Instituto superior de ciências do trabalho e da empresa



Baixar 0.63 Mb.
Página2/9
Encontro02.03.2018
Tamanho0.63 Mb.
1   2   3   4   5   6   7   8   9

Excepcionalmente, os critérios de Melhor técnica e Técnica e preço podem ser usados para aquisição de bens de grande vulto, o que requer justificativas e autorizações especiais.

Itens a serem avaliados, com extremo cuidado:


  • Prazo de garantia oferecida.

  • Assistência técnica após a garantia (proximidade dos serviços).

  • Peças de reposição – facilidade de fornecimento.

  • Material de consumo: O que se gasta, quanto se gasta, custo do material e possibilidade de substituição por outro fornecedor.

Fluxograma 1 - FLUXOGRAMA DA AQUISIÇÃO DE EQUIPAMENTOS BIOMÉDICOS (Pode ser utilizado por Instituições Públicas e Privadas)






















1) Descrição das necessidades do corpo clínico. Especificação do Equipamento.

2) Análise dos itens para estabelecer critérios iniciais.

3) Envio de cartas consultas aos fornecedores solicitando o orçamento e especificações técnicas dos equipamentos. Formulário com itens exigidos e preenchimento pelo fornecedor.

4) Análise do material fornecido, comparação com os critérios iniciais, comparação entre as propostas e seleção das empresas que atendem aos critérios iniciais.

5) Verificação de preços e se os mesmos estão dentro da realidade financeira da Instituição.

6) Proceder ao refinamento das especificações das empresas pré-selecionadas.

7) Realização de teste de campo com os equipamentos pré-selecionados.

8) Apresentação de relatório com as especificações e características de cada equipamento testado. Esse relatório deverá ser feito pela Equipe de Engenharia Clínica e pelos operadores do equipamento.

9) Proceder à negociação comercial das condições de aquisição (garantia, prazo de entrega, forma de pagamento, dentre outros).

10) Contrato de Aquisição.

11) Recebimento e registro das condições de entrega e quantidades recebidas.

12) Instalação do Equipamento.

13) Testes de recebimento, realizados pela Engenharia Clínica em conjunto com os operadores.

14) Treinamento operacional. Visa ensinar à equipe de operadores a plena operação do equipamento, com todos os recursos disponíveis. A equipe de Engenharia Clínica deve participar de todo o treinamento, mantendo-se o registro dos participantes. Quando a tecnologia é comprada juntamente com treinamento, visando a manutenção do equipamento, a Engenharia Clínica é responsável pela cobrança desse treinamento junto ao fornecedor, pelo registro das etapas do treinamento e pela manutenção desses registros.

15) Colocação em uso: O equipamento só deverá ser utilizado em rotina com pacientes, após o treinamento adequado dos operadores.

16) Pagamento: conforme o previsto em contrato e somente após o cumprimento de todos os itens do processo.
Procedimentos de recebimento e Aceitação
(a) INSPEÇÃO DE RECEBIMENTO: Técnica designada para recebimento do equipamento. A equipe deverá realizar uma inspeção visual do equipamento entregue pelo fornecedor, para assegurar que:


  1. O equipamento corresponde àquele especificado;

  2. O equipamento está completo, com todos os acessórios e documentação técnica especificados;

  3. Não existem partes do equipamento e seus acessórios danificados;

  4. O equipamento está compatível com os requisitos de pré-instalação aprovados pelo fornecedor.


(b) FORMALIZAÇÃO DO RECEBIMENTO: A equipe técnica comunicará ao serviço competente da Instituição, o recebimento formal do equipamento, para a adoção das providências necessárias ao cumprimento das condições e prazos previstos no contrato firmado entre o fornecedor e a instituição.
(c) IDENTIFICAÇÃO DO EQUIPAMENTO: Após seu recebimento formal, o equipamento deve receber um número de identificação apropriado, a fim de incluí-lo no patrimônio e no sistema de gerência e manutenção da instituição (Número de Controle), além do código de identificação do Patrimônio (um número de quatro dígitos seguido do nome da Instituição).
(d) FORMALIZAÇÃO DA ACEITAÇÃO: A equipe técnica comunicará ao serviço competente da Instituição, o aceite final do equipamento para adoção das providências necessárias ao cumprimento das condições e prazos previstos no contrato firmado entre o fornecedor e a instituição.

