Instituto superior de ciências do trabalho e da empresa



Baixar 0.63 Mb.
Página5/9
Encontro02.03.2018
Tamanho0.63 Mb.
1   2   3   4   5   6   7   8   9

Necessidades para um Programa de Manutenção Preventiva (MP)

Risco: Se o equipamento falhar, quais as conseqüências para pacientes e operadores?


Importância Estratégica: Qual o grau de utilização do equipamento? Se ele falhar, quantos pacientes ficarão sem atendimento? Existem equipamentos reservas para substituí-los? Se o equipamento ficar fora de uso, o EAS tem prejuízos financeiros (paralisação da receita cessante)?
Recomendações e Normas Técnicas: O que o fabricante recomenda sobre procedimentos de rotina e reposição de peças? O equipamento está sujeito a algum tipo de fiscalização?
Histórico: O histórico de cada equipamento é o registro de tudo que ocorre nele: danos, reparos, melhorias, lubrificação, regulagens.
Outras dicas:

  • Estado do equipamento: idade e se está ou não em uso;

  • Local e setor ao qual pertence;

  • Obsolescência tecnológica: o equipamento está ultrapassado? Há modelos mais modernos e eficientes?



Roteiro de MP





  • Recomendações do fabricante, normas técnicas e fiscalizações;

  • Observação do histórico de manutenção corretiva;

  • Inspeção geral;

  • Troca de peças e acessórios com vida útil vencida;

  • Lubrificação geral;

  • Limpeza externa e interna (se for viável e possível);

  • Aferição e calibração;

  • Testes de desempenho e segurança;


Programa de Manutenção Preventiva



Seu êxito depende de:

•Planejamento

•Mão de obra qualificada

•Capacitação de operadores dos equipamentos

•Existência de Procedimentos

•Existência de peças de reposição necessárias

•Uso de ferramentas e peças específicas

•Documentação e Registros


Divida os roteiros de MP em duas categorias:


  • MP Abrangentes: Avaliação geral de segurança e desempenho, feita normalmente, uma vez por ano.




  • MP Específicas: Verificação e troca de itens que se degradam entre as inspeções abrangentes. Serve para ficar sempre dentro das recomendações e normas técnicas.

Responsabilidades de Operador / Usuário

A responsabilidade primária da manutenção é do pessoal que opera o equipamento.

O operador do equipamento deve estar capacitado para:


  • Compreender como funcionam os equipamentos e se possível detectar os sintomas que antecedem a uma falha.

  • Limpar periodicamente os equipamentos.

  • Manter um Histórico do Equipamento no setor em pasta através dos registros, ordens de serviços, etc...entregues pelo Setor de Engenharia Clínica.

  • Exigir o cumprimento do plano de manutenção à ser definido pela Engenharia Clínica..

  • Permitir e facilitar o acesso à Equipe de Engenharia Clínica para a realização das Manutenções Preventivas e Corretivas.


Benefícios de um Programa de MP

• Prolongamento da vida dos equipamentos

• Maior disponibilidade para o uso.

• Maior confiabilidade dos equipamentos.

• Menores custos operacionais.

• Diminuição dos problemas de qualidade.

• Redução da freqüência das manutenções corretivas.
Identificação do Problema

No ambiente hospitalar, falhas e mau funcionamento dos equipamentos médicos são pouco tolerados e refletem a qualidade do apoio dos programas gerenciados pela divisão de manutenção. Há a necessidade de um suporte por parte dos profissionais da área de saúde na utilização e no gerenciamento efetivo dos equipamentos e das tecnologias médicas atualmente disponíveis, tendo em vista o avanço tecnológico crescente e contínuo da área. Política atual de manutenção reativa, ou seja, se quebrar chamaremos alguém para consertar. E o tempo de paralisação do equipamento? E o custo desta paralisação?


Inconvenientes da Manutenção Preventiva, sem planejamento

Investimento financeiro inicial alto, em recursos materiais e humanos com resultados visíveis a médio e longo prazo (1 a 2 anos); gerenciamento de uma manutenção preventiva é mais complicado do que de uma manutenção corretiva (principalmente em um hospital de grande porte), pois os equipamentos e seus acessórios circulam bastante, obedecendo às necessidades do momento; os equipamentos submetidos à manutenção preventiva terão que ficar fora de uso durante o procedimento. Isto será ruim para os equipamentos de áreas de cuidados críticos, ou quando houver poucos equipamentos de reserva disponíveis e que apresentem alto grau de utilização.




Procedimento passo a passo para o fluxo da Manutenção Preventiva



  • Programar Manutenção Preventiva de um equipamento Médico-Hospitalar com o Setor onde o mesmo se encontra.




  • Abrir uma Ordem de Serviço para Manutenção Preventiva e verificar se existe Procedimento de Manutenção Preventiva estabelecido para este modelo de equipamento.




  • Elaborar Procedimento de Manutenção Preventiva caso não exista e somente após a conclusão deste é que poderá ser programada a Manutenção Preventiva para este equipamento.




  • Preencher o “Check-List” (Lista de Verificação) correspondente.




  • Analisar com os dados e valores obtidos, se o equipamento está funcionando adequadamente.




  • Abrir uma Ordem de Serviço para Manutenção Corretiva se o equipamento não estiver funcionando de maneira adequada.




