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Procedimento Operacional Padrão

VRDL

Página de

POPBIO xxx/xx



VDRL



INDICAÇÃO MÉDICA DO EXAME

Teste não treponêmico utilizado para determinação qualitativa e semi quantitativa, de anticorpos não treponêmicos (reaginas) presentes no soro ou plasma, utilizado para triagem sorológica da Sífilis. Somente para uso diagnóstico in vitro.



PRINCÍPIO

Partículas de colesterol, revestidas com cardiolipina e lecitina, reagem com os anticorpos presentes na amostra, resultando em floculação que pode ser observada microscopicamente. A ausência de floculação indica um resultado negativo.



AMOSTRA

Preparo do paciente

Não há preparo especial



Tipos de amostra

Utilizar amostras de soro ou plasma fresco colhido em EDTA



Armazenamento e estabilidade da amostra

As amostras de soro podem ser armazenadas entre 2 e 8 C por até 48 horas e congeladas em temperaturas abaixo de - 20 °C por até 6 semanas. As amostras descongeladas devem ser homogeneizadas antes de realizar o teste. Não congelar e descongelar as amostras repetidas vezes.


Volume mínimo


(Definir o volume mínimo a ser encaminhado para análise)

Volume ideal


(Definir o volume ideal a ser encaminhado para análise)

Critérios para rejeição da amostra


Fazer referência ao manual ou POP de colheita, separação e distribuição de material.
PRODUTO UTILIZADO

VDRL Ref. 119 ANVISA 10009010223

Labtest Diagnóstica

Av. Paulo Ferreira da Costa, 600

Lagoa Santa, MG, 33400-000
1. Suspensão Antigênica - Armazenar entre 2 e 8 C.

Suspensão de cardiolipina 0,003%, lecitina 0,02%, colesterol 0,09% e azida sódica 14,6 mmol/L em tampão estabilizador. Reagente pronto para uso.


P. Controle Positivo - Armazenar entre 2 e 8 C.

Soro humano contendo anticorpos anti-Treponema pallidum e azida sódica 14,6 mmol/L.


N. Controle Negativo - Armazenar entre 2 e 8 C.

Soro humano sem anticorpos anti-Treponema pallidum e azida sódica 14,6 mmol/L.


Evitar exposição dos reagentes a temperaturas excessivas. Conservar ao abrigo da luz.

NÃO CONGELAR OS REAGENTES. O congelamento pode causar danos irreversíveis.

Os reagentes não abertos, quando armazenados nas condições indicadas, são estáveis até a data de expiração impressa no rótulo. Durante o manuseio, os reagentes estão sujeitos a contaminações de natureza química e microbiana que podem provocar redução da estabilidade.

PRECAUÇOES E CUIDADOS ESPECIAIS

Os cuidados habituais de segurança devem ser aplicados na manipulação dos reagentes e das amostras de pacientes.

Sugere-se utilizar técnicas adequadas de laboratório no manuseio dos reagentes para evitar contaminação microbiana. A utilização de ponteiras contaminadas pode comprometer o desempenho do teste e a estabilidade da suspensão antigênica. Todos os reagentes devem ser imediatamente fechados após a utilização.

Os componentes do kit devem estar à temperatura ambiente (20 °C a 25 °C) para realizar o teste. Os reagentes devem ser cuidadosamente homogeneizados em movimentos circulares ou por inversão dos frascos.

Os Controles Positivo e Negativo contêm derivados de sangue humano e foram testados para a presença de HBsAg e anticorpos anti-HCV e anti-HIV utilizando testes aprovados e apresentaram resultados negativos. Como nenhum teste conhecido pode assegurar que produtos derivados de sangue humano não transmitem doenças infecciosas, recomenda-se manuseá-los como sendo potencialmente infectantes seguindo as normas de biossegurança.

Todos os reagentes contêm azida sódica como preservativo. Entretanto, todos os cuidados devem ser tomados para se evitar contaminação microbiana.

A azida sódica é tóxica. Deve-se tomar cuidados para evitar a ingestão e no caso de contato com os olhos, lavar imediatamente com grande quantidade de água e procurar auxílio médico. A azida pode formar compostos altamente explosivos com tubulações de chumbo ou cobre. Utilizar grandes volumes de água para descartar os reagentes.

Lavar exaustivamente a placa escavada com água deionizada e secar a temperatura ambiente. O uso de material contaminado com traços de detergente fornece resultados incorretos e deteriora os reagentes.

Modificações nos volumes recomendados e a introdução de ponteiras contaminadas podem comprometer o desempenho do teste e a estabilidade da suspensão antigênica.

Para descartar os reagentes e o material biológico sugerimos aplicar as normas locais, estaduais ou federais de proteção ambiental.


MATERIAL NECESSÁRIO E NÃO FORNECIDO

Microscópio

Placa escavada (Placa de Kline)

Pipetas automáticas para dispensar 20 µL e 50 µL

Solução salina (0,9% NaCl)

Agitador mecânico ajustável a 180 rpm



CONTROLE DA QUALIDADE

O laboratório deve manter um programa de controle interno da qualidade que defina claramente os objetivos, procedimentos, normas, critérios para limites de tolerância, ações corretivas e registro das atividades. A utilização dos controles negativo e positivo em todos os conjuntos de testes é fundamental para verificação do desempenho do sistema.

PROCEDIMENTO

Todos os reagentes devem estar à temperatura ambiente (20 °C a 25 °C) e devem ser homogeneizados, sem induzir a formação de espuma, antes de realizar o teste.
- Teste Qualitativo:

1. Pipetar 50 µL da amostra ou dos controles em uma cavidade da placa escavada (placa de Kline).

2. Dispensar 20 µL da suspensão antigênica sobre a amostra. Não é necessário misturar os dois componentes.

3. Colocar a placa em um agitador mecânico e agitar durante 4 minutos a 180 rpm.

4. Imediatamente após 4 minutos, observar o resultado ao microscópio utilizando o aumento de 100x, comparando o resultado da amostra com os obtidos para os controles positivo e negativo.

OBS: As leituras devem ser realizadas imediatamente após o período de agitação, pois leituras tardias podem apresentar resultados falsos.
- Teste Semi-Quantitativo

1. Preparar diluições seriadas do soro, 1/2, 1/4, 1/8, 1/16, 1/32 em tubos de ensaio utilizando solução salina (0,9%).

Adicionar 0,1 mL de solução salina em cada tubo. Transferir para o 1º tubo 0,1 mL da amostra que apresentou teste qualitativo positivo. Misturar e transferir 0,1 mL do 1º para o 2º tubo, misturar e transferir 0,1 mL do 2º para o 3º tubo e assim sucessivamente até o 5º tubo. Obtêm-se diluições 1/2, 1/4, 1/8, 1/16, 1/32, respectivamente.



2. Pipetar 50 µL das diluições em cada cavidade da placa escavada (placa de Kline).

3. Dispensar 20 µL da suspensão antigênica sobre a amostra. Não é necessário misturar os dois componentes.

4. Colocar a placa em um agitador mecânico e agitar durante 4 minutos a 180 rpm.

5. Imediatamente após 4 minutos, observar o resultado ao microscópio utilizando o aumento de 100x, comparando o resultado da amostra com os obtidos para os controles positivo e negativo.

6. Será considerado como título a maior diluição da amostra que apresentar aglutinação microscópica. Se a aglutinação estiver presente até 1/32, continuar as diluições a partir do 5º tubo e prosseguir com o teste.
RESULTADOS E INTERPRETAÇÃO

Teste Qualitativo

Reativo: Agregados médios e grandes.

Reativo Fraco: Agregados finos dispersos.

Não Reativo: Ausência de agregados, aspecto homogêneo.
Teste Semi-Quantitativo

O título corresponde à última diluição que apresenta um resultado positivo.

Os controles Positivo e Negativo devem ser analisados em cada conjunto de testes. Se os resultados obtidos para os controles forem divergentes, os resultados das demais amostras devem ser considerados inválidos.

Um resultado reativo fraco ou duvidoso deve ser repetido.



Resultado positivo indica a necessidade de realização de teste específico para a confirmação da presença do treponema.
LIMITAÇÕES DO PROCEDIMENTO

Efeito Prozona: amostra com título de 1/128 foi testada com o reagente VDRL e não foi verificado efeito prozona.

Resultado falso negativo pode ocorrer na sífilis secundária (1% a 2%) devido ao excesso de anticorpos (efeito prozona). Para evitar esta ocorrência, recomenda-se testar todas as amostras sem diluir e diluídas 1:8.


Característica do desempenho

Sensibilidade: 100%

Especificidade: 100%

Interferências


Não utilizar amostras de soro ou plasma hemolisadas, lipêmicas ou com sinais de contaminação química ou microbiana.

Resultado falso positivo pode ocorrer em processos patológicos como doenças autoimunes, malária, viroses, tuberculose, endocardite bacteriana, hanseníase, linfogranuloma venéreo, mononucleose infecciosa, doença hepática, mieloma múltiplo e outras condições como gravidez, idade avançada e utilização de drogas, devido à liberação de antígenos lipídicos que levam à produção de reaginas.


SIGNIFICADO CLÍNICO

A sífilis é uma doença infecto-contagiosa causada pelo Treponema pallidum. É transmitida principalmente pela via sexual, mas também, pode ser transmitida verticalmente (sífilis congênita) durante a gestação e por transfusão sanguínea.

O USPSTF (U. S. Preventive Services Task Force) recomenda a triagem de rotina para detecção da sífilis em todas as mulheres grávidas. Geralmente, os testes não-treponêmicos, Veneral Disease Research Laboratory (VDRL) ou Rapid Plasma Reagin (RPR) são utilizados para triagem inicial, seguidos de testes confirmatórios, como Fluorescent Treponemal Antibody Absorved (FTA-ABS), Treponema pallidum Haemagglutination Test (TPHA) ou ELISA (Enzyme Linked Immunosorbent Assay), em caso de resultado positivo.

De acordo com o USPSTF a sensibilidade diagnóstica estimada dos testes de RPR e VDRL é de 78 a 86 % na detecção da sífilis primária, 100% na detecção da sífilis secundária e 95 a 98 % na detecção de sífilis latente. A especificidade diagnóstica varia de 85 a 99 % e pode estar reduzida em indivíduos que apresentam outras condições preexistentes, como por exemplo, doença vascular do colágeno, gravidez, uso de drogas injetáveis, doença maligna avançada, tuberculose, malária e doenças virais, podendo assim, apresentar resultados falso-positivos.

A doença apresenta evolução que alterna períodos de atividade com características clínicas, imunológicas e histopatológicas distintas (sífilis primária, secundária e terciária) e períodos de latência recente e tardia. Nos casos em que o diagnóstico é realizado em até um ano após a infecção, é classificada como sífilis recente, e nos casos em que o diagnóstico é realizado após um ano, é classificada como sífilis tardia.

A prova do VDRL ou RPR positiva-se entre cinco e seis semanas após a infecção e entre duas e três semanas após o surgimento do cancro primário. Portanto, pode estar negativa na sífilis primária. As dosagens semi-quantitativas do VDRL ou RPR, expressas em títulos, geralmente se elevam até o estágio secundário, apresentando assim alta sensibilidade nesta fase. Após o primeiro ano da doença os títulos tendem a diminuir, podendo a reatividade desaparecer mesmo sem tratamento. Deste modo, nas formas tardias a sensibilidade diminui. Após o tratamento adequado da infecção o teste tende a negativar-se entre 9 - 12 meses, podendo a reatividade em baixos títulos (≤ 1:8) permanecer por vários anos ou por toda a vida. Esta reatividade residual denomina-se ”memória” ou “cicatriz” sorológica.


REFERÊNCIAS

1. Manual of Tests for Syphilis. PHS Nº 411, US. Govt. Printing Office, 1969.

2. Wasley, GD. Genitourin Med. 1985; 61: 88-94

3. Labtest: Dados de Arquivo.

4. Avelleira JCR, Bottino G. An Bras Dermatol. 2006; 81(2): 111-26.

5. Peeling RW, Ye H. Bulletin of the World Health Organization. 2004, 82(6):439-445

6. U.S. Preventive Services Task Force. Guide to Clinical Preventive Services, 2nd ed. Washington, DC: Office of Disease Prevention and Health Promotion; 1996.

7. U.S. Preventive Services Task Force. Ann Intern Med. 2009; 150: 710-716.



8. VDRL, Instruções de Uso, Labtest Diagnóstica.





Nome

Assinatura

Data

Elaborado por:







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Aprovado por:







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Implantado por:







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Substitui POP:




Revisado por:







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Revisado por:







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Revisado por:







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Desativado por:







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Razão:







Número

Destino

Cópias








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