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Procedimento Operacional Padrão

POTÁSSIO ENZIMÁTICO

Página de 4

POPBIO xxx/xx



POTÁSSIO ENZIMÁTICO



INDICAÇÃO MÉDICA DO EXAME

A perturbação no balanço eletrolítico do potássio pode levar a graves conseqüências. A hipocalemia (diminuição no K+ extracelular) pode ser causada por alcalinemia, uso de insulina, vômitos, diarréia e doenças renais e podem levar a fraqueza muscular, irritabilidade, paralisia, aumento do ritmo cardíaco e, eventualmente parada cardíaca.

A hipercalemia (concentração extracelular elevada de K+) pode ocorrer na insuficiência renal aguda, hiperplasia adrenal congênita com perda de sal e administração de diuréticos que bloqueiam a secreção tubular distal de K+ (por exemplo, amilorida e espironolactona).
PRINCÍPIO

O potássio é determinado via reação enzimática na qual o substrato fosfoenolpiruvato é convertido a piruvato pela piruvato quinase dependente de potássio.

O piruvato gerado é convertido a lactato, na presença de NADH (nicotinamida adenina dinucleotídeo), em reação catalisada pela lactato desidrogenase. A oxidação de NADH a NAD e conseqüente redução da densidade ótica em 380 nm é proporcional à concentração de potássio presente na amostra.
K+

Fosfoenolpiruvato + ADP Piruvato + ATP

Piruvato quinase
Piruvato + NADH Lactato + NAD

Lactato desidrogenase



AMOSTRA

Preparo do paciente

Não há preparo especial



Tipos de amostra

Usar somente soro. Não utilizar amostra hemolisada.

Armazenamento e estabilidade da amostra

O analito é estável por até 5 dias se armazenado entre 2 e 8 º C, e por até 12 meses em temperatura igual ou inferior a 20 C negativos, se armazenado em recipiente apropriado para congelamento..


Volume mínimo


(Definir o volume mínimo a ser encaminhado para análise)

Volume ideal


(Definir o volume ideal a ser encaminhado para análise)

Critérios para rejeição da amostra


Fazer referência ao manual ou POP de colheita, separação e distribuição de material.
PRODUTO UTILIZADO

Potássio Enzimático, Ref.: 125 ANVISA - 10009010234

Labtest Diagnóstica

Av. Paulo Ferreira da Costa, 600

Lagoa Santa, MG, 33400-000
REAGENTES

1. Reagente 1 - Pronto para uso

Armazenar entre 2 - 8 º C.

Lactato desidrogenase < 50 KU/L; fosfoenolpiruvato < 100 mmol/L; NADH análogo< 10 mmol/L; ADP < 100 mmol/L e azida de lítio < 0,095%.
2. Reagente 2 – Pronto para uso

Armazenar entre 2 - 8 º C.

Piruvato quinase < 50 KU/L e azida de lítio < 0,095%.
3. Calibrador 1 – Pronto para uso

Armazenar entre 2 – 8 C. Ver a concentração no rótulo do frasco.

Preparação líquida contendo íons potássio em solução tampão 50 mM pH 7,4 e azida sódica < 0,095%.
4. Calibrador 2 – Pronto para uso

Armazenar entre 2 – 8 C. Ver a concentração no rótulo do frasco.

Preparação líquida contendo íons potássio em solução tampão 50 mM pH 7,4 e azida sódica < 0,095%.

Os reagentes devem permanecer fora da temperatura de armazenamento somente pelo tempo necessário para se obter o volume a ser utilizado.


Precauções e cuidados especiais

  1. Os cuidados habituais de segurança devem ser aplicados na manipulação do reagente. Fazer referência ao manual ou POP de segurança.

  2. Os reagentes não abertos, quando armazenados nas condições indicadas são estáveis até a data de expiração impressa no rótulo. Durante o manuseio, os reagentes estão sujeitos à contaminação de natureza química e microbiana que podem provocar redução da estabilidade. O laboratório deve estabelecer a estabilidade em suas condições operacionais.

  3. Os reagentes e calibradores contêm azida sódica, que é tóxica. Deve-se tomar cuidado para evitar a ingestão e, no caso de contato com os olhos, lavá-los imediatamente com grande quantidade de água e procurar auxílio médico. A azida pode formar compostos altamente explosivos com tubulações de chumbo e cobre. Utilizar grandes volumes de água para descartar o reagente. Fazer referência ao manual ou POP de segurança.

EQUIPAMENTOS

Procedimento manual


  1. Fotômetro capaz de medir com exatidão a absorbância em 380 nm.

  2. Pipetas para medir amostras e reagentes.

  3. Cronômetro.

Procedimento automatizado


Indicar o nome, modelo e o local onde se encontra o equipamento analítico; fazer referência ao manual ou POP para utilização do mesmo.

Procedimento alternativo


Indicar o equipamento alternativo e os procedimentos para medição dos ensaios. Enumerar as diferenças esperadas quando procedimentos manuais substituem procedimentos automatizados.

CONTROLE DA QUALIDADE

Materiais


Identificar os materiais para controle interno e externo da qualidade (fabricante, número de catálogo), instruções de preparo e frequência da utilização dos mesmos.

Limites de tolerância

Descrever o procedimento para definição dos limites de tolerância, o sistema adotado para utilização do mapa de Levey-Jennings e das regras de controle e as providências a serem tomadas diante de valores que ultrapassem tais limites. Fazer referência ao manual ou POP para utilização dos materiais de controle.

Verificação de novo lote de controles e/ou reagentes

Descrever o procedimento de verificação de novos lotes de controles e de reagentes.

Gerenciamento dos dados


Definir como os dados relativos ao controle da qualidade são arquivados e gerenciados.

Fazer referência ao manual ou POP de garantia da qualidade.

PROCEDIMENTO

Sistema Manual e Semi-automático

  1. Em um tubo rotulado Teste ou Calibrador, pipetar 0,600 mL de Reagente 1.

  2. Adicionar 0,015 mL de amostra ou calibrador. Homogeneizar e incubar em banho-maria a 37 °C ± 0,2 °C por 5 minutos.

  3. Ajustar o zero do fotômetro com água destilada ou deionizada.

  4. Adicionar 0,150 mL do Reagente 2, homogeneizar e transferir imediatamente para a cubeta termostatizada a 37 °C ± 0,2 °C. Esperar 2 minutos.

  5. Registrar a absorbância (A1) e disparar simultaneamente o cronômetro. Após 2 minutos registrar a absorbância (A2).

O procedimento sugerido é adequado para fotômetros cujo volume mínimo de solução necessário para medição é menor ou igual a 0,8 mL. Deve ser feita uma verificação da necessidade de ajuste do volume para o fotômetro utilizado. Os volumes de amostra e reagente podem ser modificados proporcionalmente, sem prejuízo para o desempenho do teste, mantendo-se inalterado o procedimento de cálculo. Em caso de redução dos volumes, é fundamental que se observe o volume mínimo necessário para a medição fotométrica. Volumes de amostra menores que 0,01 mL são críticos em aplicações manuais e devem ser usados com cautela porque aumentam a imprecisão da medição.


Procedimento automatizado

Fazer referência ao manual ou POP para utilização do equipamento analítico. Anexar o guia de aplicação dos reagentes para o sistema automático.

Precauções e cuidados especiais



  1. Para manusear e descartar reagentes e material biológico, aplicar as normas estabelecidas de segurança. Fazer referência ao manual ou POP de segurança.
  2. A limpeza e secagem adequadas do material são fatores fundamentais para a estabilidade dos reagentes e obtenção de resultados corretos. Fazer referência ao manual ou POP de limpeza e verificação da qualidade da limpeza dos materiais.


  3. A água utilizada no laboratório deve ter a qualidade adequada a cada aplicação. Assim, para preparar reagentes e usar nas medições, deve ter resistividade 1 megaohm ou condutividade 1 microsiemens e concentração de silicatos 0,1 mg/L (água tipo II). Para o enxágüe da vidraria a água pode ser do tipo III, com resistividade 0,1 megaohms ou condutividade 10 microsiemens. No enxágüe final utilizar água tipo II. Quando a coluna deionizadora está com sua capacidade saturada ocorre a produção de água alcalina com liberação de vários íons, silicatos e substâncias com grande poder de oxidação ou redução que deterioram os reagentes em poucos dias ou mesmo horas, alterando os resultados de modo imprevisível. Assim, é fundamental estabelecer um programa de controle da qualidade da água. Fazer referência ao manual ou POP de água reagente.


CÁLCULOS

Calcular a diferença entre a absorbância 1 e a absorbância 2 para cada calibrador (Δ Abs):




Calibradores

Absorbância

Δ Abs



Concentração (mmol/L)

Abs1

Abs 2

Abs1 – Abs 2

1

3,0

2,022

1,641

0,381

2

7,2

1,829

1,267

0,562

Calcular o fator conforme a equação descrita abaixo:

[Cal. 1] = concentração do Calibrador 1

[Cal. 2] = concentração do Calibrador 2


[Cal. 2] – [Cal. 1] 7,2 – 3,0 4,2

Fator = --------------------------------------- = --------------------- = ---------- = 23,2

Δ Abs Cal. 2 – Δ Abs Cal. 1 0,562 – 0,381 0,181
Fator = 23,2
Em seguida, calcular a interseção aplicando a seguinte equação:

Interseção = Fator x Δ Abs Cal. 1 - [Cal. 1] = 23,2 x 0,381 - 3,0 = 8,83 - 3,0 = 5,83


Interseção = 5,83
Para obter a concentração da amostra, calcular o delta da absorbância e aplicar na equação a seguir

Concentração da amostra (mmol/L) = Δ Abs amostra x fator - interseção

Exemplo:


Amostra

Absorbâncias

(Δ) abs

Abs1

Abs 2

Abs 1 – Abs 2

1

2,036

1,621

0,415

Concentração da amostra (mmol/L) = Δ Abs amostra x fator - interseção.

Concentração da amostra (mmol/L) = 0,415 x 23,2 - 5,83

Concentração da amostra (mmol/L) = 3,80

RESULTADOS

Unidade de medida


mmol/L - Conversão: Unidade SI (mmol/L) x 1 = Unidade Convencional (mEq/L).

Intervalo de referência


Soro: 3,5 - 5,1 mmol/L

LIMITAÇÕES DO PROCEDIMENTO


Linearidade


O intervalo operacional de medição é de 2,0 a 8,0 mmol/L para valores maiores diluir o soro com NaCI 150 mmol/L e repetir a determinação. Multiplicar o resultado obtido pelo fator de diluição. Diluir o soro de tal modo que o valor encontrado se situe entre 2,0 a 8,0 mmol/L

Interferências


Concentrações de íons sódio (Na+) até 150 mM, bilirrubina conjugada até 20 mg/dL, bilirrubina não conjugada até 15 mg/dL, ácido ascórbico até 10 mM e triglicérides até 1000 mg/dL não produzem interferências significativas.
SIGNIFICADO CLÍNICO

A necessidade de K+ para o organismo é satisfeita por uma ingestão de 50 a 150 mmol/dia. O potássio absorvido do tubo digestivo é rapidamente distribuído; uma pequena quantidade é captada pelas células, mas a maior parte é excretada pelos rins.

A perturbação no balanço eletrolítico do potássio pode levar a graves conseqüências. A hipocalemia (diminuição no K+ extracelular) pode ser causada por alcalinemia, uso de insulina, vômitos, diarréia e doenças renais e podem levar a fraqueza muscular, irritabilidade, paralisia, aumento do ritmo cardíaco e, eventualmente parada cardíaca.

A hipercalemia (concentração extracelular elevada de K+) pode ocorrer na insuficiência renal aguda, hiperplasia adrenal congênita com perda de sal e administração de diuréticos que bloqueiam a secreção tubular distal de K+ (por exemplo, amilorida e espironolactona).



REFERÊNCIAS

  1. M.N. Berry, R. D. Mazzachi, M, Pejakolvc, and M. J. Peak Enzymatic Determination of Potassium Serum. Clin. Chem. 35/5, 817-820 (1989).

  2. C.A. Burtis, E.R. Ashwood, D. E. Bruns – Tietz Text book of Clinical Chemistry and Molecular Diagnostics, 4 ed.

  3. Labtest: Dados de Arquivo.

4.Sociedad Española de Bioquímica Clínica y Patología Molecular. Disponible en: www.seqc.es/.../
Base_de_datos_de_Variacion_biologica_%7C_Bases_de_datos_y_documentos_del_Comite_de_Garantia_de_la_Cali.> (acesso em 02/2011).






Nome

Assinatura

Data

Elaborado por:







___/___/___

Aprovado por:







___/___/___

Implantado por:







___/___/___

Substitui POP:




Revisado por:







___/___/___

Revisado por:







___/___/___

Revisado por:







___/___/___

Desativado por:







___/___/___

Razão:







Número

Destino

Cópias








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