do cadáver.

Condicionados pela concepção materialista, os cientistas soviéticos, ao verificarem esse desprendimento de partículas, perguntam se não é o corpo bioplástico que também está se desintegrando. Falta-lhes o conhecimento das pesquisas psíquicas intensivas sobre o momento do desenlace. Se tivessem esse conhecimento ficariam assombrados ao ver nas suas experiências a confirmação em minúcias de observações já feitas há mais de um século. A captação de campos de força vital à distância do cadáver é suficiente para confirmar o afastamento do corpo bioplástico, que em geral repousa em fase de refazimento.

Tudo quanto acabamos de expor justifica a designação de corpo bioplástico dada pelos físicos soviéticos ao perispírito. O episódio da morte mostra que a primeira parte da expressão, o prefixo bio, que quer dizer vida, corresponde precisamente à função vital desse corpo. O sufixo plasmático, ou sua simplificação plasma, refere-se à função plasmadora desse corpo energético. As experiências soviéticas justificaram amplamente essa parte. Uma delas, relatada no livro das pesquisadoras norte-americanas, refere-se ao enxerto de um braço embrionário no lugar destinado à perna de um animal em desenvolvimento. O braço desenvolveu-se como perna, demonstrando que a influência do campo organizador (ou plasmador) é capaz de adaptar a estrutura estranha às exigências do campo. É evidente que a designação de corpo bioplasmático, geralmente simplificada para corpo bioplástico, resultou precisamente das séries de experiências realizadas pelos cientistas para verificar as funções específicas do corpo energético. Essas funções fundamentais correspondem exatamente às do perispírito na teoria espírita.



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