  • Completar o preenchimento da Ordem de Serviço de Manutenção Preventiva caso o equipamento esteja funcionando de maneira adequada.




  • Programar a próxima Manutenção Preventiva do Equipamento com o Setor, respeitando o prazo estabelecido no equipamento correspondente. Esta data deverá ser registrada no Cronograma de Manutenção Preventiva.

Formulário 4 - CRONOGRAMA DE MANUTENÇÃO PREVENTIVA
Equipamento: Setor:

Modelo: No de Controle: No de Série:

Patrimônio:


DATA DA REALIZAÇÃO DA PREVENTIVA



PREVISÃO PARA A PRÓXIMA PREVENTIVA





























Fluxograma 5 – FLUXOGRAMA DA ROTINA DA MANUTENÇÃO PREVENTIVA






9. MANUTENÇÃO PREDITIVA

É a manutenção preventiva feita através da substituição de peças ou componentes dos Equipamentos quando estes tiverem apresentado um determinado perfil estatístico. Este perfil é obtido através de análises estatísticas feitas nos históricos de falhas dos equipamentos. Estas análises se baseiam na vida-média das peças e componentes dos equipamentos. Para isto desenvolveu-se uma área específica de estudo chamada de confiabilidade.


A manutenção preventiva, quando bem implementada diminui o tempo de inatividade dos equipamentos devido a falhas, e conseqüentemente reduz os custos operacionais, aumentando a produtividade dos equipamentos. Outra vantagem da manutenção preventiva é que possibilita uma ação de prevenção (agir antes que aconteça a falha) por parte do pessoal da manutenção ao invés da ação reativa (agir só depois que a falha aconteceu) característica da manutenção corretiva.
Ainda costuma-se falar de dois outros tipos de manutenção:
- Manutenção de Melhorias (Improvement Maintenance): Esta manutenção consiste em levar em conta os fatores confiabilidade (grau de confiança) e facilidade de manutenção ao fazer o projeto dos equipamentos. Assim, equipamentos bem projetados serão ergonômicos tanto para operadores, como para os encarregados da manutenção dos mesmos. Além disso, uma boa manutenção de melhorias irá reduzir a necessidade de manutenções preventiva e corretiva nos equipamentos, tornando os mesmos mais seguros e confiáveis.
- Manutenção Proativa (MPA): Manutenção que ataca a raiz dos problemas, resolvendo-os de modo definitivo. Ao contrário dos outros tipos de manutenção, esta manutenção não analisa os sintomas, mas sim as causas das falhas. Enquanto a manutenção de melhorias é feita na fase de projeto, a manutenção proativa é realizada em campo.

10. CALIBRAÇÃO
No ambiente hospitalar, praticamente todos os equipamentos devem ser calibrados, por motivo de estarem ligados diretamente a diagnósticos médicos providos dos resultados que os mesmos indicam.
Não devem existir dúvidas, dos médicos, enfermeiros, anestesistas, fisioterapeutas ou quaisquer outros profissionais habilitados a utilizarem tais equipamentos, quanto a estes estarem ou não calibrados e suas medidas corretas.
É importante considerar que há equipamentos que, por darem suporte à vida, podem comprometer fortemente um nível de cuidado planejado em um procedimento terapêutico quando falham por falta de calibração
Definições
Calibração

É a comparação de um dispositivo ou sistema de medição com outro dispositivo ou sistema que tem uma relação conhecida com um padrão certificado.

É um conjunto de operações que estabelece, sob condições especificadas, a relação entre valores indicados por um instrumento de medição ou sistema de medição ou valores representados por uma medida materializada ou um material de referência, e os valores correspondentes das grandezas estabelecidas por padrões.

Ajuste

Operação destinada a fazer com que um instrumento de medição tenha desempenho compatível com seu uso.



Rastreabilidade

Propriedade do resultado de uma medição ou do valor de um padrão estar relacionado a referencias estabelecidas, geralmente padrões nacionais ou internacionais através de uma cadeia contínua de comparações, todas tendo incertezas estabelecidas.



Incerteza de Medição

Parâmetro associado ao resultado de uma calibração, que caracteriza a dispersão dos valores que podem ser fundamentalmente atribuídos a um equipamento.


Valor de Referência

Valores determinados no ensaio de calibração, esse valor pode ser determinado pelo usuário ou pela empresa que realizará essa calibração, o ideal é realizar calibrações em pontos dispersos dentro da faixa total do equipamento, esse detalhe ficará melhor determinado conforme necessidade do usuário. Em outros casos o usuário utiliza um ponto de trabalho, e o usuário solicita calibração somente nesse ponto, que é outro modo de se solicitar uma calibração.



Média das Leituras

Valores que são retirados de no mínimo 03 leituras anotadas em uma planilha de dados da calibração, sendo posteriormente digitados em um sistema ou um software de calibração.



Correção

Valor adicionado algebricamente ao resultado não corrigido de uma medição para compensar um erro sistemático.



U: Representa a incerteza de medição.

K: É o fato de abrangência.
A seguir uma tabela de exemplo de aplicação dos parâmetros mínimos que devem conter em um certificado de calibração:

Valor de Referência

Média das Indicações

Correção

U

K

100

100,5

0,5

0,1

2

200

200,7

0,7

0,2

2

300

300,1

0,1

0,2

2

400

400

0

0,4

2





Compartilhe com seus amigos:
1   2   3   4   5   6   7   8   9


©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal