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Procedimento Operacional Padrão

ANTIESTREPTOLISINA O (AEO)

Página de 5

POPBIO 002

Revisão: 00




AEO-PP
FUNDAMENTO

O teste baseia-se na aglutinação das partículas de látex sensibilizadas com estreptolisina O (antígeno), quando misturadas com soro de pacientes contendo anticorpos específicos devido à infecção por estreptococos beta-hemoliticos dos grupos A e C produtores de estreptolisina O.


APLICAÇÃO CLÍNICA

A quantificação da AEO (Antiestreptolisina O) no soro é importante para monitorar a elevação dos seus níveis durante a fase aguda e a sua queda após a resolução dos estados de infecção provocados pelo Streptococcus beta-hemolítico dos grupos A e C produtores de estreptolisina O.

Os estreptococcus do grupo A são encontrados muitas vezes em infecções da parte superior do trato respiratório, assim como em infecções cutâneas superficiais.
AMOSTRA

Preparo do Paciente

Colher sangue pela manhã após jejum de 8 horas, salvo orientações médicas.



Amostras utilizadas

Soro.


Estabilidade e armazenamento da amostra

No soro, o analito é estável por 7 dias entre 2-8°C.



Volume ideal utilizado para análise

(Definir o volume ideal a ser encaminhado para análise).



Volume mínimo utilizado para análise

(Definir o volume mínimo a ser encaminhado para análise).



Critérios para rejeição da amostra

Não usar amostra hemolisada ou lipêmica.



Fazer referência ao manual ou POP de coleta, separação e distribuição de material.
REAGENTE UTILIZADO

AEO PP CAT. 492 MS 80022230110

AEO PP CAT. 492K MS 80022230125

GOLD ANALISA DIAGNÓSTICA LTDA

CNPJ – 03.142.794/0001-16

Av. Nossa Senhora de Fátima, 2363

Belo Horizonte – MG – Brasil
Farmacêutico Responsável: José Gilmar Pereira Berto - CRF-MG 13421
Componentes do kit

Conservar entre 2-8°C.



  1. Látex AEO – Contém suspensão de partículas de látex sensibilizadas com estreptolisina O e azida sódica 14,6 mmol/L. A sensibilidade do reativo é ajustada para detectar 200 UI/mL de AEO. Não congelar.

  2. P-Controle Positivo – Soro humano contendo mais de 200 UI/mL de AEO.

  3. N- Controle Negativo – Soro animal contendo menos de 200 UI/mL de AEO.


Estabilidade

Os reagentes são estáveis até o vencimento da data de validade impressa no rótulo e na caixa quando conservados na temperatura recomendada, bem vedados e se evite a contaminação durante o uso.




MATERIAIS AUXILIARES

Placa de reação e palitos (AEO – PP – Cat. 492).



Precauções e Cuidados Especiais

  1. Aplicar os cuidados habituais de segurança na manipulação dos reagentes e amostra biológica.

  2. Recomendamos seguir as Boas Práticas de Laboratórios Clínicos para a execução do teste e para conservação, manuseio e descarte dos materiais.

  3. O Látex AEO contém azida sódica como conservante. Evitar contato com os olhos, pele e mucosa. Não aspirar ou ingerir.

  4. Todos os reagentes derivados do sangue humano foram testados para anticorpos anti-HCV, anti-HIV e antígeno HbsAg e apresentaram resultados negativos. No entanto, devem ser tratados com precaução, como potencialmente infectantes. Manusear e descartar segundo as normas de biossegurança.

  5. De acordo com as instruções de biossegurança, todas as amostras devem ser manuseadas como materiais potencialmente infectantes.

Nota

O produto do Cat. 492K contém somente o reagente Látex AEO.

Os controles positivo e negativo e os materiais auxiliares fazem parte somente da apresentação do produto AEO – PP – Cat. 492.

Para utilização dos controles, adquirir o produto completo AEO- PP – Cat. 492.



Interferências


A lipemia (triglicérides até 500 mg/dL), a hemólise ( hemoglobina até 500 mg/dL), a bilirrubina até 15 mg/dL e os fatores reumatóides até 300 UI/mL não interferem.

Alguns medicamentos e substâncias podem interferir.



EQUIPAMENTOS


Procedimento Técnico Manual

  • Controles positivo e negativo e materiais auxiliares;

  • Agitador mecânico rotatório de velocidade regulável a 100 r.p.m;

  • NaCl 0,9 g%;

  • Tubos e Pipetas;

  • Cronômetro.


PROCEDIMENTO

Método Qualitativo

NOTAS


  1. A sensibilidade do ensaio diminui em temperaturas baixas. Recomenda-se trabalhar acima de 10°C.

  2. Atraso nas leituras pode ocasionar uma super valorização da taxa de anti-estreptolisina (AEO).

  3. A intensidade da aglutinação não é indicativa de concentração de AEO nas amostras analisadas.

  4. É importante ensaiar os Controles P e N em cada série de amostras testes para melhor interpretação

da leitura dos ensaios e distinção de uma possível granulosidade do reativo da verdadeira aglutinação da reação.

5- A placa de reação deverá ser lavada logo após o uso com bastante água deionizada. Se isto não for feito imediatamente, usar na lavagem água com detergente neutro e enxaguar várias vezes com água deionizada. Secar a placa de reação antes de usar novamente. Resíduos de detergentes podem provocar resultados falsamente positivos.


Técnica de Análise 1 – 60 Testes

  1. Antes da realização do teste, deixar os reagentes e amostras atingirem a temperatura ambiente.

  2. Em uma área da placa de reação, pipetar 50µL de soro a ser analisada.

  3. Em outras áreas, colocar uma gota dos controles P e N.

  4. Homogeneizar o látex AEO (antígeno) com suavidade antes do ensaio. Adicionar em cada área, uma gota de látex AEO próxima aos soros.

  5. Misturar com ajuda de um palito descartável, procurando estender a mistura por toda a superfície interior da área. Empregar palitos distintos para cada Amostra.

  6. Agitar ap alça a 100 r.p.m durante 2 minutos ou inclina-lo para frente e para trás, com movimentos oscilatórios em planos diferentes, por 2 minutos. Imediatamente após, verificar a presença ou não de aglutinação macroscópica, comparando o resultado da amostra com os padrões obtidos com os controles.


Técnica de Análise 2 – 120 Testes


  1. Antes da realização do teste, deixar os reagentes e amostras atingirem a temperatura ambiente.

  2. Em uma área da placa de reação, pipetar 25µL de soro a ser analisado.

  3. Em outras áreas pipetar 25µL dos controles P e N.

  4. Homogeneizar o látex AEO (antígeno) com suavidade antes do ensaio. Pipetar em cada área 25µL de látex AEO próximo aos soros.

  5. Misturar com ajuda de um palito descartável, procurando estender a mistura por toda a superfície interior da área. Empregar palitos distintos para cada amostra.

  6. Agitar a placa a 100r.p.m. durante 2 minutos ou inclina-lo para frente e para trás, com movimentos oscilatórios em planos diferentes, por 2 minutos. imediatamente após, verificar a presença ou não de aglutinação macroscópica, comparando o resultado da amostra com os padrões obtidos com os controles.


LEITURA DA REAÇÃO

Examinar macroscopicamente a presença ou ausência de aglutinação logo após os 2 minutos.



RESULTADOS

Negativo


Ausência de aglutinação. Indicando um teor de AEO inferior a 200 UI/mL. A suspensão é homogênea semelhante ao padrão obtido com o Controle Negativo.

Positivo


Presença de aglutinação indicando um teor de AEO igual ou superior a 200 UI/mL. Visualiza-se uma aglutinação macroscópica que varia desde a formação de grumos finos até grumos grosseiros.
Atenção: Todo teste positivo deverá ser titulado utilizando o Método Semi-Quantitativo.

MÉTODO SEMI-QUANTITATIVO


Técnica de Análise 1

  1. Tomar 6 tubos 12 × 75 e pipetar 0,2 mL de NaCL a 0,9% em cada tubo. Adicionar ao primeiro tubo 0,2 mL da amostra que apresentou teste qualitativo positivo. Misturar, transferir 0,2 mL do 1° tubo para 2° tubo, misturar, transferir 0,2mL do 2° tubo para o 3° tubo e assim sucessivamente até o 6° tubo. As diluições obtidas são1/2, 1/4, 1/8, 1/16, 1/32 e 1/64, respectivamente.

  2. Nas áreas da placa pipetar 50 µL de cada diluição da amostra, previamente preparada como em 1.

  3. Homogeneizar o látex AEO (Antígeno) com suavidade antes do ensaio. Adicionar a cada área contendo as diluições da amostras, uma gota do látex AEO.

  4. Misturar com ajuda de um palito descartável, procurando estender a mistura por toda a superfície interior da área. Empregar palitos distintos para cada diluição.

  5. Agitar a placa a 100 r.p.m. durante 2 minutos ou inclina-lá para frente e para trás, com movimentos oscilatórios em planos diferentes, por 2 minutos. imediatamente após, verificar a presença ou não de aglutinação macroscópica.

  6. Se a aglutinação estiver presente até 1/64, continuar as diluições a partir do 6° tubo e prosseguir com o teste.


Técnica de Análise 2

  1. Diluir os soros de acordo com o item 1 da Técnica de Análise 1.

  2. Nas áreas da placa, pipetar 25 µL de cada diluição da amostra.

  3. Homogeneizar o Látex AEO (antígeno) com suavidade antes do ensaio. Adicionar a cada área contendo as diluições da amostra, 25 µL do Látex AEO.

  4. Misturar com ajuda de um palito descartável, procurando estender a mistura por toda a superfície interior da área. Empregar palitos distintos para cada diluição.

  5. Agitar a placa a 100 r.p.m. durante 2 minutos ou inclina-lá para frente e para trás, com movimentos oscilatórios em planos diferentes, por 2 minutos. mediatamente após, verificar a presença ou não de aglutinação macroscópica.

  6. Se a aglutinação estiver presente até 1/64, continuar as diluições a partir do 6° tubo e prosseguir com o teste.


LEITURA DA REAÇÃO

Examinar macroscopicamente a presença ou ausência de aglutinação logo após os 2 minutos (Nota 2).

Será considerada como título da reação, a maior diluição que apresentou resultado positivo.

RESULTADOS


Multiplicar a taxa de sensibilidade do teste (200 UI/mL) pelo título da maior diluição que apresentou resultado positivo.


Exemplo:

Maior diluição com resultado positivo = 16


Sensibilidade do teste = 200 UI/mL

Resultado do teste = 16 x 200 = 3200 UI/mL


INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS

Teste Negativo: Expressar o resultado como menor que 200 UI/mL.

Teste Positivo: Expressar o resultado em UI/mL.


UI/mL = sensibilidade x recíproca do título encontrado no método semi-quantitativo.


CONTROLE DA QUALIDADE

Materiais

Identificar os materiais de controle interno e externo da qualidade, citando fabricante e número de catálogo.

Referenciar POP para limpeza e secagem dos materiais utilizados.
Controle Interno

Descrever a calibração periódica de pipetas, equipamentos utilizados, controle de temperatura ambiente e geladeiras para armazenamento dos kits.

Citar a utilização de soros controles (nível normal –código --------- e patológico –código -------) nas análises realizadas juntamente com a freqüência da utilização dos mesmos. Descrever o procedimento de verificação de novos lotes de controles e reagentes. Citar POP para controle interno.

Controle Externo

Descrever os procedimentos utilizados nas avaliações de qualidade feitas por programas de comparação entre laboratórios ou outros controles de qualidade: PNCQ-SBAC e/ou PELM-SBPC



Gerenciamento dos dados obtidos no Controle Interno e Externo

Definir como os dados de controle são arquivados e gerenciados.

Fazer referência ao manual ou POP de garantia da qualidade.

VALORES DE REFERÊNCIA


AEO menor que 200 UI/mL.

SIGNIFICADO CLÍNICO

O grupo bacteriano dos Streptococcus excreta diversas toxinas imunogenéticas e enzimas. Os estreptococcus do grupo A são encontrados muitas vezes em infecções da parte superior do trato respiratório, assim como em infecções cutâneas superficiais. Essas enfermidades podem evoluir para complicações mais sérias como febre reumática aguda ou glomerulonefrite aguda. Este tipo de complicação não é facilmente detectável em hemocultura, uma vez que as bactérias podem já terem sido eliminadas do soro quando aparecem os primeiros sintomas.

Na prática comum, um ensaio para a detecção de anticorpos presentes no soro é a melhor escolha já que permanecem no soro mesmo após o término da infecção. Dentre todas as exoenzimas liberadas, a estreptolisina O, a desoxirribonuclease B e a estreptoquinase são as mais facilmente detectáveis.

Quando se produz a infecção, o organismo reage produzindo anticorpos contra a Estreptolisina O (AEO) que podem ser detectados no soro. O nível destes anticorpos varia seguindo a evolução da doença, com o que sua quantificação em soro é importante tanto para avaliar a terapia como para detectar precocemente possíveis complicações da enfermidade.
LIMITAÇÕES DO MÉTODO

Os resultados deverão ser usados em conjunto com informações disponíveis da avaliação clínica e outros procedimentos diagnósticos.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  1. Alouf et al. Biochimie 1973; 56-61.

  2. Bach G et al. Am J Clin Pathol 1969; 52-57.

  3. Halbert S P. Ann N e Acad Sci 1963; 103-111.

  4. Ingram G B P et al. Am J Clin Pathol 1972; 25: 543-544.

  5. Klein et al. Applied Microbiology 1970; 19: 60-61.

  6. Schmidt et al. Rheumatol 1970; 29: 29-32.

  7. AEO-PP, Instruções de Uso, Gold Analisa Diagnóstica.







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