Instalando o Equipamento


Após o recebimento conforme foi descrito, parte-se para a pré-instalação e a instalação. A pré-instalação corresponde ao conjunto de condições físicas determinadas pelo fornecedor, que deve ser atendido pela instituição para a instalação dos equipamentos. As condições dependem do tipo de equipamento a ser instalado, mas em geral se organizam em:

Condições físicas:



  • Área necessária para a instalação do equipamento, espaço livre recomendado pelo fabricante ou normas e área para circulação;

  • Rota de passagem para o equipamento chegar ao local da instalação;

  • Resistência do piso do local de instalação e da rota de passagem;

  • Necessidade da construção de base ou suporte para o equipamento;

  • Área de suporte (determinados equipamentos requerem uma área de suporte muito maior do que a área de instalação).

Condições de alimentação:



  • Elétrica;

  • Hidráulica;

  • Gases,

  • Sistema de estabilização eletrônica de tensão.

Condições de proteção e normativas:



  • Sistema de aterramento;

  • Sistema de proteção contra descargas elétricas;

  • Sistema de radioproteção;

  • Sistema de alimentação de emergência;

  • Compatibilidade eletromagnética (no caso de equipamentos que geram campo eletromagnético – ressonância magnética, por exemplo – verificar se as áreas adjacentes consideram as questões relativas à influência dos campos gerados).

Condições ambientais:



  • Controle de temperatura;

  • Controle da umidade;

  • Controle de verificação.

Procedimentos de Uso e Manutenção
(a) INÍCIO DE OPERAÇÃO DO EQUIPAMENTO: O serviço da Instituição responsável pelo uso clínico do equipamento deve providenciar as condições e rotinas técnicas e administrativas para iniciar seu uso em serviço.
(b) PROFISSIONAIS HABILITADOS: A Instituição deve formalizar procedimentos visando evitar que profissionais não treinados em determinado equipamento venham a operá-lo ou a realizar serviço de manutenção, exceto sob supervisão de profissionais habilitados ou até serem considerados competentes para exercer a função.
Treinamento no uso do equipamento
A Instituição deve formalizar procedimentos que assegurem que nenhum equipamento médico-hospitalar será utilizado até dispor de profissional adequadamente treinado para operá-lo, incluindo ações de emergência em caso de mau funcionamento.
(a) TREINAMENTO DE OPERADORES: O edital deverá prever o treinamento de operadores, no caso em que a Instituição julgar que as informações técnicas para operação do equipamento (manual de operação), são insuficientes para capacitar seus operadores no uso correto e seguro do equipamento.
(b) TREINAMENTO DE TÉCNICOS EM MANUTENÇÃO: A equipe técnica deverá considerar o treinamento de técnicos da Instituição ou de um Serviço de Engenharia Clínica próprio ou terceirizado.

Documentação


  1. REGISTROS DO RECEBIMENTO, INSTALAÇÃO E ACEITAÇÃO: A equipe técnica designada para recebimento, instalação e aceitação do equipamento médico-hospitalar (biomédico), deve registrar em documento único apropriado, informações detalhadas sobre o equipamento e todos os eventos do processo de seu recebimento, instalação e aceitação.




  1. CONTROLE DA DOCUMENTAÇÃO: A Instituição deve realizar a guarda e controle de toda documentação referente ao recebimento, instalação e aceitação do equipamento, incluindo sua documentação técnica (manuais de operação e manuais de serviço) e atualizações efetuadas nesta documentação, devendo ainda divulgar nos setores competentes as informações nela contidas.




  1. REGISTROS DOS TREINAMENTOS: A Instituição deve manter registro de todos os treinamentos realizados pela Instituição ou pelos fornecedores para capacitação de profissionais e técnicos do Instituto na operação ou prestação de serviços de manutenção de cada equipamento adquirido.




  1. MANUAL DE OPERAÇÃO: Conjunto de Instruções necessárias e suficientes para orientar o usuário de equipamento médico-hospitalar (biomédico) em seu uso correto e seguro. O vencedor da licitação deverá fornecer a Instituição todas as informações técnicas em português.


(e) MANUAL DE SERVIÇO: Conjunto de informações técnicas necessárias e suficientes para a prestação de serviços de manutenção de equipamento médico-hospitalar (biomédico), incluindo:

  1. Esquemas eletrônicos, mecânicos e pneumáticos;

  2. Procedimentos de manutenção preventiva e corretiva;

  3. Procedimentos de calibração;

  4. Relação das ferramentas e equipamentos necessários para manutenção e para calibração;

  5. Lista de partes e peças de reposição com os respectivos códigos de identificação.


Diretrizes do Edital de Aquisição
Assistência Técnica e Manutenção


  1. COMPETÊNCIA DO FORNECEDOR: O edital deverá prever que o fornecedor possua equipe de assistência técnica ou representação técnica especializada para a prestação de serviços de manutenção no Estado do Rio de Janeiro, a custos e prazos compatíveis àqueles praticados no mercado para o mesmo tipo de equipamento.




  1. OBRIGAÇÕES DO FORNECEDOR:

    1. O fornecedor deve garantir o equipamento e seus acessórios durante um período de tempo estabelecido a contar da data de aceitação do equipamento.

    2. O fornecedor deve ser responsável por vícios ou defeitos de fabricação, bem como desgastes anormais do equipamento, suas partes e acessórios, obrigando-se a ressarcir os danos e substituir os elementos defeituosos, sem ônus ao Instituto.




  1. ASSISTÊNCIA TÉCNICA E MANUTENÇÃO PRESTADA PELO FORNECEDOR OU SEUS REPRESENTANTES AUTORIZADOS:

    1. O fornecedor deve assegurar a prestação permanente dos serviços de assistência técnica e manutenção do equipamento, após o vencimento do prazo de garantia, com qualidade satisfatória e mediante remuneração compatível com os valores de mercado.

    2. O fornecedor deve assegurar a prestação dos serviços de manutenção preventiva ou corretiva, comprometendo-se a realizá-la em prazo máximo definido, a partir da data de recebimento do pedido da instituição, assumindo o ônus de não computar no período de garantia os prazos excedentes de manutenção do equipamento.




  1. ASSISTÊNCIA TÉCNICA E MANUTENÇÃO REALIZADA PELA PRÓPRIA INSTITUIÇÃO: No caso em que o Instituto possua unidade de gerência e manutenção, com técnicos capacitados para a prestação destes serviços após o término do período de garantia do equipamento, o Instituto deve considerar a inclusão das seguintes exigências:




    1. O fornecedor deve assegurar, durante um período de tempo estabelecido a contar da data de aceitação do equipamento, o fornecimento de partes e peças de reposição, comprometendo-se a fazê-lo em prazo máximo definido, a partir da data de recebimento do pedido do Instituto.

    2. O fornecedor deve fornecer ao Instituto, nas condições e prazos previstos no contrato, todas as informações técnicas necessárias para a prestação de serviços de manutenção do equipamento (manual de serviço).




  1. ESTOQUE DE PARTES E PEÇAS: O fornecedor deve manter estoque de partes e peças de reposição e assegurar seu fornecimento por um período mínimo estabelecido no contrato.




  1. REFERÊNCIAS: O edital deverá prever que os fornecedores apresentem uma relação de clientes que utilizam o equipamento médico-hospitalar (biomédico), para fins de investigação pelo Instituto quanto aos custos e qualidade da assistência técnica e manutenção prestada.


Pré-Instalação, Recebimento, Instalação e Aceitação


  1. REQUISITOS DE PRÉ-INSTALAÇÃO: Os fornecedores dos equipamentos, concorrentes da licitação, devem fornecer ao Instituto, os requisitos de pré-instalação de seus equipamentos, necessários para avaliar a adequação das instalações do Instituto para recebimento e instalação do equipamento.




  1. VERIFICAÇÃO DA CONFORMIDADE: A verificação da conformidade das instalações do Instituto aos requisitos estabelecidos pelo fornecedor vencedor da licitação deve ser efetuada por inspeção local realizada pelo fornecedor ou seu representante autorizado, que aprovará formalmente as instalações.




  1. REGULAMENTAÇÃO TÉCNICA: Os requisitos de pré-instalação devem atender às prescrições da regulamentação técnica que dispõe sobre a arquitetura e engenharia de estabelecimentos de saúde.




  1. AVALIAÇÃO TÉCNICA: A equipe técnica deve considerar a necessidade de se exigir a avaliação técnica dos equipamentos dos fornecedores classificados pela licitação, antes da adjudicação do vencedor da licitação. A avaliação técnica é um conjunto de testes realizados em equipamentos médico-hospitalares (biomédicos) para verificação da conformidade de suas características técnicas, com as especificações exigidas.




  1. CONDIÇÕES DE RECEBIMENTO: O edital deverá prever as condições e prazos de entrega do equipamento pelo fornecedor, bem como definir o local do recebimento.




  1. VERIFICAÇÃO DO EQUIPAMENTO RECEBIDO: A equipe técnica designada para recebimento do equipamento, deverá se manifestar quanto à conformidade do equipamento com as especificações previstas no edital.




  1. PARTICIPAÇÃO DO FORNECEDOR NO RECEBIMENTO: O edital deverá exigir a presença do fornecedor ou seu representante autorizado, no recebimento do equipamento pelo Instituto.




  1. CONDIÇÕES PARA INSTALAÇÃO: A instalação do equipamento médico-hospitalar (biomédico) deve ser realizada pelo fornecedor ou seu representante autorizado, devendo ser iniciada exclusivamente após seu recebimento formal e aprovação dos requisitos de pré-instalação.




  1. CONCLUSÃO DA INSTALAÇÃO: O fornecedor ou seu representante autorizado deve efetuar os testes de instalação do equipamento, realizando demonstração de seu funcionamento à equipe técnica de acompanhamento.




  1. VERIFICAÇÃO DO FUNCIONAMENTO DO EQUIPAMENTO: A equipe técnica instituída para a aceitação do equipamento, deverá se manifestar quanto à adequação do funcionamento do equipamento, após a demonstração realizada pelo fornecedor ou seu representante autorizado.


Manual de Operação

No manual fornecido com o equipamento, deverão estar todas as informações técnicas em português, necessárias e suficientes para a correta instalação e operação segura do equipamento.



Treinamento


  1. TREINAMENTO DE OPERADORES: O edital deverá prever o treinamento de operadores, no caso em que o Instituto julgar que as informações técnicas para operação do equipamento (manual de operação), são insuficientes para capacitar seus operadores no uso correto e seguro do equipamento.


(b) TREINAMENTO DE TÉCNICOS EM MANUTENÇÃO: A equipe técnica deverá considerar o treinamento de técnicos do Instituto ou de um Serviço de Engenharia Clínica próprio ou terceirizado.
Custos
A equipe técnica de elaboração das especificações deve considerar a inclusão no edital de licitação (para processos de aquisição em instituições públicas), de requisitos referentes a custos complementares com o equipamento, especificamente no que se refere aos seguintes elementos:
1. Custos da assistência técnica e manutenção, particularmente os custos:

  • Dos serviços de assistência técnica e manutenção prestados durante e após o período de garantia do equipamento;

  • De transporte de técnicos e equipamentos em função da distância entre a instituição e o fornecedor ou seu representante técnico.


2. Custos de partes e peças, particularmente os custos:

  • Das partes e peças de vida média relativamente curta ou que estão sujeitas à esterilização;

  • Das partes e peças importadas.


3. Custos dos insumos e material de consumo, particularmente os insumos e materiais de consumo dedicados exclusivamente ao equipamento médico-hospitalar.
4. Custos de pré-instalação e de instalação, particularmente aqueles custos adicionais que podem ocorrer na adequação das instalações da Instituição ou durante a Instalação do equipamento, quando são adquiridos produtos para interface ou interconexão, controle ambiental ou proteção de interferências incluindo os custos de eventual acompanhamento ou inspeção pelo fornecedor.
5. Custos de treinamento, tanto dos operadores do equipamento quanto dos técnicos de manutenção do Instituto, devendo-se computar os custos com o treinamento inicial e treinamento continuado, incluindo a participação de especialistas e o possível uso de material didático.
6. Custos extracontratuais, particularmente aqueles referentes a transporte, taxas, impostos e seguros, entre outros, aplicáveis ao equipamento, suas partes, peças e acessórios.
Requisitos Legais
O edital de aquisição (licitação) deverá prever o cumprimento às exigências da regulamentação técnica federal, estadual e municipal, que dispõe sobre a qualidade, segurança, desempenho, instalação e uso de equipamentos médico-hospitalares.

Diretrizes de Contrato com o Fornecedor
Assistência Técnica e Manutenção

O contrato deverá explicitar as exigências, condições e prazos relativos à assistência técnica e manutenções preventivas e corretivas pelo fornecedor.


Pré-Instalação, Recebimento, Instalação e Aceitação

Condições de pré-instalação: Deve prever as condições e prazos para a inspeção e aprovação formal pelo fornecedor, da conformidade das instalações da instituição com os requisitos por ele estabelecidos para instalação dos equipamentos.

Condições de recebimento: Deve explicitar que o recebimento do equipamento somente será formalizado após ser conferida a conformidade do equipamento com as especificações do edital.

Condições de instalação: Deve prever as condições e prazos para a instalação, testes e demonstração de funcionamento do equipamento pelo fornecedor.

Condições de aceitação: Deve prever as condições e prazos para a aceitação formal do equipamento, após a demonstração de seu funcionamento pelo fornecedor.

Pagamento do fornecedor: Deve prever as condições e prazos de pagamento ao fornecedor, após o recebimento formal do equipamento pela instituição, bem como após sua aceitação formal.

Treinamento

O contrato deverá prever as condições e prazos para treinamento dos operadores do equipamento e/ou dos técnicos de manutenção do instituto.


Custos

O contrato deverá estabelecer condições, prazos e responsabilidades dos gastos relativos ao equipamento adquirido, conforme previsto no edital.


Requisitos Legais

O contrato deverá prever o cumprimento da regulamentação técnica sanitária aplicável ao equipamento, conforme previsto no edital de licitação.




Formulário 1 - QUESTIONÁRIO DE AQUISIÇÃO DE TECNOLOGIA


  1. DADOS DO ENTREVISTADO

Nome:

Cargo:


Unidade/Organização:

Telefone:



E-mail:


  1. ANTECEDENTES

  1. Descrição da aplicabilidade da tecnologia adquirida;

  2. Fabricante e modelo escolhido;

  3. Tempo de utilização da nova tecnologia em sua unidade;

  4. Experiência e/ou conhecimentos prévios sobre a tecnologia;

  5. Como foi realizado o processo de tomada de decisão para aquisição desta tecnologia?




  1. RENDIMENTO E UTILIZAÇÃO

  1. Grau de aceitação da nova tecnologia entre os funcionários quando de sua instalação;

  2. Tecnologia adquirida trouxe alterações (aumento, diminuição, sem alterações) no tempo de cumprimento de tarefas nos setores Clínico, Administrativo e De apoio?

  3. Quais os benefícios que eram esperados com a nova tecnologia? Foram alcançados?

  4. Quais os problemas esperados? Ocorreram?

  5. Ocorreram benefícios inesperados?

  6. Quais os problemas inesperados que surgiram?

  7. Relate as experiências com serviços de Instalação e Manutenção do Fabricante / Fornecedor?

  8. Como foi o rendimento? Ocorreu tempo ocioso?

  9. Como tem sido realizada a manutenção desta tecnologia posterior ao período de garantia? Quem faz? Como faz? Preventiva e Corretiva?


4. IMPLANTAÇÃO DA INFRAESTRUTURA DO SISTEMA DE GESTÃO
Definição do tipo de manutenção a ser adotado (se interno ou externo)
Dependendo da quantidade de equipamentos e a disponibilidade financeira é possível priorizar qual tipo de manutenção de verá ser adotado por cada instituição.
Em médios e grandes estabelecimentos assistenciais de saúde faz-se necessário a criação de equipe de engenharia clínica e/ou manutenção de equipamentos médico-hospitalares. O tempo de parada de um equipamento ou mesmo a disponibilidade de um leito serão diretamente relacionadas à agilização do atendimento. Com a equipe residente a instituição, o atendimento é quase imediato. O diagnóstico em geral é rápido, exceções para problemas mais complexos, que necessitarão de uma equipe mais especializada ou contacto direto com a assistência técnica autorizada. Em ambas as hipóteses a resposta da equipe residente é mais rápida para tomada de decisões estratégicas referente ao conserto do equipamento.
Em instituições de pequeno porte temos de avaliar o investimento necessário na formação de uma equipe. Compensa? Há espaço para tal? A opção mais adequada pode ir de contratos de manutenção preventiva e corretiva de empresas externas com visitas programadas, para aparelhos de maior complexidade a criação de equipes não residentes que atendessem mais de uma instituição, as quais fariam a divisão das despesas, ou ainda uma equipe interna formada por um técnico residente com um auxiliar.
Se você optar por contratar um serviço de Manutenção Externa, vai precisar de um Contrato de Manutenção; Seja cauteloso, pois o contrato irá gerenciar as relações do seu trabalho:
A) Contratos de Serviços por Períodos Determinados:

1. Inclui mão-de-obra para manutenção corretiva (e opcionalmente manutenção preventiva) no valor do contrato entre o EAS e o prestador de serviço.

Exemplo: É feito para equipamentos sofisticados ou quando o custo de treinamento, valor dos equipamentos, dificuldade de obtenção de peças de reposição e o salário a ser pago ao técnico NÃO justificarem a manutenção interna.
B) Contratos de Serviço sob Demanda:

Destacam-se dois:



1. Conserto por empresas prestadoras de serviço com preço e qualidade de trabalho.

Exemplo: É bastante usado para equipamento de média e baixa complexidade e na necessidade de manutenção corretiva. Nesse caso, o responsável pelo grupo deve verificar a qualidade do serviço, bem como o preço cobrado, comparando-o ao de outras empresas.



2. Contrato com empresa para atendimento de um grupo específico de equipamentos para os quais a solicitação de conserto é feita sob demanda.

Exemplo: É um contrato formal com o prestador, no qual o serviço é pago somente quando ocorre a falha do equipamento, não havendo obrigatoriedade de pagamento mensal. Deve ser usado para equipamentos de baixa e média complexidade, que raramente falham ou que não estão incluídos nos programas de manutenção preventiva.


Fonte: GEMA – Gerenciamento da Manutenção de Equipamentos Médico-Hospitalares

Equipamentos Médico-Hospitalares e o Gerenciamento da Manutenção – Brasília –2002 Ministério da Saúde – Projeto REFORSUS – Coordenação: Prof. Dr. Saide Jorge Calil

Infra-Estrutura de pessoal (como calcular e dimensionar o tamanho da equipe)
Existem diversos critérios para dimensionamento de equipes, que vão da complexidade do hospital ao quantitativo de serviços, setores e equipamentos. Outro dado a ser incluído é o tempo de utilização dos equipamentos ao longo do dia. O Hospital funciona continuamente em 24 horas todos os setores? Só emergência?
Muitas vezes equipes são dimensionadas e com o tempo se mostram inadequadas seja por falta ou excesso de pessoal, e com o tempo terão de ser ajustadas.
Em torno dos últimos 7 anos, alguns hospitais de grande porte, públicos, no Rio de Janeiro formaram equipes de Engenharia Clínica que possuem de 4 a 6 técnicos, 1 auxiliar administrativo e 1 engenheiro. Porém ocorrem casos em que hospitais da mesma complexidade contam apenas com equipes formadas por 2 técnicos fixos com 1 auxiliar administrativo e 1 engenheiro não residente. Outro fator que interferirá no processo é a disponibilidade orçamentária da instituição.

Os critérios de formação de equipes iniciais variam muito entre as ideologias praticadas no Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais (Lugares de maior concentração das atividades relacionadas a Engenharia Clínica no Brasil).


A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda no mínimo 1 engenheiro para cada 300 leitos e pelo menos 1 técnico para cada 150 leitos. O “Down State Medical Center” (EUA) recomenda uma equipe de 1 engenheiro, 4 técnicos, e 1 secretária para hospitais de 200 a 300 leitos. Ao optarmos pelo estudo de forma clássica, necessitaremos de informações como TMR, TRF, NHT e NHTE.
TMR – Tempo Médio de Reparos – Tempo médio gasto para manutenção de um equipamento. Ë exatamente o tempo que o técnico usa para consertar o equipamento. Não inclui o período de espera das peças de reparo, recursos financeiros, etc.

TMF – Tempo Médio entre Falhas – É o número médio de meses entre falhas, obtido verificando-se a média anual de defeitos do equipamento.

NHT – Número de Horas Técnicas – Número de horas efetivamente necessárias para a manutenção corretiva de um equipamento.

NHTE – Número de Horas Técnicas efetivamente trabalhadas por cada técnico – Número de Horas Técnicas efetivamente trabalhadas anualmente em manutenção corretiva.

Os tempos indicados acima, só podem ser obtidos com segurança depois que as atividades de seu grupo estiverem em pleno funcionamento, e a partir das OS (Ordens de Serviço). Assim, obtenha esses valores através de Benchmarking com outros Estabelecimentos Assistenciais de saúde que já possuam grupos de manutenção mais adiantados.


Supondo que o grupo de manutenção desconheça o TMR dos equipamentos que selecionou para execução interna da manutenção corretiva. Para facilitar use o cálculo, estimando a execução de três Ordens de Serviço por dia.
Isso quer dizer que, como o dia de trabalho possui 8 horas, serão gastas cerca de 2, 6 horas para o reparo (TMR) de cada equipamento.
Outra importante informação para o cálculo do número de técnicos a serem contratados é o TMF.


Quadro 1 - Tabela com o TMF de diversos equipamentos

Equipamento

TMF

Equipamento

TMF

Agitador de plaquetas

30*

Estufa de uso comum

24

Agitador de Tubos

30*

Foco cirúrgico

5,5

Agitador Magnético

30*

Fonte de Luz

11

Agitador Orbital

24

Forno bier

13,5

Aparelho de Raio X

09

Fototerapia

15

Aspirador Cirúrgico

24

Freezer Horizontal

30

Aspirador e compressor

15

Freezer Vertical

12

Autoclave

10

Incubadora

7,5

Balança Antropométrica

30*

Lâmpada de fenda

08

Balança Eletrônica

30*

Laringoscópio

15

Banho maria

30*

Mamógrafo

4,5

Berço Aquecido

10

Máquina de Hemodiálise

2,5

Bisturi Elétrico

4,5

Mesa Cirúrgica

7,5

Bomba de Infusão

7,5

Mesa Ginecológica

30*

Bomba de vácuo

30*

Microcentrífuga

15

Bomba de vácuo e ar

30*

Microscópio

20

Bomba para circulação extracorpórea

4,5

Microscópio Cirúrgico

04

Broncoscópio

04

Microscópio Eletrônico

02

Cardioversor

10

Monitor cardíaco

6,5

Centrífuga de bancada

30*

Monitor de pressão não invasiva

03

Centrífuga refrigerada

08

Monitor fisiológico

7,5

Colposcópio

8,5

Oftalmoscópio

20

Compressor de ar

15

Otoscópio

30*

Destilador

11

Oxímetro de pulso

09

Detetor Fetal

15

Phmetro

15

Eletrocardiógrafo

06

Processadora

2,5

Eletroencefalógrafo

2,5

Refrigerador

30*

Equipo Odontológico

06

Respirador

03

Estetoscópio

09

Serra de gesso

24

*Equipamentos cujo MTF é maior que 30 meses, ou seja, que não apresentaram ocorrências no histórico de manutenção durante o período observado.

Fonte: GEMA – Gerenciamento da Manutenção de Equipamentos Médico-Hospitalares



Equipamentos Médico-Hospitalares e o Gerenciamento da Manutenção – Brasília –2002 Ministério da Saúde – Projeto REFORSUS – Coordenação: Prof. Dr. Saide Jorge Calil







Se tivermos os valores de TMR e TMF para cada equipamento a ser mantido internamente pelo grupo, pode-se calcular o número total de horas anuais necessárias para o reparo de todos os equipamentos. Sendo o número de horas anuais para cada reparo de um tipo específico de equipamento = número de equipamentos desse determinado tipo x TMR x TMF médio.
Exemplo:

Suponha que os equipamentos selecionados para a manutenção corretiva interna sejam: 30 monitores cardíacos, 10 cardioversores, 5 bombas circulação extracorpórea, 5 bisturis elétricos, 5 focos cirúrgicos, 10 berços aquecidos, 18 incubadoras, 10 monitores de pressão não-invasiva e 40 estetoscópios.


Quantas horas anuais de trabalho serão gastas para a manutenção deste conjunto de equipamentos?

Utilizando a fórmula apresentada, temos:



  • 30 monitores cardíacos x 2,6 horas por OS x 12 meses / 6,5 = 144 horas / ano

  • 10 cardioversores x 2,6 horas por OS x 12 meses / 10 = 31,2 horas / ano

  • 6 Bombas Circulação Extracorpóreas X 2,6 horas por OS x 12 meses / 4,5 = 41,6 horas / ano

  • 6 bisturis elétricos x 2,6 horas por OS x 12 meses / 4,5 = 41,6 horas / ano

  • 6 focos cirúrgicos x 2,6 horas por OS x 12 meses / 4,5 = 41,6 horas / ano

  • 15 berços aquecidos x 2,6 horas por OS x 12 meses / 10 = 46,8 horas / ano

  • 15 incubadoras x 2,6 horas por OS x 12 meses / 7,5 = 62,40 horas / ano

  • 10 monitores pressão não-invasiva x 2, 6 horas por OS x 12 meses / 3 = 104 horas / ano

  • 40 estetoscópios x 2,6 horas por OS x 12 meses / 9 = 138,7 horas / ano

Isto significa que, anualmente, serão gastas aproximadamente 651,9 horas de trabalho para a manutenção corretiva deste conjunto de equipamentos. Este valor pode ser definido como o número de horas técnicas anuais (NHTA) necessárias para a manutenção corretiva e significa a soma de todos os NHTs já definidos anteriormente.
Dados a serem considerados:

  • O ano possui 52 semanas e aproximadamente 10 feriados (80 horas);

  • Um técnico é contratado por 40 horas semanais, tem 20 dias úteis de férias anuais (160 horas) e pode adoecer em média 5 dias / ano (40 horas);

  • Em geral, nem todo o tempo de serviço do técnico é gasto em atividades de manutenção corretiva.


Conclusão:

O tempo efetivamente trabalhado pode girar em torno de 70% do seu tempo total disponível (produtividade). No entanto, não é necessário levar este valor em consideração, já que ele foi estimado no TMR.


Sendo assim cada técnico estará efetivamente executando alguma atividade durante 1.800 horas / ano. Se ele for contratado apenas para manutenção corretiva, então você poderá usar o NHTE para verificar quantas horas seu grupo pode dispor para reparos de equipamentos por ano.

Portanto a partir destes dados é possível calcular o número de profissionais necessários, a divisão do NHTA do conjunto dos equipamentos selecionados por 1800 horas fornece o número de técnicos necessários para compor sua equipe inicial de trabalho.



Infraestrutura Física e Material
Os dados de definição da área física para um grupo de manutenção, no Brasil, ainda estão em estudo, porém, é possível seguir a referência de literatura estrangeira (Veterans Health Administration) como sugestão de cálculo de área para infra-estrutura física.
O espaço de 37 m2 é a área mínima para instalação de um grupo de manutenção. Além disso, é recomendável um espaço de 9,3 m2 para cada profissional, que deve ser dividido entre o grupo de manutenção corretiva de equipamentos de eletrônica e de mecânica.


Quadro 2 - Área Física

Manutenção Corretiva e desenvolvimento

37 m2(espaço mínimo) + 9,3 m2/empregado

Recebimento e Limpeza

9 m2(espaço mínimo) + 2,3 m2/empregado

Armazenagem

9 m2(espaço mínimo) + 2,3 m2/empregado

Reuniões e Biblioteca

14 m2

Sala do Diretor

14 m2

Secretaria e sala de Espera

11m2 para 1 empregado mais 7,5 m2/empregado Adicional

Banheiros

1 para até 20 empregados








Compartilhe com seus amigos:
1   2   3   4   5   6   7   8   9


©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal