Informação e documentação – Trabalhos acadêmicos



Baixar 76.68 Kb.
Encontro28.12.2017
Tamanho76.68 Kb.



PROJETO 02:105.45-003



Rochas para Revestimento – Projeto, Execução e Inspeção de Revestimento de Fachadas de Edificações com Placas Fixadas por Inserts Metálicos


APRESENTAÇÃO

  1. Este 1º Projeto foi elaborado pela CE-02:105:45 - Comissão de Estudo de Revestimento com Pedras - do ABNT/CB-02 - Comitê Brasileiro de construção civil, nas reuniões de:



    24/08/2001

    16/10/2002

    13/11/2002

    11/12/2002

    12/03/2003

    28/05/2003

    18/06/2003

    20/08/2003

    15/10/2003

    12/11/2003

    18/02/2004

    17/03/2004

    28/04/2004

    19/01/2005

    19/05/2004

    16/03/2005

    20/04/2005








  1. Não tem valor normativo;

  2. Tomaram parte na elaboração deste Projeto:

    Participante Representante



    Catédra Engenharia Ltda.

    Catédra Engenharia Ltda.

    CETEM/MCT – Centro de Tecnologia Mineral/Ministério da Ciência e Tecnologia

    Consultor

    DGG – Assessoria S/C Ltda.

    EESC – Escola de Engenharia de São Carlos/USP

    EESC – Escola de Engenharia de São Carlos/USP

    FAU – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo/Mackenzie

    Gran-ProMetal – Granitos, Projetos e Metais Ltda.

    Hilti do Brasil Comercial Ltda.

    IGCE/UNESP – Instituto de Geociências e
    Ciências Exatas/Universidade Estadual Paulista

    IGCE/UNESP – Instituto de Geociências e


    Ciências Exatas/Universidade Estadual Paulista

    IGCE/UNESP – Instituto de Geociências e


    Ciências Exatas/Universidade Estadual Paulista

    IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo S.A.

    IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo S.A.

    IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo S.A.

    IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo S.A.

    L. A. Falcão Bauer – Centro Tecnológico de Controle da Qualidade

    Mundial Trade Comércio, Importação e Exportação Ltda.

    Núcleo Inox – Núcleo de Desenvolvimento Mercadológico do Aço Inoxidável

    NUTEC - Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará

    DEM – Departamento de Engenharia de Minas da Escola Politécnica (USP)

    SENAI-SP – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Escola Mario Amato



    Abílio R. Fernandes

    Maria Célia D. R. Fernandes

    Salvador Luis de Almeida

    Ely Borges Frazão

    Paulo Lucio Flório Giafarov

    Rogério Pinto Ribeiro

    Sergio Trajano

    Eleana Patta Flain

    Adaulto Donizette Martins

    Edson C. Nascimento

    Antonio Carlos Artur

    Fabiano Cabañas Navarro

    Tamar Milca Bortolozzo Galembeck

    Eduardo Brandau Quitete

    Fábio Conrado Queiróz

    Luciana A. de Oliveira

    Maria Heloisa Barros de Oliveira Frascá

    Fabiana Andrade Ribeiro

    Marcelo M. Yanaguihara

    Marcelo de Castro-Rebelo

    Maria Angélica Batista Lima

    Liz Zanchetta D’ Agostinho

    Eleno de Paula Rodrigues



Rochas para Revestimento – Projeto, execução e inspeção de revestimento de fachadas de edificações com placas fixadas por inserts metálicos
Rocks for cladding – Design, installation and inspection of façades cladding using anchoring systems
Palavras-chave: Rocha. Revestimento. Insert Metálico.

Descriptors: Rock. Natural Stone. Cladding.



Sumário

1 Escopo 2

2 Referências normativas 2

3 Elaboração de projetos 3

4 Execução e inspeção 3

A N E X O A


(NORMATIVO) 4

Projeto de revestimento de fachadas de edificações com placas de rocha


fixadas por inserts metálicos 4

A.1 Condições gerais 4

A.2 Solicitações 5

A.3 Condições específicas 6

A.3.1 Sistema placa - inserts 6

A.3.2 Concepção e dimensionamento 7

A.3.3 Juntas 8

A.4 Materiais e componentes 8

A.4.1 Placas 8

A.4.2 Inserts 9

A.4.3 Selantes 9

A N E X O B


(NORMATIVO) 10

Execução e inspeção de revestimento de fachadas de edificações com


placas de rocha fixadas por inserts metálicos 10

B.1 Execução 10

B.2 Manuseio e estocagem de materiais e componentes 10

B.3 Proteção dos revestimentos 12

B.4 Condições específicas 12

B.4.1 Fixação 12

B.4.2 Juntas 12

B.4.4 Tolerâncias 14

B.5 Inspeção 14

B.6 Aceitação e rejeição 14



Prefácio

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Fórum Nacional de Normalização. As normas brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais Temporárias (ABNT/CEET), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos ABNT/CB e ABNT/ONS, circulam para Consulta Nacional entre os associados da ABNT e demais interessados.

Esta parte da norma cancela e substitui as normas ABNT NBR 12763, ABNT NBR 12764, ABNT NBR 12765, ABNT NBR 12766, ABNT NBR 12767, ABNT NBR 12768, ABNT NBR 12769, ABNT NBR 13707 e ABNT NBR 13708.

Esta Norma inclui os anexos A a B de caráter normativo. A parte 1 desta Norma corresponde aos métodos de ensaio.

1Escopo


Esta Norma estabelece orientações para elaboração de projeto, execução e fisclaização de revestimento de fachadas com placas de rochas por meio de inserts metálicos.

Esta norma aplica-se a granitos e mármores conforme definido na ABNT NBR 15012.


2Referências normativas


Na aplicação desta norma deve-se consultar:

ABNT NBR 5601 – Aços inoxidáveis – Classificação por composição química – Padronização.

ABNT NBR 6123 – Forças devido ao vento em edificações - Procedimento.

ABNT NBR 6323 – Aço ou ferro fundido. Revestimento de zinco por imersão à quente. Especificação.

ABNT NBR 11675 – Divisórias leves internas moduladas - Verificação da resistência a impacto - Método de ensaio.

ABNT NBR 14827 – Chumbadores instalados em elementos de concreto ou alvenaria – Determinação de resistência à tração e ao cisalhamento – Método de ensaio.

ABNT NBR 15012 – Rochas para revestimentos – Terminologia.

ABNT NBR NM 133 – Classificação, designação e composição química de aços inoxidáveis – Padronização.

ABNT NR 18 – Condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção – Norma Reguladora.

ABNT Projeto de Norma 02:105.45-001 – Requisitos para granitos.

ABNT Projeto de Norma 02:105.45-002 – Rochas para Revestimento – Métodos de ensaio.

ASTM C 503 – Standard specification for marble dimension stone.

ASTM C 1242 – Standard guide for selection, design, and installation of dimension stone anchoring systems.

3Elaboração de projetos


Os quesitos necessários para elaboração de projetos de revestimento de fachadas estão dispostos no Anexo A.

4Execução e inspeção


As orientações para execução e inspeção de revestimento de fachadas estão dispostas no Anexo B.

A N E X O A
(NORMATIVO)

Projeto de revestimento de fachadas de edificações com placas de rocha
fixadas por inserts metálicos


    A.1 Condições gerais



A.1.1 Rochas

A.1.1.1 Para a seleção da rocha utilizável na fachada, o projetista deve:

  1. conhecer as características estéticas da rocha;

  2. estabelecer faixa de tolerância para as variações estéticas da rocha quanto à estrutura, à textura, à cor, à presença de veios e a outras características relevantes;

  3. conhecer as características mineralógicas e petrográficas que eventualmente possam influenciar a durabilidade da rocha, tais como microfissuras, estado de alteração dos minerais, presença de minerais alteráveis etc., conforme ABNT NBR 12768;

  4. dispor dos valores das propriedades físicas e físico-mecânicas da rocha, conforme ABNT Projeto de Norma 02:105.45-001-1;

  5. verificar a possibilidade da placa de rocha sujeitar-se ao processo de acabamento de superfície desejado (polido, flamejado, apicoado etc.);

  6. avaliar a possibilidade de alterações na aparência do acabamento da superfície por agentes da poluição atmosférica e das intempéries;

  7. assegurar que haja fornecimento das placas da rocha selecionada em quantidade suficiente para atender às necessidades da obra e ao cronograma estabelecido;

  8. o material selecionado deverá ser definido em comum acordo entre o fornecedor e o comprador, conforme os requisitos do item 3 do Projeto de Norma 02:105.45-001.

NOTA Valores referenciais das propriedades dos granitos são dados pelo Projeto de Norma 02:105.45-001 e para mármores pela ASTM C 503 enquanto não houver norma brasileira correspondente.

A.1.2 Projeto

A.1.2.1 O projeto de revestimento com placas de rocha deve abranger:

  1. avaliação das características da obra quanto aos esforços atuantes, tais como pressões de vento (positiva e negativa), para mais bem adequar a dimensão das placas à sua capacidade de resistência a esses esforços,

  2. plantas, cortes e vistas dos suportes a serem revestidos, com apresentação da distribuição das placas, e a indicação dos inserts a serem empregados, em escala conveniente;

  3. detalhes construtivos quanto aos encaixes, às ranhuras ou furação nas placas, aos inserts, às juntas de dilatação, aos tipos de fixações ao suporte, etc.;

  4. memorial descritivo com especificação dos materiais e serviços;

  5. tolerância máxima permitida para os desvios de prumo, esquadro e planeza do revestimento;

  6. tipo de solda, quando existir, e os cuidados necessários para a sua execução nos inserts e destes com quaisquer partes do suporte;

  7. ressalvas quanto à segurança e durabilidade do revestimento, no que toca à introdução de eventuais sobrecargas e a alterações por agentes químicos e atmosféricos.

A.1.2.2 O projeto deve apresentar a periodicidade e um roteiro para a realização das inspeções, para após a conclusão dos serviços, que abranja verificar:

  1. selantes (quando houver) quanto à continuidade, adesão às superfícies das juntas, coesão e presença de fissuras;

  2. eventual surgimento de corrosão dos inserts;

  3. eventual deslocamento de placas;

  4. outros aspectos relevantes para a integridade do revestimento.

NOTA As inspeções serão de responsabilidade do proprietário da edificação conforme o roteiro e a periodicidade estabelecida no projeto.

    A.2 Solicitações

A.2.1 As placas de rocha, assim como seus inserts, estão sujeitas às seguintes solicitações:

A.2.1.1 Cargas paralelas ao plano das placas:

  1. peso próprio das placas;

  2. peso próprio de eventual camada de isolação térmica.

A.2.1.2 Cargas perpendiculares ao plano das placas:

  1. ação de ventos (pressões positivas e negativas);

  2. pressões internas;

  3. impactos acidentais;

  4. peso próprio das placas quando colocadas na horizontal.

A.2.1.3 Solicitações devidas ao movimento relativo do substrato do revestimento:

  1. deformações devidas a variações higrotérmicas;

  2. deformações permanentes devidas à retração e à deformação lenta do concreto;

  3. deformações permanentes devidas à movimentação das estruturas metálicas e em alvenaria.

NOTA Sob ação do vento, as placas trabalham à flexão. Dependendo da extensão do contato dos inserts com a placa, esses apoios serão ou não considerados pontuais. As placas são também submetidas a esforços de punção e de cisalhamento que tendem a lascar a rocha nas regiões onde se instalam os inserts.

A.2.2 Os esforços devidos ao vento (pressões positivas e negativas) devem ser calculados de acordo com a ABNT NBR 6123.

A.2.3 Considerar que as placas de revestimento fixadas até a altura de 1,5 m do nível do piso, devem resistir a choques de corpo duro com energia de 3 J  e choques de corpo mole com energia de 400 J, sem que ocorram danos de qualquer espécie. Os procedimentos para verificação ficam a cargo do projetista, com referência às diretrizes do Projeto de Norma ABNT 02:105.45-002, ANEXO H e da norma ABNT NBR 11675, respectivamente.

A.2.4 Considerar o valor do coeficiente de dilatação térmica da rocha, determinado conforme Projeto de Norma ABNT 02:105.45-002, ANEXO C, no cálculo das deformações entre o suporte e o revestimento, além do dimensionamento do espaço entre placas.

A.2.5 O projetista deve ainda considerar as deformações devidas à retração e à deformação lenta do concreto, passíveis de ocorrerem após a execução do revestimento. Deve-se aguardar o maior intervalo de tempo possível entre a execução do suporte (concreto, alvenaria, estrutura metálica etc.) e a aplicação das placas, de modo que as deformações iniciais do suporte não venham a provocar tensões no revestimento.

    A.3 Condições específicas

      A.3.1 Sistema placa - inserts

A.3.1.1 As placas de revestimento estão submetidas às solicitações previstas em A.2 e a sua estabilidade é conseguida pelos inserts, desde que bem fixados no suporte e que tenham liberdade de movimentação, dada por uma adequada distribuição destes nas placas conforme critérios de projeto.

A.3.1.2 Os inserts são geralmente constituídos de três partes (em uma só peça ou não) com as seguintes características e funções:

  1. uma parte a ser fixada no suporte (dos tipos parafuso, “chumbador”, “passante” etc.);

  2. uma parte constituída por barra, por cantoneira ou por outro perfil metálico, com eventual dispositivo de regulagem, para permitir o adequado posicionamento da placa;

  3. uma parte que permitirá a união com as placas.

NOTA Quando o desaprumo do suporte for maior que o limite de regulagem do insert poderá ser utilizado um novo dispositivo metálico, ou uma estrutura, adequadamente projetados para a sua compensação.

A.3.1.3 Os inserts podem ser dos tipos:

  1. sustentadores: responsáveis pela sustentação do peso próprio das placas e outras eventuais ações verticais;

  2. retentores: responsáveis por impedir o tombamento das placas, devido às ações perpendiculares a estas.

A.3.1.4 Um mesmo tipo de insert pode ter função de sustentar, reter e ou exercer estas funções concomitantemente, conforme Figura A.1.

A.3.1.5 As ações verticais são normalmente transmitidas para os inserts sustentadores, colocados geralmente na parte inferior da placa. Outros dois inserts, retentores, são posicionados nas bordas laterais da placa, próximos ao seu topo, ou na própria borda superior da placa.



  1. Sustentação da placa superior e retenção da inferior

  2. Retenção de duas placas

  3. Sustentação de duas placas

Figura A.1 – Funções dos inserts em placas de rochas (sustentação e retenção).

      A.3.2 Concepção e dimensionamento

A.3.2.1 Placas

A.3.2.1.1 Estabelecer a espessura das placas de acordo com suas dimensões em planta (comprimento e largura), com a resistência mecânica da rocha, com o sistema de fixação a ser empregado e com as cargas atuantes, de acordo com A.2.

A.3.2.1.2 Adotar coeficiente de segurança de no mínimo 3 (três) e proceder de acordo com o método de cálculo utilizado para estabelecer a espessura.

A.3.2.2 Inserts

A.3.2.2.1 Os inserts devem ser concebidos de maneira a:

  1. resistirem aos esforços a que estarão submetidos, de acordo com A.2;

  2. permitirem a livre movimentação das placas, de forma que não sejam transmitidas tensões adicionais ao revestimento em função das movimentações higrotérmicas diferenciadas entre este e o suporte.

A.3.2.2.2 Após terem sido estabelecidas as solicitações atuantes nas placas e conhecidas as características do suporte e do insert escolhido (dimensões e tipo de metal ou liga metálica), deve-se proceder a:

  1. cálculo analítico, com base no funcionamento previsto para o insert;

  2. verificação por ensaio, em escala real, do conjunto placa-insert, em caso de dúvida sobre o comportamento estrutural do conjunto;

  3. verificação por ensaio, em escala real e in loco, do conjunto insert-chumbador-suporte, conforme ABNT NBR 14827.

A.3.2.2.3 O dimensionamento dos dispositivos de fixação deve ser feito considerando-se as funções de sustentação e retenção.

A.3.2.2.4 No dimensionamento dos inserts, deve ser adotado um coeficiente de segurança de, no mínimo, 2,5.

A.3.2.2.5 Na verificação das características dos inserts, por meio de ensaios, devem ser consideradas:

  1. capacidade do suporte de resistir aos esforços, dos tipos arrancamento e momento de engastamento, transmitidos pelo insert, conforme A.3.2.2.2c;

  2. distância mínima dos pontos de fixação às extremidades do suporte (cantos), em função dos esforços aplicados e da natureza do suporte;

  3. deformabilidade de todo o insert, quando a concepção do sistema de fixação das placas exigir que estas se movimentem livremente;

  4. capacidade do mesmo de resistir aos esforços transmitidos pelas placas.

NOTA Em caso de inserts com regulagem, os ensaios devem ser conduzidos na condição mais favorável à ruptura.

A.3.2.2.6 Os inserts devem ser suficientemente ajustáveis para que possam absorver os eventuais desvios de prumo e de planeza do suporte. Caso contrário, utilizar um extensor como descrito na nota no item A.3.1.2.

A.3.2.2.7 O projetista poderá utilizar diferentes tipos de inserts, numa mesma obra, desde que sejam dimensionados em função das diversas cargas passíveis de ocorrer, de modo a evitar uma inadequada utilização de diferentes inserts.

      A.3.3 Juntas

A.3.3.1 Devem ser previstas juntas no revestimento que coincidam, em comprimento e largura, com as juntas de dilatação ou de movimentação existentes no suporte. Cabe ao projetista verificar, caso a caso, a necessidade de juntas de dilatação adicionais no revestimento.

A.3.3.2 As juntas entre as placas devem ser suficientes para absorver as movimentações tanto do suporte como do revestimento. No caso de encontros das extremidades (horizontais ou verticais) do revestimento com quaisquer elementos distintos, que se projetem sobre estas e para além destas, é recomendável deixar um espaço conveniente entre os mesmos.

A.3.3.3 Vedação de juntas de dilatação com selante fica a cargo do projetista.

A.3.3.4 Em caso de opção de vedação das juntas de dilatação pelo uso de selante, o fator de forma (proporção largura/profundidade) deve obedecer às prescrições do fabricante do selante. Deve-se prever o uso de um corpo de apoio, inerte e não aderente, para adaptar o perfil das juntas às dimensões ideais do cordão de selante.

      A.4 Materiais e componentes

        A.4.1 Placas

A.4.1.1 As placas de um mesmo material a serem empregadas numa obra devem ser extraídas de rochas de um mesmo maciço.

A.4.1.2 Considerando que as rochas apresentam, naturalmente, variações estéticas, diferenças de padrão (estrutura e coloração), podem ser aceitas, desde que de acordo com A.1.1.

A.4.1.3 O projeto deve especificar as tolerâncias dimensionais admissíveis para as placas. Placas que apresentem imperfeições, que possam afetar a segurança e durabilidade, devem ser rejeitadas.

        A.4.2 Inserts

A.4.2.1 Os inserts devem ser constituídos por ligas metálicas que possuam elevadas resistências mecânicas e à corrosão.

As ligas metálicas devem ser em aço inoxidável do tipo ABNT 304 (AISI 304), para atmosferas urbanas e indústrias isentas de cloretos, e ABNT 316 (AISI 316), para atmosferas urbanas, marítimas e industriais que contenham cloretos.



NOTA 1 Deve-se preferir a utilização de inserts de aço inoxidável, devido às suas superiores características de resistências mecânicas e à corrosão (em comparação com o aço-carbono galvanizado), ou de outros tipos de liga que apresentem características de resistência mecânica e de resistência à corrosão igual ou superiores às do aço inoxidável ABNT 316.

NOTA 2 As características da ligas metálicas utilizáveis constam da ABNT NBR 5601 e da ABNT NBR NM 133.

A.4.2.2 Deve-se evitar a associação de metais de natureza diferente, por haver possibilidade da ocorrência de corrosão por pares galvânicos. Em casos de necessidade de emprego de ligas metálicas de naturezas diferentes, sujeitas a esse fenômeno, deve-se isolá-las por meio de tratamentos das superfícies em contato e ou pela interposição de materiais orgânicos, ou equivalentes, de baixa porosidade e que tenham resistência mecânica compatível com os esforços a que estarão submetidos.

A.4.2.3 As tolerâncias dimensionais dos inserts devem ser estabelecidas no projeto.

        A.4.3 Selantes

Em caso de opção pela vedação das juntas com selantes estes devem:

  1. ser resistentes aos agentes atmosféricos;

  2. apresentar efetiva aderência com os materiais nos quais serão aplicados;

  3. ser estanques ao ar e à água e não causar manchas ou alterações nos materiais aos quais são aplicados;

  4. ser inertes em presença de substâncias químicas normalmente encontradas em construções como, por exemplo, produtos ácidos ou fortemente básicos;

  5. ter elasticidade suficiente e mantê-la ao longo da vida útil prevista.


A N E X O B
(NORMATIVO)

Execução e inspeção de revestimento de fachadas de edificações com
placas de rocha fixadas por inserts metálicos


      B.1 Execução

B.1.1 Os revestimentos de fachadas com placas de rocha devem ser executados em conformidade com o projeto arquitetônico e com o projeto executivo do revestimento, obedecendo-se a todas as disposições construtivas indicadas e empregando-se somente os materiais e componentes especificados.

B.1.2 Antes do início da execução deve-se:

  1. fazer estudo detalhado do projeto do revestimento, conferir e verificar as interfaces deste com os outros subsistemas do edifício;

  2. elaborar um planejamento cuidadoso, abordando os aspectos relativos à produção, ao transporte, ao recebimento e ao armazenamento das placas, de modo a ter-se continuamente na obra placas suficientes e na seqüência em que serão instaladas;

  3. tomar todas as providências necessárias quanto ao atendimento à NR 18;

  4. verificar se os desvios de prumo e de planeza do suporte a ser revestido estão de acordo com os limites especificados em projeto.

      B.2 Manuseio e estocagem de materiais e componentes

B.2.1 No manuseio das placas, tanto na produção quanto no transporte para a obra e na própria obra durante a instalação, devem ser tomadas todas as precauções necessárias, a fim de evitarem-se danos.

B.2.2 As placas devem ser, preferencialmente, armazenadas em áreas cobertas, acessíveis e exclusivas próximas dos locais onde serão instaladas.

B.2.3 As placas, tanto as de grandes como as de pequenas dimensões, devem ter uma de suas bordas apoiadas em caibros ou sarrafos de madeira e encostar-se em estruturas apropriadas em forma de "A"
(Figura B.1). Deve-se garantir a separação das placas entre si por meio de ripas de madeira ou material não oxidável. Pode-se, também, armazenar as placas na horizontal, conforme Figura B.2. Neste caso, para evitar danos às placas, deve-se garantir que as ripas sejam dispostas na mesma direção.

NOTA Qualquer madeira em contato com as placas deve ser macia e não deve conter resinas e/ou essências que possam vir a manchar.

B.2.4 Os inserts devem ser estocados em locais cobertos, acessíveis e exclusivos de modo a garantir sua integridade física e suas características morfológicas originais.



  1. Placa de rocha

  2. Ripas de madeira ou material não oxidável

  3. Estrutura de sustentação

Figura B.1 – Esquema de armazenagem das placas de rocha apoiadas em estrutura de madeira em forma de "A".



Figura B.2 – Esquema de armazenagem das placas de rocha dispostas na horizontal.



      B.3 Proteção dos revestimentos

B.3.1 Sempre que necessário, durante a fase de execução, os revestimentos devem ser cuidadosamente protegidos por meio de uma cobertura temporária (chapas de madeira não resinada ou outro material apropriado).

NOTA Atenção especial deve ser dada aos cantos vivos em áreas sujeitas ao tráfego.

B.3.2 Na execução de serviços nas partes mais altas, deve-se evitar que ocorra qualquer dano (respingos de argamassa, choques devido à queda de ferramentas etc.) nos revestimentos já concluídos das partes mais baixas.

      B.4 Condições específicas

      B.4.1 Fixação



B.4.1.1 Fixação no suporte

B.4.1.1.1 Quando os inserts forem fixados no suporte, devem ser seguidas todas as instruções do fabricante para estes quanto às condições de sua instalação.

B.4.1.2 Fixação nas placas

B.4.1.2.1 Os furos e ranhuras feitos nas placas para acoplamento destas aos inserts de fixação devem ter diâmetro ou largura de, no mínimo, 1 mm superior ao diâmetro do pino ou à largura dos perfis a serem introduzidos nas mesmas.

B.4.1.2.2 A profundidade dos furos ou das ranhuras deve ser tal monta que garanta uma folga de, no mínimo, 5 mm entre a extremidade do pino, ou do perfil, e o fundo do furo ou da ranhura.

B.4.1.2.3 Os pinos e os perfis devem encaixar-se facilmente nos furos ou nas ranhuras feitos nas placas, para evitar concentração de tensões nestas.

      B.4.2 Juntas

B.4.2.1 Juntas entre placas

B.4.2.1.1 As placas devem ser posicionadas de modo a manterem entre si os espaçamentos especificados em projeto.

B.4.2.1.2 Nos casos onde são empregados inserts que tenham, simultaneamente, as funções de retentor e sustentador, deve-se garantir a livre movimentação entre as placas e os inserts, por meio de folgas, tal como indica a Figura B.3.



Figura B.3 – Folgas mínimas entre placa inferior e dispositivo de fixação.
B.4.2.2 Juntas

B.4.2.2.1 Verificar se existe coincidência, em extensão e largura, das juntas do revestimento com as juntas do suporte.

          B.4.3 Aplicação de selantes

Em caso de opção por aplicação de selantes, tantos nas juntas entre placas como nas juntas de dilatação ou de movimentação, esta operação deve obedecer ao que consta em B.4.3.1 e B.4.3.2.

B.4.3.1 Selantes em juntas entre placas

  1. as faces da junta devem ser limpas e estarem perfeitamente secas por ocasião da aplicação do selante;

  2. as regiões das placas contíguas à junta devem ser protegidas com fita crepe;

  3. o selante deve ser aplicado de acordo com as instruções do fabricante.

B.4.3.2 Selantes em juntas de dilatação ou de movimentação

  1. As faces laterais da junta devem ser limpas e estarem perfeitamente secas por ocasião da aplicação do primer ou diretamente do selante;

  2. Se houver aplicação de primer às faces laterais da junta para melhorar a aderência do selante, este deve ser aplicado antes da secagem completa do primer;

  3. As regiões contíguas à junta de dilatação ou de movimentação devem ser protegidas com fita crepe ou similar para proteção temporária da superfície por ocasião da aplicação do primer ou diretamente do selante;

  4. Deve-se evitar que o selante tenha aderência à superfície do fundo da junta;

  5. O selante deve ser aplicado de acordo com as instruções do fabricante, devendo sua superfície, após o acabamento, apresentar-se ligeiramente côncava em relação à superfície do revestimento;

  6. O material de enchimento deve ser colocado de modo a se ter o fator de forma especificado em projeto.

      B.4.4 Tolerâncias

A inspeção deve orientar-se pelos requisitos de tolerância estabelecidas no projeto.

    B.5 Inspeção

B.5.1 A inspeção abrange o recebimento dos materiais e dos serviços de execução do revestimento.

B.5.2 No recebimento dos materiais e componentes deve ser observado o seguinte:

  1. o controle de recebimento deve ser efetuado conforme indicações do projeto e/ou de acordo com as normas indicadas em 2;

  2. as placas devem ser inspecionadas pela fiscalização tomando-se como referência a amostra-padrão para verificação do atendimento ao padrão previamente definido entre as partes por ocasião da contratação dos serviços.

    B.6 Aceitação e rejeição

B.6.1 A fiscalização pode, a qualquer momento, determinar a interrupção dos serviços, caso os mesmos não estejam sendo executados de acordo com as prescrições desta Norma.

B.6.2 Qualquer revestimento de fachada que não atender ao que está disposto nesta Norma deve ser rejeitado.

B.6.3 Qualquer revestimento refeito ou reparado deve ser submetido novamente à Inspeção, que poderá aceitá-lo ou rejeitá-lo.

B.6.4 Qualquer revestimento que atenda ao disposto nesta Norma deve ser recebido provisoriamente pela Fiscalização.

B.6.5 O recebimento definitivo do revestimento deve ser feito quando do término geral da obra, desde que atenda ao que está disposto nesta Norma.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO








Compartilhe com seus amigos:


©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal