Instituto superior de ciências do trabalho e da empresa



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Gestão de Equipamentos Médico-Hospitalares em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde



1. SUMÁRIO EXECUTIVO
Na Gestão de Equipamentos Médico-Hospitalares, faz-se necessário recorrermos aos conceitos relativos à Engenharia Clínica, que por definição é uma subespecialidade da Engenharia Biomédica, responsável pela aplicação e pelo desenvolvimento dos conhecimentos de engenharia e de práticas gerenciais às Tecnologias de Saúde, visando proporcionar, em última análise, uma melhoria nos cuidados dispensados aos pacientes.
Dentre inúmeras atividades, é responsável por: 

  • Inventariar e manter atualizado o parque de equipamentos médico-hospitalares e seus acessórios;

  • Participar ativamente de todas as etapas do processo de incorporação tecnológica dos Estabelecimentos Assistenciais de Saúde (EAS), desde sua idealização até a instalação e o treinamento do pessoal;

  • Realizar a manutenção preventiva e corretiva dos equipamentos no âmbito da instituição;

  • Assegurar a calibração dos equipamentos de acordo com os padrões estabelecidos pelos fabricantes, pela instituição ou pelas normas técnicas vigentes;

  • Controlar os serviços de manutenção executados por empresas terceirizadas;

  • Controlar os contratos de manutenção preventiva e corretiva que porventura sejam necessários;

  • Desenvolver rotinas de treinamento para o pessoal técnico envolvido com a manutenção e a operação dos equipamentos;

  • Estabelecer medidas de controle e segurança do ambiente hospitalar, no que se refere aos equipamentos médico-hospitalares;

  • Realizar periodicamente a verificação da obsolescência dos equipamentos;

  • Gerar e apresentar os relatórios gerenciais necessários às tomadas de decisões. Apresentar relatório técnico de produtividade de todos os aspectos envolvidos com a gerência e com a manutenção dos equipamentos médico-hospitalares, conhecidos como indicadores de qualidade e/ou produção.

O primeiro passo, em nosso processo, é conseguirmos o conhecimento da quantidade e da complexidade dos equipamentos existentes. Esse conhecimento é de fundamental importância para a estruturação de um Departamento de Manutenção de Equipamentos Médico-Hospitalares.


Há uma tendência de se atribuir pouca importância à realização de um inventário, porém é recomendável aproveitar essa oportunidade, para a obtenção de dados que serão bastante úteis na elaboração da proposta de implantação e gerenciamento do Departamento ou Grupo de Manutenção. A obtenção dos dados para o inventário é uma tarefa relativamente simples, o maior problema a ser enfrentado é o processamento desses dados para a obtenção de informações que servirão como base para o sistema de gerenciamento. Este banco de dados permitirá o controle e acesso às informações relativas ao parque de Equipamentos Médico-Hospitalares.
O programa de Manutenção Preventiva pode ser feito através do controle rigoroso das datas e horários para a realização da preventiva de cada equipamento incluído no programa, o conhecimento das pessoas responsáveis pelo serviço onde o equipamento está sendo utilizado, o estabelecimento de um roteiro detalhado com todos os procedimentos a serem realizados, a lista das ferramentas e dos equipamentos para teste, e o material de consumo.
Um roteiro de Preventiva deve ser de fácil entendimento e composto basicamente por procedimentos de:

  • Inspeção Geral.

  • Troca de Peças e Acessórios.

  • Lubrificação Geral.

  • Aferição e posterior calibração.

  • Testes de Desempenho e Segurança.

A Manutenção Preventiva ajuda a diminuir o tempo de inatividade dos equipamentos devido às falhas, e consequentemente reduz os custos operacionais, aumentando a produtividade dos equipamentos. Outra vantagem é que possibilita uma ação prévia por parte do pessoal da manutenção ao invés da ação reativa, característica da manutenção corretiva. Porém o mais importante é que ela pode minimizar os atrasos no atendimento aos pacientes, o desconforto, danos e até evitar a morte de pacientes e operadores.


É fundamental estar em conformidade com normas ou recomendações estritas dos fabricantes e das entidades de fiscalização do governo.
Indicadores de Desempenho do Serviço de Engenharia Clínica:

- Tempo de Resposta

- Tempo Médio de Retorno (Tempo Médio de Parada)

- Resolutividade

- Número de OS de Manutenção Preventiva.

- Número de OS de Manutenção Corretiva.

- Número de OS por Setor.

- Tempo Médio de Retorno (Manutenção Externa).

- Resolutividade (manutenção Externa).

- Número de Relatórios Técnicos.

- Número de Equipamentos Cadastrados.
Os indicadores de desempenho devem ser adotados, seja através da contratação de empresas especializadas em engenharia clínica fixas no hospital (manutenção interna) ou empresas especialistas em alguns tipos de equipamentos, que fazem contratos de manutenção preventiva e corretiva, porém não estabelecem funcionários no local (manutenção externa).
Além de manter os equipamentos médicos em elevadas condições de segurança e confiabilidade é necessário orientar o corpo médico e a direção nos processos relativos à Incorporação de Tecnologia, possibilitando a sua inserção nas políticas institucionais de médio e longo prazo da instituição, considerando-se o perfil epidemiológico da população-alvo; introdução de novos procedimentos e /ou exames; aumento ou redução de atividades; melhorar atendimento aos pacientes; aumentar eficiência do funcionamento da Instituição; necessidade de novas competências e/ou qualificações em função da incorporação de novas tecnologias.
A relevância dos Equipamentos Biomédicos e do conjunto de correlatos na assistência à saúde e no giro da economia traduz-se em desafios muito significativos na forma como a sociedade lida com a introdução, a aquisição e a utilização desses dispositivos. Os progressos observados nessas tecnologias médicas levam ao surgimento contínuo de inovações e à criação de novos aparelhos que colocam o funcionamento médico e hospitalar em uma situação de dependência em relação às mesmas. O impacto na qualidade da assistência médica, a imagem do hospital e sua fatia no mercado são fortemente influenciados pela complexidade dos equipamentos da Instituição. Esses aspectos, aliados aos custos de aquisição e de funcionamento dos produtos, permitem pensar a gestão dos equipamentos biomédicos com o mesmo grau de relevância da gestão de outros recursos considerados nobres, como a gestão dos recursos financeiros ou de pessoal.
A noção de custo-efetividade (também conhecido como custo-benefício) torna-se um elemento de avaliação fundamental no contexto de recursos financeiros limitados, no qual os hospitais se encontram.
O corpo técnico de um hospital é cada vez mais responsável por sistemas de sofisticação e capacidade crescente. Ao mesmo tempo, as pressões para cortar custos no ambiente moderno da saúde estão forçando os setores de manutenção a prestarem mais atenção à qualidade e eficiência dos serviços, e compete a Gestão de Equipamentos apoiar o processo Administrativo tornando-o mais ágil.


2. INTRODUÇÃO

A relevância dos Equipamentos Médico-Hospitalares e do conjunto de correlatos na assistência à saúde e no giro da economia traduz-se em desafios muito significativos na forma como a sociedade lida com a introdução, a aquisição e a utilização desses dispositivos. Os progressos observados nessas tecnologias médicas levam ao surgimento contínuo de inovações e à criação de novos aparelhos que colocam o funcionamento médico e hospitalar em uma situação de dependência em relação às mesmas. O impacto na qualidade da assistência médica, a imagem do hospital e sua fatia no mercado são fortemente influenciados pela complexidade dos equipamentos da Instituição. Esses aspectos, aliados aos custos de aquisição e de funcionamento dos produtos, permitem pensar a Gestão dos Equipamentos Médico-Hospitalares com o mesmo grau de relevância da gestão de outros recursos considerados nobres, como a gestão dos recursos financeiros ou de pessoal.


O rápido avanço tecnológico vivido nos dias de hoje tem gerado novas técnicas e novos produtos com o objetivo de melhorar a qualidade de vida do ser humano. A área médica, por ser um dos fatores mais significativos desse aumento da qualidade de vida, beneficia-se consideravelmente desse processo evolutivo, elaborando meios cada vez menos invasivos e mais seguros na busca pela saúde humana. Sem dúvida, é nesta área que temos a junção do maior número de tecnologias (ótica, microeletrônica, robótica, informática, radiação, bioquímica, biofísica, etc.) aplicadas para o benefício do ser humano, com o menor sofrimento e desfrutando da maior saúde possível.
Trazendo a visão da evolução tecnológica para mais próximo da Engenharia clássica, citamos os avanços nas áreas de terapia e diagnósticos, nos últimos anos, como: os Centros de Tratamento Intensivo (ventiladores pulmonares, monitores multiparamétricos, etc.); as cirurgias cardíacas (aparelhos de anestesia, de circulação extra-corpórea, bisturis de argônio, etc.); os diagnósticos por imagem (ultra-sonografia, tomografia computadorizada, cintilografia, ressonância magnética nuclear); os exames laboratoriais (bioquímica, hematologia, dentre outras.); os processos cirúrgicos cada vez menos invasivos (videolaparoscopia).
Todos esses avanços demonstram a grande evolução já alcançada nos equipamentos biomédicos e, sem dúvida, evoluiremos mais e mais a cada dia.
O maior problema encontrado nessa evolução é o de se acompanhar os crescentes custos, pois os benefícios são cada vez maiores e melhores. No entanto, essa evolução representa custos permanentemente elevados, mesmo quando essa tecnologia já está mais difundida. Um exemplo vivo é o preço de uma ressonância magnética nuclear, que pode atingir alguns milhões de dólares. As pesquisas necessárias para tal evolução consomem recursos muito importantes, desde a investigação básica até a comercialização do produto. Esses valores, cada vez mais crescentes, são cobrados da sociedade, ou através do sistema público ou do sistema privado. De fato, essa evolução tem que ser sustentada direta ou indiretamente pela sociedade, que necessita dar conta de um conjunto de demandas que ultrapassa a assistência médica.
Neste contexto, sabe-se que a comunidade científica não vai parar de pesquisar e desenvolver novas tecnologias, pois o que se pretende é viver mais e melhor. Por isso, o desejável seria “aproveitar” ao máximo essa evolução, pensando sempre em buscar o menor custo com o maior “benefício” possível, ou maior eficácia/efetividade, que seriam as palavras mais adequadas quando aplicadas à área da saúde, substituindo a relação custo/benefício por custo/efetividade.
É papel da Gestão de Equipamentos Médico-Hospitalares propiciar as condições e processos de garantia de qualidade, segurança e confiabilidade no uso desses equipamentos na assistência aos pacientes.
Esse estudo pretende ser uma ferramenta de consulta, auxiliando a esclarecer o processo da Gestão de Equipamentos Médico-Hospitalares com uma linguagem mais próxima a administrativa, possibilitando o melhor entendimento para sua implantação nos Estabelecimentos Assistenciais de Saúde.


3. INCORPORAÇÀO TECNOLÓGICA
Objetivos Gerais

Inserção da nova incorporação tecnológica nas políticas institucionais de médio e longo prazos da Instituição, considerando-se:



  • Perfil epidemiológico da população-alvo

  • Introdução de novos procedimentos e /ou exames

  • Aumento ou redução de atividades

  • Melhorar atendimento aos pacientes

  • Aumentar eficiência do funcionamento do Instituto

  • Necessidade de novas competências e/ou qualificações (médicos, operadores de equipamentos, técnicos de manutenção) em função da incorporação de novas tecnologias.


Objetivos Específicos

Obedecerá a particularidade de cada equipamento a ser adquirido.


Justificativas
A atividade médica em meio hospitalar e na prática ambulatorial recorre cada vez mais a tecnologias médicas sofisticadas e custosas. Os progressos observados nessas tecnologias médicas levam ao surgimento contínuo de inovações e à criação de novos aparelhos que colocam o funcionamento médico e hospitalar em uma situação de dependência em relação às mesmas. Por isso, os dispositivos e materiais médicos estão no centro das questões de qualidade e segurança dos cuidados.
Os constantes progressos científicos e técnicos introduzem no mercado Equipamentos Biomédicos mais sofisticados, mais eficazes, mais seguros, porém também mais caros. A noção de custo-efetividade (também conhecido como custo-benefício) torna-se um elemento de avaliação fundamental no contexto de recursos financeiros limitados, no qual os hospitais se encontram. Hoje em dia, o preço de compra e venda não constitui o critério mais importante na escolha da tecnologia; sendo considerados, cada vez mais, os custos futuros de funcionamento e a qualidade do serviço pós-venda.

Planejamento dos Equipamentos nos Contextos Médico, Sócio-Econômico e Financeiro
As necessidades médicas devem ser definidas e analisadas na base de uma estreita colaboração entre o corpo médico, a administração, os engenheiros e técnicos do hospital, permitindo a expressão correta dessas necessidades, tomando em consideração os contextos técnicos (obras, instalações, eletricidade, gás e fluidos, médicos, água, etc.) e humanos (composição e capacitação dos profissionais), pondo em evidência as exigências em termos de consumíveis e manutenção. O material adquirido deve ser aceito pelos profissionais, que devem ter sido treinados para a sua utilização.
Não devem ser assumidos compromissos econômicos ou operacionais superiores às possibilidades da Instituição.
A declaração das necessidades de aquisição é emitida, por um serviço que formula um pedido, seja:

  • De maneira espontânea, por iniciativa do chefe do serviço, ao informar suas necessidades e seus interesses à direção da Instituição;

  • De maneira organizada, pela qual cada chefe de serviço é solicitado a informar suas necessidades à direção do Instituto;

  • Porque um determinado equipamento já não responde às exigências de seus operadores, por falta de confiabilidade dos resultados oriundos da sua utilização, por obsolescência, ou pela frequência das avarias e dos longos períodos de manutenção.

Em todos os casos, o chefe do serviço de Engenharia Clínica e a Direção da Instituição de Saúde devem estabelecer uma relação entre o equipamento solicitado e a atividade presente e futura do serviço, incorporando-se no processo de planejamento estratégico da instituição.


Além disso, a definição da escolha dos equipamentos deve também estar de acordo com a visão global do dispositivo clínico-técnico, procurando a integração e a coerência geral, facilitando os fluxos de pacientes, prevendo a localização da plataforma tecnológica integrada na arquitetura geral.
O programa de aquisição de equipamentos permite planificar a evolução da infra-estrutura de tecnologia clínica ou logística como parte integrante do projeto estratégico do Instituto para os próximos anos.
O processo conduz ao exame e à análise de todos os projetos de equipamentos, em termos de oportunidade relativa a esse projeto estratégico.
Os critérios de seleção ficam assim claramente definidos, conhecidos por todos, inscritos em uma política de aquisição e dentro de um processo de planificação global da Instituição.
A aquisição de equipamentos está vinculada à definição de um plano de investimento, descrevendo os meios financeiros a investir a curto e em médio prazo, assim como a forma como esses investimentos serão financiados e pagos.
As necessidades médicas devem ser definidas e analisadas na base de uma estreita colaboração entre o corpo médico, a administração, os engenheiros e técnicos do hospital, permitindo a expressão correta dessas necessidades, tomando em consideração os contextos técnicos (obras, instalações, eletricidade, gás e fluidos, médicos, água, dentre outros) e humanos (composição e capacitação dos profissionais), pondo em evidência as exigências em termos de consumíveis e manutenção. O material adquirido deve ser aceito pelos profissionais, que devem ter sido treinados para a sua utilização.
Não devem ser assumidos compromissos econômicos ou operacionais superiores às possibilidades da Instituição. A definição da escolha dos equipamentos deve também estar de acordo com a visão global do dispositivo clínico-técnico, procurando a integração e a coerência geral, facilitando os fluxos de pacientes, prevendo a localização da plataforma tecnológica integrada na arquitetura geral.

Outro ponto importante seja do ponto de vista de segurança ou em um processo de modernização tecnológica é a definição do momento, dos critérios e parâmetros para alienar e/ou substituir um equipamento. A decisão de desativação de um equipamento depende não somente do custo da mão-de-obra (mesmo sendo serviço interno), mas também da dificuldade de obtenção de peças de reposição, do número de vezes que esse equipamento vem apresentando falhas nos últimos anos, da existência de tecnologias mais modernas com um menor custo de operação, da disponibilidade financeira da Instituição, dentre outras.


Os investimentos podem realizar-se de formas diferentes, em geral, caracterizadas em quatro grandes grupos:

Destinam-se à substituição de um equipamento obsoleto e permitem não só reduzir os custos de manutenção como também melhorar a qualidade da produção;

  • Investimentos de desenvolvimento

Têm por objetivo atender à demanda de evolução atividade, respondendo a uma necessidade de diversificação, ou de busca de complementaridade;

  • Investimentos estratégicos

Têm como objetivo principal incorporar as evoluções tecnológicas na oferta dos cuidados de saúde;

  • Investimentos humanos e sociais

Reúnem os aspectos de contratação e de formação, as condições de trabalho, os processos de segurança, dentre outros.
Políticas Institucionais

  • Qual é o “Negócio” da Instituição?

  • O que produz?Como produz? Quanto produz?

  • Quem são seus clientes?


Compatibilização da Incorporação da Nova Tecnologia com:

  • Criação do Fluxo de Incorporação de Nova Tecnologia através de Comitê;

  • Elaborar as especificações para seleção do equipamento, em conformidade com as prescrições deste documento, a serem incluídas no edital de licitação (se a instituição for pública) ou no processo de aquisição (se a instituição for privada);

  • Executar os procedimentos para recebimento do equipamento, acompanhamento da sua instalação e sua aceitação.



Planos Estratégicos de Longo Prazo:

  • Justificativa Técnico-Institucional do solicitante da Tecnologia;

  • Avaliação de usuários de outras instituições;

  • Questionário;

  • Bibliografia apropriada (publicações em revistas especializadas e catálogo de fornecedores).


Determinação da Demanda de Nova Tecnologia:

Define de fato um número de pacientes que irão se beneficiar da nova tecnologia.



Objetivos Imediatos:

  • Simplificação de Tarefas.

  • Aumento ou Redução de Atividades.


Relação de todos os custos associados ao uso da Nova Tecnologia.
Mudança na Lógica na aquisição de Insumos.
Seleção, Contratação e Treinamento de Equipes de Apoio (Médicos, Enfermeiros, Engenheiros, Técnicos e Administrativos).

Roteiro para Aquisição de Equipamentos/ Incorporação de Tecnologia
Análise do Ciclo de Vida:

Determinação do Ciclo de Vida.

Quantificação do fluxo de caixa.

Verificação do valor de Aquisição


Confiabilidade:

Taxa de Falha (TMR) = De quanto em quanto tempo, ocorre quebra desse equipamento.


Características para Manutenção:

Tempo Médio de Reparo (MTR) = Quanto tempo demora para consertar o equipamento.


Efetividade:

Ergonomia.

Resultado Clínico.

Impacto Operacional = Custo para instalar, dificuldades, obras necessárias.


Estabilidade do Fabricante:

Se possui representante no Brasil.

Solidez e nome da empresa.

Sequência para o Processo de Aquisição
A) Listagem dos Materiais:


  • Quantidades.

  • Tipos.


B) Especificação dos Materiais.
C) Determinação das:

  • Exigências Institucionais.

  • Cláusulas Nacionais.


D) Convite aos Fornecedores ou Licitação Pública dos Equipamentos.
E) Avaliação das Propostas Recebidas.
F) Consolidação das Propostas.
G) Conferência com a Equipe Médica.
H) Cálculo do Custo Total.
I) Apresentação e Discussão dos Resultados com a Coordenação do Projeto.

Equipe ideal para o Processo de Aquisição em suas diferentes fases:

  • Advogados

  • 01 Representante da Equipe Médica.

  • 01 Representante da Equipe de Enfermagem.

  • 01 Especialista em Processo de Importação e Exportação (se necessário).

  • 01 Engenheiro Clínico ou Chefe do Serviço de Manutenção.

  • Representantes das Firmas Participantes da Citação.


Procedimentos para auxílio na especificação dos equipamentos:

  • Coletar Dados, Interpretações e Literaturas relativas ao Equipamento.

  • Coleta de Informações junto aos Fabricantes.

  • Catálogos, Manuais (reunir no mínimo três catálogos se possível).

  • Coletar informações junto aos usuários:

  • Pessoal mais experiente (Equipe do Processo de Aquisição) deve procurar elaborar questionário para usuário responder.


Verificar Legislação aplicável:

Normas técnicas, regulamentações e outros dispositivos legais aplicáveis.


Elaboração das Especificações Clínicas:

  • Parâmetros de medida ou estimulação.

  • Faixas de funcionamento para medição das variáveis fisiológicas.

  • Restrições.


Elaboração das Especificações Técnicas (por um Engenheiro):

  • Requisitos Elétricos.

  • Requisitos Mecânicos.

  • Requisitos Químicos.


Estudo para Viabilização da Pré-Instalação
Pré- Instalação: Conjunto de requisitos de arquitetura e de engenharia, especificados pelo fornecedor, que devem ser atendidos pela instituição para instalação de equipamento médico-hospitalar (biomédico).
1)Tipo de Espaço Físico:

Dimensões do Equipamento.

Tipo de piso ou teto.

Local de utilização e acesso.


2) Energia:

Vácuo.


Elétrica.

Ar-Comprimido.


3) Peso:

Montagem em parede ou solo.

Máxima carga por m2.
4) Infra-estrutura necessária:

Tipo de água e vazão / Tipo de esgoto e vazão.

Sistemas de Proteção Elétrica.

Sistemas de Emergência necessários (“NO BREAK”).

Construção ou reforma de espaço.
5) Faixa de Temperatura:

Necessidade de Sistemas de Controle Ambiental.


6) Vibração ou Choque:

Colocação de Amortecedores.




7) Radiações Ionizantes ou Não-Ionizantes:

Blindagem da sala.

Proximidade das antenas.

Eletrocautérios.

Motores Elétricos.

Campo Magnético.

Campo Elétrico.
8) Normas aplicáveis:

ABNT, CNEN, CRM, Normas Internacionais: (DIN, IEC, etc...).


9) Características Elétricas:

Nível de tensão.

Número de fases.

Corrente por fase.


10) Umidade:

Controladores Ambientais de Umidade.

Medidas de Umidade.

Presença de Sprinkler.

Perigo de derramamento acidental de água.

Definição das Especificações Técnicas
A especificação dos equipamentos é uma tarefa que requer muito cuidado. Ela estabelece as condições para que sejam oferecidas propostas adequadas às necessidades da instituição.
É um documento que deve ser elaborado de acordo com as características do Estabelecimento Assistencial de Saúde (EAS).
Este documento deve conter:


  • Escopo: Define as áreas cobertas pela especificação, apresenta a organização e estabelece abreviações;

  • Documentos relacionados: Lista de documentos ligados à especificação;

  • Requerimentos: Descrição pormenorizada dos objetivos e características do equipamento;

  • Objetivos: Descreve os objetivos esperados do sistema;

  • Requerimentos Gerais: Apresenta fatores restritivos como filosofia clínica, instalação já existente, fatores ambientais e características genéricas necessárias;

  • Requerimentos Específicos: Descreve os itens de especificação, ou seja, as características funcionais do equipamento de forma qualitativa e quantitativa para atender às necessidades específicas de caráter clínico, técnico e ambiental;

  • Teste e aceitação do equipamento: Define testes e condições nos quais o equipamento será aceito;

  • Cláusulas especiais: Exigências especiais e específicas relativas à manutenção, tais como:

- Peças de reposição.

- Garantia de peças de reposição.

- Garantia de fornecimento de manuais técnicos.

- Prazo de garantia.

- Competência técnica do fornecedor.

- Responsabilidades por falhas técnicas.

- Treinamento.

- Testes técnicos e clínicos do equipamento.

- Exigência de referências de outros clientes.

- A proximidade do representante técnico é um fator importante no processo de avaliação da licitação;

- O custo de transporte e diárias de um técnico para execução de serviços de reparos pode tornar inviável a operação do equipamento.
É necessário amarrarmos as seguintes informações para garantir que o equipamento solicitado vai atender às características desejadas:

A) Características de utilização:

Especificação (descartável, reutilizável, implantável, invasivo, esterilizável, dentre outros).



B) Tipo de montagem:

Forma de montagem para utilização (bancada, piso, rodízios, dentre outros).



C) Configuração Física:

Características específicas (modular, integrado, disponibilidade física, forma de acesso, conexão física, dentre outros).



D) Dimensões Físicas:

Dimensões internas e/ou externas do equipamento.



E) Faixa de funcionamento:

Temperatura, pressão, velocidade, dentre outros.



F) Controles:

Parâmetros de ajuste (volume corrente da mistura ar/O2, Temperatura do paciente, freqüência respiratória, dentre outros).



G) Alarmes:

Proteção e monitoração de parâmetros (faixa de alarme de monitor cardíaco).



H) Modo de indicação e registro dos parâmetros:

Tela de monitor, vídeo, registrador térmico, impressora, dentre outros.



I) Aspectos Gerais:

Distância para leitura do display, nível de iluminação do display, tipo de alimentação (elétrica, hidráulica, manual, dentre outros).



J) Capacidade Nominal:

Quantidade de trabalho processada por ciclo (volume de exames por hora e número de amostras processadas por hora).



K) Acessórios acompanhantes:

Tipo de transdutores, faixa dos transdutores, dentre outros.


Significados
Exatidão:

Valor máximo de erro (valor medido – valor real) x 100 / valor medido.


Precisão:

Utilização apropriada (número de casas decimais após a vírgula).


Sensibilidade:

Incremento mínimo na entrada que produz alteração no valor de saída.


Resolução:

Valor mínimo da escala de medida que o equipamento é capaz de fornecer (escala de 1 a 100, cada subdivisão do indicador tem resolução de 1 unidade por divisão).


Garantia:

Análise do contrato de manutenção após a garantia. Tempo de Garantia. Quem é o responsável pelo transporte durante a garantia? Manutenção pós-garantia.


Listagem de peças de reposição:

Garantia de fornecimento de peças de reposição (Pode ser imposto no contrato, o fabricante aceita ou não).


Assistência Técnica:

Quem presta o serviço: Firma terceirizada ou o próprio fabricante.



Avaliação das propostas Apresentadas
Indicadores para avaliação da proposta:

  1. Classificação técnica: descrição das características técnicas de cada concorrente.

  2. Classificação clínica: semelhante à anterior.

  3. Classificação de custo: semelhante à anterior.

  4. Informações adicionais: opiniões de outros usuários e a classificação de outras instituições. (Se este item modificar as classificações deve ser especificado o motivo).

A emissão do Contrato ou Ordem de Compra é tarefa do departamento jurídico do EAS, o qual deve contar com a colaboração da equipe solicitante.

Para licitações públicas, a escolha do fornecedor deve obedecer às condições estabelecidas no edital e ser realizada em conformidade com os critérios declarados na licitação, como mostra o quadro abaixo.

Contrato de Compra


  • Menor preço = a classificação se dará por ordem crescente de preços e será selecionada a proposta de menor custo.

  • Melhor técnica = prevalece a proposta que oferecer os melhores requisitos técnicos. Destina-se a selecionar serviços em que predominam a natureza intelectual.

  • Técnica e preço = também se destinam à contratação de serviços, embora sejam usados para bens e serviços de informática.



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